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Tuesday, April 30, 2013

Checklist de abril

Segue o balanço do mês passado. Acho que fui razoavelmente muito bem, não tendo deixar passar as coisas importantes e com prazos, principalmente relacionadas ao mestrado. Algumas coisas eu mudei de ideia no meio do caminho, com outras resolvi não me preocupar tanto, e com isso eu mantive o foco no que era mais importante no mês. Fiquei feliz, de qualquer forma, porque ainda fiz coisas que nem constavam no meu checklist. 

- fazer minhas entrevistas da pesquisa de campo - semi-checked. Faço a última entrevista na quinta-feira;

- estudar 2h ao dia nos dias de natação, 3h ao dia nos dias sem natação, e 5h ao dia nos finais de semana (eu nunca desisto) - vergonhosamente unchecked. Estudei quase todos os dias, mas não por esse tanto de horas;
- envernizar minha banqueta - checked, mostrei ela aqui ;)
- reformular meu vaso de temperos - semi-checked. Plantei cebolinhas e elas vivem, mas ainda quero salsinha, coentro, hortelã e manjericão;
- aplicar a técnica pomodoro o dia todo (inclusive em casa) - semi-checked. Em casa não está rolando;
- entrar na musculação - checked;
- fazer natação 3x na semana - unchecked, inclusive, acabei de abrir mão dessa atividade;
- lavar o chão do quarto do meio - checked;
- assistir 2 filmes - checked: Amour e Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios;
- usar meus livros de culinária na dieta - checked, usei o meu de culinária indiana;
- testar a meditação de manhã durante 10 dias seguidos - unchecked;
- reorganizar minha rotina de tarefas domésticas (agora sozinha) - checked;
- fazer meu imposto de renda - checked!



As pequenas vitórias de quem tenta se modificar

Comparecer a um coffe break e não estourar todos os planos do dia é uma prática absolutamente nova e ainda não sei se consolidada dentro de mim, mas ontem foi exatamente assim: eu podia comer (e comi) três coisas salgadas e duas doces, e nada mais!
Tudo bem, tinha um canapé lá me olhando, me fitando, me desejando, e eu a ele, mas para minha sorte, outro faminto o consumiu. E a crise que ia se instalar se resolveu pelas mãos e estômago alheios.
Como é bom pensar antes de comer, e comer o que a gente pensou!

Monday, April 29, 2013

Continue a nadar, continue a nadar


Em janeiro deste ano, ao voltar do recesso de final de ano, eu estava muito feliz porque fazia caminhadas todos os dias, às vezes duas por dia. E queria manter um ritmo de exercícios físicos também em casa, fora da praia. Eu nunca consegui fazer caminhadas aqui por perto, porque o calor era demais e a preguiça também. Mas eu me matriculei na natação, 3x por semana, e passei aquele mês todo nadando 3x na semana e caminhando 2x na semana (sábados e domingos). Em fevereiro, por medo de com as viagens a trabalho não conseguir cumprir minha natação, mudei de 3x para 2x na semana, e segui fazendo isso com as caminhadas do final de semana. Em março, com o fim do calor, eu caminhava eventualmente à noite além de nadar. Só há poucas semanas é que entrei para a musculação, e apesar de achar meio maçante, repetitivo, e com um ambiente um pouco desagradável, fui seduzida pela possibilidade de ir quantas vezes quiser na semana, não ter hora nem dia fixos, não precisar pensar em turmas e vagas, e me adaptei muito bem com isso. Em abril, por diversos motivos, eu quase nem fui nadar. E hoje, o último dia de natação em abril, eu não fui de novo, porque ontem decidir não nadar mais.
Ainda não sei se é uma decisão definitiva, mas com certeza em maio eu não vou nadar. Só de escrever isso já me sinto meio pesarosa, pois acostumei a pensar que natação é uma coisa minha, que faz parte de mim. Mas a verdade é que todas segundas e quartas eu me via no mesmo dilema relacionado aos compromissos que preciso vencer, às coisas que devo fazer pela manhã e o tempo que isso me tomava. Eu saía de casa às 7h55 para voltar 9h40, geralmente sem concentração para estudar até 10h35 quando devo ir trabalhar. Eu estou finalizando a minha dissertação de mestrado, e as manhãs são parte fundamental disso. Um pouco de incômodo nos ouvidos também vinha me chamando a atenção, coisa que é normal em quem pratica esportes aquáticos, mas estava mesmo me incomodando. E eu já lido com meus problemas de coluna e com minha dieta, para ainda arrumar uma otite. Isso e o fato de eu vir faltando sistematicamente às aulas, ora por motivos pessoais, ora por motivos de saúde (alguma coisa parecia sempre me acontecer nas quartas de manhã), me fizeram entender que por ora eu prefiro não ir. Esse mês eu vou ter mais despesas, também. Pagar R$100 ao mês para não nadar nem metade disso me soa muita burrice. Neste momento não cabe em minha rotina essa aula, e eu resolvi assumir isso e abrir mão. Foram 4 meses muito gratos em que nadei, e eu estava vendo ótimos resultados a partir disso, mas por enquanto não vou continuar. Terminar o mestrado o mais rápido possível: para poder voltar a nadar (ou não, se realmente não quiser).

Projeto BCK: dias 36 e 37

Dia 36: acredite em você

Tentando encurtar a conversa, nesse dia a gente faz um balanço daquilo que conquistou até aqui, e tenta ter uma nova percepção sobre si. Eu não tenho muito problema de culpa, mas de qualquer forma, eu percebi que desde que iniciei esse programa, eu consegui instaurar os seguintes hábitos:
- voltar rapidamente aos trilhos (e não passar o resto do dia metendo o pé na jaca);
- preparar meu almoço todas as noites (sem falhar);
- identificar o que é fome e o que é desejo;
- ficar sem jantar e sem carboidrato depois das 17h.

Me senti muito de parabéns!

Dia 37: reduza o estresse

Essa dieta não tem me estressado, porque eu tenho gostado de seguir cada passo. Mas está lá para quem precisar, algumas técnicas anti-estresse, e favorece o exercício de nós mesmos pensarmos no que fazer quando o estresse for grande. Eu hoje tenho uma enorme fonte de estresse que é o meu trabalho, e em casa parece bobagem mas eu me estresso com o meu serviço de internet. Eu brigo quase diariamente com eles pelo telefone (estou mudando de operadora, mas enquanto isso, continuamos brigando). Estou aqui fazendo uma coisa muito curiosa e que deve chamar a atenção do pessoal da segurança: pego o elevador, desço até o 2º andar e vou subindo novamente de escadas até o 5º, para desopilar o fígado. Também costumo ir na sala de atendimentos ou no banheiro e faço uns alongamentos - isso me ajuda a recuperar um pouco a energia. Em casa tenho mais modos de me distrair e desestressar, a que eu mais gosto é marcar 15min no celular e ir arrumar algum cômodo ou parte da casa. E foram essas duas coisas que tomei como minhas escapadas de estresse. 

Quero contar ainda que eu perdi 900g na semana passada! E assim o meu kilo de abril também foi eliminado, continuo perdendo 1kg ao mês! Estou muito feliz com tudo isso e me sentindo uma pessoa muito capaz. Sorrisos!

Friday, April 26, 2013

Projeto BCK: dias 34 e 35

Dia 34 - resolva os problemas

Esse capítulo é muito interessante para quem aprendeu a comer porque está cansada, chateada, triste ou coisa do tipo. A autora ensina uma espécie de passo a passo para você identificar e caracterizar os seus problemas, o que nem sempre é simples, e algumas perguntas que podem te orientar na hora de pensar em como sair do problema.
Estou tentando postar isso de forma mais sucinta, porque esse projeto consome posts e posts, mas eu realmente recomendaria para muitas pessoas as coisas que eu li. Aliás, estou acostumada, nos atendimentos sociais que eu faço, a perguntar uma série de coisas a partir do relato do meu usuário, para ajudar (eu e ele) a identificar e caracterizar melhor a demanda. Com isso, consigo propor um encaminhamento melhor para ele. Parece uma coisa boba, mas às vezes as perguntas certas te ajudam a entender melhor determinada situação. Eu inclusive vou usar as perguntas para questionar alguns dos meus problemas atuais, e ver se com isso desmembro eles e talvez encontre solução. 

Dia 35 - prepare-se para pesar

Sempre na véspera ela faz um resgate do que está rolando na vida da pessoa, e como estamos numa fase bem adiantada do processo, ela reforça o quanto você está indo bem e tudo mais. E também pede para que as pessoas não desanimem se perderem pouco peso, porque estar no caminho certo é muito importante.
No meu caso específico, a sensação é exatamente essa: nessa semana, só malhei uma vez (mas vou malhar hoje e amanhã ainda, completando as minhas 3), não nadei. Mas cumpri a dieta com um rigor impressionante. É provável que eu tenha perdido algum peso, não sei se chega a dar 1kg, mas alguma coisinha, sim. Mesmo que eu não tenha emagrecido, essa semana foi ótima para mim, consegui cumprir o cardápio, consegui planejar as refeições com antecedência, consegui não comer carboidratos depois das 17h (menos o dia que saí para jantar), e estou muito contente comigo mesma por isso. Porque é assim que eu prevejo o resto da minha vida, então ter passado esses dias no caminho certo me fortalece. Vou me pesar amanhã de manhã!

