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Thursday, June 28, 2012

Confissões inconfessáveis

Então, dileta audiência. Amanhã, Thais faz anos novamente. Oficialmente, 25. Segundo o RG, 28. Depois que fiz 25, não consegui lidar bem com o fato de que estou mais perto dos 30 do que dos 20, e por isso sigo dizendo que faço 25. Até fazer 30. Mas como quase ninguém lê meu blog, confesso para vocês minha verdadeira idade. Não espalhem!
Segundo a astrologia, aos 28 anos a pessoa dá a volta em Saturno ou coisa do tipo; me divirto com o horóscopo e não acredito mais nele, mas dizem que é o ano de grandes transformações na vida das pessoas. Bem, a primeira metade do ano não transformou quase nada: estou no mesmo emprego, emperrada com o mestrado, nenhum fato notável. Gradualmente, estou descobrindo o ponto de equilíbrio das minhas finanças, da minha saúde, da minha dieta, da minha tolerância às drogas (lícitas), e das minhas relações.
Resolvi comemorar no sábado, embora o dia seja sexta-feira. Enquanto encaminhava o e-mail convidando, relutei entre convidar genericamente todas as pessoas, ou convidar somente aquelas que importavam. Mas meu senso de educação (ou de obrigação) me fez chamar todo mundo. Sabe o que é engraçado? Até hoje, só confirmaram as 6 pessoas que importam, apesar de eu ter chamado 21 pessoas. Eu preocupada em ser educada, convidei pessoas que sequer recusam o convite, embora eu tenha pedido que o façam, para poder programar melhor a festa e as compras. Elucidativo esse momento.
No meio de gente que não importa, gente que importa sequer se dignou também. Mas resolvi tornar essa mágoa um detalhe insignificante, porque vou manter meu equilíbrio. E sei quem são as 6 pessoas de quem não posso esquecer o aniversário, nem qualquer momento, bom ou ruim, para estar ao lado delas.
Eventualmente, me sentiria sozinha, mas hoje noto que nunca estive realmente assim. Cada qual a seu tempo, tive sempre cerca de meia dúzia de cartas na manga, no baralho... E sinto-me feliz por isso.
Acho que meu aniversário vai passar suave, como tem sido nos últimos anos, porém alegre, como também tem sido. Sem crises, porque com exceção da crise de superprodução do capital, não aceitarei mais nenhuma em minha vida.
Maior ganho desse último período: rompi com a tristeza, com o peso, e com as crises. Estou genuinamente ocupada me agradando, me mimando. E cada vez que algo me entristece, troco imediatamente essa imagem por outra que me tranquiliza: um mergulho profundo em águas claras num dia de sol. Curiosamente, tenho mergulhado pouco em minha imaginação, porque eu fiz uma opção muito séria algum tempo atrás: não admito nada menos que ser feliz!
E o que for pequeno, vai ficar exatamente do tamanho que é.

Wednesday, June 27, 2012

O que me irrita de graça

Certas profissões, certos trabalhos, reflexo de uma série de flexibilizações, capitalismo em sua fase regressivo-destrutiva e tudo mais, de fato, fazem com que o ser humano regrida. Empregos em que a padronização é alta, os processos são infinitas vezes repetidos, e tão desprovidos de empenho intelectual que findam por tornar as pessoas mais encaixotadas do que nunca. Os atendentes de call center são um exemplo que sempre me impressiona. Como eles têm tudo pronto, as frases, as perguntas, as respostas, o tempo estimado da conversa, se você tentar inverter o processo, não vai conseguir.
Semanalmente eu ligo para a mesma central de táxi. Ele pede meu nome, meu endereço, eu aviso que sou funcionária da repartição, ele pergunta se vou pagar com voucher, eu digo que sim, ele pergunta se eu tenho, e me manda o táxi.
Eventualmente, tentei iniciar a conversa dizendo tudo isso pra ele:
- Bom dia, preciso de um táxi aqui em tal lugar, estou com o voucher da repartição.
- Qual o nome?
- Thais.
- Endereço?
- xxxx. É da repartição.
- É voucher?
- Sim.
- Precisa que ele leve?
- Não, eu já tenho.
- Só aguardar!

Não adianta. Por mais que ele tenha recebido todas as informações no início, ele só as processa quando as pergunta, sempre nessa ordem.
Que chato, não?

