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Thursday, March 28, 2013

Da batida série 'eu odeio Páscoa'

Então, exaustivamente debatido, eu odeio Páscoa. Em não sendo eu católica, cristã, ou mesmo crédula de Deus ou entidades espirituais do tipo, não consigo de cara me sentir naquela vibe de que o Jesus era filho mas ao mesmo tempo também era Deus e mais o Espírito Santo e aí o Deus mandou ele para a Terra para morrer, porque afinal ele é imortal, não é, Deus? E se Deus é Jesus, como pode Deus mandar só a parte Jesus morrer? E porque exatamente essa morte salvava alguém? Aliás, salvava do que? Porque se Deus é Deus, onipotente, era só ele decretar que todo mundo foi salvo e deu! Não precisava mandar sua parte Jesus arrastar uma cruz na Terra! E se o cara tinha que morrer pra salvar todo mundo, a ressurreição não elimina a salvação? E por aí vai...
Assim que deixando essa história para lá, acho de mau gosto os católicos que conheço porque eles dizem acreditar nessa história muy loca mas no feriado de Páscoa eles deturpam tudo. É um tal de comer carne no dia da paixão, é um tal de não fazer as rezas, é um tal de não guardar a quarentena, que meu célebro fica todo confuso. As pessoas comem carne o ano inteiro, todos os dias. Não podem um único dia do ano simplesmente não comerem carne nenhuma? Tinha que botar o bacalhau no rolo? Acho hipócrita, me julguem!
Mas além disso, eu também não gosto de como todos os filmes da sessão da tarde são aqueles da cena do Jesus ensanguentado carregando sua cruz, acho baixo astral demais. E ainda tem as reportagens à noite sobre as cerimônias religiosas no Brasil inteiro, mais baixo astral ainda. E aí eu tenho uma sexta-feira de folga, mas nada está aberto, e a pessoa ali fica mendigando o dono do botequim das esquinas que me sirva uma cerveja (parece que católicos não deveriam beber nesse dia, mas os que eu conheço...humpf), procurando almas sem luz feito a minha. Com isso já até acostumei, eu acho que tem cada vez mais gente desconectada do lance da sexta da paixão e com isso eu arrumo atividades tranquilamente.
Mas ainda tem o famigerado ovo de páscoa, alvo de tantas críticas devido ao seu preço abusivo, o que para mim é só mais um de seus defeitos: ovos de páscoa são via de regra feitos com chocolates de qualidade péssima, cheios de açúcar e gordura hidrogenada, e expõem aquelas porras por gôndolas e mais gôndolas do supermercado, escurecendo o ambiente e deixando tudo muito menos funcional. Me julguem: eu odeio ovos de páscoa.
Quando eu era criança, ganhava além dos ovos uma cestinha cheia de guloseimas. Desde aquele tempo eu já preferia a cestinha, porque já não era pessoa de chocolates, e porque na cesta vinham chicletes! Chicletes, minha guloseima favorita e tão proibida na infância. Eu mascava logo todos no primeiro dia.
E na segunda-feira, todo mundo levava chocolates de lanche para a escola - menos eu, que já estava enjoada de tanto consumi-los.
E ano após ano, portanto, fui me distanciando de toda essa festa confusa e triste, em que o cara morre, mas ressuscita, e na qual todos devem ficar tristes na sexta, mais ou menos no sábado e ressurgir felizes no domingo.
Mas que o feriado é bom, não posso negar.

Projeto BCK: dias 7 e 8

Dia 7: Organize o ambiente

Então no sétimo dia me orientaram a fazer uma limpa na minha geladeira, despensa e afins. E o que eu descubro? Que não há o que limpar. Acompanhem comigo:
- geladeira: mozzarella de búfala, queijo labneh, requeijão light, peito de peru, wraps light, geleia orgânica de amoras, 10g de nociolla italiana (nunca aberta) e 50g de burro Soresina, aberta desde outubro e longe de acabar, 1 potinho individual de iogurte grego, minha água aromatizada de gengibre e limão, pão integral de 7 grãos, mostarda de Dijon aberta há mais de um ano, cascas tostadas de maracujá, orégano, 1 potinho de iogurte de búfala, 1 torrone espanhol comprado em novembro e ainda não terminado, 1 caixa de bombons mentolados ganhos em setembro e ainda não terminada, 1 potinho de salada pronta, 1 potinho com grigliatta de legumes, uma bandeja de tomates-cereja, duas fatias de melão, 1 buquê de brócolis.
- despensa: arroz integral, arroz de 7 grãos, pizzocheri, polenta tartufatta, polenta instantânea, cacau em pó, 1 caixinha de leite condensado (comprada há 6 meses e nunca aberta), pistache inteiro cru, gelatina sem sabor, avelãs inteiras cruas, uvas passas escuras, confeitos para bolo (comprados em setembro e nunca abertos), baunilha em pó, fusilli da Barilla, 1 garrafinha de leite de côco, 2 latas de tomates pelados, 1 lata de atum, 1 pote aberto há 5 meses de amêndoas caramelizadas, outro pote aberto há 3 meses de amêndoas torradas e salgadas, 1 pote de castanha de caju picada, 1 vidro com sementes de girassol, aveia orgânica em flocos, açúcar cristal orgânico em flocos, linhaça dourada nunca aberta, chá de pêssego, chá de camomila.

- congelador: polpa de acerola orgânica, caldo de legumes, abóboras assadas, alho-poró picado, peixe, kani, filé mignon, sopa de abóbora, chilli, coentro.

Ou seja, acho uma despensa bem digna. De qualquer forma, resolvi pegar os doces abertos e levá-los todos à repartição hoje. Em menos de 1h está tudo entubado pelos outros.

Meu caderninho onde anoto as tarefas :)
O que me leva à questão da sala de café. Ninguém lá vai aceitar que eu esconda a comida em armários (em primeiro lugar, porque ele não existe). E considerando que somos em cerca de 100 pessoas, seria bem complexo operacionalizar essa discussão com um a um. Combinei comigo, então, de evitar tomar conhecimento acerca da mesa, concentrar-me no frigobar (onde guardo as frutas) e que vou poder escolher algo daquela mesa 1x na semana.

Dia 8: Arrume tempo e energia

Doces todos para a repartição!
Bom, eu tinha que relatar qual era a minha rotina, como eu classificava cada coisa da minha rotina, que dia e que horário eu tiraria para organizar minha rotina, e não vou partilhar esse monte de listas. Vocês serão poupados, agora que tenho uma técnica de dieta tão aplicada como é Lari. Mas segundo meu planejamento, portanto, eu tenho que programar os pratos da semana no domingo, cozinhá-los para o dia seguinte às 19h (e não de manhã, como andei fazendo), fazer compras de mercado na segunda e de feira na terça.
Vou colocar o alarme para despertar e eu fazer isso, enquanto escuto a novela das 19h.
Espero que colocando de 2 em 2 dias fique menos chato para quem lê, porque, de fato, não vou parar de escrever sobre isso.

A derradeira historieta do Millhouse

Lamento informar àqueles que torceram, vibraram, se divertiram, odiaram e acompanharam intensivamente a saga de Millhouse rumo ao meu coraçãozinho gelado, que, irremediavelmente, a tag se acabou.
Millhouse não saiu da repartição, mas agora habita outro prédio, outro setor!
Terça teve festinha na repartição e discutimos as novas chegadas e saídas de pessoas, e foi assim que eu soube, que discreto como sempre, Millhouse agora desfila suas 5 camisetas de gola pólo azul-claras em outro lugar!
Fiquei tão chateada com o fim da saga que mandei um e-mail me despedindo dele, considerando-se que agora ele não poderia mais me perseguir no bebedouro. E assim foi:


Millhouse, ontem nos avisaram na reunião da sua troca de área. Boa sorte na nova fase.
Abraços!
 
Ao que ele me retorna hoje:

Thais,
 
Obrigado querida pela atenção
 
Um abraço e tenha uma semana bem abençoada .

Achei discreto, e vocês? Super sóbrio, ainda que meio religioso, como ele é. Nada de efusividades, de convites, de beijinhos forçados, nem de conversas sem noção. Acho que agora que não habitamos mais o mesmo espaço físico, seu amor platônico por mim foi trocado por alguma outra mocinha do outro prédio! Perdi meu fã!
Adeus, Millhouse! Vida longa e próspera!