Thursday, April 25, 2013

Projeto BCK: dias 31 a 33


Dia 31 – decida sobre bebidas alcoólicas

Achei relativamente fácil para mim esse dia, porque consigo segurar essa restrição facilmente. Tempos atrás, eu tinha o hábito de beber muitas vezes por semana, quase diariamente. Há mais de um ano, no entanto, eu tive diversos problemas de saúde que me fizeram tomar antibióticos, e de repente, eu me vi alguns meses sem beber. Acostumei a não beber mais sozinha em casa, e por causa do refluxo bebo pouquíssima cerveja (o problema é o gás).
Ainda assim, minha dieta permite que eu beba uma vez na semana, caso eu queira, e isso funciona direitinho. Na verdade, pode ser que eu não beba numa semana (porque optei por não sair), mas eu beba dois dias no final de semana seguinte, de modos que a marca dos 4 dias no mês se equilibra. Vou começar um tratamento com medicação na semana que vem, e devo ficar uns 7 dias sem beber.

Dia 32 – prepare-se para viajar

Adorei esse dia. Pena que ele chegou depois da minha viagem, mas mesmo assim, acho que eu faria as coisas parecidas com o que rolou. A autora nos orienta a planejar como fazer para manter a dieta o máximo possível fora de casa, mas sem deixar de aproveitar as coisas gostosas que vão ter no lugar. E isso é de cada um: se prefere comer doces, se prefere beber álcool, se prefere comer as coisas diferentes que vai ter, etc.
Não sei se vou viajar muitas vezes esse ano, porque estou com outros planos para mim, e não marquei férias inclusive. Mas devo aproveitar no segundo semestre em algum momento para viajar aqui no Brasil, algum estado ou cidade novos, para variar. Pensando no que eu faria caso viajasse logo, eu acho que eu levaria ou compraria algumas coisas para comer: as frutas e os lanchinhos (se eu viajasse de avião eu não levaria frutas, evidentemente). Mas posso levar os biscoitinhos integrais e posso encontrar num supermercado do lugar as frutas (ano passado comprei salada de frutas no Zaffari de Porto Alegre numa noite quente...), suco, etc. Toda padaria brasileira vende pão de queijo, imagino, e por aí vai. Em resumo, no meu caso, por minha dieta ser menos restritiva em variedades (tem uma boa variedade de alimentos, mas nenhum carboidrato à noite e porções menores durante o dia), eu poderia viajar sem medo de causar grandes estardalhaços, desde que eu observe a quantidade e aprenda a equilibrar as refeições. Eu sinto que equilibro muito melhor desde que comecei o projeto, estou sempre pensando no que comi ou vou comer, e ter essa consciência me ajuda muito a não falhar (tanto).

Dia 33 – elimine a alimentação emocional

Mais uma polêmica entre eu e Judith: para mim, alimentação é emoção, sim. É felicidade poder comer uma pizza em casa com os amigos, sair para comer hamburger com meu melhor amigo, tomar um café na confeitaria com minha tia predileta... E é conforto poder tomar uma sopa de tomates numa noite mais dura, um queijo quente com achocolatado morno num dia de gripe, como que não é? Amar a comida é algo que não posso abrir mão e nem quero. O que eu posso fazer é entender que nem tudo é motivo para lançar mão desses confortos. Posso tentar dançar ao invés de comer quando estiver chateada, mas não vou nunca deixar de me alimentar de forma emocional. Não quero isso, não tenho interesse nisso. De qualquer forma, retomamos as técnicas e alternativas de distração pensadas no dia 13, para que eu as utilize quando estiver chateada e quiser comer.
Finalmente estou no dia 34, e ele é hoje! Pensei que nunca mais fosse ficar em dia, mas cá estou!
O dia 34 fica para amanhã ;)

Decidi!

A vontade de ler outra coisa que não as coisas do mestrado anda grande. E eu não posso ler, e eu não devo comprar, é uma coisa chata, eu vou nas livrarias e vejo as coisas, daí eu compro promoções imperdíveis e deixo elas lá, lacradas, dentro do plástico, e eu querendo ler e não podendo.
Uma vez tentei listar todos os livros que ainda quero ler e concluí que não consigo, é muita coisa, é muita coisa, nem para a lista eu dou conta. É tanto livro bom, né, pare pra pensar, é tipo música, tem uma que te serve! Sempre tem um livro que te interessa, te chama mais a atenção.
Pensando nisso e nas minhas dificuldades em presentear as pessoas, decidi que não vou mais comprar outro tipo de presente que não livros. Ganhou livro de mim ano passado e vai ganhar esse ano de novo, pronto, ano que vem vai ganhar também!
Teve um ano que quatro amigos meus foram juntos numa livraria comprar meus presentes de aniversário: lá fui eu embora da festa com quatro livros, com o mesmo papel de presente! E daí? E daí que eu ganhei quatro livros, olha que delícia! Pode me dar que também não fico brava :)
Acabar o mestrado urgente: porque não vejo a hora de rasgar o plástico dessas belezinhas que comprei.

Frustrei na cadimia

Eu sabia que corria esse risco, mais dia menos dia. Eu ando testando meus horários de ir na musculação, mas desde o início eu pensava em ir 18h15, quando já teria dado tempo de comer, descansar um pouquinho, ver Malhação(mentira)...Apesar disso, sempre estava indo mais tarde, mas aí chegava em casa mais tarde, minhas tarefas estavam todas lá, à minha espera, e eu não estou mais conseguindo dormir 22h(nem levantar 6h).
Lá fui eu ontem, então. Coisa boa é não ter fila nos aparelhos, academia vazia.
Coisa ruim: encontrar dois coleguinhas de repartição no mesmo horário. Assim como eu, eles saem daqui 17h, passam em casa e voltam em seguida. Não curti.
E se eles resolverem ser meus amiguinhos, trocar ideia comigo no expediente sobre 'nossa' atividade? E agora, produção, terei eu que confraternizar com essa gente fora daqui? Como lidar, Brasil?
Acabar o mestrado urgente: só assim poderei ir malhar às 6h30 da manhã, horário de minha predileção.

Consegui!

Não sei se fiz certo e nem se está tudo ok, mas o fato é que declarei meu imposto de renda! Todas comemora!
Esse era um dos medos que precisava enfrentar em minha humilde existência. Imaginem vocês que em 2011 tive tanto medo de declarar que deixei para lá (minha renda anual ainda não obrigava a fazer), deixando de receber um valor muito perto do salário mínimo vigente por causa disso.
Já que cumpri o prazo do 2012, daqui uns dias vou relaxar e mandar ver no 2011.
E depois me dedicar a tentar superar meu medo de anões... ;)
Eike corajosa!

Wednesday, April 24, 2013

Projeto BCK: dias 28 a 30


Dia 28 – prepare-se para pesar.

Nesse dia trabalhamos com 3 cenários prováveis, e as respostas para cada um deles: emagreceu muito, emagreceu pouco, emagreceu nada ou até engordou. Meu dia de pesar eu estava fora da cidade: fui hoje resolver isso. A balança costumeira cravou 300g a mais, o que me deixou um pouco aliviada, depois de um final de semana fora sem cumprir dieta e um rodízio de sushi na noite passada. Ainda estou abaixo da casa terrível dos 70kg. Saí da farmácia sorrindo e comprei beterrabas :)

Dia 29 – resista a quem insiste para você comer.

Essa, hoje em dia, é fácil para mim, porque moro sozinha, como sozinha e raramente tenho contato com pessoas que insistem para eu comer. Mas lembro nitidamente da primeira vez que me senti mal com meu peso: foi no segundo semestre de 2009, eu tinha 68kg (vou comemorar quando estiver com esse peso, olha a ironia). Eu morava em Balneário Camboriú com minha tia, e ela é uma pessoa irresistível. Uma doceira de mão cheia. E adorava cozinhar para mim, preparar meu café da manhã, meu jantar (uma pizza caseira) e outras coisas assim. Ela acha que sou magra, sempre. Mesmo quando eu não sou. E acha que ninguém deve ficar sem comer. Seu marido é igual ou pior: só se satisfaz quando vê que não sobrou nada na travessa. E eu, entre triste pela minha situação na época e não querendo ofendê-los, me confortava com toda aquela comidinha boa... Hoje quase não convivemos, e quando nos encontramos são situações festivas em que tem comida e eu não sigo dieta nesses dias. Mas lembro nitidamente de me sentir muito mal quando numa noite depois de comer pizza durante 3 dias seguidos, pedi a ela para não fazer mais, pois eu precisava emagrecer.
Para quem ainda sofre com isso, ela recomenda observar que o prejuízo que você tem ao comer é muito maior que aquele causado a alguém que você diz 'não, obrigado'. E que isso não afeta tanto assim a vida das pessoas! Também sugere deixar umas respostas prontas, e a minha é uma pequena mentira: 'não, obrigada, acabei de comer'.

Dia 30 – mantenha o controle quando estiver comendo fora.

