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Wednesday, March 13, 2013

Pessoas que admiro: ex casais pacíficos

Como os leitores mais antigos acompanham, minha vida amorosa passada é uma extensa lista de fracassos retumbantes, em que o meu pouco discernimento na hora de fazer escolhas se manifesta de maneira mais resplandescente. É um tal de ex maluco, ex escroto, ex desagradável, um ou outro até burro é, que fico envergonhada quando encontro algum. Mais envergonhada ainda quando alguém que testemunhou esse passado nada glorioso está ali para dizer "aquele ali não é o Fulaninho, que você namorou em 1995?" - (quero deixar claro, no entanto, que meu namoradinho de 1995 era um fofo. A gente trocava cartinhas, se escondia nas escadarias da capela do Colégio Adventista para poder dar um beijinho de 5 segundos com a galera da quinta série inteira gritando à nossa volta. Hoje em dia  a gente se adicionou no facebook e é feliz vendo as fotos um do outro e verificando como seríamos felizes se eu não tivesse mudado de colégio em 1997). Mas vocês entenderam, certo?
Por diversos motivos, eu não falo com meus ex-namorados. De alguns eu tenho medo, porque eram malucos do tipo violentos (não foram violentos comigo, mas algo me diz que era uma questão de tempo), outros são tão idiotas que tenho preguiça (além de vergonha que mais alguém descubra o nosso passado), e tem ainda aqueles que foram idiotas o suficiente no momento do fim e restaram mágoas. Fora isso, tem mais aquele que faz questão de não falar comigo (aparentemente quem magoou fui eu), e mais uns três ou quatro com quem eu não sei dizer porque é que a gente não se fala. Perdeu o contato, essas coisas que acontecem. Um dia a pessoa sabe o cheiro do nosso xampu, três anos depois não sabe mais o nosso e-mail.
Daí eventualmente eu vejo aqueles casais maneiros, bacanas, sendo amigos e trocando ideias. Acho o máximo.
Conheci um cara que é separado e teve uma filhinha. Obviamente o ex-casal é obrigado a conversar, mas eles são super compreensivos um com o outro. Do nível: a ex-esposa com o atual namorado dá carona para o ex-marido que mora no Estreito ir para algum bloco no centro. E ainda ficam esperando no carro ele subir para se trocar. Quando manifestei surpresa, ele me respondeu:
- A gente sempre se ajuda.

Eu aqui né? Caretinha, achando que ajudar era dividir as responsabilidades no cuidado com a filha. E eles lá, sambando na minha cara, se ajudando a pular Carnaval. Aí ele ainda me relata que foi sem camisa para o centro, porque lá ia comprar a camisa do bloco. Nisso fico pensando no atual namorado, pensando por sua vez que um cara desse nível de bagaceirice certamente não era uma ameaça.
Vai ver que é por isso que deu tudo certo, né?

3 comments:

Karine said...

O fato de um casal, que antes era tao unido, se davam bem, nao se falar depois de um relacionamento, pra mim é inconcebível. Nao entendo porque hoje nao se falam se um dia ele te viu pelada, ou conheceu toda a sua família, ou segurou suas lágrimas. Como assim????
Eu tenho um ex que me evita. E nos dávamos super bem, éramos amigos e ele me ajudou muito. Ele mora na Espanha, em Barcelona. É gente finíssima, mas, do nada, paramos de falar-nos. Nao podemos ser amigos.

Bah said...

Só uma coisa a dizer: se ex fosse bom, não seria ex.

Até acreditava que dava pra ter um relacionamento agradável, mas não rola. Se tem filho, é outra questão,mas tem que ter muito jogo de cintura pra lidar com a situação.

Eu não teria, por isso escolhi não ter filho.


Kisu!

Neanderthal said...

Eu também penso como a Karine.
Não entendo o que se passa na cabeça de algumas pessoas que resolvem ser um merda com o outro só porque terminou.
Passei anos com uma pessoa que me trata como se eu fosse a maior desgraça que aconteceu na vida dele depois de oito anos juntos. Não ligo mais, pq enquanto procurei na tentativa de ser amiga, ele me dava coices e desligava na minha cara.
Agora vem os amigos em comum dizendo pra mim, PRA MIM!!!, que temos que resolver isso. Como se fosse uma escolha minha ou minha culpa... Quero que todo mundo morra!

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