Projeto 333: já temos os primeiros eliminados

Esse vestido aí eu comprei de uma amiga que confecciona roupas (vende em Gothan City, vai na sua casa, tira suas medidas e facilita o pagamento - recomendo e passo a dica caso alguém queira) há pouco mais de um ano atrás. Era verão, eu tinha que trabalhar e as minhas roupas estavam um pouco inadequadas para o ambiente corporativo, digamos assim. Então pensei em comprar um vestido liso, sem estampas, de comprimento adequado, sem nenhum mistério, mas que fosse bonitinho e não muito quente.
Acho que ele parece azul, mas ele é mais para o roxo. Eu usei ele nessa vida, minha gente. Usei tanto que ele tem bolinhas pelo tecido, uma manchinha minúscula de alvejante na barra da saia, e ultimamente, estava escurecendo debaixo do braço - conforme me explicaram, a culpa é de eu usar desodorante spray, mas não vou trocar de desodorante ainda. Troquei de vestido.
Ele cumpriu dignamente sua jornada, me ajudou, poupou tempo, facilitou minha vida, mas convenhamos, ele é fácil demais. É só enfiar pela cabeça e sair. Com ele, pareço mais alta e magra do que sou de fato, e eu não quero mais mascarar alguma coisa: quero que o que tem por baixo do vestido esteja digno. Roxo, ainda? Que eu tinha na cabeça?
Houve um determinado ano que comprei tantas roupas roxas que enjoei delas em definitivo. Acho que pedi vestido azul e veio esse, roxo. E sinceramente, acho que roxo não é uma das minhas cores. É difícil dizer isso com certeza porque julgo pelo espelho, mas as cores mais 'abertas', mais claras, parece que ficam melhores em mim: azul-turquesa, vermelho-tomate, rosa-pink e até o branco. Vou ver se acho fotos com várias cores pra entender isso melhor.
No dia 08 de março eu usei esse vestido pela penúltima vez, para trabalhar. Como era 08 de março e eu queria sair de lilás (cor da luta da mulher), usei ele. Encontrei uma pessoa na rua e pensei: poxa, de todos os vestidos do mundo que eu tenho, fui encontrar essa pessoa logo com esse que eu não quero mais?
Ali ele já estava com o destino traçado. A ideia, no entanto, ainda era usá-lo até o fim do Projeto. Ocorre que eu me descuidei mais uma vez e pus ele novamente em contato com produtos químicos, e com isso, ele manchou mais uma vez na saia. Não uma mancha definida, mas algo que se você reparar de perto, rajou ele todo de rosa. E foi assim que resolvi que ele tinha que sair.
Foi substituído no Projeto por um trench-coat preto, porque andou chovendo muito e deu uma ligeira esfriada. Segue no sábado dentro de uma sacola com outras doações, caso alguém queira - ou vira pano de chão mesmo, que também acho um fim super digno.
Vestido roxo, você foi meu amigo, parceiro e tudo mais, mas agora você deve partir. Beijos!
Manchinha no canto direito, e sim, eu tenho um poster da Marylin na lateral do meu ultra-espelho.

Wednesday, March 27, 2013

Numa felicidade indígena

Arrumei minha própria coach: a Lari! Ofereceu-se a ser minha incentivadora, aconselhadora, disse que estará lá para mim quando eu pensar em desistir da dieta e durante os próximos 35 dias vamos falar muito sobre isso!
Num dia especialmente difícil, com crise de enxaqueca rondando e outros elementos subjetivos, nada como saber que tenho um apoio mais que especial para fazer o que preciso fazer! Estou muito, muito feliz!
Hoje é o sétimo dia cronológico. Já estou escrevendo o post do dia de hoje, mas acho que vou postar junto com amanhã, pelo menos, para não sobrecarregar as postagens com isso.
Feliz feito pinto no lixo!

Lá vem ela

Pela segunda vez nesse ano, acordei mais cedo que o previsto e o motivo não era bom: sim, o famoso raio que contorna o lado esquerdo do crânio está prestes a ribombar aqui dentro!
Ainda não é enxaqueca. É uma cefaleia administrável com analgésicos comuns, mas quem tem, sabe. Ela vai anunciando, vai crescendo até te nocautear.
Mau augúrio.

Tuesday, March 26, 2013

Tomam-me por tola

De que adianta você ir lá e fazer uma discussão com a pessoa sobre por quais motivos você passará a evitar determinadas situações se ela simplesmente ao te ouvir diz que te entende, mas na prática continua forçando a barra para você não evitar a situação que te incomoda?
Pessoa que sabe que não quero ir em determinado lugar fica me chamando insistentemente para ir lá no feriado. Eu para não ser desagradável digo que pretendo viajar. Pessoa me manda levar um amigo junto. Eu repito que não sei se vou, pois pretendo viajar. O que a pessoa faz? Liga para meu amigo em questão e o convida diretamente para vir até o local em questão no feriado. A pessoa não se contenta com nada disso: acaba de me telefonar perguntando quando eu chego para o feriado, e alerta que convidou meu amigo. Já sei, né, jacaré? Você convidou a pessoa mesmo eu dizendo que não pretendia ir!
Uma raiva borbulha dentro de mim nesse exato segundo.

Projeto BCK: dias 1 a 6


Dia 1: Registre as vantagens de emagrecer. 

Fazer um cartão, com as vantagens que eu considero mais importantes. Tive que responder um questionário com possíveis vantagens e classificá-las por importância antes de fazer o meu. Minha lista de 7 itens contém:

1 – não agravar minha lesão na coluna (que aliás, voltou a doer);
2 – sentir mais disposição (tenho muita sonolência);
3 – voltar a usar roupas que não estão cabendo;
4 – diminuir meu colesterol e triglicerídeos (andavam meio alterados);
5 – me sentir bem com qualquer roupa (não ficar escolhendo roupa que emagrece, sabe como?);
6 – não ficar envergonhada pelo meu peso ou aparência;
7 – provar que consigo realizar uma coisa se eu quero (era disso que eu falava lá em cima sobre os músculos. Tem um elemento subjetivo de me sentir vitoriosa ao realizar o que propus).

Eu preciso ler ele duas vezes ao dia, em horários pré-estabelecidos por mim. No meu caso ficou sendo às 14h no trabalho e às 19h em casa, horas perigosas para mim. Mas além disso, com o tempo eu vou ler sempre que surgir uma crise repentina de vontade de comer. Também tenho que listar como vou me lembrar de fazer. Eu adicionei um evento no outlook aqui na repartição para eu ler às 14h (já pula o evento com as listas) e em casa eu programo o celular. Mas acho que dá mais certo eu usar meu e-mail pessoal, e quero investigar se o gmail me manda lembretes no horário que eu pedir, assim eu não corro o risco de esquecer de programar o celular.

Dia 2: Escolha duas dietas razoáveis.

Aquela que você começa, e aquela para a qual você vai mudar se a primeira der errado.
A minha principal é uma síntese entre uma lista bem completa de grupos alimentares que preciso incluir nas refeições(da nutri), daqueles que não entrarão, com o cardápio de minha escolha. E um detalhe nada mínimo: o último carboidrato refinado do dia é consumido até 18h. Vocês querem minha lista? Não acredito que sirva para quem não tem uma alta intimidade com as panelas e os ingredientes, mas quem cozinha legal e conhece minimamente os legumes pode se beneficiar dela.
A minha secundária eu extraí de uma revista e lá era chamada de dieta Sass (nutricionista Cynthia Sass). Fui pegar aqui na internet e achei ela sendo chamada de Dieta Barriga Zero, e é basicamente a mesma que consta na revista. Nessa, o cardápio é pré-definido e eu gostei dos alimentos que ela sugere. Se toda essa liberdade da dieta principal der errado, parto para uma ditadura de cardápio definido. Link da dieta aqui.

Dia 3: Sente-se para comer.

Ela diz que o lance de se sentar para comer é importante porque nos ajuda a perceber o que de fato estamos comendo, tendo consciência do que está de fato entrando. Eu costumo tomar meu café da manhã de pé diante da pia ou da janela, almoço sentada, lancho na frente do computador da repartição e como meu jantar deitada na cama. Matem essa mulher! Além disso, faço umas coisinhas que ela exemplifica como a comida que a gente ingere sem consciência e esquece de contabilizar: experimentar enquanto cozinha, comer o que ficou no prato ou travessa quando tira a mesa são as minhas campeãs.
Além de se sentar, é importante espalhar os alimentos à minha frente, porque isso me deixará visualmente satisfeita. Ainda não implementei essa tarefa (estou correndo atrás do prejuízo hoje), mas a ideia é já iniciar aqui na hora do almoço. Eu precisava inventar uma técnica para me lembrar de sentar para comer e eu usei a que uso a vida toda: rabisquei a mão. Como não queria escrever “sentar para comer”, desenhei um coração na mão direita.

Dia 4: Elogie-se.

Cada vez que eu fizer algum acerto dentro das tarefas e dentro da dieta eu tenho que me elogiar. Nada muito cheio de amor, só um 'parabéns' ou 'ótimo' está bem. Para eu me lembrar de fazer isso, eu resolvi reativar o diário alimentar, assim eu posso me lembrar de quando eu fiz tudo direitinho e fazer os elogios.

Dia 5: Alimente-se devagar e conscientemente.

Aquela velha história do cérebro demorar a entender que já tem comida o suficiente no estômago. Ela orienta a mastigar devagar, largar os talheres no meio da refeição, dar-se um tempo, e até a iniciar as refeições sempre com uma sopa quente, porque o alimento quente nos obriga a ir devagar. Outra dica que ela deu é cronometrar o tempo da refeição e disparar um alarme de 3min em 3min, por exemplo, para lembrar de parar um pouquinho e se conscientizar do que está fazendo. Também orienta a não comer com distrações como TV ou coisa do tipo, e talvez nos primeiros dias até sozinha (não vai ser um problema). Eu vou contar as mastigações e cronometrar meu almoço hoje – e o resto das refeições também. Isso vai ser desafiador: eu não como muito rápido, mas não tão lentamente como deveria.

Dia 6: Encontre um técnico de dieta.

Alguém se manteve acordado até então? Bom, chegamos ao dia de hoje! E hoje eu preciso escolher alguém para contar que vou entrar de dieta, prestar contas a essa pessoa, que tem por tarefa me cobrar, me incentivar quando eu me sentir desanimada e outras coisas do tipo. Eu pensei nas pessoas com quem eu convivo, e acho que nenhuma delas seria um bom técnico nesse momento. Por isso, resolvi pedir a vocês que são gentis e sempre muito apoiadores, que tenham paciência com esses meus 42 dias e me cobrem que eu cumpra meu projeto!
Como essa postagem ficou gigantesca, acho que não vai ter como eu postar de 7 em 7 dias, talvez eu poste de 2 em 2 ou 3 em 3 dias. Das tarefas que cumpri ou não e tudo mais. Também devo comunicar meus resultados, como o peso (não necessariamente em números, mas se diminuiu ou aumentou). Alguém quer ser meu técnico? Ou ninguém e todo mundo ao mesmo tempo?
Hoje vou reler os dias de 1 a 6 para consolidar os conceitos, porque fiz eles muito corridos, tudo no mesmo dia. E também preciso reforçar os hábitos que teriam que ter sido instalados um por dia. E por hoje, finalmente, é só!

