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Tuesday, July 16, 2013

Órfã (classe média também sofre)

Tipo a minha obsessão por anchovas, desenvolvida de tanto vê-la pela TV e nos meus livros de receitas, havia algo que eu nunca provara, mas sempre quis e já amava, que era o azeite trufado. Melhor dizendo, as trufas. Vocês conhecem a história da trufa que adquiri por engano há um ano atrás. 
Esqueci de contar que quando viajei para a Itália, no ano passado, reservei uma parte substancial do orçamento da viagem para a aquisição de ingredientes específicos, e as trufas eram parte disso. Não vou dizer quanto gastei, mas o negócio foi o seguinte: meus pais, sabendo dessa minha específica obsessão, me levaram de carro até Alba, cidadezinha piemontesa que costuma ter em outubro uma temporada de trufas e tudo fica em festa. Ivaginem o meu neuvoso de ir para lá em setembro, tão perto e tão longe de minha obsessão. Mesmo assim, perambulamos por diversas padarias e mercadinhos no entorno da praça principal, e lá eu dei vazão a uma compra compulsiva por absolutamente tudo trufado que encontrei: polenta, arroz para risotto, mel de acácias com trufas brancas, sal com trufas brancas, tempero com trufas, e mais alguma coisa que nem me lembro mais. Não comprei azeite porque meses antes o Angeloni passou a comercializar uma garrafinha de 50ml de azeite trufado da marca Costa d'Oro por coisa de R$15,00, e eu comprava sem dó. Garrafinhas e mais garrafinhas.
Para minha tristeza, o Angeloni deu um sumiço nelas, e fui atrás de descobrir onde eu poderia comprar. Para minha tristeza, o fabricante não vai mais fazê-las. Agora estou aqui pela internet atrás de alternativa que eu possa mandar chegar aqui em casa, porque não fico mais sem isso. 
Tão fina, e tão órfã, eu.

3 comments:

Gisa said...

hahhaha o final do post foi sensacional!!
Eu lembro quando voce tava toda feliz por ter comprado os "vidrinhos com cheiro de gàs" hahaha
Quer que eu mande daqui? :D

beijocas

Bah said...

Phyna e rica vc!

Kisu!

Neanderthal said...

Eu lí o seu outro post e lembrei que ano passado saí de uma loja com um filme de baixo do braço e fiquei com vergonha de devolvê-lo. Também andei com a maior paranoia nas ruas achando que algum segurança estivesse atrás de mim a mando de quem fica monitorando as câmeras!

No mais, não consigo imaginar como é, como deve ser feito e nem o gosto desse monte de coisinha trufada que vc disse! Fiquei curiosa!

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