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Tuesday, July 31, 2012

Dia 31: eu fiz tudo direitinho

Ontem, depois de postar sobre o dia 30, reuni minhas anotações e escrevi: uma página, mas é uma página após o zero! Acho que quem já foi obrigado a escrever uma dissertação, um artigo, até uma monografia, entende do que estou falando: uma página vale muito.
Passeando pelo shopping, circulei pelas lojas que gosto mais, e encontrei algumas coisas interessantes e por bom preço. Apesar disso, considerei que a não ser que eu tivesse um lugar específico para onde levar as novas roupas, era melhor deixá-las lá. E assim, me poupei de ter que confessar que comprei coisas por impulso. Eventualmente, é possível que eu compre ainda por esses dias alguns itens que tenho sentido falta no cotidiano, como uma calça jeans, blusa branca, casaco ou tricô curto, básico. Sem calçados, ainda.
Sem bijuterias, ainda.
Sem salão de beleza, ainda.
Caminhei durante alguns minutos, apesar da garoa fina que cai aqui em Tubarão. Comi um Big Mac, morta de fome: sei que não deveria, mas estava há dias acalentando esse desejo, e como me comportei direitinho, achei melhor realizar. À noite tomei uma refeição decente no restaurante oriental; prometo que amanhã eu como um almoço balanceado. Hoje o dia foi de muito trabalho, e de estresse também. Ainda vou trabalhar hoje, das 22h30 às 23h30 (???). Tenho um artigo de 11 páginas para traduzir dessa revista que eu contribuo. Compromisso militante no sábado, o dia inteiro. Viagem na semana que vem inteira.
Mas eu estou bem! Estou me movendo!

Monday, July 30, 2012

Dia 30: um breve balanço

Esses dias passaram voando, muito rápidos, porque a vida também corria depressa. Estou hoje em Tubarão a trabalho, mas me encontro no quarto do hotel, supostamente estudando. Terminei de ler um texto e iniciei um livro, coisa que não deve ser mais que uma página de dissertação. Humpf. Não sei onde enfiei essa inspiração, essa disciplina!
Especifico:

Finanças: não atingi o objetivo de não entrar no limite. Entrei nele, porque falhei na minha organização: esqueci de pagar duas contas importantes, tirei dinheiro para uma coisa e deixei o dinheiro esquecido em casa e por aí vai... Em compensação, passei um mês muito diferente dos demais. Nenhum item foi adquirido, não saí para nenhum lugar pago. Cometi 4 deslizes, todos com comida. E mesmo assim, minhas finanças seguem bagunçadas, porque ainda preciso me organizar muito melhor. Essa dieta, no entanto, me ajudou a perceber que posso fazer as coisas diferentes. E segurar um pouco meus impulsos.
Nos próximos 27 dias, vou seguir com a dieta, porém com algumas flexibilizações. Vou me permitir uma saída ou duas, para assistir um filme no cinema ou algo do tipo. E iniciei um inventário das coisas que quero adquirir, coisas que não tenho ainda e vai ser importante ter. Itens de vestuário, de utilidade para minha vida doméstica e até para minha saúde. Livros, esmaltes, maquiagem, hidratantes e outros similares continuam proibidos, enquanto não iniciar um consumo do acúmulo que tenho em casa.
Mestrado: ainda não consegui submeter o projeto ao comitê de ética, nem consegui ter uma rotina produtiva de estudos. Esse negócio está ficando cada vez mais feio, mas num dia em que me vi às voltas com as coisas, até me pareceu que vou conseguir. Estou pensando em estabelecer metas semanais, para ver se sai alguma coisa importante daqui. Eu me sinto cansada, com preguiça, sem inspiração, sem iluminação adequada, enfim, um horror. Tudo vira desculpa. Tenho uma meta de terminar o conceito geral até quarta-feira, quando volto para casa. E preciso passar tudo isso ao meu Co-Orientador. Vamos ver.
Saúde&emagrecimento: eu engordei, depois emagreci, depois estagnei. Nada de dieta, nem de exercícios. Aos poucos fui substituindo certos hábitos por outros não tão melhores assim. Eu não terminei as sessões de fisioterapia: fui em 8 das 10 previstas, porém tenho feito regularmente os exercícios em casa, conforme O Ortopedista recomendou. Curiosamente, uma das séries é 90 abdominais. Quem diria que eu teria que malhar essa barriguinha para consertar a coluna...
É tempo de novas metas aqui também, até para poder dizer que está funcionando. Queria entender como as pessoas arrumam ânimo num dia nublado e frio como o de hoje para comer uma salada de folhas. Ou para ler sobre saúde do trabalhador. Queria que o Universo se alinhasse, mandando sol e calor, para eu poder reagir com mais facilidade!

Finalmente eu parei para pensar sistematicamente sobre as coisas que me incomodavam: finalmente coloquei elas na ordem do dia, expus minhas fraquezas com todo mundo que lê esse blogue, finalmente pude pensar em soluções mais concretas, encarando os problemas de frente. Isso, por si só, já é um avanço. Eu me sinto muito vitoriosa depois desses 30 dias, apesar de tudo. E me sinto muito aliviada, ao menos pelo lado financeiro, por não ter adicionado nenhuma despesa desnecessária às minhas bagunçadas finanças. E são dias pelo alívio, podem apostar que são. Aceito contribuições sobre os três temas, se quiserem, e avaliações mais duras, se acharem que fui muito condescendente comigo mesma.

Sunday, July 29, 2012

Não se assuste pessoa,



Se eu lhe contar que a vida é boa...
Novos Baianos não foi uma influência musical constante para mim. Tive uma adolescência banal no auge da década de 90 ouvindo apenas o que era pop, e não tendo sido nunca muito adepta de rodas alternativas de socialização, demorei até conhecer determinadas referências musicais, nacionais e internacionais, que me dizem hoje do que eu gosto. E mesmo depois, quando finalmente descobri quem era essa gente, Novos Baianos ficou de fora. Mas quase tudo com o que tenho contato me agrada, como essa música que me veio à cabeça quando pensei em fazer uma postagem. Para quem quiser rememorar ou conhecer, partilho o vídeo. E conto o motivo desse post num horário não-convencional.
Hoje fez um dia frio, nublado e besta. Não fiz nada importante, embora tenha muito o que fazer: arrumei o quarto, arrumei a mala para a viagem de amanhã. Há pouco, junto com a chuva, iniciaram rajadas de vento que fizeram com que meu quarto, cujas janelas estavam fechadas, passasse a ter ar circulando. E um assovio fino se fez ouvir. Levantei e vedei melhor as janelas, e olhei brevemente para fora, a vista da pracinha aqui da frente, onde levo meu cãozinho a passear, onde faço feira nas terças e sextas, onde às vezes brinco nos aparelhos para idosos. E sentei aqui novamente, no meu quarto arrumado, com luz, internet, cobertas e um cãozinho cochilando aos meus pés. Lembrei do croc-croc que ele fez há pouco enquanto comia sua ração, e me senti profundamente agradecida por estar aqui, nessa noite de domingo, me dando ao luxo de não fazer nada,e podendo sorrir ante o ruído do cão mascando sua comida. Pelo quentinho de minha cama, penso no motoboy que vai bater na minha porta em breve, me trazendo uma comida quentinha, enquanto ele segue, pela chuva, arriscando sua saúde e sua vida num domingo à noite.
E lembrei de que eu tenho uma vida boa, bastante boa. Não perfeita, como alguns pensam que ela é. Mas boa o suficiente para me permitir esse descanso, e com sensibilidade o suficiente para entender o quão injusta ela também pode ser.

Domingo, dia da preguiça

Né, Billy?

Thais, uma eremita

Uma das coisas que mais aprecio é bons momentos de solidão em casa. Adoro ficar sozinha comigo mesma, acordar e silenciosamente tomar meu desjejum, arrumar as coisas em seus lugares, ficar deitada lendo as revistas num domingo ou vendo vídeos pela internet. E tem dois horários que gosto especialmente do silêncio: de manhã, quando acordo, e preciso de alguns minutos para aceitar que o mundo existe, e ao final do dia, quando entro em casa depois do trabalho, e preciso me desconectar de tudo que ficou lá fora para de fato aproveitar a noite.
Mas, eu não moro sozinha. E não é somente não morar sozinha como foi no outro apartamento, em que bastava um breve cumprimento e podia rumar ao quarto, eu moro com apenas mais uma pessoa, minha amiga. E portanto, caso eu chegue em casa e passe com um breve cumprimento, não será o bastante, pois em poucos minutos ela virá me procurar no quarto para contar alguma coisa. E caso ela chegue depois e eu não esteja na sala, virá me procurar no quarto. E de manhã, quererá conversar sobre qualquer coisa importante ou não, antes de sair de casa.
Isso, para mim, é difícil e tormentoso. Nem sei o quão anti-social isso é, mas são dois momentos muito específicos em que aprecio solidão e tranquilidade, e qualquer intervenção por mínima que seja me soa como um transtorno. Evidentemente, me esforço para ser sociável nessas horas, independente de qualquer preferência minha, mas intimamente, lá comigo, em silêncio, fico sempre torcendo para ser a primeira a chegar e a acordar.

Dia 29: vamos consumir um pouco o que já tem?

Fazia tempo que eu não publicava nenhuma foto, mas essa foi uma das que tirei assim que comecei o Projeto 57. Interessada em encontrar um pouco mais de espaço no quarto, na mente e na vida, resolvi me livrar um pouco do entulho, de duas formas: não adquirindo novos entulhos (bom para o bolso), e gastando os antigos.
Eu confesso que tenho costume de fazer estoque das coisas, mas também é verdade que nesse caso específico fui totalmente incentivada. Contei rapidamente o número de potes de hidratantes em uso no momento, e são 7. Desses, 5 da Victoria's Secret, presente de meus pais, um d'O Boticário, presente de aniversário de dois amigos, e um da Natura, presente de Natal de outro amigo.
E eu estou num momento de "vacas magras", pois geralmente tenho muito mais tubos desses por aqui. Meu pai ficou um tempo sem viajar e não me trouxe mais, e só por isso eles cabem nessa modesta cestinha. Ele traz uma quantidade infinitesimal de potes, que eu e minha mãe selecionamos os que gostamos. Dos que não gostamos, separamos um para uma tia minha, e outro para Rose, nossa secretária do lar. Dos demais que não gostamos, guardamos para um presente eventual caso surja um aniversário de alguém. Sou verdadeiramente apaixonada pelos hidratantes, óleos e perfumes desde muito menininha, e sempre usei aos montes. Hoje em dia, parei um pouco com os perfumes, que influenciam negativamente na minha enxaqueca: uso cada vez menos, opto pelas colônias mais fraquinhas, e ao invés de ter uma coleção de mais de dez vidros, tenho três em uso: o Guilty da Gucci, o J'adore, da Dior, e o Myriad, d'O Boticário. São totalmente diferentes entre si, todos bem marcantes, e uso conforme o estado de espírito, embora seja comum eventualmente eu abrir mão de usá-los por medo que me ataque a cefaléia.
Esse é um caso de difícil solução, porque, vejam bem, eu não comprei nenhum desses produtos. Ganhei todos, e uso todos. Os que não uso já tiveram outro destino. Eu revezo os "sabores" também conforme o compromisso e o estado de espírito (como o Amber Romance para dormir, o Juiced Berry para encontros, o Strawberry&Champagne para o trabalho, o d'O Boticário depois do banho...), mas mesmo usando-os diariamente, duas vezes ao dia, eles ainda são muitos. E tem mais: dentro de 31 dias eu vou viajar para o exterior, o que certamente resultará em novas aquisições, mesmo que de presente. Estou sentindo falta de meus sabores favoritos, e preciso garanti-los.
Como meu padrão de consumo nunca foi nesses itens, fica mais difícil tirar política para eles. Quem observa meu quarto e os objetos que possuo pode ter uma ideia errada de que é isso que afunda minhas finanças, mas não é.
Bem, ao menos pela questão do espaço, considerando que vêm aí no mínimo dois potinhos novos, vou tentar dar cabo de dois aqui, para criar espaço para dois novos.