Projeto BCK: sobre o livro e introdução

Senta que lá vem a história. O post ficou muito, muito longo!


Eu tinha pensado em só escrever de novo sobre os passos do livro amanhã, ao final de 7 dias, mas houve uma hierarquia de tarefas no dia 6 que me fez voltar antes. Vocês vão entender no final, porque tenho uma proposta!
Ao livro, então. Eu por enquanto não comprei a versão impressa. Estou usando o PDF em casa e na repartição (deixo sempre aberto em ambos) e lendo um dia de cada vez. Primeiro, haviam 3 capítulos introduzindo algumas ideias interessantes sobre a questão das consolidações dos hábitos. Segundo o próprio livro, as técnicas utilizadas são da terapia cognitivo-comportamental, mas ele não fundamenta para que eu possa explicar para vocês o sentido de cada coisa que me obrigaram a fazer (e é aí que começa, só começa, o meu problema com esse tipo de publicação).
Tem alguns exemplos de formas de pensar e agir que diferencia as pessoas gordas das magras, e eu ri várias vezes vendo o quanto eu tenho cabeça de gorda. Um dos exemplos mais interessantes é de quando uma pessoa não está com fome na hora de comer, mas acaba comendo mesmo assim porque tem medo de depois não conseguir comer o planejado. Eu faço isso sempre, e já perdi a conta de quantas vezes eu comprei pão de queijo na hora do almoço por medo de não ter mais quando eu fosse comprá-lo às 15h (esse risco é real). E de vezes que comi mais do que queria no café da manhã (hora que nunca tenho fome) por medo de acabar comendo errado na hora do lanche.
Outra exemplo que mexeu comigo foi a história da sensação de fome, de estômago vazio. Segundo a autora, a maioria das pessoas magras sabe que é normal eventualmente sentir fome, ficar de estômago vazio por um tempo, e que isso não vira necessariamente um motivo de angústia. No meu caso, vocês não imaginam o que pode fazer uma criatura de estômago vazio. Possuída pelo demônio define.
Ainda nesses capítulos introdutórios ela faz uma lista muito boa dos estímulos que podem nos levar a comer: ambientais (visão, cheiro de comida), biológicos (fome, sede, desejo de comer algo), mentais (ler sobre comida, lembrar de uma comida que gosta, se imaginar comendo), emocionais (conforto, distração) e sociais (pessoas e ocasiões que te levam a comer). Pessoalmente, me sinto muito estimulada pelos mentais e emocionais, e isso é muito claro. Outro dia uma colega minha me chamou pra comer pizza no aniversário dela. Eu estava decidida a ficar em casa naquela noite e caiu o maior temporal, então, não fui no aniversário dela. Mas adivinha o que eu jantei? E vou confessar pra vocês que só de lembrar de mim comendo uma fatia de pizza eu já começo a babar de vontade (está acontecendo agora). Entender quais são os meus estímulos foi um avanço de consciência tremendo, porque eu sempre achei que era tudo muito biológico comigo. Até desconfiava que sentia ansiedade e por isso comia tanto, mas perceber que a ampla maioria das coisas que eu como vem de estímulo mental e emocional foi uma epifania.
Por último, me chamou a atenção quando ela faz uma analogia com músculos e exemplifica o que acontece comportamentalmente quando a gente cede ou não ao impulso de comer algo que não deveria: classificou como músculo da resistência aquele de quando a gente não cede, e o da desistência o de quando cedemos. A cada vez que a gente come algo que não deveria, além dos efeitos biológicos disso, nós também temos um efeito comportamental: o de fortalecer o músculo da desistência. Assim, supondo que num determinado dia eu tenha resistido a três situações diferentes, mas fraquejado em uma, apesar de eu ter comido uma coisa que não deveria (e isso ter consequências para meu corpo), nesse dia eu fortaleci mais o meu músculo da resistência do que o da desistência. Achei esse conceito importante, bem chave, e inclusive determinou um dos meus motivos de seguir adiante com o projeto.
Passada toda essa longa introdução, tem os dias. São 42 dias, cada qual com uma tarefa para você executar. Nos primeiros 15 dias a autora diz que você ainda não é obrigada a começar a dieta, porque você está introjetando alguns hábitos importantes. Se quiser, pode começar. Eu estou cambaleante nisso, e já estou no sexto dia, mas como teve o final de semana no meio e eu me desconectei do projeto esses dias, hoje fiz várias tarefas atrasadas. Agora estou em dia com elas.
Eu tenho um bloquinho, que não é o Lagosto, para acompanhar a questão das tarefas (preciso fazer muitas anotações). Eles sugerem usar fichas também, mas eu ainda não senti necessidade delas, e achei meio poluição demais. E a cada dia, faço as anotações necessárias.
Já vem o post com os primeiros 6 dias.

Monday, March 25, 2013

Historietas da galera do café


Lá fui eu partir minha manga e lanchar na presença de dois dos mais assíduos frequentadores da salinha do café. Um deles chega com um pacote de biscoito recheado sabor morango (argh) e inicia imediatamente uma série nostálgica:
- Quando eu estudava, comia um pacote por dia, depois da escola, vendo Sessão da Tarde!
-E dia de chuva, era dia de bolinho de chuva, eu já sabia até a receita!
- É, bolinho de chuva era bom...
- Teve um dia que passei a tarde inteira fritando bolinho. No final colocava açúcar e canela por cima, sabe? Aí o garfo tava quente, o açúcar endureceu e eu enfiei na boca...
- Aposto como queimou o céu da boca!
- Fui para debaixo da pia com a língua de fora soltar o garfo... Fiquei um mês sem comer de garfo, de tanto que doía!
- Deixa de ser mentiroso, Fulano, comeu um mês sem garfo?
- Foi, só na colherzinha! Saiu um teco de língua no garfo!

Dilema bom

Acessei meu contracheque online para organizar umas coisas financeiras desse mês e descubro que vai cair 2mil a mais na minha conta. 1mil porque em janeiro fiquei sozinha no meu setor e recebi uma gratificação como chefia, e outros 1mil porque adiantaram 25% da minha gratificação de Natal.
1 - agora eu entendo porque é que esse povo se come inteiro - por mil real a mais. Patético;
2 - eu não sabia que ia receber gratificação de Natal adiantado, preferia receber tudo de uma só vez no final do ano, mas para isso eu teria que ter assinado um documento avisando.

Agora a questão é a seguinte: como fazer esse dinheiro que entrou a mais ter um destino que seja de fato interessante? Tenho que pagar umas coisas ainda, mas me parece que vai sobrar dinheiro igual. Será que eu pago a anuidade do CRESS de uma vez só? Será que eu guardo o dinheiro? Será que eu adianto pagamentos que parcelei um tempo atrás? Será que mando o mundo às favas e vou viajar?
O que vocês fariam com 2mil a mais na conta? Poupariam e continuariam no plano original ou adiantariam pagamentos para ter um pouquinho a mais por mês nos meses seguintes?
Eu tenho quase certeza que se eu adiantar os pagamentos, esses pouquinhos a mais nos meses seguintes vai se transformar em sushi ou outra bobagem dessas. Por outro lado, é sempre uma tranquilidade não dever nada, né? Será que faço uma mediação entre adiantar os pagamentos mais problemáticos e guardar outro tanto?
Opinem sobre isso, por favor!

Tristeza alimentar


Hoje vou ter que comer no restaurante da repartição. Passei o final de semana inteiro fazendo coisas divertidas demais para pensar em cardápio da semana ou adiantar almoço de segunda-feira. Aí eu li o cardápio de hoje, achei caído... Pensei em ir comer na padaria que fica aqui atrás da repartição, e lembrei que já parei de comer ali porque enjoei da mesma comida sem graça a vida inteira. E aí eu poderia ir almoçar no shopping, mas só de pensar na quantidade de gente que vai estar lá comendo, e de pensar nas alternativas disponíveis, me deu preguiça. Comer mal por comer mal, como aqui mesmo, que é mais perto. Mas não consigo parar de pensar na saudade que sinto da minha própria comida: meu tempero, meus legumes... Vou cozinhar hoje, Brasil! Porque fazem dias que não como minha própria comida, e estou com saudade do frescor e da delícia que ela é, e que nenhum outro lugar me oferece!

Questiono

Então eu tenho que trocar de carro, sabem, mas eu quero calcular esse passo de modos a não estragar minha vida financeira desnecessariamente. E há algum tempo ele vem pedindo para ser trocado: já pifou alternador, já pifou o câmbio, a lataria sofreu certas avarias feitas por mim, o ar-condicionado não gela, aquele desgaste do tempo, sabe como?
E bom, adicione-se a isso que os dois pneus dianteiros estão absolutamente lisos. Isso tornou o carro muito instável, o volante trepida, enfim, é um perigo e eu não posso continuar desse jeito. Mas aí eu fico com dó de investir em pneu novo num carro que não pretendo manter muito mais. Comprar pneus usados seria uma opção, mas aí eu fico me lembrando daquele domingo insone maldito em que vi um programa automobilístico desses que mostra borracheiros fraudando pneus carecas.
Eu não quero morrer de acidente de carro, sabem? Quero morrer na revolução, no paredão, sei lá! Não assim, Thais morreu de pneu careca.
Alguém tem opinião sobre isso?
Estou insegura, indecisa e preciso resolver isso essa semana!

Thursday, March 21, 2013

Alguém atura mais um projeto?

