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Wednesday, July 17, 2013

Novidades na despensa

Tempos atrás eu fui passar um final de semana com amigos em Garopaba, e no domingo de manhã, antes de ir embora, o nosso anfitrião comentou que tinha ido a uma loja de produtos naturais naquela semana, comprar aveia e não sei mais quais farelos. Alguém fez uma piada pequena sobre essas naturebices dele, e ele respondeu uma série de coisas, se defendendo e sua prática, e disse uma que não devo esquecer tão cedo: que prefere gastar esse dinheiro com comida do que com remédio.
Com essa frase em mente, fui-me embora viver minha vida, e este mês, ao organizar minha lista de compras, comecei a planejar algumas coisas que haviam acabado, dentre elas, meu arroz integral. Achei que era uma oportunidade interessante de voltar ao mercadinho de orgânicos que costumava comprar as minhas coisas quando morava lá na Carvoeira - e de quem ainda recebo semanalmente por e-mail a lista de orgânicos disponível. Acho-a sempre restrita, com pouca variedade, e preços caros, o que é uma realidade indiscutível, considerando-se o quão é mais fácil ser um latifundiário do agronegócio e atuchar seus morangos de veneno ou ir numa rede de hipermercados gigantesca e encontrar dez tipos de macarrões baratinhos e sabe-se lá com o que dentro.
Não sei se ocorre com vocês, mas quando eventualmente vou ao mercado buscar frutas e verduras, tenho vontade de derrubar tudo no chão, de tão feias, velhas e sem graça que são. Fico me perguntando se alguém compra de fato aquelas coisas, porque me parece que a pilha está sempre igual. 
Daí que bom, ontem fui lá e comprei pão de fatia, maçãs, filés de peito de frango e cogumelos frescos orgânicos. Isso me custou quase R$45,00. E tive aquele pensamento do quanto é difícil sustentar o mês comendo assim, pelo preço proibitivo das coisas. E logo em seguida, lembrei da frase: prefiro gastar com comida do que com remédio.
Resolvido.
Este mês já estou sem dinheiro, sem vale, sem lenço, sem documento. Daí que preciso também 'gastar' umas coisas na minha despensa, abrindo espaço para os orgânicos. Fazendo uma pesquisa rápida entre os mercados que vou e têm seções de orgânicos, constatei que poderei sempre ter cebolas, cenouras, tomates, alfaces, maçãs, morangos, beterrabas, pimentões, frango e ovos orgânicos. Também terei acesso a geleias, molho de tomate, arroz e grãos de todos os tipos, farinhas, um ou outro facilitador da vida moderna como macarrão instantâneo (que não pretendo comprar) e pães de fatia (sem glúten este). 
Vou pagar muito mais caro pelas coisas, é verdade. Também é verdade que talvez uma família inteira não pudesse fazer esse gasto. Mas sendo realista, se eu posso fazer isso e nesse momento não sustento uma família, porque não deveria fazê-lo?
Ainda vou acessar diversas coisas do mundo não-orgânico, e estou certa disso. Mas ao menos essas coisas, básicas em meu cotidiano, serão orgânicas, minimizando talvez o meu gasto com remédios no futuro. Oremos.

2 comments:

Neanderthal said...

Oi lindona, como vai?
Então, de vez em quando rola algom produto orgânico aqui em casa. Mas no sentido da palavra, até aquilo que não é considerdo "orgânico", como as cebolas, alfaces, cenouras e afins, o final das contas são orgânicos. Então, eu sou mais relax! De fato, não vale a pena economizar com saúde e bem estar! Mas também não penso em radicalizar em nome disso!

Bah said...

Uma coisa que eu não economizo é com comida, sabe? Gula é outra coisa, mas comida mesmo, não dá. Comecei a incorporar a farinha de aveia no lugar da de trigo e tem melhorado muito a comida.

KisU!

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