Saturday, July 28, 2012

Dia 28: um novo método

Eu queria contar um novo método que vou implementar nas minhas finanças pessoais, para ver como me saio. 
Considerei que eu poderia fazer o somatório de minhas despesas fixas e "sequestrar" esse valor, deixando-o imediatamente fora de meu alcance, para evitar dissabores como foram o esquecimento do aluguel ou da fatura da luz, que me surgiram nesse mês. E decidi, também, parar com o débito em conta para pagar as coisas, salvo em situações emergenciais. Assim, eu teria que me programar para sacar o dinheiro de que preciso, e usaria mais dinheiro vivo. Como o dinheiro seria físico, eu não me perderia no controle das saídas. Será que é um bom método?
Antigamente, quando fui casada, eu e o ex tínhamos uma metodologia para comprar a comida: fazíamos uma estimativa da nossa despesa mensal com as compras, e deixávamos o valor numa caixinha. Usávamos o dinheiro da caixinha para as compras. Se por acaso eu fosse às compras com o meu dinheiro, ao chegar em casa, eu retirava o valor gasto de dentro da caixinha, e no lugar, deixava o cupom fiscal. Assim a gente ia trocando o dinheiro pelas notas e controlava esse gasto, que era coletivo. Mas aí pensei que seria bom como método individual também. Eu já tenho uma latinha onde coloco as moedas (que uso na feira todas as semanas) e o dinheiro que eventualmente precisar guardar em casa. Estou considerando poder utilizá-la para este fim.
O que vocês acham?

Friday, July 27, 2012

Dia 27: uma novidade half-half

Ontem, como de praxe, fui me pesar na balança de sempre. Na semana passada, eu viajei a trabalho, e levei muitas guloseimas para comer no quarto e não gastar com alimentação lá. No final de semana, comi sequência de camarão com meu Piqueno, que estava aqui me visitando, e bebi álcool. Na terça, comi uma pizza - sozinha. E bebi vinho. Essa semana, comi macarrão dois dias, uns quadradinhos de chocolate, uns muffins, cachorro-quente, refrigerante... Uma verdadeira cornucópia de coisas proibidas, mas com uma diferença: eu caminhei 4 dos 7 dias, poucas distâncias, ritmo moderado, e fiz meu exercícios recomendados por O Ortopedista (uma das coisas que faço é uma série de 90 abdominais).
Moral da história: apesar de todos os deslizes que cometi, mantive o peso da semana passada. Ao contrário das outras semanas, em que considerei feio, muito feio, nessa semana estou orgulhosa de mim mesma. Tirei a bunda do sofá e o resultado apareceu, em forma de não-resultado...negativo. Preciso de menos chuva, e de alguns planejamentos mais claros, mas estou orgulhosa de mim mesma!

Há muito que estou de pé

Hoje eu tinha um compromisso muito importante: tinha que ir na Polícia Federal renovar meu passaporte! Já iniciei o processo há quase 3 meses, mas aparentemente andam com muita demanda por passaporte, porque muita gente reclama da demora. Então meu horário finalmente era hoje. Eu tinha que estar lá às 8h15 com os documentos, e como dei muito azar nessa semana, e não poderia perder esse compromisso, passei a semana toda verificando toda a documentação, o endereço, e como a PF fica em Floripa, mas eu moro em São José, saí de casa às 6h45, para não ter dificuldades na ponte. Cheguei lá às 7h15, me anunciei e fiquei esperando, comendo um bolinho e lendo minha revista Claudia do mês de julho, que até hoje não acabei de ler. Como me anunciei cedo, às 8h10 já tinha feito tudo e voltava para casa! Retiro meu passaporte no dia 06/08. Minha foto vai ser com a franjinha de lado, porque não podem tapar minhas sobrancelhas (?).
Essa experiência, apesar de ter dado tudo certo, me alertou para o seguinte: meu passaporte venceu há um tempão, e eu demorei muito a renovar. Gente, na boa, façam seu passaporte! Deixem ele ali, quieto, para vocês poderem sacá-lo quando ganharem na promoção do Omo ou coisa do tipo um final de semana na Conchinchina. Ele demora,  mesmo, para ficar pronto, e se você não puder ir porque sua documentação não está em dia, vai ser muito frustrante. 
Outro detalhe que observei por acaso, por ser neurótica de conferir tudo, é que eles não consideram o comprovante do agendamento de pagamento da boleta como comprovante de pagamento, então, antes de ir, puxe no seu extrato o débito daquele valor, pode ser necessário comprovar. Também evita de você acreditar que pagou direitinho e por algum motivo o valor não caiu. 
Sabe do que eu sinto falta? De como, há pouco tempo atrás, eu contava com a sorte apenas, e tudo dava certo. Terei eu perdido minha boa sorte? 

Thursday, July 26, 2012

Dia 26: ressurgindo das cinzas

Depois de todos os percalços pelos quais havia passado recentemente, fui com calma mas não paralisei. Não paralisei porque percebi que se paralisasse, estaria ainda mais encrencada no final, com mais pendências, com mais dificuldades. Então segui, e foi assim:
cheguei em casa, e encontrei a luz religada. Primeiro incêndio apagado, vamos ao segundo. Limpei a caca do cachorro na porta, pus a coleira no bichinho e descemos para um passeio mais que esperado por ele. Deixei-o em casa, peguei o carro e fui para a UFSC, onde me encontraria com O Orientador. Por causa da greve, já estava tudo fechado, então fomos tomar um café no La Boeme, que quem circula pelas imediações da UFSC conhece. Ele, com torta de mousse de chocolate, eu, com espresso com leite, colocamos os nossos assuntos em dia. Contei tudo que havia acontecido comigo naquele semestre, sobre o trabalho, sobre a saúde e sobre minha péssima produção. Ele me contou o que fez na licença-qualificação, o que pensa de eu não produzir, e sobre o que temos de fazer. Pusemos nossas fofocas do mundo acadêmico em dia, discutimos possibilidades, falei de minhas angústias e de minhas vontades. Ele me orientou a parar de maluquice de querer frequentar grupo de estudo ou disciplina, ainda que como ouvinte, e ir logo escrever. Ainda me disse que eu deveria acionar menos meu Co-Orientador, pois ele anda muito ocupado, não sabe dizer não e eu estou mal acostumada com o cuidado todo que ele tem comigo.
Mandou eu cumprir as minhas tarefas, previamente elencadas em nosso último encontro, antes de chamar Co-Orientador para uma conversa. Mandou eu pensar se quero ir como ouvinte na disciplina que ele vai dar, que ele me autoriza. Depois de quase 3h de café, torta de mousse e pingos nos is, saímos ambos cansados, mas com novas perspectivas, para nossas atribuições.
Cheguei em casa me sentindo atropelada por um trator, fruto de todas as correrias de emergência, o trabalho que foi horrivelmente pesado ontem e mais a orientação. Wal tinha preparado uma sopa de feijões com legumes e massinha, e eu comi com apetite, dando graças por não ter que cozinhar ontem. Antes das 22h estava de banho tomado, com os exercícios feitos e pronta para dormir naquele quarto que mais parece um cenário de pós-guerra. E hoje pela manhã, bem cedo, cumpri minha parte na tabela de tarefas domésticas, deixando cozinha e lavanderia decentes. Paguei o dinheiro que minha colega de repartição havia me emprestado, pois finalmente, comemoremos, o dinheiro que depositei entrou na conta! Na hora do almoço, comi um macarrão pouco balanceado e pouco saboroso; ando numa semana de pouca inspiração para a cozinha. Cheguei na repartição e dei cabo de algumas tarefas profissionais, comi minha porção de fruta, pensei sobre as coisas que ainda preciso fazer hoje e amanhã, e sábado, e domingo, e fiquei meio tensa. Mas bem menos que ontem, bem menos.
Gente, valeu pela solidariedade ontem. Estou com quase tudo em dia novamente! Tenho luz, arrumei a casa, passeamos eu e o cãozinho, conversei com O Orientador, tem sol, enfim, a vida está ficando bela novamente. Dias melhores!

