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Friday, January 11, 2013

As reflexões e a dica

Dileta audiência, que bom que vocês existem. Aqui eu falo de coisas que não converso nas minhas relações 'presenciais', ou menos não com tanta frequência quanto eu gostaria. Talvez se nós estivéssemos numa conversa ao vivo, com as interrupções e interações normais, isso se perdesse, mas assim como vocês leem o que eu posto até o final, eu leio o que vocês querem desabafar e assim a conversa acaba sendo mais profunda. Acho legal.
Então aquela minha postagem sobre a vontade de comprar algo que nem sei o que é rendeu umas reflexões ultra interessantes, e fiquei dias pensando sobre elas. Às vezes eu até volto nos comentários e releio, porque me senti muito bem dividindo essa ansiedade com vocês.
Como os mais atentos sabem, eu não chego a ser um caso patológico, mas tenho problemas financeiros, sim, derivados da falta de organização e de controle. Esse mês, de tanto as pessoas baterem nessa tecla, estou anotando meus gastos, todos, mas como estou num mês de contenções, me ajuda em partes a entender. Eu recebo um salário com o qual eu poderia ter uma vida tranquila, e até guardar um dinheiro, mas  eu preciso entender como é que as contas nunca fecham no final. E aos poucos eu fui desvendando meus mitos, e tenho diminuído meus débitos progressivamente. Nesse semestre ainda devo fechar totalmente as dívidas e iniciar a poupar. Vou contando isso para vocês, porque tenho feito muita coisa legal nesses dias, com muito foco, muita disciplina. Mas como contei ali embaixo, estou nervosa com a eleição, então não estou totalmente em condições de elaborar a respeito.
Então eu tenho lido esse blogue aqui, que sei que algumas de vocês já conhece, e foi nele que peguei a dica do livro A Story of a Debt. Estou lendo ele na repartição pelo computador, então ainda estou na metade, mas quem fizer isso no tempo livre acaba rapidinho, são 100 e poucas páginas em que ela conta como se livrou das dívidas dela. É em inglês, mas o meu enferrujado como é, tem agradecido por essa oportunidade de exercitar a língua e ler a história cativante dessa menina.
Ela fala coisas bonitas sobre disciplina, sobre as distorções que fazemos, e de como associamos a felicidade a poder comprar as coisas, sair pra beber com as pessoas (poder pagar a conta) e outras coisas do tipo - eu sou exatamente uma dessas. Quero viajar, comprar as coisas, sair com as pessoas e muito mais que isso, mas antes, mais que tudo, quero me sentir sem o peso de pensar nas contas para pagar. E é nisso que tenho me concentrado nesses dias, em me manter disciplinada, evitando os impulsos, fechando a torneira. 
Lari falou que sente que hoje comprar é como fosse um pecado - não sei se encaro dessa forma, mas acho absolutamente saudável que as pessoas tenham horror a comprar, porque isso se tornou uma parte tão grande das nossas vidas, que mesmo quem não é um comprador compulsivo, mesmo assim, faz muitas compras, usa (ou não) muitas coisas e está sempre gastando dinheiro com elas.
Minha câmera fotográfica é aquelas digitais pequeninas, sem mistério algum - hoje quando eu saco ela para bater foto de algo, ela fica até destoante no meio das semi-profissionais e profissionais que se popularizaram de repente, e o hobbie de fotografia de repente é universal. Bom, eu bato minhas fotos pessoais para registrar momentos meus e a minha 'saboneteira' (como alguém a descreveu) me serve bem.
Meu celular é um tipo que não se vende há muitos anos, e que quando lançado já era o mais simples. Eu não sei mexer e nem quero aprender naqueles de passar o dedo, sem teclado, tampouco me interessam todos os aplicativos que uma pessoa pode ter num celular. Mas sei de gente que não vive mais sem os aplicativos.
Da mesma forma, ainda prefiro comprar livros na livraria, e os livros pelos quais me interesso, infelizmente, não foram elevados à categoria de best seller ou coisa que o valha, e por isso, não estariam disponíveis num aparelhinho desses de ler livro.
Ainda sobre necessidades novas, confesso que não tomo óleo de côco, de prímula, não bato linhaça na minha vitamina para me nutrir adequadamente, e digo mais: minha mãe nunca fez isso por mim e sempre tive mais saúde que um cavalo de raça. Resolvi que vou voltar a comer como quando era criança (pratos absolutamente brasileiros, simples e com uma ou outra guloseima autorizada nos finais de semana ou dias de feriado). Deve me bastar como fonte de nutrientes.
Sobre os diversos óleos de argan, de não sei que outra matéria prima, queratinas e quetais, vou te  confessar que até quis me manter atualizada sobre o assunto, mas a novidade é tanta que sempre vai vir um novo produto superar o anterior. Considerando meu cabelo brilhante, ondulado e sedoso como maior prova de que usando Pantene e produtos simples também dá resultado, vou considerar que eventuais pontas ou cabelo armado fazem parte da vida. Do mesmo modo, vou continuar usando meus cremes da Victoria's Secret apenas porque acho cheirosinhos, apesar dos dermatologistas dizerem que não tem hidratante quase dentro deles. Acho que minha pele é macia, esticada e vai muito bem assim.
A despeito disso tudo, paguei mais de mil reais na minha cama, gastaria tanto ou mais com uma cadeira de escritório confortável, e por uma comida bem-feita pago o que tiver. Continuo gastando muito, apesar de não estar assim tão sintonizada com as modernidades e novas necessidades. E a hora não é de me recompensar ou de me agradar, a hora é de me disciplinar, de aprender alguma coisa com essas minhas dívidas, e a de me preparar para uma eventual necessidade repentina - ou um impulso repentino, porque não?
Por isso que ler o livro tem me ajudado tanto. Essa menina sabe de muitas coisas que quero aprender, e é por isso que estou tão interessada na história dela.
Desculpem a gigantesca reflexão, mas há dias que vinha pensando sobre isso, e precisava compartilhar :)

8 comments:

Cristiano said...