Essa semana Judith acertou em cheio naquilo que preciso observar. Bom, nesse dia, ela pede que a gente planeje uma ida a um restaurante, com um amigo, e faça o exercício de comer só aquilo que é permitido (tem que planejar antes). Curioso que ontem mesmo fui jantar fora com uma amiga, se tivesse lido o livro, poderia ter testado...! Nessa semana, no entanto, eu não vou em nenhum restaurante mais, nem sozinha nem acompanhada, por motivos financeiros e compromissos acadêmicos. Estou pensando em convidar alguém para jantar na semana que vem, já de posse de meu salário – aliás, essa é uma tarefa para semana que vem: convidar alguém para ir num restaurante comigo. Obviamente, ela fala várias coisas sobre como situações comemorativas ocorrem várias vezes ao ano, e que para ser uma pessoa magra, é importante desvincular esses momentos festivos da comida. Eu e ela temos um impasse, portanto, uma vez que não pretendo abrir mão de me sentir bem comendo. Posso até conceder em não correr para comer quando estiver mal procurando ficar bem, mas não há milagre que me faça ver comida apenas como alimento. Eu não como ração. Mas, tudo bem, eu posso aceitar que preciso planejar melhor o dia que vou numa festa de aniversário ou num restaurante (ontem comi feito um fugitivo da guerra).  

Uma face sorridente

A minha, lógico. Porque fiz planos muito meticulosos para os últimos acontecimentos, controlei todas as variáveis, fui decepcionada por aquelas que eu não controlava (embora julgasse controlar), e no fim o Universo deu aquela piscadinha e falou assim: ok, vamos te ressarcir do último prejuízo.
Fez isso de forma suave e gentil, sem grande estardalhaço, abrindo um Sol muito forte e muito brilhante aqui dentro, mesmo quando chovia cântaros lá fora. Me deu uma primavera interna, enquanto eu tomo um chá de gengibre para amenizar o frio do outono. Trocou essa minha obsessão pelos desafios, pelas ironias, pelos joguetes, e me deu a mais simples e generosa oferta que alguém pode receber: um pouco de sinceridade e pureza, para variar. 
Sorrisos geram sorrisos!

Projeto BCK: dias 26 e 27


Dia 26 – reconheça os erros cognitivos

Vou morrer tentando colocar os dias aqui em dia, pelo jeito. Aqui no blogue e aqui na vida, porque semana passada eu comecei a perder o controle da leitura, no final de semana não tinha como ler, e a bola de neve ficou grande. No dia de hoje, que deveria ter sido lido quarta passada (quase 7 dias atrasada, Brasil!), a autora inicia dizendo que os pensamentos são só ideias, e que nem sempre elas estão certas. E lista, como sempre, alguns dos mais comuns. Me identifiquei com os erros:
n°3, de leitura excessivamente positiva do futuro, em que embora eu esteja fazendo as coisas erradas (ou não tão certas), eu mesmo assim espero por um resultado diferente, e isso obviamente tem grandes chances de não acontecer;
nº6, pensamentos auto-ilusórios, com o exemplo de 'não ter importância eu me render aos desejos', coisa que me aconteceu pelo menos duas vezes na semana passada, e eu racionalizo coisas que em outra ocasião não faria – tipo quando racionalizei que era ok eu chamar uma pizza pelo telefone, pois o vale alimentação só cairia dali a 3 dias e eu estava sem as comidas da dieta em casa;
nº8, da justificação, em que a gente usa motivos aleatórios para justificar o que comeu. Esse é um dos meus favoritos, uma vez que eu tenho muitas vezes uma 'hora baixa', que dura praticamente a tarde toda, e ao chegar em casa às 17h é comum eu pensar 'não estou legal', deitar e comer uma comida que me traga conforto.
Então a tarefa era pegar a anotação dos pensamentos de ontem, e como eu só tive um pico de crise, foi este que usei, quando às 00h45 eu achei que fosse morrer de fome. E aí eu tinha que vinculá-lo à lista dos erros, e descobri que meu erro de ontem foi o nº9, da maximização – eu achava que ia morrer de fome, Brasil! Drama queen!
Ontem foi o primeiro dia que cumpri rigorosamente o planejamento da alimentação, sem nenhum erro, e isso me deixou muito forte ao acordar hoje. Hoje, até agora, está tudo certo também, tudo sendo cumprido como devo, e estou me sentindo muito bem por isso também – apesar de desanimada, indisposta, de estar no momento de baixa do dia. Por isso continuo observando os momentos de crise, anotando-os, conforme foi pedido nos dias 23 e 24, para medir quanto tempo de fato dura o desespero e poder identificar meus erros cognitivos.

Dia 27: domine a técnica das “sete” perguntas.

De posse de meus erros cognitivos identificados, precisei criar cartões de enfrentamento para cada um deles. Eu não uso cartões porque me perderia com isso. Eu faço todos no bloquinho e crio eventos no outlook, assim garanto as suas leituras. As respostas são criadas com base em 7 perguntas sobre estes pensamentos, para ajudar a caracterizar os erros e como enfrentá-los. Os meus são assim:
3 – leitura excessivamente positiva da realidade: além de emagrecer, eu também quero provar que consigo fazer uma coisa quando estou determinada a ela. Portanto, além das consequências físicas (de não emagrecer ou engordar), preciso pensar nessa consequencia mental que é importante para mim;
6 – pensamentos auto-ilusórios: não consigo pensar em nenhuma justificativa que eu aceitasse se um amigo meu fosse eu e me contasse o que quer fazer ou fez. Eu não vou morrer por estar numa condição adversa bem no meio da dieta;
8 – justificação: quanto mais eu emagrecer, mais vou me sentir disposta e menos picos de energia baixa vou ter. Cada vez vou precisar menos desse 'conforto'.



Tuesday, April 23, 2013

Cariocas são bacanas, cariocas são sacanas


Quero muito contar como foi minha viagem para o Rio! Me diverti muito, as pessoas foram super legais comigo, fui nos meus lugares preferidos e foi ótimo. Bati fotos, poucas, porque estava muito ocupada me divertindo e esqueci de registrar vários momentos bacanas, mas tem umas lindas para dividir – não lindas do ponto de vista técnico ou até mesmo estético, mas sim lindas porque foram tiradas em dias felizes. Voltei sem voz, mas não doente – só sem voz. Fiquei feito uma zumbi ontem o dia inteiro, morrendo de sono depois de levantar de madrugada para voar de volta. Foram lindos dias!
Apenas para baixar a minha empolgação dos relatos, vou relatar aquilo que não pode ser ilustrado com fotos: as desventuras de uma solteira na batalha pelo Rio de Janeiro. 
Equivocadamente, dei atenção a um catiço pela internet que reside lá no Rio, e em eu tendo marcado a viagem para lá, anunciei o fato, e combinamos de nos encontrar, trocamos telefone, etc. No sábado à noite quando cheguei na Lapa, perguntei se ele queria vir junto, ao que ele me responde que já tinha subido para Santa. Pergunto o que tem lá, e a criatura me responde: 'samba. Tô doide'.
Doi-de. Tão doido que nem conseguia escrever doido! Doide virou assim a maneira de se referir ao rapaz e de todo mundo se referir a pessoas muito doidas. Lá em cima, encontrei com ele, tão doide que nem fiquei muito magoada quando depois que estava tudo ficando muito bom, ele resolveu descer sozinho. Doide resgatou a alma de volta ao corpo uns 2 dias depois, quando expurgou todas as substâncias que havia utilizado, mas aí já era tarde: ao descer mais tarde de volta ali pra Lapa, fui seduzida por um sorriso de alta periculosidade e um casaco amarrado atravessado. Aliás, beber na Lapa sábado à noite é motivo de se apaixonar a cada 2 minutos, porque é homem bonito que nunca acaba. Ou se acaba, não tão rápido que eu numa visita possa registrar. :)

Projeto BCK: dias 24 e 25


Dia 24 – saiba lidar com o desânimo.
Há alguns dias o livro vem tratando dessas questões relacionadas ao desconforto com a dieta: sensação de injustiça, de desânimo, etc. E hoje a ideia é perceber que esse desânimo é mais passageiro do que pensamos, contando quantas vezes por dia ele vem. Hoje não é um bom dia para eu contar isso, porque não estou desanimada. Mas estou sentindo necessidade de rever alguns dias, e esse é um deles que a tarefa está pendente. Também é montado um cartão de enfrentamento pensando no hoje, em cumprir o objetivo de hoje sem se desesperar ao ver que o caminho é grande – deixar os problemas de amanhã para serem resolvidos amanhã.

Dia 25 – identifique pensamentos sabotadores.