Friday, June 22, 2012

O que tem pro almoço? Carne com cogumelos

Como viajei muito, fiz poucas refeições em casa. Estou me especializando nos planejamentos de menu para a semana, e em direcionar as compras da feira e do mercado para isso. Apesar disso, ainda cometo alguns deslizes  - por causa de uma mísera receita, compro determinado ingrediente e depois que uso, ele fica lá, me olhando com cara de ué.
Dia desses comprei uma bandeja de endívias, que custa caro, mas eu queria fazer 'barquinhos' de ricota com parmesão (hora dessas socializo a ideia, que é ótima e bonita), e depois de três semanas elas jaziam na bandeja, já num processo avançado de decomposição. Salvei seus miolos e inseri nessa gororobinha deliciosa, que comi misturado com cerca de 3 colheres de sopa de arroz de 7 grãos, que eu tinha pronto e descongelei para ter carboidrato nesse almoço.

Carne com cogumelos, então:

100g de carne bovina picadinha
100g de cogumelos frescos (era o shiitake ostra)
1/2 xícara de vinho tinto
1 colher de sopa de shoyu
1/2 cebola roxa em pétalas
cerca de 200g de endívias fatiadas
cebolinha verde a gosto

Refogue no shoyu as cebolas por cerca de 2min. Adicione a carne e deixe que libere seus sucos e que o molho engrosse um pouquinho, coisa de 7min. Adicione os cogumelos, o vinho e deixe que evapore e apure. Adicione então as endívias quando estiver bem xaroposo, e desligue o fogo. Não há necessidade de sal, porque o shoyu é bem salgado. Decore com as cebolinhas e bom apetite!

Thursday, June 21, 2012

Sítio do Picapau Amarelo

Comentei alguns posts atrás que eu ia mostrar as fotos e falar do passeio fofinho que fiz já no feriado, algumas semanas atrás. Acabei de descarregar a câmera!
Eu não sabia, mas perto de SJC tem diversas cidadezinhas minúsculas e muito gracinhas, que parecem cenário de Projac. No sábado do feriadão, a gente foi naquela direção para descobrir uma nova cachoeira. Mas no caminho, tinha um município: Monteiro Lobato. E a gente parou pra beber água numa barraquinha que vendiam diversas Emílias, e a moça da barraquinha nos ensinou a ir até o Sítio, aberto a visitação. A gente foi.
Infelizmente, minha geração se criou vendo Xou da Xuxa (que eu adorava) e já não assistia mais o Sítio. Lembro vagamente de algumas reprises aqui e ali, e depois a Rede Globo fez um remake. Eu li Reinações de Narizinho e mais algumas coisas, mas não a obra completa. Dia desses me mostraram o texto de um antropólogo criticando o racismo auto-declarado de Monteiro Lobato, que trocava cartas com seus contemporâneos achando um absurdo que aqui no Brasil não se formasse uma Ku Klux Kan. Se for verdade (não sei, mas tendo a achar que é), é uma merda. Ele também fazia uma análise literária dos personagens que faziam as aventuras e os que eram secundarizados e cometiam deslizes, geralmente os negros. Cita algumas passagens horríveis, enfim. Não tenho certeza. Como li pouco, não tive uma leitura crítica; só lembro do casamento da Narizinho no Reino das Águas Claras, e de como minha imaginação voava imaginando aquele reino fantástico.
Bem, o Sítio é onde residiu Monteiro Lobato e sua família, e serviu de inspiração para toda sua obra. Antigamente era parte do município de Taubaté, mas agora é independente, há alguns anos. A fachada (que eu esqueci de bater foto!) é exatamente igual à dos programas, bem larga e com cadeiras para se sentar. A casa, como vocês podem ver nas fotos, era enorme, cheia de quartos, ainda com muitos objetos antigos e encantadores!










A cachoeira, que inspirou o casamento de Narizinho, fica dentro do quintal, caminhando 5 minutinhos pelo gramado. Não é muito grande, como vocês podem observar nas fotos, mas quem tem o luxo de ter sua própria cachoeira no quintal?
O lugar é um encanto! Casas antigas, no meio de sítios tão bonitinhos, sempre me encantam! Sábado foi o primeiro dia de sol de um feriadão chuvoso e frio, e foi a maior felicidade poder ficar com o sol no rosto.


O passeio pelo sítio custa R$5,00 por pessoa e você faz a visita guiada pela casa, depois gasta o tempo que quiser, inclusive no quintal - as crianças adoram, é cheio de bichos.
Chegamos num dia de outono, e achei a árvore tão característica da estação do ano que não resisti e fotografei, mesmo sem contexto. Aliás, minhas fotos agora percebo que ficaram meio sem sentido, mas na hora estava tão encantada com a visita que não percebi que fizera registros meio toscos!







Wednesday, June 20, 2012

Notícias da coluna: Thais em seu sabático!

