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Friday, May 31, 2013

A tevê na salinha do café

Agora de manhã (já estou amargando o lindo dia de outono e sol na repartição) fui lá encher minha garrafinha e duas pessoas assistiam TV, um programa da Globo chamado Bem Estar. Não tenho opinião formada sobre ele porque raramente o assisti e certamente nunca vi um inteiro. Mas o fato é que hoje eles estavam falando de tremores, o que significam, etc. E enquanto eu enchia a garrafa, chegou a seguinte pergunta do telespectador: tremer de frio é normal?
Ah, Brazil. Tenham dó! A galera do café inteira morreu um pouquinho com essa pergunta. Sinceramente, quem editou esse programa? Faltou pergunta do telespectador? Porque não inventaram uma? 

Aproveito o ensejo para anunciar que estou cancelando minha TV a cabo. Eu uso a TV de forma absolutamente residual, raramente tiro dos canais abertos, e não acho que a qualidade dos outros canais está tão melhor assim. Também não pretendo usar o pouco tempo livre de que disponho assistindo TV. Também estou reajustando as minhas finanças agora que moro sozinha de novo, e arrumei outra internet, essa por fibra ótica, por metade do valor do meu plano atual que é altamente insatisfatório. Depois conto se está funcionando.

Wednesday, May 29, 2013

Taking a breake

Estou de folga da repartição até sexta-feira. Sim, na contramão das brigas por quem emenda o feriado, emendei ao contrário, e estou essa semana submersa na dissertação, tentando arrumar um texto 'final' para ser corrigido pelos orientadores. Nunca tomei tanto café na vida. Sorte que tenho amigas cosmopolitas e de bom-gosto que me dão café colombiano como regalo ;)
Caneca de coruja - o hit do outono, adquirida na viagem para Niterói

Tuesday, May 28, 2013

Progressos fitness

Hoje cheguei na academia, tirei o casaco, passei o dedinho no sensor para imprimir meu treino e... O sistema mandou eu procurar um treinador e trocar de treino. Terminei o ciclo de adaptação, Brazil!
Fui conversar com o professor então e falei que como eu faço poucos dias, preferia continuar fazendo a adaptação. Ele me deu o treino de sempre e disse para eu procurá-lo no final da aula.
Fiz isso, e ele disse que vamos trocar mesmo assim, porque variar é bom e porque eu posso achar que não, mas já mudei muito desde que cheguei. E perguntou a famigerada pergunta, aquela que todos fazem, mais hora menos hora: qual é o meu objetivo?
Por partes, então. 
Admito que hoje estou bem melhor do que quando cheguei, porque no primeiro dia eu fiquei 1 semana sem conseguir me mover, de tanto que doía o corpo. Eu também matava o período do aquecimento, fazendo apenas 15min de bicicleta, e olhando ansiosamente para o relógio. Hoje eu faço no mínimo 40min de aeróbico, e só deixo para fazer o mínimo de 20min para dias em que estou com pressa. Eu costumava chegar exaurida, trêmula, e sem condições de seguir o resto da noite. E hoje eu volto ainda trêmula, mas não exaurida. Uns 20 minutinhos de descanso e eu posso ir fazer minhas atividades cotidianas. No início eu sentia muita vontade de ficar em casa, de não sair mais, mas hoje quando saio da repartição às 17h, já saio animadinha para ir malhar. E outra coisa igualmente interessante: escorreguei na dieta alguns dias nas últimas semanas, mas mesmo assim, tenho mantido e diminuído meu peso. 
Por outro lado, ainda me sinto desafiada pelos exercícios - uns mais que outros, é certo, mas ainda passo aperto para cumprir minhas séries. Faço todos com o peso mínimo, e é pesado para mim. Até hoje não consegui ir mais que 3x na semana malhar, por motivos diversos - sempre surge um compromisso ou outro. E na maior parte das semanas, na realidade, eu vou só 2x. Por isso, apesar dos meus progressos, eu achava que ainda não podia mudar de treino.
Respondi, então, que meu objetivo era fazer academia, simplesmente. Quero ter o compromisso de, no mínimo 3x na semana ir lá fazer atividades físicas e só. Não gosto da ideia de ficar dizendo que quero aumentar bunda ou diminuir cintura, porque embora nenhuma dessas duas coisas fosse nada mau, quero respeitar o meu 'formato', por menos padronizado que ele seja (na verdade, ele está quase conforme com o que se padroniza de esteticamente adequado, mas não é esse o ponto). Assim, a partir de amanhã, terei um novo treino, segundo o professor, com foco no condicionamento. Isso está ok para mim.
Estou em fase de adaptação, não mais do treino, mas de ser uma pessoa que vai na academia com regularidade. Acho que vou indo muito bem! Uma outra coisa que veio na cesta de benefícios da academia, é que eu como meu lanchinho do fim do dia 17h, e se eu fico em casa, eu continuo com fome e sem paciência de esperar até a hora de ela passar. Na academia, no entanto, eu me distraio, e quando o treino acaba, geralmente, eu estou com uma sensação de saciedade, quase estufamento, parece que a comida aumenta dentro da barriga!
Ainda não sinto a tal endorfina toda, nem o bem-estar, mas está me fazendo bem, e ouso recomendar. Vão malhar!

Sunday, May 26, 2013

Dilemas de comunicabilidade

Fui visitar minha família ontem e acabei esquecendo o carregador de meu telefone lá. Como esses telefones modernosos não duram nada, estou sem bateria desde hoje à tarde. Converso aqui comigo mesma quando devo ir buscá-lo: se hoje, se amanhã, se depois de amanhã.
Fato é que tenho recebido e feito relativamente poucas chamadas. E que uso muito mais o aplicativo do facebook do que qualquer outra coisa nele. Recebo e envio SMS também, às vezes a little too much. 
Suportarei eu quantas horas sem essa ferramenta? 

Intriguei no coletivo

Ontem eu estava na Marcha das Vadias em minha Ilha, que assim como no ano passado, concentrou na Catedral e depois cruzou a Hercílio Luz para chegar na Mauro Ramos e descer até a Beira Mar. Com sol na moleira e observando a marcha se esvaziar quando chega nesse ponto, ali no ponto do Shopping Beiramar resolvi voltar para o centro, e para isso tomei um ônibus.
Entrei e enquanto eu entregava o dinheiro para o cobrador eu falava no telefone. Aí ele perguntou onde eu ia descer, falei que no centro, e ele disse para eu aguardar um pouco. Sentei no banco da frente e fiquei ali, achei que ele estava sem troco.
Quando chegou meu ponto avisei e ele teve que trocar meus R$20,00 e me disse para descer pela frente, sem rodar a catraca. Aí eu fiquei intrigada e perguntei porque eu tinha que descer pela frente. Ele disse que eu podia descer por trás e liberou a catraca. Tarde demais percebi que ele ia ficar com os meus R$2,90, e por isso eu não poderia descer rodando a catraca!
Chegando no bar ali no centro onde bati meu almoço, comentei com as pessoas da mesa e descobri que é comum eles fazerem isso. Como sou hoje em dia pouco frequentadora dos coletivos, não me dei conta do que rolou. 
De fato como dizem elas, melhor dar o dinheiro para ele do que para a empresa de ônibus. Vacilei.

