Total Pageviews

Friday, August 31, 2012

Dias 55, 56 e 57: vamos ao que interessa?

Eu poderia postar agonizante os três dias, um por vez, mas como já deu para perceber, eu andava muito distraída. Então podemos passar ao final da história sem enrolar tanto, porque odeio novela que adiam finais que poderiam aparecer antes.
Então, façamos o seguinte: conto-lhes que na sexta de manhã rumei ao aeroporto, com malas prontas, e sem o passaporte. Sorte que havia resolvido ir uns dias antes, porque assim Wal pôde me encaminhar por Sedex o documento, custando a bagatela de R$47,80. Comprei um dicionário prático daqueles de italiano, e fui treinando durante o vôo. Ainda nesse dia, dormi a tarde toda, dormi cedo à noite, morrendo de sono. Reunião em São Paulo no sábado, e final do dia fomos para Parati. O dia 57 foi domingo, dia 26 de agosto, data que embarcaria para a Europa inicialmente, mas que só aconteceu anteontem.
Ao final desses 57 dias, me sinto ligeiramente aliviada. Claramente, o pólo que mais avançou foi o financeiro. Fiquei 31 dias sem comprar nada, e no final comprei algumas coisas porque havia entrado no azul, e voltei a sair - muito mais comedida, mas voltei. Um empréstimo a menos, e um salto qualitativo no controle das minhas finanças. Confesso que descontrolei nesses dias de férias, mas rapidamente retomei, e nada prejudicial. Na volta, tenho planos de retomar algumas metas, porque fiz diversos empréstimos e ainda estou pagando eles. Adiantei pagamentos e despesas para não ficar muito afogada no final do ano que, fazendo uma análise, foi o começo do meu problema desse ano. Nesse caso, estou de parabéns!
No campo da saúde e emagrecimento, os números atestam que perdi 2kg apenas nesses 57 dias. Sem fazer dieta nem atividade física, nem sei como consegui. Resolvi a questão da lesão na coluna, mas falta atividade física. Dei pouquíssima atenção ao caso, e o problema está aí, provavelmente agravado na volta da Itália. Sem parabéns, nesse caso.
E por fim no mestrado... Ele andou, é verdade, mas o tanto que andou poderia ter andado lá em janeiro, já. Moral da história: livros vieram junto na mala. Sem parabéns também nesse caso.
Apesar dos dois aspectos negativos do meu balanço, me sinto aliviada e muito bem por ter tocado esse projeto. Apesar de ter tido dificuldades em estabelecer metas e cumpri-las, o fato de ter me movido me colocou em outro patamar de comprometimento com as minhas coisas.
Foi prazeroso fazer esse movimento, apesar da desacelerada do final. Método, organização e disciplina são ótimos para fazer a gente cumprir nossos objetivos na vida.
A gente tem compromissos demais nesses dias, e para fazer com que a nossa vida se equilibre, a gente precisa fazer muitas coisas, para poder fazer o menos possível. Contraditório isso, não?
Com todas as coisas que a gente faz buscando poupar tempo, ele continua faltando.
Voltando de férias, vou precisar correr atrás desse bem preciosíssimo chamado tempo. E identificar os ladrões de tempo (esse blogue, a internet, é o maior vilão). E substituir as atividades que me roubam tempo sem trazer benefícios por outras. E cumprir as minhas metas.
Cumprir as que não cumpri nos 57 dias, e ter novos desafios para as que cumpri. Seria excelente. Mas isso é assunto para outros capítulos.
Por ora, voltamos à programação normal: um diareco sem nenhuma pretensão, um espaço quase que livre onde posto rasgos cotidianos sem grande importância. As dicas e os relatos das viagens. As visitas nos blogues que costumo visitar cotidianamente (embora aqui eu vá ter menos tempo).
Novos planos e novas aventuras. A vida segue!
Muito obrigada a todas as pessoas que leram e comentaram, sempre generosas, durante esse período de 57 dias. Conheci outros blogues com esse tipo de interesse no caminho, e pessoas que, assim como eu, de carne e osso, nada perfeitas, correm atrás de uma vida diferente. As pessoas me olham e pensam que minha vida é perfeita; sou constantemente assediada com esse tipo de observação, de que consigo fazer as coisas porque para mim a vida é fácil.
Não que minha vida seja exatamente difícil, mas não é verdade que nunca tenho problemas, ou que as coisas vêm fácil para mim. Faço constantes escolhas que me levam a facilitar as coisas lá na frente, porque tenho por hábito planejar as coisas. E crio as melhores condições possíveis para fazer minhas coisas. Isso é assunto para uma nova postagem, aliás.
Então, chega de churumelas, vamos à vida que a morte é certa. Boa sexta para todos!

Dia 54: alguém empurra essa menina?

Levantei tarde. Comi tudo errado, no sofá. Voltei para a cama. Tentei fazer almoço: saiu uma nhaca. Voltei para a cama. 4h depois, era hora de ir ao mercado. Compras infantis, de quem não quer saber de nada sério.
Cumpri minha parte na limpeza de casa, aos trancos e barrancos. Tomei um banho, e fui visitar o pai de uma amiga. Na saída, enquanto ia ao carro, porque Florianópolis é assim, e porque eu estava no terreno do inimigo, passei pelo então objeto de minha distração total. Fingi que não o vi, mas ele me chamou. Fingi que não ouvi, mas ele me chamou pelo nome. Parei de fingir e fui cumprimentá-lo. Conversa de elevador.
Já em casa, tinha tudo por fazer, com exceção da mala. Na manhã seguinte o meu vôo sairia muito cedo, e eu estava com muitas coisas por fazer. Confesso, não sem um certo constrangimento, que viajei deixando comida na geladeira, quarto desarrumado (embora não bagunçado), providências por tomar e ainda me arrastando, morrendo de sono. De repente, no final do Projeto, na sua reta final, parecia que nada mais interessava. Triste isso, não? Era o cansaço misturado com os devaneios todos. E não foi exatamente simples viver esses dias, tão atormentada. Uma amiga de longa data, do tempo de Joinville ainda, me disse para comemorar: enquanto pessoa viva, estava sentindo uma série de sentimentos, todos muito legítimos. Deveria, portanto, dar as boas-vindas ao momento e ficar feliz por ser capaz de sair do foco. De ser sensível aos acontecimentos da vida. Ainda atordoada pelo turbilhão que me acometia, vi a vida passar na minha frente, sem tomar conhecimento de nada. Mas a vida seguiu, mesmo assim.