Depois de inúmeras dificuldades para agendar médico, exame e retorno médico, ontem encaixei meu retorno de posse do exame entre o trabalho e uma viagem a trabalho. Coisa simples, ele veria a radiografia, me passaria o tratamento e eu iria embora com as orientações necessárias.
Resultado:15 dias de licença médica. 10 sessões de fisioterapia, repouso da posição sentada (que me deixou assim), e depois vamos discutir o resto. Proibida de voltar a natação e qualquer outra atividade física enquanto estiver em tratamento.
Fiquei um pouco surpresa com o afastamento, mas vou cumprir. Quem sabe com esses 15 dias em casa, o mestrado não desencanta?

Monday, June 18, 2012

Eu recomendo: ver uns filmes pra variar

Ontem fui com minha esposa, Wal, ver os curtas e o longa da noite do FAM. Há anos eu frequento o FAM, desde o tempo que era realizado no CIC, e sempre saio de lá com as ideias renovadas. Não raro, os curtas que fazem mais sucesso lá, poucos meses depois estouram em outras premiações. Tem muita coisa boa, muita coisa boa mesmo.
Sempre fico meio receosa com esse negócio de curta, mas a verdade é que depois sempre saio feliz por ter assistido. Algumas ideias podem, sim, ser transmitidas em coisa de 15min.
Ontem eu vi três: o Estrangeiros, documentário sobre os surdos e seus desafios, alguns resolvem aprender a falar para se virar melhor no mundo, outros não consideram essa uma opção - eles disseram que sua primeira língua não é português, é LIBRAS. E falaram sobre como alguns não querem se comunicar oralmente, sobre como se cansam e se angustiam. O documentário é impactante, mostra uma realidade muito diferente da nossa, ouvintes: num mundo totalmente visual, eles se comunicam e se identificam como surdos, dizem que vivem no mundo surdo, e que passaram a ter identidade quando se assumiram enquanto surdos. Dá uma angústia profunda assistir um documentário quase todo em silêncio, dá vontade de gritar. Alguns momentos são engraçados, mas na maior parte do tempo, é dramático e impressionante. Foi meu preferido!
Assisti ainda outros dois de ficção, um sobre um alcoolista e outro sobre o cangaço. Não eram lá grandes coisas, tanto que puxo para lembrar e mal consigo.
Assisti o longa argentino O último Elvis, filme sobre um operário que era cover do Elvis na noite, e que perseguia o seu papel. Vivia como ele, chamava sua ex-esposa de Priscila, e teve uma filha que chamou de Lisa Marie. O filme aos poucos vai se tornando clichê, e o final você adivinha na primeira meia hora, mas tem momentos tocantes e dubiedade, é difícil saber se você sente afeto ou desprezo por aquela figura tão fora da realidade.
Se não me falha a memória, os filmes são inéditos, e por isso tem de um tudo; coisas boas, e coisas não tão boas. Quem mora em Floripa pode prestigiar e dar mais opinião!
Obs - é tudo de graça.

Saturday, June 16, 2012

Tirando a poeira: fui pra balada

Em um momento praticamente inédito nos dias de hoje, me rendi aos apelos da Wal e depois de ter passado a sexta inteira em casa, alternando entre a cama e o sofá, achei que tinha repousado esse corpinho o suficiente para poder ir numa balada. Fomos na Cervejaria Original de São José, perto de nossa casa, numa noite sertaneja (sim, esse é só mais um de meus gostos duvidosos: sei cantar a ampla maioria das músicas sertanejas). Paguei caro pra entrar, aliás, odeio pagar pra entrar num lugar. Ainda mais se a oferta é passar a noite de pé, com pessoas me empurrando, com música alta, com bebidas caras, e filas nos banheiros. É pra isso que me cobram entrada? Tem gente que diz que isso é pra 'selecionar' o público. Tem algo mais boçal que cobrar caro uma entrada para 'selecionar' quem vai? Me manda preencher um formulário em casa pela internet e põe lá dentro pessoas com perfis semelhantes, que pago contente! Loiras bonitas em excesso desfilam na frente de homens barrigudos, semi-calvos, com ares de mofa e escolhendo à vontade qual loira vão levar por aquele dia. Casais, mais loiras bonitas acompanhadas de caras que pra mais ou menos têm que perder uns 10kg. Música sertaneja, drinques caros, pouco espaço, e gente que pra dançar acotovela os outros.
Menos de 3h depois  meus pés berravam por socorro (se perguntando, caso pés pensem, porque eu os odeio tanto e os enfiara naquele sapato de salto tão apertado), e eu, tinha perdido o bom humor. Paguei R$45,00 por dois drinques (um Belini e um Sex on the Beach) e a malfadada entrada. Parte boa: R$8,00 o táxi, nada como não ter que sair com o carro, preocupada com o que fazer com ele.
Quem sabe mês que vem me atreva de novo. Não foi a pior, mas tampouco a melhor experiência que já tive.

