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Wednesday, October 31, 2012

Taís, terapia de grupo!


Taís ficou meio desesperada com um prazo de 13 dias para escrever um artigo científico de 20 páginas. Acho justo, mas acho que tem como ajeitar a situação. Claro que isso depende de quem está por trás do artigo, mas eu com 13 dias, teria, na prática, somente 5 para escrever, quais sejam: os dois finais de semana e o feriado dessa semana. Tenho uma dificuldade tremenda de escrever picadinho, por isso, sempre pego um dia inteiro e escrevo tudo, assim, de um golpe. Não sei se esse método é bom, mas é bom para mim, então, acho que nesses casos não tem muito certo ou errado.
Se eu fosse você, Taís, eu faria o seguinte:
1- hoje, chegando em casa, eu faria um levantamento dos textos que vou usar, das eventuais anotações e fichamentos que eu possa ter sobre eles, e/ou sobre o tema. Deixaria tudo isso junto no mesmo lugar;
2 – caso o tema fosse livre, escolheria o tema. Sempre escolho temas que eu tenho proximidade, ou que eu vá aproveitar o conteúdo do artigo depois (no caso da minha dissertação, no caso). Se não fosse livre, mesmo assim, eu precisaria esboçar qual seria a ideia principal a ser exposta nele;
3 – sabendo isso, eu ia montar o esqueleto do meu artigo. Quais ideias eu teria que desenvolver e quantas páginas eu gastaria com cada uma delas. Vou tentar dar um exemplo disso mais adiante;
4 – amanhã, na véspera do feriado, eu iria reler minhas anotações sobre o tema e/ou sobre os textos, assim eu já teria uma noção do que eles dizem, no geral. Caso isso não exista, iniciaria uma seleção dos textos, preferindo aqueles que compreendi e/ou estudei melhor. Com pouco tempo, melhor me basear em coisas que sinto mais segurança;
5 – sexta-feira, de dia, iniciaria as leituras. Conforme vou lendo, vou grifando partes importantes de duas formas: ideias centrais do texto e frases com potencial de virarem citação. Como eu já sei o que vou escrever, geralmente, quando vejo uma frase ou parágrafo especialmente explicativos, uso esses pra defender meu ponto. Faço leituras em blocos de 50min em 50min. A cada 50min o celular desperta, eu dou uma voltinha, e quando devo reiniciar, faço anotações se achar pertinente, ou, no mínimo, pra memorizar o que li daquele texto. E aí começo mais um bloco de 50min (isso significa que daria pra você ler umas 200 páginas ou mais);
6 – sábado, terminaria as leituras que ainda faltassem. Sobrando tempo (acho que vai sobrar), eu iniciaria a rascunhar o artigo. Mesmo esquema, de 50min em 50min;
7 – domingo seria totalmente dedicado a escrever, de 50 em 50min, e pararia cedo, tipo umas 18h. Faria um intervalo mais comprido de almoço, também;
8 – durante a semana, como sou indisciplinada pra produzir, faria ajustes, colocaria o texto na norma, organizaria as referências bibliográficas e quetais. Isso parece bobagem, mas sempre gasto pelo menos mais umas 2h formatando o trabalho, o que é muito cansativo depois de passar o dia produzindo;
9 – como você tem mais um final de semana, revise o texto, imprima já no sábado (pra não ter nenhuma surpresa na segunda-feira) e pronto!

Na prática, na verdade, eu escreveria mesmo no feriadão. Isso é uma característica minha, dia de semana o tempo é picadinho, de noite estou cansada de mais e não faço nada. Prefiro usar os finais de semana por causa disso. Nesse meio-tempo, eu não lavo roupas, eu não cozinho, não faço absolutamente nada que possa fazer depois. Hoje em dia, como escrevo de manhã, eu arrumo tudo à noite (meu quarto, meu café da manhã, minha roupa de trabalhar no dia seguinte) para ficar liberada de manhã. Se você conseguir se concentrar durante as noites, talvez seja melhor, mas eu preciso estar com tudo “fresquinho”, para poder escrever de uma vez só.
Eu espero que você consiga, e que conhecer a metodologia de outra pessoa te ajude!

Pensei em explicar através de um exemplo como eu organizo o texto que vou escrever. Esses tempos tive que escrever um artigo sobre o trabalho como princípio educativo. Quem conhece a discussão sabe que é um tema polêmico, e tem grandes nomes nacionais se contrapondo. Ou seja, quem sou eu? Assumi que eu não conheço a discussão o suficiente, e resolvi partir pra um outro lado: independente da questão do trabalho educativo, a educação precisa de um programa. E nisso, limei os textos polêmicos quase que todos da minha lista. Resolvi que eu ia fazer uma defesa do método materialista-dialético como análise da realidade, que era importante não deixar esse método de fora da educação, e discuti isso. Então, eu tinha claro assim, sobre meu artigo: 1 – descrever o materialismo dialético no geral; 2 – discutir o materialismo dialético na educação; 3 – propor que se faça um programa para a educação baseado nisso.
Sobre isso, eu conseguiria falar. Sobre a polêmica, não. Isso é coisa que só você vai poder avaliar, mas analisar seu tema e procurar algo que te seja mais fácil, porque você conhece melhor o tema, é a saída mais viável agora.

Ajudem a Taís com dicas!

Mas a saga de Millhouse ainda renderá!


Dia desses estava eu, em horário de almoço, postando alguma bobagem aqui no blogue. Escrevia rápido, afinal, estava no blogue, não é adequado, mas era hora de almoço, enfim. Millhouse chega, passa pra um lado, depois para o outro... E ao retornar chega, me dando beijinho de oi:
- Oi querida, tudo bem?
- Tudo, pode falar
- Não, não, era só oi... Você digita rápido, né?
- (meneio afirmativo de cabeça, emitindo olhar significativo e esperando que ele saia)
- Então tá... tchau!
Mas eram só 12h55. 

Vamos acabar com o mistério do Millhouse

É impressionante o tanto que Millhouse ganha a simpatia dos leitores, tendo até gente achando que de repente, eu e ele, temos alguma chance. Mais: tem gente, apesar de eu ter dito, geente, ele é o Millhouse, portanto, sinto misto de peninha e desprezo, achando que eu posso um dia desenvolver algum interesse por ele. Não, gente. Não vai acontecer.
Outros previram que ele iria, mais dia menos dia, se manifestar, talvez na festa de final de ano. Bom, pessoa desagradável que sou, já mandei avisar que não vou me entuchar de churrasco com os colegas da repartição em dezembro, porque estarei em Buenos Aires fazendo algo realmente que valha a pena.
Mas, apesar disso, Millhouse percebeu potencial para uma aproximação durante essas últimas semanas, a qual não relatei pra vocês porque queria contextualizar mais as abordagens dele (que, Jesus, nunca param).
Como ele mudou de lugar na repartição, agora ele senta de frente pra impressora, que é um lixo velho e obsoleto, e não-raro encontra-se uma filinha de cerca de 4 pessoas, aguardando suas impressões nela. E, invariavelmente, quando ele me vê na impressora, ele vem me dar o seu indefectível beijinho de oi e puxar algum assunto desnecessário. Pra vocês terem noção do tanto que isso é recorrente, eu tenho programado meu dia de modos a ir uma vez só na impressora, porque estou começando a achar meio boring essa insistência toda. Mas eis que numa sexta-feira dessas...
- Oi querida, tudo bem? (beijinho de oi, e fica alisando minhas costas, tipo aqueles abracinhos de cumprimento, mas só que fica alisando uns 20seg a mais do que o socialmente aceito)
- Tudo Millhouse, e aí? (já virando de novo pra impressora, tentando cortar Millhouse).
- Tudo, você já tem programa pra amanhã à noite?
- (tentando pensar muito rápido) Vou para Gothan visitar meus pais, porque?
- Ah... que pena... Ia te convidar pra ir numa pizzaria... pizzaria tal, conhece?
- Não, o que vai ter lá amanhã?
- Ah um grupo que eu saio sempre, o dos Empreendedores Cristãos!
- Ah, que pena...fica para a próxima...
Ando eu tentando não explodir em gargalhadas, porque ele é mesmo muito figura, volto para minha mesa, impressionada com sua coragem. Minutos depois, chega um e-mail dele (desgraçado, quando eu preciso de um e-mail de trabalho, faz na maior incompetência)divulgando o evento cristão na pizzaria.
Imaginem eu e meu ateísmo fortemente consolidado indo num evento de empreendedores cristãos. Não sei o que pode ser mais errado, eu, como revolucionariazinha-esquerdista participar de um evento de empreendedores, ou eu, como descrente contumaz e cética ir num evento de cristãos!
Mas enfim, aos que torcem pelo Millhouse, adianto então esse desfecho, porque sei que ele dá ibope! Aliás, ele virou tipo o Ted, de How I Met Your Mother, que eu pelo menos, vivo torcendo a favor...
Mas que na vida real, passaria longe.

Tuesday, October 30, 2012

Desconectada

Então meu computadorzinho está na UTI de computadores até segunda-feira. Vou blogar menos e ficar uns dias sem facebook. Sinceramente... Boas notícias!
Não a do computador, lógico. Sem ele minha produção acadêmica estaciona. Mas como não tenho outra alternativa, vou estudar pro concurso essa semana e me libertar dessa conexão toda.
Mas eu volto!

Monday, October 29, 2012

Desafio semanal: semi-checked

Não tem sido fácil manter essa cabecinha avoada nos objetivos que eu mesma invento. Mas aos poucos, vou me disciplinando, sendo paciente e insistente comigo ao mesmo tempo.
Não passei a semana inteira sem lactose. Lá pela quarta-feira, almocei um strogonofe, comi um pedaço de torta, tinha cream-cheese no sushi... Continuo me sentindo desconfortável, mas evitando o máximo que consigo. Testando soluções novas, mas ainda sinto que meu organismo não reestabilizou.
A rotina noturna funcionou, assim-assim. Não cheguei mais perto da novela das 21h, e o tempo tem sido melhor aproveitado à noite. Mas ainda não consolidei totalmente alguns hábitos que seriam importantes.
Resolvi, então, ir fracionando as coisas que quero adicionar à minha rotina noturna, especificamente aquelas que ainda não consegui consolidar.
Nessa semana, meu maior desafio vai ser não esquecer de ler, todas as noites, as minhas 10 páginas de literatura (estou no Dom Quixote, excelente) e as outras 10 de textos técnicos (O Feitiço da Ajuda, no momento).
Mas junto com esse, pra não ser a maior moleza, eu estabeleci mais um: quero vir trabalhar pelas escadas de manhã. São 5 andares e 96 degraus, contei hoje. Já que eu resolvi me dar um tempo e não forçar a barra com o compromisso da atividade física, preciso tentar fazer alguma coisa pelo meu fôlego. Não é dos melhores, confesso, mas também não é dos piores.
Semana nova, eu te esperei muito! Bem-vinda!

Sunday, October 28, 2012

Consegui!

Postagem feita com uma taça de vinho branco gelado entre os dedos, feliz e aliviada por ter conseguido finalmente concluir uma parte da seção teórica, para poder mandar ao meu Co-Orientador. Depois de confusões, de computador estragando, de trabalho refeito e uma certa dose de desconfiança de mim mesma, me concentrei e mandei ver. São modestas 25 páginas, mas sei que quando voltarem, mais rabiscadas que os muros de São Paulo, as coisas vão ficar feias pro meu lado. Amanhã, apesar dessa vitória, minha saga continua, com a análise documental e mais detalhes da seção teórica, e, principalmente, novos livros que percebi que preciso ler.
Essa semana ainda preciso pedir uma nova prorrogação de prazo, e resolvi fazer um novo concurso público. A prova é em dezembro, então tenho ainda muito o que estudar nesse próximo mês. Mas o que importa é estar caminhando, não estou mais paralisada!
Queria poder sair pra comemorar, mas a essa altura do mês, preciso economizar em tudo, inclusive no último quarto de tanque de gasolina que me resta. Então viva o vinho da geladeira e o barulho da vizinhança lá na pracinha em frente ao meu prédio!

