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Friday, June 28, 2013

Mas deixe estar que é tempo de festa!

Estou muito feliz porque finalmente vou terminar a dissertação de mestrado, e se tudo der certo obter o maldito título de mestre.
Tem sido cansativo, às vezes, e eu deixei muitas coisas de lado (minha casa manda beijos, a dieta também, a academia acena e sorri de longe) nessa semana, mas no fim estou conseguindo fazer tudo o que não pode ser deixado para mais tarde e dentro dos prazos. Nem todas, no entanto: sabe o que faz uma pessoa enterrada até o pescoço de coisas para fazer? Corta uma franjinha (sim, vai no salão de beleza e passa preciosos 90min cortando uma franjinha e pintando as unhas, fora a manutenção da franjinha ao longo dos dias), acorda sem geleia em casa e vai fazer geleia para tomar no café da manhã. Fica lá, 45min, remexendo a panela de cobre borbulhante de geleia de maçã, como se estivesse de férias. Enquanto isso, seu melhor amigo termina um relacionamento de anos e você mal consegue conversar com ele. Paradoxos. Não tenho regulado bem da mente há tempos, como se pode notar. 
Tendo uma janela hoje à tarde em meu horário, vou até o centro da cidade resolver uma pendência muito importante: comprar minha roupa de aniversário! É ano novo para mim amanhã e preciso estar de roupa nova :)
Hoje ainda não estou nem pensando nisso, mas amanhã já vou acordar em ritmo de festa. Bem cedo, é lógico, para começar as correções da dissertação, antes de fazer os preparativos finais. Das 12h em diante não penso em mais nada!

Distraída

Enquanto o mundo desaba sobre minha cabeça, tornando minha vida pessoal uma imensa bagunça de textos, marca-textos, referências bibliográficas para buscar, correções, reuniões, manifestações, compromissos, milhões deles, minha cabeça insiste em manter-se teimosamente de pé, alerta, mas não para dar cabo dessa infindável lista de coisas. Não. Como sempre, na hora que mais preciso de concentração, estou louca, insone, perturbada, obcecada e focada unicamente na única coisa que não posso controlar. Enquanto o frio enregela meus dedos compridos batendo furiosamente no teclado, a cabeça anda fervendo e muito quente e longínqua, longe, lá onde não faz frio. Parece que nunca faz frio, aliás, quando a cabeça só falta fundir de tanto pensar naquilo que não vai me tirar da situação calamitosa em que me encontro

Thursday, June 27, 2013

Tensão de final de dissertação

Sábado é meu aniversário outra vez e esse ano resolvi comemorar em Gothan City (acabou se mostrando uma má decisão, ter que viajar no meio desse caos). A mãe de um amigo meu morreu e achei que seria legal promover uma festa para ele poder ir, e por isso tentei fazer o reencontro de diversas pessoas. Vai ser feijoada na hora do almoço. 
Pedi para trocar o horário de trabalhar amanhã e poder chegar cedo em Gothan para fazer os preparativos finais, ir no salão de beleza e outros quetais. Estava tudo certo até dois minutos atrás, quando Co Orientador resolve marcar uma reunião para amanhã às 19h. Hora que eu pretendia estar em Gothan há muito tempo.
De modos que chegarei quase na hora do meu aniversário na cidade (lá para as 23h), e os preparativos vão ter que caber todos no sábado de manhã. Pra que dormir, né Brazil? Faz tempo que não tenho intimidade com a prática...

Wednesday, June 26, 2013

As crianças e o facebook

Então eu tenho essa priminha, sabem, nem sei direito a idade dela, mas deve ser tipo menos de 10. Quando se tem mais de vinte primos de diversas gerações é difícil acompanhar todos os lances e ter intimidade e convivência com toda essa galera, mas enfim, o facebook hoje em dia tem recheio de primos por dentro. Inclusive dessa menininha, com menos de 10 anos (esse é só mais um dos motivos pelos quais não posso ser mãe: como não deixaria minha filha ter, ela seria ridicularizada na escola e me odiaria por isso). Não sei se precisa ser usado só por maiores de 18, mas menores de 10 é a little too much para mim, mas ela tem o perfil dela. E daí, no sábado, ela me solta uma postagem assim na linha do tempo: “hoje teve campeonato de tênis de mesa na minha escola, eu não ganhei, mas o que importa é participar” – e marcou todos os amiguinhos e amiguinhas dela.
Gen-te.