Friday, June 15, 2012

Dia dos Namorados

Então como já mencionei há vários anos, eu não curto. Nem nenhuma outra data comemorativa cuja obrigatoriedade de presentear, ser feliz e fazer tudo bonito nos seja imposta. Odeio todas. O que vem a ser uma páscoa para uma pessoa que odeia ovo de chocolate da Nestlé, feito eu? Ou um Natal, para uma pessoa que odeia calor com peru assado? Todo Dia das Mães ou dos Pais é um novo estresse, afinal eu preciso me mostrar presente e isso pressupõe viagens, sempre quando tenho compromisso. Sobre o aniversário dos outros, fico muito irritada com essa mania das pessoas comemorarem no dia de semana, sem preocupação nenhuma com a vida dos outros, o cansaço e correria que isso gera. Em vários costumo não ir, aliás. Dia dos Namorados acho ainda mais artificial e custoso, essa imperiosidade de ser romântico, de transar, de presentear, de ser tudo diferente e especial. Além de considerar a data banal, sem história, sem nada.
Como não sou comum, obedeço à maioria das regras sociais relacionadas a essas datas, ainda que de má vontade; se eu puder fugir, viajar, arrumar um plantão ou coisa do tipo, sempre o farei. Mas não darei uma de militante contrária às datas comemorativas, rompendo com as pessoas que gosto que são adeptas da prática, porque apesar de um saco, não fere meus princípios nem minha autonomia. Só acho imbecil.
Perto do Dia dos Namorados, arrumei um namoradinho; não um namorado daqueles que oficializa com um pedido, um namoradinho. Que estava todo empolgado por causa do Dia dos Namorados. Disse que ia me presentear, lembrou da data, claramente reivindica a data. Achei aquilo engraçado e não dei muita atenção, até porque moramos em cidades diferentes (lucky me!), mas ele me deu um presente alguns dias antes. Não como Dia dos Namorados, ele me deu uma coisa para eu lembrar de um passeio que fizemos (vou mostrar o passeio e a coisa!). Esse objeto, artesanal (um boneco de pano), custou R$25,00. Eu sei porque compramos juntos na hora. Com esse valor, via de regra, eu não consigo comprar presente para os outros, e ainda mais quando é namoro, a gente costuma gastar mais. Depois daquele presente fiquei matutando que com R$25,00 não se compra nada legal. Mas eu adorei meu presente de R$25,00 e lembrei de inúmeras coisas que eu comprei por valores similares. Já que a data é comercial, mas todo mundo quer comemorar, resolvi fazer um esforço e pensar no que eu compraria com R$25,00. E tive boas ideias!
Para começar, rompa com o negócio de ir ao shopping. Lá é tudo bem mais caro, oficial, com marcas que costumam custar mais. Olhe com mais carinho para o centro da cidade: lá é o paraíso das bugigangas, das pechinchas, dos presentes legais!
Para as meninas, resolvi postar uma foto pessoal; nela contêm coisas que comprei na primeira vez que fui para Tubarão, no centro da cidade: um cachecol, dois colares, um kit de pulseiras, uns esmaltes. Bijuterias (aquelas lojinhas cheias delas) vendem milhões de todos os preços e tipos: cada colar custou R$9,00, e o conjunto de pulseiras custou R$8,00. Tem pares de brincos mais caros ou baratos que isso, discretos, de metais, de pedrinhas, de pérolas, de materiais naturais, enfim. Alguma deve ser do gosto de sua namorada! Ainda dá para montar um conjunto que se combine entre si, de brincos e colarzinho, ou comprar um cachecol (esse custou exatos R$25,00), tudo isso vende lá.

Ainda para mulheres, lojas do tipo O Boticário costumam ter linhas e produtos mais populares, kits mais baratos e que são um sucesso. Se a menina gosta de maquiagem, e você puder estourar o orçamento, o kit de pincéis está custando R$32,99. Mas se não puder, compre um dos batons, quase todos custam na faixa de R$15,00. Ainda dá pra juntar com o brilho labial de R$10,00 e tem conjuntinho dentro do valor! Os cremes para mãos custam cerca de R$20,00, os esmaltes são bonitos e custam cerca de R$10,00 (eu, a louca dos esmaltes, adoro ganhar um diferente de presente). Tem os sabonetes em barra ainda, juntando dois e um creme para as mãos, por exemplo, acho que fica mimoso!
Tudo isso é bugiganga, bagulhinhos, mas eu particularmente não posso ver uma. Ficaria feliz e usaria. Concordo que para as mulheres tem mais "opções"; mas com R$25,00 eu compraria para um namorado um livro daqueles da L&PM ou outra editora que faça livros versão pocket; a maioria dos livros do Machado, já encontrei os contos do Tchekov, as poesias de Neruda, O Processo do Kafka, Admirável Mundo Novo do Huxley... Só para exemplificar com literaturas que eu adoraria ganhar e presentearia sem medo. Sem fazer feio.
Uma barra de chocolate Lindt (chocolate suíço decente, muito melhor que a caixa azul da Nestlé) custa cerca de R$12,00. Eu formaria um kit de barra com alguma balinha ou bombom diferente por esse valor. Com R$25,00, eu compraria uma garrafa de vinho razoável. Biscoitos amanteigados importados podem custar cerca de R$15,00 a lata ou caixinha, e alguns são uma delícia!
Taí, acho que daqui por diante vou convencionar R$25,00 a média do valor dos presentes que vou dar. Sobre o Dia dos Namorados, me mantenho reticente; mas não faço disso a batalha de minha vida, como vi muita gente fazer pelo facebook. Mais chato que quem reivindica o dia, é quem fica criticando quem o faz, considerando-se muito mais crítico e com visão mais apurada que os outros por isso.
Comam um chocolate Lindt e não me incomodem!