Nutri me passou um livro altamente auto-ajuda, chamado Pense Magro, de Judith Beck. Eu não tinha interesse nenhum em lê-lo, tampouco mencioná-lo, mas como ela foi gentil comigo e tem tentado me entender (apesar de admitir que sou de longe a sua mais complexa paciente), fui dar um confere no livro.
Ele é auto-ajuda, eu acho, mas não exatamente como eu pensei que seria. Ele propõe um programa de 6 semanas, durante as quais eu tenho uma tarefa por dia. São tarefas cognitivo-comportamentais, através das quais se operaria um milagre nessa mente ansiosa e faminta, segundo a autora. Sempre cética, achei que poderia tentar cumprir as tarefas, porque sempre gosto quando os direcionamentos são mais concretos e menos soltos.
E comecei ele hoje.
Se alguém mais se interessar por saber a minha opinião e a minha experiência com ele, eu posso postar. Tipo, 1x por semana - o resumo das tarefas, meus êxitos e insucessos. O que lhes parece?
Mais um projeto?
Aliás, alguém já leu esse livro ou conhece alguém que o tenha lido e aplicado as tarefas? Quero saber!
Eu vou cumprir as 6 semanas. É uma tarefinha por dia e eu senti que precisava cumprir minha parte com a nutri, fazendo o que ela me recomenda, já que ela se desafia constantemente ao criar uma dieta bem mais complexa do que 'arroz-feijão-frango grelhado' para mim. Concordamos, eu e ela, que eu muito certamente conheço muito mais receitas e ingredientes que ela jamais viu na vida, o que é plausível, uma vez que eu tenho amor, paixão, desejo e cobiça por comida, e ela, como todas as nutricionistas do mundo, odeia comida e quer que o mundo todo passe fome. :P
Eu estou com o exemplar dela, mas vou devolvê-lo amanhã. Ela só me deixou levar para dar uma olhadinha e pensar, mas a ideia seria eu comprar o meu. Acabei baixando ele na internet, mas estou vendo que tem alguns campos de anotação para os quais o ideal seria ter o próprio livro, então vou avaliar se compro ou não nesses próximos dias. Se alguém quiser baixar, me passa um e-mail que eu passo o arquivo.
Nunca mais falei nisso, mas eu mantive o peso que perdi, apesar de ter tido dias meio trash depois daquilo. Me pesei hoje de manhã na farmácia habitual e estava tudo igual. Nada mau, mas agora é tempo de alterar esse número de novo!
O livro não repassa uma dieta específica com lista de alimentos nem receitas. Ele ensina técnicas de auto-controle para você seguir a sua dieta, aquela que você escolheu, combinou com o médico, leu na Boa Forma, sei lá. Então a pessoa precisa de um plano específico de alimentação. No meu caso, eu tenho uma lista de coisas que preciso comer a cada semana, as que preciso evitar, e fica a meu critério como vou fazer isso (manjo mais que a nutri, lembram?). Aliás, vale mencionar que eu iniciei esse processo porque sou intolerante a lactose e precisava cuidar dos efeitos que isso vinha me causando. Já que estava ali, falei que precisava emagrecer por causa da coluna e por causa do colesterol. Mas a real é que tirando o meu problema original, o restante oscila muito - cada vez menos, mas ainda oscila muito.
Já me convenci. Eu adoro um projeto, vocês sabem.
Projeto BCK - abreviação do nome da autora. Aí vou eu!

Thais, uma pessoa que medita - só que não III

Minha terceira tentativa foi atrapalhada pelo seguinte: hoje resolvi acordar só às 7h30 (deitei mais tarde ontem) e queria descansar bem. Nosso corpo, no entanto, entende os recados bem antes que a gente: às 7h eu já tinha me revirado o suficiente para pensar em desistir, mas levantei só 7h20. Provavelmente meu horário natural de acordar é 7h. Eu quero educá-lo para ser 6h, coisa que tenho feito facilmente, mas ainda não naturalmente - sem despertador. Com o frio isso tende a ficar mais complexo, mas tem funcionado satisfatoriamente. Com isso, no entanto, quando fui sentar para tentar meditar hoje já eram quase 8h, e o barulho da rua era infernal. Notei que preciso fazer isso cedinho.
Pensei o tempo todo em mais um monte de coisas. Tentei o 'cima-baixo' de sempre e como sempre, lembrei de mim mergulhando, com aquele barulho da respiração debaixo d'água. E me distraí, pensando em coisas práticas e outras nem tanto. Os 5min passam rápido, mas de maneira nenhuma eu consigo esvaziar essa mente lotada de coisas.

Historietas da galera do café

Ontem estavam lá duas senhorinhas (uma das quais é a grande responsável pelo café, embora mintam que há uma escala) e o estagiário fofinho. Bem que poderiam ter me mandado o estagiário fofinho ao invés da estagiária trololó, mas infelizmente, ele optou pelo vestibular de Administração - um absurdo.
O tema do dia era como sempre algo de relevância para a humanidade e para o nosso trabalho: pessoas que ganharam milhões na mega-sena mas já perderam quase tudo.
- É, ele ganhou 15 milhões, mas alugava casas para grandes festas, dava carro prozamigo...
- Esse povo é tudo assim, meio sem cabeça, de amigo em amigo dando carro perde tudo...
- Por isso que eu falo, melhor nem ganhar às vezes...
- Eu não jogo porque penso nos impostos!

E foram embora. Esse fetiche da mega-sena é uma coisa que merecia um estudo antropológico sério, porque realmente mexe com o imaginário do povo. Todo mundo sabe o que faria se ganhasse na mega-sena. Todo mundo sabe quem beneficiaria e de quem fugiria. E o mais engraçado é que todo mundo fica mal com os impostos. Agora, se você tiver uma renda mensal de 5 milhões de reais e te cobrem 1 milhão por mês de impostos (o que absolutamente jamais aconteceria se você fosse um simples entesourador, e desconfio que com todos os incentivos fiscais, nem um capitalista paga tantos impostos), você ainda fica com 4 milhões. O que você prefere? Pagar 700 por mês de impostos para ganhar os seus 3mil miseráveis?
Eu assinalei A.
E comi minha salada de frutas em paz.

Wednesday, March 20, 2013

Eu recomendo

Ano passado foi um ano muito especial para mim por causa das pessoas de quem me aproximei. Uma dessas pessoas, meu amigo Parcos, criou um blogue!
Achei fofo e tocante o blogue dele. Parcos acabou de sair da casa da mãe e quer muito ser uma pessoa independente, feliz, responsável. E não está achando isso muito fácil, não. Aliás, quem acha isso fácil?
Pois bem. Como uma parte considerável da minha dileta audiência é de uma generosidade e compreensão incríveis comigo, minhas listas, meus projetos, minhas tentativas de ser uma pessoa melhor e tudo mais, vim aqui divulgar para vocês o endereço do blogue dele: http://xepaeluxo.wordpress.com/
Também linkei ali na minha barra lateral. Divirtam-se e emocionem-se com essa pessoa maravilhosa, e lhes deem algum apoio, sei que seus corações são generosos!

Thais, uma pessoa que cala - só que não

Eu tenho uma característica muito específica minha em relação a meus conflitos com as pessoas: preciso falar sobre eles. Enquanto eu não digo para a pessoa envolvida que tal atitude, palavra ou acontecimento não apreciei, não consigo seguir em frente com a pessoa. Depois que eu falo, parece que tudo fica novamente equilibrado, que posso esquecer o assunto e recomeçar minha vida feliz e leve e com a pessoa ainda por ali. Em compensação, se não falo, aquilo vai envenenando qualquer sentimento bom que me possa passar por aquela pessoa, e não consigo lidar com a) o que a pessoa fez que me desagradou e b) com o fato de não ter assumido isso para a pessoa. É isso, sou dessas, me julguem - eu sempre mando recado que não gostei.
Então há um mês atrás eu tive um desentendimento com alguém que na minha opinião ultrapassou a fronteira entre cagar na latinha sem querer e conscientemente me sacanear, me causando prejuízos de diversas ordens, inclusive financeiros, e não me furtei de mandar avisar. Mandei avisar que a pessoa tinha sido sacana comigo, que havia cometido uma molecagem muito da desonesta e que era para ela aprender a ser gente, mais ou menos com essas palavras e mais umas tantas outras. A pessoa me deu razão, e tentou justificar tudo o que me fez por uma crise pessoal pela qual vinha passando, sem saber como lidar com uma série de emoções que me envolviam e que lhe causavam confusão. Achei desnecessário e pouco justo, mas segui com a vida esquecendo do assunto, porque afinal, havia dito o que me estava entalado na garganta e podia ficar quieta no meu canto outra vez.
Tal qual uma fênix, a pessoa ressurge serelepe e feliz, sambando na cara da sociedade com uma superação de crise digna de Maria do Bairro ou qualquer outro personagem de novela mexicana em que a mocinha pobre ressurge milionária e sofisticada, e que sempre desestabiliza o resto do elenco. Ao observar as evidências dessa superação, fica claro que a saída dada para essa crise envolvia um pouco de hipocrisia e exageros comigo, e que como eu profetizara há muito tempo atrás, muitas das coisas que tive que ouvir não eram exatamente sinceras.
Dá vontade de ir lá retomar o assunto e dizer que eu sempre soube que era tudo um grande equívoco.
Mas sabe, não farei. Estou tentando descobrir como é o mundo das pessoas que calam sobre determinados assuntos, pois entendem que é dispêndio de energia elaborar sobre eles. Vamos ver por quanto tempo o silêncio vai perdurar.
Algo me diz que isso é visceralmente contra a minha maneira de me relacionar. Existe um caso semelhante a esse em que eu estou calada há mais de 2 anos. E eu nunca consegui deixar de imaginar a nossa derradeira conversa em que eu finalmente vou acertar as minhas contas com a pessoa. É praticamente uma nova tag surgindo: os acertos de contas imaginários da Thais. Será que assim passa a vontade?
Como lidar, Brasil?