Dia 53: um alívio ainda mais genuíno

Chove em Chieri nesse momento. Então estamos em casa, e pude continuar flanando pela internet, que não é grandes coisas. Mas para postar serve.
Então naquela famigerada quarta-feira, uma grande coisa aconteceria: era meu último dia na repartição! Cheguei mais cedo, e recebi uma homenagem por ter feito um ano de repartição. Nota: isso quem fez foi um colega, porque chefias ou outras pessoas nem tchuns. Gerente inclusive me recomendou que apreciasse a homenagem, pois só teria outra quando completasse 15 anos de repartição. Assim que fui agraciada com um livro da Fundação Logosófica, única oportunidade que terei na vida de conhecer suas ideias, porque eu sozinha jamais procuraria. Talvez eu leia. Talvez eu lembre da imensa lista de livros que ainda quero ler na vida e considere tempo desperdiçado. Não sei.
Saindo do filme que fui assistir, corri para minha mesa e trabalhei feito uma enlouquecida, atuando sobre todas as burocracias possíveis. Redigi centenas de relatórios desnecessários e pouco vinculados às minhas atividades profissionais, mas que minha chefe exige. Tem um de Santa Catarina, o que fica com ela, o que vai para Brasilia, o mensal e o trimestral, o de viagens, o relatório social e o acompanhamento de ações. Rompi com o controle de atendimentos e de ligações para poder trabalhar, mas algo me diz que ainda serei punida por isso. Enfim, redigi e redigi, atendi um milhão de ligações, e fui embora deixando uma comprovação de viagem para trás. às 17h15 resolvi que bastava, e fui-me embora, tendo me despedido casualmente das pessoas.
Ao contrário do que poderia se pensar, não fui saltitante nem correndo; batia os calçados pela rua, cheguei em casa e rolei do sofá até a cama. Cochilei até receber uma ligação: tinha resolvido que antes de viajar me despediria de algumas pessoas. Me arrastei até o chuveiro, de lá até o carro, participei de uma reunião rápida, fiz uns pagamentos e fui beber cerveja. Minha companhia chegou mais tarde, e depois de mais umas cervejas fomos embora pra casa.
Evidentemente, dormi na alta madrugada. E não muito bem.
De tudo o que eu tinha que fazer, trabalhar era o que mais me desgastava, porque vinha consumindo meu tempo livre (quando em viagens), e porque me sentia cansada. Poder sair e finalmente ter horas livres pela frente foi um alívio tremendo. Tenho certeza que pessoas mais organizadas e menos confusas que eu teriam aproveitado essas horas livres e feito um monte de coisas.
Eu, não. Mas isso eu conto nos próximos 4 dias!

Pausa para informar

Dileta audiência, já cheguei em terras piemontesas. Por aqui faz bastante silêncio, tem muita natureza à minha volta e diversos passeios e viagens me manterão um pouco distanciada da internet. Estou ainda me adaptando ao fuso (no Brasil nem são 8h ainda, mas aqui já são 13h) e à nova rotina, contando as novidades para meus pais e vice-versa. Vou terminar a saga do Projeto 57 em poucos dias, e prometo contar o que vi e aprendi por aqui, por Trindade e Parati (que visitei antes de embarcar), minha passagem-relâmpago por BH em finais de setembro e o que mais acontecer.
Arrivederci!

Tuesday, August 28, 2012

Dia 52: um alívio realmente importante

Passei a manhã inteira me preparando para a tal palestra. Era difícil para mim, pois desconhecia o tema e seria a primeira que daria. Já comecei grande, na SIPAT da repartição, no salão nobre. Todos os meus colegas foram convidados. E embora tenham me dito que haveriam cerca de 15-20 pessoas prestigiando, na verdade vieram 69 pessoas.
Apesar disso, e de meu evidente despreparo, lá fui eu. Engraçado, a chefona que senta atrás de mim na minha sala cochilou durante a palestra. Apesar de sentir minha voz falhar, de ter me atrapalhado segurando várias coisas ao mesmo tempo, e de estar muito insegura, as pessoas elogiaram. É óbvio que eu sei que não ficou excelente, porque conheço minha capacidade e sei quando fui bem ou mal. Nesse dia, eu não fui mal nem bem, porém ter quebrado o gelo e ter dado a primeira palestra serviu para eu utilizá-la como parâmetro, pensando melhor no tema, no recorte, na forma, etc. Valeu a pena.
Ganhei brinde por ter dado a palestra (nada demais, uma camiseta, uma caneta e um bloquinho), e no dia seguinte ganhei um livro. Almoçamos todos juntos, eu e meus colegas que entramos juntos no mesmo concurso há um ano atrás. Queríamos comemorar nosso 1 ano de repartição. Conversamos, nem sempre temos tempo de nos encontrar, e falamos cada qual sobre sua realidade de barnabé decepcionado. Ser servidor público federal tem lá seu certo glamour, mas não é essa Coca-Cola toda que as pessoas imaginam. Somos muito diferentes, eu e meus colegas. A começar por eu ser a única insistente social no meio dos administradores, e eles terem uma visão bastante diferente da minha sobre as coisas. Apesar disso, conseguimos enxergar algumas coisas mais ou menos pelas mesmas lentes, e nos identificamos diante do fato de termos entrado juntos nessa aventura. Ainda me sinto como se tivesse recém-chegado. Acho que esse sentimento é bom.
Alívio pós-palestra ministrada: mais um ok na lista. Mas a lista ainda é longa.

Dia 51: dia de correr mais rapidamente

Então retomando as postagens sobre os 57 dias, conto para vocês que, naquela segunda-feira, eu tinha muito o que fazer: em três dias eu entraria de férias, e precisava deixar tudo pronto em casa e no trabalho. Paguei contas, emiti relatórios, comprovei viagens, e me preparei para a palestra que daria no dia seguinte. Aquela palestra vinha me pondo muito nervosa. No horário de almoço, ao tentar fazer um fusilli ao sugo sem nenhum mistério, errei totalmente nos tempos de fogo e acabei com algo intragável. Minha sorte é que haviam restos de pizza. E restos de refrigerante. Sim, dileta audiência, eu bebi refrigerante. Enquanto corria de um lado a outro, dando diversos "ok" nas minhas diversas listas de coisas a fazer, ainda continuava me dispersando, pensando no que consumia a minha energia. Errado.
Na segunda minha mala de viagem já estava pronta. Faltavam os medicamentos e outras coisas do tipo. E deixar as coisas minimamente organizadas.