Voltei mais uma vez

Passei a semana toda na aprazível localidade de Chapecó/SC, fazendo um workshop pros cálega de repartição daquelas bandas de lá. Eu nunca tinha ido para lá, mas não tinha motivos para estar animada, uma vez que iria de ônibus leito porque o aeroporto do local vai passar 3 meses fechado. Também tinha uma ideia de Chapecó como o bom e velho oeste catarinense onde as pessoas andam de bombacha e a cavalo no meio da cidade, e que nunca ouviu falar de sushi.
Wal, minha hoomie, me avisou mil vezes que era preconceito meu, e que Chapecó tinha um monte de coisas. Ainda sem acreditar, fui porque não me mando, quem paga minhas contas me mandou ir.
De fato, a cidade é simpática, e até tem sushi (embora longe de ser o melhor), as pessoas embora meio campeiras no sotaque e nas maneiras, se vestem como civis e são muito educadas. Fiquei num hotel bem no centro, e era razoável. Óbvio que nunca moraria numa cidade tão longínqua por livre escolha, mas Chapecó tem uma estrutura mínima para o caso de precisar. Deus ajude que eu nunca precise!
Sobre o workshop, conheci palestrantes e profissionais muito bons de lá, e queria matar os coleguinhas do oeste. Como pode a gente se reunir todos, num grupo de 25 pessoas, todos gestores e tudo o mais, e precisar pedir silêncio na hora da palestra? Gente que já não tem mais cabelo ainda se comporta como se no Ensino Médio, e isso me irrita. Meu lado educadora há tantos anos enterrado sobressaiu, e dei bronquinha neles. Confesso, eu dei. rs
De brinde, voltei com a coluna mais em pandarecos do que nunca; estou folgando hoje devido ao fato, e vendo o que rolou na internet todos esses dias - porque Chapecó até tem internet, mas eu não tinha tempo...

Sunday, June 10, 2012

Eu recomendo: geleia caseira (mesmo com frutas tristes)

Bato foto de tantas coisas que depois nem lembro o que tenho. Essa geleia de uvas eu preparei em menos de 20min para comer no café da manhã e rendeu três porções (sobre três torradas, portanto). Andei comprando uvas demais e as esqueci na geladeira. Quando fui averiguar o estado delas, vi isso aí que vocês estão vendo. Ao morder uma, no entanto, apesar da aparência meio tristonha, o sabor estava preservado. Resolvi parar de brincar com a sorte e dar um fim digno a elas. Aí tem menos de um cacho, que foi o que salvei. Já fiz isso também com morangos, pêras e maçãs. Não sei como ficaria com frutas que amargam dependendo do processo, como laranjas e limões. Mas com as supracitadas, o estrago é grande!

Geleia caseira de uvas

1 cacho de uvas, cortadas ao meio e sem sementes (mas com casca)
100g de açúcar cristal orgânico
100ml de água


Mais simples impossível: na panela de cobre (a ideal para fazer doces e compotas, mas acho que pode ser numa comum), fogo baixo, misture tudo e vá mexendo, até restar um líquido espesso, brilhante, mas ainda mais líquido que as geleias industrializadas (coisa que nunca serão, afinal, não contêm pectina). Guarde num potinho esterilizado depois de fria, na geladeira. Sobre validade não posso dizer nada, afinal, consumi tudo de uma vez só.

