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Monday, November 26, 2012

O que tem pro almoço? Salada de arroz, pepinos e mozzarella

Essa semana vai ser enlouquecedora na repartição. Aliás, como sempre que tenho algo legal em vista, a semana que antecede a coisa legal é enlouquecedora. Mas vou tentando me manter equilibrada para não chegar cansada em Buenos Aires. E arrumando as coisinhas finais (porque a mala, imaginem vocês, já está feita há muito tempo).
Passei o final de semana em Gothan e por isso não tinha nada arrumado nem pré-pronto para meu almoço. Entretanto,  tendo eu comprado na semana passada um pepino que teria sido um prato específico que por fim não fiz, lembrei imediatamente dessa receita. E a segui quase que à risca. Comi bem, contente, e comi um tabletinho de chocolate ao leite de sobremesa - sentia que precisava de um docinho, hoje, nesse dia especialmente cansativo. Essa salada vai virar um hit do verão aqui de casa. Como é boa, a danada!

Salada de arroz, pepinos e mozzarella (receita do blogue La Cucinetta)

1 pepino fatiado fino
4 colheres de sopa de arroz integral
2 talos de cebolinha verde
100g de mozzarella (usei a em manta)
folhas de manjericão
1 rodela de limão siciliano, suco e raspas
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de vinagre de maçã
sal a gosto (usei flor de sal com pimenta)

Enquanto o arroz cozinha (no meu caso descongelava), fatie fino os pepinos e lambuze-os de sal. Vá adicionando os demais ingredientes numa tigela larga: azeite, vinagre, cebolinhas, manjericão e queijo. Quando os arroz estiverem bem quentes, esprema os pepinos e misture tudo na tigela larga com os temperos. Eu não espremi os pepinos, deixei o sal lá mesmo - como eram os cristais, não ficou tão salgado. Receio que se lambuzasse de sal comum, teria de fazê-lo. Ficou uma delícia!

Sunday, November 25, 2012

Em contagem regressiva!



Como tudo que é bom nessa vida dura pouco, e passa rápido, preciso fazer esticar o máximo que conseguir minha curtíssima temporada em Buenos Aires. Finalmente, nesta quinta-feira, embarco às 18h55 sem escalas!
Como volto já no domingo de manhã, dormir não é uma opção. E ansiosa como sou, já não durmo há tempos só arquitetando as coisas legais de lá!
E para entrar completamente no clima, estou escutando oficialmente só tangos desde hoje.
Segue o mais famoso de Carlos Gardel, 'por una cabeza', nesse caso, na cena de Perfume de Mulher.

As decepções que a gente não esquece fácil

Estava há pouco vendo um blogue de um casal de amigos que visita restaurantes pela cidade e depois dá suas opiniões. Eles postaram sobre uma experiência bem negativa que tiveram na Pizza Hut e, como um gatilho, isso me lembrou de uma coisa.
No dia em que cheguei novamente a Floripa depois das férias, Wal e Fefa foram me apanhar no aeroporto, pois eu estava cheia de malas. Resolvemos comer uma pizza no caminho, e como eles adoram a Pizza Hut, resolvemos ir lá.
Faziam exatos 4 anos desde a última vez que comera lá, e para mim havia sido uma boa experiência. Eu pensava que embora não fosse ser tão boa como as italianas, poderia mesmo assim ser bom. Pedimos meia abobrinha e meia vegetariana. Pagamos quase 50 reais por ela.
E estava uma droga.
A massa era alta, 'massuda', pouco assada e sem sabor. Os legumes, tanto da abobrinha quanto da vegetariana, estavam vergonhosamente feios (tomates verdes), mal-feitos, uma pizza sem capricho algum. Dias antes, na Itália, comprei uma pizza alla cipolle (isso, uma pizza cujo recheio eram...cebolas) e não podia esquecer da suavidade do sabor, da crocância da massa fininha, o molho de tomate delicioso, vermelho, que ficava sob o queijo. Tudo tão perfeitinho, tão bem feito, por 5 euros. Numa portinha de bairro, onde trabalhavam duas pessoas.
Na Pizza Hut da Beiramar, além de um batalhão de garçons esnobes, mal preparados e antipáticos, paguei caro por uma pizza malfeita.
Então fui repassando, uma a uma, as pizzas que normalmente eu consumia, e reparei que de fato, nenhuma delas me satisfaz. Persigo um tipo muito específico de pizza, feita de massa fininha, molho decente, e recheio selecionado. E sem pagar um absurdo por isso, se possível. Enquanto isso, me viro com versões aquém das italianas em casa, mesmo, porém bastante superiores às das pizzarias, principalmente as chiques. Vamos ver como me saio.

Thursday, November 22, 2012

Vantagens do presente sobre o passado


A vantagem de hoje em relação há 10 anos atrás é financeira: meu dinheiro me permite sobreviver sem ajuda (os luxos é que não deixam). A vantagem de hoje em relação há 10 anos atrás é emocional: minha própria companhia e a experiência me tornaram independente de inseguranças afetivas que me prendiam a relacionamentos sem sentido. A vantagem de hoje em relação há 10 anos atrás é sexual: não ter que fingir que gozou pra se livrar logo do bruto é libertador, assim como exigir seu prazer, mesmo que ele não seja assim tão íntimo seu. A vantagem de hoje em relação há 10 anos atrás é intelectual: são muito mais livros e aprofundamento de estudos desde então. A vantagem é imensa. Ontem, enquanto estacionava o carro na garagem do meu prédio 1h da manhã depois de uma sorrateira escapulida às 22h para uma atividade muito específica, tive aquela interessante sensação de ter me tornado uma pessoa parecida o suficiente com a que gostaria de ser 10 anos atrás. Melhor começar a idealizar a pessoa de daqui a outros 10!

