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Monday, April 08, 2013

Projeto BCK: Dias 15, 16 e 17 (post looongo)

Dia 15: Monitore a sua alimentação.

Ela finalmente chega no diário alimentar. Eu já vinha mantendo, informalmente, porque acho mais fácil de acompanhar. No mesmo bloco em que coloco as tarefas, no seu verso, anoto o cardápio do dia, vou dando 'ok' ou escrevendo qual foi a substituição e por ali tenho noção. Agora, é obrigatório! Diário por escrito!


Dia 16: elimine a alimentação não-planejada.

Sábado, dia 16 pelo projeto, e dia 6 pelo mês, vocês sabiam, eu tinha um reencontro com o pessoal da faculdade. Num café colonial. Fiquei durante muito tempo indecisa, mas a saudade das pessoas bateu mais forte e lá fui eu, para o centro dos meus problemas, tomar café. De noitinha. Almocei pouquinho, não jantei, e comi tudo o que me deu vontade naquele café dos infernos: um empadão de frango delicioso, uma quiche de alho poró, torta de banana, bolo de morango, entre outras delícias. Repeti o que gostei mais. Tomei suco, café. Uma orgia. E à noite saí para dançar, cujo benefício pode se considerar eliminado pelo álcool – que foi até pouco, considerando a minha capacidade de consumi-lo. Contei isso aqui porque na minha tabela de alimentos obrigatórios, tenho algumas aberturas de brecha, para porções de doce, de álcool, etc. Ao analisá-la no domingo, cortei três porções de doce e uma porção de junkie food pela minha ida ao café. Eu só tinha direito a uma no mês, o que significa que já queimei meu direito à indulgência na largada...
Mas eu sabia que iria até lá, e que isso poderia acontecer. Optei por ir mesmo assim, e ao invés de sofrer culpada, negociar as coisas que poderiam ser negociadas: comer menos nas outras refeições, gastar meu vale-calorias com isso, e apreciar o momento. Fiz isso na companhia de 10 pessoas que não via há anos, e não feito uma gordinha tensa, maluca, sozinha (coisa que sou perfeitamente capaz de fazer também).
Mas para o dia 16, eu precisava entender como não comer aquilo que não está nos planos. E para isso, em primeiro lugar, precisamos de um plano. Vocês vão entender ali embaixo, no dia 17, o que acontece quando a gente faz o plano mas esquece de fazer compras. Então eu resolvi abastecer minha casa, minha bolsa, minha mesa da repartição, com coisas dentro do plano, para esses momentos. Quando alguém me oferece algo, ou vejo alguém comendo alguma coisa que poderia querer comprar igual, eu sempre procuro sentir meu estômago: cheio. Depois que descobri o lance de que a fome fica na boca, isso tudo ficou mais fácil. Também tem a história de se ausentar no momento mais tenso para fugir do desejo – essa usei algumas vezes, mas poucas ainda. Estou pensando para aqueles momentos inescapáveis: cheguei na casa de alguém e tem bolo. Um amigo me chama para ir na sua casa comer a pizza com ele. Ou sexta-feira, quando levaram doughnuts para o curso que fui. Sexta eu resolvi comendo as minhas frutas (banana e caqui), no meio do curso merrmo, para não cometer nenhum erro depois. E não cometi! Então eu resolvi montar um kit de sobrevivência, composto de frutas duras o suficiente para serem levadas na bolsa (caqui é ótimo, aliás, mas antegozo a chegada das tangerinas), biscoitos integrais e chicletes sem açúcar. E beber líquido, beber muito líquido (café, ou chá), para ver se a outra pessoa não percebe que não comi o seu bolinho.
Essa variável tem sido mais fácil de controlar, porque as coisas que tenho feito com as pessoas acontece fora desse contexto. E sozinha eu tenho conseguido resistir bem com o lance de sentir o estômago.

Dia 17: acabe com os excessos alimentares.