Tuesday, March 19, 2013

Fora, Feliciano!

Queria ter feito o cartaz com pincel atômico, mas aqui não tinha nenhum (deixei o estojo na outra bolsa). Queria que alguém tivesse batido a foto pra mim, assim eu não sairia cortada pela metade. Queria que a luz natural estivesse mais forte, aí o fundo branco e a minha brancura ficariam mais evidentes. Mas enfim, foi essa a que saiu melhor. Queria que gente feito Marco Feliciano explodisse assim que dissesse a primeira atrocidade sobre africanos ou homossexuais que já proferiu.
Eu, mulher, branca, heterossexual, assistente social, funcionária pública federal, pesquisadora em trabalho e educação, filha, sobrinha, neta e amiga, militante, cipeira, revolucionária, gordinha e confusa, lesionada, sedentária, blogueira, péssima fotógrafa e mais uma cornucópia de papéis, não sou representada por Marco Feliciano!

O melhor e pior tipo de saudade que existe

É justamente aquele em que você lamenta e já começa a sentir saudades de todas as coisas que nunca tiveram nem chance de acontecer. De todos os risos, gracejos, histórias, lugares, afetos e desafetos que ficarão eternamente aprisionados no mundo dos que poderiam ter sido, mas jamais serão.
É o pior tipo de saudade que existe para quem não é exatamente uma pessoa desapegada dos seus devaneios. Não é fácil abrir mão de todos aqueles ideais que a pessoa cuidadosamente deposita na sua parte mais esperançosa e imaginativa que tem. E no momento em que se finalmente solta os dedos e sopra aquele punhado de belezas que estavam ali esperando para existir no mundo concreto sem nunca, jamais se concretizar, dá uma espécie de formigamento bem ali na nuca, e uma dor seca e sem fluidez entra em cada vão de consciência que o pobre desiludido tenha.
Ao mesmo tempo, é o melhor tipo de saudade que existe porque uma vez que não passava de um punhado de belezas fortemente agarradas pelos punhos já frouxos de quem abriu mão do devaneio tolo,  aos poucos se torna objeto de contemplação estética: a nossa tolice, a nossa tristeza desperdiçada com tolices, a nossa puerilidade e o gosto de juventude que vem junto.

Friday, March 15, 2013

Eu odeio trabalhar aqui.


 Então alguma coisa lá no fundo já prenunciava que eu teria um dia difícil aqui na repartição. Algo a ver com toda a chuva na cabeça que peguei no caminho de volta a minha casa (não dormi em casa), ou com o meu vestidinho navy super estiloso estar com as saias amarrotadas, ou até poderia ser porque a qualidade de um bom diálogo pode decair vertiginosamente com um pouco de rotina, enfim. Não sei. Algo já me sussurrava nos ouvidos que hoje o dia ia ser assim, marromeno, e me dava muita vontade de escapar dele. Não o fiz, porque sabem, eu vou folgar segunda-feira e terça-feira ;)
Animada com isso, adentrei a repartição e tentei ignorar os oizinhos de zippy boss e de estagiária trololó, ignorei os pedidos de ajuda com alguma coisa da internet que minha companheira de ilha queria resolver, e estava prestes a ignorar tudo quando recebo um e-mail altamente boçal. Mal eu iniciava a leitura do absurdo que me solicitavam via e-mail e passava a refletir acerca da obtusidade alheia, quando zippy boss me faz a proposta mais indecorosa ever – e isso não tem nada a ver com atividades sexuais que não somos dados a isso.
Era uma indecorosa proposta profissional, na qual eu passaria recibo de retardada para o Brasil todo, exibindo minha face idiotizada pelas coisas que faria e diria. E como palhaçada tem limite, já iniciei o dia bradando que eu não só não era palhaça como não fingiria ser, discorrendo acerca da hipocrisia da repartição no assunto em questão e dizendo que era para ele voltar o recado (ele é guri de recados, sabem) para nossa subgerente descoladinha que daqui não sairia nada. Mas que caso ela preferisse, eu mesma iria com meu vestidinho navy super estiloso discutir com a bata descoladinha dela que nein, nein, Thais não era dessas.
Com isso já respondi o e-mail boçal atravessado, dizendo que minha imaginação tinha limites – e que imaginar onde eu estaria em dezembro e por qual motivo era demais para minha pobre capacidade cognitiva. Dito isso, fui bufar em outra freguesia e destilar meu ódio sobre outros incautos. Falta exatamente 1h para eu poder sair correndo daqui e tudo se acabar na quarta-feira, e eu sinto uma vontade indócil de disparar antes disso. Força na peruca.  

Thursday, March 14, 2013

Questões que assolam a humanidade: inveja


Uma coisa que me intriga nesse mundo que habito é o fato das pessoas acharem que os outros têm inveja delas. Não sei se nos tempos pré-internet isso já era comum, mas hoje em dia, desde fotolog, passando por orkut e chegando no facebook, as pessoas postam coisas e mais coisas dizendo que as outras têm inveja delas. É um tal de bebezinho de óculos escuros mostrando o dedinho do meio pras invejosas que fico até preocupada. Porque sempre achei isso tudo muito engraçado.
A pessoa pra acreditar que sentem inveja dela deve se ter em muita alta conta, não é não? Deve achar que a vida dela é muito boa mesmo, cheia de lances imperdíveis, coisa assim Brad e Angelina – bilionários, bem-sucedidos, sexies e engajados, só que discretos. Daí eu fico ali, só observando, o perfil do povo que reclama sofrer de inveja. E vendo as frases recheadas e indiretas e as alterações de status de relacionamento e as fotos de situações banais e me perguntando: o que será que essa pessoa faz fora desse contexto para os outros sentirem tamanha inveja? Porque o que eu vejo por ali não me faz achar que alguém invejaria. Aliás, dileta audiência, se algum de vocês já foi vítima da inveja me explique: como faz pra descobrir que a outra pessoa sente inveja de você? É tipo pela vibe das plantinhas de casa? Ou tem algum critério melhor que esse?
Me segurando pra não rir na cara de ninguém: eu!

Thais, uma pessoa que padroniza!


Aqui na repartição tem 4 elevadores. Grandes, amplos, climatizados e velozes. Isso, no mundo dos elevadores é ótimo. Ele está, numa escala de 0 a 5, no 4 dos elevadores – porque elevadores com música (decente) e mocinha eletrônica anunciando 'quin-to-an-dar' ganha, vocês sabem.
Dentro do elevador tem um pequeníssimo mural, com o número de telefone para o qual as pessoas devem ligar se tiverem problemas nele. Foi instalado um recipiente de acrílico bem estreitinho, para preservar o papel. Nunca me chamou a atenção.
Até que uma alma sem luz decidiu que na falta do que fazer, ia desgraçar com a minha vida, minha concentração, minha dignidade, minha pouca auto-estima e minha saúde mental. Sim, porque não consigo imaginar explicação melhor que essa para a intenção desse espírito de porco, que não: odeio a Thais e vou provocá-la aqui no elevador. No quadrinho da emergência.
E como essa pessoa fez isso?
Jogando um maldito clipe no maldito quadrinho do elevador do meio. Sim, o espaço é fininho, mas cabia  um clipe ali! E alguém jogou. Isso já tem um tempo, sabem, e eu sempre que podia evitava aquele elevador. Mas quando tinha mais gente olhando, ficava com vergonha de não ir no elevador e lá íamos nós, eu e o quadro violado de acrílico, nos fitando com um ódio recíproco e excruciante.
Um dia qualquer eu resolvi que aquilo me incomodava tanto que eu não podia mais conviver com a existência daquele clipe, e então mandei um torpedo para o engenheiro meu amigo e colega de repartição: me liga. URGENTE.
Ele me ligou muitas horas depois, preocupado, querendo saber o que me afligia. Quando contei que era isso, ele riu bem-humorado e disse:
- Ah Thais, tem mesmo? E te incomoda assim, é? Faz o seguinte, puxa ele passando um ímã pelo lado de fora!
E pronto, não? Imaginem eu, espreitando o elevador, esperando ficar sozinha nele e ficar lá, passando ímã puxando o metal pra fora. Sim, eu também imaginei e o senso de ridículo falou mais alto. Resolvi que ia continuar evitando o elevador.
Mas o meu amigo não era tão meu amigo assim. Decidiu contar para os nossos outros amigos dessa minha estranha (só pra ele, humpf) indignação. Sabe o que eles fizeram?
???
???
???
Atucharam de clipes o outro elevador do meio.
Bem, eu não ando mais de elevador. Mas quando estirei o ligamento do joelho, voltei a usá-lo, sempre os das pontas. Agora há pouco, no entanto, solucionei o problema: contei quantos clipes eles colocaram em cada elevador e padronizei. Todos têm a mesma quantidade!
Suspiro de alívio... :) 

A humilhação na Sibéria


Aqui na repartição a climatização é sempre uma surpresa, e raramente é agradável. Ora o ar não vence, ora estamos no Senegal, ora estamos na Sibéria, ora qualquer coisa dá errado e cai tudo: a luz, a climatização, as pessoas. Uma loucura.
Via de regra sou uma pessoa resistente ao frio, circulo numa boa por ambientes assim hostis sem fazer muito estardalhaço, e como vivo correndo atrás do prejuízo por aqui, nem paro direito para sentir se faz frio ou calor – para mim faz majoritariamente sempre calor ou temperatura amena o suficiente para eu circular sem casaco.
Hoje, no entanto, mal eu chegava, uma pessoa saiu de lá de dentro avisando que estava tudo um gelo. Entrei achando o máximo depois da minha humilde caminhadinha de 4min, carregando tudo que tenho direito: bolsa, Lagosto, almoço, guarda-chuva, vaso de flor... Mas poucos minutos depois já identificava uma coisa diferente, uma coisa assim de estar realmente frio demais, e eu aqui com meu vestido lilás, toda desprotegida desse frio. Tomei emprestado um agasalho dos competidores dos Jogos da Repartição, e agora ostento uma jaqueta de tactel que tem de um lado a bandeirado estado de SC e no outro o símbolo da repartição. Nem tomo conhecimento do que tem no verso para não morrer de humilhação, que o que importa é o quentinho.  
Agora, alguém me responde se isso lá é glamour?