Wednesday, November 21, 2012

Filme: Depois de Tudo


 Esse mês eu prometi a mim mesma que veria pelo menos 4 filmes. Bom, eu vi alguns, já, mas não eram lá muito bons – quando frequento a casa dos meus pais, onde todos os canais pagos são liberados e não encontro um único filme decente, fico aliviada em não gastar meu dinheiro com isso. Mas então aqui na repartição a gente tem um cinema de curtas, toda semana, e semana passada eu fui assistir um chamado Depois de Tudo, com Ney Matogrosso (e outro ator, eventual global, cujo nome esqueci). Bom, o filme é sobre um casal homossexual já envelhecido, e mostra a rotina de uma noite deles.
O curta é sensível, sabem, muito bonitinho. Uma cena que me toca especialmente é logo no início, quando um dos dois chega em casa, e o outro está preparando o jantar: ao ouvir o barulho da porta se abrindo, ele rapidamente ajeita os cabelos e a roupa, para estar alinhado. O filme segue, e tem cenas de intimidade e da relação sexual deles. Achei muito curioso que, apesar da coragem e ousadia dos envolvidos no filme (incluindo o elenco), eles travam na hora dessa cena. Tem beijo (técnico, evidente demais que é técnico), sim, tem abraços, carinhos, mas é tudo feito muito cheio de dedos pelos atores, e a gente quase sente a tensão da produção inteira do filme, querendo ousar, mas temendo extrapolar o limite da aceitação pública. Fui ler sobre o curta (porque não lembrava o nome do filme) e numa entrevista o diretor comenta que uma das cenas é inspirado em A Liberdade é Azul – e foi muito legal ele mencionar essa referência, porque assim que eu vi a cena, fui remetida imediatamente ao outro filme!
Ao final, uma das falas me deixou com a pulga atrás da orelha, sem saber se o casal realmente é oficial ou se são vidas paralelas, escondidas de sua vida pública. O diálogo sugere que é uma relação às escondidas, com possibilidade de uma outra família, uma coisa meio Brokeback Mountain, sabem? Essa pergunta me instigou e vou ficar sem saber a resposta – adoro filmes que sugerem algumas coisas, mas te deixam pensando. :)
Queria poder compartilhar o vídeo, porque sendo tão curtinho, provavelmente ele existe no youtube. Mas estou na repartição e aqui, não pode. Se quiserem um entretenimento sensível e belo, para um dia de pouco tempo, busquem: Depois de Tudo. Esse é o link para o trailer.

Ver-o-peso


 Me pesei na segunda-feira à noite, mas ontem tive um dia cheio na repartição e à noite precisava descansar. Perdi 300g de uma semana para a outra: 72,300kg. Não engordei, emagreci um tiquinho, mas continuo no meu maldito 72kg. Vivo mudando de ideia sobre como vou voltar a fazer exercícios, nunca vi uma pessoa tão confusa. Qualquer coisa que eu fizesse seria tempo mais bem-aproveitado que o tempo que passo planejando começar. Estou com outra ideia agora, sabem, para o próximo mês. Resolvi ir pra natação outra vez, porque é o que eu gosto de fazer e já me salvou a vida uma vez (não sei se já contei, mas durante 5 anos, sem interrupção, eu treinei natação, 5x por semana – por motivos de saúde). Enquanto isso, tenho tentado fazer mais atividade física, que segundo um material que eu li, seria diferente de exercício físico: é você ser uma pessoa mais ativa, ter mais movimento. Isso é: subir escadas, ir a pé para o trabalho, etc.
Nesse momento, as minhas 'atividades físicas' são: 5min apé até a repartição, 4x ao dia = 20min de caminhada leve. 2 subidas de escada por dia, voltando para casa (vou contar os degraus). 2 descidas de escada por dia, indo para a repartição. 1 subida de escada por dia, na repartição, de 80 degraus. 90 abdominais mais 30seg de outro tipo de abdominal com equilíbrio, de manhã cedo, para a coluna. Faxina em dois cômodos da casa, 1x por semana.
Então eu inseri mais uma: 1 ida à padaria todas as manhãs: 5min de caminhada mais uma subida e descida de escadas. E vou passar a subir escadas na volta do almoço aqui na repartição também. Quem sabe eu perco mais 300g?

Monday, November 19, 2012

Quando o juízo bater na sua porta, abra.

Então eu aumentei o limite do cartão de crédito. Notícia temerária em se tratando de mim, mas eu precisava dele para algumas coisas, tipo comprar passagens de avião e ter uma garantia para Buenos Aires. Vou confessar que assim que fiz isso, descontrolei a little: comprei comida, remédios, saí para jantar entre outros que não faria a essa altura do mês sem dinheiro. E mais, fiquei achando que seria ótimo ir no salão de beleza essa semana e ficar linda e pronta para Buenos Aires. E matricular na academia. Tudo no cartão de crédito.
Bom, essa sandice acabou de passar, conferindo minha fatura já lançada. Arranquem o cartão dessa mulher antes que ela pire de uma vez! Fiquei aqui comigo fazendo diversas contas imaginárias para poder ir no salão de beleza (duas vezes, olha a louca) nessa semana, e percebi que não seria nada, nada bom. Então resolvi lembrar do tempo do projeto 57, em que fiquei totalmente sem gastar dinheiro, sem comprar nem uma balinha, e em como aquilo me fez bem, porque deu uma aliviada tremenda nas contas. Vou para Buenos Aires sem ir no salão de beleza. É, eu mesma vou ter que cuidar das unhas. E o cabelo, bem, vai ter que se ajeitar. E a academia, ah a academia... Eu disse que ia arrumar uma desculpa, não disse? Bem, finanças é uma excelente desculpa. Vou tentar uma coisa nova hoje, depois digo se funcionou.
Quero deixar claro, no entanto, que isso é uma prova irrefutável de que soy otra: confiro o extrato da conta bancária com regularidade e evito quebradeiras desnecessárias. E vou poder testar minha inaudita habilidade em fazer unhas dos pés. Porque sou pobre, mas ainda sou diva.

Alvíssaras


Brasil, adivinhem só! Vou ter meu primeiro estagiário curricular de Serviço Social! Soltem os fogos!
Estou super empolgada e animada com a notícia. Quase esqueço todos os dissabores da repartição com essa novidade. Como vai ser a primeira vez que vou assumir oficialmente a supervisão de campo, estou com a cabeça em loopings eternos, pensando em tudo que preciso repassar a ele (sim, é um homem). Coitado veio tirar dúvidas comigo e passou uns 30min ouvindo. Imaginem se já não preparei uma lista? Vou montar uma pasta para ele, com textos importantes, coisas da repartição e etc. Pareço grávida, mas vou parir um adulto: meu primeiro estagiário! Que emoção!

Desafio semanal: ele voltou!

Semana passada andei meio confusa e esqueci do desafio. Mas nessa semana estou muito melhor! 
Ontem enquanto eu ficava comigo mesma arrumando meu quarto, resolvi abrir minhas caixas de bijuterias e fazer uma limpa por lá. Acreditem, desde o dia 29/09, quando voltei de férias, o saquinho com as bijuterias que usei na viagem ainda estava feito. Já não era sem tempo de resolver aquilo. Fora isso, eu tinha ganhado um par de brincos na semana passada da mãe de um amigo (comprou pra ela mas deu alergia, ó que triste?), e queria guardá-lo direito. Mergulhei no meu baú de tesouros e analisei criteriosamente o que havia dentro.
Sabem, achei muitas quinquilharias lá dentro, coisas que eu devo ter usado menos de uma vez na vida: uns brincos de semente de alguma coisa, presente de alguém que não me conhece em absoluto (detalhe: esse foi de um ex), brincos que ficam pesados na minha orelha, brincos que comprei porque na loja cintilaram, mas depois, nas orelhas, não tinham nada a ver. Os colares estavam ok, as pulseiras idem. A modesta quantidade de dois anéis, dois remanescentes ainda da minha festa de quinze anos (eu não uso anéis nunca). Broches, um escapulário (de onde, meu Deus?), enfim, coisas de encher os olhos de um pirata.
Fiz uma devassa nos brincos e Rose vai ganhar uns 10 pares, por aí. Arrumei as caixinhas, organizei, e resolvi fazer uma campanha pela valorização das minhas bijuterias lindas: todos os dias nessa semana preciso tirar da caixa algo que nunca ou raramente sai. Hoje saiu esse colar, com pingentes doirados e roxos. Tadinho, ficou tão feliz de ver a rua!
Como pode a gente não usar as coisas que tem, né?