As pessoas prevenidas, ah as pessoas prevenidas...

Uma coisa eu aprendi nesses últimos anos empiricamente. Comigo, as coisas que podem dar errado, vão dar. Não posso confiar na sorte, contar que tudo vai dar certo, sempre preciso de um plano B. Tudo bem, de posse dessa informação, eu tento sempre prever todas as variáveis e não permitir que as coisas deem errado. Se me perguntar como quero a vida, é sempre no botão "sem emoção".
Então hoje eu sentei aqui nesse mesmo sofá e li um livro inteiro, mais um artigo, mais outro livro, e me senti pronta para escrever. Fui salvando o tempo todo o que ia escrevendo, mas num lapso de confiança, fiz isso apenas no computador. Má ideia.
Evidentemente, ele não ligou mais depois disso, e eu estou agora usando o computador de outra pessoa para escrever esse post. Para minha sorte, nem sempre sou tão imprevidente com minhas coisas, e na sexta-feira, última vez em que mexia nesse arquivo, fui salvando o tempo todo no pendrive o que escrevia. Acabei perdendo só uma página. Menos mal.
Ainda meio frustrada com essa página perdida, me sinto aliviada por ter pensado nisso, e prometo, nunca mais, confiar no meu computador.
Todas as manhãs, quando acabo de escrever, eu salvo no computador, mando uma cópia para meu e-mail e atualizo o pendrive. Em pleno domingo, fui querer viver o sabor de domingo... E o sabor ficou ruim!
Mesmo eu pedindo "sem emoção", a vida sempre quer me mostrar um pouco de "com emoção". Vai entender...

Ver-o-peso

Hoje é um domingo típico, em que estou finalmente em casa e posso ir me pesar no dia certo! Fui comprar umas coisinhas para a semana e aproveitei para ir em minha habitual balança. Saí de lá muy contenta: 71,650kg! Eu perdi 650g desde a última vez!
Eu estava muito querendo sair desses malditos 72kg, quase tanto quanto quero sair da casa dos 70kg. Mas uma coisa de cada vez. Hoje a Thais, do Vida Organizada, contou que perdeu mais de 20kg em apenas três meses e sem atividade física, fazendo aquela dieta da restrição dos carboidratos. Eu jamais faria aquela dieta, a não ser numa situação muito específica e por poucos dias (entrar no vestido no sábado, por exemplo). Mas ela vai narrando algumas coisas que ela pensou durante esse processo que me fizeram pensar e que quero continuar fazendo, porque os números parecem confirmar que estou certa.
Quando voltei da Europa, tencionava voltar imediatamente com a atividade física, e isso está longe de ter acontecido. Resolvi que não ia despender absolutamente nenhuma energia em nenhum projeto que não fosse terminar o mestrado, e foi assim que me organizei. Em alguns momentos, considerei que já que não ia fazer exercícios, estava numa fase difícil e tudo o mais, não seria melhor eu simplesmente deixar a dieta pra depois? Mas os dias foram passando, e mesmo pensando nisso, e eventualmente dando meus escorregões, mantive a programação original. Todo final de semana eu sento e penso no que vou comer na próxima semana, e escolho almoços e jantares gostosos, nutritivos e saudáveis, com feijões, com legumes, muitas ervas (secas e frescas) e bem pouca gordura. Aboli refogados de minha vida, trocados pelo ato de cozinhar seja o que for na grelha ou vapor e dar apenas um "chorinho" de azeite cru no final, mais pelo sabor. E nessas últimas 4 semanas, apesar da diferença de peso ter sido pequena, a diferença nutricional foi bem grande. Nesse momento, é tudo o que posso cobrar de mim mesma.
Semana passada eu queria muito não pesar mais 72kg, e eu consegui! Agora, quero demais não pesar mais 71kg...

Saturday, October 27, 2012

Tentando fazer análise!

Gente, meu sisteminha de comentários anda ótimo! Cada pessoa bacana me ajudando a desvendar os mistérios da vida, fiquei orgulhosa e contente!
Ainda preciso investigar melhor o que me acontece, porque como algumas pessoas palpitaram, muito provavelmente, eu estou com alguma questão pra resolver. E elas podem ser de várias ordens, desde saúde (a falta de atividade física, o excesso de peso, eventual problema nutricional, quem sabe?), podendo ser psicológico, podendo ser... várias coisas. Resolvi investigar.
E pra isso, tracei um plano. Em primeiro lugar, preciso de um exame de sangue pra eliminar causas biológicas. Na repartição eu posso fazer pelo plano de saúde, mas é meio complicadinho,chato de marcar, então vou fazer duas coisas ao mesmo tempo. Vou doar sangue no HU, que faz tempo que não vou, e dentro de uns dias (acho que 15), eles me disponibilizam na internet um resumo do meu sangue, bem interessante. Fico sabendo se estou bem dessa parte fisiológica, mas em troca, doo sangue.
Em segundo lugar, preciso identificar se meus problemas têm origem na minha casa ou fora dela. Porque gente, a repartição é um horror. Tipo, um horror com ambiente climatizado, orçamento de 60mil ao ano pra gastar com o trabalho, etc. Mas um horror em que a gente lida com o sofrimento e a miséria humanas em vários níveis, o tempo todo, e nem sempre pode dar uma resposta satisfatória. Além disso, essa repartição pública em específico é muito contaminada por jogos de interesses políticos, que também determinam o rumo da gente lá dentro. Nunca mencionei, mas minha batata vive constantemente assando lá dentro, porque não consigo me calar diante de certos absurdos, e o resultado é muita cara sendo virada para mim, e gente querendo me pegar na primeira esquina. Nem ligo, me viram a cara e tenho orgulho disso. Não sou como eles. Mas então, quando volto da repartição, geralmente, estou bem drenadas de forças. Quando o dia é bom, saio melhor. Então, pode ser que tenha alguma correlação.
Preciso ainda entender minha relação com a Wal, que realmente é algo novo, porque de todas as modalidades de morar junto que conheço, só eu e uma amiga é a primeira vez. Gostei de morar nas repúblicas com bastante gente porque as regras eram bem definidas, e aqui elas são mais flexíveis, como me parece adequado. Nós precisamos apoiar uma a outra, ajudar quando a outra está fora, essas coisas. E eu fico muito fora. A verdade é que eu também não sou nada fácil. Não consigo ser muito easy-going com coisas banais, não tenho paciência para certos assuntos. Wal gosta muito do facebook, eu odeio cada dia mais. Ela sempre se dispõe a ir na balada, eu não consigo. Ela fica com pessoas que não têm a menor afinidade intelectual com ela, o que fica claro quando falam pelo facebook, e eu não faria isso jamais. Aí imaginem que se eu não quero isso pra mim, muito menos vou querer acompanhar a vida dela. Sentar no sofá pra ver TV quando ela está em casa é ouvir uma constante narrativa sobre esse cotidiano, absolutamente desinteressante para mim. Ou de trabalho. Temos a mesma profissão, e ela gosta muito de contar do trabalho. E eu odeio falar de trabalho, principalmente o dos outros, na minha hora de folga. Principalmente sendo a mesma profissão que a minha, porque, sem querer, me envolvo no assunto e discuto situações, casos. De graça. Na minha hora de folga. Sabe onde eu gosto de ter diálogos banais? No meu blogue. Conto que comprei papel no exterior, que emagreci ou engordei, mas não na vida real. Lá eu quero falar de livros, de filmes, de política, de música. Enfim, como eu disse, eu não sou fácil. Preciso tentar ser um pouquinho mais fácil em algumas coisas.
Vou tentar fazer um plano.
Pra hoje tenho grandes planos domésticos e um cronograma pesado de estudo. Mas essa postagem já se alongou demais. Me senti à vontade pra escrever de novo porque todo mundo foi tão solícito na outra! E porque afinal, o blogue é meu. rs

Friday, October 26, 2012

A influência de um ambiente sobre a gente

Então eu ontem voltei para casa, depois de dois diazinhos fora, um muito legal em Laguna e outro não tão legal mas sem nada de ruim em Criciúma.
Logo ao chegar, pus a mala no chão do quarto, bolsa sobre a cama e fiquei imediatamente... cansada. Fiquei muito preguiçosa ontem quando cheguei, e hoje, depois de ficar quase 1h lutando para levantar, consegui. Fiz uma série de atividades, nenhuma de estudos (hoje tem feirinha na pracinha), e quando faltavam apenas 20min para vir trabalhar, eu estava pronta, com o quarto e a bolsa arrumados e sentei na cama, com o note no colo, para flanar pela internet. E os minutos foram passando, e fui ficando mais e mais angustiada, porque teria que entrar na repartição. Entrei, obviamente, e estou aqui. Mas no final do almoço, rolou o mesmo sentimento.
Notei que estou com uma relação meio doentia com minha casa, e não sei o que é exatamente. Eu adoro ficar em casa, sabem, mas quando eu chego em casa, fico muito deitada, lendo ou na internet. Vendo seriados, às vezes vendo TV. Assim que me mudei, eu ficava arrumando os cômodos, cozinhando, curtindo os ambientes. Com a mudança de Wal, meu espaço ficou mais restrito, e eu fico bastante no meu quarto, tenho menos inspiração de cozinhar, e de fazer coisinhas de casa. Não estudo na mesa da sala, não fico muito na sala. Aquela TV sempre ligada. Não me incomodava, agora incomoda a TV sempre ligada. Sempre no mesmo canal. Meu quarto fica meio sem espaço e sem organização, e fico eternamente organizando-o.
Ao mesmo tempo, nunca quero sair de casa. Mas dentro dela, não a aproveito como deveria. Aparentemente, alguma coisa nesse espaço tem consumido a minha energia mais que deveria, me fazendo querer ficar, mas ao mesmo tempo, quando fico, não é um ficar com qualidade.
Será que preciso mudar algo nela? Ou é em mim? Alguém já sentiu isso?

Millhouse, o ser saltitante do elevador

Dia desses Millhouse levou uma sorte que nem ele pôde acreditar. Bem quando eu ia descendo para almoçar, ele e seus três colegas iam indo também!
Eu almoço em casa, e ele almoça no refeitório, então ele desceria no 3 e eu no 1. Naquele ínterim de nosso encontro, ele aproveitou para me dar o seu habitual beijinho de oi (oi, nós não temos intimidade nenhuma e eu te cumprimento com beijinho no elevador na hora do almoço, ó que adequado?) e perguntar qual seria meu andar. Faz isso dando diversos pequenos pulinhos, como se estivesse aquecendo para entrar em campo. Ao notar que eu desceria no 1, ele rapidamente raciocina que eu poderia estar indo comer na padaria, e questiona:
- Você vai na padaria? A gente poderia ir na padaria hoje, né? (pergunta 2 dirigida ao seu grupo de almoço).
- Não, vou pra casa, Millhouse.
- Ah, vai pra casa...
Nisso o elevador chega no 3, e o grupo desce, acompanhado de Millhouse, automaticamente dissuadido da proposta que ele mesmo fez de comer na padaria.