Eu não sei vocês, mas quando eu li isso na minha timeline, tive vontade de encher ela de beijinhos, e apertar que nem a Felicia! Olha que gracinha? Não é muito fofa? Não é linda? Não é neném e xuxu? No fim não resisti e postei no mural dela algo como “ai que linda!”, mas depois fiquei insegura pensando que ela talvez se sentisse tratada como criança - o que ela é, mas como pirralha, sabem? Mas parece que ela não ligou. Várias pessoas deixaram recados para ela elogiando o fato de ela entender que o que importa é participar, ela agradeceu todos e disse que vai treinar mais. <3 font="">
Achei o máximo!

Confusa, confundi!

Estou há mais de um mês em intensa negociação com outra operadora de internet, porque a minha atual tiponet é muito lixo. Primeiro demorou para conseguir contato com eles, depois eles me disseram que eu precisava solicitar a meu síndico para instalar o cabo, daí meu síndico me impediu de fazê-lo, então descobrimos que o cabo deles já está no meu prédio, então eles disseram que não está, não, e assim vai.
Desisti do menino que estava tentando instalar para mim e liguei direto para a central de atendimento, e desde então já agendamos três vezes para eles irem na minha casa.

Da primeira vez, não foram, e ligaram depois para pedir desculpas e reagendar. 
Da segunda vez, alegam terem vindo, mas não apareceu ninguém, e reagendamos.

A terceira vez foi hoje. Minha cabeça pensava que era ontem e que não tinham vindo de novo. Mandei um e-mail desaforado cobrando, mas na verdade, meu interfone tocou às 9h20, e eu não atendi (sim, sou dessas: nunca atendo o interfone se não estiver esperando alguém).
Agora estou envergonhada, porque cobrei uma coisa que não aconteceu - dessa vez eles vieram! E eu não atendi o interfone! E ainda reclamei porque não vieram!
Vou fazer a egípcia e remarcar. Que fase...

Tuesday, June 25, 2013

A academia

Semana passada enquanto eu enlouquecia com uma das piores semanas do ano (em termos de atividades e coisas para fazer, não de acontecimentos ruins), um fato curioso me chamou a atenção já na segunda-feira: ao sair da repartição às 17h, ao invés de me arrastar sonolenta até em casa como costumava fazer tempos atrás, principalmente se se considerar que o tempo estava fechado, chuviscando e muito frio, eu não via a hora de entrar em casa, me trocar e ir malhar.
Sim, Brazil. Aconteceu comigo!
Nunca achei que esse dia fosse chegar, mas o fato é que agora, quando me sinto cansada, dolorida (principalmente depois de um dia inteiro sentada), eu sinto que para descansar e relaxar o corpo, fazer academia me ajuda muito. Acho que ainda não sou aquelas pessoas super bem-dispostas, a cara da saúde, mas preciso reconhecer que a minha disposição no geral também está muito diferente. Hoje, por exemplo, apesar de só ter dormido 3 horinhas, estou resistindo aqui na repartição, fato que há tempos atrás jamais aconteceria. E hoje, apesar de ter que trabalhar até as 17h, ir na UFSC levar O Volume até O Orientador, pegar chuva e trânsito nesse processo, sinto que é muito provável que eu vá malhar - sinto que vai ser ótimo para relaxar.
Aliás, peguem essa: semana passada malhei segunda-feira, série nova. Com medo de ficar muito dolorida outra vez, na quarta-feira fui novamente, me concentrando em fazer abdominais e aeróbico. Incomodada com o fato de não ter cumprido minha outra parte da série nem quinta nem sexta (quinta estive na manifestação, e sexta já estava escrevendo), eu fui malhar sábado de manhã!
Can you believe it?
Nem eu! Eike orgulho de mim mesma!

Voltei!