Para este dia (que só estou lendo hoje), precisamos nos servir propositadamente de uma porção a mais de comida e não comê-la: jogar fora ou guardar. Como só li hoje, depois do almoço, resolvi deixar para fazer amanhã, porque as quantidades de comida em casa são sempre baixas na segunda-feira (já é quase o dia de ir às compras). Aliás, amanhã é dia só de feira, e a despensa só será reabastecida na quinta, então as coisas não estão nada tentadoras por lá. Para não fazer a tarefa ridiculamente fácil, me servindo propositalmente de mais um pouco de sopa de mandioquinha e não tomando (prato previsto para amanhã), resolvi fazer algo tentador de fato. Hoje à noite vou fazer pastéis assados com recheio de abóbora, um deles seria para lanchar amanhã. Mas vou trazer dois. Imaginem vocês que só de pensar nos pastéis de abóbora eu já começo a ficar feliz, então ter um comigo apenas para não comer vai ser um desafio tremendo.
A questão da quantidade de comida é algo que passei a observar só agora, com a dieta. Sempre fui da opinião que tudo bem me entupir no almoço, desde que ele fosse arroz integral com curry de peixe. Agora estou tentando lidar com um estômago que se retraia, não que se expanda, e isso inclui prever as quantidades de comida. Assim, usando uma medida universal da ayurveda, minha porção suportável do estômago é o equivalente às minhas mãos unidas, em concha. No almoço, que era meu maior problema, essa porção tem sido ainda menor, mas rica em sabores e nutrientes. Hoje almocei arroz integral com cenouras, ervilhas, muito temperadinho, e com lascas de parmesão que derreteram quando aqueci. Tipo um risotto, mas menos gorduroso que um. Estou feliz até agora porque comi ele.
A autora fala desse medo maldito de ficar com fome. Ontem, depois de ter cumprido o dia todo direitinho, eu mandei vir uma pizza pelo telefone. Argumentei comigo mesma que eu podia (1 pizza no mês inteiro), que eu estava sem comida em casa (tudo contabilizado para comer hoje), e que eu acordaria ainda pior hoje e estragaria tudo hoje, caso não comesse ontem. Olha que mente maluca! A pizza brotinho com 6 fatias (que para mim parecia muito mais uma pizza média, enorme) foi metade para o lixo e me encheu tanto que acordei estufada, não tomei café da manhã e só quis almoçar 13h. É verdade que por causa de ontem, hoje não devo estragar nada, uma vez que me sinto intoxicada pelas três fatias de pizza, mas vocês não imaginam minha tranquilidade quando ela chegou. Foi algo tipo: pronto, agora acabou a fome do mundo! Pode vir um furacão!
Outra coisa discutida nesse capítulo é a sensação de conforto que o estômago cheio traz – excessivamente cheio, inclusive. E eu tenho exatamente essa sensação. Quando penso num domingo à noite comendo uma pizza delivery, imediatamente me sinto acalmada por essa cena tão doméstica e feliz. Ir na casa dos amigos e pedir pizza. Ir no café com as amigas da faculdade e conversar com elas à mesa. Minha tia favorita me fazia todas as vontades quando criança (podem apostar que quando adulta também), e lembro de diversos momentos felizes no apartamento dela, em que eu comia biscoitos proibidos para mim em casa, ou outra coisa do tipo. Pizzas com Coca-Cola (que eu não gosto, mas que sempre tomo quando vou na casa dela, porque associo as latinhas de Coca à mesa aos momentos felizes que passamos lá). Uma bomboniére sempre cheia, com Ouro Branco, seu favorito, dourado e brilhante. Seu apartamento lindo, sempre arrumado, em tons pastéis, e aquela bomboniére coroando o ambiente. Nossos cafés da tarde, em que ela me ensinou a comer pão francês com queijo prato e mel – outra lembrança feliz. E mais uma miríade de lembranças cheias de comida, como minha festinha de aniversário de 8 anos, em que haviam brigadeiros (item relativamente raro nas nossas festinhas, e mesmo hoje, quando vou nos aniversários de família, noto que não é uma tradição nossa ter docinhos pequenos – minha família gosta mais das tortas, pavês e etc), ou do cachorro-quente de minha mãe, ou de como assim que meu pai viajava, na primeira noite, sempre mandávamos vir pizza. Enfim, vocês entenderam, certo?
Eu durmo feliz de barriga cheia, e sorrio quando penso numa comida gostosa que comi. E acho que isso a coitada de Judith Beck não vai conseguir tirar de mim. Temos acordo quanto à necessidade de diminuir meus exageros, minhas porções, minhas calorias, mas eu não posso deixar de me sentir confortada pela comida. Mas estou disposta a tentar me satisfazer antes de devorar a pizza toda (ontem ao largá-la depois de três fatias, ficou claro que a) não era fome e b) eu posso me satisfazer com menos) e a respeitar meu estômago.
A medida que ela convenciona para saber se você comeu demais é: você consegue caminhar num passo mais apertado depois do almoço? Porque você deveria, caso respeitasse a proporção do seu estômago. Hoje eu consegui :)

1 comment:

Bah said...

Acho que vc não precisa se privar de comer, mas ter em mente que vc não pode abusar... coma o que tem vontade, desde que seja a quantidade ideal pra sua saciedade. Esse é o maior problema: controlar o que vc está comendo.

Aqui parei de fazer coisas gordas, só estou visitando a parte de coisas saudáveis do mercado. Pq namorido funciona com coisas que não existem dentro de casa... isso signfiica que eu guardo muita coisa escondida pra ele não comer auahuahaua

Kisu!

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