Nesse dia, a autora explica (na verdade retoma) a ideia de que comer não é um ato automático – que a gente sempre pensa alguma coisa antes de comer. E que a gente tenta ignorar o que pensa para poder comer. E que então seria importante identificar e listar esses pensamentos, anotando-os. Para ajudar, ela passou uma lista de pensamentos comuns, mas alerta que alguns são só de cada um, e é preciso se abrir para percebê-los. Da lista dela, eu me identifiquei com os seguintes:
  • mereço comer isto
  • isto não é tão calórico
  • estou cansada (estou deprimida e cansada é bem comum)
  • esta é uma ocasião especial (geralmente se não estou sozinha)
  • amanhã eu começo de novo
  • mais cedo ou mais tarde vou acabar comendo.
Hoje está sendo um dia fácil de não sair da dieta, porque estou culpada com os exageros que cometi recentemente. Nesses dias, entre enlouquecida com a pesquisa, os afazeres que se acumularam, os preparativos da viagem e tudo mais, me desorganizei um pouco (não muito, mas um pouco) com o meu planejamento, com a preparação da comida, com as compras, etc. E assim me vi chamando pizza pelo telefone ou comendo uma Pringles, porque não tinha nada do que deveria ter para comer em casa. Inclusive comi a Pringles pensando em 'acabar com ela de uma vez'. Eu jogo fácil fora a fatia de pizza que não achei gostosa, mas não consegui jogar a Pringles fora. Curioso, no mínimo. Nessa semana preciso ser muito disciplinada para instaurar novamente a rotina da academia, da natação, da dieta, dos estudos, tudo junto. Cada coisa do dia está sendo anotada para ajudar, desde as ligações que preciso fazer às compras, passando pelas tarefas domésticas e a hora de ir malhar. Até porque está tudo muito bem, tudo muito fácil, e eu provavelmente não estou sentindo as coisas que o livro trata porque não estou me esforçando o bastante. É hora de dificultar um pouquinho as coisas...

Wednesday, April 17, 2013

A pesquisa


Hoje fiz a primeira entrevista da pesquisa de campo. Só faltam mais sete, penso, rindo da própria desgraça. Gastei 190 reais num gravador digital, porque o que tinha em casa era de fitas, e tive medo da fita enrolar ou mesmo da qualidade do som ser ruim. Depois que acabar essa pesquisa, de repente, eu posso usar o gravador escondida com meus amigos, para depois lembrá-los de suas falas: ahá!
Considerando a importância do acontecimento, e colocar ou não minha vida acadêmica em risco, paguei esse valor exorbitante no gravador e é isso. Ando mais sintonizada com o mestrado nessas semanas, sabem. Deve ser a pesquisa de campo. Deve ser porque está de fato acabando. Ando falando com pessoas que estão na mesma fase que eu, de escrever a dissertação, ando falando mais do meu tema, ando estudando com outras pessoas, e por aí vai. Ao mesmo tempo, louca para me enveredar em novos estudos, em muitas leituras que deixei de lado nesses dois anos. Louca para me enfiar com tudo na literatura outra vez. Com uma lista maravilhosa de livros a cumprir. Respirando, falta pouco!

Acordem cedo, se puderem


Hoje quando o despertador tocou às 6h15, já tinha claro cá comigo que não ia levantar: estava com um pouco e frio e sono. Mas queria levantar 7h30 e ir nadar. Quando foi 7h30, percebi que não queria levantar ainda, e não fui nadar. Pus o despertador para 9h e acordei um pouco antes. Perambulei pela casa de pijamas e me arrumei apressada para ir no salão de beleza. Não trouxe almoço, embora ele estivesse quase pronto, e nem fiz nada do que deveria ter feito, segundo meu planejamento. Sentia que hoje não ia dar, sabem? Me dei a manhã de folga. Faz uns dias que venho sentindo uma constante e sutil cefaléia, anunciando uma futura e irreparável crise de enxaqueca que nunca chega. Espero que não chegue final de semana, quando eu estiver no Rio. Estou sem analgésicos desde domingo, resolvi encará-la sem eles, pelo menos enquanto seguir assim sutil – eu sigo sem usar perfume e evitando coisas que possam potenciá-la. E hoje eu resolvi dormir mais um pouco, para me ajudar. Não fiz nada do que poderia e deveria ter feito hoje de manhã... E isso tem um preço, a noite vai ser curta para tudo que preciso arrumar!

Tuesday, April 16, 2013

Adeus, dignidade

De forma surpreendente e simultânea, as três tampas de bacio do banheiro que eu uso na repartição se quebraram. Debati ontem com a menina da limpeza, que me disse ser um fenômeno a nível de prédio, e que o último pedido continha exatamente 20 tampas.
Aliás, me expressei mal: estamos sem tampa há mais tempo, agora os assentos foram jogados fora.
Fico me perguntando o que essas mulheres fazem no vaso pra conseguir essa façanha?
E morro de nojo de ir ao banheiro, porque desde que me disseram para sempre baixar a tampa do bacio ao dar a descarga, evitando assim que coliformes e outras micro-coisas voem pelos ares, nunca mais dei descarga de outro jeito. Antegozo alguma virose adquirida no banheiro da repartição.

Filme: Amour


Um filme com esse título e essa sinopse via de regra não seria uma escolha minha. Não confundiria com comédias românticas, a praga que assola a humanidade, mas também não assistiria porque acho o assunto meio batido em termos de filme. Então alguém em cuja opinião eu confio, e tem a mesma tendência que eu de fugir de romances, disse que o filme era bom, e eu fui assistir.
Esse filme me tocou de muitas formas, no entanto. Quando a velhinha sofre um AVC e passa de uma artista independente, com uma vida super ativa, a uma dependente de outros, para se locomover, tomar banho, e depois para comer e beber (no segundo ataque), a gente sente junto com ela a sua angústia, a angústia de ver uma vida até então cheia de sentidos se tornar uma vida banal. Apesar dela quase não ter falas, ela se comunica muito, e é incrível o quão ela consegue 'falar' pelas expressões faciais, pelo olhar, pelos gestos. Uma baita atriz, com uma baita personagem. Ao assistir a dedicação que o casal tem um pelo outro, seu companheirismo, a afinidade intelectual entre eles, pensei 'é disso que eu to falando!' quando descarto, pela milionésima vez, um pretendente aquém do que idealizo. Fiquei um pouco confusa com o final, porque acho que rolou uma brincadeirinha, uma metáfora, após o clímax do filme – um assassinato ocorre, e ao contrário do que se poderia pensar, é a cena mais linda e mais amorosa de todas – ainda que angustiante. Aliás, angústia é bem a palavra para definir aquele cenário um pouco decadente, o figurino um pouco decadente, a fotografia sempre meio nublada, numa aparente chuva eterna. Atuações muito boas: você compreende imediatamente o que cada personagem está fazendo ali, você percebe a intenção da filha egoísta, da enfermeira maldosa e a tremenda dignidade dos dois atores que fazem o casal. É muito lindo.
Me fez pensar em o que é que eu estou fazendo com minha vida, o que é que as pessoas andam fazendo umas com as outras, o que é que é importante. Tudo isso com uma beleza e tristeza incríveis. 

Monday, April 15, 2013

A banqueta que queria ser feliz

Há cerca de 2 anos atrás, mais ou menos, meu amigo Gu ia se mudar e me deixou pegar umas coisas de sua casa. Eu peguei uma escrivaninha, um espelho, um ventilador, e uma banqueta.
Os outros itens foram se perdendo em mudanças e quetais, mas a banqueta me acompanha desde então. Algo me fez perceber que era um móvel com potencial.
Como eu fiz pintura em madeira durante um período, logo me encantei por ela. E lixei ela muito, dei fundo branco, depois criei o tom de azul-calcinha ideal para torná-la kitsch. E depois apliquei uma decoupage que rasgou. E demorei, demorei, até que resolvi aplicar um tecido sobre ela.
E então ela passou um ano escondida sob outras coisas no meu quarto. E então quando Wal foi embora, eu resolvi usá-la como um criado mudo, no quarto do meio. E eu finalmente dei o verniz que ela precisava, e pus ela para funcionar! Fim!
Recomendações técnicas: ela não estava com verniz, então lixei apenas para tirar um pouco da tinta. Usei lixa fina.
Eu uso a chamada tinta PVA, à venda em lojas de artesanatos. Cerca de quatro ou cinco demãos de branco, para fechar o marrom. Depois, três demãos de azul royal misturado com branco. Meu tecido era retalho, por isso eu os uni com a costurinha do meio. E apliquei o tecido usando cola branca diluída em água. Passa um pouquinho, estica o tecido e continua. Por baixo, mais cola e só - mas você pode grampear, se quiser. Ou taxinhas. Ela durou um ano assim. Dias atrás, passei o verniz acrílico transparente, com rolinho de espuma - duas demãos. E passei mais verniz por baixo, para ajudar a aderir bem o tecido e ele não pensar em escapar. Agora ela está mais resistente à poeira e coisas assim.
Abriga meus livros e em poucos dias abrigará uma luminária. Eu achei mimosa, e fiquei muito feliz com ela. :)
Resultado final :)
Antes - no processo de lixar

Como ela ficou por baixo

Detalhe da costura pelo meio

A primeira insônia do ano


Fui ontem buscar roupas de frio na casa de praia de minha família, esperando pela tal frente fria que vinha vindo. Humpf. Isso para mim não é frio, é um outono muito do agradável, com dias lindos de céu azul, e possibilidade de usar vestidos ainda e usar as meias fofas de frio! Depois de dar uma rosetada pela cidade com um amigo e tudo mais, voltei para casa a tempo de dormir cedo. Me troquei, bebi um chá, deixei o computador lá na sala, pus pijamas, meias, trouxe o astúcio para o quarto, li um livro bem bobinho e...
...
...
...
Duas horas depois, continuava mais alerta do que nunca, sem saber o que fazer para recobrar o sono. Há muito tempo isso não me acontecia: para minha sorte, mesmo assim, consegui acordar (tarde) a tempo de ir nadar. Acho que a culpa é dos cafés de cápsula que andei tomando!