Wednesday, July 25, 2012

Dia 25: as 24h que abalaram minha pobre vida


 Ontem, depois dessa linda resolução de não fazer nada, saí da repartição e fui caminhando em busca de um banco que efetuasse depósito: eu havia gasto um dinheiro que estava em casa, e precisava repor na conta. Caminhei, caminhei pelo Kobrasol e lá ao final da Avenida Central logrei êxito na empreitada. Mas deixei R$20,00 comigo, pois estava começando a chover e eu iria pegar um táxi. No caminho, passei no supermercado para comprar ítens de primeira grandeza, quais sejam: fita dental, sabonete íntimo e uma pizza congelada. De posse de meus víveres, estava quase na rua de casa quando toca meu telefone e é a Wal.
-Onde você está?
-Perto de casa, porque?
-Porque tá tudo escuro aqui.
Durante a fração de segundo que eu demorei a responder, me perguntei se a pessoa realmente é desse nível de falta de atitude: de, ao invés de verificar por si só o que causara a escuridão, estava mesmo me ligando primeiro. E, entre chocada e já imaginando a resposta, pergunto:
-E o que eu tenho a ver com isso?
Não lembro da sequência que continuou o diálogo, mas soube ali que ela ainda não havia verificado o disjuntor nem tampouco ligado para a CELESC, duas primeiras coisas que eu faria ao me deparar com a casa às escuras, mas como atitude cada um tem uma, lá fui eu. E ao ligar para a CELESC, iniciou-se uma polêmica de proporções épicas, entre eles dizerem que eu não paguei o mês de abril e eu dizer que paguei. Mas, para minha lástima, naquela escuridão, busquei de todos os modos encontrar a boleta e nada. Todos estavam lá, menos o famigerado. Eram 19h30 quando a mocinha me disse que eu poderia encaminhar um fax a eles solicitando o religamento, com o comprovante de pagamento. Aquele que não encontrei. E nem encontraria no escuro.
  • Corri para o shopping atrás de uma lan house onde eu pudesse rapidamente imprimir segunda via, pagar e reencaminhar o comprovante; simplesmente o centro comercial das cercanias não oferece este serviço, e eu voltei para casa, já planejando não ficar ali. Peguei cachorro, computador e bolsa, e fomos para a casa de praia. De lá, via internet, eu poderia fazer o que precisava.
    Dificuldade nº1: iniciou a chover assim que entrávamos em casa, e o pobre do cãozinho ficou sem passeio;
    Dificuldade nº2: eu havia consumido todo o meu saldo, inclusive o limite, e meu dinheiro estava “preso” no envelope que eu fizera o depósito. Sem isso, sem pagar luz;
    Dificuldade nº3: eles só aceitavam comprovação por fax, não por meio eletrônico, o que prometia que eu sairia louca pela cidade no dia seguinte à cata deste serviço;
    Dificuldade nº4: a chuva seguia torrencial hoje de manhã, e portanto, cachorro ainda sem passeio;
    Dificuldade nº5: a gasolina começava a entrar no sinal de reserva, e eu com o dinheiro no envelope maldito.
    Resolvi resolver só o que conseguisse, ou seja, fui até o posto de gasolina e abasteci o suficiente para chegar ao meu destino. Porque com chuva, cachorro agoniado, luz cortada, carro sem gasolina, e sem um puto na conta ou na mão, não ia dar. Chegando em casa, me arrumei correndo aproveitando a luz do dia, e sem querer, pisei no pobre do bichinho que jazia no tapete. Ele saiu correndo, ficou um tempo fora e logo voltou. 2Min depois, ao sair de casa, encontrei o resultado de dois passeios suspensos na minha entrada. Logo na porta. Cheguei na repartição e passei uma manhã de agonia indo e voltando ao caixa eletrônico, torcendo que o dinheiro caísse na conta. Descobri que a agência de dentro da repartição pagaria meu boleto em atraso – desde que eu tivesse dinheiro. Descobri que tinha R$30,00 em espécie, e faltavam R$40,07 para resolver a pendenga. Obviamente, também descobri que a boleta eu deixara no carro, junto com sei lá o que. Na hora do almoço, pedi os R$40,00 emprestados à minha colega, que os disponibilizou. Almoçamos na padaria, corri em casa pegar a boleta no carro, e voltamos ao caixa da repartição, que depois de 3 tentativas, continuava não soltando o dinheiro dela. Tentamos na outra máquina e voilá. De posse da quantia, rumo à agência e lembro que estou sem a boleta. Subo, imprimo a boleta, e quando estou na porta, lembro que faltam os R$0,07. Volto, pego, pago a boleta. E descubro que tem um aparelho de fax aqui, o qual não sei manejar. A secretária me ajuda, mas ninguém atende no fone fax deles. Ligo e cobro. Me mandam tentar de novo. Cometo um erro, e temos que reiniciar. Encaminho o fax. Solicito o religamento: em caráter de urgência, por R$25,00 eles ligam em até 4h. Até 17h21 tem luz em casa de novo. Nesse ínterim, o cachorro está sozinho em casa, agoniado pela solidão, escuridão e falta de passeios. Eu, hoje, vou me encontrar com O Orientador, pois precisamos prorrogar meu prazo de defesa. E eu preciso contar pra ele que as coisas estão lerdas, lerdas demais. Sem luz, sem dinheiro (ainda que temporariamente), com um mundo de coisas a fazer. Nem cito as tarefas domésticas que é pra não chorar.
    Que diazinho esse, não?

Tuesday, July 24, 2012

Questiono

Queria estar mais me preparando pra esse momento, mas pouco tenho pensado nisso. O fato é que estou de viagem marcada para a Itália, na região do Piemonte (Torino) dos dias 29/08 a 19/09. Ainda vou conhecer Eslováquia, Budapeste e algo mais. Alguém já passou por lá? Tem algo importante a me dizer?
Me ajudem a construir um lindo roteiro!

Dia 24: toda a preguiça do mundo


 Tudo o que a gente faz repetitivamente torna-se hábito; segundo alguns textos e artigos sobre isso, você precisa repetir um hábito durante 21 dias no mínimo para que ele seja incorporado na sua vida. E eu estou no dia 24. Já acostumei a passar ao largo de qualquer situação em que eu possa cometer gastos considerados supérfluos no âmbito do Projeto. Não comprei nenhum objeto, nenhum alfinete. E isso foi fácil. Não saí para tomar um suco, uma água de côco, muito menos uma cerveja. E isso foi fácil. Não saí para comer nem um lanchinho, e isso foi relativamente difícil. Mas aos poucos ficou mais fácil.
No entanto, agilizar os compromissos do mestrado e a questão da reeducação alimentar me dá preguiça. Muita, muita mesmo. E com o frio, ainda piora. Tenho semanas assim, de 'energia baixa', em que eu acordo mais tarde (como hoje) depois de ter ido dormir cedo (como ontem) e nem de cozinhar tenho vontade. E nem de nada. Tudo que eu quero é uma pantufa, uma tigela fumegante de mingau e um sofá com cobertor. É errado, eu sei. Mas às vezes saio assim, acometida de um roubo de minhas energias que não sei nem quem roubou.
Resolvi, só por hoje, não forçar a situação. Vou tratar de me colocar em pijamas, tomar o meu mingau e nada mais. Amanhã é um novo dia, e aí a gente traça um novo plano. 

Monday, July 23, 2012

Girls: não gostei

Nesse final de semana assisti de novo o filme de Sex and The City - o primeiro. Novamente babei por todos os figurinos de Carrie, pelo tom de seu blush, pelo cabelo ondulado e elegante que ela usa... Ai gente! Carrie é o máximo!
Revi as lindas cenas dela e Miranda conversando no Central Park e o retorno do casamento de Miranda na ponte do Brooklin, e combinei comigo mesma que preciso ir pra Nova Iorque. Eu mereço uma cidade grande, cosmopolita, viva, urbanizada, para me tirar a nhaca desses lugarejos que preciso ir a trabalho!
E lembrando de muitas pessoas que têm comparado o novo seriado Girls ao famoso e excelente Sex and The City, ontem à noite cheguei à conclusão que era hora de um novo seriado.
Assisti os dois primeiros episódios e achei uó. Gente, pelo amor de Deus, essa garota é retardada? É todo mundo retardado nesse seriado de fotografia ruim, cores excessivamente em sepia, trilha sonora esquecível e  diálogos absolutamente banais?
De verdade, gente. Sex and The City é totalmente fora da realidade, e presta um desserviço às mulheres do mundo, que realmente acham que as pessoas arrumam paqueras na fila do mercado em Nova Iorque. Agora, pelo menos a gente se distrai com os figurinos lindos, a trilha sonora impecável, os diálogos bem-feitos sobre as relações. Tenham dó. Girls é ridículo!

Dia 23: o dia oficial do detox

Hoje, como em todas as segundas-feiras do mundo, acordei me sentindo bem só pelo fato de ser segunda-feira. Adoro o recomeço da segunda-feira, em que posso mudar toda a minha rotina, posso praticamente tudo! Me sinto ótima!
Iniciei toda atrapalhada, esquecendo de um compromisso de manhã cedo, e desarranjada nas rotinas, casa bagunçada, etc. Mas nem ligo, são restos de um final de semana feliz e de descanso... e de muita comida. Almocei num restaurante de frutos no mar no sábado, com direito a sobremesa, e no domingo comi frituras, massas, mais um doce... Um absurdo. Feio, muito feio.
Então hoje, que é segunda, é dia de aliviar esse corpo. Para hoje, um suco de frutas, uma fruta, uma barrinha de cereais, uma sopinha no almoço, mais frutas no lanche, uma incógnita de jantar. Tudo muito de leve, sem lactose, porque eu inicio geralmente as segundas com um piriri daqueles - fruto da pizza de domingo. Hoje está sendo um dia intenso na repartição, e já iniciei esse post há três horas atrás, e só agora consigo concluí-lo. A boa nova é que encontrei uma alma caridosa que irá me ensinar a cadastrar meu projeto na Plataforma Brasil e O Orientador voltou do exterior, assim vamos poder conversar (medinho).
Andei meio desconectada do Projeto 57 nesses dias, final de semana parece que as coisas se distanciam. Mas como é segunda, e nossa luta é todo dia, lá vamos nós!

Dia 22: mais uma dica interessante

Dileta audiência, percebi que ando fazendo muitos posts descritivos que nem sempre são interessantes. Já que meus leitores são poucos, mas têm valor, vou tentar falar sobre os assuntos do tripé do Projeto 57 sem aborrecê-los tanto com o diarinho.
Então como estou novamente com dias acumulados, vou postar hoje sobre uma dica que vi num programa de TV e que tenho usado sempre. Se não ajuda, ao menos não atrapalha.
Determinada apresentadora então, ao ensinar a fazer uma sopa, citou a vantagem de você não refogar os alimentos antes de cozinhá-los. Se é verdade ou não, não sei, mas tem muita gente atualmente dizendo que o azeite de oliva, depois de aquecido, perde todos os seus benefícios funcionais, e trata-se de pura gordura saturada, exatamente como qualquer outra.
Nesse caso, você poderia fazer o seguinte: ao invés de refogar as cebolas e alho de uma sopa ou molho, por exemplo, cozinhe-os apenas. Na sopa, com a sopa. E no molho, eu tenho feito assim: adiciono uma quantidade pequena de água quente, e deixo aferventar esses dois temperos nela, assim eles cozinham e amolecem, depois sigo o molho como sempre. No caso da sopa, ao final, tempero com um fio de azeite, cru mesmo, para adicionar seu sabor. Fica igualmente saboroso e aparentemente, mais saudável.
Se emagrece, não sei. Mas pelo menos, não engorda!
Testem.

Saturday, July 21, 2012

Dia 21: exercitando o poder de ganhar

Hoje foi um sábado muito atípico: com visitas, na praia, e com sol e calor (ainda bem!). Passei a tarde toda em Santo Antônio de Lisboa, e almocei em Sambaqui. A moral da história é: nada de emagrecimento, tudo de economia! Hoje fui de convidada :)
Foi um lindo dia, e estava com saudades de sair para almoçar em Sambaqui. Ainda bem que conto com apoiadores contumazes do Projeto 57 também na vida real!