A coluna que pifou


Então ontem eu acordei com aquela dorzinha massacrante que vinha me dando trégua: sim, a coluna voltou a berrar!
Como sou uma pessoa precavida and hipocondríaca, já estava com uma injeção de corticóide na cabeceira da cama (sempre penso nisso no caso de travar sozinha em casa e só me acharem morta e tetraplégica 1 mês depois). Apliquei na coxa (a pessoa trava e não pode aplicar injeção na própria bunda, percebem?) e depois de uns minutos de muita ardência no local onde fiz o 'procedimento', sinto que posso levantar. Estou medicada e fazendo bolsinhas de água quente. Mais duas injeções na bunda – na verdade não é bem na bunda, é naquela parte logo acima dela, sabem qual? Se eu andasse de calça, não mostraria a bunda. Mas Madame Vestidos, vocês sabem, só vai usar calça esse ano se nevar ou chegar perto disso. Assim que beneficio os farmacêuticos da cidade com essa vista patética e nada promissora e faço-os se perguntar porque é que não prestaram vestibular para jornalismo.
E inclusive vario de farmácia: sou da opinião que se preciso mesmo mostrar minhas partes escondidas devo democratizar o acesso ao máximo. Cada dia vou em uma que é pra todo mundo ter sua chance. Vai que um dia o farmacêutico é gatinho? Não que ele vá querer algo comigo (ou eu com ele, depois da humilhação total de levar uma injeção por ele). Mas pelo menos se eu encontrá-lo na rua, posso dizer que já viu minha bunda!

Thais, uma pessoa que medita - só que não (II)


Hoje de posse de várias dicas da minha dileta audiência eu resolvi meditar outra vez. Ontem não o fiz porque acordei mais deitada que nunca e virada num oito, mas isso conto depois. De modos que hoje me sentia melhor e lá fui eu, sentar no sofá e meditar durante 5 minutos. Achei a dica da Lari a mais exequível dela e vamos lá.
1-2-3-4 para inspirar, segurar, expirar e segurar. No começo eu contei assim, corrido mesmo, mas aí lembrei que isso não dá 4 segundos. Então comecei 'mil-e-um, mil-e-dois...” e já entrei em crise, porque não lembrava se era ou não era para fazer 4 segundos ou simplesmente contar até 4. Desisti e voltei para o cima-baixo de antes. Até porque eu respiro direitinho, e levo mais que até 4 para inspirar e expirar, ao contrário da maioria das pessoas que respira curto. No meio desse processo, pensei:
  • na Lari, porque foi ela que me ensinou a técnica dos 4;
  • em contar no blogue, como foi que me saí;
  • na natação, porque achei que o lance de segurar pulmão cheio e pulmão vazio era importante para alguns momentos;
  • e que estava começando a ficar entediada. Nessa hora, tocou o despertador!
E foi assim que o momento meditativo, comigo refletindo sobre a Luz, virou um processo de mim tentando implementar a técnica correta. E lá se foi o momento sublime da Thais fazendo algo assim tão elevado.
Amanhã tem mais.

Wednesday, March 13, 2013

Pessoas que admiro: ex casais pacíficos

Como os leitores mais antigos acompanham, minha vida amorosa passada é uma extensa lista de fracassos retumbantes, em que o meu pouco discernimento na hora de fazer escolhas se manifesta de maneira mais resplandescente. É um tal de ex maluco, ex escroto, ex desagradável, um ou outro até burro é, que fico envergonhada quando encontro algum. Mais envergonhada ainda quando alguém que testemunhou esse passado nada glorioso está ali para dizer "aquele ali não é o Fulaninho, que você namorou em 1995?" - (quero deixar claro, no entanto, que meu namoradinho de 1995 era um fofo. A gente trocava cartinhas, se escondia nas escadarias da capela do Colégio Adventista para poder dar um beijinho de 5 segundos com a galera da quinta série inteira gritando à nossa volta. Hoje em dia  a gente se adicionou no facebook e é feliz vendo as fotos um do outro e verificando como seríamos felizes se eu não tivesse mudado de colégio em 1997). Mas vocês entenderam, certo?
Por diversos motivos, eu não falo com meus ex-namorados. De alguns eu tenho medo, porque eram malucos do tipo violentos (não foram violentos comigo, mas algo me diz que era uma questão de tempo), outros são tão idiotas que tenho preguiça (além de vergonha que mais alguém descubra o nosso passado), e tem ainda aqueles que foram idiotas o suficiente no momento do fim e restaram mágoas. Fora isso, tem mais aquele que faz questão de não falar comigo (aparentemente quem magoou fui eu), e mais uns três ou quatro com quem eu não sei dizer porque é que a gente não se fala. Perdeu o contato, essas coisas que acontecem. Um dia a pessoa sabe o cheiro do nosso xampu, três anos depois não sabe mais o nosso e-mail.
Daí eventualmente eu vejo aqueles casais maneiros, bacanas, sendo amigos e trocando ideias. Acho o máximo.
Conheci um cara que é separado e teve uma filhinha. Obviamente o ex-casal é obrigado a conversar, mas eles são super compreensivos um com o outro. Do nível: a ex-esposa com o atual namorado dá carona para o ex-marido que mora no Estreito ir para algum bloco no centro. E ainda ficam esperando no carro ele subir para se trocar. Quando manifestei surpresa, ele me respondeu:
- A gente sempre se ajuda.

Eu aqui né? Caretinha, achando que ajudar era dividir as responsabilidades no cuidado com a filha. E eles lá, sambando na minha cara, se ajudando a pular Carnaval. Aí ele ainda me relata que foi sem camisa para o centro, porque lá ia comprar a camisa do bloco. Nisso fico pensando no atual namorado, pensando por sua vez que um cara desse nível de bagaceirice certamente não era uma ameaça.
Vai ver que é por isso que deu tudo certo, né?

Historietas da galera do café


Não sei se essa categoria vai ser um sucesso, mas vamos tentar. Vou reproduzir para vocês os fragmentos das historietas da galera do café. Baseado nas minhas idas ocasionais à sala do café atrás de água, sempre pego um detalhe ou outro de alguma conversa edificante, só que ao contrário. Nem sempre é interessante, mas façamos um teste.
Há pouco fui lá encher minha garrafinha e alguém relatava:
- Ali para atrás de Forquilhinhas, nesses novos prédios populares, sabe? O cara se jogou do quarto andar do prédio, caiu por cima do prédio, não morreu...
- E ainda vai pagar a lataria do carro do outro!
- E ainda vai ser processado pelo Estado!
- Como assim? Não existe processo por tentativa de suicídio!
- Claro que existe! O cara tentou se matar, prejudicou o patrimônio alheio! Se ele ficar tetraplégico e onerar a Previdência, de quem é a culpa?
- Que ridículo! Não existe isso!
- Claro que existe, pode pesquisar!

Saí dali rindo e pensando que isso não existe. Resolvi pesquisar, e o google pensa o seguinte sobre isso:
  • o suicídio é um processo que raramente ocorre sem planejamento;
  • busca-se, sobretudo, relacionar o suicídio a um processo psicossocial;
  • a construção do processo que culminou num episódio...
E por aí vai. Se o google não sabe, quem sou eu pra saber. Ninguém depois de tentar se matar e não conseguir vai pra cadeia. Beijos, galera do café, vocês me fizeram gastar 30min do meu tempo laborativo pesquisando sobre isso para lhes provar que estão equivocados!

Tuesday, March 12, 2013

A galerinha do café

Se tem algo que de fato me intriga aqui na repartição é a famigerada galerinha do café. Temos uma salinha (que fica ao lado da minha sala de atendimento inclusive) que comporta o café, a água mineral, um frigobar com coisas individuais de cada um, TV e mesa. E as pessoas pagam um valor para beberem água e café à la vonté na salinha do café.
Eu pago só pela água e devo dar preju no racha da água, porque recomendação de 2 litros ao dia para mim seria reduzir pelo menos à metade o tanto de água que eu tomo nessa vida. Tem gordura nesse corpo, mas tem água também, e muita dela é oriunda da bombona da repartição.
Minha rotina é basicamente a seguinte: chego 10h45 e pego de dentro da bolsa agenda e celular. Tiro o almoço da bolsa térmica, a garrafinha vazia e vou pra salinha guardar meu almoço no frigobar e encher a garrafinha. Bom, é um tal de bebe água e faz xixi o dia inteiro, que me ajuda a levantar várias vezes (outra recomendação) e ainda dou um tempo da minha vida de barnabé insatisfeita. Às vezes, de tarde, tenho fome e como alguma coisa na mesa do café, geralmente quando alguém é generoso e traz bolinho ou pãozinho. E vou-me embora.
Ocorre que tem uma galerinha, muito específica, de 5 caras, que não sai da sala do café. Mais uns 3 ou 4 que fazem uma parada fixa na salinha, todos os dias, por pelo menos meia hora - fora a estagiária trololó, que cumprindo jornada de 20h, tomava tanto café quanto a galerinha do café que cumpre 44h.
Tudo bem, os caras querem tomar um café, confraternizar, ficar na frente da bombona pra eu não conseguir pegar minha água, mas assim, maneirando, né gente? Precisa de ser todo dia, as mesmas pessoas, tantas horas por dia?
Obviamente, zippy boss é um deles. Adora ir na salinha do café dar uma descansadinha do nada que faz por aqui.
De vez em quando a gerentona manda um e-mail baixando o AI-5 e dizendo que é pra todo mundo se policiar no uso da salinha do café, o que resolve por cerca de 12h a questão. E assim a vida segue.
Funcionários públicos com a vida ganha, nós. Tudo confraternizando na salinha do café!
Humpf.