Projeto BCK: dias 22 e 23


Dia 22 – diga 'paciência' para a decepção.
Antevendo um dia de frustração após a pesagem, ela se antecipa. Sobre isso, quero abrir um parêntese e contar o que me aconteceu na semana passada. Semana passada, contando a partir de domingo, eu pedi duas pizzas delivery (é impressão minha ou o brotinho está mesmo cada vez maior? Quase morri comendo 4 fatias – de cada), participei de uma festinha de aniversário com bolo e cachorro-quente, estourei pipocas em casa, comi um pacote de Fruittella quase todo, comi tudo errado na hora do jantar (embora tenha comido tudo certo na hora do almoço). Faltei um dia na natação e fiz musculação apenas três vezes por semana, sem aeróbico, só o aquecimento (15min de bicicleta ou elíptico, sendo que teria que ser 20min). Comi bombons que tenho em casa da Páscoa ainda e no sábado, a balança cravou 600g a menos. Eu juro que pensei em nem me pesar, mas depois de ler o dia 21, eu tinha que ir. E lá estava: essa pequena mudança na minha rotina deu um resultado. Imagina se eu tivesse cumprido todo o cardápio, ido nadar, feito mais musculação? Depois disso, a empolgação triplicou.
Fechado o parênteses, gostei muito de quando ela nos recorda que a gente faz muitas coisas por obrigação e não pensa muito sobre elas. Pagar contas, trabalhar. Eu odeio ambas, mas eu já entendi que preciso fazer e não sofro toda vez que vou ao caixa eletrônico ou que estou indo para a repartição. Sábado limpei minha casa toda de fio a pavio, e lavei as roupas – e eu não sofri com isso. Assumir que a gente tem essa tarefa, e simplesmente dizer 'paciência' quando queria que tudo fosse diferente, ajuda a não superdimensionar o sofrimento. Considerado o resultado tão positivo de uma semana de mudanças tão tímidas, entrei com tudo na nova semana...
Dia 23 – contrarie a síndrome de injustiça.
Sinceramente, não me identifiquei muito com esse dia. Porque ela vai falar que em algum momento vamos achar que não é justo poder comer tudo o que queremos para poder emagrecer, e aí acabamos consumindo algo que está fora do plano. Duas coisas podem contribuir para isso: a primeira é que eu tenho um bom metabolismo, e sei que como muito mais do que o normal, e que não me sinto portanto injustiçada, e a segunda... é que eu não fui uma boa seguidora da dieta na semana passada. Ela nos orienta rever os motivos pelos quais optamos fazer dieta, e lembrar que isso é uma opção. Eu poderia continuar exatamente como sempre, ninguém brigaria comigo por causa disso, mas eu resolvi fazer isso por mim mesma. E os meus motivos são bem justos, na verdade – muitos deles são relacionados a compensar ou evitar certos problemas de saúde. Achei esse dia fácil, mas talvez, quando eu estiver no auge do desespero, cumprindo de fato a dieta, eu revisite ele. Por ora, estou tranquila.

Friday, April 12, 2013

Projeto BCK: dias 20 e 21

Dia 20: volte aos trilhos.

Esse dia é ótimo para pessoas feito eu, que quando cometem uma escorregada, já chutam logo o balde todo e comem errado o resto do dia. Vou nem perder muito tempo com isso, a explicação é super legal e matemática: 1 fatia de bolo com recheio e cobertura tem 500 calorias. O resto do dia comendo o que se quer, pode atingir até 3500 calorias. Ou seja, não faz o menor sentido continuar sem cumprir a dieta o resto do dia. Ela inclusive orienta a não ficar o resto do dia sem comer depois de fazer a lambança, mas a manter o planejamento, apesar do deslize. É importante para a rotina, para o músculo da resistência e para não ficar com picos baixos de glicose.
Isso para mim é uma grande novidade. Ver essa conta me ajudou a perceber que é uma tremenda viagem 'tirar o dia de folga da dieta'. Os números falam diferente com a gente, né? Mesmo sendo uma pesquisadora de humanas, precisei ver esse dado quantitativo para me convencer. Me convenci!

Dia 21: prepare-se para pesar.

Judith acertou na mosca. Eu acho que posso ter engordado ou não emagrecido nessa semana, porque cometi uns deslizes muito feios dias atrás. E cheguei a pensar em não me pesar. Ela veio com argumentos bem óbvios e bem justos, do tipo eu saber ou não, não muda os fatos, e que vai ser bom para mim ver esse número na balança - esse é o resultado do que eu fiz durante a semana, então, preciso avaliá-lo. 
Suspiros.
Eu vou daqui a 4h me pesar. Também devo construir um gráfico para me acompanhar semanalmente a evolução do peso - já iniciei e colei no bloquinho. Hoje preencho o primeiro dado. Suspiros!

Reaproveitando os vidros, revigorando a despensa, reordenando a casa

Praticamente uma colecionadora

Eu deveria ter vergonha de mostrar isso para o Brasil, mas mesmo assim me atrevo a compartilhar a minha última gaveta da despensa da cozinha, tal como se encontrava ontem. Vou dar uma ordem nela em breve, estou indo por fases de cada móvel, e o dia dela ainda demora mais uns três a chegar. Se conseguirem abstrair a bagunça vocês vão observar muitos vidros, de tamanhos e tipos diferentes, todos ali caoticamente guardados. Porque eu faço isso?
Bom, um dos meus projetos antigos de quando me mudei era eliminar os potes de plástico e guardar tudo em vidros. No entanto, um ou outro ainda persistiam comigo, e quando Wal chegou de mudança, trouxe todos os seus potes, mais alguns que eram meus e eu propositadamente havia deixado para trás no outro apartamento (!). E quando vi, naquele caos de não ter divisão entre os potes, um belo dia, só achei pote plástico para guardar o que eu queria, e disso para usar mil plásticos foi um pulo muito rápido. Com sua saída aqui relatada, voltei a fazer algumas coisas, tendo mais controle sobre isso agora, que vou ficar sozinha (respondendo à Bah, ninguém vai entrar no meu lugar).
Primeiro havia uma questão higiênica com o plástico, que sempre fica meio grudento, manchado, feio, cheio de defeitos, em pouco tempo de uso. Nojinho desse tipo de potes me faria migrar para eles. Mas tem também a questão da saúde, e do fato dos plásticos interagirem com os alimentos de forma ruim, podendo afetar a nossa saúde de formas ainda não totalmente explícitas. O vidro, por sua vez, não tem interação química nenhuma com nada que ele acondicione. Na rabeta dos motivos vêm ainda uma questão ecológica, de reaproveitar os recipientes que anteriormente me trouxeram palmitos, passatti di pomodoro, geleias, etc, evitar a compra de novos recipientes, especialmente os plásticos. E por último mas não menos importante, eu sou uma pessoa que padroniza, vocês sabem. E eu achei que ia ficar mimoso colocar tudo em vidros. Ontem aproveitei que a despensa estava razoavelmente vazia, tirei tudo para fora, e me livrei de algumas embalagens originais de produtos que consumo e coloquei-os em vidros. E por enquanto ela está assim:
Atrás dos vidrinhos de linhaça e aveia, tem mais outros quatro vidros, que vocês não enxergam.
Claro que despensa é uma coisa em constante movimento, e a minha está organizada 'só por hoje'. Hoje mesmo, aliás, vão entrar ali mais alguns itens que preciso comprar: atum, tomates em lata, leite de côco, biscoitos integrais, farinhas. E eu só comecei a organizar esse processo, que na verdade ainda precisa de um detalhe importantíssimo: comprar uma caneta que marque vidro, para eu poder marcar a data de validade das coisas (anotei tudo numa lista por enquanto, mas é uma solução pouco funcional).
Essa modesta coleção de vidros foi feita em um ano e três meses, mais ou menos: ela é exclusivamente fruto da minha habitação nessa casa (janeiro de 2012).
Provavelmente vão sobrar vidros, mesmo depois que eu trocar todas as embalagens, e provavelmente também nem tudo vai poder ser colocado em vidros. Mas o máximo que eu conseguir migrar para os vidros e eliminar os plásticos vai acontecer logo. Eu uso vidros também para guardar outras coisas, como meus discos de algodão(aqui), por exemplo, e ele ainda pode virar várias outras coisas (porta trecos, porta canetas, porta velas – e fica muito bonito, porta biscoitos...). Pode até virar presente ou lembrancinha para quem tem tempo e energia nessa vida. Aliás, se eu concluir que sobraram muitos, vou começar a dar para os outros, de presente.
Eu assim que inutilizo o vidro de sua função original, coloco-o alguns dias de molho em água e detergente. E guardo tudo sem tampa, para irem perdendo o cheiro de origem com a circulação de ar (notei que os que guardei tampados ficam com aquele cheiro da conserva). E pronto :)

Quem quiser ler sobre os males do plástico e a defesa do vidro, pode ler isso aqui.
Embora eu não tenha me mudado de casa, ela está muito mudada. E por isso voltei a falar dela como casa nova, usando esse marcador outra vez, inclusive. 