Sunday, November 18, 2012

Resisti!

O mar não me levou. Mas fez falta, isso fez. Passei o dia inteiro no meu quarto: arrumando-o, limpando-o, vendo coisas antigas, coisas novas, tentando me livrar de objetos em excesso (conseguindo, eventualmente)... Enfim.
Se você me perguntar se estudei, não. Se me perguntar se vi um filme, também não. Tampouco li um livro. Eu fiquei o dia todo fazendo isso, alternando postura (deitada, vendo seriado, ou de pé, fazendo arrumações), mas apesar disso, foi ótimo ter passado o dia assim. Eu sei que se tivesse ido à praia, chegaria 20h, semi-bêbada, com areia na pestana e preguiça de arrumar minhas coisas. Tendo adiantado tudo hoje, inicio a próxima semana com tudo prontinho para produzir na vida. Me sinto bem!

O que tem pro almoço? inventário da viagem

Estou mexendo nas minhas fotos, para arrumá-las aqui. Por enquanto a praia não me convenceu, estou firme na arrumação do quarto, das coisas, das fotos... E achei essa foto que bati para mais um episódio da semi-abandonada série "o que tem pro almoço?", que após receber diversos pedidos encarecidos de leitores com saudades, está de volta! Só que não.
Esse almoço foi feito às pressas num dia em que eu não deixei nada pronto. Macarrão sempre é a resposta, mas esse não é qualquer macarrão: é meu pacote super exclusivo de Pizzocheri italiano, trazido diretamente de minhas ex-férias! Fiquei um pouco insegura sobre o tempo de cozimento, pois sei que é uma massa mais durinha, por causa do trigo sarraceno. Lembra integral, até. Talvez seja. Fui ler sobre ele e além de não conter glúten, ele faz bem por ter flavonóides manganês, magnésio e mais uns quetais. Fico feliz de tê-lo comido, então. Ele cozinhou rapidinho, by the way, e ficou gostoso. Nem deveria chamar isso de receita, mas foi o seguinte:

Pizzocheri com milho e espinafre

3 ninhos de pizzocheri
1 dente de alho
2 colheres de sopa de espinafre
1 colher de sopa de milho

Enquanto a massa cozinha junto com o dente de alho, aqueça numa frigideira um pouquinho de água e cozinhe o milho e o espinafre nela, até evaporar. Na metade do tempo do cozimento da massa, "pesque" o alho da panela, fatie-o e adicione à frigideira, com um pouco mais de água (tipo, meio copo). Espere evaporar, provavelmente ao mesmo tempo em que a massa termina de cozinhar. Misture aos espinafres uma colher de azeite trufado, adicione tudo à massa e mexa bem. Tempere com sal e pimenta e mangia che te fa benne!

Ainda do inventário da viagem: acessórios

Eu volta e meia remexo com minhas coisas aqui e descubro mais pequenas ninharias que comprei nas últimas férias. Comprei muita comida (muita mesmo), mas também comprei bastante ninharias de outros tipos. Comprei extraordinariamente poucos acessórios e bijuterias, coisas que geralmente compro aos montes. As coisas não estavam baratas nem legais. As legais, pelo menos, não eram baratas. Mas lá eu encontrei essas três coisinhas mimosas:
- tiara douradinha, lá de Budapeste - 2,60 euro
- colar que vira gola de pérolas, de Spisska - 12 euros
- tiara de trancinha, Slovakia - 1 euro (Slovakia, te amo pra sempre).
Preciso fazer uma campanha para valorizar as minhas quinquilharias. A trança de cabelos e a golinha de pérolas cheguei a usar, ainda lá, num jantar qualquer. Mas a douradinha nunca nem saiu do pacote, e  mesmo as outras precisam ter mais vida além da estreia. Nesse calor acho que a golinha não vai ser muito usada mesmo, mas preciso tentar usar minhas coisas logo. Aliás, isso rende um bom desafio semanal! Quem sabe.

Final de semana com chuva: fail

Graças a Deus, né?
Ontem fez chuva, vento, nuvens, e tudo indicava que não daria praia. Conformada, havia combinado com Wal que iríamos comer peixe na Costa da Lagoa, afinal, não daria praia. Por fim até o peixe foi ameaçado, chegou determinada hora que fazia chuva e frio. Porém, porém... Ao chegar no centrinho da Lagoa resolvemos insistir e pegar o barquinho de qualquer forma, porque havia momentaneamente parado de chover. E o tempo foi abrindo, foi abrindo, e pudemos passar a tarde inteira no sol, olhando a Lagoa e comendo sequência de camarão com Original. Foi um dia legal, sabem, apesar de meu mais recente trauma com barquinhos, adquirido no dia em que meu mergulho não aconteceu.
Hoje faz um céu de brigadeiro, chamando muito por praia. E eu cheia de coisas pra fazer. Resistirei ao chamado da praia? Ai, ai!

Primeiro dia de academia: fail

E nem foi culpa minha não! Pus minha roupinha e liguei perguntando se poderia ir. O funcionário indolente me disse que ninguém me ensinaria nada naquele dia, pois era dia de repor aulas de quem faltou durante a semana. Humpf. Vou ter que me conformar com segunda-feira mesmo. E sigo firme em meu propósito!

Friday, November 16, 2012

Eu confesso


Vou confessar duas coisas para vocês hoje:
1 – eu andei comprando roupas ultimamente. Não foi nada de grande impacto financeiro, mas teria sido melhor não gastar com elas.
2 – eu andei comprando roupas as quais nunca usei. São elas, até o momento: 1 bata slovaka, 1 camisetinha slovaka, 1 vestido paulista, 1 saia, 2 vestidos, 1 camisa, 1 short, 1 cinto e uma regata, todos manezinhos. Fora isso, eu já tinha 2 vestidos, algumas blusas e shortinhos de presente.
Essas duas coisas têm certa correlação, e ambas são um pouco embaraçosas. Eu ando mantendo uma sacola com roupas novas, nunca usadas. E sabem porque? Porque não cabem em mim!
Sim, dileta audiência, essa é a minha coleção bizarra: roupas que não me cabem, mas que eu compro mesmo assim, “para quando emagrecer”. Essas roupas deveriam caber em mim, se eu não estivesse 10kg acima do peso. Então, naquela esperança de voltar a pesar o ideal, eu compro elas. E elas estão lá, aguardando esse dia chegar!
Relutei em confessar aqui essa prática embaraçosa, mas precisava partilhá-la. Porque preciso ver essas roupas saírem da sacola. E aí, essa semana eu não me dei desafio nenhum (e, honestamente, já é muito estar viva até agora, porque foi uma péssima semana), mas nessa próxima, eu tenho uma coisa nova: eu vou entrar na academia. Sim, é verdade. Não, não vou arrumar uma desculpa.
Na verdade, até vou, porque tenho esse hábito. Eu decido hoje, sexta, entrar na academia, mas até segunda já aconteceu de tudo comigo e eu justifico de maneiras pouco plausíveis. Então, vou aplicar um pequeno truque comigo mesma: vou começar amanhã. Sim, em pleno sábado, eu vou entrar pra academia!
Essa é a novidade mais nova do dia inteiro. Depois eu conto mais sobre essa espinhosa aventura, com vistas a libertar as roupas da sacola. 