Thursday, August 23, 2012

Dia 50: o dia que vagarosamente ressurgi

Na manhã de domingo, tomei um café solitário na confeitaria (ou padaria, não sei) São José, em Joinville ainda. Um dos hábitos tradicionais de quando estou em Joinville é tomar café da manhã (ou da tarde) lá nos finais de semana, com meus pais ou com minha tia preferida. É tudo sempre igual: uma fatia de empadão de frango, outra da torta de nozes, aveia e mel, um suco de laranja pequeno e um espresso médio com leite. Tudo por minha conta.
Dessa vez fui sozinha.
Fiz as últimas compras e entregas, abasteci o carro, e antes das 11h estava voltando para cá. Chegando em casa, alternava entre me arrastar pelos cômodos e morrer deitada ainda, até que reagi. Cumpri minha parte na limpeza da semana (sala, banheiro e corredor), lavei as roupas e arrumei o quarto. Tomei outra Coca-cola (não entendo como alguém pode considerar aquilo com gosto bom), e fiquei pronta para uma nova semana. Não como nas outras; ainda me sentia letárgica, boba. Mas já conformada com o desfecho trágico de minha historinha de semi-amor, só me restava seguir adiante.

Dia 49: o dia em que me escondi

Como estava de ressaca moral e alcoólica, achei por bem fazer as coisas funcionarem melhor. Antes de embarcar para a Europa eu precisava ir até Joinville e tomar algumas providências de ordem prática por lá. Tipo: entregar o cãozinho ao meu irmão, visitar algumas pessoas, comprar algumas coisas. Fazer umas entregas.
Eu cheguei a cogitar fazer isso só na quinta-feira, dia 23 (dia em que estou escrevendo esse post), mas foi a melhor coisa que fiz ter ido antes. Resolvi não protelar minhas providências, apanhei cachorro e fui. Liguei para um amigo e fui visitá-lo: precisava confessar as bobagens que havia cometido. Chá, água, Coca-Cola e café me ajudaram a melhorar. Jantamos juntos no Radio Burger, num horário em que ainda não estava cheio demais para um sábado, e na volta, dormi logo. Mais cedo, esqueci de comentar, fui na São José comer aquela torta de nozes, aveia e mel que tanto gosto. Quanto mais frágil, mais quero sabores infantis, que me remetem a épocas mais simples. Cachorro e pendências vencidas, estava pronta para submergir.

Dia 48: quando dialoguei mais de perto com a adolescência

Todos os dias foram de pouca organização e concentração, como comentei todos os dias. Na verdade, as postagens estão defasadas e preciso tentar retomar as postagens junto com o estado de espírito de cada dia. Então vou começar pela sexta-feira, em que cheguei novamente em Floripa e resolvi procurar a pessoa que me deixava tão confusa.
Não vou entrar nos detalhes, mas preciso dizer para vocês que a história tinha potencial para acabar sem graça nenhuma, comigo tendo desperdiçado mais tempo e energia do que deveria, sem retorno nenhum. Estômago vazio, poucas horas de sono, muita tormenta, o nervosismo e a frustração me levaram a expulsar violentamente as coisas de dentro de mim. Em espasmos nada agradáveis que foram parar no encanamento no meio da madrugada. Sim, eu vomitei.
A noite foi confusa, agitada, e eu meti os pés pelas mãos. A história completa, quando eu me sentir melhor, vem. A ansiedade e a agitação continuaram me distanciando do projeto. Mas o desfecho da noite acabou me aliviando e me colocando de volta na trilha.

Monday, August 20, 2012

Dia 47: o dia em que me autocomiserei

Todos esses dias têm sido de confusão e de irritação, e de cansaço. Tudo junto.
Todo mundo acompanha.
Houveram momentos, inclusive, em que me deixei ficar, assim, ensimesmada. Distraída. Eles foram a tônica da semana passada toda. De repente, vi que a chave estava virando. Para o outro lado.
E, não a toa, eu não postei sobre o Projeto 57, nem visitei nenhum dos blogues que costumo ler, nem consegui me concentrar em nada como geralmente faço. As novelas, as bobagens, as séries, as noites tranquilas lendo e escrevendo e arrumando as coisas não serviam. Eu fervia de ansiedade por dentro, borbulhava, não conseguia dormir. Conversava freneticamente pelo facebook com uma lista de pessoas que poderiam me ajudar a aliviar o nervosismo. Me vi envolta num emaranhado de pensamentos obsessivos, chatos, malucos, e mesmo agora, qualitativamente mais calma, ainda me sinto mal. Presa.
Tem gente que fica mais calma quando se dedica a alguma tarefa particularmente espinhosa. Bem, eu não sou desse tipo. Entrem na minha casa e verão o caos reinando absoluto, e não consigo imaginar como arrumar uma gaveta me faria ficar mais calma. Nunca.
De TOC, estou livre, mas de transtorno da ansiedade, eu morro.
Nunca imaginei que, faltando 10 dias para o final do Projeto, estaria tão diferente. Tão desconectada do processo. Tão alheia a ele, tão crítica em relação a mim mesma e às minhas escolhas. Logo eu, que costumo me gabar de ser uma pessoa centrada.
Logo eu...

Dia 46: o dia em que me vi milionária

Eu sabia que antes das férias receberia um dinheiro. Não sabia que ele chegaria já na quarta-feira passada, e que seria um valor tão alto. Não pedi adiantamento nem empréstimo, só o que me cabia, e adiantei a gratificação de Natal. Digamos que entrou na conta um valor duas vezes maior que meu salário, fora o meu salário que entra dia 31.
E assim, depois de 46 dias, eu vi finalmente as coisas ficarem azuis. Atingi mais que o zero, atingi o positivo. Com o dinheiro das férias, vou viajar, adiantar pagamentos e me sentir aliviada.
O maior alívio de todas, sem dúvida, é o financeiro. Eu consegui, parte por causa das férias, parte por causa  de meu projeto. Como não sabia que receberia um valor tão alto, segurei o freio com força, e o resultado começou a aparecer ainda no mês passado. Além do benefício financeiro, eu finalmente assumi o controle de algo que estava descontrolado há muito tempo.
E quero continuar assim, no controle.
Viva!