Tiete


Ontem fui na aula inaugural da pós em Serviço Social aqui na UFSC. Quem deu a aula foi Jaime Breihl, um cara que poucas pessoas de fora da área conhecem, mas que para mim e meu objeto de pesquisa, é muito importante. Vendo-o discutir a realidade do Equador, a saúde dos trabalhadores de lá, as Universidades estadunidenses e tudo mais, fiquei ali pensando se algum dia vou ter essa capacidade – não sobre o Equador necessariamente, vocês entendem. Mas sobre saúde do trabalhador.
Veremos.

Thursday, April 11, 2013

Esqueci de contar!

Semana passada eu estava indócil atrás de um voo para BH baratinho - anunciaram promoção da Gol e a saudade de lá anda muito grande.
Quero anunciar que a promoção da Gol é mentirosa. E mais: se o tomate anda caro, o que dizer da passagem Floripa-BH? Desse jeito eu nunca mais vou visitar azamiga!
Como prêmio de consolação, achei na Tam uma passagem para o Rio baratinha e estou indo na sexta que vem, dia 19. Fico até segunda 22 de madrugadinha!
Ocorre que vou chegar e sair pelo Galeão, que entendo ser mais longe - certo?
E vou me hospedar com uma amiga que mora em Niterói.
Audiência carioca, me ajuda a pensar em como fazer o transporte de maneira segura e se possível não tão cara?
Acho que na segunda de manhã vou entubar o preju e tomar um táxi, por medo de perder o voo e porque nem deve ter ônibus - tenho que estar lá umas 6h da manhã (todas me batem). Tem trânsito esse horário? Preciso sair pra tomar um táxi com quantas horas de antecedência?
E na sexta, chego 18h e pouca, pensei em me aventurar e ir de ônibus mesmo. Sugerem maneiras?
E mais, querem me conhecer?
:)
Irru! Viajarei!

Status das resoluções de Ano Novo


Hoje estava fazendo anotações aqui com Lagosto e lembrei de olhar as minhas resoluções de Ano Novo. A gente está em abril, portanto um terço do ano já se foi e eu preciso saber se estou perto de conseguir fazê-las. Até para poder planejar como e quando começar aquelas que ainda não estão muito bem.

  • terminar o mestrado (encaminhado com o comitê de ética, estou marcando as entrevistas e tentando escrever de manhã – ontem, aliás, consegui);
  • emagrecer 10kg (até março eu tinha perdido 3kg, esse mês ainda preciso pesar);
  • fazer uma poupança (eu ganhei uma poupança de presente de Natal, mas o que conto é o meu esforço: estou com 5 dívidas que eu tinha no início do ano completamente quitadas, nenhuma nova dívida contraída e com perspectiva de acabar com todas até julho, quando então posso pensar em guardar dinheiro);
  • publicar meu trabalho (sem previsão);
  • parar mais tempo para ler, assistir filmes, conhecer coisas diferentes (estou lendo pouca literatura, emperrei na edição do Dom Quixote que tenho e é gigantesca, estou lendo Dialética da Natureza, os livros técnicos e alguns do trabalho também. Esse ano acho que fui só duas vezes ao cinema, mas assisti uma quantidade colossal de filmes em casa, vi uma peça de teatro, fui em quatro shows e me atrevi a sair da minha zona de conforto musical para conhecer algumas coisas novas para mim e nada novas para os outros);
  • usar menos internet (diminuiu razoavelmente nas últimas semanas, mas confesso que precisa diminuir ainda mais);
  • mais foco e dedicação ao trabalho (isso está melhor, mas precisa melhorar mais um tanto);
  • me mover para sair da repartição (fiz um concurso sem nenhuma perspectiva de passar, pedi transferência para outro lugar além de São José dos Campos, mas ainda não sei se abriram boas perspectivas);
  • praticar atividade física regularmente (estou nadando desde o início do ano, caminhando também, e agora ainda por cima faço musculação);
  • ser MUITO mais organizada (isso é difícil de mensurar de forma quantitativa, mas percebo que sim, estou MUITO mais organizada com aquilo que necessitava organizar – embora ainda precise aperfeiçoar os processos);
  • viajar menos a trabalho (fazem exatamente 111 dias que isso não acontece :);
  • planejar minhas férias de 2014 (já sei que vou para NY, mas ainda nem comecei a pensar nas coisas – acho que está em tempo se eu começar já!).

Fiquei feliz com o resultado da primeira prévia. Ela mostra que eu me movi, e também que a minha lista era adequada à minha realidade e àquilo que preciso de fato fazer. Ter parado para analisá-la inclusive me ajuda a reverter as que estão mais paradas, e a fazer os ajustes que eu preciso para que elas aconteçam. Como vão as suas listinhas de Ano Novo, aliás?

Wednesday, April 10, 2013

A discussão da dieta versus exercício


Quando eu enfio um assunto na minha vida, ele fica aqui, na marra, o tempo todo. E com isso de fazer o Projeto BCK, eu ando tomando muito mais atenção com esse tipo de assunto que o normal.
Semana passada quando fiquei muito mal depois do primeiro dia de musculação, conversei com um amigo meu que falou que as dores que eu sentia deviam-se ao ácido lático presente no meu corpo naquele momento, e que eu deveria forçar os braços, movimentando-os, se quisesse que eles parassem logo de doer. Naquela noite em específico eu estava andando com os braços junto ao tronco, sem conseguir esticá-los, fazendo-os pender – de tanto que doíam. Fiz uns alongamentos como ele me recomendou e comecei a me sentir melhor, mas fui ler sobre isso por via das dúvidas.
Descobri que a teoria que ele havia me dito caiu por terra há alguns anos, e que na verdade o ácido lático só é produzido no momento do exercício: a dor que resta depois é o tecido muscular que sofreu pequenas fissuras mas que é normal, e que regenera em questão de dias – a não ser, é claro, que tenha acontecido uma lesão realmente séria ali.
Ainda nessa onda de pesquisar sobre os exercícios e tudo mais, fui atrás de entender a proporção que corre à boca solta de quem trata desses assuntos segundo a qual a pessoa emagrece mais pela dieta do que pelos exercícios. Porque eu lembro nitidamente que toda vez que emagreci, isso aconteceu comigo comendo que nem um fazendeiro, mas mexendo o corpo também como um. Três meses de BH me levaram uns 5kg embora, só de subir e descer as ladeiras ali do São Francisco até a UFMG (uma caminhadinha leve de 15min), comendo pão de queijo, macarrão e muita raspa de palha italiana que eu vendia (fora algumas que eu mesma comia do meu estoque). Eu tinha em minha mente que tirando a bunda do sofá estaria tudo naturalmente resolvido como fora até então.
Ocorre que fui convencida pelo argumento de que é muito mais fácil você não ingerir 400 calorias (não comendo aquele biscoitinho safado) do que gastando 400 calorias (45min de natação ou 1h de caminhada na areia dura). Faz sentido para mim. Ao mesmo tempo, também falar que um corpo acostumado à atividade física processa um biscoitinho safado de forma bem diferente de um corpo sedentário: o metabolismo funciona diferente, e o gasto calórico também. Seu corpo, quando ativo, mesmo em descanso, tem um caminho mais curto para a eliminação da gordura.
Hum. Cientificamente convencida, empiricamente provado o contrário. Melhor continuar associando as duas coisas.  
Eu li um milhão de artigos ontem, e agora fui querer dar referência e não lembrava mais de todos. Daí encontrei essa reportagem, que achei que faz uma síntese razoável dos argumentos que me convenceram que realmente, dieta emagrece mais que exercícios.

Tuesday, April 09, 2013

Projeto BCK: dias 18 e 19

Dia 18: modifique sua noção de saciedade.


Estou começando a enlouquecer com isso dos dias. A medida de conseguir caminhar rapidamente depois do almoço foi dito pela Judith (olha a nossa intimidade!) no dia 18, e não no dia 17. Portanto, fiz confusão e já escrevi uma reflexão imensa sobre como me sinto bem de barriguinha cheia ontem, lembram? Se não lembrarem, preparem-se para 4 laudas de informação... Logo ali embaixo.                                           
Acabo de lembrar que quando bebê minha mãe não me amamentou. Não, isso não é o prelúdio de uma explicação freudiana para minha imensa fome. É só o prelúdio para a seguinte historieta: quando recém-nascida, minha avó teria achado que eu chorava de fome e que o leite de minha mãe estava pouco para mim. E me serviu, tipo aos 15 dias de vida, um leite Ninho bem açucarado! Sem essa de várias opções de leite, considerados as fases do bebê, nada disso! Vóvis me inseriu no mundo do leite Ninho aos 15 dias de vida e, obviamente, depois disso, o leite materno deve me ter parecido ralo, e pouco doce. Aparentemente, esse efeito perdura em minha existência até hoje! Vou ligar para a velhinha e culpá-la – só que não, tadinha ;)        
O resto vocês já sabem: vinte e poucos anos depois, a moça amarga sobrepeso e uma obsessão por comida. Tentando se reabilitar disso, com a ajuda do livro, da minha técnica de dieta e de vocês, dileta audiência!