Thursday, October 25, 2012

Resquícios da viagem: briques de papelaria

Então como eu comentei, enchi as malas de quinquilharias desnecessárias. Essas coisinhas são ainda da viagem, todas de supermercados. Os bloquinhos de anotação, os marcadores de página fluorescentes e o kitzinho com marcador de página e post-it estampadinhos são da Slovakia, dos supermercados Tesco. Cada um custou cerca de 2 euros, inclusive o kit com uma caneta e uma caneta-corretivo, a branquinha. Os guardanapos de corujinha vieram do Eataly, na Itália, e foram caros: acho que 4 euros. Os outros são presentes de mamis, de sua viagem à China.
Eu uso muito o bloquinho de anotações rosa, para minhas listinhas, a caneta azul (carrego na bolsa) e eventualmente o marcador de páginas fluorescente. Nessas arrumações eternas, fico com dó de abrir minhas coisas fofinhas e bonitinhas e elas encherem de pó. Hoje marquei as paredes que preciso fazer furos para poder instalar minhas prateleiras e finalmente organizar as coisas...

Wednesday, October 24, 2012

Até tenho medo de compartilhar isso aqui, mas...

... Eu tenho conseguido ler e escrever minha dissertação! No domingo passado, passei a tarde mexendo numa das subseções que preciso escrever, e quando vi, tinha chegado no final do texto. Esse momento foi surpreendente!
Eu tenho levantado às 6h30 todos os dias e estudo até 9h50, quando vou trabalhar - subtraia-se uns 50min que levo para me arrumar, tomar café e fazer os exercícios da coluna. Antigamente eu gostava de estudar à noite, escrevia bastante, e dormia o dia todo. Hoje em dia, mesmo podendo acordar tarde, não consigo estudar à noite, chego muito destruída da repartição e não faço nada. Resolvi assumir isso e estudar de manhã cedo, de cuca fresca. Tem funcionado.
Também consegui comprar ritalina de uma pessoa próxima de mim - um usuário do medicamento com acesso às receitas me vendeu 10 de suas pílulas, e embora já tenha tomado 4, não senti muito efeito não.
Ontem, no hotel, consegui escrever mais um tanto, no horário até então consumido assistindo TV. Tive impulso de ligá-la, por costume, principalmente sozinha no quarto. Mas, ao não fazê-lo, a hora passou rápido e os escritos renderam!
Espero conseguir manter essa dinâmica hoje - já é quase hora de desligar a TV. Desligar o e-mail, o facebook, o blogue. Mentalizem! Me ajudem!

Reflexões desnecessárias

Compromissos profissionais me trouxeram ao hotel que costumava veranear quando mais novinha aqui em Laguna. Os mesmos compromissos já me levaram ao hotel Marambaia, em Balneário Camboriú, ao hotel Gloria, em Blumenau, ao Bertaso, de Chapecó e mais uma infinidade de hotéis tradicionais do interior de Santa Catarina. A maioria deles é famosa em suas cidades pela tradição e por terem sido, em idos tempos, os melhores hotéis do local.
Mas certamente não são mais.
Eu não sei se foi a nossa exigência que mudou de padrão ou se realmente esses aqui ficaram para trás. Mas com esses hotéis moderninhos tipo Ibis de hoje em dia, entrar num hotel de elevador velho, ladrilho velho, chuveiro a gás com ferrugem na torneira... parece tão decadente. Esses hotéis que eram até luxuosos em alguns casos (note-se pelas mobílias das salas, pelo tamanho dos banheiros e quartos) hoje parece que tentam sobreviver no meio da atmosfera esterilizada da rede Ibis. E convenhamos que uma atmosfera esterilizada às vezes vai bem: porque já peguei carpete em quarto de hotel a essa altura da vida, ar condicionado que quando ligado parece um avião, frigobares enferrujados e elevadores que dão medo.
Os hotéis são simpáticos e saudosistas, mas também andam meio capengas.
Na única coisa que eu não queria que modernizasse, lá vêm eles com o supra-sumo da modernidade que abomino: suco de laranja de maquininha. Quem, ó pai, inventou que hotel deveria ter suco de maquininha? Aquele plástico rodando eternamente, mexendo aquele suco doce, ruim, e gelado. E eu com saudades do suco espremido na jarra, mexido com uma colher. Saudades do tempo em que suco de maquininha era restrito a lanchonetes, e que os cafés de hotel me pareciam algo delicioso.

Tuesday, October 23, 2012

Ver-o-peso

Eu queria ter me pesado ontem e até fui no mercado que contém minha balança de sempre, porém ainda era antes das 9h, eu não me sentia bem e não pude esperar mais alguns minutos até a farmácia abrir. Mas não queria vir viajar sem me pesar, e hoje na hora do almoço fui correndinho fazer isso.
Veredicto: 72,300g. De novo um emagrecimento bem singelo, bem pequeno, e até surpreendente, porque dei minhas escorregadas na semana passada. Porém, um fato provavelmente explica essa súbita  perda, e não é um bom fato: uma diarreia bem aguda desde domingo cedo, que me deixou ontem em casa, com suores e enjoo. Tive dores de cabeça hoje pela manhã também.
O motivo todo mundo conhece, é minha boa e velha amiga lactose. Eu comi uma pizza na quinta; um frango com creme de leite na sexta; um brownie com café-com-leite no sábado... e o resultado me fulminou. Por isso o desafio dessa semana incluía um tratamento de choque, longe da lactose. Os resultados já iniciaram a aparecer, me sinto melhor de saúde e até de disposição - o triptofano, presente nos laticínios, para quem não sabe, é um calmantezinho natural. No meu caso, fazedor de sonolência e indisposição, amigas frequentes nas últimas semanas.
Hoje estou em Laguna devido a compromissos profissionais, e com o horário de verão consegui fazer uma caminhada leve na praia de 30min. Jantei um peixe grelhado com suco de frutas, mas acho que a pastinha que passei no pão do couvert tinha manteiga, e por cima uns crisps de queijo. Espero que seja parmesão, faz menos mal.
Imaginem vocês minha cara de pastel ao encarar o café da manhã de hotel nos próximos dois dias. Sem poder comer uma fatiazinha de queijo, nem meu habitual café com leite que tomo nos cafés de hotel.
Brasil, socorre essa moça e sequestra mais 300g dela, vamos fazê-la perder 1kg!

Monday, October 22, 2012

Pessoas que a gente gosta de graça

Então eu tenho essa mania um pouco estranha de vincular quase que à toa com as pessoas, sabem como?
Vou com a cara de gente por nada em específico, e às vezes nem sei se a pessoa é mesmo legal!
Tem uma menina da minha sala do mestrado (ela é do doutorado, mas fazíamos várias disciplinas juntas por causa de nossos orientadores serem da mesma linha),  e eu sempre simpatizei demais com ela. Assim, do nada. Achava ela bonita, inteligente, gostava das perguntas e dos comentários que ela fazia nas aulas e filava o chimarrão toda terça à tarde. Agora há pouco ela veio no facebook me pedir voto pra banda da sobrinha e eu até cliquei! E eu nunca faço essas coisas!
Não tenho isso de não ir com a cara da pessoa imediatamente, mas com algumas pessoas eu vou com a cara assim, por coisa nenhuma. Vai entender!

Desafio semanal: unchecked

A rotina noturna continua bagunçada. Eu queria chegar em casa às 17h10 trazendo o pãozinho da padaria, lanchar, tirar a maquiagem vendo TV e sair às 18h para praticar atividade física.
Voltar às 19h30, preparar meu jantar e adiantar o almoço enquanto isso, comer e ir arrumar meu quarto ou alguma outra coisa que precisasse de arrumação. Tomar banho às 20h30 e então, já sem lentes, de pijamas e com todos os cremes passados, deitar para ler, textos técnicos e de literatura. Estar dormindo às 22h30.
O que acontece é: eu chego em casa às 17h10 trazendo o pãozinho da padaria e às vezes mais um pedacinho de bolo, porque estão todos ali nesse horário, lindos e fresquinhos. Me arrasto sem forças para dentro de casa e fico quase 1h deitada, geralmente vendo seriado pelo computador, tentando reagir. Como algo nesse ínterim e vou preparar o jantar, adiantando algo do almoço. Tiro a maquiagem já depois das 19h, vendo TV, e como também vendo TV, estirada no sofá. Nos intervalos da novela eu saio correndo pela casa, arrumando o quarto ou algo que precise arrumar, e nem sempre fica 100%. Como era a última semana, fui dormir sempre lá pelas 23h30, sem ler nada antes.
Feio, muito feio.
A maldita novela acabou, e nem vou começar com a próxima, se quiser mais tempo na vida. Hoje estou em casa, porque fui uma intolerante a lactose muito má nesse final de semana e estou me sentindo mal. O desafio vai continuar nessa semana. Com um plus: quero ficar 7 dias sem ingerir lactose, porque estou mesmo muito agoniada. Esse final de semana passei realmente mal, e sei onde foi que tudo começou.
É a terceira tentativa, mas imaginem vocês que eu sou mesmo persistente.

Sunday, October 21, 2012

Atenção: postagem altamente irrelevante

Então a novela acabou. Confesso que acompanhei a última semana sistematicamente, querendo finalmente saber os finais. No início da novela era viciada, achava super dinâmica, cheia de lances emocionantes, mas depois, como toda novela... ela se arrastou bem mais que deveria.
Na última semana cada dia acontecia uma nova emoção, mas o mistério todo só se desenrolou no último dia, o que achei meio boring, inclusive porque os finais do resto do elenco não foi sendo construído em paralelo, como se costuma fazer às vezes. No último dia a novela correu 5 anos por causa disso, e ficaram pontas soltas: ninguém viu filho de Suelen, ninguém viu o que aconteceu com o Lúcio, simplesmente limaram a Agata do final e mandaram ela pra Paris... Mas tudo bem, terminamos a saga!
Sou uma pessoa absolutamente leiga acerca do ofício de interpretação e estou opinando assim, como leiga. Posso estar falando muitas bobagens. Mas Adriana Esteves, na minha humilde opinião, se superou em todos os sentidos e deu pra ver que trabalhou muito duro nessa novela. As expressões faciais que ela fazia, a capacidade que ela desenvolveu de expressar em silêncio a raiva, o sofrimento,   o desespero, só mexendo o rosto, me deixou impressionada. Acostumada a vê-la em papéis menos densos, de comédias (e nunca vou esquecer da Catarina, de O Cravo e a Rosa), acho que essa Carminha matou a pau. Irônica, maldosa, cheia de contradições e por fim, humana, sofrida, mas não de uma maneira boba, açucarada, ela foi brilhante, perfeita. A cena em que ela está catando lixo, decadente, envelhecida, não dura mais que 5seg e não tem uma fala sequer, um close de rosto, e ela consegue fazer uma postura e uns trejeitos tão perfeitos que a cena fala tudo o que quer falar só naquele  rasgo de tempo. Eu adorei o final de Carminha, embora tenha torcido para que ela desse o golpe em todo mundo e ficasse por cima no final.
Nina (Débora Falabella), Jorginho (Cauã), Tufão (Murilo Benício) e demais elenco de apoio: zzz... A Nina mesmo foi a personagem mais chata que já apareceu na televisão! O casal Leleco e Muricy deram show em todas as cenas que fizeram, dando uma leveza naquele climão pesado da mansão. Os dois atores são ótimos e mandaram ver!
Cena do Adauto curando o trauma: a história não foi exatamente forte, e a terapia express que a Olenka fez com ele de 5min e curou o trauma também só existe em último capítulo de novela. Mas achei muito tocante a maneira como ela tratou ele, como ela foi gentil e amorosa, e como ele conseguiu demonstrar uma fragilidade tão singela que dá vontade de cuidar dele. A cena foi cheia de delicadeza e eu achei emocionante!
O resto acho que era acessório. Essa novela me parece que tinha mais qualidade técnica, câmera mais solta, cenas mais bem dirigidas, e atores se esforçando um pouco mais. Ainda assim, é um entretenimento muito empobrecido, que eu preciso parar de usar. hehehe
Detalhes que me agradaram:
a) figurino da Carminha enquanto rica. Gente, ela é muito chique. Muita gente cansou daquele branco total e teve quem achasse que flertou com o cafona, mas eu acho a cara da riqueza. Ela nunca usou uma camisa de tecido que não fosse absolutamente nobre, calças de alfaiataria que vestiam super bem, jóias e bolsas ultra chiques... Eu amei!



 b) decoração da mansão Tufão: esse gato de porcelana apareceu muito nos últimos dias, porque vários diálogos se deram na sala esses dias, e o seu divertido e super kitsch(assim que se diz?) abacaxi de cristal.