Thursday, August 16, 2012

Dia 45: uma semana de canseira e de caminhada

Estou em Balneário Camboriú desde segunda à noite. Embora esteja destruída pelo cansaço, já que minha sina é viajar mesmo, melhor que seja para um lugar com infra-estrutura adequada para me alimentar, praticar atividade física e outra coisa qualquer. Desde terça, então, chego no hotel, coloco o tênis e saio pela Avenida Atlântica, caminhando, em busca de jantar e de me exercitar. A despeito de todas as confusões que sigo passando, me dá todas as noites um comichão de sair e caminhar nessas calçadas meladas de maresia e areia, que fazem meu tênis escorregar. Vou sentindo o vento úmido e frio, pensando nas minhas bobagens, e chego de pés cansados e morrendo de calor. Meu desgaste mental atingiu níveis épicos nesses dias em que passei entrevistando e coletando os mesmos dados de muitas pessoas, e fora de casa, fora de minha rotina, fora de meus objetos de interesse.
Eu nunca mereci tanto umas férias.

Wednesday, August 15, 2012

Dia 44: correndo e enlouquecendo

Entrei essa semana mais cansada do que nunca. Passei a semana passada inteira viajando, trabalhando intensamente, e no final de semana, como os mais assíduos já perceberam, ao invés de descansar, arrumei foi motivo para nunca mais descansar.
Confesso, sem orgulho, que não tinha comida em casa na segunda de manhã. E que ao meio-dia eu comi um queijo-quente com catchup e leite com achocolatado. Sempre que me sinto frágil, adoentada, como as coisas que não têm mistério algum e me remetem à infância. Sanduíche com achocolatado, então.
Trabalhei de maneira autômata, até as 16h, quando joguei a toalha e me arrastei até em casa. Deitei para dormir até iniciar a reagir. Eram 18h30. Enfiei meia dúzia de objetos aleatórios na mala que, por sorte, ficara no sofá da viagem da semana passada, semi-pronta, levei o cãozinho para passear na praça e fui-me embora para a rodoviária. Em nenhum minuto esqueci do que tencionava esquecer. Loopings mentais eternos fizeram a minha segunda ser uma angústia tremenda, e só depois de confessar para uma amiga me senti mais forte.
Me deixa incomodada perceber que, tantos anos depois, ainda me comporto como aquela adolescente que, ante um lampejo fugaz de emoção troca tudo o que tinha até então por essa novidade.
Se a pessoa vale tudo isso? É difícil de afirmar a essa altura, mas aos poucos a gente reconhece padrões na humanidade, e me parece uma história com bom potencial para fracasso retumbante. Mas o que me move, como sempre, não é a pessoa. É a maluquice que me torna tão acelerada, tão elétrica. E que eventualmente surge, nem sempre com as pessoas mais adequadas, mas no fundo, o que importa não são as pessoas. Sou eu diante dos fatos.
Quando me sinto assim, abobalhada, sem saber como reagir, sinto, nitidamente, que sim, estou viva. E sou capaz de sentir. É a mesma alegria que me invade quando algo me desperta um pranto sincero.
A alegria de quem se percebe sensível a alguma coisa.
Nem projeto, nem trabalho, nem mestrado, nem coisa alguma recebeu minha atenção na segunda. Sem entender o que me incomodava, me angustiava, me enovelei nas cobertas e nos lençóis por todo o tempo que pude, deixando a imaginação correr solta, soltíssima.

Dia 43: o dia que ficou para a história como o dia da dispersão

Naquele fatídico domingo, eram 7h e eu me levantei com a costumeira cólica abdominal de quem não costuma beber cerveja. Já que estava no banheiro mesmo, tomei banho, pus uma ampola de tratamento nos cabelos e enxaguei no box mesmo - não poderia sair de roupão e touca pela casa como era o plano inicial. Apanhei o cãozinho e fomos passear na pracinha, depois fomos na padaria - cachorro amarrado no pilar de tronco do lado de fora. Deixei um bilhete colado no espelho do banheiro antes de sair. Vesti uma roupa, usei um hidratante e um desodorante que estava na mala que havia ficado no sofá. Desentortei os móveis que haviam ficado derrubados na madrugada anterior, quando havíamos chegado com pressa suficiente para não reparar no que havíamos derrubado. A pressa era grande.
Entrei e saí do quarto algumas vezes, o mais silenciosamente possível, para não acordá-lo. Desjejum, banho, passeio, arrumação, tudo pronto.
Sentei no sofá com o computador no colo.
E nada.
Nada de me concentrar.
Nada me fazia esquecer que a poucos passos de distância ainda ressonava aquele corpo comprido, um tanto magricelo, da cor daquele doce de banana que eu costumava comprar nos mercados anos atrás.
3 horas depois, admiti que não faria nada. Pé ante pé, abri a porta, deixei-a aberta, puxei a ponta do cobertor que abandonara mais cedo, cutuquei de leve o braço que jazia sob o travesseiro e, como se fosse a coisa mais comum do mundo, como se tivéssemos feito isso todos os outros domingos das nossas vidas, ele me puxou para cima do ombro, enterrando minha cabeça naquele vão entre o ombro e o pescoço, onde meu nariz afundava no cheiro ainda nítido de algum produto, um perfume, ou um sabonete. Mão esquerda mexia no cabelo fino feito cabelo de bebê enquanto a mão direita alisava o outro braço, lá do outro lado do corpo, que com sua respectiva mão alisava meu braço esquerdo.
Menos de meia hora depois, o cachorro já aninhado aos pés de alguém na cama, ambos despertos, desistimos do sono.
Essa é a última lembrança racional que tenho. Desde então, confesso, nada mais ficou como estava.
E é por isso que eu sumi a semana toda.
Perdão.

Monday, August 13, 2012

Dia 42: tentando retomar a programação normal

Acabei de tomar uma resolução de segunda-feira, com vistas a não enlouquecer de nervoso e não me desconectar completamente das minhas atividades usuais. Admito que tenho estado confusa e dispersa, consequência do cansaço, da cerveja, das últimas experiências e da pressão por terminar tudo a tempo e bem-feito.
Tendo admitido isso, resolvi não permitir que essa confusão e dispersão me paralisem, e vou mudar um pouco de estação por aqui. As interferências mentais continuam, mas tendem a desaparecer com um pouquinho de disciplina.
Sábado, então.
Dia em que acordei, tomei banho e fui para o sofá, computador no colo, caderno livro e lápis do lado, inseri o pendrive e comecei as anotações. Celular lá longe, em cima da mesa, eram ainda 8h e eu tinha a manhã toda pela frente para produzir minhas páginas.
E aí, começa. Eu recebi nada menos que 9 mensagens, três chamadas, um toque de interfone (que escandalizou o cachorro), e quando olhei de novo, eram 11h30.
Nenhuma das chamadas eu podia recusar, e de interrupção em interrupção, saiu mais meia página. Cãozinho vomitou, uma carreata eleitoral passou, e mesmo assim, saí com meia página!
Tem potencial para mais páginas. Eu finalmente concluí as leituras, só preciso escrever sobre elas. E eu sei o que vou escrever. Feliz!
Mas que o Universo parecia não querer que eu escrevesse, isso parecia.