Friday, May 24, 2013

Gordinhas do mundo, uni-vos!

Ontem eu tinha compromisso e não podia demorar na cadimia. De modos que não fiquei muito no aeróbico, só fiz os 20min de aquecimento (boa parte no elíptico e o final na bicicleta - mas gosto mesmo é da esteira).
Ao meu lado na bicicleta tinha uma moça muito, mas muuuuito gorda mesmo. E ela começou essa semana. 
Enquanto eu ajustava a bicicleta ela puxou assunto, falando de como o elíptico cansa, e eu concordei, mas não quis conversar (e ela não insistiu).
Lá embaixo, descobri que a gente está fazendo a mesma série, o treino de adaptação, e aí estávamos sempre circulando pelos mesmos aparelhos e continuamos conversando aqui e ali. Quando acabei minha série subi outra vez e ela estava lá, no elíptico - deve ter uma programação de aeróbico para ela também (que não me deram, porque como todo mundo nessa vida, me olharam e me acharam 'magra').
Sempre fico solidária com as pessoas gordinhas na academia: elas malham com camisetas normais, e não aquelas de tecido tecnológico. Elas usam um tênis velhinho, que provavelmente tinham em casa há um tempão sem usar, e não aqueles escalafobéticos que tem nas lojas de esportes. Elas sorriem para mim e trocamos olhares cúmplices, tipo "bem melhor era uma pizza, né?". Elas sofrem um pouco para ir na academia à noite, assim como eu.
Se eu pudesse convidaria todas para ir comigo comer uma pizza!

Thursday, May 23, 2013

As cores mais simples

Tenho uma verdadeira obsessão por muitas cores juntas. Cores primárias, todas juntas, se complementando: gosto de ver o verde, o azul, o amarelo e o vermelho no mesmo desenho. Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.
Ultimamente, no entanto, cores diferentes habitam minha predileção e me parecem muito adequadas. Como se uma onda de minimalismo me tivesse atingido, fico achando que o branco e o preto se abraçam de forma muito complementar e muito certa. Nada de abraços festivos, barulhentos e primaveris como as cores de minha predileção, mas abraços silenciosos, um pouco retesados, de quem ainda não tem muito a mão para abraçar e criar um cinza-síntese desse alvo e negro.
Cinza: a cor que mais detesto na paleta de cores. Cabelos amarelos contrastam esse cinza e podem dar um ponto de luz nessa neblina toda. Acostumada que estou com a alvura de sempre, consigo enxergar matizes douradas, rosadas, dois pontos azuis-esverdeados e achar que ali se contêm todas as cores – uma primavera no rosto. Olhando o outro pólo dessa mistura, vejo tons e mais tons de preto, um preto às vezes meio olivado, às vezes amarronzado, definitivamente escuro, eventualmente encaracolado, numa cortina silenciosa com ares de outono.
Entre ambos, portanto, há duas possibilidades de encontro: ou no verão, ou no inverno. É num destes extremos que o branco e o preto (primavera e outono) podem eventualmente se encostar. Curiosamente, cada estação reside em outra. Enquanto primavera reside no inverno, outono reside no verão, e já não é cedo, talvez esteja ficando tarde para que a meteorologia promova este abraço, que tanto faz se no inverno ou no verão, certamente já traz a primavera e o outono junto de si.  

Uma opção da qual espero não me arrepender

Ontem ofereceram vacina contra a gripe aqui na repartição por módicos 32 real. Não tomei, mas fiquei em dúvida se deveria tomar.

Porque assim: ultimamente devido a problemas de saúde que não mencionei, eu tenho tomado picadas e medicamentos à vera. Eu já tomo dois de uso contínuo por outras questões, antibiótico em minha vida é que nem mato, estou sempre tomando, e recentemente tenho sentido certa contrariedade em ingeri-los. Empapuçada de tudo isso, e com essa aflição recente de agulhas, não tomei vacina. Dialoguei comigo mesma que há dois anos eu não adoeço, que praticamente não me exponho aos vírus hoje em dia e mandei beijo pro Universo, torcendo que ele não me devolva um beijo gripado. 
Agora me diga aí: você tomou vacina? Se sim, porque? Você é a favor ou contra elas?

A sabedoria popular da estagiária trololó

Estagiária trololó deu uma acalmada em relação ao início do ano, sabem? Mas ainda apronta de vez em quando. Imbuída de um pouco mais de empatia pelos demais seres humanos, observei que ela é uma menina tímida, muito tímida, daquelas que ficam vermelhas para responder qualquer pergunta simples. Também demorei meses a perceber, mas ela tem aquele problema de glândulas em que as pessoas transpiram muito pelas mãos, e por isso sempre tem em sua bancada uma pilha de papel toalha. Em momentos aparentemente normais, como quando ela vai ler alguma coisa, fica ansiosa e esse sintoma piora. 
Apesar de tudo isso, ela gosta mesmo de tentar conversar a qualquer custo e se inserir nos diálogos. Aí ela costuma fazer isso quando ela se sente mais à vontade com os temas, ou quando a gente tergiversa um pouco, faz alguma metáfora, etc.
Tipo: se eu digo que determinada reunião técnica necessita que outros profissionais se posicionem a respeito de tal tema, para conseguir pressionar a gerência, ela pode dizer: uma andorinha só não faz verão, né?
Ou se eu estou falando de padrões estéticos socialmente aceitos e seu caráter perverso, ela fala coisas como 'moça com perfil, como diz a dona da minha pensão'.
Se eu digo: estagiária trololó, o papel disse que hoje é o seu primeiro dia de férias, portanto você não deveria ter vindo, e caso tropece e lhe caiam os dentes da boca, será acidente de trabalho com você trabalhando ilegalmente, ela me diz: 'cuidado, que praga contra a estagiária pega'.
E por último, quando a candidata a estagiária que recentemente veio até aqui foi dispensada, ela me diz que 'continuará reinando sozinha'.
Pelo fim do reinado da estagiária trololó! Por favor, GOD!