Detalhes que me desagradavam e estou feliz que acabou: a terrível música do Leleco, Assim você mata o papai. Até que enfim, me livrei de ouvir!

Mi Buenos Aires querido

Minha internet hoje acordou de mal com a vida, o que é relativamente bom, porque estou conseguindo estudar muito mais que o normal. Uma pessoa comentou meu outro post perguntando algumas coisas de Buenos Aires e como clicando no perfil dela não consegui achar se ela tinha um email ou um blogue, resolvi postar aqui.
Eu já fui diversas vezes a Buenos Aires, que para nós aqui é um destino relativamente fácil (tem voos direto de Floripa sem fazer escala nem em Porto Alegre!). Já fui sozinha, em casal, e com família. Já fiz confortavelmente, de forma roots e dessa vez vou num meio-termo entre o conforto e o roots. Vou contar como estou planejando dessa vez, mas posso responder outras coisas se quiseres, caso seu perfil de viajar seja muito diferente do meu :).

Quando vou?

Saio num voo da Gol na quinta-feira dia 29/11 às 19h55, e às 21h25 desembarco em Ezeiza. Paguei com as taxas R$653,00 em 6x sem juros no cartão de crédito. Tentei ir pelo Aeroparque (outro aeroporto bem mais próximo) mas haviam menos opções de horários. Volto no domingo às 11h20 da manhã e chego antes das 14h em Floripa outra vez.
Lá, vou tentar pegar um ônibus para Buenos Aires, de linha mesmo. Ele é baratinho (uns 2 pesos) mas demora cerca de 1h30 para chegar ao destino. O táxi seria cerca de 150 pesos (75 reais), e tem ainda uma espécie de transporte executivo de cerca de 70 pesos, que talvez eu possa usar. Vai depender do meu cansaço, disponibilidade do ônibus e de qual mala vou levar. Como vou com uma amiga no mesmo voo e vamos ficar no mesmo hostel, talvez a gente opte pelo táxi, pois dividindo em duas seria o mesmo preço do transporte executivo, com a vantagem de nos deixar na porta do hostel.
No domingo, por ser voo internacional, vou levantar 7h e quero estar a caminho de Ezeiza antes das 8h, porque leva 1h até lá e mesmo sendo um voo tranquilo, é internacional, e sempre pode ter filas. Além disso, quero comprar algumas coisas que eu uso, principalmente cosméticos, que vende lá dentro, alguém já disse que é o maior freeshop da américa latina, não sei se procede.

Onde vou ficar?

No outro post comentei que vou ficar nesse hostel, o Sandanzas. Já fiquei lá outras vezes e gostei, acho o lugar simpático, o atendimento bom, a localização maravilhosa (San Telmo é meu bairro preferido), além de ser baratinho. Existem hotéis tão baratos ou um pouco mais caros com mais conforto, mas eu sempre prefiro o hostel por causa da possibilidade de interagir com pessoas de outras culturas e fazer amizades. Lá no Sandanzas é comum a gente sair todos juntos para beber, dançar, ou ficar no próprio hostel bebendo e conversando. É um clima bem legal, e ainda tem um café da manhã ótimo (não como os nossos, mas sim como os deles), aulas de dança em alguns dias e horários específicos, bicicletas que podem ser emprestadas, etc. Eles têm quartos para casal ou triplos, quádruplos com banheiro, se as pessoas quiserem ficar mais com privacidade. Vamos ficar nas acomodações coletivas pois somos em 6 e chegaremos cada um num dia, e eles confirmaram vagas para os 6, mas não necessariamente no mesmo quarto.

Como vou levar dinheiro e quanto vou levar?

Pretendo levar 100 pesos já comigo, para meu transporte e eventuais despesas (o hostel deve pedir um adiantamento quando eu fizer checkin). Mas lá vou tirar dinheiro e trocar numa casa de câmbio na avenida 9 de Julio com Calle Florida, tem boa cotação e na Calle Florida tem caixa eletrônico do Banco do Brasil, vou sacar lá. Eu levaria o dinheiro já comigo, mas meu salário vai cair só dia 30, então vou com esse propósito pois sei que tem o banco que eu uso (vou pagar taxa por isso). Tem muitos bancos Itaú lá também, e acho que HSBC. A casa de câmbio de dentro do aeroporto de Ezeiza funciona 24h por dia, mas não tem boa cotação. Melhor fazer isso no centro. Tem várias casas e pode ser bom comparar a cotação de cada uma para o dia.
Não é bom comprar no cartão de crédito por causa das taxas. Talvez o travel card seja uma boa, caso você já tenha seu dinheiro. No freeshop do aeroporto, no entanto, vou comprar com cartão, mas já vai ser na saída.
Algumas pessoas recomendam trabalhar com dólares, pois os estabelecimentos aceitam e a cotação é melhor. Não pretendo fazer isso, porque acho que fazer duas conversões acaba gerando perda de dinheiro.
Estou fazendo uma previsão (além da hospedagem) de gastar 100 reais por dia com alimentação, transporte e passeios. Essa é uma estimativa bem alta, e muito provavelmente vou gastar bem menos, mas ultimamente não fui mais para lá e me disseram que os preços andam como no Brasil,  apesar da moeda deles ser mais barata. Por exemplo: 8 reais num café (acho caríssimo). Lá, vai custar 16 pesos argentinos. Então apesar da vantagem da moeda, os preços estão equivalentes.
Evidentemente, devem ter oscilações conforme o item e o local.

O que vou fazer?

Estou indo por um evento específico que vai rolar no sábado à noite, então como já conheço e queria muito encontrar a galera, fiz essa aventura. Na prática eu vou ter só dois dias (sexta e sábado) para os passeios, pois quinta chegaremos bem tarde e domingo vamos sair bem cedo! Então preciso priorizar meus lugares favoritos. Quem nunca foi precisa de muito mais dias. Ao menos uns 4, para dar aquela batida geral nas coisas principais. Mas se puder ficar mais, vai ter atividades super legais, lá tem muitas coisas!
Eu pretendo estruturar meus dias mais ou menos assim:
sair para beber numa milonga na quinta à noite. As milongas são casas de tango com pessoas comuns dançando tango, não shows. É uma coisa linda de se ver, onde os locais costumam ir, eles dançam super bem e o astral é muito legal. Tem diversas casas que dão shows e algumas fazem pacotes de janta com show, isso é fácil de encontrar, e San Telmo é o bairro ideal para isso.
- sexta de manhã: Calle Florida trocar dinheiro, fazer compras e tour no centro na sexta de manhã. Ao final da Calle Florida é a Plaza de Mayo, o Obelisco e a Casa Rosada. Esses passeios são rápidos, porque não se pode entrar na Casa Rosada (apenas um ambiente bem pequeno). É mais para dar uma volta, bater fotos e conhecer.
- sexta de tarde: museu de arte moderna (sempre tem coleções e exposições lindas, excelentes, com Frida Kahlo e Diego Rivera, por exemplo) e Palermo. Palermo tem vários, vou no principal (acho que é o Hollywood) dar uma volta porque acho as ruas, jardins e arquitetura muito bonitas, mas acho que se fosse minha primeira vez, não iria, trocaria por outro passeio turístico.
- sexta de noite: vou ficar em San Telmo, passeando pelo bairro e depois vou beber na pracinha principal em algum dos barzinhos. San Telmo é um bairro bem boêmio e cheio de pequenos encantos. Vou perder a feira de antiguidades que só tem aos domingos por causa do horário do meu voo, infelizmente.
- sábado de manhã: vou para a Recoleta visitar o cemitério e a feira que acontece numa praça ali do lado de fora, com artesanatos bacanas. Também quero perambular pelo bairro, que acho muito lindo.
- sábado à tarde: ainda não defini. Como Wal vai comigo e ela nunca foi, vou deixar que ela escolha o que prefere fazer, mas vou recomendar o Caminito, que é o antigo bairro portuário todo coloridinho, um de meus locais preferidos lá.
- sábado à noite: vou ao meu evento e de lá deve ter alguma festa. Não fosse isso, eu jantaria em Puerto Madero (sendo o jantar mais caro da viagem, com certeza), e iria para alguma balada deles. Eles são muito bons em festas!

O que vou comer lá?

Não acho a comida de refeição deles muito boa. É carne demais, vegetais e peixes de menos, e quase nunca tem feijão. Em compensação, doces e panificações são perfeitos. Vou comer media-lunas no café da manhã, frutas vermelhas pela rua passeando (os morangos são os melhores do mundo, eles também têm cerejas frescas, damascos, etc). Vou tomar muitos cafés em algum dos vários cafés de lá. Vou ver se arrumo comida japonesa ou peruana para comer, mas acho que a parte de almoços e jantares vai ser mais no esquema comer alguma coisa rapidinho enquanto passeio. Quem gosta de churrasco se dá bem.

O que vou comprar lá?

Pouca coisa, muito mais aproveitando ser uma viagem internacional do que coisas específicas de Buenos Aires. Os brasileiros vão muito à Calle Florida comprar roupas, que é um lugar bem pega-turista, mas já comprei coisas que considerei baratas. Como vou passar por lá mesmo, devo comprar algum casaco mais quentinho, de couro, cashmere ou ambos. Eles tem várias lojas da Adidas com preço barato, e têm outlets também, mas confesso que nunca me interessei de ir. Vou comprar coisas de comer: Maionese Heinz, alfajores El Cacharaz (com essência de laranja, meus preferidos), doce de leite e um vinho específico que não costumo encontrar fácil no Brasil, o Santa Julia. Prefiro o branco, orna muito bem com frutos do mar. Vou atualizar algumas coisas de maquiagem e uso pessoal: base e pó da MAC, filtro solar Avène, produtos do cabelo Absolut Repair, da L'oreal (mais baratos lá) e Moroccanoil, o óleo light. Quero ainda uns batons que vi na Europa mas acabei não comprando. E no aeroporto tem uma loja da Victoria's Secrets que vou comprar minhas loções e uma bolsa que eu ando querendo. Se tiver oportunidade, vou comprar um livro da Mafalda que acabou de ser reeditado, com a maioria de suas histórias, em capa dura. Enquanto eu for fazendo os passeios, vou vendo se acho essas coisas, não pretendo tirar dia específico para fazer alguma delas.

E é isso. Aspectos gerais estão aí, podemos conversar mais se me passares o seu contato.