O bairro expulsa

Eu sou um furúnculo no bairro Floresta, e estão me espremendo com força para fora daqui. Me mudei para cá no início do ano devido a uma conjuntura de fatores que incluía o fato de meu ex-apartamento ter muita gente, muita umidade e ficar longe do trabalho. Então fiz o caminho até aqui e me mudei para perto o suficiente da repartição para poder ir andando.
Como se eu fosse a única a ter essa ideia...
Desde que o cãozinho veio morar comigo, passei a ter mais interação com a vizinhança do prédio e do bairro. Ninguém resiste a ele, e assim eu volta e meia preciso parar para as pessoas alisarem sua peluda e magricela estrutura.
Domingo de manhã, recuperando-me de uma ressaquinha, fui levá-lo a passear, e na volta fui até a padaria. No meio do caminho, um homem fala: passeando com o cachorro, é?
E quando eu olho, é um colega da repartição.
E então hoje de manhã, uma das comedoras de ratazanas mais famintas me pergunta se eu sou vizinha dela de bairro. Que me vira passeando com o cachorro no domingo perto de sua casa.
E agora alguém me diz, tem como eu viver nesse bairro em que encontro as pessoas na rua o tempo todo?
Pra onde eu vou?

Confusão

No sábado, enquanto escolhia a roupa que ia usar para sair, já pensava que eu deveria participar só da reunião do início da tarde e ir logo embora. Porque eu precisava estudar, e porque invariavelmente depois da segunda parte as pessoas saíam para beber. Escolhi aquele vestido rajado de cinza, um casaco vermelho que não aquece nada, pus os calçados e fui-me embora. Sem as meia-finas que carrego por aí, porque pensei: vou ficar até o entardecer. No máximo!
Na dúvida, acendi a luz para o cachorro.
Cheguei em casa e já eram 1h da manhã. Não cheguei sozinha. Empapuçada da cerveja que eu sei que não deveria mais tomar, mas que na hora eu nunca percebo que preciso parar. Passei o dia seguinte todo zanzando feito um zumbi por esse apartamento. Me arrastando e sentindo estalar ondas de dor preocupantes na coluna, uma outra dorzinha no ombro, e aquela denunciadora dor que a gente sente no ligamento entre quadril e as pernas. A "dobradiça". Mas de tudo o que mais me incomodava não era a rebordosa nem a preguiça. Essas são minhas amigas de longa data. Me incomodava ficar distraída, friccionando as pontas dos dedos uns contra os outros, para lembrar a maciez do cabelo mais fino que já vi na cabeça de um adulto. Ainda que levemente irritada por causa de uma conduta não muito aprovada socialmente em diversões de adultos, e considerando que no geral estava insatisfeita. Tão insatisfeita, mas ao mesmo tempo tão atraída pelo tom poderoso daquela voz de sotaque engraçado, e pelo conforto de largar o corpo de encontro ao outro corpo, como se em posição de descanso. E pela obsessiva vontade de contar, mais uma vez, uma a uma, aquelas 34 sardas que estão desorganizada e suavemente distribuídas pelos ombros e pela espalda.
Nessa briga, meu eu-habitual corcoveia de revolta, de querer submergir outra vez. Aquele eu que faz dieta, acorda cedo para fazer tudo com calma, calcula os minutos de cada atividade, e tem planos muito certinhos para cada hora do dia. Enquanto meu eu-eventual, sorrindo cruelmente, dá só mais um gole de sonífero ao eu-habitual...

Sunday, August 12, 2012

Eu suspiro,

A tormenta de iniciar a conhecer o que tem por baixo daquela camada fina e cor de ouro que recobre teu comprido corpo me deixa apreensiva. E me faz duvidar de minhas certezas e de minhas seguranças. Perceber-te no teu ambiente e com tua história me deixa apreensiva e me faz ter vontade de virar as costas para o desconhecido. E a textura macia e dourada que ainda sinto entre meus dedos me empurra para dentro do desconhecido.
Suspiro.

Friday, August 10, 2012

Dia 41: pesadinha

Fui me pesar na balança de costume, e... 72,25. Voltei praticamente ao peso anterior, mas como na semana passada eu estava doente quando me pesei, isso pode ter distorcido um pouco o dado. Essa semana recuperei o peso porque comi muito em Itajaí. Comi bem nas três refeições diárias, comi doces, bebi pouca água, fiz caminhada em dois dias, mas foi pouco ante o consumo de alimentos e de álcool que tive. Semana que vem, em Balneário Camboriu, vou me organizar um pouco melhor, com mais opções e com uma linda avenida para caminhar. Para quantificar o sucesso ou fracasso dessa meta, quero chegar à sexta que vem 1kg mais magra.
Valendo!

Thursday, August 09, 2012

Dia 40: expectativas e cansaço

Sabe aquela coisa moralista cristã de que a gente tem que penar pra merecer as coisas? Aparentemente, no trabalho é altamente aplicável. Dentro de 14 dias entro em férias, durante os gloriosos 30 (não acredito muito nessa falácia de fracionar férias e ainda não cheguei no limite de vendê-las), mais uma semana que vou tirar de meu gordinho banco de horas - aliás, o único com saldo positivo nessa vida...
Pois bem. Antes disso, eu farei ao total 3 viagens de semana inteira fora de casa, atendendo pessoas o dia inteirinho, uns 12 relatórios, uns 20 atendimentos na base, uma palestra (prepará-la e apresentá-la), sem tempo nem para fazer xixi ou beber água. Ou respirar. Porque quem sai de férias precisa se moer bem no moedor de carne antes de sair, assim fica mais gostoso o sabor das férias.
Mas enfim. Essas férias vão valer muito a pena: eu vou passar uns dias logo no início em Parati e Trindade, que é para já ir sentindo o gostinho de maresia, brisa, calorzinho gostoso e relax. Voltando, uma pinta rápida em São Paulo para respirar ares de urbanidade, uma Bienal aqui, um teatro ali e rever  os bons amigos. Dia 29, de posse de todos os meus documentos, bagagens e expectativas, vamos diretamente para a Itália, para 20 dias de passeios com a família, conhecendo lugares novos e revendo os anteriores. Na volta, só mais uma voltinha em BH porque a saudade anda grande e eu preciso me abastecer com minhas amizades, minhas pessoas preferidas, meus lugares que gostei lá.
Então não sei se vocês alcançam, mas é cansaço misturado com muitas coisas, espírito de férias já se avizinhando, já faço tudo com aquele último fôlego - ah, eu vou tirar férias. Nesse meio-tempo, em que tudo precisa ficar prontinho, feitinho, direitinho e redondinho, tento dar cabo de meus desafios de mestrado, financeiros, de saúde e tudo o mais. Teoricamente, o projeto pode acabar em 17 dias. Mas eu sinto necessidade de continuar nesse caminho que o Projeto 57 foi me mostrando, porque ele me faz muito, muito bem. E nem parece que já fazem 40 dias, passou rápido e quase que indolor. Que sensação boa...