Wednesday, May 22, 2013

O prazo do mestrado

Ontem fui me encontrar com O Orientador para resolver coisas de como vou finalizá-la. Contei como foi minha pesquisa, a gente almoçou juntos e depois ficou conversando. Expliquei que estava achando tudo muito confuso, os resultados que consegui, e sua falta de conexão com meu objeto. Ele me ajudou a perceber algo muito importante e aparentemente óbvio: o meu objeto é meu, e não é deles. E é por isso que eles não responderam coisas específicas sobre o meu objeto como eu queria. Simples, né? Mas aparentemente a pessoa precisa ser phD e ter 21 anos de experiência com isso para saber. 
De modos que agora, nessa corrida contra o tempo, alguma coisa vai sair. Espero que alguma coisa boa. Eu tenho exatos três meses para defender, mas tenho só dois meses para entregar. 
Espero que, assim como tudo de importante que já realizei na vida, eu resolva essa pendência assim, com a espada sobre a cabeça. 
Oremos.

Tenho três elogios a fazer

Primeiro: secretaria do programa onde faço minha pós. Encaminhei um e-mail ontem à noite solicitando uma informação sobre a data-limite da minha defesa (15 de agosto, Brazil!), e hoje de manhã já estava aqui a resposta do menino. Trocaram de servidor (antes era outra mulher), e esse é excelente! Gostei!

Segundo: Ouvidoria do Angeloni. Chateada por não encontrar mais em nenhuma loja o azeite trufado que costumo comprar lá, entrei no site ontem para pedir que me disponibilizassem em alguma loja. Já me responderam pedindo o telefone. Arrasam!

Terceiro: a empresa que cobriu a minha colação de grau, quase 5 anos atrás. Comprei as fotos e filmagem e nunca fui buscar, vocês acreditam nisso? Escrevi ontem perguntando se havia alguma chance de eu recuperar as fotos, e a menina me respondeu pedindo uma foto minha (para me identificar) e o meu telefone. Arrasam também!


Empresas que respondem rápido por seus canais de ouvidoria me deixam mais satisfeita, sou obrigada a dizer. Quer dizer, no primeiro caso não se trata de uma empresa, mas vocês entenderam, certo? Gente que responde e-mail rapidamente ganha o meu apreço!

Monday, May 20, 2013

Eike veugonha

Voltei a malhar hoje. Sim, fiz tudo direitinho, a despeito das ameaças de chuva, e agora estou estarrada no sofá tentando me recompor. Descobri mais uma colega da repartição lá hoje, e com essa, já são 4. Pelamor, hein? Mas dessa eu gosto, a gente sempre sorri uma para a outra no banheiro (frequentamos o mesmo banheiro, não o mesmo reservado!).
Niqui estava eu terminando já a minha série no andar de baixo quando chega mais um deles, ainda de camisa social, direto da repartição. Ele subiu se trocar, e eu subi para minhas últimas atividades: glúteo 4 apoios, abdominal na máquina e alongamento final. E eu ali, pensando, que da última vez que eu fora fazer essa mesma série, ele estava na bicicleta, eu fiquei com vergonha dele me ver chutando o ar de quatro e fui embora sem terminar. Hoje, como ele estava atrasado, talvez ele descesse direto. Então fui lá, me posicionei e comecei a série, tentando fazer muito rápido, enquanto ele se trocava no banheiro. Ele passa e desce quando falta mais uma para mim. Respiro aliviada e começo a fazer com toda calma a última série... quando ele sobe e vai pra bicicleta!
E agora!
Eu já não tenho bunda, e isso tende a piorar se eu fizer minha série inteira dos grupos musculares mas continuar com vergonha de malhar de quatro na frente do cara da repartição. 
Mas pensando bem, se só a bunda continuar mal e o resto todo ficar bem, já é um adianto.

Desregulei

De uns tempos pra cá andei me descuidando da hora de dormir e da hora de acordar. Como tenho sentido um sono descomunal, não tenho tido mais como abrir mão das tais 8h de sono, embora consiga facilmente dormir umas 10h. 
Ocorre que aparentemente inverti outra vez, e agora quero dormir tarde. Ontem tentei deitar 23h30 e levantei outras três vezes, de hora em hora, angustiada com bobagens e sem sono. Bato as pestanas aqui lentamente enquanto anseio pela hora de ir embora, mas sei que chegando a hora de dormir, vou estar com os olhos de ovo-frito, mais arregalados que os d'O Grito. 

Novela, novela!

Sexta acabou a novela das 21h, que nunca acompanhei, mas mesmo assim sabia do que se tratava: um tenente do exército quarentão não tinha grana pra morar fora da casa da mãe, apaixonou por uma menina do alemão que depois foi traficada para a Turquia e era amiga de uma delegada fashion e complicada da cabeça. As mocinhas eram fracas, as vilãs eram fracas, o elenco era excessivo (gente que ninguém nunca entendeu porque fez parte da novela, tipo a Cissa Guimarães - alguém que acompanhou pode me explicar?), não era divertido, não era dinâmico. Era tudo muito fantástico e sem graça - não tenho problema nenhum com novela não ser realista, porque a vida real eu posso ver ao vivo. Ao contrário, até gosto das novelas que são excessivamente fakes, com diálogos e cenas que não acontecem na vida real, desde que entretenham. Essa novela era um porre, na moral.
Assisti o último capítulo porque é o dia em que tudo se fecha, as coisas acontecem, porque depois de meses arrastando a trama, o desfecho vem sempre a galope. Achei fraaaaaco... Cadê a emoção, Brazil!
Parece que não vou mais ouvir 'esse cara sou eu' tão cedo, soltem os fogos!
Cena mais legal para mim: Claudia Raia demonstrando que é péssima vilã, mas ainda arrasa como dançarina - invejei. 
Achei a próxima novela tão melenta que evitarei me envolver. Mas tenho assistido (e gostado) de Sangue Bom. 
Opinião de fã e noveleira contumaz vale mais, certo? 

Sunday, May 19, 2013

Desafio semanal: tempo, tempo, tempo, tempo

No mês de maio achei que eu não devia montar checklist nenhum, porque eu deveria cumprir um único objetivo: escrever minha dissertação. Com a pesquisa feita e devidamente tabulada, é 'só' sentar e escrever. Você tem conseguido escrever? Nem eu.
Aliás, faz algumas semanas que andei desestabilizando minha rotina por motivos nada nobres. Minha saúde, não vou entrar em detalhes, está capenga, o que é muito irônico se se considerar que nunca fui tão correta com as atividades físicas e a dieta. De modos que desconcentrei e, sempre que fico adoentada, triste, por algum motivo ansiosa, eu mergulho numa loucura toda minha em que nada de produtivo acontece. Mas não mais, prometo!
Vai me dar um certo trabalho, mas para essa semana montei um cronograma para cada hora do dia. Não tem horário vazio na próxima semana, porque minha gestão de tempo anárquica me levou a um espiral de sensações ruins. Até 'assistir TV' está escrito. 
A sensação de ver as horas do seu dia se escoarem sem você ter feito nada do que gostaria ou deveria é muito ruim. Tenho me sentido muito, muito cansada, sempre muito cansada, mas dormir mais não tem ajudado a solucionar o cansaço. Cansada por cansada, melhor continuar cansada mas ver resultado nas coisas, então. 
Lá vou eu.