Semana funesta terminando


Essa semana eu fui bagunceira, comilona, depressiva, sonolenta, adoentada, e muito mais. Eu não queria confessar, mas o concurso perdido me baqueou muito. E me faz sentir mais raiva da minha condição aqui na repartição. Dias ruins, foram esses. Mas eu preciso fazer os próximos serem melhores. Então, pra variar, eu tenho um plano: ele inclui reorganizar minha rotina de estudos, minha rotina de dieta, minha rotina de exercícios e minha rotina de ser feliz. Não sou uma pessoa triste, sabem. Nunca fui disso. Se vocês vissem como estava meu quarto ontem...imaginem que não tinha onde pisar no chão. Mas vida que segue: vai voltar tudo para o seu devido lugar! No quarto e na vida! 

Novidade na repartição


Minha comedora de ratazanas aqui da repartição vai mudar. Será agora um comedor de ratazanas, o qual não conheço. Minha anterior comedora de ratazanas é burra e incompetente, mas bem relacionada, coisa que conta muito aqui em minha repartição. Devido a isso, ela vai cair pra cima, agora que já causou desgostos o suficiente aqui. Se o novo comedor for um pouco menos burro e incompetente, isso vai ser melhor, ainda que isso não o destitua da função de comedor de ratazanas. Aqui, para se tornar um deles, você não tem que ter qualificação técnica, nem disputa isso abertamente com ninguém: você reúne seus amigos predadores e todos juntos confabulam para te fazer subir ao banquete. Não que eu algum dia tenha almejado ser chefe de alguém – jamais darei pra coisa - , mas, aqui, isso significaria cruzar uma fronteira ética muito perigosa. Em que por pouca porcaria eu comeria as inofensivas ratazanas. Não, obrigada. 

Thursday, November 15, 2012

Mergulho: fail

A meta do mês passado era mergulhar, mas quando liguei na escola, só tinha turmas para hoje. Esperei ansiosamente por hoje, sabem. Vim ontem para a casa de praia, aqui no norte, porque a escola é em Jurerê. Não saí nem bebi na véspera de feriado, porque jamais estragaria meu mergulho com sono ou ressaca. Arrumei uma mochila e fui. Pus aquela roupa de neoprene, fomos andando até o barco, pegamos o bote... e saímos. Chovia, era verdade, mas ainda tínhamos esperanças. Ao longo do trajeto, fomos conversando sobre o que fazer quando chegássemos lá, mas na metade do caminho, o frio, o vento leste e a chuva eram muitos. O barco deu meia volta: nosso instrutor disse que não teria condições do barco chegar até a Ilha do Arvoredo, mas que tentaríamos mergulhar na Ilha do Francês.
Confesso que fiquei a little frustrada, porque, conheço a Ilha do Francês há muito tempo e nenhum lugar aqui por perto é mais lindo que a Ilha do Arvoredo. Mas entre não mergulhar e mergulhar num lugar que já conheço (ao menos, de superfície), ainda estava disposta a mergulhar.
De tanto ficar naquele barco barulhento, vibrando, com cheiro de combustível, comecei a marear, coisa que desde criança não acontecia comigo. Ali, eu já estava frustrada e chateada o suficiente, mas enfim, chegamos na Ilha do Francês. Feliz ou infelizmente, a visibilidade estava horrível. E depois de quase 3h na função, estávamos de volta na praia...e não eram nem 11h da manhã!
Estou tentando não tratar novembro mal, mas ele anda abusando de mim. Meu mergulho vai pra mais de 15 de dezembro, imaginem vocês.
Passei as últimas horas dormindo profundamente, ainda abalada pelo mareio, mas agora começo a me sentir melhor. Feriado na praia com chuva = feriado bunda.

Wednesday, November 14, 2012

Com novembro não se brinca

Uma quantidade espantosa de pessoas tem reclamado de coisas aleatórias que lhes aconteceram, todas no mês de novembro. Não, meu ateísmo não está sendo substituído por alguma teoria de energias pesadas sobre a Terra, mas galëre, que mês é esse, não? Recomendo que todo mundo cuide bem, muito bem de si mesmo! O negócio de pequenos incidentes está chato demais!

Ai que dó!

Meu hostel super lindo e bacana de Buenos Aires, o Sandanzas, vai fechar!
Fiquei arrasada quando recebi o e-mail, porque fui muito feliz lá e tudo mais. E olhem só, vou estar lá bem no seu último dia!
Preciso arrumar um outro para as próximas vezes. Indiquem.

A incrivelmente doce experiência de doar sangue

Eu sou doadora cadastrada lá no HU da UFSC. O banco de sangue fica ali do lado do Banco do Brasil, do outro lado do rio, perto dos cursos da saúde. Eles recebem doações até 12h. Segunda-feira eu tinha que ir ao banco, e resolvi ir mais cedo, para doar sangue. Cheguei, pediram meu documento e fui conversar com a enfermeira. Ela me fez perguntas diversas sobre meu estado de saúde e explicou o que aconteceria, apesar de saber que eu já havia doado. Me fez beber um suco antes de doar, porque estava muito calor. Passei na pia onde lavei meu braço (escolhi o direito, também escolhi o dedo indicador direito para aquela picadinha na entrada), e depois fui para a cadeira gigante, que parece de dentista. Mas é minha, de doadora. Em cerca de 20min eu tinha doado 450ml e já estava com meu curativo no braço. Me pediram para esperar mais uns minutos sentada ali. Como me sentia bem, logo levantei. Tinha que depositar meu voto numa urna, afirmando se eu julgava que meu sangue realmente poderia ser doado (no caso de eu ter me sentido constrangida na entrevista com a enfermeira). Caso eu achasse que sim, meu sangue seria descartado. Acredito que não há nada em meu sangue que possa prejudicar alguém, então votei que podem usá-lo. Passei para a sala de lanche. Ganhei uma salada de frutas, um queijo-quente, um ovo cozido e mais suco. Comi, levei minha bandeja até o balcão, me despedi de todo mundo e fui embora.
Não me deu tontura nem mal-estar. Tomei bastante líquidos, como me recomendaram, evitei saracotear muito, e pronto. Todos esses passos levaram 40min para serem concluídos. Fui bem recebida e bem tratada por todos os profissionais lá dentro. Estive em um ambiente climatizado, limpinho e decente enquanto fiz essas coisas. Teria obtido atestado médico, caso necessitasse. Vou ter um exame completo de meu sangue em 30 dias. E o mais importante de tudo, doei meu sangue e minhas plaquetas para alguém. Foi rápido, indolor, seguro e muito bom.
Eu recomendo!

