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Tuesday, January 22, 2013

Repetitiva

Hoje de manhã, enquanto tomava a terceira ducha de um curto intervalo de não mais de 3h, refletia acerca dos padrões que repito exaustivamente, e de como pela milionésima vez, como um viciado, como um criminoso absurdamente reincidente, eu não posso me furtar de cometer ainda outra vez aquele mesmo pequeno e delicioso erro.
As pessoas mudam, eu não. Eu sou sempre aquela que aceita o abraço do impossível e ao ver a muralha intransponível à sua frente, acelera com toda a velocidade uma moto de encontro a ela.
E se esborracha no chão, não mais em pequenos pedaços, mas sim, cai inteira, completa, como raramente (raramente o cacete, digamos nunca que faz muito mais sentido) se sente quando não está colidindo com a muralha. Quando não está aceitando o abraço do impossível. Quando não aceita a última pedra, o último trago, quando não comete o último assassinato.
Sabemos, eu, a muralha, e todos os impossíveis que me cercam, que não foi nem há de ser a última vez. Sentindo orgulho ou vergonha (mais orgulho que vergonha, admito), não vou perder a chance de ver o impossível se materializar como possível na minha frente, porque de todas as coisas que me fazem viver, essa, de todas, é a que me mais me faz sentir que estou viva.
E assim, ensaboando pela sexta vez num intervalo tão curto de tempo o mesmo corpo, fechei a torneira da ducha como quem fecha, mais uma vez, a porta da vida.
Por mais um tempo, apenas. É sempre apenas um tempo.

11 comments:

Cristiano said...

Moça, eu nao entendi... mas pensando bem era para alguem entender?

Karine said...

Não entendi. Mas, tá.
Falando nisso, acho que gosto de coisas impossíveis. Me atrai.

Taís Moreira said...

Intendi nada! rsrsrsrs

Drinha... said...

Nossa, texto profundo e acho q fui a única q entendi até agora... rs
Eu vivo cometendo as mesmas coisas e vivo fechando a porta como se fosse a última vez, mas sei q será pelo menos por um tempo!!!


Lari e Dé said...

tenso.

Qualquer coisa, estaremos aqui :)


[ps: eu me acho tão idiota, pq faz os comentários mais legais no meu blog, com conselhos bacanas, e eu só consigo escrever "tenso". Mas eu não entendi nada do texto, mesmo. E precisando, eu e todo mundo, estamos aqui. Então, acho que é isso]

Fulana said...

Eu acho que todo mundo entendeu :)

Blogueir@s discret@s, adorei!

Bah said...

Nossa, terceira ducha do dia? Quanto tempo vc passa dentro do chuveiro? rsss

KIsu!

Neanderthal said...

Fulana, eu fico um dia sem aparecer aqui e tem mais de 6 posts atrasados!
Estou rindo porque últimamente eu ando meio "fulana". Estou frenética com as minhas postagens!

No mais, eu pensei muito sobre o que vc escreveu porque falou comigo, na minha situação lá com o falecido. Saimos para jantar, mas arranjei um jeito de ir embora pra caa sem ficar com ele e refleti sobre esse dilema que é abrir mão de um amor ou me contentar com o que considero migalhas mesmo sabendo que é uma pessoa que gosta de mim. Tenho meu orgulho e não me contento com menos do que eua cho que mereço. Por isso, ainda que ele goste de mim com sinceridade, eu não cedo, ainda que seu sorriso, seu olhar, sua voz... me façam a pessoa mais feliz do mundo!
Impressionante, né? Beijos

Fulana said...

Olivia,
Estava esperando você ler. Sabia, que de todas as pessoas, ia ser a que mais perto ia chegar de entender a dor e a delícia de cometer sempre o mesmo erro... :)
Estou há 48h conversando exclusivamente sobre isso, revirando exaustivamente todas as nuances do caso. Não tive como não falar aqui.
Até me senti mais confortada agora!

Cambaxirra said...

Eu acho que entendi, né, mas enfim, sou meio lesa...

Neanderthal said...

Oi Fulana.
Nao conheço a nuances do seu caso, mas te desejo boa sorte!
Tem vezes que basta chegar perto da pessoa, o corpo começa a pedir. E pede... pede... pede...
Complicado viu!
Com muita angústia eu consegui vencer as minhs vontades. Mas não vou sair de um caso com quem eu gosto para embarcar em outro com quem não me desperta em nada!
Se não for algo especial, continuarei com o meu forever alone way of life!

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