Eu recomendo: massa fresca, para variar

Meu feriado foi maravilhoso. Adjetivo nenhum seria melhor encaixado nesses 3 dias junto de pessoas de quem eu gosto, passeando por lindos lugares, comendo coisas deliciosas, bebendo, conversando, olhando a chuva fina e gelada pelo lado de dentro das vidraças do carro. Hora dessas tento relatar pormenorizadamente como foi a viagem (sempre digo que vou fazer isso, mas nunca faço. Como ninguém cobra mesmo, deixa assim,rs), mas hoje resolvi falar daquele jantar de sexta que vou demorar muito para esquecer. Se é que vou esquecer.
Tínhamos decidido jantar uma massa, e tentamos uma cantina na Vila Madalena, mas era cedo e ainda não tinha aberto (oi, meu nome é Thais e eu não almocei, mas queria jantar às 18h!), então a gente foi lá pro Bixiga. Percorrendo as ruas cheias de cantinas, íamos espionando o ambiente das cantinas (se parecia acolhedor, se tinha cheiro bom, se era quentinha, se já estava aberta), e os cardápios, por causa do preço. A que apresentava melhor custo-benefício era essa Conchetta, que têm duas na mesma rua. Comemos na que fica ladeira acima. Analisando o cardápio rapidamente, tinham massas para duas pessoas a R$45,00, o que nos pareceu muito justo e pagável. Então sentamos, e enquanto nos enrolávamos analisando o cardápio, um garçom de meia-idade, esperto e paciente, começou a dar suas dicas, nos serviu um couvert (que sempre é pago), e nos disse que pegássemos apenas um prato de massa para começar - se precisasse, pegaríamos mais um prato ou meio. Também nos deu o vinho da casa para provar, e nos disse que pegássemos logo a jarra inteira e não a meia, e opinou sobre o molho que deveríamos comer. Escolhi um fetuccine a bolonhesa, mais simples impossível, mas sabia que tinha potencial. Mal sabia eu.
Sobre o couvert, no fim a gente comeu uma versão simplificada, um prato fundo com fatias de pão rústico, com sardella, uma espécie de maionese de alho e uma ricotta muito fresca. Nem deveríamos ter comido, porque chegou poucos minutos depois um marinex gigantesco, cheio de massa - a modesta porção para duas pessoas. Sobre aquela massa leve, como nunca comi na vida, fininha e que se derretia na boca, um molho a bolonhesa sem mistérios, mas muito saboroso. E um queijo ralado que não era parmesão, mas também não sei dizer qual era - era macio, branco e flocoso, mas não úmido feito mozarella de búfala, era mais seco. Mas quando jogado sobre a massa quente, viravam flocos de neve, derretidos de uma maneira linda e saborosíssima.
Apesar de leve, uma porção te deixa pesado - e foi difícil repetir. Até para mim, uma glutona sem precedentes. Quatro adultos não deram conta dessa massa para dois, e fomos embora de barriga cheia e lembrando da leveza da massa. Apaixonei.
Apaixonei mais ainda ao pagar a conta, porque com o vinho, a água e o couvert tudo ficou em R$22,00 por pessoa, e pelo macarrão ainda poderia ter comido mais uma. Foi uma experiência gastronômica ótima, o garçom era um fofinho, todo matreiro, brincalhão.
Aí o mais curioso, quando estava quase indo embora: olhando as fotos históricas que ornam as paredes do lugar, me deparo com uma foto de um cliente famoso. Ninguém menos que o Papa Bento XVI já comeu lá! E com aquelas roupinhas de papa!
Achei muito apropriado para um feriado católico: jantei no mesmo lugar que o Papa!
Então caso alguém seja de São Paulo ou passe por lá, recomendo ir num grupo (porque num casal não há quem aguente) comer uma massa fresca na Conchetta! Põe qualquer Barilla no chinelo!

Thursday, June 07, 2012

Oba! É feriado!

Segundo as previsões, vamos ter chuva e frio o tempo quase todo em São José dos Campos, mas não importa; também vamos ter água potável, chuveiro novo, suco de maçã, tangerinas (das azedas!as pequeninhas!) e bananas. Acabei de saber disso pelo telefone :)
Devo restabelecer contato com o mundo novamente só lá por domingo, então, viva a Igreja Católica e seus feriados non-sense, eu vou viajar!