Dia 20: uma mudança de postura nas viagens a trabalho

Ontem foi um dia tão estressante que nem lembrei de postar sobre o dia 20! Depois de me desvencilhar  das obrigações de trabalho, voltei ao hotel pela praia, e fiquei dentro do quarto até o meu limite máximo, 12h. Fiz o checkout, almocei, e rumei novamente ao local de trabalho para finalizar as últimas coordenadas. Depois de passar horas nada aprazíveis na rodoviária da nada aprazível Itapema, cheguei em casa: de unhas recém-feitas na rodoviária (enquanto esperava o ônibus, que estava muito atrasado), bolsa com alça arrebentada (devido ao peso), de mau humor e sem nenhuma coisa nova!
Dessa vez, não recebi diária pela minha viagem, pois estava devendo de uma viagem que não fiz no mês passado. Consegui ir embora de Itapema sem ter comprado nenhuma pechincha, nenhuma quinquilharia, nem sequer uma guloseima!
Mais uma estrelinha dourada na testa: nessa viagem, treinei como poderia planejar minha alimentação em locais pouco civilizados e não fugir das regras. Até que deu tudo certo, e por duas noites eu mesma cuidei de meu jantar, no quarto. Vamos ver se isso serve para outros lugares pouco civilizados por onde ainda terei de andar, devido ao meu mal-pago trabalho.

Friday, July 20, 2012

Dia 19: alvíssaras

Num descuido imperdoável, esqueci de publicar ontem sobre o Projeto 57, com suas contradições todas. Nos últimos dias eu andei bem desanimada com a perspectiva de alguns gastos e tudo o mais, mas por outro lado encontrei novidades boas pelo caminho.
Primeira: papis emprestou o dinheiro do aluguel, e disse que não há pressa em devolver! Vou analisar como posso iniciar a pagar imediatamente, mas a parte boa é que posso fazer como preferir.
Segunda: perdi 650g! Me pesei na quarta-feira na balança de costume, e lá dizia que eu tinha saído outra vez dos 73kg. Não quero voltar! Quero fugir de lá para sempre!
Sobre o mestrado, avançamos a passos mais vagarosos depois daquele gás: numa noite deu preguiça, na outra eu viajei, e aí já sabem.
Mas mesmo assim segui com as leituras, hoje é possível que eu tenha um tempo para cuidar disso no período da tarde. Estou na nada aprazível no inverno Itapema, num projeto ligar o turbo no trabalho também, porque tenho muitas metas a cumprir (êh, governo Dilma), e preciso "mostrar serviço" se quiser conquistar o direito a tirar 5 dias do meu banco de horas emendado com as férias!
Sobre o dia 20, que é hoje, vou refletindo agora pela manhã sobre o que quero escrever. Ainda tenho algumas horinhas pela frente. ;)

Wednesday, July 18, 2012

Dia 18: novos dilemas e novas rotinas

A visita ao orto veio com uma novidade com a qual eu não contava: eu devo fazer atividade física, é recomendado. Porém nada de caminhada ou corrida, devido ao impacto.
Acontece que:
estamos no dia 18, bem no meio do mês, e eu até poderia pagar um mês de natação, mas, eu tiro férias dia 23/08. E antes disso eu vou passar  13 dias viajando. De que me adianta pagar uma aula de natação para 17 dias? Sendo que eles ainda precisam coincidir de minhas viagens não atrapalharem as aulas?
E lá nazoropa gente, imagina o tanto que vou caminhar? Eu vou voltar da Itália uma bolinha, isso é previsto. Mas eu pensava voltar menor, compensando com as caminhadas!
O que vocês acham? Ignoro a ordem e caminho?
Dilema!

Tuesday, July 17, 2012

Tentando educar pelo exemplo

Eu sou uma pessoa chata. Falo isso sem pesar nem orgulho, é só uma característica minha, assim como diversas outras. Eu sou chata, gosto das coisas do meu jeito, sou metódica e gosto que as coisas estejam sob meu controle. Gosto de saber que vou encontrar tudo como deixei em qualquer ambiente...
E é óbvio que dividindo casa com outra pessoa, isso não ocorre assim.
Optei por morar com uma pessoa que tem dificuldades para se organizar e cumprir sua rotina doméstica: qualquer outra coisa na vida é prioridade em relação à limpeza de casa. E eu já sabia disso, afinal, moramos juntas em outro lugar onde os maiores conflitos por não cumprir as tabelas, foram protagonizados por ela. Então também não posso culpá-la, exatamente, por ser como ela é. Eu já sabia que ela era assim.
Mas tem dias que a gente está menos easy-going que nos outros, e semana passada foi assim. Tomada de assalto por um mau humor resplandescente, cheguei em casa todos os dias e encontrei a parte dela da faxina não feita, suas louças dependurando-se perigosamente na pia (às vezes lavadas, às vezes não), e resolvi adotar política de ignorar, para ver se sozinhas as coisas caminharam. Obviamente, as coisas só pioraram.
Então semana passada alguém passou um e-mail do grupo brasileiro do método Fly Lady sobre a importância de manter a pia limpa e seca, e que isso constrangeria os demais membros da casa a deixar objetos sujos lá. E resolvi tentar. Cheguei em casa ontem e lavei, enxuguei e guardei toda a louça - mesmo a que não era minha. E me surpreendi ao ver que Wal, embora não tenha secado a louça, havia lavado tudo. Hoje de manhã fiz a mesma coisa. E novamente as louças ficaram lavadas.
Pensei nisso agora por causa do post da Taís, sobre saber reclamar ou não. Eu sou bem amadora na arte de reclamar. Em todos os aspectos, inclusive domésticos. Mas dessa vez consegui um atalho!

Dia 17: frustração misturada com alegrias

Então, gente.

Depois dos reveses financeiros de ontem (ter esquecido de pagar o aluguel e ter lidado com a culpa da mocinha do supermercado), fiquei muito chateada comigo mesma e com a vida. Estou me privando de qualquer gasto considerado supérfluo e fazendo diversos malabarismos pra isso, e ter percebido que esqueci de pagar justo a conta mais alta e mais problemática, foi um baque. Até porque eu não tenho o dinheiro para pagar esse aluguel, então já viu. Tentei a possibilidade do empréstimo aqui na repartição, mas nesse momento não é possível, pois eu já estou pagando um. Apelei para meu pai, mas ainda não obtive resposta. Na verdade, fiquei com dózinha de pedir para ele, pois eles recém se mudaram para a Itália e isso vai dar uma turbinada nas despesas. Se ele não puder me emprestar, vou pagar um valor absurdamente alto, quase o dobro do valor do aluguel em juros. Toda a minha economia se esvai para pagar por essa distração!
Fiquei muito angustiada quando descobri, foi no meio do meu expediente e eu não tinha com quem falar. Passei um SMS para meu Pequeno e ele me ligou correndo, o que ajudou ao menos a aliviar desabafando. Depois, em casa, pensei comigo que o que não tem remédio, remediado está, e toquei minha vida. Se tiver de pagar por isso e ficar o resto do mês seguinte todinho sem um real no bolso, fiquemos, ora pois. Vida que segue, e o projeto também!
Curiosamente, a despeito desse problemão financeiro, as outras áreas seguiram bem. Sobre a alimentação, resolvi tentar uma estratégia diferente (já que caminhada com esse tempo londrino de frio e garoa não foi possível): assumindo eu que tenho fome às 17h, vou tratar de comer nesse horário. Mas não tudo que eu ver pela frente; vou comer um lanche decente, como se fosse o café da manhã. Um sanduíche com um suco, ou como está muito frio, um achocolatado com leite. Foi o que fiz ontem, e o resultado foi que não sobrou espaço para a sopinha da noite...rs. E sem a sopinha, acabei depois às 20h30 comendo uma torradinha integral com cottage, e às 21h30 uns biscoitinhos. Então acho melhor hoje insistir na sopinha, mas pura, sem torrada.
Fora isso, ontem fiz algo ótimo! Eu voltei a mexer no capítulo teórico da minha dissertação! Voltei a escrever, e a ler. E hoje de manhã estudei e escrevi mais um tantinho. Se eu mantiver esse ritmo a semana toda, ao final dela vou ter uma subseção do primeiro capítulo pronta para ser escrutinada por Co-Orientador. Foi ótimo produzir, mesmo nesse frio desumano de 15ºC ao meio-dia, mas que baixa para 11ºC de manhã e à noite, fora o vento e a chuva (para responder ao Cristiano).
Hoje tenho médico ortopedista para vermos como anda minha coluna, que, me parece, está melhor. Cometi um deslize com a fisio e acabei faltando hoje, já tendendo àquela sensação de final, por causa do médico da tarde. Feio, muito feio. Mas caminhando, afinal.

Monday, July 16, 2012

Vocês não vão acreditar...

Mas eu esqueci de pagar o aluguel este mês! Justo aquele que tem o valor de juros mais alto! Lembro de ter ido ao caixa pagar todas as contas, e no dia, não imprimia comprovante. No meio de todas as contas, eu fui esquecer justo essa!
Oh céus!
Estou tentando não ficar lá muito nervosa com o fato. Escrevi para a imobiliária solicitando novo boleto e o valor da facada. Cabecinha de vento! Ai, ai.

Eu tenho mais sorte que juízo

Sábado, na casa de praia, me arrumei e desci para uma caminhada na praia. Caminhei, e na volta, ao tentar digitar meu código na portaria... fail. Quem se lembra do código de 10 dígitos? Nem eu!
Então pensei assim: melhor eu relaxar e ficar aqui na portaria esperando alguém passar. Sentei uns minutos, mas pensei melhor e resolvi aproveitar o tempo ocioso para fazer um alongamento, afinal, é só a gente se entreter com algo que chega alguém. Para isso, tirei os óculos escuros do topo da cabeça, pousei-os sobre o capacho do degrau e fiquei ali, alongando. Logo depois, um carro passou e abriu o portão da garagem, por onde eu poderia acessar o elevador e chegar ao apartamento. Apanhei meus calçados e lá fui eu, serelepe, para dentro de casa.
Alguns minutos depois, com o carro, indo para o mercado, pensei se colocava os óculos escuros ou não. Então lembrei. Cadê os óculos? Olhei na bolsa, e nada. Olhei na bancada, e nada!
Teria eu cometido a insanidade de deixá-los sobre o capacho?
Siiiiiim!
Desci correndo e torcendo para que ninguém tivesse passado ali ainda. E pensando com dor no coração no meu Ray Ban lindo modelo aviador que ganhei há um ano de meu pai, o óculos mais estiloso do mundo ever. 
Ao abrir a porta... Tchãrã! Meus óculos jaziam no capacho, sem que ninguém os tivesse afanado!
Sortuda e ainda feliz proprietária dos óculos mais estilosos do mundo...!