Friday, October 19, 2012

Torçam outra vez por mim

Meu hostel preferido em Buenos Aires confirmou minha reserva há 10 dias. Mas eu vou num grupo de 6 pessoas, e eles pediram os dados dessas pessoas para poder reservar para todos nós. E como mandei só hoje, tenho medo que não tenha mais vagas!
O hostel deve ter uns 30 lugares, entre acomodações coletivas e privadas. Seria legal se a gente pudesse ficar todos na mesma acomodação, nos beliches, sabe como? Tipo um alojamento!
Mas vamos chegar em dias diferentes, de voos diferentes, não sei se vamos conseguir...
Aliás, isso é o máximo: 4 pessoas de BH mais duas de Floripa combinam um final de semana em Buenos Aires na mesma data! Fora mais um tanto de gente de SP e outros lugares do Brasil que vão estar lá, mas em outros hotéis... Algo me diz que essa vai ser a viagem entre amigos mais legal da minha vida!
Então o Hostel Sandanzas, que recomendo e indico, precisa também nos fortalecer no projeto!

Thursday, October 18, 2012

Mais uma do Millhouse, pra esquentar

Resolvi criar o Millhouse porque estava com saudades dos personagens da repartição. E aqui não tem exatamente muitos, mas ele se esmera em ser constantemente lembrado por mim. Conseguiu!
Então já tem umas 5 micro historinhas do Millhouse engatilhadas, material suficiente para justificar a criação dele. Vamos por uma das mais recentes. Eu tive que dar uma palestra na repartição logo antes de entrar de férias, e é óbvio que ele foi prestigiar sua musa - no caso, eu.
Ao final haveriam sorteios de alguns brindes, um deles o inusitado de uma cadeira de bebê para prendê-lo no carro. Millhouse foi sorteado, mas não tem filhos nem sobrinhos. Numa dessas nossas conversinhas, questionei o que ele ia fazer com o brinde, ao que ele, ligeiro, responde:
- Você quer? Você tem alguém pra dar?
- Não, não! Não conheço ninguém.
- Ah, se não eu ia te dar... (frustrado por não poder me presentear com uma cadeirinha de bebê).

Assim nesse nível são nossos diálogos, pontuados por tentativas e mais tentativas de Millhouse de se aproximar um milímetro  mais.

Com vocês, o primeiro personagem dessa repartição

Quem não tem afeto misturado com peninha e desprezo pelo Millhouse? Acho que todos, não?
Então, eu trabalho com o Millhouse.
E o pior: ele apaixonou comigo!
Millhouse é até mais simpático que o Millhouse do desenho, mas é uma coisa mais de personalidade. Ele é indolente, lerdo e torna meu trabalho mais difícil por causa de sua incompetência. Isso que ele me ama. Imagine se não.
O fato é que como ele apaixonou comigo ele vive procurando formas de me abordar, e tem essa irritante mania de me dar beijinho de oi sempre que me vê. Imaginem que a gente trabalha na mesma sala, umas 100 pessoas, e eu dar beijinhos nelas? Nunca faço.
Mas Millhouse faz comigo, forçando uma intimidade e afeto que de fato não temos.
Millhouse não é um assediador, antes que alguém se preocupe. Ele na verdade é tímido e pacato, e se esforça muito para poder me abordar. Supera várias timidezes. Ele puxa assuntos desinteressantes, dá o beijinho de oi e como não recebe nenhum encorajamento, vai embora.
E assim a vida segue. Sinto que se eu fixasse meu olhar no dele por uma fração de segundo a mais que o faço, ele me chamaria pra sair. Lembrar de nunca olhar demais.
Agora ele se mudou para mais perto de minha mesa, o que o permite monitorar quando estou na salinha de café. Aí ele vem imediatamente tomar café. Eu não tomo café; encho a garrafinha de água e vou embora, mas enquanto ela não enche, é a chance dele de chamar minha atenção.
Dia desses ele me perguntou se eu já havia me mudado para perto do serviço. Imaginem que eu contei isso a ele em dezembro do ano passado, quando assinei o contrato, e ele retomou esse assunto em outubro! Sintam o desespero de uma pessoa querendo criar vínculo com a outra!
Eu sou muito importante, com meu stalker exclusivo em ambiente profissional. Sorte que é inofensivo.
Não odeiem ele, ele é o Millhouse, lembrem: frágil e meio irritante. Afeto, peninha e desprezo, portanto.

Wednesday, October 17, 2012

Individualismo em excesso, chatice... você escolhe

Coisa que me incomoda é não ter meu espaço individual devidamente preservado. Tipo meu quarto. Não entre no meu quarto à toa, ele é meu. E fico incomodada ainda quando alguém arremeda coisa que eu tenha feito, tipo uma bobagem assim:
- eu colocar uma foto de capa no facebook com cena de determinado filme e a garota que mora comigo colocar uma do mesmo filme. Ainda bem que tirou;
- pessoa que trabalha na mesma ilha que eu aqui na repartição pegar meu apontador de lápis emprestado enquanto eu não estou, e eu achá-lo mais tarde na mesa da pessoa.
- eu fazer uma fala ou intervenção sobre determinado assunto e depois ver minha fala sendo reproduzida pela pessoa que ouviu pela primeira vez, sem atribuir a "fonte";
- alguém copiar qualquer coisa que eu tenha feito ou usado, como um jeito do cabelo ou um determinado programa... etc.
Algo me diz que eu não deveria realmente me aborrecer por isso, mas sempre fico com aquela pontinha de raiva. E aí mudo imediatamente o rumo para tentar me diferenciar de novo. Sabe como?
Como chama uma pessoa assim?

Causei

Então, ainda na minha viagem pela Europa, eu fiz uma coisa que no Brasil não tenho por hábito (aliás, é impressionante como tem um mês que voltei e nunca mais fiz isso): frequentei lojas que vendem roupas, calçados e quetais. É, eu não tenho costume de passear no shopping, nem no centro, nem ir em lojas apenas para conferir as novidades. Não sou disso. Acho o programa chato, inclusive. Além de me deixar sempre com a impressão de que estou inadequada, porque as modas vêm, e eu nunca acompanho elas. Me sinto numa corrida interminável em que nunca vou alcançar, por isso, nem começo a correr. Programas de moda, nunca assisto. Sou uma pessoa de programas de culinária, de passeios pelos mercados e feiras, sou uma compulsiva por comida, não por roupas.
Mas como ela se veste, então?
Bem, isso se dá majoritariamente porque minha mãe ainda brinca de Barbie! Comigo! Brincadeiras à parte, ganho muitos presentes, das viagens que ela faz, de toda a sorte de roupas, e digamos que faço "compras" no closet dela. Coisas que ficam para mim. A maioria das coisas que eu tenho para vestir não foram compradas por mim, foram ganhas, a maioria de minha mãe. Uma amiga ou outra em datas comemorativas me dão. Eventualmente eu compro, geralmente quando viajando, porque aí no meu horário de almoço preciso matar tempo, e sempre nos períodos de liquidação, a não ser que seja algo que eu desenvolva amor profundo ou esteja realmente baratinho. Sou uma pessoa de ninharias, vocês sabem, e gosto de pechinchas. Mas nada disso é desenvolvimento, é só introdução ao tema fútil do dia!
Bem. Então lá eu fui muitas vezes em muitas lojas, orientada por minha mãe que costuma frequentá-las. Como cheguei no período dos saldi, liquidações de verão, coisas que poderia usar aqui, fiquei animada, e comprei diversas coisinhas, que tenho usado agora que voltei: um tricô de paetês lindão, blusas rendadas e coloridas e candy colours, vestidos e calça de estampas diferentes, e um longo etc. Renovei minhas coisas, e fui me interessando de novo por moda por causa disso - não sei se a ponto de segui-la, mas alterei um pouco o padrão das coisas que compro. Eu raramente uso calças, mesmo no inverno. Sempre prefiro saias e vestidos, que uso com meias e botas caso esteja frio, e na maior parte dos dias fica tudo bem. Mas lá eu adquiri duas calças, ganhei mais duas e essa semana já é o terceiro dia de calça! Também troquei os tecidos leves, finos e fluidos, como as malhas, por tecidos mais durinhos que não se moldam conforme nosso formato, mas sim, moldam a gente no formato deles. Voltei a usar cintos e roupas que marcam cintura, no lugar de minhas batas e vestidos "de grávida", e continuo amando as estampas, mas também dei uma batida nas roupas de cores fortes porém lisas. Gostei.
Acabei adquirindo coisas que nem planejava, mas estou achando interessante fazer isso, e eventualmente me diverti escolhendo as coisas nas lojas. E numa loja específica de Torino, desenvolvi amor profundo por uma determinada bolsa. Essa determinada bolsa, de uma marca a little famosa, custava 140 euros lá, dinheiro que eu não tinha mais àquela altura do campeonato. Tentei convencer mamis a comprar no cartão dela, mas no fim achei cara demais para uma bolsa e esqueci a ideia.
Esqueci do verbo não esqueci. Esqueci pensando nela, comentando sobre ela já no Brasil e até procurando similares com essa textura envernizada por aqui. Ainda não chegou nada parecido. Então passei a imaginar que talvez em Buenos Aires eu a encontrasse, e aí compraria, e daria a mim mesma de presente de Natal.
E foi assim que esqueci, lembrando o tempo todo.
No feriado ganhei um presente de Dia das Crianças: minha linda e chiquetosa bolsa chegou! Estou numa paixão com ela que dá gosto, e estou usando-a desde então, combine ou não com o resto do look. E ontem, descendo o elevador com minhas chefes, uma delas fixou na bolsa. Mas fixou o suficiente para ser estranho, perguntou onde eu havia comprado, disse que notou não ser brasileira e entramos no auditório. Sentada do meu lado, pegou na bolsa e no pingentinho prateado dela, ainda intrigada com a bolsa. E ficou a palestra inteira olhando... minha bolsa.
Minha mãe, crédula de coisas como olho gordo, acha que eu deveria benzer minha bolsa, porque causei inveja. Não sei como se benze bolsa, nem faria isso, mas que causei inveja, isso lá causei!
Não me estranharia nada se em poucos dias não surgisse ela usando igual ou similar.

Tuesday, October 16, 2012

Leve irritação

Meus colegas de repartição sempre querem segurar o elevador com as mãos, passando-as sobre o sensor. Do lado de dentro tem botão, sabiam? E pasme: do lado de fora também!

Algo que eu talvez tenha razão

Ontem mencionei au passant que essa semana, antevendo as minhas dificuldades com o horário de verão, eu resolvi entrar no novo horário gradativamente. Meu horário de acordar é 6h30 (um compromisso que estabeleci comigo, mas tem gente que tem compromisso na aula ou no trabalho), então iniciei hoje uma escalada até o novo horário. Levantei 6h15. Amanhã, vou levantar 6h... De 15min em 15min, na sexta-feira vou estar levantando às 5h30, o horário que efetivamente vou ter que cumprir na semana que vem. E aí, espero, vai ser menos difícil, porque já estou acostumada.
No final de semana é provável que eu não levante esse horário. Costumo dormir até umas 8h30, às vezes 9h. No domingo, não vou tirar nenhum cochilo à tarde, porque preciso ter sono cedo. Também vou acordar lá pelas 7h30 para garantir que tenha esse tal sono cedo.
Não sei se vai funcionar. Mas se funcionar e eu contar só na semana que vem, não adianta mais, o mundo já estará traumatizado com o horário e querendo morrer quando toca o despertador (e eu, pensando que o mundo vai ser salvo por mim?). Então, fica a dica, para quem quiser tentar a experiência! Cada qual com seu horário de acordar, pode tentar ir levantando 15min mais cedo por dia!
Boazinha, ainda achei essa matéria aqui sobre como tentar driblar a indisposição do horário de verão.