Saturday, May 18, 2013

Quase fiz besteira

Um cãozinho desses de rua resolveu atravessar a rodovia, eu me assustei, tirei o carro para a pista ao lado, freei bruscamente e o cão viveu. O motoqueiro que vinha logo atrás, coitado. Quase que vira pastel!
Sei que eu deveria ter tocado ficha e matado o cachorro para não matar o motoqueiro ou o carro hipotético da pista ao lado, mas meu reflexo fez outra coisa na hora.
Treinar.

Sobre-vida do Millhouse

                                                                                                                                        Ontem estava eu na lanchonete da repartição em busca de um café quando avisto de relance o meu pesadelo de meses atrás: Millhouse estava sentado contemplando o horizonte! Cheguei fingindo não tê-lo visto e fiquei obstinadamente olhando para a frente no balcão, por mais que tivessem 4 pessoas na minha frente e olhar ao redor tivesse sido um movimento natural (em outras condições). Perseverei: de posse de minha xícara de café, virei e ia me afastando em direção a mesas longínquas quando ouço um chamado insistente e nada baixinho: Millhouse acenava e chamara meu nome alto o suficiente por toda a lanchonete, chamando-me a me juntar a ele!                                                                                                               Fingi não ter percebido esse chamado e continuei andando em direção a alguma mesa longe o suficiente (tenho a impressão de que nunca será longe o suficiente). Mas cumprimentei-o, sorrindo e acenando. Ao passar para ir embora, ele me toca no ombro (arrepios de neuvoso) e cumprimenta outra vez, como se não tivesse, 5 minutos atrás, gritado meu nome e acenado para o Brasil ver. Dei oi outra vez e baixei os olhos para o telefone. Adiantou. 

Thursday, May 16, 2013

A primeira vez a gente não esquece: eu num velório

Todo mundo estranha que eu tenha vivido até aqui sem participar de um velório, mas os últimos defuntos próximos de mim morreram há um certo tempo, e os atuais eu estava sempre impedida de participar, de modos que hoje faleceu a mãe de um amigo meu e lá fui eu, me despencar da Ilha até Gothan City para prestigiá-lo. 
Não sem dúvidas: nas novelas as pessoas vão de preto da cabeça aos pés, óculos escuros, encomendam coroas de flores e coisas assim. Eu não tinha certeza se isso era real, porque se eles falseiam as cadeias, as favelas, os cafés da manhã de pobres, imaginei que os funerais também eram falseados! Isso e eu não ter roupas pretas me deixou tensa. Achei melhor ir com a roupa que estava e torcer para estar tudo ok.
Não, as pessoas não usam preto majoritariamente, embora não usem nada espalhafatoso. Tinha só uma coroa de flores - a segunda chegou no meio de uma reza liderada por uma wannabe líder religiosa que puxava um coro, e o cara com o cavalete não podia esperar: cortou a corrente de orações e mandou ver na instalação da coroa.
Me chocou a aparência da morta: ela estava irreconhecível. Um amigo meu me explicou que preenchem o rosto dos mortos com cera, e ela estava muito mais para uma boneca do que para a tia fofinha que me recepcionara em sua casa toda uma adolescência. 
Eu não desejei pêsames a ninguém, mas ouvi que as pessoas falam isso ainda. E na moral, ninguém tem o menor respeito pelo momento triste: todo mundo empolga no papo e de repente se faz o maior esparro no recinto - parece festa. 
Na capela em questão, rolou um ensaio de coral, com bateria e tudo (!) enquanto a gente velava o corpo. Do outro lado, uma lanchonete espalhava um cheiro de sanduíche na chapa muito insinuante, e eu fui lá comer com um amigo. Niqui ele esquece o motivo de nossa ida ao local e pergunta se eu quero beber uma cerveja!
Estranhamente, perto das 21h o lance começou a bombar: aparentemente, o pessoal gosta de chegar mais tarde e poder virar a noite lá. Fiquei confusa.
Vim pra casa pensar e meditar sobre minhas recentes experiências.

Historietas da galera do café

Hoje o tema era as atividades de Dia das Mães. Um deles chamava o cunhado de burro, pois teve que comprar dois presentes para a mulher, um para cada filho dar (ivagina o marido ogro que ele é, sovinando presente alheio). Ao que uma mulher de meia-idade ali presente afirma:
- Dia das Mães para mim foi o seguinte: fui com meu marido, na casa de praia, cortar a grama!
Todos se espantam, mas ela insiste:
- Essas datas comerciais não me afetam, fiz o que eu queria! Cortei grama no domingo e tudo bem!
O Brazil seguia chocado com a mãe cortadora de grama, que argumentava ainda o caráter comercial da data. Eu concordo com ela, mas minha mãe está longe de assimilar a discussão, de modos que fiz o protocolo estabelecido pela sociedade de consumo. 
Mas usar um domingo para cortar grama é a little too much mesmo para mim!

Wednesday, May 15, 2013

Um pouco saudosa

Na minha atual repartição eu ganho melhor, o serviço é menos penoso que na anterior, estou perto de minha Ilha e não de Gothan, tenho estabilidade e carga horária menor. Por certo, é melhor estar aqui do que na repartição anterior, um dos locais mais conservadores, golpistas e xexelentos que já conheci.
Mas uma coisa eu tinha lá e aqui não tenho mais: amizades no trabalho. Lembro que a hora do almoço (ou do jantar, dependia do meu turno) era sempre uma festa, em que a gente ria e conversava o tempo todo. Contar histórias, falar mal dos chefes e fazer aquele intenso comércio ilegal de quinquilharias entre mulheres era parte do nosso cotidiano.
Aqui todo mundo se odeia, e é crônico. Me deu saudades de Ana, Elisa e Kátia. E elas nem leem meu blogue. Mas mesmo assim, meninas, um beijo para vocês! Que hoje eu lembrei da gente!

Dilemas acadêmicos

Terminei a pesquisa de campo. E de transcrever as entrevistas (suspiro com fogos de artifício ao fundo). Porém, ao terminar, descobri algo que já vinha se delineando desde então: não fiz a pergunta certa, ou minha pergunta não tem resposta. Sei que isso é sempre uma possibilidade, mas ter que escrever que sua hipótese não se confirmou é sempre a little desmoralizante. 
Quer dizer, não é que não se confirmou: é que eu queria que se confirmasse de outra forma. Confirmar, confirmou. Mas não com a riqueza de detalhes que eu esperava.
Vamos almoçar, eu e O Orientador, na próxima semana, para decidir como dar fim a este processo. Oremos.

