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Monday, March 11, 2013

Questões relevantes para a humanidade


Se um dia eu conseguir sair dessa teia de enrolações que é o mestrado, e me enveredar pelo pântano do doutorado, a tese vai ser um estudo de caso sobre mim mesma: Sobrevivendo 25 dias do mês com Sodexo. 
Aqui na minha repartição o vale-alimentação tem um valor bastante alto, o que faz com que inclusive seja viável que os funcionários de nível médio sustentem minimamente sua família, digamos que está quase nos 800 merréis. Acho o vale o tipo de isca que mata o peixe pela boquinha, porque ao dar o vale como 'benefício' e não incorporá-lo no salário, uma hora você tem, outra hora pode não ter mais, além de perder o 'benefício' quando está afastado ou aposentado. Mas já que tem, eu uso, e ao contrário de algumas pessoas que conheço, não vendo. Eventualmente estou sempre devendo dinheiro aos meus pais e fazemos rolo de eu pagar as compras deles no meu vale, mas para isso temos que estar juntos no dia certo do mês e tudo mais, então ultimamente esse acordo meio que falhou, e eu fico aqui me perguntando onde foi que eu gastei essa banana toda. 
Eu compro tudo, absolutamente tudo que venderem no supermercado com o vale: desde calcinhas de lycra (as pretas da Triumph, R$12,00 cada) passando por eletrodomésticos e chinelos. E abasteço o carro e troco o óleo também com ele (Posto Rita Maria em frente à rodoviária, caso alguém queira a dica). Mas de alguma forma inexplicável o vale tem acabado muito rápido, e eu preciso saber, Brasil, onde é que eu estou enfiando R$800 de vale. 
Na despensa é que não é: minha despensa se resume a uma gaveta funda com itens de mercearia da minha ração habitual: tomates pelados, azeite trufado, atum em lata, um tipo de massa por vez (fusilli no momento), aveia em flocos e mais umas coisinhas que estão comigo há tanto tempo que nem lembro mais quando as comprei: arroz integral, feijões (até já acho que com gosto de velhos), farinha de trigo, polenta, achocolatado e artigos de confeitaria.
 Na geladeira, então, deve estar meu problema. Mas eu só enxergo queijos livres de lactose, iogurtes e leite livres de lactose, peito de peru, catchup Heinz e as frutas e legumes da feira. Como é que pode isso, Brasil? Amanhã cai o vale de novo, e estava aqui fazendo a lista de compras: azeite trufado, tomates em lata, catchup Heinz, peito de peru, zzz... Tudo igual.
É verdade que o azeite trufado custa R$11 a garrafinha, mas ele dura 2 meses. É verdade que o catchup Heinz custa R$9,00 o vidro, mas ele dura um mês (sim, sou viciada, confesso). É verdade que uma manta de mozzarella custa R$8,00, mas ele dura 15 dias, perfazendo no máximo R$20,00 ao mês. Onde foi então que enfiei o vale, galera? Deve ser culpa do peito de peru: custa R$7,50 e dura uma semana! Ou então é meu desodorante!
Mistério.
Resolvi anotar os preços dos negócios da minha lista que vou comprar amanhã. Agora, juro pra vocês que de fato nas últimas semanas fui ficando assombrada com o tanto que não comprava nada e custava R$30,00 cada vez. Deve ser o Macrovita, vou parar com suco integral.
Ainda esse mês de muitos pagamentos eu quero anunciar que hoje é só dia 11 e eu já estou miseravelmente sem dinheiro, fato amortecido pelo vale, mas que não deixa de se apresentar. Assim que ainda resolvi que vou comprar as frutas, legumes e verduras no supermercado, embora adore apaixonadamente a minha feirinha. Isso é economia à minha moda: poupo os R$15,00 da feira para beber R$80,00 em cerveja em 24h (traços autobiográficos do final de semana). Deve ser o gengibre que está encarecendo a lista, vou parar com o chá de gengibre :)

2 comments:

Taís Moreira said...

Dei risada com esse seu post. Vc tem q fazer um orçamento! Já leu nossas dicas? rsrsrs Beijos da Taís.

Lari e Dé said...

eu tbém achei bem bom o post :)
E eu acho que você e seus pais tem que se programar e vir gastar toda essa grana aqui no meu mercs :D
Aí fica todo mundo feliz!

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