Thais, uma pessoa que pechincha

Assim que voltei da Europa ainda passei vários dias entre SP e MG. Nesse ínterim, obviamente, o dinheiro acabou. Cheguei de Belo Horizonte com mais 5 dias de São José dos Campos pela frente sem um centavo no banco. Porém, como sempre, algo poderia me salvar: meu ryco vale alimentação da repartição!
Foi com ele que tomei café, almocei e jantei todos os dias na mesma padaria, naquela semana. E, surpresa com o frio que fazia, e para o qual minha mala não estava preparada, fui até o mercado atrás de alguma coisa que me servisse. Bem, sobre o frio, comprei um casaquinho descoladérrimo que é o maior sucesso. E acabei me enveredando por um setor de calçados gigantesco, impressionante para ser um mercado dos menores (não tão pequeno, mas não tão grande como o Carrefour por exemplo). E foi lá que encontrei essa sapatilha mimosa para comprar com meu enaltecido vale! Pensa que felicidade?
A julgar pelas pessoas que comentam, ninguém de SJC me lê. Mas a quem interessar possa, achei essa sapatilha e diversas outras coisas bacanas na Coop do Jardim Morumbi.

Monday, October 15, 2012

O que tem pro almoço? Arroz integral com guisado

Eu não sou muito apreciadora de arrozes em geral, do integral em particular. Mas como eu acredito no poder dos grãos e tudo mais, eu geralmente coloco algum molho assim bem pedaçudo e acabo comendo o arroz no meio do bafão - mas quando o identifico, nada me tira da cabeça a semelhança com ração de cachorro.
Enfim.
Esse guisadinho foi feito às pressas e ficou uma delícia, embora seja melhor feito com calma, no fogo baixo. Eu terminei tudo (inclusive de comer e lavar a louça) em 30min. Vou passar receita do apressado, mas outro dia preciso passar a receita de um ragu decente.

Guisado apressado

cerca de 200g de carne moída
1/ cebola picada em cubos
1 dente de alho fatiado
1 tomate sem sementes
2 tomates enlatados, com seus sucos
1 cenoura picada em cubos
cerca de 7 vagens, das mais fininhas, picadas (usei das congeladas)
1 pau de canela
1 colher de sopa de azeite
sal, pimenta e cheiro verde a gosto

Afervente cerca de 1/2 copo d'água numa panela larga.
Coloque as cebolas e o alho lá dentro para irem amaciando, enquanto descasca e pica as cenouras.
Adicione as cenouras e deixe que cozinhem ligeiramente na água (cerca de 3min até secar).
Quando a água evaporar, adicione a carne e deixe que fique branca com o calor. Vá soltando com colher de pau as pelotinhas que ela forma.
Acrescente o óleo e frite a carne e os vegetais, mexendo tudo em fogo alto, rapidamente, por 3min.
Adicione os tomates e as vagens, deixe que soltem seus líquidos por cerca de 3min.
Quando o guisado estiver novamente quase seco, adicione os tomates pelados com o suco e mexa bem.
Adicione o pau de canela e deixe o molho engrossar, cerca de 6min.
Desligue o fogo e tempere. Coloque o cheiro verde só nesse momento.

Boa sorte!

Alvíssaras

O contrato perdido dentro da repartição foi encontrado.

Desafio semanal: unchecked

Meu desafio da semana passada era cumprir a rotina noturna. Nada feito. Tive noites um pouco depressivas, me senti muito cansada e sem energia nas noites da semana passada. Cada noite era uma coisa diferente, e bem por fim a rotina não se estabeleceu. Nesse caso, ele continua nessa semana.
Mas nessa semana vou fazer uma outra coisinha diferente, prevendo dificuldades futuras (não chega a ser um desafio): vou começar a acordar 15min mais cedo, todos os dias. A ideia é estar habituada ao novo horário antes que ele chegue. Hoje levantei 6h30 (sem nenhuma procrastinação! clap-clap-clap), amanhã a hora é 6h15 e assim por diante, até levantar 5h30 na sexta-feira. Pode ser que nem todos os dias eu faça isso, mas quanto mais eu conseguir, melhor pra mim na outra semana!
Desafio semanal portanto, volta a ser cumprir a rotina noturna. Wish me luck.

Ver-o-peso

Eu já me pesei ontem, confesso. Acontece que como eu criei rotinas para os dias de semana, e nessa vai ter uma novidade na rotina, achei melhor fazer compras no domingo, quando o mercado é mais vazio e eu não tenho rotinas.
O peso é: 72,700g. Emagreci a singela quantidade de 250g. Melhor que continuar engordando, é verdade, mas ainda muito singelo. Mas essa semana vai acontecer um outra coisa: vou entrar na cadimia. Sim, me rendi, farei musculação. Eu preferia fazer natação ou até dançar, mas a academia tem uma vantagem evidente, além da financeira: eu posso ir a hora que quiser! E isso facilita as coisas para mim, por causa das viagens. Na natação, se eu faltar, eu preciso repor em determinados dias, e isso sempre dá confusão. Nunca posso ir num horário livre, dar uma nadadinha rapidinho. Embora em outras academias tenha essa opção, a minha não tinha, então, adeus Academia Medley, bem-vinda Academia Up!.
A ideia é fazer meus exercícios à noite, porque de manhã eu estudo. Vamos ver o que sai.

Sunday, October 14, 2012

Amealhando inimizades

Semana passada fui votar e levar umas coisinhas para Gothan, cidade dos pais, antes que eles chegassem: diversos ítens que foram doados a Rose, nossa secretária do lar, uns presentinhos e a mala que meus pais me emprestaram para viajar (aquela que só tinha 7kg de excesso no final, fora a outra metade que deixei para trás, mas vem vindo me encontrar). É uma mala daquelas de plástico, com rodinhas, com cerca de 1m de altura, e de um verde bem vibrante - como devem ser as malas em voos tão grandes... Pois bem. Na sexta-feira em questão eu descia os três lances de escada aqui do meu prédio com ela mais uma caixa que continha uma cafeteira italiana e minha mochila e minha bolsa de tiracolo. No último lance, quase chegando no térreo, tem um vizinho entrando e ele pára para conferir suas correspondências e fica me olhando, enquanto eu me mato com as bagagens. Mas fica me encarando insistentemente, olha para as malas, até que chego embaixo e digo:
- Boa noite!
- Boa noite (ainda encarando a situação).
Então eu que ia indo, paro e digo:
- Muito bem! Bem mais simpático do que ficar me olhando como se eu estivesse comendo cocô na escada, e não carregando uma mala! Fazendo o favor: trocar a cara de "comendo cocô" por uma "carregando mala"!
E saio, deixando-o com a mesma cara séria de antes, sem me revelar o que pensou da reprimenda.
Agora, faça-me o favor? A criatura não me cumprimenta, não oferece ajuda, e ainda fica me olhando como se eu fosse a mulher do Yoki? No patience for stupid neighbours!

Saturday, October 13, 2012

Por quanto eu iria na Oktoberfest?

Nada muito caro, nada muito exagerado. Tem gente que pediria 2mil, eu pediria no máximo 1mil reais. E iria me meter no meio daquela turba ensandecida de gente bêbada, fedendo a chope quente, mijando em banheiro químico e cantando "hei-o-hei-o-hei-o-heeei" a noite toda.
Caso algum turista do estado de SP me abordasse com seu sotaque xaropento me perguntando coisas que não quero que ele saiba, ou, horror dos horrores, me puxar pelo braço, aumentaria a cota para R$500 a cada abordagem. Caso fosse um local me confundindo com alguma turista desavisada e doida por uma aventura com um alemãozinho simpático, a cota seria de R$700,00 a abordagem (porque os turistas podem ter vindo iludidos com promessas de loiras bêbadas cheias de amor pra dar, mas os locais não podem ser assim amadores).
Tudo muito de leve. Se alguém quiser fazer a proposta, está em tempo!

Cadê a primavera?

Porque em Santa Catarina não está!

Friday, October 12, 2012

Já que perguntaram, vou dizer

Eu vivo sendo pressionada pelos familiares mais distantes, pessoas que sequer me conhecem e gente que nem convive muito comigo sobre minha atual resolução de não querer ser mãe. Aparentemente, isso é um pecado tão grave que eu deveria enterrar meu útero, sei lá, porque, já que eu tenho um, como ouso não usar?
Então, vamos iniciar a ladainha.
Em primeiro lugar, eu não tenho planos de me casar. Oh!
Sim, exatamente, eu tenho alguns planos para minha vida: trabalhar, terminar o mestrado, viajar para muitos lugares, comprar uma casa própria e... só. Não estou procurando, não estou ansiosa, não acho que minha vida esteja incompleta, não me sinto sozinha. Me sinto incrivelmente bem comigo mesma, com minhas conquistas, com minha rotina.
Isso não significa que se eu eventualmente conhecer alguém, me apaixonar e quiser dividir a vida e casa (aliás, já fui 'casada', do tipo morei junto), eu vá entrar em crise, terminar com a pessoa ou fazer algum fiasco de comédia romântica. Não ser casada é o plano A. Caso alguém seja especial e parceiro o suficiente para me fazer mudar de ideia, construiremos o plano B.
Caso isso aconteça, é provável que o faça sem estardalhaço, cerimônia (sou incrédula de qualquer entidade religiosa), papel passado. Mas provavelmente, farei uma festa. Não, não serei entregue de branco pela mão do meu pai ao homem que "cuidará" de mim (sic) o resto da vida, porque convenhamos que meu pai embora seja ótimo já não é meu guardião há muitos anos, e tampouco meu eventual futuro marido seria meu guardião. O mais provável é que eu esteja linda e chique (porque Brasil, eu sou!), contrate milhares de docinhos (melhor parte de um casamento), uma banda ou um DJ muito legais para todos dançarem e bata umas fotos maneiras. Isso depois de minha mãe chorar tempo o suficiente pelos planos todos do meu casamento que ela já fez na vida. Hum, fazer uma festa, chamar a galera, comer uns docinhos e ganhar uns presentes? Works for me. Hum, fazer uma cerimônia na igreja, cumprir rituais que não são meus e tradições que não me dizem nada? Não, obrigada.
Isso é parte do choque-se sociedade de minhas opiniões. Então, considere-se solteira permanentemente. Talvez mude mas não está nos planos e nem é "natural" para mim.
Caso isso aconteça, meu querido marido vai ter que saber logo no início que não, eu não sonho em ser mãe. E não, eu não tenho instintos maternais. E não, eu não acho que por isso morrerei sozinha e seca.
Essa parte da vida, na moral, na boa, não me interessa. Não tenho nada contra as crianças, os adolescentes, nem nada do tipo. Só não são para mim. Se eu engravidasse hoje, e descobrisse a tempo, certamente faria um aborto. Se eu descobrisse com 5 meses, e não tivesse mais jeito, criaria a criança. Faria isso com dedicação, carinho e provavelmente amor, pois acho pouco provável que com o passar dos anos vivendo juntos a gente não se amasse. Mas seria totalmente o plano B.
Tenho tantos planos de coisas que quero fazer e que não incluem uma criança a tiracolo que provavelmente aos 80 ainda não terei realizado todos eles. Mas pode ser que lá pelos 35, 40, 45, eu sinta vontade de sossegar o faixo e cuidar de uma criança. Ou um adolescente. E nesse caso, eu adotaria um. Se eu fosse fazer planejamento familiar com filhos, eu adotaria meus filhos. Trabalhei anos na vara da infância e acredito completamente no nosso poder de vínculo, de se amar, de se dedicar a uma relação, mesmo que sem laço consanguíneo.
Aliás, existe uma modalidade no Brasil hoje permitida pela lei que se chama acolhimento familiar, em que ao invés de você fazer a criança ou adolescente irem para um abrigo enquanto corre seu processo na justiça (de adoção, perda do pátrio poder, o que for), ela fica com uma família, cadastrada, selecionada e acompanhada pelo fórum da sua comarca. E isso é uma modalidade que me atrai, a possibilidade de ser o cuidador de uma criança ou adolescente que precise de uma atenção, de um carinho, de aconchego de um lar.
Porque vou contar uma coisa pra vocês: i'd rock like a mom. Eu seria ótima, de verdade, e melhor ainda depois dessa experiência trabalhando com eles. Mas apesar disso, eu não quero ser.
Não me interessa! Tenho outros interesses!
Existe uma pressão social muito forte sobre esse papel feminino da maternidade. Tenho uma tia, sem filhos, que se sente absolutamente um ser humano de segunda categoria por não ter tido filhos, apesar de ter realizado uma carreira, duas faculdades, uma pós-graduação e ser uma pessoa excelente. Nada disso serve pra ela. Só importa o fato de que ela não foi mãe. Pois bem, Brasil, tenho uma novidade para vocês: meu útero funciona, meus óvulos idem, tenho condições emocionais, materiais, intelectuais, e mesmo assim, não quero ser mãe! E conheço diversas mães que me aconselham a não ter filhos, sentem-se arrependidas de terem cedido à pressão (e nem por isso não amam os filhos), e não terem feito o que realmente queriam da vida! Se eu me arrepender aos 60 anos de idade, adoto um! Prometo!