Dia 16: O Dilema

Dileta audiência, hoje preciso de opiniões. Estou com uma coisa me incomodando desde as 9h30 da manhã que não sei como solucionar.
Determinada rede de supermercados aqui  trabalha com nosso vale-alimentação e o aceita para a compra de recarga para celular. Hoje de manhã, passei por lá para comprar umas coisinhas e aproveitei para fazer uma recarga, já num valor bem alto, de R$35,00 para durar o mês todo.
A moça do caixa efetua a recarga e, na hora de cobrar, sem querer seleciona a opção em dinheiro. E eu, que havia ido lá para poder pagar no vale, fico sem reação. A supervisora diz que essa recarga não pode ser estornada nem cobrada de outra forma, e eu fico lá, morrendo de pena da menina, que vai entubar o prejuízo de R$35,00. Ofereço a ela a opção de passar R$35,00 no vale de qualquer forma, que ela escolha algo no mercado para que eu possa pagar.
Ela recusa diversas vezes, mas no fim diz, que caso eu queira ajudá-la, devo pagar os R$35,00 em dinheiro, única forma que ela pode aceitar. E eu, que havia tratado de comprar uma recarga bem alta no vale-alimentação, me encontro no meio dessa disjuntiva. Hoje por hoje, de qualquer forma, não teria os R$35,00 para reembolsá-la, mas posso fazer isso no último dia do mês. Certamente é um gasto que eu não previa, nem poderia, mas, vou deixar uma menina que trabalha de caixa de supermercado arcar com esse prejuízo no seu salário que já é pequeno?
O que vocês fariam no meu lugar?

Sunday, July 15, 2012

Dia 15: mas vamos falar de coisas boas...

Tem uma coisa que está funcionando que é uma maravilha, e essa coisa é a parte financeira do Projeto 57. Eu me mantive afastada das tentações e isso se reflete numa conta bancária ainda no azul, e com perspectiva de seguir assim! Estou na estica, e sem perspectiva de receber nenhum extra esse mês, mas se eu for bastante cuidadosa, devo conseguir a meta de não entrar no limite. Hoje fazem 15 dias que meu desafio iniciou, e na verdade nem doeu tanto assim. Pode ter sido devido ao frio, e com isso eu ter parado de sair, mas também pode ser porque eu estava saturada de tanto acumular objetos a esmo, e porque eu precisava mesmo de um respiro.
Hoje, quase como nos planos, dei uma caminhada, preparei algumas coisas para comer durante a semana, e finalmente enfrentei o projeto do mestrado. Nada caminhou grandiosamente, mas está bem melhor que o ponto "zero". Saímos do zero!
Essa semana tenho consulta com O Ortopedista, que creio, irá liberar a atividade física. Acabo a fisio também. Está difícil fazer qualquer coisa nesse frio desumano que faz aqui nesses dias, mas até que apesar dos dificultadores, me saí bem. Deve ser o compromisso com o Projeto, não sei. Mas estou me sentindo deveras aliviada!

Saturday, July 14, 2012

Qual o nível do frio?

Esse tanto. Que meu bichinho que é peludo por natureza, precisou de uma roupinha! Mas olha como ele é mimoso? E a manguinha da camisetinha dele? Só eu acho que ele não parece ter 8 anos nunca?

Dia 14: promessas...

Depois da constatação dos dias 12 e 13, passei o dia de hoje entre planos e listas e tarefas: arrumei todo o meu quarto, buscando criar um ambiente adequado aos estudos; fiz a lista do menu semanal e as compras, para seguir a dieta; e trouxe a parafernália do capítulo teórico, para buscar trabalhar na dissertação.
Estou aqui na casa de praia, e dei uma caminhada de 40min na areia. Deu um dia de sol e estava quentinho ao ar livre, mas preciso ver como vou fazer as caminhadas no decorrer da semana: até quarta-feira, ainda tenho fisio, e na quinta e sexta, vou estar viajando. Mas, se tudo correr como o planejado, hei de conseguir trocar o pavor da fome avassaladora das 17h pela caminhada das 17h.
Me pareceu mais negócio eu estar fora de casa nesse horário tão dramático, e, outro fator importante, comer o meu pão de queijo na lanchonete da repartição, não na padaria, que nesse horário está cheia de atrativos.
Vou continuar tentando, afinal.

Friday, July 13, 2012

Mas chega de baixo astral

A vida é bela, e eu tenho cá meus motivos para comemorar: minhas finanças vendo finalmente a luz, menos tralhas, mais kilos, é verdade, mas também mais legumes, mais verduras, mais grãos e menos azeite, um pouco mais de organização, um lindo e obediente cãozinho que está se comportando super bem na casa nova, uma fisioterapia que tem me ajudado, mais objetividade no trabalho, uma viagem cancelada (que eu não queria fazer!), mais variação nas roupas agora com minha campanha de valorização das roupas antigas, mais certezas, mais beijos, abraços e carinhos, mais planos, mais viagens a passeio, mais horas ao ar livre, mais boas notícias!
Hoje, uma sexta-feira, como estou de dieta financeira, não poderei sair, afinal, sair para beber onera meu parco orçamento, e eu combinei comigo mesma que ficaria esses 31 dias do mês de julho na malha fina. Amanhã devo ir para a praia, e de lá mando notícias.

Dia 13: paralisação

Então, gente. A despeito de tudo o que identifiquei no dia 7, tive uma dificuldade imensa em mover a situação do meu mestrado!
Problema 1: ou eu sou muito ignorante, ou é difícil mesmo, mas submeter o projeto através da Plataforma Brasil me parece um mistério insolúvel.
Problema 2: quando eu aprender a lidar com a Plataforma, vou precisar de mais um documento, este assinado por O Orientador, o qual está fora do país;
Problema 3: quando eu submeter finalmente tudo, a Universidade continuará em greve, o que significa que podem não levar só 30 dias para aprovar meu projeto, como também possivelmente não encontrarei as pessoas que preciso entrevistar devido à greve.
Problema 4: eu não escrevi uma linha sequer! Esse sim é o grave problema!
Acordei cedo essa semana todos os dias, 7h. Me levantei, tomei meus comprimidos matinais, me vesti e levei o cãozinho a passear. Voltei, tomei desjejum e fui para a fisioterapia. Voltei, tomei café da manhã e fui para a repartição. Trabalhei, fui para casa, passeei o cãozinho e... Fiz qualquer coisa. Qualquer coisa menos estudar.
Feio, muito feio.
Esse final de semana, o primeiro de muitos em que tenho os dois dias livres, tenho alguns planos. Um deles, é desencantar a parte teórica da dissertação. Torçam por mim, porque esses últimos dois dias foram de poucos avanços - as finanças estão rigorosamente funcionando, mas o resto, ah o resto...

Thursday, July 12, 2012

Dia 12: retrocesso!

Fui me pesar hoje na balança de costume. A despeito da bota pesada, da meia de lã, do blazer de veludo... Eu tinha engordado. 73kg e mais algumas gramas.
Mas como?
Bom, embora os almoços funcionem, os jantares têm sofrido alterações com esses surtos de fome e ansiedade no cair da tarde. Geralmente, de manhã, estou meio estufada e tentando me libertar das bobagens que comi na noite anterior. E totalmente sedentária, fora a fisio, não compenso nem desconto de nenhuma forma essa compulsão louca.
Tristinha, comecei a raciocinar que talvez eu deva quebrar um pouco as regras e iniciar as caminhadas antes do médico liberar (tenho consulta na próxima terça-feira, dia 17). Vou discutir isso com minha fisioterapeuta amanhã. O frio é só mais um agravante; mas a falta de exercício com essa ansiedade toda deu resultado, e não foi bom. Me frustra, porque eu faço tudo direitinho o dia todo, mas quando dá 17h eu coloco qualquer coisa para dentro de mim. Se passar na padaria comprar pão, já compro alguma tentação; se alguém me liga, enquanto falo ao telefone vasculho a despensa, degluto tudo que vejo na frente... E um longo etc.
Se alguém conhecer uma boa estratégia que me faça ser abduzida do mundo entre 17h-22h, para que eu não coma o mundo todo, pode me contar!

Wednesday, July 11, 2012

O frio


Tem algo mais odioso que frio com chuva? Ainda mais quando se tem um cachorro peludo que passeia duas vezes ao dia? E essa maldita fisioterapia, que só cheguei até a metade, e falta portanto toda a outra metade ainda?
Caso alguém não tenha percebido, dia deprimido.

Dia 11: desperdício, ou sei lá como chamar




30 casacos. Eu sou uma feliz possuidora de 30 casacos, dos mais variados tecidos, cores, graus de aquecimento, tamanhos e comprimentos. Alguns não saem do armário há anos; outros só não estão em uso se estiverem para lavar. Dia desses eu eliminei um bocado, aqueles que eu sabia, de antemão, que eu não iria mais usar mesmo. E continuo com 30 casacos. Aí eles vão, tal qual gremlins, se multiplicando: pelos armários, pelas malas, pelas cadeiras, por cima da cama, repousando sobre as cadeiras... E mesmo assim, hoje, quando vi a roupa da minha fisioterapeuta, cobicei o casaco bege dela. Bege, gente. Eu odeio bege. Mas achei que tinha ficado tão bonito nela, que quis ter um igual. Preciso me livrar de alguns, é verdade. E é inadmissível que entre outro aqui, certo? Meu desafio nesses dias tem sido o de levar para ver a luz do dia coisas que há muito não passeiam. Saiu comigo hoje o lenço que não era usado há mais de um ano. Tenho planos de um casaco ser levado a passeio também amanhã. Mas acho que ainda é pouco: 30 casacos ainda é demais, ou não?
Meu Deus. E eu que nunca contei os vestidos!

Tuesday, July 10, 2012

Merecerei, eu?