Tuesday, June 05, 2012

Outro conselho: se organizem


 Hoje, a despeito do tempo cinzento e frio, não chovia. Coloquei o celular para despertar às 7h45, mas só consegui levantar às 9h (culpa do analgésico que tomo pra coluna). Aboli o banho matutino sempre que tomo o noturno nesses dias frios, e fui colocar as lentes, me trocar, comer minha meia papaya de todos os dias. Verifiquei todos os papéis que precisava dar cabo nos meus compromissos pessoais, arquivei as contas pagas, limpei toda a pia (Wal é muito boazinha, mas muito bagunceira também), preparei a lancheira para hoje. Recolhi todos os sacos de lixo, e com uma sacola de pano, os lixos e 15 reais no bolso, desci as escadas. Joguei meus lixos fora, fui para a feira que fica na pracinha da frente de meu prédio, sabendo de antemão que faltavam cenouras, tangerinas, caquis e morangos. Comprei essas coisas, mais o gengibre, uma papaya e voltei para dentro de casa. Eram 9h30. Comi uma fatia de pão de cenoura com tomates confit, manjericão e flor de sal. Arrumei a sala, arrumei a geladeira, arrumei minha bolsa, a pasta com os objetos de viagem, conversei rapidamente com Wal pelo facebook, pus o pretenso jantar a descongelar, carreguei o celular cuja bateria estava no último risquinho, fiz a cama, dobrei os pijamas, comecei a arrumar a mala do feriado... e eram 10h20! Nos últimos 20minutos em casa, sentei no sofá, vi bobagens pela internet e coloquei o crachá no pescoço. Hoje declarei minhas despesas de viagem, atualizei meus relatórios, almocei um lindo almoço sem atropelos e deu tudo certo! Fiz todas as ligações pendentes do mestrado, passei e-mail para O Orientador, para A Secretária do Programa, falei com o pessoal da loja que precisa arrumar as gavetas do meu armário!
Sabem porque?
Porque anotei tudo, e conferi minhas anotações!
E porque não choveu também...

Fofurices no ônibus

Gente, eu odeio viajar a trabalho, ainda mais de ônibus. Odeio porque sempre vou parar em localidades ermas, sem grandes vestígios de civilização, um horror. Os ônibus sacolejam e demoram, nunca estou sozinha nos bancos, enfim, um suplício. Mas na última sexta-feira, quando eu voltava de Tubarão, viajei ao lado dessa velhinha super descolada viajando de All Star e com o pézinho no vidro! Gente, olha que delicinha ver uma velhinha fofa dessas!
Na verdade, elas estão cada vez mais comuns, sempre nos ônibus encontro grupos de velhinhas (engraçado, sempre as mulheres) viajando por aí. Vão super animadas, conversando e causando desordem com suas bagagens, suas dificuldades para identificar as poltronas e outros desafios do tipo. Quero um dia ser assim, livre pelo mundo!
Mas não em Tubarão. Em Nova Iorque, Buenos Aires ou no Rio, combinado?

O que tem pro almoço? Salmão e batatas assadas

Não faço a menor ideia do teor calórico desse almoço, mas provavelmente é alto. Só que num dia feito hoje, em que faz um frio de cortar os pensamentos, a opção era uma massa bem cheia de molho e queijo, ou um assado substancioso feito esse. Me confortou e muito essa comida, ainda que minha obsessão por comida japonesa tenha resistido a assar esse pedaço de peixe. Hesitei entre misturá-la com cream cheese, arroz e alga ou o almoço. Ainda bem que optei pelo almoço: foi uma delícia!

Salmão e batatas assadas

1 batata inglesa média
1 posta de salmão (coisa de 100g)
5 ervilhas-tortas
1 colher de sobremesa de alcaparras
1 colher de sopa de champignon em conserva
100g de manteiga
1 cebolinha verde picada
sal e pimenta a gosto

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Ferva água numa panela e corte suas batatas em rodelas. Lave as ervilhas e tempere o peixe com o sal e a pimenta (limão também é digno, mas não usei ontem). Quando a água tiver fervido, coloque as batatas e as ervilhas nela, por coisa de 8-10min. Retire os legumes com uma escumadeira e use essa água para risotto, sopa ou o que lhe convier. Pegue um refratário de vidro (esse foi ao forno e veio à repartição depois), e faça uma "caminha" com as batatas. Disponha o salmão por cima, e adicione pedacinhos da manteiga pelo peixe e pelas batatas. Moí mais pimenta e sal grosso sobre as batatas e deixei 30min no forno. Ao final desse tempo, já com o forno desligado, refoguei em manteiga as alcaparras, os cogumelos e as ervilhas por cerca de 3min. Ao final, com o fogo já desligado, adicionei a cebolinha. Tirei o peixe do forno e joguei o "molhinho" por cima e deixei esfriar destampado. Delícia!

Monday, June 04, 2012

Um conselho: se organizem

Hoje eu deveria ter chegado na repartição às 8h, coisa que anotei na agenda. Também deveria ter trazido uma pasta com os objetos que usei na viagem da semana passada, coisa que esqueci. Fora eu ter esquecido meus dois guarda-chuvas fora de casa, a seringa para aplicar a última injeção que deveria tomar, e ter vindo trabalhar de carro, deixando-o estacionado em local proibido por causa da chuva (5min a pé de casa, mas chovia cântaros). Tampouco tive tempo de organizar os exames que preciso encaminhar, ou mesmo de tomar banho de manhã, e ainda deixei o celular em casa.
Segunda-feira chuvosa é isso aí, mas eu estaria bem menos encrencada se tivesse lido minha agenda ontem. Eu levantaria cedo, e ainda talvez viesse de carro, mas estacionaria em local permitido, talvez não tivesse esquecido meu celular, não teria chegado atrasada na reunião que fui convocada, estaria lançando meus dados da última viagem com minha pasta, enfim. Estaria diferente. Sairia às 14h da repartição, e daria cabo de minhas obrigações, coisa que não conseguirei, uma vez que fico confinada aqui até as 17h.
Odeio quando eu mesma atrapalho minha própria vida.