Dia 19: Pare de se enganar.              
                                                                                     
Para ser didático, olha a lista de desculpas que ela menciona nesse capítulo, com o 'ok' ao lado daquelas que também uso:                                                                                
Tudo bem comer isto, porque:
... Não é um pedaço inteiro. (nem sempre)
... Vou comer só dessa vez. (sempre)
... Não é tão calórico. (às vezes)
...Vou compensar comendo menos, mais tarde. (sempre)
... Não vai fazer diferença. (muitas vezes)
... Paguei por essa comida. (cada vez menos, mas já fiz muito)
... Vai ser um desperdício. (muitas vezes)
... Vou desapontar alguém se não comer isso. (às vezes)
... Todo mundo está comendo. (às vezes)
... Estou comemorando. (às vezes)
... Ninguém me verá comendo isso. (nunca)
... São só migalhas. (às vezes)
... É de graça. (raras vezes)
... Quero mesmo comer isso. (muitas vezes)
... É uma ocasião especial. (muitas vezes)
... Estou chateado e simplesmente não ligo pra isso. (SEMPRE)
... Estou com desejo de comer isto e, além do mais, é algo que não tenho oportunidade de comer a toda hora. (muitas vezes)    
   
 Por aí vocês medem o quanto eu tenho um arsenal razoável de desculpas, fora algumas que nem estão ali: estou doente, estou ansiosa, estou com muitas coisas na cabeça. Essas são as melhores, porque se por acaso acontecer algo realmente muito difícil comigo, eu digo que olha só, como pensar em dieta com algo tão mais sério rolando?                                                                                                                
 Ao que ela me responde que isso não só não está certo, como também sentencia: caloria é caloria, não importa onde, quando ou porquê você esteja comendo. Noção simples, mas que eu busco rebater com um milhão de justificativas – várias dela, inclusive, parecem plausíveis.
Eu ando parando pouco para pensar antes de fazer algumas coisas, e as desculpas vêm bem mais rápido que as tais técnicas para enfrentá-las. Resolvi acionar o alarme do telefone mais vezes, me lembrando os objetivos e as minhas tarefas. 

O mito da incrível relação entre a oferta e a demanda

Em tempos de morte de Margaret Tatcher, de alta no preço do tomate e quetais, muita gente fala muita bobagem relacionada à suposta mão invisível do mercado, que deveria por si só regular o consumo, a economia, o emprego, o Universo e tudo mais - me admira que não regule a taxa de fertilidade dos países europeus.
Eu poderia fazer uma discussão mais séria sobre como isso de fato não funciona, sobre como o mercado, ao invés de nos oferecer mais produtos, tem nos restringido cada vez mais, dizendo que tal e tal autor falou disso e daquilo, e eu, sim, conheço o assunto, estudei nas disciplinas da graduação e em duas no mestrado, mas zzzz... isso é meu blogue, e não o artigo que estou devendo há um ano lá no Programa.
Mas sempre fico encafifada com esse lance das pessoas realmente acreditarem que a concorrência nos faz ter mais opções, faz com que os produtos melhorem, bem como os preços e tudo mais.
Porque vejam bem: embora eu não beba refrigerante, eu lembro muito bem de como as gôndolas de todos os mercados servem exatamente as mesmas marcas. E elas se dividem basicamente entre The Coca Cola Company e a outra da Pepsi, cujo nome ignoro. Porque são os melhores? Não mesmo! Aposto como Cristiano conhece (ou é uma das pessoas) que lembra do Mate Couro de antes de ser comprado pela Coca (usando um exemplo mineiro). Ou o Guarapan, também antes de ser comprado pela Coca e ter sua fórmula irremediavelmente distante da original.
Manezinhos que eventualmente leiam meu blogue sabem o quão uma Pureza é diferente do Guaraná Kuat. E os catarinenses em geral apreciam ou não uma Laranjinha Água da Serra?
Pois... Apreciemos enquanto há tempo, porque segundo a mão invisível, ou a Coca compra essas iguarias locais, ou elas vão simplesmente sumir, esmagadas por uma multinacional com mais estrutura, com mais verba para propaganda, com mais isenção de impostos, com mais um longo etc.
A concorrência criou verdadeiros oligopólios em todos os setores da economia, da indústria, e isso não tornou os consumidores mais livres, mais cheios de opções. Pelo contrário: em todos os supermercados do mundo que já fui (e vocês sabem que eu sou a louca dos supermercados), eu tinha Pantene, Seda ou Dove na gôndola dos xampus. Mesmo layout e tudo - às vezes muda o nome.
Daí as pessoas disseram assim: parem de comprar tomates que eles baixam o preço, seus burros!
Pensando assim, porque é que o mundo não anda cheio de Ferraris? Elas são caras. Poucas pessoas as compram. Demanda pouca. Oferta aumenta. Preço baixo. Todos podem! Sim? Não...
Exemplo bobo, Thais! A Ferrari é feita para ser de poucos, fetiche e tudo mais!
Então, porque é que existe uma demanda tão grande por moradia no Brasil, casas baratas que atendam ao poder de compra da população, e só se oferecem imóveis cujo valor em alguns bairros cariocas é equivalente a uma ilha grega? Ou então porque é que aqui no meu bairro fubazento de uma região metropolitana de Florianópolis, cujo status já se distancia em 19km da linda Ilha, o imóvel de 2 quartos e 1 banheiro custa pelo menos R$150mil? Demanda não falta. A oferta, no entanto, continua sem conseguir regular o preço do imóvel. E a fralda descartável, e o leite em pó? Não deveria, num universo de tantos bebês, ter baixado o preço há muitos anos? Ou será que lá na Suécia, país de poucos bebês, a fralda custa R$,030? Porque se for, virarei sacoleira de fralda (Pampers, óbvio, porque a Unilever é nossa amiga e vende no mínimo na Itália, onde observei). :)
Se o mundo da economia, da inflação, das crises de superprodução, do poder aquisitivo da população e das esferas de consumo se resumisse à lei de oferta e procura, ah, que maravilha viver.
Pena que há muito mais coisas entre a oferta e a demanda que julgam a nossa vã filosofia.

Tempos hostis na repartição

Estragou o suporte da bombona d'água. Com isso, estávamos emborcando a bombona para nos servir de água, dando o maior esparro. Então ontem alguém surgiu com uma jarrinha de vidro, mas ela vaza pela tampa.E, há pouco, me servi do último gole d'água disponível na jarra - acho que não vamos abrir a nova.
Vou passar sede, Brasil! É isso!

Monday, April 08, 2013

Projeto BCK: Dias 15, 16 e 17 (post looongo)

Dia 15: Monitore a sua alimentação.

Ela finalmente chega no diário alimentar. Eu já vinha mantendo, informalmente, porque acho mais fácil de acompanhar. No mesmo bloco em que coloco as tarefas, no seu verso, anoto o cardápio do dia, vou dando 'ok' ou escrevendo qual foi a substituição e por ali tenho noção. Agora, é obrigatório! Diário por escrito!


Dia 16: elimine a alimentação não-planejada.

Sábado, dia 16 pelo projeto, e dia 6 pelo mês, vocês sabiam, eu tinha um reencontro com o pessoal da faculdade. Num café colonial. Fiquei durante muito tempo indecisa, mas a saudade das pessoas bateu mais forte e lá fui eu, para o centro dos meus problemas, tomar café. De noitinha. Almocei pouquinho, não jantei, e comi tudo o que me deu vontade naquele café dos infernos: um empadão de frango delicioso, uma quiche de alho poró, torta de banana, bolo de morango, entre outras delícias. Repeti o que gostei mais. Tomei suco, café. Uma orgia. E à noite saí para dançar, cujo benefício pode se considerar eliminado pelo álcool – que foi até pouco, considerando a minha capacidade de consumi-lo. Contei isso aqui porque na minha tabela de alimentos obrigatórios, tenho algumas aberturas de brecha, para porções de doce, de álcool, etc. Ao analisá-la no domingo, cortei três porções de doce e uma porção de junkie food pela minha ida ao café. Eu só tinha direito a uma no mês, o que significa que já queimei meu direito à indulgência na largada...
Mas eu sabia que iria até lá, e que isso poderia acontecer. Optei por ir mesmo assim, e ao invés de sofrer culpada, negociar as coisas que poderiam ser negociadas: comer menos nas outras refeições, gastar meu vale-calorias com isso, e apreciar o momento. Fiz isso na companhia de 10 pessoas que não via há anos, e não feito uma gordinha tensa, maluca, sozinha (coisa que sou perfeitamente capaz de fazer também).
Mas para o dia 16, eu precisava entender como não comer aquilo que não está nos planos. E para isso, em primeiro lugar, precisamos de um plano. Vocês vão entender ali embaixo, no dia 17, o que acontece quando a gente faz o plano mas esquece de fazer compras. Então eu resolvi abastecer minha casa, minha bolsa, minha mesa da repartição, com coisas dentro do plano, para esses momentos. Quando alguém me oferece algo, ou vejo alguém comendo alguma coisa que poderia querer comprar igual, eu sempre procuro sentir meu estômago: cheio. Depois que descobri o lance de que a fome fica na boca, isso tudo ficou mais fácil. Também tem a história de se ausentar no momento mais tenso para fugir do desejo – essa usei algumas vezes, mas poucas ainda. Estou pensando para aqueles momentos inescapáveis: cheguei na casa de alguém e tem bolo. Um amigo me chama para ir na sua casa comer a pizza com ele. Ou sexta-feira, quando levaram doughnuts para o curso que fui. Sexta eu resolvi comendo as minhas frutas (banana e caqui), no meio do curso merrmo, para não cometer nenhum erro depois. E não cometi! Então eu resolvi montar um kit de sobrevivência, composto de frutas duras o suficiente para serem levadas na bolsa (caqui é ótimo, aliás, mas antegozo a chegada das tangerinas), biscoitos integrais e chicletes sem açúcar. E beber líquido, beber muito líquido (café, ou chá), para ver se a outra pessoa não percebe que não comi o seu bolinho.
Essa variável tem sido mais fácil de controlar, porque as coisas que tenho feito com as pessoas acontece fora desse contexto. E sozinha eu tenho conseguido resistir bem com o lance de sentir o estômago.

