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Tuesday, March 26, 2013

Projeto BCK: sobre o livro e introdução

Senta que lá vem a história. O post ficou muito, muito longo!


Eu tinha pensado em só escrever de novo sobre os passos do livro amanhã, ao final de 7 dias, mas houve uma hierarquia de tarefas no dia 6 que me fez voltar antes. Vocês vão entender no final, porque tenho uma proposta!
Ao livro, então. Eu por enquanto não comprei a versão impressa. Estou usando o PDF em casa e na repartição (deixo sempre aberto em ambos) e lendo um dia de cada vez. Primeiro, haviam 3 capítulos introduzindo algumas ideias interessantes sobre a questão das consolidações dos hábitos. Segundo o próprio livro, as técnicas utilizadas são da terapia cognitivo-comportamental, mas ele não fundamenta para que eu possa explicar para vocês o sentido de cada coisa que me obrigaram a fazer (e é aí que começa, só começa, o meu problema com esse tipo de publicação).
Tem alguns exemplos de formas de pensar e agir que diferencia as pessoas gordas das magras, e eu ri várias vezes vendo o quanto eu tenho cabeça de gorda. Um dos exemplos mais interessantes é de quando uma pessoa não está com fome na hora de comer, mas acaba comendo mesmo assim porque tem medo de depois não conseguir comer o planejado. Eu faço isso sempre, e já perdi a conta de quantas vezes eu comprei pão de queijo na hora do almoço por medo de não ter mais quando eu fosse comprá-lo às 15h (esse risco é real). E de vezes que comi mais do que queria no café da manhã (hora que nunca tenho fome) por medo de acabar comendo errado na hora do lanche.
Outra exemplo que mexeu comigo foi a história da sensação de fome, de estômago vazio. Segundo a autora, a maioria das pessoas magras sabe que é normal eventualmente sentir fome, ficar de estômago vazio por um tempo, e que isso não vira necessariamente um motivo de angústia. No meu caso, vocês não imaginam o que pode fazer uma criatura de estômago vazio. Possuída pelo demônio define.
Ainda nesses capítulos introdutórios ela faz uma lista muito boa dos estímulos que podem nos levar a comer: ambientais (visão, cheiro de comida), biológicos (fome, sede, desejo de comer algo), mentais (ler sobre comida, lembrar de uma comida que gosta, se imaginar comendo), emocionais (conforto, distração) e sociais (pessoas e ocasiões que te levam a comer). Pessoalmente, me sinto muito estimulada pelos mentais e emocionais, e isso é muito claro. Outro dia uma colega minha me chamou pra comer pizza no aniversário dela. Eu estava decidida a ficar em casa naquela noite e caiu o maior temporal, então, não fui no aniversário dela. Mas adivinha o que eu jantei? E vou confessar pra vocês que só de lembrar de mim comendo uma fatia de pizza eu já começo a babar de vontade (está acontecendo agora). Entender quais são os meus estímulos foi um avanço de consciência tremendo, porque eu sempre achei que era tudo muito biológico comigo. Até desconfiava que sentia ansiedade e por isso comia tanto, mas perceber que a ampla maioria das coisas que eu como vem de estímulo mental e emocional foi uma epifania.
Por último, me chamou a atenção quando ela faz uma analogia com músculos e exemplifica o que acontece comportamentalmente quando a gente cede ou não ao impulso de comer algo que não deveria: classificou como músculo da resistência aquele de quando a gente não cede, e o da desistência o de quando cedemos. A cada vez que a gente come algo que não deveria, além dos efeitos biológicos disso, nós também temos um efeito comportamental: o de fortalecer o músculo da desistência. Assim, supondo que num determinado dia eu tenha resistido a três situações diferentes, mas fraquejado em uma, apesar de eu ter comido uma coisa que não deveria (e isso ter consequências para meu corpo), nesse dia eu fortaleci mais o meu músculo da resistência do que o da desistência. Achei esse conceito importante, bem chave, e inclusive determinou um dos meus motivos de seguir adiante com o projeto.
Passada toda essa longa introdução, tem os dias. São 42 dias, cada qual com uma tarefa para você executar. Nos primeiros 15 dias a autora diz que você ainda não é obrigada a começar a dieta, porque você está introjetando alguns hábitos importantes. Se quiser, pode começar. Eu estou cambaleante nisso, e já estou no sexto dia, mas como teve o final de semana no meio e eu me desconectei do projeto esses dias, hoje fiz várias tarefas atrasadas. Agora estou em dia com elas.
Eu tenho um bloquinho, que não é o Lagosto, para acompanhar a questão das tarefas (preciso fazer muitas anotações). Eles sugerem usar fichas também, mas eu ainda não senti necessidade delas, e achei meio poluição demais. E a cada dia, faço as anotações necessárias.
Já vem o post com os primeiros 6 dias.

2 comments:

Drinha... said...

Achei bem interessante, gostaria de ler, se puder me enviar por e-mail

casadadrinha@gmail.com


bjs

Bah said...

Super força de vontade, hein? O lance da dieta pra mim é que as opções que elas dão é restrito, fechado... se ainda falasse as substituições, ficaria muito mais fácil. Muitas das sementes de das ervas não vendem aqui. Seria bom saber as suas substituições.

Kisu!

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