Lerei o que vc indicou.

Boa sorte na sua empreitada!

Neanderthal said...

Oi Fulana, eu acho que as propagandas tem um efeito psicológico muito interessante. Ela despertam em nós um desejo, criam uma necessidade que até então não existia.
Até um tempo atrás não precisávamos de sabonete "xanal". O sabonete que eu lavo o corpo é o mesmo que se lavava a xoxota. Não precisávamos de Tv portátil, nem mesmo de celular!
Muitas vezes temos algo que nem é tao velho, que funciona muito bem, mas ficamos nos sentindo "por fora" ou até mesmo envergonhados quando saímos por aí e vemos pessoas com celulares e máquinas digitais que só faltam fazer pipoca.
às vezes eu me sinto assim, como você diz, meio por fora, mas esse sentimento não dura muito tempo porque eu tenho máximas que guardo no meu coração para nunca perder meus valores de vista. Por isso, eu só troco minhas coisas quando quebram ou deixam de funcionar satisfatoriamente. Eu só troquei a minha tv por uma de LED quando a do meu quarto queimou. Meu pc tem cinco anos e funciona muito bem! Só comprei um netbook porque precisei levar um para as aulas do mestrado. Meu celular é só celular! Não tem aquelas quintilharias que não sei usar, que eu tenho tudo individualmente e só servem para dar defeito e encarecer o preço. Não vou trocar minha geladeira que tem quase 10 anos só porque apareceu umas marquinhas de ferrugem na porta e nem vou comprar carro e arcar com todos os custos que um tem só parecer que sou bem sucedida. Não vou mesmo! Porque eu paro e penso no que é uma necessidade real ou no impulso gerado pela novidade, que é muito atraente! Sem contar as pressões que sinto no dia-a-dia daqueles que associam um celular ultra-modernoso ou um carro com painel de nave espacial ao sucesso profissional e por isso me consideram uma fodidona.
Mas uma vez me aconteceu algo que eu não esqueço: Eu estava tentando terminar meu namoro, muito frustrada, achando minha vida uma merda, pressionada com a monografia de suas faculdades ao mesmo tempo... daí veio a notícia de que o estágio em um lugar que eu gostava muito, o único lugar em que sentia prazer, tinha acabado e que não seria renovado porque eu não cuidei da documentação na agência dentro do prazo. Eu saí de lá pelas ruas e comprei tudo o que eu gostaria de ter pela frente. Faltaram braços! Comprei tantos vestidos que até hoje tenho alguns. Eu não sei ao certo quantas coisas eu comprei, mas gastei todo o dinheiro que eu tinha com roupas e sapatos. Fiquei na pindaíba! Mas cheguei em casa festejando tudo o que eu pude me dar de presente, desfilei com as roupa para a família e por alguns dias nem lembrei que estava sem o meu estágio e com minha vida desmoronando.
Sou estranha né! =)
Até hoje tenho tantos vestidos, que na última vez que arrumei meu guarda-roupas, notei que tinha mais de 100. Alguns do mesmo modelo e com cores diferentes. Doei uma parte e ainda assim, devo ter uns 50.
Comecei a cumular naquela época.
Já viu um vídeo que tem no youtube chamado "A história das coisas"? É muito interessante! Veja!

Cambaxirra said...

Reflexão gigantesca nada, e sim uma ótima reflexão. Todos nós queremos viver bem, mas essa tua reflexão, por exemplo, me fez pensar que temos que aprender a diferenciar o nosso viver bem com viver com tudo aquilo que os outros compram. Acho que aí, muitas vezes a gente também se perde, o que acredito ser perfeitamente normal, dado o "bombardeio" de informações onde vivemos. Mas o importante é quando acontece isso que está acontecendo com você, que está identificando mais o tipo de pessoa que você é - e que é o que vale - e não a pessoa que você é só pelo que você compra ou possui.
Continue assim!

Beijo, beijo!

Drinha... said...

Eu amei ler sua reflexão, e concordo com muitas coisas q vc falou...
Vou ler o livro e conhecer o blog que vc indicou!!!!

Bjs

Drinha... said...

Ah, eu tb estou lendo este blog Minimalista, tb gostei muito!!!!!

Taís Moreira said...

Eu adoro o blog da Rita! Faz pensar. E adorei o texto. Tenho pensado mto nisso. Tb sinto essa vontade de comprar coisinhas. Penso: vou comprar um potinho de sorvete pra comer à tarde. NÃO. Vou comprar uma revista. NÃO. Tdo dia tenho me dito não. Faz bem. Beijos da Taís.

Bah said...

Isso me faz lembrar aqueles posts que compartilham no facebook "no meu tempo...". NO meu tempo muita coisa funcionava e hj está em desuso e as pessoas não sabem lidar com isso.

Castigos em crianças funcionava muito bem, uma simples refeição era barata e mais nutritiva, mas confesso que a tecnologia veio pra melhorar o mundo.

Kisu!

Inaie said...

vamos pelo começo: meu celular é de passar o dedo. Compro mais coisas do que preciso. Acabo dando/jogando fora um monte de coisas que comprei por que achei bonitinho...
uso queratina, óleo de argan, victoria secret, tenho i books e todas as parafernálias que vc citou.
Só me falta a gilete pra cortar os pulsos. Vou ali comprar uma e já volto.

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