Monday, November 12, 2012

Desafio semanal: checked

Ai gente! Minha escrivaninha está tão, mas tão bonita! Arrumadinha, limpinha e cheirosinha (de lustra-móveis). Finalmente um ambiente adequado para eu estudar. Estou tão orgulhosa!
Agora, tem só uma coisa me encafifando, que é dois furos que errei na parede dela. Eles ficam lá, me fitando, e eu uma hora dessas vou meter uma massinha no furo, mas aí eu fico pensando naqueles dois furos prontinhos, cheios de potencial, me dá vontade de pendurar minhas bruxinhas belgas neles... Mamis me deu de presente e eu fiquei guardando elas!
Luana, é verdade que belgas acham que ter bruxinhas em casa dá sorte? Porque se for, manda vir mais 100!
Mas o fato é que arrumei ela todinha. Minha escrivaninha anda muy linda, só preciso mantê-las.

Sunday, November 11, 2012

Tshhh (fritura no óleo quente)

Ai, Brasil! Esse ai é de dorzinha mesmo, vocês não acreditam. Depois de meses mofando essa pelanca toda, hoje deu um domingo de praia clássico, com céu limpo e bem azul, água quente e calor! Fui então desencavar o Sundown do verão passado, já no finalzinho e tostar a gordurinha nazareia da minha Ilha.
O resultado é que sapequei os cambito (expressão coloquial de fácil compreensão, cambito é a canela), adquirindo um vermelhão desigual onde não cuidei bem de passar o produto. Tinha show do Paralamas grátis hoje aqui, mas se eu aparecer em público listrada desse jeito, o Brasil vai me zuar!
Dois banhos, muito óleo e hidratante, e torce pro quenturão baixar até amanhã! Ai ai ai!

A little sad

Então eu me inscrevi pra um concurso, me preparei pra estudar, paguei a inscrição e tudo mais. E Wal, ao reler o boleto que paguei, me mostra que escolhi o cargo errado: me inscrevi para psicóloga. O prazo terminou sexta-feira, e tudo indica que não vou poder alterar o cargo. Confesso que fiquei em choque e quis chorar, porque mais que querer passar no concurso, queria uma chance de sair mais rápido da minha repartição. Fazer o que? Enchi a cara, oras!
Isso tudo aconteceu ontem, e já estou menos triste hoje, tentando organizar um plano B. Vou tentar conversar com a fundação que organiza o concurso, mas já sem muitas esperanças. De tudo o que dói é ficar mais tempo no mesmo emprego, que a cada dia, a cada hora que fico lá dentro, me mostra mais decadência e degeneração em todos os níveis.
Mas eu sou forte, não sou bagunça não.
Vida que segue.

Friday, November 09, 2012

Mas que coisa, não?

Estou numa semana especialmente difícil aqui na repartição e falando muito mais mal do que costumo. Costumo passar o mais que consigo longe de certas pessoas e de certas atitudes, mas nessa semana rolou de um tudo. Ainda bem que semana que vem é feriado.

Ainda na repartição...


Brasília mandou fazer 5S padronizado em todas as repartições do Brasil. Acho justo e tudo mais, mas algumas padronizações me parecem especialmente tiranas, como não poder colocar frutas sobre sua bancada de trabalho ou quaisquer objetos pessoais. Também não posso pendurar a lista de ramais que mais uso aqui nessa gigante área estofada, porque o 5S não quer. Daí chegou uma nova colega, toda fofinha e querida, e ela trouxe de sua casa uma série de miniaturas de cachorrinhos de brinquedo. Vão mandar a menina tirar, obviamente. E eu acho isso muito, mas muito chato, porque vejam bem, eu acho que trazer objetos pessoais para decorar sua mesa é parte de um processo de humanização do local de trabalho. Mas aqui, não pode.

Historietas do Millhouse


Outro dia, voltando do almoço, adivinhem quem estava deitado na mesa ao lado da minha conversando com um amiguinho? Isso mesmo, ele, o inigualável Millhouse! Ao me ver e eu provavelmente emitir olhar de julgamento, ele se endireitou e ficou apenas sentado na bancada alheia. Segui para minha mesa, guardando bolsa na gaveta e etc. 30seg depois, quem chegava por trás dizendo “oi querida”? 
Tentei escapar do beijinho aplicando-lhe uma pegadinha: ele chegou pela minha direita, e eu virei para trás pela minha esquerda, diminuindo assim sua voracidade. Como ele já estava com sua mão cheia de dedos nas minhas costas, achei melhor dar o beijinho logo. Mas confesso uma coisa pra vocês: nessa semana de especial mau humor e aborrecimentos no serviço, eu estou pegando genuíno abuso de Millhouse.

Historietas de Millhouse


Outro dia eram 15h e eu resolvi descer à lanchonete da repartição para um lanchinho. Ao abrir o elevador, quem vai saindo de dentro dele? Sim! O cara mais sortudo do mundo, o Millhouse!
Ele comia um chocolate, e ainda teve a pachorra de me oferecer uma mordida. Porque não basta apenas me forçar a dar beijinhos de oi que não quero dar, ele ainda quer forçar a intimidade me fazendo morder seu chocolate. Obviamente recusei, porque apesar de se dizer cristão, vai que ele resolve usar a minha baba contida no chocolate para me fazer apaixonar com ele?

Thursday, November 08, 2012

Se eu posso, você também pode

Ando meio encafifada com esse lance do tempo e como é que a gente gasta ele. Fiquei medindo todo o tempo que perdi fazendo coisas que não agregam valor nenhum, e aí resolvi lembrar de fazer outras coisas, mais felizes, mais criativas, mais bacanas.
Então agora com as minhas prateleiras instaladas novas necessidades organizativas surgiram. Resolvi guardar meus discos de algodão num vidrinho, e não mais no pacote, e aí queria comprar um. Mas eu ando meio pobre, vocês sabem, e juntei a falta de dinheiro com a vontade de criar.
E em menos de 20min fiz meu vidrinho, vendo novela.
Primeiro, tirei o rótulo, colocando água quente e friccionando.


Depois lavei com esponja e ficou assim, com essa marca de cola. Quem quiser tirá-la para deixar lisinho só precisa passar óleo. Eu não tirei, porque queria fazer algo bem simples, banal.


Peguei um guardanapo, desfolhei ele, deixando-o só a folhinha da estampa mesmo, meio transparente. Rasguei em duas partes, tirei um quadrado e deixei os outros três juntos.




 Melei o vidro de verniz transparente.




 Depois é só grudar o guardanapo em torno do vidro, com delicadeza para não rasgar, sem muita preocupação com dobras e amassados. Depois é só pegar um saco plástico, fazer uma bolinha e esfregar no vidro - isso alisa o guardanapo.