Dia 39: respirando os ares da melancolia

Nessa semana atípica em que as postagens estão sempre um dia atrasadas, conto que ontem, ao chegar no hotel, pus uma roupa confortável, um tênis e saí andando. Fui até a Beira Rio caminhar, sentindo o cheiro da maresia e o vento melequento de sal, admirando os jardins bem cuidadinhos daqui. Na volta, voltei pelo outro extremo, porque queria admirar a iluminação da Igreja Matriz, que está sempre muito bonita. E de saudade em saudade, fui reconhecendo os lindos caminhos pelos quais já passei aqui, enquanto fazia, finalmente, uma caminhada nessa semana em que só comi, comi e nada me exercitei...
Essa foto obviamente não retrata a beleza da Igreja iluminada ao entardecer, mas registrei porque precisava ter para olhar quando estivesse longe.

Wednesday, August 08, 2012

Dia 38: contando com um bocadinho de sorte

Continuo atrasada nas postagens, culpa de minha viagem a trabalho, e o intenso trabalho que estou fazendo aqui - ontem eram 20h20 quando finalmente saí do local. Na segunda-feira esqueci de relatar que formalizei o pedido de prorrogação do prazo para defesa de minha dissertação, que devido à greve nem vai ser avaliado tão logo. Na verdade, com isso, ganhei mais um tempo de lambuja, tempo esse que finalmente comecei a aproveitar. Estou firme nas leituras, embora não completamente deslanchada. Mas tenho um objetivo muito sincero para cumprir até domingo: quero enriquecer meu referencial teórico sobre os dois principais conceitos que utilizo, de 6 para 12 páginas. Dobrar o número, para poder encaminhar ao meu Co-Orientador, para nos encontrarmos antes que eu saia de férias. O ideal seriam 15, mas vou perseguir 12 como referencial para não me frustrar por não conseguir nada.
Nesses dias aqui andei um bocado atrapalhada com minhas coisas, mas vou me ajeitar, vocês vão ver. E sigo relatando o projeto, cada vez mais perto do final, mostrando que o final é só o começo.

Tuesday, August 07, 2012

Dia 37: foram 5 dias lactose free

Então, gente. Falo da pacata Itajaí, que em idos tempos já foi minha cidade, e de onde gosto muito, embora falte urbanização e civilização adequada sob alguns aspectos. Por isso vou postar o dia 37 junto com o dia 38, que é hoje!
Semana passada ao voltar de Tubarão eu me sentia muito intoxicada pela péssima alimentação que a cidade me ofereceu, e para tentar me reequilibrar, resolvi tentar ficar 5 dias sem lactose. O plano seria dar uma aliviada no meu sobrecarregado organismo e estar pronto para novas localidades inóspitas para essa semana no quesito alimentação.
Se foi coisa mística ou do acaso, não sei. O fato é que para me ajudar a manter uma dieta simples e frugal, na quinta à noite iniciei com cólicas abdominais sem motivo aparente, e na manhã seguinte, estava de piriri. Então o final de semana foi todo à base de canjinha, batatinha amassada, bananinha com maçã, tudo o que ajuda a recompor a flora intestinal. No domingo comi a minha pizza, mas com mozzarella de búfala, para não ter nenhum problema. Eu consumi alguns traços de lactose nesses dias, coisas como o leite que é contido na massa do muffin que eu comi no sábado, ou o leite contido naquela torrada de domingo, e ontem de manhã comi um pão de queijo, única comida disponível no café em que me encontrava.
Moral da história: foi tranquilo, mas com o malestar junto, ficou difícil de saber como me sinto sem isso. Hoje no café da manhã do hotel já pus leite no café, queijo amarelo e manteiga no pãozinho de leite, mas é a junção da falta de opções livres de lactose com o meu medo de não achar nada comestível para o almoço, então sempre como tudo o que eu quero nos cafés de hotel, única coisa aparentemente padronizada nesses hoteizinhos do interior.
Acho que vou fazer a mesma dieta no final de semana, quando chegar e antes de viajar novamente, na segunda à noite. Aí conto para vocês mais uma vez como me saí.

Sunday, August 05, 2012

Dia 36: como suprir o tédio sem gastar dinheiro?

Hoje, ao contrário do último domingo, tem sido um dia altamente produtivo. Levantei mais tarde que o costumeiro (8h30, porque durmo mais que a média das 8h diárias, mas de tanto treinar para acordar cedo, mesmo nos finais de semana tenho esses limites estreitos), tomei meu desjejum livre de lactose e ingredientes nocivos ao último revestrés intestinal que me acometeu (e do qual passo bem, obrigada, ainda com pontadas de cólica eventuais, mas sem piriri), meu banho do cabelo, fiz minha série de exercícios conserta-coluna e levei o cachorro num passeio na praça. Durante 65min eu li um livro do mestrado para continuar escrevendo hoje, a mala da viagem de amanhã já está pronta, o quarto está arrumado no modo "aparência", mas ao longo do dia vou inserindo detalhes na arrumação, como a catalogação e arquivamento dos papéis e contas, que recém iniciei, e outras providências desse tipo, como arrumar minha prateleira da geladeira, etc,etc...
Mas a verdade é que mesmo fazendo tudo isso, me sobra tempo que gostaria de gastar fazendo algo realmente legal, divertido, enriquecedor por mim hoje. Sem livros de literatura, que é o regime mais triste que já me impus, nesses dias em que todas as linhas que leio precisam ter foco profissional ou acadêmico, sem o Megaupload (luto eterno, sopa te odeio), estou sem um filme interessante, sem uma distração interessante, e me perguntando o que poderia fazer nesse meio tempo?
Hoje tem sido um dia musical, liguei o streaming da MPBFM, rádio do Rio (podes clicar em ouvir também no site deles), baixei uns álbuns da Mallu que eu fiquei com vontade de conhecer ontem, depois de ver seu clipe na MTV. Mas é pouco ainda. O tempo que gasto assistindo um seriado eu preferia gastar vendo um filme, mas onde baixar? Alguém tem ideia?