Saturday, June 02, 2012

Livro: O Segredo de Frida Kahlo

Eu comprei esse livro numa viagem de Páscoa para São Paulo, porque já namorava ele há muito tempo, mas sempre que chegava na livraria ele não tinha. Tudo que fala sobre Frida ou sobre culinária me interessa; e conhecer essa faceta de Frida, em que se descobre do que ela gostava de comer, como gostava de celebrar o Dia dos Mortos, enfim, tudo isso me encantava. Eu adoro os restaurantes mexicanos aqui no Brasil, então pensei: vou adorar as receitas, e lá vamos nós.
Bem.
Sobre as receitas, preciso dizer que embora algumas até me pareçam apetitosas, são por demais simples e ao mesmo tempo pesadas, interessadas no sabor simples da gordura animal (a grande maioria é à base de banha e frita depois), apropriadas para um dia de sol na Casa Azul. Mas totalmente inapropriadas para minhas noites silenciosas aqui de meu apartamento, solitárias, em que não divido com ninguém minhas refeições frugais e mais complexas, e que caso eu me aventurasse em fazer uma daquelas frituras, lembraria da aventura por uma semana.
Resolvi que vou deixar as receitas para um dia de casa de praia, mas uma casa mesmo, onde se possa fazer uma fritura e ter muita gente esperando para comê-la, onde haja uma mesa no quintal, quem sabe até um fogãozinho, e talvez eu deixe para o dia em que for ao México, onde todos esses preconceitos vão por água abaixo e eu vou perseguir qual um perdigueiro as frituras mexicanas.
Sobre a parte biográfica, confesso que considerei um pouco fantasiosa e desconfiei da veracidade do que dizia o autor, porque francamente, esse livro torna Frida uma mulher quase fútil, quase frágil, nada parecida com o gigante sensível, inteligente e revolucionário que me apresentou todas as coisas que li sobre ela. Quando fui encontrar a imagem para vocês terem aqui a capa do livro, fui parar numa postagem fazendo crítica literária ao livro, e me interessou muito o ponto de vista. Por isso, linko aqui também para o caso de alguém se interessar.
Ando tendo muito azar com os livros que compro, fico empolgada esperando por histórias emocionantes de fortes personagens, e os autores me apresentam pessoas tão banais e histórias tão triviais que até o Manoel Carlos já pode escrever um livro.
Acho melhor me ater aos clássicos.

Casei

A partir de hoje, eu e Wal estamos inaugurando nossa nova fase, morando juntas, apenas as duas, aqui em meu apartamento. Não sei quanto tempo vai durar (ela passou num concurso e pode ser que fique poucos meses), mas enquanto isso estou animada com a perspectiva de ter companhia e de um aporte financeiro incrementado. Nisso, mudou bastante o layout do meu quarto, e ainda preciso aprender a lidar com essas novas informações; como não tive tempo de sequer olhar direito para as coisas, ainda não está tudo como vai ser definitivamente. Quem viver, verá.

Novidades não tão novas assim

Minha saúde continua a pedir socorro. Embora o maior problema da crise na coluna já tenha passado com o antiinflamatório, a dor voltou ao seu estágio de sempre, o qual eu e meu médico nos exames preliminares identificamos como a famosa ciática. Outro médico me orientou a fazer uma medicação anti inflamatória mais forte, com três injeções, que devo começar hoje. Segundo ele, a partir dessa medicação, finalmente vou desinflamar o nervo para poder me movimentar e preciso fortalecer os músculos, além de alguns alongamentos específicos. Há duas semanas não vou à natação, por causa desse problema, e junto com o frio e muita ansiedade, apesar dos almoços bacanas que postei pra vocês, ando numa fase bem junkie. Outros probleminhas pequenos apareceram (garganta aqui, uma incomodaçãozinha ali) por causa do frio, da baixa imunidade, de um certo descuido meu com minha saúde. Justo eu, que sou obcecada por correr atrás de saúde, e tenho pavor de qualquer doença. Um a um, estou retirando os problemas da frente, mas vou ter que atacar em diversas direções nesses dias. Quem viver, verá.

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