Tuesday, May 14, 2013

Intrigas, babados e confusões

Meu caro,

ainda não sei exatamente como vou te denominar, e nem se escreverei mais de uma carta para ti. Mas hoje senti que se eu não contasse para alguém como é que você me intriga, eu não ia conseguir ficar em paz. Na verdade, convenhamos, há dias que essa inquietação vive aqui comigo, e eu não sei se ela é culpa minha ou culpa sua, talvez seja de nós dois, mas o fato é que eu ando intranquila. Esperando por ti.
Não como se pensa nos nossos namorados, ou nos nossos afetos, ou mesmo como se pensa nos nossos amigos. Na verdade, de uma forma inusitada e marcante, há dias e mais dias que eu estou à espera. Sempre à tua espera. É uma espera talvez inútil, pois não marcamos nada, mas acho que gostaria de te encontrar. E acho, ainda, que você gostaria de me encontrar também. Mas não consigo ter certeza se esse encontro ia funcionar, sabe? 
Porque convenhamos: tem uma probabilidade altíssima de não funcionar. A chance do meu espalhafato violento se chocar contra a tua macia (e sisuda) introspecção e disso explodir em um grande vazio é tremenda. No entanto, apesar de perceber nitidamente o quão esse choque é certo, sinto que se não explodirmos nós, explodo eu. De nervoso. De angústia por não entender o que é que me faz aproximar. E ao mesmo tempo, de medo de desvendar: o medo de que não seja, mesmo, nada de mais. 
Se é que você me entende. Bom, na verdade, você nunca me entende. Então... ficamos assim, certo?
Estou te esperando. Como de hábito.

De computador novo

Meu computador anterior vinha dando seguidas mostras de que não habitava mais o mundo dos vivos, mas eu insisti até o último momento com ele, porque não gosto de largar uma coisa antes de consumi-la totalmente e porque gastar dinheiro com computador não é algo que eu faça (tipo como não gasto com celular).
Mas acontece que domingo ele ficou cerca de 10h fazendo reparos de inicialização do windows e nunca iniciava, resolvi mandar ele pro caralho e comprar um novo. Isso eram 18h. Entrei na internet, pedi dicas pros meus amigos nerds, pesquisei preços na internet e conversei com mamis se ela comprava para mim no cartão dela. Tendo ela aceito, resolvi que compraria na manhã seguinte. Ela me diz para ligar para meu irmão e ver se as lojas estavam abertas no domingo. Estava tudo aberto e ele estava no shopping, a gente escolheu na primeira loja e em menos de 90min eu tinha um computador novo!
Foi tudo muito rápido e dinâmico, cá estou R$1400 mais pobre (quer dizer, R$500 porque era o que podia sacar no dia  pelo auto-atendimento - mas de qualquer forma preciso pagá-lo), e de máquina nova. Logo depois, o antigo iniciou. Ódio mortal.
Agora estou assim: computador novinho e computador capenga em casa. Sou uma pessoa que tolera 13 vidros de hidratante (quem lembra? aliás, a coleção aumentou muito desde então), mas não tolera 2 computadores em casa.
Será que posso usar partes dele pra alguma coisa? Eu acho que ninguém o aceitaria, porque eu quebrei um pedacinho dele, e ele desliga do nada caso não esteja na tomada, e fica demorando para iniciar. Será que faz como para jogar fora? 

Monday, May 13, 2013

Fiz por amor!

Compromissos profissionais me levaram ao Hospital Celso Ramos, no centro. No entanto, cheguei 1h antes do meu compromisso, estava sem nenhum livro ou distração na bolsa, e olhando do outro lado da rua, soube imediatamente o que ia fazer.
Dessa vez eu não fui curtir o centro, coisa que adoro, nem fui telefonar para ninguém. Aproveitei a oportunidade para doar sangue no Hemosc, que fica em frente ao Hospital.
Tudo durou menos de 1h: como eu sempre doo no HU, precisei fazer meu cadastro. Respondi ao questionário (homofóbico, preconceituoso, terrível e arcaico - hora desse tipo de lugar refletir as discussões que rolam na sociedade!), passei pela entrevista e fiquei esperando minha vez. Entrei na salinha de doar, e fui acompanhada durante todo o tempo por uma funcionária de lá. A picada da agulha hoje doeu um pouco mais, achei a equipe do Hemosc menos acolhedora que a do HU. O lanchinho do HU também é melhor, mas tomei o do Hemosc mesmo assim. 
Hoje pela primeira vez em minha vida de doadora de sangue, senti tontura, enjoo e minha vista escureceu comigo na calçada. Não desmaiei porque sentei no chão em plena Gama d'Eça, e fiquei lá suando frio uns bons minutos.
Mas sabe de uma coisa? Nem ligo. Durante todo o tempo em que o torniquete apertado demais me incomodava, fora a picada desnecessariamente dolorosa, além de achar as funcionárias não exatamente antipáticas, mas certamente longe de simpáticas, pensava em cada gotinha de meu sangue como um abraço que dei em alguém. A cada apertada de mão e tonteirinha que sentia, pensava nas pessoas que eventualmente receberiam minha bolsa de sangue. Não as conheço, nem nunca vou conhecer, talvez se as visse ao vivo nem gostasse delas. Porém, assim, anonimamente, dou o meu sangue a elas, com todo o amor que tem em meu coraçãozinho gelado. Torcendo para que ele seja útil a elas e que elas fiquem boas!

Certas coisas não são para mim

Roupas amarelas infelizmente não são para mim, assim como calçados de bico muito fino ou pizza de quatro-queijos. Algo que eu sempre soube não ser para mim, mas que resolvi tentar mesmo assim foi o iphone. Sim, Brazil, eu tenho um agora, que ganhei de mamis. E eu não estou achando legal uma série de coisas, como o lance de passar o dedo para fazer as coisas, eu ter perdido todos os meus contatos ao trocar de aparelho, e o pior de tudo: essa coisa veio parafusada e eu não posso mudar para o aparelho anterior! Socorro, produção!
Eu estou muito, mas muito perto de quebrar a capinha para resgatar o meu confinado chip. 
Altamente excluída digital, tenho certeza de que esse telefone que poderia expressar meu ponto de vista sobre o Universo e a vida, não é para mim. 
Alguém sabe como posso desparafusar esse negócio?