Saturday, August 04, 2012

Dia 35: fazer as unhas em casa

Um dos prazeres do qual abri mão quando idealizei o Projeto 57 foi o de ir no salão de beleza. Tem coisas que alguém fazendo pela gente fica infinitamente melhor e nos dá muito prazer. Alguém massageando seu couro cabeludo deixa-o muito mais limpinho e é ótimo. Fazer as unhas é outro pequeno prazer, que me deixa sentindo como fosse madame. Mas enfim.
Eu costumo ir na manicure de 15 em 15 dias, prazo para fazer também as unhas dos pés, enquanto faço algo no cabelo. Que pode ser uma hidratação, corte, cauterização, nunca tintura porque não as utilizo.
Enquanto a cabeleireira trabalha iluminando essa cabecinha, a manicure ajeita as unhas. Em 1h saio outra pessoa!
Em dias de economia, ou mesmo quando me falta vontade de ir ao salão, tempo, etc, pinto as unhas em casa. Quartas à noite é um dia que gosto de fazer esfoliação facial, faxina... e as unhas. Eu nunca saio por aí sem esmalte. Eu nem lembro quando isso aconteceu pela última vez, deve fazer por baixo uns três anos. E gosto de alternar as cores, numa semana rosas e vermelhos, na outra os azuis e verdes, na outra os metalizados e por aí vai. Nas quartas-feiras eu faço, portanto, o seguinte:
chego em casa às 17h, faço alguma coisa aqui e ali e sento no sofá, diante da TV, com algodão e removedor. Aproveito para tirar o esmalte enquanto vejo TV. Com as unhas sem esmalte, lixo as unhas (gosto delas curtinhas porque tenho o formato grande já e acho cafona unhas pontudas), e passo um creme nas unhas e cutículas, que pode ser o complexo redutor de cutículas da Avon, ou a cera nutritiva para unhas e cutículas da Granado (são os que tenho hoje em uso). Aplico um pouquinho em cada dedo e massageio, calço as luvas... E vou fazer faxina. Vida de empreguete é assim, fazer o que?
Se não for dia de faxina, calço as luvas e vou lavar as louças da pia ou coisa do tipo, caso tenha. Ou fico esperando o creme agir, mas isso é raríssimo.
Eu não arranco cutículas com alicate; qualquer dermatologista ou coisa do tipo explica que não se deve abrir canal para as infecções, e qualquer manicure explica também que quanto mais a gente faz a cutícula, mais ela "vem". Então parei com essa prática há vários anos, e não deixo manicures fazerem. Então eu empurro com delicadeza as cutículas de volta para seu lugar, tomo um banho e vou pintar as unhas. Nunca uso base antes, mas dizem que é bom, principalmente no caso de esmaltes cuja cobertura seja meio rala, para uniformizar a base de sua unha. A cada demão de esmalte, passo o palitinho nas laterais e em cima, com cuidado, para não acumular nos cantos. Ao final passo um extrabrilho (no momento estou usando o Risqué), passo o palitinho de novo e então passo o removedor nos cantinhos. Faço isso vendo a novela das 21h, ao final estou prontinha e dali a poucos minutos posso ir dormir sem medo de amassar as unhas!
É fácil, eu treinei muitos anos, mas é só umas duas ou três tentativas que o esmalte fica legalzão!
Como faço quinzenalmente, e minha manicure cobra R$22,00, são R$44,00 ao mês que economizo. Hora dessas eu conto outros improvisos que fui obrigada a descobrir nesses dias. Tentei bater foto da unha com o vidro de esmalte como as blogueiras especialistas fazem, mas obviamente não sou boa nisso: esse esmalte aí ganhei de minha mãe de alguma viagem dela, é um vinho mais aberto, que fazia muitos anos que eu não usava, e estou revitalizando nesses dias. Não é muito meu estilo, mas até que gostei de brincar com a cor. Depois percebi com a foto que faltava mais acabamento num cantinho, e prometo que arrumei! Minha unha fica direitinho feita em casa!

Friday, August 03, 2012

Tem gente que cintila

Preta Gil é uma dessas pessoas! A mídia, o povo, sei lá mais quem, nutre um certo ódio ao fato de Preta ser tão estilosa, vaidosa, com jeito de cheirosa (nunca cheguei perto), festeira, descolada e tudo o mais. Eu acho ela o máximo, super alto astral e só por isso perdoo ela dizer na televisão que apóia a Minustah e outras coisas que discordo totalmente. Acho ela fashion, bem resolvida, linda assim como é. Claro que isso é uma questão de gosto, mas para mim, várias magras não conseguem o mesmo efeito que ela, não cintilam desse jeito, não têm esse sorriso escancarado. Olha como ela é chique sendo feliz? E tem gente que se incomoda... É falta de brilho próprio, amor! Preta cintila!

Dia 34: avanços!

Hoje é um dia de boas notícias, apesar do piriri que me acomete (o qual estou tratando com um pozinho para recompor a flora intestinal e dieta adequada - adoraria usar os chazinhos de folha da goiabeira ou de mamão, mas são itens selvagens demais para a urbanizada São José - me deu uma breve nostalgia da caramboleira que eu trepava quando criança).
- Eu, em primeiro lugar, perdi mais 1,5kg desde a última pesagem, o que é lindo!;
- E ainda paguei minha última prestação na Renner, o que não era um grande baque no orçamento, mas só de ver um carnê acabar, mudou meu estado de espírito!
Hoje é um dia de muito alívio! Vou comemorar tomando uma sopa de fubá que dizem ser ótima para a diarreia.

Atualizando o malestar

O desconforto de ontem amanheceu hoje se revelando: estou tendo um dia de rainha, com aquele piriri chato que dura o dia todo. Já iniciei com aquelas medicações de recompor a flora intestinal, entrei na torradinha com chá e isotônico. Até Coca-Cola tomei. As dores persistem, mas agora elas têm um destino, uma motivação: me levar ao vaso. Tenho ido, e apesar disso, estou na repartição. Porque como já contei, estou tão acostumada com a dor de barriga por causa da intolerância que lido com isso numa boa. Mas quando ela não alivia a dor é que me incomoda. Hoje serviram uma torta recheada de abacaxi aqui na repartição, mas declinei do convite em consideração ao meu momento. Vida que segue, num final de semana desagradável se a enfermidade continuar.