Voltei de leve, não com tudo, mas voltei!
Ontem eram 4h40 quando desliguei o computador depois de enviar o e-mail com a penúltima revisão para O Orientador rever, e então, ir para a última revisão. Contabilizo desde ontem a ingestão de coisas nojentas como energético em lata e macarrão de copinho, além de furiosos baldes de chá de gengibre e café. Estou zumbi.
Não vejo a hora de finalizar esse trabalho de vez, mas sabe quando você mesma percebe que ainda não está legal? E acho pouco provável que fique totalmente legal nesses cinco dias de que disponho para modificá-lo (considerando que trabalharei em três deles). 
Mas já cheguei naquele estágio em que só o que importa é entregar de uma vez e me livrar, sabem?
Levantei 9h45 feliz da vida para comprar minhas bananas e tangerinas e fiquei mais feliz ainda de descobrir que havia curry de peixe com arroz integral no congelador(se organizem, cozinhem em dobro e guardem!). Porque mais um dia de trash food era morte-certa.

Friday, June 21, 2013

Eu preciso que seja quarta-feira

Sabem os dois relatórios monster para a repartição? Entreguei. Sabem o artigo para inscrever num congresso? Terminei. Sabem a dissertação de mestrado? Terminei e segundo Co Orientador, temos já um trabalho em mãos, que poderia ficar muito melhor, mas mesmo assim pode ser submetido à banca. O curso na repartição? Termina hoje à tarde.
Nessa semana eu ainda consegui a façanha de comer minha própria comida, por mim cozida, todos os dias (cozinhei no domingo, num lapso de sapiência), fazer academia duas vezes (vou hoje a terceira), participar da manifestação pela tarifa zero e resolver ainda coisinhas domésticas de diversas ordens.
Terça-feira entrego O Volume em sua penúltima revisão nas mãos dos orientadores e é por isso que eu quero que seja quarta. Mando notícias do mundo de lá.

Sunday, June 16, 2013

Tô me guardando pra quando o mestrado acabar

Anotando a estrutura do artigo que deve sair da versão caderno hoje ainda
Faltam 15 dias para entregar a versão final para A Banca. O Orientador fugiu, Co Orientador idem. O Orientador, aliás, não vai participar da banca. Falta escrever um artigo de final de disciplina - sorte que é para ele mesmo - se corrigir o artigo que nem corrige minha dissertação, tá tudo em casa.
Essa semana preciso entregar dois relatórios mega-evento no trabalho. Apresentá-lo para os chefões. Inscrever um outro artigo (que não tem nada a ver com a dissertação, com o artigo do mestrado, com os dois relatórios do trampo) num congresso. Fazer um maldito curso de 28h de carga horária, sob pena de indenizar a repartição se não fizer.
Por isso que a caligrafia anda assim: afundando as folhas de papel, subindo as linhas, uma letra totalmente diferente da outra. Sinto saudade da minha caligrafia redondinha e leve sobre as folhas de papel. 
Inferno astral, você é bem-vindo. Faltam 13 dias para meu aniversário!
O título é uma brincadeira com uma das minhas músicas preferidas, nesse longo inverno de introspecção e concentração em que me enfiei. Falta pouco para submergir!

Friday, June 14, 2013

Festas juninas, algo que não me seduz


Começa junho e o saudosismo caipira de todo mundo começa. Todo mundo me pressiona para fazer meu aniversário (29 – São Pedro) com esta modalidade de festa. Modalidade esta que abomino e só vou se for obrigada.
Tudo bem que é divertida a decoração e as roupas, contra isso não tenho nada contra. Mas sinceramente, como o Brazil não enjoa de ouvir as mesmas quadrilhas toda vida? Também confesso que as comidas não me apetecem. Aliás, isso é meio regional, e por isso pergunto: o que tem nas festas juninas de suas localidades? Porque aqui tem cocada, pé de moleque (tão doces que uma mordida já resolve minha vontade), pipoca (sério mesmo, vou numa festa comer pipoca?), a famigerada bala puxa-puxa (que além de ter um gosto excessivamente forte de açúcar queimado, causa desconforto devido ao puxa-puxa), maçã do amor (invariavelmente derrete e mela, a maçã por dentro já costuma estar datada) e a única coisa que eu como: cachorro-quente. E eu vejo as pessoas super animadas, pensando nas comidas, pensando na animação, e eu penso que é tudo um saco. Quando morei em Minas vi umas quadrilhas super lindas, mas não foram o suficiente pra me ganhar para a atividade. Meus amigos nordestinos relatam que nas festas de lá se comem outras coisas, mais gostosas. Eu acho que as nossas têm doces demais, e não são bons não!
Quentão merece um capítulo à parte: eu queimo os dedos segurando o copo fuleiro, queimo a boca tentando tomar, depois não bebo porque esfriou demais e ficou ruim.
Difícil, viu?