 As rebarbas saem facilmente, só puxar com as mãos. Fiz o mesmo com a tampa...


Passei mais uma demão de verniz e deixei secar na janela! Mas dá para secar com secador de cabelos e já sair com ele prontinho.



Eu gostei, sabem?

Estudando para concurso

Eu fiz poucos concursos até hoje. Para ser exata, foram 5. Eu passei em todos eles, mas só assumi esse aqui da repartição. Os outros demoraram a chamar e eu não fiquei muito bem classificada, embora também não tenha ficado mal. Nesse, só tinha 1 vaga, e foi a minha. Agora vou fazer o sexto, usando a metodologia que aprendi do terceiro em diante, quando passei a fazer concursos para minha área. Nenhuma Assistente Social lê esse blogue, que eu saiba, mas talvez as profissões tenham estruturas de perguntas parecidas com a minha. Eu gosto de saber como as pessoas fazem essas coisas, então compartilhem seus métodos. O meu é o seguinte:

a) eu sempre estou trabalhando. Sei que está na moda os concurseiros profissionais, que fazem cursinho, debatem em fóruns específicos e tudo o mais. Não sou dessas, tenho uma vida, umas contas, essas coisas. Eu estudo, portanto, em meu tempo livre.
b) eu estudo todos os dias. Como caem muitas matérias, todos os dias eu separo tempos diferenciados do meu dia para me dedicar ao concurso, de acordo com o que está na lista. Como é só absorver conhecimento, não produzi-lo, faço isso tranquilamente.
c) eu estudo todas as matérias ao mesmo tempo. Como não sei se vai dar tempo de ler tudo, eu leio tudo ao mesmo tempo. Acredito que minhas chances de cair uma pergunta que eu saiba responder aumentam com isso.
d) eu não estudo português, informática ou conhecimentos gerais. Geralmente os concursos de nível superior dão peso maior aos conhecimentos específicos, além deles serem a maior parte da prova. Como eu sempre tive facilidade em português e leio bastante, acabo intuitivamente acertando as respostas.
e) eu treino com outras provas. Sempre, SEMPRE, eu procuro qual é a fundação que está organizando o concurso e baixo as provas e gabaritos dessa instituição, e fico fazendo. Eles repetem muitas questões, e além disso vou conhecendo o estilo de prova que fazem.
f) eu leio legislação na véspera. Como costuma cair pra gente muitas questões de legislação, deixo para ler tudo um dia antes, relembrando, porque eles fazem pegadinhas (tipo perguntar se determinada coisa é princípio ou atribuição, por exemplo), e essas coisas nem sempre a gente memoriza. Então de véspera eu releio tudo, e levo para o local de prova, pra ficar lendo enquanto espero na sala.

Não é um plano pesado de estudos, é um plano possível conforme minha vida acontece. Até hoje, por sorte ou não, funcionou. Hoje em dia estou estudando assim:

- peguei todos os livros que vão cair na biblioteca;
- baixei todas as provas e gabaritos;
- todas as noites eu leio dois livros, um capítulo de cada um;
- todos os dias faço no mínimo uma prova, depois corrijo as que eu errei (quando acabarem, vou repetir);
- todos os dias leio no mínimo uma lei.

Espero que baste! Preciso mudar de repartição urgente!

Atenção, concentração

Estou em dias especialmente difíceis na repartição. Sou do tipo que se orgulha de nunca falar ou pensar em trabalho fora dele, mas as coisas andam meio descontrol. Preciso desestressar, mudar de assunto dentro de minha cabeça.

Gente folgada

Eu faço uma crítica avisando que a pessoa não fez nada do que deveria fazer para preparar um evento, e nem avisou que precisaria ser feito. Ela responde que 'esqueceu de te lembrar', mas que sim, todas essas coisas precisam ser lembradas em todos os eventos.
Ela pensa que
a) você é retardada mental;
b) se ela fingir que você é retardada mental, você vai se comportar como uma;
c) todas as anteriores
d) nenhuma das anteriores.

Gente folgada é outro papo!

Adivinhe quem voltou

Então minha coluna voltou a doer. Mas na verdade está doendo em lugares diferentes, bem no meio das costas agora (meu problema é uma compressão da 1ª sacra, então costuma doer só na lombar). Há tempos não me doía, mas também, há tempos eu não me incomodava desse jeito, né?

Disparates televisivos

Fui comer vendo TV agora de manhã, assistindo Ana Maria Braga. Estavam numa reportagem de rua fazendo um desfile de fardas. No estúdio, um de cada fardado posando, com suas poses de puliça. 
Eu odeio a polícia e tudo o mais (nada a ver necessariamente com os trabalhadores que vão parar nessa profissão sei lá como, desses por fim tenho até meio que dó), mas fiquei tentando mensurar o ridículo da situação que é você escolher algum soldado ou coisa do tipo pra 'trabalhar' na Ana Maria Braga, que resolveu fazer um desfile de fardas na rua. Tenho quase certeza que isso vai ser motivo de chacotas para o resto da carreira de cada um dos escolhidos. Se eu fosse colega deles, com certeza.

Ai, gente!

O ator Ney Latorraca (escreve assim?) está hospitalizado por causa de complicações numa cirurgia de vesícula. Como eu escuto a rádio MPBFM, do Rio, deram boletim disso agora. Juro que vou ficar triste se ele morrer, acho ele o máximo.

Wednesday, November 07, 2012

Selo Liebster


Ganhei esse lance do selinho da Grazi hoje. Nunca tinha ganho algo do tipo nem entendo muito bem a sua função, porém, esse selo é pra gente listar 11 coisas que nos fazem felizes e listar outros blogues para fazer o mesmo. Como a louca da lista que sou, adorei!
1 – a primeira coisa, portanto, é cumprir as minhas listinhas. Eu uso muito as listas, faço no papel mesmo, e adoro ir dando o 'ok' ao lado das tarefas que eu cumpro. Fico genuinamente feliz!
2 – me faz especialmente feliz a companhia de determinados amigos. Não que eles sejam mais especiais que os outros, mas tem pessoas com quem as relações são mais leves, as conversas mais felizes. Nenhuma dessas pessoas lê meu blogue, mas são: Pagu, Marcos, Carine (esses são de BH – passei 3 dias rindo sem parar lá nessas férias), Andriu, Tarcisio e Rodrigo.
3 – músicas de Toquinho e Vinícius, com especial destaque para Tarde em Itapoã.
4 – Buenos Aires e Santo Antônio de Lisboa. Parece bobagem, mas são lugares que me deixa feliz apenas por chegar lá, porque me remetem a uma atmosfera diferente, de energia mais parecida comigo.
5 – meu cachorrinho, Billy, que é tão fofo, doce e gentil. Adoro quando ele está voltando do passeio e, ao me ver, desabala numa carreira como se fosse salvar minha vida. Bato no chão e ele corre mais ainda! Ele é muito preguiçoso, e o único truque que consegui ensiná-lo a fazer é levantar, rodar e pegar um biscoito canino no ar. Ele ganha todo final de semana :)
6 – emagrecer! Nesses dias de hoje todo mundo fala em perder peso, e eu também. Quando eventualmente caibo numa roupa não caberia originalmente, fico muito feliz.
7 – fazer as unhas. Me sinto imediatamente melhor depois de passar 60min numa cadeirinha desconfortável em que me pintam as unhas das cores mais variadas possíveis.
8 – greves, manifestações e coisas do tipo, quando vitoriosas ou não. Ver gente puta, indignada, dizendo basta de injustiça me deixa muito, muito feliz.
9 – comer! E mais que isso, sair pra comer. Fico que nem pinto no lixo enquanto escolho o que vou comer e a comida é boa de fato.
10 – o dia do salário. Fico na maior felicidade quando cai, pensando que estou rica. Isso dura pouquíssimo...
11 – pagar dívidas. É um absurdo o tanto de dívidas que acabo contraindo, mas a sensação de liberdade que dá quando a gente consegue dar um basta nelas me faz sentir uma heroína.
11 é pouco demais para todas as gotinhas de felicidade que fico sorvendo por aí. A felicidade não é simples, mas eu juro que corro atrás dela, e nos encontramos muitas vezes.
Para finalizar a questão do tal do selo, eu indico esse negócio para:

Taís e Paula, do 6 meses pra mudar

Cambaxirra, do Birds Sing After Storm

Neanderthal, do Neanderthal

Karine, do Aqui, mando eu!

Ver-o-peso

Retardei essa postagem o máximo que pude, atribulada e infeliz com essa semana intensa. Mas na segunda fui me pesar e ela acusava meus pecados do feriado: 73,300. Fiquei tão chocada, decepcionada e tudo o mais, que logo depois de fazer minhas compras, passei no banheiro, fiz xixi e me pesei de novo: 72,650. Haviam 650g de urina dentro de mim me fazendo mais pesada, mas mesmo assim, retrocedi, logo eu, que subi escadas e tinha saído dos 72kg na semana passada. Isso tem uma explicação muito complexa, baseada naquele rodízio de sushi na sexta, nos 3 pães franceses, na porção de camarões e peixes no sábado e no almoço perigosamente variado e abundante em coisas do mal no domingo. Talvez a explicação se sintetize no rodízio de pizza do sábado à noite. Sabe-se lá.
Sempre que me peso antes de ir às compras isso me afeta; quando feliz de perder peso, vou lá e compro mais coisas empolgantes para minha dieta. Quando triste, tenho vontade de chutar o balde e comprar qualquer coisa, infeliz com o resultado. Deveria ser ao contrário, não?
Tudo bem. A vida segue, mesmo com mais peso!

Tuesday, November 06, 2012

Não foi assim que a gente combinou, novembro!

Fui dormir tarde ontem. Tinha despedida de uma amiga e trouxe um amigo para dormir aqui. Deitei 2h e levantei antes das 6h, e não consegui mais dormir. Geralmente isso não seria um problema, mas hoje eu teria que trabalhar o dia todo na repartição. E justo hoje não poderia fazer um intervalo de almoço maior por causa disso, porque ia coordenar dois eventos bem no início da tarde, sendo que o outro acabou já era 12h15. De manhã cedo analisando meu extrato descubro que minha conta estourou por causa de todos os boletos que caíram juntos no mesmo dia. Começo a mirabolar planos para resolver minhas pendências financeiras. Um deles é parar de comprar água mineral e passar a tomar água fervida. Fervo água e ao deitá-la sobre o recipiente de vidro, ele estoura, esvoejando cacos e água fervendo por tudo (inclusive por mim). Vou de cabeça quente para a repartição. Descobri que aquela carga incompetente que carrego nas costas e que estava responsável por providenciar a estrutura dos eventos não tinha feito nada. Dei jeito da maneira que foi possível, sem prejudicar os eventos, mas transparecendo às pessoas presentes que algo estava meio atrapalhado. Obviamente a predadora mais faminta por ratazanas do local resolveu que tinha que me dar esporro por causa disso. De raiva da vida injusta, dedei a verdadeira culpada. Vamos conversar mais tarde, ela me disse. Vamos mesmo, pensei. Engoli meu almoço em 20min e voltei correndo para minha maratona. Comi mal, dormi mal, corri, carreguei caixas. Coluna em pandarecos. O quarto numa arruaça daquelas. A cozinha, nem comento. Meu desodorante venceu! Num dia de apuros desse, o maldito Nivea Invisible sei lá o que, aerosol, venceu. Não creio que a ponto dos outros perceberem, mas imaginem meu desconforto o dia todo?
Descobri ao chegar em casa que uma amiga foi vítima de tentativa de assassinato pelo marido dela. Chorei e suei frio, recebi um amigo que me ajudou a instalar minhas prateleiras todas, naquele calor causticante, fazendo uma bagunça fenomenal (mas melhor com prateleiras!). Derramei água e poeira de parede sobre a cama, e não tenho nem forças pra arrumar a situação: vou dormir sem lençol hoje. Banho quente, voltando o chuveiro à posição inverno, um copo de leite com achocolatado (leite sem lactose e achocolatado orgânico) e dois paracetamóis. Escrevo esse post esperando meus lençóis lavarem na máquina, para poder pendurá-los e finalmente ir (tentar) dormir.

Monday, November 05, 2012

Historietas de Millhouse


Dia desses já mencionei que meu setor inteiro da repartição fez um treinamento juntos. Todos alinharam suas cadeiras até o local onde ia passar o projetor, e ficamos lá assistindo. Depois do intervalo, podendo analisar cuidadosamente onde eu estava, adivinhem quem foi que conseguiu arrastar sua cadeira até ficar ao meu lado? Exatamente, o Millhouse! Resolvi numa manhã de especial mau humor não permitir nenhuma abordagem das suas, e fiquei, obstinadamente, olhando para a frente. Foram dolorosos 90min sem poder virar o pescoço para o lado, numa tentativa obstinada de não ganhar o famigerado beijinho de oi. Funcionou. Acontece que apesar de ter me livrado do beijinho, arrumei um outro problema maior, porque imaginem, eu ali com medo de me tornar presa fácil, passei os 90min tensa, acompanhando seus movimentos. Ele tentou de todas as formas me mostrar que estava ali, nunca vi um homem mudar tanto de posição numa cadeira em tão pouco tempo. Mas perseverei e não teve intimidade forçada nenhuma! Horas mais tarde, já na impressora, não tive a mesma sorte.

Azar


Meus braços exercem um poder de atração incrível sobre maçanetas de portas. Não sei que coisa é essa, só sei que uma porta entreaberta engancha no meu braço toda vez, e eu vivo com nacos de pele faltando por causa disso. Vivo. Hoje de manhã além do engate, derramei aquele maldito suco de pêssego do copo que eu segurava. Praguejei, pousei o copo no criado mudo (e fiz aquele círculo melado), passei um pano úmido no chão. Ao voltar tentei evitar pisar onde sequei mas errei o cálculo, resvalando e quase caindo um tombo histórico logo assim de manhã cedo. Saco. 