Thursday, August 02, 2012

Só rindo mesmo

Bem no dia em que eu resolvo dar uma aliviada no estômago e parar de colocar qualquer porcaria dentro dele, bem nesse dia, eu começo a sentir desconfortos abdominais esquisitíssimos que me farão faltar a reunião de hoje à noite e, não fosse eu estar sozinha no meu setor nesse momento, me faria abandonar a repartição. Cólica intestinal é uma coisa que eu sinto tanto, por causa da intolerância, que já nem ligo: geralmente dá uma cólica aguda, imediatamente solucionada depois que saio do banheiro. Essa de hoje é diferente, dói diferente e não me deixou de piriri. E o pior que só comi coisas adequadas e corretas, que vida, hein?
Já tomei chá verde, muito líquido e um comprimido. Continuo me sentindo mal. Alguma receita?

Preciso evitar a paranóia

E se a pessoa que mora com você surge numa foto com um item de vestuário seu, o qual não lhe foi solicitado? E se eventualmente você sente o seu perfume nela? E se você sempre deixa tudo como gostaria de encontrar, mas nunca recebe o mesmo cuidado em troca? E se eu estiver cansada de sempre cobrar as coisas e ser a chata?

Dia 33:Se organizar para não se estressar

Dia desses estava lendo o Vida Organizada e a Thaís postou sobre as datas comemorativas como o Natal e como a gente pode e deve iniciar o processo da compra dos presentes com antecedência, para não acabar estressada com o comércio lotado e o excesso de compromissos. Achei isso o máximo, porque como eu preciso cuidar das finanças e não quero mais me incomodar com nada nessa vida que eu puder evitar, já posso ir fazendo isso!
Então, a louca das listas ontem fez sua lista. A lista das pessoas que serão presenteadas no Natal, e a lista das pessoas que serão presenteadas em decorrência de minha viagem de férias. E algumas já iniciei a listar o que posso comprar de presente, para não sofrer de surtos de falta de criatividade bem perto e gastar todo meu pobre dinheirinho com isso.
No próximo dia 15 já vou iniciar a compra dos presentes, porque alguns vou comprar pelo vale alimentação nesses mercados grandes e cheios de objetos. Estou feliz de ter pensado nisso, porque não mereço correr em shopping em dezembro. Não mesmo. Se alguém se interessar, segue abaixo como fiz as minhas listas; elas são enxutas em tempos de contenção de gastos e mesmo contenção de energia, de perceber quem são as pessoas que realmente nos apoiam e precisamos valorizar no nosso dia a dia. Aproveitem (ou não):

PRESENTES DE VIAGEM:

Wal (mora comigo) - vou procurar um lenço ou cosmético ou outro adereço do tipo
Tia Lene (tia preferida) - idem ao presente da Wal
Tião (amigo) - sem ideia
Andriu (amigo) - sem ideia
Tarcisio (amigo) - vinho
Piqueno - sem ideia

LEMBRANÇAS DE VIAGEM:

Estes receberão pequenos mimos genéricos, como chocolates diferentes ou coisas do tipo, no caso das meninas algum cosmético diferente que encontrar por lá.

Rose (secretária do lar)
3 colegas da repartição
Co-Orientador
4 colegas de reuniões semanais que participo
Cris (amiga)

PRESENTES DE NATAL:

Sobre meus pais ainda preciso ter boas ideias, mas os demais receberão presentes encontrados em qualquer estabelecimento que aceite a rede Sodexo. Isso pode significar coisas como itens de maquiagem/cosméticos, doces diferentes, bebidas e etc. Alguns mercados vendem roupas, sandálias Havaianas, itens de papelaria e decoração que são válidos, nada xexelentos. É possível que também para eles eu encontre lá as coisas que preciso, mas para os demais já vou comprando para não acumular gasto nem aborrecimento.

Pai
Mãe
Irmão
Wal
Tia Lene

Dia 32:um pequeno projeto

Estou atrasada com os dias, porque estava ainda na viagem de Tubarão. Ontem, quando cheguei em casa, resolvi por em dia minhas pendências domésticas, e resolvi deixar para escrever hoje com mais calma. Em Tubarão tive uma alimentação muito inadequada, por falta de opção em alguns momentos, e de organização em outros. Me faltou aquele empenho para comprar os lanchinhos, e não existem lá grandes opções de alimentação correta. Então eu comi uma miríade de coisas no café da manhã: bolos, pães, embutidos (porque salame fatiado é tão gostoso?), ovos... Nos almoços, comi no Mc Donald's um dia, comi empada e saltenha no outro, e jantei comida oriental. No último dia, ontem, descobri que bem em frente ao local em que trabalho existe um restaurante decente e de preço quase honesto; não é perfeito, mas serve muito melhor que os anteriores. Encontrei solução para os almoços, preciso encontrar para os jantares!
Não pude fazer caminhada na segunda-feira, pois estava com mala, mas na terça e quarta-feira eu fiz breves caminhadas pela cidade, cumprindo essa meta de fazer alguns percursos a pé.
Depois de toda essa função, cheguei ontem em casa excessivamente estufada, empapuçada de comidas não habituais. E combinei comigo mesma um pequeno detox, coisa simples, até a próxima viagem, que é segunda-feira à noite.
Desde hoje de manhã cortei a lactose por esses dias, para evitar os revertérios e dar uma acalmada no estômago. Estou com mil legumes para consumir até sexta-feira, quando tem feira novamente, e vou repor as frutas - somente as frutas, pois passarei a semana que vem inteira viajando.
Isso significa dois desafios: não derreter queijo no pão do café da manhã, e não ter queijo na pizza de domingo. Aos intolerantes, saibam que a mozzarella de búfala pode ser consumida sem consequências estomacais. Serão 5 dias sem lactose. É um curto período, mas quero com ele poder avaliar como me sinto, se melhor ou se igual, sem consumir. Preciso avançar na reeducação dessa alergia, porque não quero abrir mão definitivamente dos laticínios, mas quero evitá-los em situações evitáveis - tipo uma noite banal de quinta-feira.
Caso algum produto contenha leite (um pão ou bolo), não vou evitá-los radicalmente, mas quero deixar o iogurte, o queijo e o leite puro fora desses dias, bem como nossa linda amiga manteiga. Não é tão fácil, mas também não é tão difícil (espero).

Blog Archive