Wednesday, June 12, 2013

Is that possible?

Segunda-feira voltei para a cadimia depois de uma semana de ausência lá no velho oeste. Finalmente eu ia conhecer minha nova série de exercícios. Aumentaram as repetições e aumentou muito a lista de exercícios. Aumentou o grau de dificuldade de alguns.
E o exercício de panturrilha me jogou na cama. Na segunda, percebia as pernas mais cansadas, mas sabia que era normal. Ontem a dor intensificou um pouco, deitei cedo com dois comprimidos e torci para acordar melhor.
Inexplicavelmente, hoje está pior ainda. Como pode isso? Não deveria melhorar a cada dia? 
Tencionava voltar hoje, mas ainda não terei condições!

Tuesday, June 11, 2013

O caqui que mobilizou a galera do café


Uma das coisas boas do frio é poder comer as frutas deliciosas e características da época - nomeadamente, tangerinas e caquis. Gosto das tangerinas bem azedinhas, suculentas, com a casca muito colada na fruta – o que é uma sorte, considerando que a ampla maioria das pessoas carentes por açúcar adoram a doce, seca e de casca-solta pocã(cada um chama de um jeito, qual o seu?). Dos caquis eu gosto dos mais durinhos, que parecem uma maçã, mas sexta passada por engano comprei caqui-chocolate. Deixei três dias na fruteira e viraram um purê molengo, com a casca amarronzada, denunciando que estavam passando do ponto. De modos que fui comer hoje, na salinha do café, enquanto três pessoas me observavam. O primeiro perguntou se eu estava comendo um tomate. O segundo perguntou o que eu estava comendo. O terceiro, finalmente, olhando os dois anteriores com ar de desprezo, falou que obviamente aquilo era um caqui. Não bastando, chega uma quarta pessoa, que observa que estou comendo ele passado do ponto, que o ponto desta modalidade de caqui é quando ainda está verde (segundo a sabedoria popular, este não trava). Pus fim àquela falação toda dizendo que eu estava gostando mas que estaria melhor se parassem de colocar defeitos no meu lanchinho. Riram sem graça e me deixaram em paz, para debater os pomares dos quintais de suas infâncias, onde aparentemente estava sempre cheio de caquis.
Gente chata.

Sunday, June 09, 2013

Balanço final do Projeto 333

(Esqueci completamente de postar isso, e hoje encontrei aqui nos meus rascunhos. Não sei se alguém se lembra, mas mesmo assim, segue a postagem que encerra o Projeto 333).

Minha lista com as 33 peças anotadas no Lagosto
Eu me propus a durante três meses usar as mesmas 33 peças de roupas. Isso excluía roupas íntimas, pijamas, roupas de ficar em casa, roupas de ginástica e acessórios. Hoje é o último dia. A contabilidade é a seguinte:
- roupas substituídas conforme a mudança de estação: 6;
- roupas doadas: 4;
- roupas jogadas fora: 1;
- roupas nunca usadas: 4; 
- roupas de fora da lista que foram usadas: 4;
- roupas compradas: 1.

Minhas impressões ao final de tudo são as seguintes:

1 - eu realmente gosto de vestidos de saia rodada, cores vibrantes e tecidos fluidos;
2 - eu não gosto de usar 'duas peças', como saia ou calça + blusa;
3 - eu não gosto (e não me favorecem) marrom, marinho, preto, bege, cinza-escuro, mostarda ou vinho;
4 - eu tenho roupas nessas cores porque seus modelos ficam bem em mim (leia-se: me deixam mais magra);
5 - minhas cores boas e que eu gosto são azul turquesa, verde água, rosa forte, vermelho-tomate, amarelo-ovo;
6 - minhas cores boas e que eu não gosto são verde-musgo e preto;
7 - só ter determinadas peças disponíveis facilitou muito a minha hora de escolher;
8 - só ter comprado 1 vestido de R$19,90 durante 90 dias é algo inédito;
9 - eu não preciso de mais que 33 peças de roupas, mas eu quero ter mais que isso.