Desafio


Essa semana tenho um desafio que vai ser muito importante para minha vida doméstica e acadêmica: quero ver minha escrivaninha arrumada! Nas fotos deu pra notar que ela é a minha fraqueza, o meu lugar livre para colocar minhas coisas em cima, e muitas vezes eu não consigo enxergar nada ou achar as coisas. Raramente estudei nela, em grande parte devido ao fato dela viver abarrotada com coisas que não lhe pertencem. Vou me esmerar nessa semana pra dar um fim às coisas que estão ali bagunçando o meu coreto. Escrivaninha, vem cá que eu vou te arrumar!

Doce novembro


Eu nunca vi esse filme, mas acho o nome muito bonitinho. Como comédia romântica é um mal que se alastra mais que conjuntivite, coceira ou outra coisa do tipo, tento passar ao largo delas – a não ser quando quero dormir, aí assisto com o volume bem baixo :)
Se novembro vai ou não ser doce, não posso avaliar agora, mas gostaria que fosse. Com menos contratempos, menos sobressaltos e mais coisas funcionando corretamente. Eu acho que esse mês tem potencial para ser doce, na verdade. Já tive um início muito legal, nesse feriado, e nessa semana, já hoje mesmo, vai ter uma outra programação boa. Ainda tem agendado um batismo de mergulho no feriado do dia 15, e uma viagem no último dia do mês! Considerando que hoje é dia 5, e que em 4 dias eu já tenho coisas bacanas previstas, eu só preciso dar um jeito de tornar os outros 21 dias doces! Vou me esmerar pra isso. E agora há pouco fiz uma listinha, bem enxuta, para esse mês, porque vocês sabem, eu preciso de todo o tempo que puder ganhar. Transferi um item importante para esse mês que era do mês passado, e dei uma equilibrada entre itens de diferentes áreas – alguns, inclusive, são bem legais. Segue:
  • pendurar minhas prateleiras e meu quadro;
  • consertar as gavetas do meu armário (vieram sem fundo);
  • doar sangue;
  • comprar pesos argentinos;
  • assistir 4 filmes novos;
  • fazer artigo de uma disciplina que estou devendo;
  • continuar a escrever minha dissertação já dentro da formatação oficial;
  • ler todos os livros do concurso (são 13).

Thursday, November 01, 2012

O que eu cumpri da minha lista de outubro

Vamos a ela:

-cumprir minha dieta - sim, na maior parte do tempo;
-praticar atividade física regularmente - não, longe disso;
-manter minha disciplina no mestrado - sim!;
-fazer o batismo de mergulho - agendado para 15/11;
-instalar minhas prateleiras e fazer outros furos - essa é engraçada. Fiz os furos, mas estão TODOS errados! Sem prateleiras ainda por causa disso...rs;
-me livrar das panelas feias - sim!
-arrumar meu quarto - sim!

Essa última até vou ilustrar. Hoje, agora há pouco, bati essa foto, com tudo no lugar, roupas de cama limpas, objetos dentro dos cestinhos e organizados.


Mas a pior parte, com certeza, era o lado da escrivaninha, porque ali eu vou deixando tudo, as roupas que não escolhi, os livros, as contas, enfim, tudo o que eu não guardo no lugar, eu acabo jogando na escrivaninha. E em alguns momentos desse mês, ela ficou assim:

 Mas hoje, depois de limpar, varrer, espanar, guardar, ela está assim:
Ela continua sendo o lugar onde deixo as coisas, é uma sina dela, pobrezinha. Imaginem que essa sacola e mochila vão sair hoje, e o biquini, ali em cima, precisa entrar numa mala. Mas eu mal acabei de arrumar e já pus três coisas em cima dela!

Sobre o restante da lista, eu avalio que fiz uma lista bem realista, com metas possíveis. E eu acho que não consegui porque não exigi o suficiente de mim mesma. Mas apesar disso, eu fiz diversas coisas que eu sempre fico dizendo que vou fazer e nunca faço. Eu acredito que consegui superar a mim mesma, principalmente no mestrado, porque eu sou muito dispersa. Dispersa demais. E mesmo quando fiquei triste, ou brava, ou feliz, ou qualquer coisa, eu me dediquei. E isso é muito importante!
Na verdade, eu li uma vez uma frase que diz que "direção é melhor que velocidade". Eu acho que ela não se aplica a tudo, não. Só a direção correta às vezes é insuficiente para fazer uma mudança realmente importante. Tem coisas na vida que a gente não pode mudar aos pouquinhos. Outras, sim.
Eu preciso cumprir meu prazo da dissertação, por exemplo, mas eu não preciso aprender tudo de uma vez só sobre ser mais obstinada e fazer as coisas. Então eu preciso estar na direção e velocidade corretas sobre uma coisa, e na outra, posso me dar a chance de aprender aos poucos, com os processos. Vamos ver.
Hoje eu li no blogue de alguém que quando a gente desiste de algo que se colocou como meta, a gente fortaleceu nossa tendência a desistir das coisas, e que a gente precisa exercitar nossa capacidade de realizar o que precisa e quer. Preciso, mesmo, enfraquecer meu músculo da desistência!
Novembro já chegou. Tenho muito o que fazer, mas vou priorizar o que importa. E mais tarde eu conto o que é!

Eu consegui!

Então como alguns acompanharam, eu ando tentando analisar alguns processos internos. Um deles tinha a ver com eu e Wal e nossa convivência, pacífica porém nem sempre doce. Essa semana foi intensa de conversações, consegui dizer logo na segunda-feira que não queria mais ouvir narrativas sobre trabalho ou facebook!
E na terça-feira, enquanto a gente limpava a casa, consegui dizer que achava nossa casa muito imunda e desorganizada e drama-queen etc. Eu sou muito maníaca, e ela é muito, em excesso, relax. Mas consegui relativizar algumas coisas que ela me relembrou: nós não temos empregada, nem nunca tivemos, as duas trabalham, e no geral, as coisas até que vão bem.
Pensei sobre isso e resolvi admitir que até que vão, mesmo. Talvez um copo, um pratinho e uma faca dentro da pia não sejam assim tão ruins (embora eu quisesse a pia sempre reluzindo, limpa e seca). Ainda acho que ela poderia fazer algumas coisas diferente, mas aí lembrei que todas as vezes que sugeri algo, ela aceitou tentar. E resolvi sugerir as coisas, ao invés de me incomodar em silêncio e odiar minha casa!
Hoje, ainda, consegui falar (por escrito, mas falei), qual era meu argumento para não querer falar de trabalho, nem de facebook, e nem uma outra coisa lá que ela fez (mas que não vem ao caso).Preferia conversar ao vivo, odeio gente que discute pela internet assuntos relevantes. Mas quando eu quero muito dizer algo a alguém, fico tão desesperada que agarro pela internet mesmo!
Espero que isso limpe um pouco esse rio, e vamos ver o que mais sai dele.

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