Feliz dia das crianças!

Essa abertura é uma das coisas mais gostosas do mundo de se ver e lembrar do que fazia na infância. Claro, esse filme é impressionante de tão lindo, e me fez até achar Paris meio feia, de tão bonito que é.
Enquanto no programa da Fátima Bernardes aqueles atores mirins depõem sobre suas vidas de estrela, uma outra atrizinha mirim, francesa, me faz lembrar de gotinhas de felicidade que as crianças conhecem tão bem.
Ainda que eu seja contra, absolutamente contra os atores mirins, acho essas cenas muito mimosas.

Thursday, October 11, 2012

Choque-se, sociedade

Como entusiasta telespectadora e noveleira contumaz, estou desde o início dessa semana acompanhando os lances finais de Avenida Brasil. Acho que o autor perdeu a mão uns 4 meses atrás e arrastou a novela desnecessariamente, mas até que estou curtindo os desfechos.
Agora tem uma coisa que me deixa impressionada no mau sentido com relação à novela: de repente, não percebi quando nem como, virou socialmente aceito falar palavrão  na novela. É um tal de xingar as pessoas, falar merda, falar bosta, fora as pejorativas 'cadela' que usam geralmente para a Carminha... Isso ainda me choca!
Conheço vários palavrões mas no geral não fazem parte de meu vernáculo. Quando os utilizo é por falta de palavras, chocada com alguma situação ou querendo chocar o interlocutor. Não é meu tipo mais, embora já tenha sido - adquiri esse hábito no tempo que ministrava aula aos adolescentes (o hábito de não falar palavrões nem gíria, quero dizer).
E tem pai e mãe zeloso querendo impedir adolescentes de assistirem Ted!

Indignação!

Eu nunca revelei claramente onde eu trabalho, mas quem observa detalhes meio que sabe. Hoje provavelmente vai ficar escancarado, mas gente, preciso falar disso. Minha repartição presta um serviço de utilidade pública em caráter de monopólio no Brasil, num esquema logístico impressionante e um dos mais elogiados do mundo. No entanto, aqui dentro ele não funciona.
Um fornecedor de quem contratei serviço me encaminhou via nosso serviço à população um contrato. Enquanto ele esteve sob responsabilidade do cliente externo foi uma maravilha, eu sabia o tempo todo onde ele estava. Bom, foi só ele entrar na repartição que sumiu. Já subi e desci a caralha dos 8 andares do prédio umas 20 vezes hoje tentando encontrar o paradeiro de meu contrato, mas a verdade é que ninguém parece tomar conhecimento dele.
Imagina minha vergonha ligando para o fornecedor e pedindo outra cópia do contrato porque extraviamos a original aqui dentro?
E o pior: não seria a primeira vez!

Amanhã é dia das crianças

Quando eu era criança, o presente mais legal que ganhei foi um par de patins aos 10 anos. A gente também ia no dia das crianças da repartição de meu pai, brincar com monitores, ganhar uma bola de plástico, um kit de doces e um lanchinho composto por cachorro-quente e refrigerante. Eu adorava o dia das crianças!
Com o passar dos anos e a clareza de que não vou ter crianças (ou pelo menos, filhos-crianças), nessas datas fico meio chateadinha pensando que aos poucos, cada vez menos, vou conviver com crianças.
Assim, leitor joinvillense ou manezinho que quiser me convidar para compartilhar o dia das crianças comigo (e uma criança, por favor), pode me convidar! Prometo um kit de guloseimas, um lanchinho e uma bola de plástico :)

Wednesday, October 10, 2012

Hoje é dia novo!

Sim, ontem foi dia de ficar triste. E não, não foi de beber que eu parei (eu praticamente não bebo mais álcool há muitos meses, porque tenho refluxo).
Mas ao longo do dia, embora não conseguisse esquecer minha decisão, de tanto pensar fui me convencendo de que fiz o que era mais certo. Por ora, ao menos. E a despeito desse dia nublado, dessa primavera estranha, estou de pé, cumprindo minhas atividades, como se deve. Mas se alguém tiver uma cartelinha de Ritalina sobrando e quiser me vender, eu compro!
Menina dispersa!

Tuesday, October 09, 2012

Ver-o-peso

Eu me pesei ontem no final do dia, na balança de sempre. Tive uma boa semana de reeducação alimentar pontuada por raros deslizes no decorrer da semana, mas que degringolou no final de semana.
Resultado: 72,950g. Engordei!
É verdade que só caminhei um dia, mas fiquei impressionada em como apesar de todos os cuidados que tomei, as coisas aconteceram assim tão...desfavoráveis.
Apesar disso, estou mantendo o menu programado. Hoje, apesar de tristinha, não sinto aquela necessidade de fazer besteira, de descontar na comida como de costume.
Semana nova, lá vamos nós...

Hoje é dia de ficar triste

Ontem ainda de cabeça quente eu tomei uma decisão. Decidi limar da minha vida uma das atividades que mais me consumia tempo e dedicação, para ter tempo para outras. Nomeadamente, para acabar o mestrado, para ter noites livres em que pudesse ir na academia caso fizesse ou ver algum filme, ou ainda para ter uma organização financeira melhor. E enquanto eu me decidia por fazer essa opção, fui ficando triste, chorosa, como menina que termina com o namorado.
Eu terminei com algo que eu nunca imaginei que pararia. Vou parar temporariamente. A gente sempre diz que é temporário. Espero que eu esteja sendo sincera.
Hoje, apesar de ter tempo, eu acordei 1h mais tarde. E não tive vontade de fazer minhas atividades milimetricamente listadas, com o alívio de finalmente ter um tempo pra mim. Me deixei ficar triste e chorosa outra vez ainda.
Mas eu não sou exatamente uma pessoa triste, não sou do tipo que fica chorosa. Resolvi fazer essa postagem, ainda que por códigos, porque precisava pôr um ponto final nessa tristeza. Ela ainda não sumiu, óbvio, mas já sinto vindo, lá de longe, a esperança outra vez.
Hoje é dia de ficar triste, mas não sem esperanças.

Sunday, October 07, 2012

Desafio semanal: checked

Semana passada inventei essa metodologia de me impor os desafios, e o primeiro era consolidar o hábito de acordar todos os dias às 6h30. Eu consegui. Tiveram dias em que passei alguns minutos, mas por fim levantei, fiz meus alongamentos de manhã cedo, me arrumei, e antes (muito antes) das 8h da manhã eu já estava pronta em casa para ir trabalhar às 10h.
Esse espaço da manhã teria que ter sido dedicado majoritariamente a estudar e escrever minha dissertação, e eu só consegui fazer isso na segunda-feira. Terça eu estava às voltas com a bateria do carro, na quarta não lembro o que surgiu, na quinta fui ao médico e na sexta, shame on me, não me concentrei. Mas resolvi boa parte das minhas pendências que essa semana me atrapalharam, e nessa as coisas prometem funcionar um pouco melhor.
Eu deito cedo, agora: às 22h já estou na cama, e às 22h30 desligo tudo e vou dormir. Parei um pouco com esse negócio do computador na cama (apesar de estar aqui agora), e isso tem me ajudado. Aliás, dei um tempo de computador em casa - mesmo. E isso tem me deixado muito aliviada, menos estressada. Como aquele chat do facebook me estressava.
Mas enfim, nessa semana, tenho um novo desafio: preciso cumprir minha rotina estabelecida para a noite. O método FLY Lady fala de estabelecer rotinas matutinas e diurnas e eu resolvi tentar. Semana passada eu passei as noites fazendo muitas coisas, saí muitas noites para tomar providências, enfim, não foram lá muito tranquilas. Essa tende a ser menos agitada, uma vez que resolvi muitas coisas já.
Então nessa semana, todas as noites, eu preciso cumprir minha rotina que inventei (inclui preparar o jantar e adiantar o almoço, arrumar o quarto, separar roupa para o dia seguinte, ler 30 páginas, fazer tarefas domésticas e atividade física, dentre outros detalhezinhos).
Estou meio com medinho de não conseguir, mas muito animada! Torçam por mim!

Arejando as ideias



Então ontem eu fui na balada. Eu não gosto de balada por alguns motivos: lugares fechados, abafados, empurrões, gente mal educada (estamos todos apertados, vamos nos respeitar sem nos empurrar?), banheiros sórdidos, bebidas caras, músicas que não me agradam, falta de lugar pra sentar...etc.
Eu gosto de festa e de dança e de música e de muvuca. Mas depois de tantos anos em Floripa sendo livre nas festas do campus, no carnaval de rua, nos shows ao ar livre, pra mim é difícil me confinar nesses lugares. Então evito.
Mas ontem eu fui: fui numa boate LGBT aqui em Joinville que fica perto da casa de meus pais e que eu sempre quis conhecer: a tal da Ivyx. Primeiro que todos os meus amigos gays são divertidos e eu imagino que uma casa gay deve ser todos animados feito eles, e segundo porque eu sempre ouço as músicas daqui de cima e me animo. Uma coisa assim mais pop, tipo Madonna, tipo Shakira. Música pop, mas divertida, dançante. Tipo essa aí de baixo. Mas ontem para meu azar, tinha música eletrônica. Suportei com duas ices e com expectativa: o ex-BBB da última edição que assisti, Dicésar, ia fazer show montado em sua drag, a Dimmy Kleer. E eu adorava ele na casa, torci por ele e me solidarizei com tudo que ele sofreu lá, esperei ansiosa.
Quem nunca o vi montado se choca com a transformação (depois não sabem porque mulher gasta tanto em maquiagem), e ela dança, canta, faz performance lindamente. Eu amei! Sempre digo que dentro de mim vive uma drag, sempre digo.
A casa por si não estava essa animação toda que eu esperava, e o repertório mudou em relação àquele que eu invejava ouvindo de longe, mas deu pra dançar e me divertir o suficiente pra renovar as energias.  Eu tinha me esquecido como dançar ajuda a gente a renovar o espírito. Só preciso arrumar um ambiente mais adequado, porque esse era muito abafado.