Gente, é muita emoção. O Projeto 57 tem tido apoio de minha dileta audiência, que por sinal aumentou timidamente! Quando pensei que escreveria sobre o projeto, pensei em fazê-lo numa agenda, de papel, apenas para meu próprio registro (sim, eu aprecio fazer registros de meus feitos). Resolvi publicar no blogue porque seria mais fácil manter atualizado o diário, porque escrevo demais e doeria a mão escrever tudo no papel. E sabia que uma pessoa ou outra comentaria, mas jamais pensei que receberia apoio tão legal!
Isso me fez lembrar também de um fato importante: além de vocês, Wal e minha mãe, poucas pessoas “ao vivo” sabem do Projeto 57. Tem mais uma pessoa que o conhece. E está dando o maior apoio!
Estávamos ontem, antes de dormir, na nossa ligação de boa-noite, quando comentei meio por cima sobre o blogue (que ele desconhece e não lê), e ficou brincando de me entrevistar: Thais, de onde veio a motivação para esse projeto? Aos 10 dias de projeto, como você se sente? E quem te inspirou nesse projeto? E bla-bla-bla... Aquelas perguntas típicas de entrevista. Demos risada e fui dormir pensando que eu mereço um homem desses! De que tipo?
Do tipo que, ao ser questionado sobre como lembra de mim, responde: “de vestido, se estiver frio, de meia-calça com vestido, maquiada, de unha feita com o esmalte que eu escolhi” - não é muita generosidade numa visão só? E vota, todas as quarta-feiras, em qual esmalte vou usar naquela semana, com a maior seriedade e rigidez de critérios. E tenta me consolar quando choro de neuvoso de deixar o cachorro sozinho em casa. Acompanha minha saga pelos médicos e tratamentos como se fosse novela. Me leva para tomar chocolate quente no meio da tarde em plena segunda-feira, ainda que com dor de cabeça. Me avisa, com seu sotaque nortista (ou nortenho, sei lá), que sente minha falta e diz que me adora. Permite que eu escolha os dois sabores da pizza, mesmo achando que não gosta tanto assim de brócolis ou ricota (mas por sorte, gosta de ambos). Discute comigo os planos das férias, planeja uma viagem para a gente e fica horas conversando sobre isso. Tenta me presentear com flores no meu aniversário, e se frustra quando descobre que não vai conseguir mandá-las a tempo. Me leva onde eu quiser ir, mesmo em dia de chuva intensa em plena São Paulo. Faz eu me sentir bonita, faz eu me sentir feliz!
Merecerei, eu? 

Dia 10: uma vitória disciplinar

Ontem foi um dia muito legal, gente! Segunda-feira costuma ser um dia de dificuldade organizativa, financeira, dietística e tudo o mais. Some-se a isso o fato de Billy ter vindo morar comigo, a fisioterapia, a viagem e reunião na noite anterior... Tudo para ser o caos, certo?
Mas não foi.
Segundas geralmente é o fim do espólio da geladeira, sabe aquele negócio da última banana murcha com a última fatia de pão e é o que tem?
Pois. Fiquei naquela de que eu deveria ir até o mercado comprar mantimentos para não passar fome em plena segunda, mas depois pensei melhor e resolvi não ir.
Não vou entrar no mérito do arroz coloridinho com aquela meia cenoura ralada que já andava triste, o peito de peru e milho&ervilhas do congelador. Isso partilho outra hora. Nem sobre o fato de ter comido uma torrada integral com geleia caseira de maçãs ao invés de morrer no queijo-quente, ou ainda o fato de que só lanchei as frutas, e quando deu 17h, comi dois pãezinhos de queijo e esperei pacientemente até a hora do jantar, que foi uma sopinha de beterrabas. Nos detalhes nada disso importa: mas importa muito eu ter conseguido fazer exatamente tudo como planejei! Não comprei nenhuma guloseima impulsivamente, não comi a casa toda no desespero (o fato de não ter nada talvez tenha ajudado, rs), levantei antes das 7h, passeei o cachorro, achei o maldito papel do mestrado!
Não fui ao mercado atrás de lanchinho nem de almoço, e mesmo assim fiz todas as refeições corretamente! Estrelinha dourada na testa.

Monday, July 09, 2012

Dia 9: tem coisa que é verdade

Faz uns dias, teimando contra a Natureza, tive um impulso alimentar do tipo que costuma dar em coisa não muito boa: cismei que queria tomar suco de abacaxi com hortelã, e mesmo tendo testado todos os abacaxis da feira (fazendo aquele macete de puxar uma das pétalas de sua coroa, para verificar se está maduro – para isso a pétala precisa sair com facilidade) e vendo que estariam todos azedos feito a peste, fui-me embora com um. Eu adoço com mel, pensei comigo mesma.
Para a minha sorte, e a despeito de minha teimosia, o abacaxi estava doce e macio, e rendeu um suquinho delicioso (que foi, aliás, meu jantar ontem, num totalmente inesperado dia em que não quis comer minha pizza de domingo); mas havia outra coisa que eu pretendia fazer com ele, e é isso que vocês vêem aí na foto.
Ainda na graduação, eu costumava ir muito ao departamento resolver coisas do centro acadêmico, e a servidora técnico-administrativa responsável pelo DSS sempre tinha uma garrafa térmica cheia de chá, o qual eu bebia um copinho daqueles minúsculos, de gelatina. E um dos mais gostosos era justo esse aí: chá de casca de abacaxi!
Ele fica com um gostinho acentuado de abacaxi e bem doce; basta adicionar água fervente às cascas devidamente lavadas, e coar depois. Estava delicioso!
Mas isso era só uma dica introdutória para contar um hábito que adquiri há algum tempo, e que revistas de emagrecer vivem dando. Com essa onda dos alimentos que emagrecem, dos termogênicos e tudo o mais, o povo vive tomando água com vinagre, água com limão, chá de gengibre e por aí vai. Com exceção do último, que deve até ser gostoso, acho tudo isso muito sacrificante, porque a não ser que eu perca 1kg ao dia, jamais tomarei vinagre com água. Tem dó.
Mas eu li que o gengibre, na verdade, tem propriedades lá várias, e uma delas é de acalmar o trato intestinal. Eu e minhas intolerâncias vivemos nos intolerando, e por isso, costumo ter dores de barriga e sensação de estufamento, muito desagradável. Resolvi preparar uma água diferente para inserir o consumo do gengibre na minha dieta, já que não é todo dia que a gente quer comer gengibre na comida.
E preparei uma água aromatizada, nesse mesmo recipiente da foto: corto um pedacinho de gengibre em diversas lâminas, adiciono duas rodelas de limão sem as sementes e com a casca, e umas 10 folhinhas de hortelã. Encho de água até a boca e vou tomando, cerca de 1,5l durante o dia. Em meia hora a água já gelou e pegou o gostinho. É tão refrescante e deliciosa que só por isso já valeria a pena; mas de bônus, numa semana particularmente difícil da minha vida (ainda durante a licença médica), me pesei na mesma balança de sempre e vi que havia perdido 1kg! E no maior sedentarismo e longe da dieta! Claro que isso deve ter sido os líquidos eventualmente retidos indo embora, mas não é fantástico?
É claro que isso por si só não basta, assim como também não basta tomar vinagre ou nenhuma pilulinha mágica. Mas se você pode beber água gostosa, saborosa e que faz bem para a retenção de líquidos e a digestão, porque não fazê-lo?
Redução de danos também é parte da dieta. Eu tomo água o dia inteiro, muito, mas muito mais que 2l. Talvez o dobro disso. Isso não evitou que eu engordasse, mas que certamente me ajuda com a garganta sempre cansada, com o processo de reidratação quando minhas crises de intolerância agudizam, ajuda meus órgãos e tudo o mais, disso ninguém pode duvidar tampouco. Adicionei sabor e propriedades terapêuticas à minha água, e provavelmente isso me tem feito bem. 

De coração partido

Gente, eu tenho uma novidade. Das grandes! Essa coisiquinha linda e feliz aí da foto é minha! Mas isso não é novidade não, esse é o Billy, meu cachorro de 8 anos de idade (só eu acho que ele ainda parece um filhotico?). Com a mudança de meus pais, eu fiquei responsável pelos seus cuidados nos próximos meses, afinal, ele não poderia fazer uma viagem tão grande!
Wal concordou em cuidar dele nos dias em que eu estiver viajando, então ontem, após me despedir da família, juntei seus objetos (caminha, coleira, caixinha de viagem, ração e potinhos), e fizemos a viagem. Passeei com ele na pracinha que tem na frente do prédio, e ele estava muito bem. Subimos, coloquei a caminha dele na sala, e salvo uns dois goles d'água, ele ainda não comeu, nem parou quieto em nenhum lugar, claramente procurando onde ficaria melhor. À noite, levei sua caminha para o meu quarto, mas ele subiu na minha cama para dormir, e ficou quietinho lá até 6h20 da manhã, quando seu latido me acordou - Wal havia aberto a porta do banheiro e, não conhecendo ele ainda a rotina da casa, achou que fosse um bandido. Passeamos novamente, e durante exatos 75min, me ausentei, enquanto fazia fisioterapia. Temendo os gritos e patadas na porta que ele costumava dar quando sozinho, cheguei devagar no prédio tentando divisar o barulho, e para minha sorte, Wal estava em casa com ele.
Mas porque meu coração se partiu?
Ai gente. Olha o olharzinho dele. Olha se tem condições de deixar esse bichinho sozinho em casa, mesmo que por poucas horas? Até chorei ontem à noite pensando que hoje ele já ficaria sozinho, sendo que nem se 'encontrou' na casa nova ainda!
Já reestruturei meu horário na repartição: passo a almoçar todos os dias em casa durante sua temporada, e estou em pânico pensando na próxima viagem. Tudo pelo bem estar do cãozinho, tão doce, tão inocente, mas que deve estar muito perdido...

Sunday, July 08, 2012

Dia 8: e o mestrado?