Eu tinha uma breve impressão de que ao final desse projeto eu jogaria as roupas todas fora e redescobriria um estilo, mas a verdade é que esses 90 dias o reafirmaram. Eu sei direitinho do que eu gosto, com o que me sinto bem, que cores eu gosto e fico bem, e não vou jogar tudo fora. Algumas peças eventualmente serão substituídas, quando encontrar similares nas cores que aprecio. Eu vou continuar tendo uma espécie de uniforme para trabalhar, os mesmos 5 vestidos, até eles caírem, rasgarem, tornarem-se puídos de tanto usar. E aí eu coloco outros 5 no lugar. 
Hoje dei uma arrumada no armário, aproveitando que os casacos de frio precisavam de espaço. Saíram algumas coisas (sempre saem), relembrei de outras que possuo e não estou usando, e no fim, separei as seções do cabideiro por tema: as que usarei para trabalhar, as que só usarei fora do trabalho, as que podem transitar nos dois ambientes, e aquelas que por enquanto não serão utilizadas (por serem excessivamente de verão). Tem ainda as roupas que podem transitar pelas estações com algum tipo de ajuste, com um casaco ou blusa por cima - coisa que aprendi a fazer seguindo as postagens do Um Ano Sem Zara, e que mudou muito minha percepção das possibilidades de meu armário.
Eu achei esse desafio muito tranquilo de seguir. No começo pensei que talvez fosse muito complicado, que com a mudança do clima eu não teria como manter a lista, que surgiriam compromissos, mas não foi assim não. Eu tinha duas festas para ir e pensei nelas antes de formular minha lista, mas em todo o restante do tempo, eu me virei com as 33 peças: eu trabalhei, passeei, namorei, fui em primeiros encontros só com aquelas roupas ali. 
Meu principal objetivo era dar uma gastada em alguns itens do armário, e fiz isso, mas menos do que julgava que faria - no fim algumas peças me mostraram seu valor ali, no dia-a-dia, sendo fáceis de usar, de combinar. Não pretendo refazer isso tão logo, porque no frio não existe essa de restringir peças de roupa, vou usar tudo o que julgar necessário. Mas talvez eu refaça mais ao final da estação outra vez. Vamos ver.
Eu recomendo!
Armário num dia raro de organização

Saturday, June 08, 2013

O que tem pro almoço? Crostini de rabanetes

Reconheço que este almoço é para os fortes. Demorei anos para desenvolver um paladar que aprecie essa combinação de sabores e mesmo para mim não foi exatamente um almocinho simples, básico.
De tanto assistir programas culinários no GNT, fui pegando algumas manias, alguns desejos. Determinados ingredientes começam a te parecer não só familiares, como necessários. Uma das coisas que sempre vi Jamie Oliver usar eram filés de anchova em conserva, em diversas receitas, e aquilo foi despertando minha vontade de provar, mas não é exatamente comum nos supermercados que eu frequento, e quando estive em lugares mais sofisticados, preferi gastar meus pobres euros com outras coisas mais relevantes (como sal grosso dentro do moedor, mel de acácia trufado e um longo etc). Mas outro dia estava em Gothan City e minha mãe tinha um vidrinho em sua despensa, e gentilmente me deu ele de presente.
Foi aí a deixa para eu provar essa receita, do La Cucinetta, minha inspiração cotidiana de o que comer no almoço e de como preparar os legumes de outro jeito.
Ficou uma delícia, esse sanduíche. Mas você precisa ter coragem, viu? Sobrou 75% do vidro de anchovas e ainda não sei bem como gastar logo, agora que está aberto, porque elas têm um sabor forte e pungente, difícil de esquecer. Aceito sugestões, aliás.


Crostini de rabanetes

1 pão baguette
1 colher de sopa de manteiga (da próxima vez eu tentaria um azeite saboroso)
1 rabanete pequeno
2-3 filés de anchova
1 cebolinha
pimenta a gosto

Abra o pãozinho e aqueça na grelha. Enquanto isso, fatie o seu rabanete, corte suas anchovas em pedaços menores, fatie sua cebolinha. Quando o pãozinho estiver quentinho e dourado, passe a manteiga, dos dois lados. Rabanetes de um lado, numa só camada, com a pimenta moída na hora por cima. Anchovas e cebolinhas do outro. Fechei o sanduíche outra vez e mandei ver.