Thursday, May 09, 2013

Finalmente, eu e o Rio


Minha pequenina e doce hospedeira, no MAC
Minha viagem ao Rio tinha um objetivo muito certo que era me divertir. Se eu ia fazer isso em casa, na rua, sozinha, acompanhada, bêbada, drogada, prostituída, tanto fazia. Estava com saudade daquela beleza cênica, de uma cidade maior que a minha, com mais vida cultural, com ares de centro antigo, enfim, essas coisas, sabem?
Dessa vez eu não fiquei no Rio, praticamente – me hospedei na casa de uma amiga em Niterói, do ladinho da Cantareira. Também achei isso muito bom, porque desde que abandonei o último namoradinho niteroiense, não fazia mais muitas coisas lá! Assim que fomos beber na Cantareira, fomos passear ali no MAC (mas sem entrar porque já era tarde), contemplar a vista, bater fotos, ver o sol se pondo e coisas assim idílicas. Vou andando e reparando nas casas antigas, na beleza de suas grades de ferro trançadas e no desenho da calçada, o trilho do bonde ali ainda, e achando tudo uma lindeza. Tomei um café do Starbucks por besteira, sabia que não ia gostar e de fato era fraco. Comprei coisas para minha casa, de lembrança do final de semana. 
Em Nikiti, indo para o MAC a pé
Sábado à noite a gente foi beber na Lapa, subiu para Santa, desceu para a Lapa de novo e por aí vai. Domingo de chuva nos fez confinados num bar ali na rua do Ouvidor, espécie de restaurante, onde a gente bebia até dar a hora do meu último compromisso do dia: encontrar Olívia! Sim, essa mesma!
Ela chegou e se enturmou em cerca de 1min, e dali a gente aproveitou o fim da chuva para beber num outro lugar, com cheiro de fritura e sem água no banheiro, mas com cerveja gelada e uma jukebox – objeto que jamais mencionaria normalmente. Ocorre que para quem não sabe, nossa distinta blogueira tem uma queda violenta por jukebox, e o bar chegou a fechar com a gente dentro, esperando seu setlist acabar. Como a viagem ainda era longa, fomos até a Ilha onde eu conheci diversos detalhes que já tinha lido sobre: a casa em reformas, a calçada que vai ganhar horta, a cachorra da cirurgia e uma família ultra fofinha! Em poucas horas, na segunda de madrugada, estava eu de volta.

Em Santa, uma gringa!

 Com saudades, sabem? Das amigas, das conversas deliciosas de sábado à tarde, de rir do Doide sábado à noite, do menino de casaco atravessado, de dançar em Santa com um cara gente boa e carioca até o fim, de encontrar amigas por acaso nos lugares, de um domingo de canções antigas e conversas acaloradas pela cerveja e de ouvir Carol gritando pelas ruas enquanto a gente ficava para trás no ponto de ônibus. Só por saudadinha, tomei um suco de manga ontem e dei uma ligada pra pessoa certa na hora certa ;)
A última foto do final de semana: a pantográfica do bar fechada com a gente dentro
Amigos novos e velhos que encontrei nesse final de semana, um beijo para vocês! Eu não deveria ter gasto essa grana nem ter usado esse tempo para isso, mas valeu a pena cada segundo e cada centavo!

Wednesday, May 08, 2013

Nisso falando...


A coberta do divórcio é um item que me acompanha há 8 anos, fruto de uma divisão de bens muito engraçada (hoje). Em 2005 eu tinha um encontro de Serviço Social para participar lá em Santa Cruz do Sul, e era justamente por essa época, outono de maio, tão gelado quanto hoje. Com medo de passar frio no alojamento, pedi ao meu então namorado na época que me emprestasse uma certa coberta sua, de lã de carneiro, para eu não passar frio. Ele generosamente a cedeu, e meu feriado em Santa Cruz foi muito quentinho de posse da mesma. Por ser feita de lã, além de quente ela é bem grossa, e por isso, fica fofinha e pode fazer vezes de acolchoado para deitar por cima dela, sabe como?
Residindo ele em Gothan, a coberta foi ficando lá em casa (Floripa), porque ela era difícil de carregar no ônibus. Como a gente ainda namorava e eventualmente ele me visitava, a coberta foi deixada comigo sem maiores crises. Até que, mais de um ano depois, ficou claro que a relação tinha acabado, e ele requisitou sua coberta de volta. E aí começou a briga.
Durante aproximadamente três meses, eu disse que não devolveria a coberta, que eu queria ficar com ela, que ela já estava comigo há mais de um ano e tudo mais. Ele retrucava que como eu poderia conviver com aquela coberta que 'tantas recordações de nós dois me trazia'(sic) depois do nosso fim. Eu contra-argumentava que eu queria a coberta porque ela era útil para mim, e que ele poderia conseguir outra para ele (que havia ganho a primeira de um parente). Ele retrucou por sua vez que eu poderia ficar com a coberta, desde que prometesse 'nunca me deitar com outro nela'(sic). Apesar de eu prometer isso (tolinha), ele havia em algum momento envolvido minha família na disputa pela coberta, e passei a ser assediada por ligações de minha mãe, que me dizia que eu era obrigada a devolvê-la, e que ela ia me arrumar outra coberta bem quentinha. Havia inclusive toda uma corrente de pensamento que atestava eu não devolver a coberta porque eu queria mesmo era ele de volta, e não a coberta. Determinado feriado, quando meu pai veio sozinho me visitar, chegou com um decreto autoritário de que ele mesmo levaria a coberta embora naquele domingo, e não queria nem saber se eu agora havia adquirido o direito de usá-la. Triste e chorosa, no domingo de manhã, estava dormindo com ela, quando meu pai chega em meu quarto e diz, rindo (pra não chorar) que ele não ia mais se meter naquilo, desde que a maldita briga pela coberta terminasse. Durante uns 6 meses não se tocou mais no assunto, e para o desespero do telespectador, o namoro voltou, mas dessa vez o homem já residia fora do Brasil. Lá ia eu visitá-lo, quando resolvo questionar minha então sogra sobre o que ela gostaria de mandar para presenteá-lo, aproveitando minha viagem. Qual não é minha surpresa quando a velhinha responde que 'ele deve estar precisando da coberta'. Ivagina eu num vôo internacional carregando a coberta!
Meses mais tarde, finalmente o namoro morreu. E nunca mais se tocou em assunto de coberta. Estou com ela até hoje, 8 anos depois, e atesto: não há coberta como ela! É super quentinha, confortável, serve como acolchoado para forrar o chão e muito mais. Dei-lhe uma nova cobertura, fiz-lhe uma capa, e ela me acompanha em todas as casas para as quais me mudei recentemente, cobriu a mim e a muita gente desde então, e nunca perdeu a pecha de coberta do divórcio. Virou herança de família!
Agora, amadurecida, sou obrigada a admitir: eu devia ter devolvido a coberta. No entanto, passados todos estes anos, ela definitivamente é muito minha, e se preciso fosse, brigaria na justiça por ela.  ;)

Esfriou!

Chuveiro na posição inverno, primeiro banho de janela fechada do ano, gaveta de cachecóis reativada e a coberta do divórcio foi puxada para cima de mim!
Quero anunciar que este é o ápice de frio que considero aceitável. Espero que as correntes de ar se curvem a este meu limite. 