É, gente... Nem sei como começar o pé mais difícil do tripé do Projeto 57. A essa altura do ano de 2012, já era para eu estar defendendo a dissertação, com tudo prontinho, dentro do prazo e tudo o mais. Mas a verdade é que eu paralisei completamente essa parte da minha vida. Concluí todas as disciplinas, qualifiquei o projeto e nunca mais. Deveria ter escrito o capítulo teórico nas férias, deveria ter submetido o projeto ao comitê de ética, deveria ter aplicado a pesquisa de campo e defendido. Mas nada disso tem acontecido!
Eu tenho trabalhado bastante, é verdade. E tenho me sentido bem cansada também. Mas também é verdade que eu poderia ter avançado ao menos um pouquinho no processo. E não o fiz. Que eu vou pedir prorrogação, já é um fato, mas eu juro que não gostaria de fechar o ano sem concluir esse projeto.
Eu tenho, para isso, que:
- submeter o projeto ao comitê (é ridículo dizer isso, mas o projeto está pronto, eu só não inscrevi o projeto ainda!);
- fazer um artigo de final de disciplina (aproveitando que fiz aula com O Orientador, deixei o artigo pra depois, só que já fiz a disciplina um ano atrás);
- escrever o capítulo teórico;
- fazer a pesquisa de campo;
- finalizar a dissertação.
O prazo pra isso não é de 57 dias. É um pouco maior, diria que até outubro para finalizar e novembro para defender. Mas eu preciso, nesses 57 dias, fazer alguma coisa para sair desse pântano em que me enfiei.
A prioridade número zero é submeter a porcaria do projeto ao comitê, afinal é só jogar os dados num site, certo? Eu só tenho um pequeno empecilho: demorei semanas para obter a assinatura de um documento fundamental para a submissão, e nesse momento, eu não sei onde se encontra! Sei que o papel não saiu de casa, mas se vocês vissem como deixei meu quarto na sexta-feira...
Tenho uma meta para cumprir até amanhã, portanto: encontrar o papel e submeter o projeto!
Sobre o processo de escrita, que já deveria estar pronto, preciso me desiludir: não vai poder ser daquele jeito que costumo fazer, sentando 12h e escrevendo de uma vez só. Eu não tenho 12h. Então, vai ter que ser um pouquinho por dia. Mas que horas? Se todos os dias eu arrumo outra coisa para fazer no lugar?
Bem... Espero que isso não seja muito radical. Mas vai ter que ser de manhã cedo. Cedo, tipo, antes da fisioterapia. Estou levantando às 7h, o que não tem sido fácil nesses dias. E com essa nova meta, vai ter que ser mais cedo ainda, porque a partir de hoje, tem uma grande novidade lá em casa (isso vou contar daqui a pouco).
O método de organização FLY sugere que você se dedique a tarefas de limpeza e organização de sua casa durante 15min por dia. Resolvi aplicar para meus estudos, com os mesmos passos de bebê. Mas como com 15min eu mal leio alguma coisa, o timer vai ser ajustado diferente: 30min. Com 30min de foco por dia, eu saio ao menos da inércia. E progressivamente, vou aumentar.
Estou muito desmoralizada e desacreditada com os prazos do mestrado. Por isso, uma meta tão modesta. Acho que ter me afastado do ambiente das aulas me tirou a pressão de pensar sobre o projeto e sobre o mestrado, e isso me fez mal. Estou considerando, inclusive, na volta da greve das federais, me matricular como ouvinte em alguma disciplina, para recolocar o mestrado na minha rotina. Mas isso é uma outra história. Primeiro, vamos começar a nadar para fora do atoleiro.
E assim, a partir só do 7º dia (feio, muito feio), as três frentes do Projeto estão em funcionamento!

Saturday, July 07, 2012

Dia 7: menos difícil do que pensei

Hoje estou aqui em Gothan, vim despedir dos pais que já estão a caminho da Europa. Eu tinha dois gastos previstos para esse final de semana, que não conseguiria fazer sozinha: fazer depilação e mandar lavar o carro.
Fui para o salão de beleza e percebi que se eu quiser passar ao largo dessa despesa, não posso entrar em um. Minha depiladora fez o serviço e me ofereceu o design de sobrancelhas. Declinei, mas já fiquei toda insegura com as minhas, afinal, nessa semana mesmo, eu havia acertado elas sozinha! Se ela me ofereceu fazer a sobrancelha, é porque não ficou bom, né?
Desci para escovar os cabelos, cortesia de minha mãe, que precisa gastar um crédito que tinha no salão antes de ir embora. Enquanto Angelina lavava meus cabelos, me perguntou se eu não ia fazer as unhas (eu sempre faço tudo junto), ao que respondi que já havia feito; me lembrou que precisamos fazer cauterização, ao que respondi que fiz progressiva mês passado, e aí não pegaria; e fiquei ali torcendo para que ela não oferecesse hidratação, e por sorte ela partiu para o condicionador sem mais ofertas. No caixa, uma promoção oferecia várias linhas profissionais com 30% de desconto, às quais evitei até de olhar, para não ficar tentada.
De resto, fiquei em casa com a família sem mais nenhum percalço, e ontem, ao chegar, recusei um convite para sair e tomar uma cerveja. Até que doeu pouco. Mas o fato é que as pessoas querem que a gente consuma coisas a qualquer custo, e vi hoje, na minha experiência no salão de beleza, como eu cedo fácil às coisas que me oferecem.
Parabéns pra mim! Saí do salão me sentindo aliviada por não ter feito nada a mais do que o proposto! E assim, já no 7º dia, chega uma pequena parcela de alívio!

Friday, July 06, 2012

Tem tentações aqui hoje

E não me inventaram de fazer uma tal de feirinha da integração aqui na repartição hoje?
Nem deveria rer ido olhar, porque eram artesanatos em madeira, biscuit, patch, bijuterias, e doces, muitos doces, bolsas falsificadas, enfim, uma verdadeira cornucópia de coisas tentadoras. Confesso que se eu pudesse, compraria uma bolsa, um brinco, um anel...
Mas perseverei. Só falta mais 1h45!

Dia 6: eu confesso que gastei


Preciso me confessar. Cometi um deslize importante ontem. Logo depois de fazer o diagnóstico sobre a importância desse lanchinho mais reforçado ao final da tarde, cheguei em casa e fiz tudo errado: comi absolutamente tudo que era fácil e estava disponível em casa na quarta-feira, e quarta à noite é dia de macarrão! Fui dormir pesada, e consegui compensar durante todo o dia, até... 16h, quando desci até a lanchonete atrás de um pão de queijo. Encontrei-o, consumi, e no caixa, ah no caixa, a maior praga que já inventaram me esperava lá: um baleiro colorido e atraente. Eu não gosto de doces, é um absurdo eu comer doces do baleiro, sendo que eu nem gosto, certo? Mas eu consumi: uma barra de Kit Kat e um pacote de Fruitella! Inteirinhos!
Esse deslize ataca dois 'pés' do tripé do Projeto: esse consumo que obedeceu a um impulso bobo, me custou R$6,90! Paguei caro por algo ruim. Odeio quando isso acontece, ainda mais em dias de Projeto!
Feio, muito feio. Resolvi criar uma planilha para lançar os deslizes financeiros, mas preciso ainda arrumar um modo de quantificar os deslizes comilões. Como faço?

Thursday, July 05, 2012

O que tem pro almoço? Abobrinhas ao sugo


O que teve pro almoço é mais verdadeiro, pois esse é o almoço de ontem (hoje foi arroz, feijão e bife). Fiz um molho de tomates, piquei a abobrinha em cubos crua mesmo, temperei com sal grosso e pimenta moídos na hora, misturei ao molho e adicionei cubos de queijo colonial para ter a proteína. Porém, depois de 2min de microondas, o queijo virou um chicletão, e não cubos soltos pela tigela. Melhor comer fria, portanto.

Abobrinhas ao sugo 

½ abobrinha cortada em cubos
3 dentes de alho
10 tomates-cereja
1 pimentão vermelho
4 azeitonas picadas
folhas de manjericão
sal, pimenta e páprica a gosto

Primeiro, com o forno pré-aquecido a 180°C, coloque os tomates, o alho e o pimentão numa assadeira forrada com papel manteiga. Deixe coisa de 30min, até estar tudo murchinho. Fatie o pimentão, e refogue em azeite junto com o alho descascado e picado (depois de assado). Com as mãos, esprema os tomatinhos um a um, adicionando-os ao refogado, pele, sementes, tudo – muito cuidado ao fazê-lo, os tomatinhos espirram seu conteúdo para tudo que é lado. Com a colher de pau, vá mexendo essa mistura, para os tomates virarem molho – não vamos ter ajuda artificial nisso, é o molhinho puro mesmo. Ele logo vai estar pronto e cozido, então desligue o fogo e adicione os temperos, misturando bem, para a páprica ajudar a avermelhar o molho. Folhas, azeitonas, tudo adicionado, termine de temperar e misture com os cubos de abobrinha e de queijo!

Dia 5: a redenção

Hoje levantei pouco antes das 7h com minha ligação de bom-dia (sim, meu dia só começa bem quando tem uma ligação de bom-dia!), tomei banho, comi uma torrada integral com geleia de maçãs caseira, bebi minha água aromatizada, pus roupas de ginástica, amarrei o cabelo e saí.
Não fui pra academia, não; fui para a minha primeira sessão de fisioterapia, aquela que segundo as previsões mais otimistas, vai me curar da coluna!
O primeiro dia, para quem nunca fez, sempre é gostoso: primeiro eu deitei numa maca com placas que aquecem sob a lombar, e fiquei lá deitada sentindo o calorzinho, bem no ponto onde sinto as dores. Fiz três alongamentos (abraçar uma perna de cada vez por 30seg depois as duas juntas por mais 30seg) e mudamos de cama, onde fiquei mais vários minutos tomando choquinhos onde anteriormente tomei o calorzinho. É uma delícia!
Claro que nos próximos dias isso deve ser modificado, e na verdade, são os próximos dias que vão de fato me ajudar. Mas que foi gostoso, foi.
A fisioterapia me trouxe um bônus: ela inicia às 8h aqui perto de casa, e eu gosto de acordar cedo, para aproveitar a manhã antes de me trancafiar na repartição às 10h45. Com esse compromisso, tornei a deitar cedo e levantar cedo, 7h, para minha satisfação!
Cuidar do problema de coluna com seriedade vai ser muito importante para todo o resto. Vocês vão ver só!

Coisas que me irritam

Eu não acompanho futebol. Nem em Copa do Mundo nem nada assim. Eventualmente sinto que "simpatizo" mais com alguns times (caso do Inter e do Cruzeiro, porque por acaso quando estive nas cidades desses times fui convencida pelos locais). Não penso absolutamente nada sobre os times do Rio ou de São Paulo. E ontem, embora todos os ânimos estivessem acirrados pela final da Libertadores, eu estava mais ansiosa por causa do primeiro dia da fisioterapia (daqui a exatos 18min). Mas confesso que estava, de brincadeira, torcendo pelo Boca, assim como, também de brincadeira, torço pela seleção da Argentina.
Mas o que me irritou foi outra coisa.
Acordei e fui ver que meu facebook tinha virado uma arena, e me pergunto que tipo de gente é essa que no auge da empolgação por um jogo, ao invés de gritar, soltar uns fogos, coisa do tipo, posta algo no facebook. Que mundo é esse, meu pai.
Mas o que me irritou de verdade foi ver a quantidade de comentários ofensivos à torcida do Corinthians, não do tipo que você xinga a mãe do cara. Mas do tipo que faz comentários racistas, homofóbicos, com preconceito de classe (é comum associar a torcida do Corinthians à parcela mais pobre da população e portanto com maior índice de criminalidade, os 'bandidos'), numa espécie de ódio coletivo sem nenhuma explicação racional (aliás, né? como todos).
Eu juro que caguei para a rivalidade entre as torcidas e os ânimos exaltados em dia de jogo. Mas consigo pensar em pelo menos 20 maneiras de provocar um torcedor adversário sem entrar nessa provocação ridícula.


Wednesday, July 04, 2012

Dia 4: desperdício é algo que aparece aqui

Como não posso comprar nada, preciso cavocar com gosto no que já tenho em casa. O desperdício atinge níveis nunca dantes outrora imaginados, e vocês vão poder ver isso, com os próprios olhos.
O esmalte é uma coisa que me impressiona. Sendo baratinho, vendido em qualquer quitanda do mundo, inclusive nos supermercados que aceitam meu vale-alimentação, e sendo eu maluca por cores e novidades, vivo com um novo.