Hoje é dia de caminhar!

Depois da epifania de ontem, resolvi que ia fazer caminhadas de noite na Beiramar de São José, com Wal e mais uma outra amiga. Estamos todas muito combinadas, resolvidas, de hora-local-e-condições. Olhei pra janela lá fora agora e acabo de constatar que não caminharei, no máximo remarei e contrairei leptospirose.
Beijos, vida saudável!

Por outro lado...


Em minha defesa, posso dizer que eu nunca deixei ninguém confuso sobre meus sentimentos, eventuais interesses ou afins. Como nunca tive grande potencial para a sedução mais sutil, sempre fui muito direta nas minhas abordagens. Isso desencadeia dois problemas de ordens distintas:
a) as pessoas se assustam com propostas muito proativas (mas quero dizer aqui que os meninos que estão resolvendo isso na terapia merecem aplausos!);
b) as pessoas confundem a minha eventual genteboíce com um interesse que não tenho de fato nelas.
Sempre que as minhas amigas dizem que vão terminar o namoro, eu pergunto se elas têm certeza, porque a vida de pista é isso aí, essa preguiça interminável de sutilezas e outras confusões. Não saber o que o outro realmente está querendo e ainda se esforçar pra não demonstrar o que está realmente querendo.
 Zzzz...

Eu e minha vagareza


Essa história é antiga mas ilustrativa. Teve uma vez no meu passado (uns 3 anos atrás, talvez), que marquei um cinema com um amigo. Não tão amigo a ponto de não poder ser outra coisa, mas amigo o suficiente para marcarmos um cineminha de boa na lagoa, sem que isso fosse constrangedor.
Compramos as nossas entradas, duas meias, e ao chegar na bilheteria, percebo que havia esquecido meus comprovantes de que era estudante. Fico meio confusa, faço minha carinha de gato do Schreck e ele me deixa entrar, por certo pensando que eu nem sou estudante. Lá dentro, comento o assunto:
- Ele deve ter pensado que eu dei o golpe, mas eu realmente esqueci meu comprovante!
- Tinha outra forma de você pagar sua meia hoje... (me mostra o catálogo dos filmes com a infame promoção Quinta do Beijo, do Iguatemi)
- Ah! A gente já entrou né?
Pus meus óculos 3D e olhei pra frente até o final do filme.
Conversando com todo mundo a respeito, tipo uns 3 dias depois, comecei a desconfiar que era uma deixa. E eu deixei...quicando.
Ainda bem que a gente se fortalecia na amizade, porque olha só eu!

                                                                         ...

Daí por outro lado teve aquela vez que eu estava no meio da estrada voltando de Gothan para a Ilha cozamigo. E no meio do caminho me chega um torpedo de DDD 47 (Gothan, portanto) que dizia: oi querida, como você está?
Deduzi que era bofe e respondi: estou bem, com saudades! O que anda fazendo?
Ao que a pessoa me responde e eu descubro que tentei paquerar por torpedo um cara zuadinho da galera...
Burra quando é burra e também quando é esperta: eu!

Notícias do Projeto 333

Me dei conta que hoje é dia 12 de março e eu nunca mais falei de como estava indo no Projeto, e já estamos bem na metade dele!
Fiz uma lista, aqui no Lagosto, com as minhas 33 peças de roupas. Roupas de ficar em casa e pijamas estavam autorizadas a ficar fora da lista, e eu fui ainda mais longe: não incluí calçados ou acessórios. São 33 peças de roupa, mesmo.
Eu sabia que ia ter duas festas de formatura para ir e que isso exigiria trajes específicos, então coloquei três peças de roupa de festa na minha lista. E no mais, como já comentei, coloquei uma série de vestidos que não quero mais usar ao final desses três meses.
Sim, eu tenho seguido o projeto à risca: lembro nitidamente de ter saído dele somente em duas ocasiões. Uma em que a minha roupa manchou com base líquida e outra, sexta passada mais precisamente, que tive que levar meu vestido de maçãzinhas vermelho ir ver a luz (no caso, a luz da noite).
Eu coloquei uma camisa de linho, um casaco todo furadinho (como chama esse tecido todo furadinho que não é tule nem renda?), duas jaquetas de brim e um tricô na lista. Uma calça jeans e uma calça de linho. E isso é tudo que tenho para o frio. Vou terminar o Projeto no dia 29 de abril, e até lá me parece que ainda vou conseguir me virar com essas roupas - para quem não me conhece ao vivo, Madame Vestidos só usa calça se estiver nevando ou for praticar atividade que a saia seja proibitiva. As pessoas até estranham quando apareço de calça, porque de fato nunca as uso. Costumo passar o inverno de saia/vestido e meia-calça (uma coleção admirável, aliás).
Uma coisa que tenho feito muito mais é lavar as roupas. Uso praticamente 'uniforme' para trabalhar, os mesmos vestidos, quase que na mesma sequência inclusive. Com essa minha restrição, estou evitando de deixar que as roupas se acumulem mais que três dias, quando o normal é lavá-las lá pelo sétimo dia. Com isso, as roupas também se desgastam mais, o que ajuda a terminar com sua vida útil. Um dos vestidos que tenho mais aversão tem agora uma manchinha na barra da saia, um pinguinho cor-de-rosa no meio do seu universo todo lilás. Um outro abriu uma costura interna na parte do forro, imperceptível se a roupa não for virada do avesso, mas sabe-se lá se mais dia menos dia não ocorre um acidente mais grave.
Se eu quiser ou precisar, posso substituir as roupas, mas por enquanto estou mantendo a lista como era. Se esfriar demais eu coloco um casaco mais adequado, mas ainda não vi isso acontecer.
Resolvi hierarquizar as roupas que vão direto pro lixo, as que serão substituídas e as que manterei comigo.
Esse exercício tem sido muito legal, porque me ajuda a testar o que de fato eu gosto, as cores que me caem realmente bem, e o que eu quero realmente usar. O fato de desgastar as roupas, ainda, me faz ter coragem de finalmente me desfazer delas. E o fato de estar emagrecendo (dessa vez de verdade) e poder resgatar as roupas de quem senti saudades nesse tempo todo também ajuda!
Fora isso, não fiz mais compras. Mentira, o maldito vestido de maçãzinhas chegou por aqui nesse meio-tempo. Mas juro, de verdade, que ele custava R$19,99 numa liquidação dessas aí. Estava do meu tamanho e do jeito que eu queria e tudo mais, confesso! Levei! E ele ainda rendeu um elogio na sexta!
Mas antes dele, a última vez que comprara alguma peça de roupa tinha sido dia 26/12. E tinha sido bem mais caro...
Esse post ficou comprido. Vou tentar lembrar de atualizar mais cedo o andamento do Projeto para vocês não cansarem!


Bons conselhos


Tive uma conversa ontem com uma determinada pessoa que não me conhece tão bem e nem eu a ela. Mas que mesmo assim se deu ao trabalho de gastar meia hora da sua vida para me dizer um monte de coisas que outras pessoas já disseram, dessa mesma forma, ou de diferentes formas.
Mas já notei um negócio: tem horas que a gente não está pronto para seguir um conselho, por melhor que ele seja. Aí dias, semanas depois, alguém vem e fala exatamente a mesma coisa, de forma mais ou menos simples, e a gente escuta e sai atrás de fazer o que precisa ser feito. Numa noite de epifania, eu escutei o que me disseram.
Embora eu faça um monte de coisas e a minha vida não seja um caos, preciso dizer que poderia ser muito melhor se eu me esforçasse um pouquinho. É verdade que eu trabalho e atendo bem as pessoas, que estudo e que escrevo bem e me saio bem nas disciplinas do mestrado, e que eu tenho mais saúde que um cavalo de raça e como legumes e frutas, também é verdade que eu levanto cedo, que eu leio, que eu vejo filmes, etc-etc.
Também é verdade que eu só entrego os relatórios na repartição quando me cobram três vezes, que eu já deveria ter defendido a minha dissertação, que eu estou acima do peso e com pouco fôlego, e que eu desperdiço muito tempo com coisas que não agregam valor nenhum à minha vida. E uma das coisas que tinha prometido a mim mesma nesse Ano Novo é que eu teria mais foco nas coisas que preciso fazer. Pra algumas eu tenho tido, pra outras, tenho tido pouco ou nenhum, e uma vez que já é março e a vida corre, achei melhor eu tomar uma atitude mais concreta contra o desperdício de tempo e energia que tenho protagonizado.
É cedo para dizer porque ainda é só terça-feira, mas eu juro que acho que essa semana eu vou me comportar :)