Friday, June 07, 2013

Luxo é botar o pé na areia

Estou novamente em terreno amigo desde 5h da manhã. Ontem às 23h15 olhei pela última vez as paisagens lindas e monótonas do Vale do Contestado e, conforme ia me aproximando do litoral, o sinal da TIM melhorava, e meu estado de espírito idem. Quando era 4h55 acordei num sobressalto, olhei meu telefone e vi logo duas coisas: sinal restabelecido e o horário. Corri abrir a cortininha do ônibus e me vi já aqui em Palhoça, pertinho de uma vez de minha casa. Foi muita alegria!
Cheguei carregando as coisas toda atrapalhada, meus casacos todos, minhas malas, chaves, papéis, e ao entrar em minha casa e sentir o familiar cheirinho da vela de baunilha que eu queimo durante a noite tive vontade de abraçar o chão. Aspirei fundo o ar úmido e comecei desesperadamente a me livrar de todas as roupas que havia vestido em camadas tentando me proteger do frio. No fim exagerei, porque fui dormir só de camiseta curta e com meu cobertor mais fino, e não faz calor aqui, embora tenha sol e um pouco menos de frio.
Estou desde que me levantei perambulando pelos cômodos com um prazer de tia velha, de quem precisa tocar em seus objetos para reconhecê-los, sentir na ponta dos dedos que você está em casa.
Hoje não vou trabalhar, porque as pendências particulares estão muito acumuladas, mas faço cada uma delas com o gostinho bom de quem está em seu lugar favorito do mundo. Hoje não vai ser possível por causa dessas pendências todas, mas amanhã nada me demove de dar uma conferida no ventinho salgado e úmido de que senti tanta falta essa semana. De pés descalços e sujos de areia, evidentemente.

Thursday, June 06, 2013

O bicho-grilo da Beiramar

Maldito facebook. Ele hierarquiza a sua lista de contatos no bate-papo por frequência, e assim, aqueles com quem você fala mais, estão sempre no topo, sempre com a foto ali aparecendo, mesmo que a pessoa não esteja com bolinha verde.
Isso, na vida de uma solteira, significa que um peguete que prometia durante um tempo mas que depois morreu na praia sempre estará lá, no topo, ao menos até que a sua lista bombe o suficiente para você se livrar da lembrança. Desativar o bate-papo para a pessoa resolve, no entanto - a fotinho some, fica a dica.
De modos que amarguei a fotinho de um dos últimos dos meus fracassos retumbantes por um tempo até descobrir que bastava bloqueá-lo. Hoje fui dar aquela conferida nas listas e achei o histórico com este que durante alguns meses me parecia a promessa de pessoa decente do verão. Nosso breve relacionamento terminou de forma conflituosa, e nos primeiros dias fiquei incomodada com a falta da rotina que a gente tinha. E como todo castigo pra corno é pouco, faltavam poucos dias pro aniversário dele e eu não sabia se deveria parabenizar ou não, e fiquei amaldiçoando o Universo, meus pais por terem me feito a tempo de fazer aniversário depois dele e poder regular meu comportamento pelo dele, e decidi mesmo assim mandar um recado. 
Deixei um muito sucinto, dizendo que desejava feliz-aniversário e um chinelo de presente - ele estava sem um já fazia um tempo. Ele aproveitou a deixa para retomar o contato, avisando que seu roomie havia ficado com pena de sua condição de des-chinelado e havia lhe dado um de seus pares usados. Mas ele era tão bicho-grilo que andava descalço em casa mesmo assim.
Advogado, trabalha de terno, nas horas vagas corre na Beira Mar (mora a 200m da avenida, aliás) e faz musculação. Bicho-grilo ele né?
Anda descalço no apartamento bem-localizado dele! Aham.

Wednesday, June 05, 2013

Perseguidos pelo TIMDicas?

É aquela coisa, né gente? No meio do horário comercial seu celular acusa um torpedo e quem não se anima? 
Eu animava, antes da Tim resolver me mandar dicas por SMS com uma frequência -  para dizer o mínimo - exagerada.
Querem meu número de telefone pra me passar uma mensagem? Eu divulgo!

Na solidão do vale do contestado

Estou aqui na pacata Joaçaba desde segunda-feira, obviamente por compromissos profissionais. Definitivamente, cidades desse porte não são para mim. Faz um frio desumano à noite e a comida é sofrível. Não tem sushi, prova máxima da falta de civilidade e desenvolvimento locais.
Acho que vou antecipar minha volta antes que enlouqueça e fique de vez. 

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