Resolvi contar o número dos meus esmaltes, os quais acabaram de passar por um processo de destralhamento que eliminou uma sacola cheia: 49. Eu ainda tenho pelo menos mais uns 10 vidros, espalhados nas outras casas. Alguns estragam sem que eu use pelo menos uma vez! Tem pelo menos 10 vidros aí que nunca foram usados... Essa caixa seja talvez a única que eu realmente aproveito, com raras exceções que eu logo mando embora. Como são baratinhos, eles vivem vindo para casa comigo. Mas não podem mais vir. Tenho uma meta: acabar com ao menos um vidro de esmalte! Um!
Isso vai ser mais fácil nesses meses sem manicure. O que vai ser difícil, vai ser fazer as unhas dos pés (porque a mão fica sempre ótima)!
Ufa. Finalmente estou em dia com os dias. E hoje é dia de pintar as unhas! Iêi!

Dia 3: saúde&emagrecimento


Foi mais fácil pensar sobre as finanças porque elas de fato preocupam; e sobre finanças não há muitos milagres, a gente paga, não gasta, tenta ganhar mais (não existe essa possibilidade)...
Mas eu também quero emagrecer. E também quero ter saúde.
Juntei esses dois num mesmo objetivo porque acho que se relacionam, obviamente, mas porque meus problemas de saúde se interligam: tenho esses problemas na coluna, crises de enxaqueca e intolerância à lactose. Enquanto eu não fizer atividade física (que emagrece), não vou ajudar minha coluna. E enquanto eu não fizer dieta (que emagrece), vou continuar me prejudicando nas enxaquecas e crises de intolerância. E enquanto eu não emagrecer, fazendo atividade física e uma dieta decente, não vou parar de me sentir indisposta e preguiçosa, coisa que me ajuda a nunca conseguir cumprir todas as coisas que preciso fazer!
Então eu preciso emagrecer. E preciso sarar a coluna. E fazer atividade física.
Isso tem uma contradição: enquanto estou em tratamento da coluna, foram restritas as atividades. Então eu não posso nadar, nem caminhar, nem nada. As sessões iniciam amanhã (fisioterapia, que meu lindo plano de saúde só autorizou depois que minha licença tinha acabado), o que é um avanço importante no problema da coluna. Preciso agendar o retorno ao ortopedista ao final desse período, levantar de meia em meia hora da cadeira. Alongamento também é importante. Sem atividades físicas durante os próximos 14 dias, então.
E a dieta?
Bem... Como é que eu posso dizer pra vocês. Eu já comi muito pior que hoje em dia, e não foi fácil cortar o queijo, nem as diversas guloseimas que povoavam esse corpo. Romper com a prática de almoçar em restaurantes ajudou muito na hora de fazer escolhas decentes, e como vocês podem ver, meus almoços costumam ser frugais e com abundância de legumes, grãos, carnes magras e etc. Costumo jantar sopa ou sanduíche, lanchar 2 porções de fruta mais uma de algo mais substancial (um biscoito, um cereal, etc). Dias de semana aqui na repartição eu bebo 1 xícara de chá todos os dias, após o almoço. Então como pode?
Bem... pode. Sou uma das pessoas mais ansiosas que já conheci. Quando quero me sentir bem, confortada, tranquila, não há remédio melhor que uma tigela de spaghetti com molho sugo e parmesão ralado por cima. Ou uns dois sanduíches, assim, de um golpe só – é uma maravilha para me acalmar! Escrevo isso com um pão de queijo entre os dedos, e sabendo que tem mais um na lancheira, e que quero muito comê-lo. A despeito de todas essas boas iniciativas, eu como muito, muito mesmo quando estou ansiosa, entediada, sem ter o que fazer ou outro motivo nada nobre. Quando bebo álcool, tenho necessidade de comer algo salgado junto; quando estou de ressaca, preciso muito de um prato enorme de comida quente e confortável. Quando vejo a novela, adoro comer um brownie ou coisa do gênero, e quando chego em casa às 17h10 é um verdadeiro incêndio, eu morro de fome, e preciso comer um saco de salgadinhos (orgânicos) enquanto preparo o meu jantar, o qual degluto menos de 1h depois. Obviamente, lá pelas 21h eu já estou com fome novamente, e quando Wal chega em casa e se serve de um misto quente com café, me dá um impulso quase irrefreável de preparar um para mim também. Certas noites resisto... outras não.
Salada é algo que não tenho nada contra nem a favor, mas não houve nunca na história dessa dona de casa um pé de alface que não tenha sido descartado em sua grande maioria, por não ter lembrado de consumi-lo. Tenho mania de pratos únicos, e nunca lembro de preparar uma salada junto. No frio, não suporto pensar numa folha de alface. As frutas são consumidas com facilidade, eu gosto, faço diariamente, mas gente, de verdade, não considero como alimento que alimenta, sabe? O que alimenta, mesmo, é um maldito prato de macarrão!
Minha dieta, portanto, precisa levar em conta minha restrição alimentar, minha restrição orçamentária e meus hábitos. Eu já tenho o hábito de planejar o menu da semana, pois ele me ajuda a planejar a lista de compras (oi, a louca das listas voltou!). Mas geralmente eu foco no almoço, e deixo o jantar para pensar na própria noite, quando, teoricamente, terei mais tempo e disposição para isso.
Vamos encarar o seguinte: isso não é verdade. Eu chego em casa molenga, e é comum eu não querer fazer nada, me contentar com uma baguette e deixar para pensar no almoço do dia seguinte outra hora. Uma vez por semana eu tenho reunião, e a noite livre fica ainda mais encurtada. Por isso, eu preciso tentar antever esses momentos.
Sempre que estou animada na cozinha procuro cozinhar as coisas em porções maiores, para que eu possa congelá-las e lançar mão delas nesses momentos. Tenho em meu congelador salmão assado, purê de batatas, carne refogada, burritos, bolinhos de mirtilo, arroz de brócolis, arroz integral já cozido e arroz de sete grãos também já cozido, sopa de abóbora e purê de beterraba. Mas isso é pouco; preciso ter jantares completamente prontos, almoços completamente prontos para os dias de pouca inspiração, e principalmente, lanchinhos prontos para quando a minha vontade de devorar um pacote de salgadinhos antes do jantar me assolar.
Há tempos não assumo isso, mas, como estou me propondo a ir a fundo nas mudanças, me pesei hoje para poder confessar: eu peso 71,350g, o meu auge de sobrepeso (semana retrasada eram 72kg, mas vocês me entenderam). Tenho 1,71m de altura e uma aparência esteticamente magra, de pernas e braços compridos, mas a verdade é que meu rosto, redondo por natureza, está muito mais cheinho, e minha cintura, roliça. Há uns 10 anos atrás, eu pesava 10kg a menos, e já achava que algo estava errado com meu corpo. Bem, claramente não tinha nada tão errado assim, mas eu preciso me conscientizar do seguinte: o limite do aceitável em termos de sobrepeso é esse atual, e se eu seguir numa dinâmica de 1kg ao ano, daqui a 10 anos serei personagem de ópera! Não dá!
Como o post já está longo assim, a gente fica com o terceiro dia como o diagnóstico do caos: Thais come demais, impulsivamente, embora cometa uns acertos aqui e ali. Não quero ser magérrima, nem nada parecido com isso. Mas eu não quero esses kilos: quero 11,350kg menos.
Enquanto as atividades físicas seguem suspensas, vou tentar organizar maneiras de prever esses 'incêndios', essas horas que percebo que, se não comer, o mundo vai acabar. Ontem, por acaso, descobri uma pequena saída: trouxe um burrito de lanche e deixei para comer só 16h30, porque me distraí no serviço. Comer naquele horário algo mais sólido me deixou mais calma, e ao chegar em casa, pude realizar uma série de atividades antes de comer o meu jantar, já às 20h. Fica combinado, então, que 16h30 é um bom horário para um lanchinho mais reforçado!
Que por sinal vai ser aquele outro pão de queijo que não consigo esquecer. Mas agora, para relaxar, vou cumprir meus 30min de levantar, e vou comer uns morangos que trouxe para ajudar no processo...

Dia 2: o deslize


Bem, como hoje já é dia 4, preciso atualizar os primeiros 4 dias. No começo é uma maravilha, milhões de assuntos, ideias sobre o que escrever... espero ter 57 idéias boas para postar!
Na segunda-feira, dia 02 de julho, saí de casa decidida a tomar uma série de providências para a implementação ultra bem sucedida de meu projeto! Queria postar sobre ele, colocá-lo em ação, e como eu amo uma segunda-feira, estava muito animada!
Mas... eu acordei com uma crise de enxaqueca. Eu e minha mãe fomos juntas tomar o desjejum em Jurerê Internacional, e eu passei na farmácia para comprar meu remédio (obviamente, gastos com medicamentos estão liberados em caso de necessidade). Esmaltes da Revlon em promoção – custavam R$13,00! Como minha mãe estava ali, e me deu o esmalte, nem chego a categorizar como um deslize, mas que eu não precisava dele, isso lá é verdade também. O problema foi depois.
Depois do café com misto quente, analgésico e de arrumar malas, peguei meu carro e ia indo para casa, mas eram cerca de 13h e eu precisava almoçar. Analisei mentalmente meu espólio de comida, e percebi que em casa não havia nada fácil de preparar ou que me ajudasse a superar a crise de enxaqueca com o peso do estômago depois desse café. Eu sabia muito bem o que eu queria naquele calor: comida fria, escorregadia, saborosa, leve. Eu queria sushi. Não tinha mais salmão no congelador, então pensei: passo no mercado e compro o salmão, salmão é ingrediente e não comida pronta, fica tudo dentro do combinado!
Mas o que eu posso dizer pra vocês? Nas segundas, os mercados ainda não repuseram determinados ítens de suas prateleiras. Nada de salmão, nem fresco, nem congelado. Nada de bandejinhas do Myoshi já prontas para consumo (o que já era uma pequena transgressão). Mas eu comecei a me sentir mal, com calor, abandonei a cestinha de compras, e saí. Passei no meu fast-japonês favorito, que fica ali mesmo na praça de alimentação, comprei R$15,00 de sushi, ganhei duas bananas carameladas de brinde e fui pra casa.
Feio, muito feio.
Como justificativa, ou como castigo, não fiquei bem o resto do dia. Tive ânsia de vômito e fraqueza, e fiquei imprestável. Nada de blogue sabendo do projeto. Nada de preparar minha volta à repartição ou mesmo de fazer o que precisava para ter uma semana tranquila.
O primeiro deslize a gente nunca esquece!

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