Saturday, October 06, 2012

Algo definitivamente deu errado

Por fim, na sexta à noite, eu adoeci. E não foi da garganta, como prometia há vários dias não. Foi uma dor de barriga daquelas da gente ir muitas vezes ao banheiro, e me deixou preocupada.
Porque eu estou fazendo dieta, vocês sabem. E eu estou seguindo ela bastante à risca, com um deslize ou outro bem frugal. E ontem eu combinei comigo mesma ao programar o menu semanal que teria risotto no jantar, o que me faria dar aquela animada, não desestimular com a dieta. Risotto não é nada light, mas como a mudança é pra vida, achei por bem pré-programar meus deslizes, assim não teria tantas consequências.
E ontem eu fiz um risotto, muito simples e básico, só a receita original. E no lugar de parmesão ralei pecorino (0% lactose), e inseri umas abobrinhas também. Relativamente seguro. Só que não foi.
O piriri que me fulminou cerca de 30min após ter comido o risotto e que ainda dava consequências ontem à noite foi algo que me derrotou. Me senti fraca, de estômago fraco, por não conseguir comer um risotto, cujo único traço de lactose vinha daquele naco de manteiga President. Será que tudo isso se deve à manteiga? E eu nem usei as nossas fubazentas!
Sei que as manteigas da Europa têm mais gordura e lactose que as nossas (portanto, bem mais sabor), mas lá eu praticamente não tive problemas com intolerância nenhuma. Alguns dias depois no Brasil me acontece esse revertério. Tudo bem, suspendemos o risotto, mas fiquei meio intrigada com a reação, tão forte. Terá minha alergia piorado, se agudizado? Nesses dias a lactose foi quase nula, um mísero iogurte e um temaki que continha cream cheese. Nada mais na semana inteira.
Confusa! E doente!

Friday, October 05, 2012

Meu cabelo brigou comigo

Eu não sei o que ele quer, se ele quer outro xampu, se ele quer tinta, se ele quer tesoura, se ele tá só de manha. O fato é que ele não se ajeita, nem pra cá, nem pra lá, nem preso, nem solto, nem no grampinho e nem no elástico, e nem na chapinha e nem no bobe. Semana que vem vou procurar ajuda especializada, por que ele anda meio rebelde, mas olha, que cabelinho mais temperamental esse meu, viu?
Pior que ele é que agora encasquetei com a minha cor. Não pensem vocês que uma pessoa branquela, aguada, transparente feito eu não tem tons diferentes de branquelice. Na verdade invoquei que o pó que ando usando no rosto me pinta estranha, meio laranja, e despenteia minha sobrancelha, mas não sei se é isso mesmo.
Ainda por fim as unhas andam meio que descamando, sabem como, quando uma pontinha lasca e ela vai se abrindo em diversas "folhas". Não gosto de unha folhada, é feia... E ontem ainda o esmalte que fui passar ficou ruim, preciso jogar ele fora antes que esqueça e tente usá-lo de novo meses depois. Esmalte bobo.
Para compensar esse bando de ninharias, nunca andei tão bem arrumada como nessa semana aqui na repartição. Não que antes eu andasse molambenta, pois de fato não sou do tipo que acumula molambos, mas eu usava sempre umas coisas muito iguais e muito do mesmo jeito. Extraordinariamente, eu não usei nada novo nesses cinco dias, todas eram coisas que já me pertenciam, mas que por algum preconceito larguei pra lá. Não mais. Pela valorização das peças encalhadas no meu armário, me propus a reativar coisas lindas e meio esquecidas nesses dias. Parece roupa nova, mas é só uma repescagem no armário!
Ando reavaliando esse negócio de estilo, percebi que me acomodei num certo tipo de estilo que embora seja fácil e certeiro, está me saindo meio monótono depois de tantos anos. É impressionante o tanto que a bata branca (sexta só de branco hein gente!) muda de jeito de ser quando eu coloco ela por dentro da calça.
Céus. Eu virei adulta. Eu uso camisa por dentro da calça agora!

Thursday, October 04, 2012

Pelo menos a carteira emagreceu

Além de ter emagrecido com a falta de dinheiro (não tão grave, o suficiente para terminar o mês, folgo em avisar), minha carteira emagreceu com uma limpeza que providenciei nela. Antes de sair de férias eu li esse post aqui no Vida Organizada sobre a importância de arrumar a carteira e priorizar levar somente aquilo que a gente realmente vai precisar. Eu sempre levei tudo comigo, mas nesses dias de circular por tantos países e tantos Estados fiquei encafifada e percebi que fui muito sortuda durante esses anos todos sem nunca ter perdido ou ter tido a carteira roubada. Ela continha todos os meus documentos e ia ser uma dor de cabeça imensa refazer. Fora isso, eu tenho nada menos que 11 cartões (de lojas, fidelidade, de pontos, etc) que estavam engordando a minha carteira e atravancando meu processo.
Como estou num momento organizativo intenso, e pretendo só fazer determinadas compras em determinados dias, é desnecessário eu manter todos esses cartões comigo. E também selecionei os documentos para não acabar perdendo todos de uma vez só. A carteira ficou fininha, gente!
Ela hoje contém:
- cartão do banco onde tenho minha conta corrente (ele também é o de crédito);
- cartão do vale-alimentação;
- carteirinha do plano de saúde;
- cartão da seguradora do carro;
- carteira de habilitação (onde constam também o RG e o CPF, que agora ficam em casa);
- título de eleitor (mas só até domingo, depois sai);
- garantia da bateria do carro (mal sabia eu o quanto precisaria dela...);
- dinheiro em papel (uns R$20-50 em média).

Saíram:

- cartão do banco onde não tenho mais conta (dois, um para inserir e outro para senhas, porque lixo é necessário);
- cartão da Renner;
- cartão da Marisa;
- cartão de pontos Angeloni;
- cartão de pontos Drogarias Catarinense;
- cartão de pontos Panvel Farmácias;
- cartão da antiga seguradora do carro;
- cartão fidelidade Livrarias Catarinense;
- cartões de fidelidade em papel: Subway (2), salão de beleza, instituto de depilação (3);
- CPF;
- RG;
- uma verdadeira folia de papeizinhos desnecessários. Muitos!


Gente, espero que vocês sejam todos assim precavidos e não pessoas temerárias feito eu, que esperam o pior acontecer para tomar providências. Façam a limpa nas suas carteiras, no bom sentido!
Meu próximo objetivo é conferir as ferramentas dentro do carro para trocar pneu e demais emergências, que sei que o triângulo quebrou e falta uma peça. Vamos ver.

Soltem os fogos!

Brasil, eu finalmente submeti o meu projeto com todos os documentos necessários na Plataforma Brasil!
Sim!
É verdade!
Eles têm 30 dias para me dar retorno. Torçam para aprovarem sem pedir nenhum ajuste, sim?
E torçam para eu produzir muitos textos nesse final de semana (eu escrevi essa semana, contei?).
Alívio! Alívio!

Wednesday, October 03, 2012

Uma das minhas incontáveis listas


Algumas pessoas postam seus objetivos para o período, seja da semana ou do mês. Taís e Paula fazem o desafio da semana, e Thais faz a sua checklist para o mês. Resolvi tentar fazer uma checklist para o meu mês, mas depois considerei que poderia ter um desafio por semana. Hum. A minha lista de outubro é a seguinte:
-cumprir minha dieta
-praticar atividade física regularmente
-manter minha disciplina no mestrado
-fazer o batismo de mergulho
-instalar minhas prateleiras do quarto e fazer os furos na parede que preciso
-me livrar das panelas feias
-arrumar meu quarto
Ela tem coisas fáceis e coisas difíceis. Algumas, como arrumar o quarto, eu comecei desde domingo, mas sei que essa arrumação vai durar o mês todo, porque estou reestruturando as coisas nele. Por exemplo, as prateleiras e os furos que preciso fazer na parede vão ajudar a arrumá-lo. São metas bem singelas, mas que têm me ajudado a manter a disciplina. Falando em disciplina, eu iniciei uma nova rotina na segunda, fazendo algo diferente: eu agora acordo às 6h30. Tenho uma lista de coisas para fazer de manhã (bem pequena), mas cada coisa tem o seu horário pré-estabelecido.
Esse pode ser um bom desafio para essa semana, eu acho: consolidar o hábito de acordar às 6h30 (ontem enrolei 15min no soneca, hoje enrolei quase 20min). Gostei, acho que com os desafios por semana eu posso colocar minha lista mais perto de ser realizada (levantar às 6h30 me dá tempo para estudar).
Gente, como é bom fazer listas e ver ela ficando cheias de ok's! Virei uma mistura de Monica do Friends (com quem já me identificava há anos), Sheldon (divulgando minha política de relacionamento nas redes sociais, só falta o e-mail semanal dele ;) de Big Bang com Caroline de 2 Broke Girls (tentando pôr as contas em dia). Socorro, Brasil!

Minha nova política de relacionamento nas redes sociais

Dileta audiência, sempre disposta a opinar em matérias absolutamente cotidianas e de irrelevância social como são as coisas que posto aqui, muito obrigada. Vocês podem ser totalmente diferentes de mim em quase tudo, e inclusive na sua grande maioria serem desconhecidos meus, mas me fazem sentir que não sou tão anormal assim. Deve ser porque todos somos blogueiros? Tipo, "blogueiro sabe se comportar no facebook"? Não sei. Mas entendi algumas coisas de ontem pra hoje.
Eu gosto muito de internet, sabem? Gosto e passo boas horas lendo o blogue das pessoas, comentando, postando no meu e lendo os comentários (felicidade é clicar na lista de comentários e ver que alguém deixou um oi), gosto de poder conferir a previsão do tempo, meu extrato bancário (sim galera, estou acompanhando-o de perto!), assistir um vídeo divertido, baixar um bom filme, encontrar os artigos acadêmicos que preciso sem ir na biblioteca. E sim, eu gosto do facebook.
Mas o meu gostar do facebook tem um limite, tem coisas que eu gosto mais, eu uso ele só pra certas coisas, não pra outras. Ver fotos dos amigos: sim. Postar fotos minhas para os amigos: sim. Ver fotos de desconhecidos que sejam amigos de amigos: não. Amigos de amigos, desconhecidos meus vendo fotos minhas em que meus amigos me marcaram: não. Falar com meus pais que estão na fora e com os amigos de fora: sim. Passar um recado a um amigo daqui em dias de não ter bateria no meu telefone ou de não ter o número da pessoa: sim. Combinar algo objetivo com alguém daqui: sim. Dar um suporte emocional rápido a um amigo entediado ou em problemas, mesmo que seja daqui: sim. Matar tempo (dos outros, geralmente de pessoas que podem usar a rede em horário de trabalho), falar como se estivesse num canal do IRC ou num enorme bar virtual: não. Postar e ler notícias e charges sobre os acontecimentos do dia ou da semana: sim. Substituir isso por uma atuação de verdade sobre a realidade: não. Contar ou ficar sabendo pela timeline que alguém  lixou a unha do pé hoje: sim. Gastar meu tempo e paciência no bate-papo falando disso: não.
Em virtude dessa lista de coisas que eu gosto ou não gosto, resolvi deixar meu bate-papo permanentemente desativado, e só ligar a bolinha verde quando tiver acabado de lixar a unha do pé e me sobrar tempo para perder com ele. Mas vou continuar acessando cotidianamente, respondendo as mensagens das pessoas e tudo o mais. Sobre isso, só mais um adendo: deixar um recado ou dizer que precisa conversar: sim. Ver que eu estou offline no bate-papo, não te respondendo, mas curtindo foto do nosso amigo em comum e por isso começar no meu inbox enlouquecidamente a perguntar "ta ai? ta ai?": não.
Por via das dúvidas eu publiquei isso lá também. Mas como a maioria das pessoas aparentemente sabe se comportar, eu especifiquei quem deveria ler a atualização, só pra entender o que aconteceu. ;)
Alívio!

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