Dia 17: acabe com os excessos alimentares.

Para este dia (que só estou lendo hoje), precisamos nos servir propositadamente de uma porção a mais de comida e não comê-la: jogar fora ou guardar. Como só li hoje, depois do almoço, resolvi deixar para fazer amanhã, porque as quantidades de comida em casa são sempre baixas na segunda-feira (já é quase o dia de ir às compras). Aliás, amanhã é dia só de feira, e a despensa só será reabastecida na quinta, então as coisas não estão nada tentadoras por lá. Para não fazer a tarefa ridiculamente fácil, me servindo propositalmente de mais um pouco de sopa de mandioquinha e não tomando (prato previsto para amanhã), resolvi fazer algo tentador de fato. Hoje à noite vou fazer pastéis assados com recheio de abóbora, um deles seria para lanchar amanhã. Mas vou trazer dois. Imaginem vocês que só de pensar nos pastéis de abóbora eu já começo a ficar feliz, então ter um comigo apenas para não comer vai ser um desafio tremendo.
A questão da quantidade de comida é algo que passei a observar só agora, com a dieta. Sempre fui da opinião que tudo bem me entupir no almoço, desde que ele fosse arroz integral com curry de peixe. Agora estou tentando lidar com um estômago que se retraia, não que se expanda, e isso inclui prever as quantidades de comida. Assim, usando uma medida universal da ayurveda, minha porção suportável do estômago é o equivalente às minhas mãos unidas, em concha. No almoço, que era meu maior problema, essa porção tem sido ainda menor, mas rica em sabores e nutrientes. Hoje almocei arroz integral com cenouras, ervilhas, muito temperadinho, e com lascas de parmesão que derreteram quando aqueci. Tipo um risotto, mas menos gorduroso que um. Estou feliz até agora porque comi ele.
A autora fala desse medo maldito de ficar com fome. Ontem, depois de ter cumprido o dia todo direitinho, eu mandei vir uma pizza pelo telefone. Argumentei comigo mesma que eu podia (1 pizza no mês inteiro), que eu estava sem comida em casa (tudo contabilizado para comer hoje), e que eu acordaria ainda pior hoje e estragaria tudo hoje, caso não comesse ontem. Olha que mente maluca! A pizza brotinho com 6 fatias (que para mim parecia muito mais uma pizza média, enorme) foi metade para o lixo e me encheu tanto que acordei estufada, não tomei café da manhã e só quis almoçar 13h. É verdade que por causa de ontem, hoje não devo estragar nada, uma vez que me sinto intoxicada pelas três fatias de pizza, mas vocês não imaginam minha tranquilidade quando ela chegou. Foi algo tipo: pronto, agora acabou a fome do mundo! Pode vir um furacão!
Outra coisa discutida nesse capítulo é a sensação de conforto que o estômago cheio traz – excessivamente cheio, inclusive. E eu tenho exatamente essa sensação. Quando penso num domingo à noite comendo uma pizza delivery, imediatamente me sinto acalmada por essa cena tão doméstica e feliz. Ir na casa dos amigos e pedir pizza. Ir no café com as amigas da faculdade e conversar com elas à mesa. Minha tia favorita me fazia todas as vontades quando criança (podem apostar que quando adulta também), e lembro de diversos momentos felizes no apartamento dela, em que eu comia biscoitos proibidos para mim em casa, ou outra coisa do tipo. Pizzas com Coca-Cola (que eu não gosto, mas que sempre tomo quando vou na casa dela, porque associo as latinhas de Coca à mesa aos momentos felizes que passamos lá). Uma bomboniére sempre cheia, com Ouro Branco, seu favorito, dourado e brilhante. Seu apartamento lindo, sempre arrumado, em tons pastéis, e aquela bomboniére coroando o ambiente. Nossos cafés da tarde, em que ela me ensinou a comer pão francês com queijo prato e mel – outra lembrança feliz. E mais uma miríade de lembranças cheias de comida, como minha festinha de aniversário de 8 anos, em que haviam brigadeiros (item relativamente raro nas nossas festinhas, e mesmo hoje, quando vou nos aniversários de família, noto que não é uma tradição nossa ter docinhos pequenos – minha família gosta mais das tortas, pavês e etc), ou do cachorro-quente de minha mãe, ou de como assim que meu pai viajava, na primeira noite, sempre mandávamos vir pizza. Enfim, vocês entenderam, certo?
Eu durmo feliz de barriga cheia, e sorrio quando penso numa comida gostosa que comi. E acho que isso a coitada de Judith Beck não vai conseguir tirar de mim. Temos acordo quanto à necessidade de diminuir meus exageros, minhas porções, minhas calorias, mas eu não posso deixar de me sentir confortada pela comida. Mas estou disposta a tentar me satisfazer antes de devorar a pizza toda (ontem ao largá-la depois de três fatias, ficou claro que a) não era fome e b) eu posso me satisfazer com menos) e a respeitar meu estômago.
A medida que ela convenciona para saber se você comeu demais é: você consegue caminhar num passo mais apertado depois do almoço? Porque você deveria, caso respeitasse a proporção do seu estômago. Hoje eu consegui :)

Thais, numa casa sem sacolas


Na sexta-feira eu tinha uma vaga noção de que isso estava acontecendo, mas achei melhor esperar mais um pouco para ter certeza. Sábado, ao procurar uma sacola plástica para usar como saco de lixo na minha lixeirinha da cozinha, descobri: não haviam mais sacolas de supermercado em minha casa!
Eu sempre colocava as minhas compras em caixas de papelão, levo uma ecobag no carro, e tenho várias outras lá em casa. Quando eu saio especificamente para comprar coisas, levo a de casa. Se resolvo dar uma passadinha no caminho, uso a do carro. Nunca pego sacolas em farmácias ou outras lojas cujo pacote seria pequeno e não reaproveitado em minha casa.
Mas como vocês sabem, havia a Wal. Comecei a pedir que ela não trouxesse mais, dei-lhe uma ecobag de presente, mas elas nunca cessavam de vir lá para casa. Semana passada, no entanto, o milagre se deu. Eliminadas, todas! Provavelmente com o advento de sua mudança, muitas foram usadas. Não sei bem. Fato é que sábado, me sentindo muito estranha, fui ao mercado e usei sacolas plásticas de propósito, para ter algumas em casa.
Mas estou confusa. Eliminei sacolas de supermercado de forma total, mas ainda gero meu lixo. Sempre usei sacola de mercado como saco de lixo porque elas haviam em abundância, agora preciso decidir: vou comprar saco plástico para colocar meu lixo fora? Ou de vez em quando eu saio com sacolas ainda do mercado especificamente para este fim? Existe uma diferença qualitativa entre os dois tipos de saco plástico que deveria me fazer optar por comprá-los? Ou são tudo iguais?
Não sou uma ecochata das mais entusiasmadas, não, como isso pode fazer parecer. Só não gosto de desperdício e realmente não me custa me organizar para carregar as compras de outra forma. Mas nesse momento o problema se apresentou, e como preciso pensar na solução já, não me custa pensar se a melhor solução pode ser também correta ecologicamente. Na minha cidade ainda não tem lei municipal sobre sacola plástica, assim que elas abundam em todos os estabelecimentos. Opinem sobre isso, por favor!

Hoje depois de três semanas faltosa, retornei à natação. Questões existenciais me assolavam, enquanto eu refletia preocupada a respeito das seguintes perguntas: será que ainda tenho fôlego? Eu lembrei de trazer calcinha? O professor gatinho continua trabalhando lá?
Não tenho mais fôlego, lembrei de trazer calcinha e o professor gatinho continua trabalhando lá. Perguntou se eu tinha voltado de fato, jurei que sim. E ele sorriu aquela fileira de dentes branquinhos e perfeitos, com seu olharzinho inocente e cruel, e disse que hoje íamos “puxar um pouquinho”.
Tipo eu, com o pára-quedas
1500m depois, eu jurei nunca mais ficar tanto tempo sem ir. Para incrementar o meu tormento, hoje usamos um artefato novo: um pára-quedas. Amarrei esse negócio na cintura e saí nadando, com um pára-quedas atrás de mim. No meu tempo, nada disso existia, vocês já sabem que quando vi uma palmar pela primeira vez, tentei até enfiá-la no pé. Agora, quando me fizeram usar o pára-quedas entendi que realmente sou uma garota old school. Puxa que é uma belezinha. Nadei devagar feito as velhinhas da hidro e cansei o triplo!

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