Thais, uma pessoa que medita - só que não

Aí  então que eu li esse post aqui, da Rita, e resolvi ver qual era dessa história de meditação. Como achei uns artigos científicos falando dos seus efeitos, resolvi fazer um teste, para ver se minha concentração melhora. Thais, uma pessoa multi-assuntos na cabeça, quer ter um assunto de cada vez agora.
Então hoje eu levantei cedo e fui ali sentar no sofá, com o despertador programado para dali a 5 minutos (porque em 10 eu certamente mataria alguém do neuvoso) e fui fazer respiração dizendo (mentalmente) cima e baixo.
Os 5min passaram rápido, agora querem saber quantos pensamentos eu pensei? Vejamos:
- enquanto meditava já ia pensando que ia contar para vocês aqui no blogue que tinha tentado, e como é que eu iria escrever sobre aquilo;
- nisso já pensei o que será que vocês iam achar disso, e quem provavelmente comentaria o quê, e em como eu hoje escrevo mais ou menos pensando nas pessoas que comentam mais assiduamente;
- nisso fui pra reflexão de que deveria me sentir mais livre para escrever, e menos influenciada pelos comentários;
- lembrei do livro Comer, Rezar, Amar em que a protagonista também tinha dificuldade em se concentrar. E ainda lembrei de como fiquei brava quando o ganhei, porque achei que ia ter receitas dentro dele e eram só histórias;
- disso derivei para a lembrança de que deveria me concentrar no pulmão enchendo e esvaziando, e lembrei de uma feira de ciências na terceira série, lá no colégio Adventista, em que um menino fizera a imitação de um pulmão com bexigas de ar;
- então pensei em mim respirando na natação, dentro d'água, e já fiquei me perguntando se amanhã, que é dia de natação, vou conseguir tirar tempo para meditar;
- então me concentrei nos meus ouvidos, que andam incomodando por causa da natação, e em como eu tinha passado um cotonete com álcool nele agora há pouco para secar;
- disso, não sei bem como, lembrei de uma pessoa com quem tive uma discussão há um tempo atrás e revivi a frustração desse momento;
- minha mão coçou e eu fiquei ali, coçandinho ela, e pensando que minha concentração estava péssima.

Eu lembro que pensei mais uns três ou quatro pensamentos além desses, em 5minutos, mas é só para tentarem enxergar o desafio que isso vai ser. Vou tentar durante essa semana, talvez tente por duas. Mas ficar 5min em loopings mentais não me deixou nada mais concentrada, eu acho.
Eu senti uma sensação gostosa na nuca e na cabeça, algo entre o sono e ficar acordada. Vou ver se descubro mais informação sobre a meditação e tal.

Atenção!

Finalmente a Plataforma Brasil liberou minha pesquisa! Todas comemora que Thais finalmente vai a campo! É muita emoção numa mestranda só!
Ui!

Monday, March 11, 2013

Questões relevantes para a humanidade


Se um dia eu conseguir sair dessa teia de enrolações que é o mestrado, e me enveredar pelo pântano do doutorado, a tese vai ser um estudo de caso sobre mim mesma: Sobrevivendo 25 dias do mês com Sodexo. 
Aqui na minha repartição o vale-alimentação tem um valor bastante alto, o que faz com que inclusive seja viável que os funcionários de nível médio sustentem minimamente sua família, digamos que está quase nos 800 merréis. Acho o vale o tipo de isca que mata o peixe pela boquinha, porque ao dar o vale como 'benefício' e não incorporá-lo no salário, uma hora você tem, outra hora pode não ter mais, além de perder o 'benefício' quando está afastado ou aposentado. Mas já que tem, eu uso, e ao contrário de algumas pessoas que conheço, não vendo. Eventualmente estou sempre devendo dinheiro aos meus pais e fazemos rolo de eu pagar as compras deles no meu vale, mas para isso temos que estar juntos no dia certo do mês e tudo mais, então ultimamente esse acordo meio que falhou, e eu fico aqui me perguntando onde foi que eu gastei essa banana toda. 
Eu compro tudo, absolutamente tudo que venderem no supermercado com o vale: desde calcinhas de lycra (as pretas da Triumph, R$12,00 cada) passando por eletrodomésticos e chinelos. E abasteço o carro e troco o óleo também com ele (Posto Rita Maria em frente à rodoviária, caso alguém queira a dica). Mas de alguma forma inexplicável o vale tem acabado muito rápido, e eu preciso saber, Brasil, onde é que eu estou enfiando R$800 de vale. 
Na despensa é que não é: minha despensa se resume a uma gaveta funda com itens de mercearia da minha ração habitual: tomates pelados, azeite trufado, atum em lata, um tipo de massa por vez (fusilli no momento), aveia em flocos e mais umas coisinhas que estão comigo há tanto tempo que nem lembro mais quando as comprei: arroz integral, feijões (até já acho que com gosto de velhos), farinha de trigo, polenta, achocolatado e artigos de confeitaria.
 Na geladeira, então, deve estar meu problema. Mas eu só enxergo queijos livres de lactose, iogurtes e leite livres de lactose, peito de peru, catchup Heinz e as frutas e legumes da feira. Como é que pode isso, Brasil? Amanhã cai o vale de novo, e estava aqui fazendo a lista de compras: azeite trufado, tomates em lata, catchup Heinz, peito de peru, zzz... Tudo igual.
É verdade que o azeite trufado custa R$11 a garrafinha, mas ele dura 2 meses. É verdade que o catchup Heinz custa R$9,00 o vidro, mas ele dura um mês (sim, sou viciada, confesso). É verdade que uma manta de mozzarella custa R$8,00, mas ele dura 15 dias, perfazendo no máximo R$20,00 ao mês. Onde foi então que enfiei o vale, galera? Deve ser culpa do peito de peru: custa R$7,50 e dura uma semana! Ou então é meu desodorante!
Mistério.
Resolvi anotar os preços dos negócios da minha lista que vou comprar amanhã. Agora, juro pra vocês que de fato nas últimas semanas fui ficando assombrada com o tanto que não comprava nada e custava R$30,00 cada vez. Deve ser o Macrovita, vou parar com suco integral.
Ainda esse mês de muitos pagamentos eu quero anunciar que hoje é só dia 11 e eu já estou miseravelmente sem dinheiro, fato amortecido pelo vale, mas que não deixa de se apresentar. Assim que ainda resolvi que vou comprar as frutas, legumes e verduras no supermercado, embora adore apaixonadamente a minha feirinha. Isso é economia à minha moda: poupo os R$15,00 da feira para beber R$80,00 em cerveja em 24h (traços autobiográficos do final de semana). Deve ser o gengibre que está encarecendo a lista, vou parar com o chá de gengibre :)

Como assim, produção?

Tem concurso no final de semana, e eu não estudei, não tenho perspectiva de estudar, mas mesmo assim vou fazer a prova. Espero que todos os astros me favoreçam e que eu feche a prova só com a sorte de acertar tudo meio que assim sem querer.

Thais, uma pessoa fácil de agradar!


Determinada pessoa que é homem e tem um rosto bastante lisinho enquanto homem (não é daqueles que tem aspecto de urso no inverno, no máximo uma barbicha meio falhada) disse que ia deixar o bigode crescer quando falei que queria ver como ficava.
Eu não sei se ando confusa, se ando bebendo demais (eu ando, mas não sei se tem relação com o fato), mas eu entendi que só deixaria crescer no final de semana, mas tiraria pra trabalhar. Ontem clarificou pela internet que estava deixando ainda, porque tinha-dito-que-já-tinha-me-dito que ia deixar crescer para eu ver. Coraçãozinho!
E o povo ainda diz que sou irascível e de difícil trato!

Vamos à atualização que todas querem

Meu último ex-namorado que ainda era solteiro se casou. Há quem diga que agora o fracasso é oficial, não sei bem. Repassando mentalmente a lista dos catiços que já dividiram palco no meu filme da vida, olhando suas fotos sorridentes ao lado das noivas igualmente sorridentes (isso tudo imaginariamente, lógico, nenhum deles me mostrou fotos dos casórios, e nem todos fizeram casórios), fiquei pensando se em alguma dessas fotos 'poderia ser eu'.
Não sei se é bom ou se é ruim, mas a resposta é: jamais. Ainda bem que arrumaram outras noivas e namoradas e pararam de me procurar (todos me procuram, beijos, hahaha - isso é uma mentira parcial)! Mais importante, ainda bem que não me convenceram a sorrir para as fotos ao lado deles.
Vida longa aos casamentos de todos os meus ex-namorados :)

Há formigas na minha mesa

Ganhei cupcakes de brigadeiro aqui na repartição no dia 08 de março. Deselegante, a galëre toda sempre quer emagrecer, e ganha cupcake de brigadeiro com uma mensagem subliminar do tipo: você merece, hoje é seu dia, esqueça a dieta!
Acontece que eu esqueci foi dele, mesmo. Na sexta eu fui (a trabalho) assistir um seminário fora daqui, e deixei-o sobre minha bancada. Ninguém comeu nem fez nada com ele. Hoje ele jazia, feio e melecado, dentro da caixinha plástica, com um mutirão de formigas rondando-o. Não comi, joguei fora. E as formigas ficaram por aqui mesmo.
Mas sabe de uma coisa? Não vou expulsá-las. Sejam bem-vindas, de repente mais tarde eu abro um chiclete aqui em cima para elas se fartarem.

Historietas de Millhouse

Ele voltou!
Millhouse finalmente desistiu de me perseguir na impressora e na salinha de café. Isso e o fato de eu ter aprendido mais ou menos qual é seu padrão de frequência em ambos os locais vinha me livrando das abordagens dele, mas semana passada, quando eu ia embora da repartição, ele deu uma sorte enorme: me encontrou na rua voltando para casa (moro a 4min andando da repartição).
Estou andando apressada como sempre estou depois que bate o sino do final da aula (ou dá 17h, wathever), quando um carro pára ao meu lado (coisa que eu nem notava, correndo para a liberdade como eu ia) e alguém grita de lá de dentro:
- Thais, quer carona?
Quem estava dentro do Clio azul? Sim, era ele!
- Não, obrigada, já moro na próxima rua!
Saí andando sem nem dar tchau.
Depois fiquei pensando em duas coisas, uma boa e outra ruim:
- eu dei a informação de em qual rua eu morava;
- pelo menos sempre que eu ver um Clio azul posso vazar antes que ele me pegue.

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