Tuesday, May 07, 2013

Almoço creepy

Hoje alterei meu horário de almoço na copa da repartição e encontrei uma pessoa que nunca vira por estas bandas comendo lá. Falei 'oi, bom-apetite', como sempre fazemos com as pessoas que chegam e estão comendo, e ela muito simpática e sorridente me cumprimentou de volta e já ficou toda animada para conversar:
- Cabelo está mais claro, né?
- Está? (rindo e tentando deixá-la em dúvida)
- Está sim, há dias que eu venho reparando!
- É, a cabeleireira fez uma besteira, mas agora já foi, não tem conserto a não ser que eu pinte de escuro...
- Mas assim ficou ótimo, fica bonito em você, ainda mais com seus vestidos coloridos!
- Que bom...
- Aliás, engraçado, né, as mulheres não gostam tanto assim de saia feito você, né? Eu nunca te vi de calça!
- É eu não uso mesmo, só se for muito frio (já meio com medo).

Pausa para eu dizer que não trabalho no mesmo setor que essa mulher e nem nunca a vi, mas ela reparou que pintei o cabelo (coisa que ninguém que trabalha ao meu lado reparou) e reparou nos meus vestidos. Só por isso já ficaria meio chocada, mas ela conseguiu me assustar ainda mais, porque neste momento ela me diz:

- Como é o nome daquela loirinha que trabalha ao seu lado?
- Fulaninha?
- Não, uma novinha!
- Ah, deve ser a estagiária trololó!

Entra a estagiária trololó no recinto.

- Ela? (apontando)
- Ela mesmo! Então, sabe que outro dia comentei com ela que eu acho que você tem cara de mãe? E ainda falei: mãe de menininha, daquelas bem fofinhas e cheias de lacinhos! Mas ela me explicou que não, que você é solteira...

Então, Brasil. A mulher repara em tudo e ainda troca ideias com estagiária trololó sobre o que eu faço em minha vida privada, imaginando-me limpando bunda de neném (como pode alguém estar mais equivocado) e enchendo minha suposta filha de adereços (ok, nisso ela acertou: filha minha andaria feito uma lojinha esotérica de tanta coisa que ia botar na criança - mais um motivo para me manter longe deste projeto). E o melhor é estagiária trololó divulgando detalhes de minha vida íntima para essa mulher louca!
Ela é louca, certo? Eike medo!

Monday, May 06, 2013

Seriado: The Carrie Diaries

Nem sei porque demorei tanto para postar sobre ele, uma vez que gostei tanto! Quem assistiu Sex and The City feito eu, de uma talagada só, e ficou eternamente órfã depois dos filmes entende a minha empolgação com essa série que se propõe a contar a vida da Carrie adolescente, começando a conhecer NY.
A série é uma gracinha: a menina que faz
a Carrie é linda, a Carrie adolescente é muito legal, o clima de 1984 é muito legal, e o mais legal de tudo: pequenos rasgos da Carrie que a gente conhece surgindo é muito legal também. A primeira cena em que ela se senta diante da janela para escrever, o dia em que ela calça seu primeiro sapato de grife, o dia em que ela decide que forno só servirá para depósito em sua casa, e o mais libertador: o dia em que num dilema entre seu namoradinho e a cidade, ela opta pela cidade. É uma Carrie totalmente diferente da fumante, estilosa, sem compromisso com a perfeição de Sex and the City, ao mesmo tempo em que é muito parecida com a hesitante, romântica e parceira/boa amiga Carrie de depois.
A primeira temporada terminou de forma abrupta no 13º capítulo deixando várias pontas soltas, mas aparentemente está ameaçada por falta de audiência nos USA. Vou ficar triste se não continuar, confesso! Eterna órfã de Carrie, torço para continuar a assistir a transformação dela :)
Quem pode gostar: quem gostava tanto assim de Sex and the City quanto eu e tem paciência para conflitos adolescentes. Não é uma série adolescente, mas mostra o mundo dos adolescentes, então, tem que ter paciência para isso.

As entrevistas

Entrevistei 4 pessoas das 5 que serão entrevistadas ao total. Talvez eu chegue a entrevistar 6, talvez 7. Mas 5 com certeza. E ontem, enquanto eu transcrevia a penúltima entrevista, um sentimento muito engraçado apoderou-se de mim: a raiva do entrevistado nº3.
Enquanto todo mundo levou cerca de 30min (para mais ou para menos) para expor suas ideias, nº3 levou 1h12min. Era uma pessoa bastante prolixa, com dificuldade enorme de síntese, e aquelas pessoas calmas, que parecem ter acabado de falar, mas quando você tenta retomar o fio do diálogo e partir para a próxima pergunta, ela lembra de mais umas 20 frases que estavam ali engasgadas. Que impaciência. Que irritação.
Num determinado momento, eu pergunto para a pessoa uma coisa que ela já tinha me dito antes. Porque em algum momento da entrevista eu parei de ouvi-la: eu não aguentava mais. 
Terminei ontem com isso e fiquei pensando, ao mesmo tempo, que me deu aflição dessa pessoa, mas ela se doou ao meu trabalho, tornando-o talvez mais rico. Ainda não sei muito bem como lidar com esse sentimento - a primeira impaciência da minha pesquisa. Espero que a última pessoa seja diferente.

Sunday, May 05, 2013

Projeto BCK: dia 42!

Para quem se aborreceu com os posts compridos de 42 dias do livro, anuncio que hoje é o último! 
Eu ainda tenho mais dois capítulos para ler (já li), e ainda tenho um longo processo pela frente, até perder os 6kg que ainda pretendo perder nesse ano. Isso significa que a dieta continua, a academia continua, e o projeto continua.
Ter uma tarefa por dia para cumprir me agradou muito! E foi por isso que apeguei tanto com o livro. Mas além disso, eu aprendi coisas muito importantes para 'pensar magro'. Duas foram as principais:
1 - comer, a não ser que eu morasse num país devastado pela fome e pela guerra, ou tivesse um problema de saúde relacionado com desnutrição profunda, não é uma necessidade, é uma vontade. Aliás, com toda essa gordurinha para queimar, é tipo como diz o Howard quando sua mãe resolve fazer greve de fome: vai levar alguns anos até isso ser preocupante (os fãs de Big Bang vão entender)! E a fome que eu julgava sentir, durante todo esse tempo, nunca estava no estômago: sempre estava aqui na boca, na vontade de comer aquilo que eu via ou me lembrava, e começava a salivar de ansiedade. Saber disso, procurar sentir o estômago e percebê-lo cheio é muito importante para mim hoje.
2 - não é porque eu consumi uma coisa fora do meu planejamento no almoço de hoje que eu vou passar o resto do dia fora da dieta, porque o estrago de 500 calorias é bem mais fácil de administrar que um feito por 2500. Essa conta mudou minha vida por dentro!

Essa semana o meu cardápio já está feito, o bloquinho continua andando comigo, me peso amanhã às 9h na balança de sempre, para seguir fazendo meu gráfico, a lista de tarefas impressa. Vou ler os capítulos finais amanhã, mais uma vez, e então...começar tudo de novo. Sim, eu vou reler o livro todo, porque sempre que eu leio sobre esse assunto eu me sinto mais fortalecida para persistir. O registro do dia 42 está na foto, espero que consigam ler (caso alguém de fato leia esses posts).

Dia 42: pratique, pratique, pratique!

E força na peruca! Para todo mundo que quer emagrecer, e vive tentando, feito eu!
O livro está mais que bem recomendado por mim. 

Friday, May 03, 2013

Historietas da galera do café

Hoje o tema era a popularização dos voos. Segundo um deles:

- As mulheres ainda vão super arrumadas no aeroporto!
- É, mas hoje em dia isso mudou muito. Quinze anos atrás quando o cara ia andar de avião, comprava um terno novo!
(expressões de surpresa)
- Verdade, não fosse a Gol chegar com tudo e baixar o preço, andaria todo mundo de terno no avião ainda!

Thursday, May 02, 2013

Projeto BCK: dias 38 a 41


Dia 38 – aprenda a lidar com o efeito platô

O platô é uma situação que aparentemente todos chegam em determinado momento da dieta: aquele em que você já perdeu um considerável peso, mas não tudo, e mesmo cumprindo a sua rotina de dieta e exercícios, não perde mais peso. As explicações podem ser diversas, e cada pessoa precisa avaliar o que é válido no seu caso: se o corpo não precisa da quantidade diária de calorias ingerida (e é hora de diminuir mais um pouquinho), ou se é caso de aumentar o ritmo de exercícios e o gasto calórico, se tem o peso estacionou porque a pessoa aumentou a massa muscular (e isso gerou peso, mas não é um problema), se é retenção de líquidos, problema hormonal... Enfim, as respostas podem ser várias. 
Eu ainda não tive esse momento: eu até ganhei peso numa determinada semana, mas foi culpa minha, porque falhei com minha dieta. Entrei em maio sem o meu 'kilo' de abril, e continuo perdendo 1kg ao mês sem recuperá-lo. Eu também não conto as minhas calorias, nunca contei, nem tenho intenção de fazê-lo, porque eu como 6 porções de fruta ao dia, apenas duas de carboidratos simples (dois pãezinhos, um de manhã e um final de tarde), folhas cruas todos os dias, azeite apenas cru e extra-virgem, uma porção de almoço diminuta, açúcar apenas 2x na semana (geralmente na minha batida de banana, aveia e linhaça) e nenhuma fritura. Se eu estiver comendo um número alto de calorias, paciência, a maioria delas provém de fontes altamente nutritivas. 
E a minha tarefa do dia era decidir como eu faria para sair do platô, quando chegasse em um. É difícil dizer agora, sem saber o que é que vai estar acontecendo no momento que eu passar por isso, mas penso numa combinação entre aumentar meus exercícios e diminuir a ingestão de calorias do período da noite. Na verdade, à noite eu não posso comer carboidratos, mas eu como muita proteína pura nas horas do desespero: fatias de peito de peru enroladinhas com um pedacinho de queijo, às vezes palmito puro (porque só sinto desespero por salgado, incrível). Uma fruta que me ajuda muito a enganar a vontade de comer é a melancia, ela me preenche mais o estômago (por causa da citrulina, que a torna difícil de digerir junto com outros alimentos), e que tem um valor energético bastante baixo. Mas talvez eu não faça nada disso quando chegar a hora. É difícil saber. Vamos ver o que acontece quando realmente meu peso estacionar.

Dia 39 – mantenha os exercícios

Gostei muito desse dia, pois semana passada eu praticamente não me exercitei. Eu estava muito cansada da viagem, com sono atrasado, e com o ritmo de entrevistas que consegui imprimir, acabei ficando atropelada na academia, além de não ter ido nadar. Hoje mesmo eu fiquei pensando em de repente não ir na academia, porque o ideal é eu ir de manhã, e em como é chato quando tem fila nos aparelhos e de manhã isso não tem... Enfim, desculpas que surgem, sempre novas, a cada cair de dia. Também noto que se fico sem ir, dá mais desmotivação ao voltar. Mas preciso me lembrar que isso não é exatamente uma escolha, porque eu preciso me exercitar. Eu preciso emagrecer e eu preciso fortalecer minha musculatura, a minha saúde hoje depende muito disso. E eu estou com muito sono ultimamente, muito mesmo – e isso não vai necessariamente melhorar com a minha eventual falta na academia à noite 'para descansar'. Hoje, por exemplo, combinei comigo mesma de levantar às 7h. Me senti cansada e com sono, e dormi até 8h15. Estou me sentindo um pouco melhor do que geralmente me sinto nesse horário, mas me atrasei inteirinha no início do meu dia, porque essas horinhas a mais fazem toda a diferença para mim. Para que eu não me sinta tão cansada, vou ter que fazer uma concessão comigo mesma, e dormir 1 hora a mais. Vou levantar 6h30 e dormir 22h, mas além disso, preciso de mais disposição, e a atividade física é importante para isso. Faz tempo que eu não me desafio a nada, mas essa semana eu tenho um muito importante que quero cumprir: preciso ir 4x na academia essa semana, o que significa ir hoje, quinta, sexta e sábado. Mas eu consigo, não consigo?

Dia 40 – enriqueça sua vida

Nesse dia, ela discute aquelas listas que as pessoas costumam fazer, cheias de planos e metas, sendo que algumas são condicionadas a depois que a pessoa tiver emagrecido. Tem gente que trabalha com premiações para cada kilo perdido, outras que planejam uma renovação de guarda-roupas, enfim, coisas assim. Ela pede que eu faça uma lista das minhas metas e coloque o prazo para iniciá-las. A minha lista de metas é a minha lista de resoluções de Ano Novo, sem nenhuma pretensão a mais. E ela vai indo bem, desde a última vez que a analisei. Eu queria muito ter parado o mundo para fazer dieta e academia, mas o mundo não me permitiu, então, a vida seguiu.

Dia 41 – faça uma nova lista de tarefas

Pense que maravilha foi para mim receber a tarefa de formular uma lista? Mas na verdade, era só uma recapitulação de todas as listas de tarefas, de todos os 40 dias até então. Ela orienta que a pessoa continue assinalando os itens da lista durante as próximas semanas, para consolidar todas as técnicas comportamentais. Vou imprimir algumas cópias, para seguir usando nos próximos 7 dias. Nesse meio-tempo, quero pensar numa solução mais ecológica, porque imagina eu 6 semanas imprimindo listas? 24 páginas de A4! Eu sei que continuarei usando o meu caderninho do projeto pois preciso anotar todas as minhas refeições, mas não sei como vou lidar com esse registro das tarefas. Parece loucura, mas tive vontade de refazer o projeto inclusive, começar tudo de novo quando acabar. Vamos ver. Tenho mais 24h e dois capítulos para decidir!

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