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Thursday, May 31, 2012

Padrões

Eu já deveria estar lá no meu trabalho, mas subi novamente ao meu quarto para pegar as coisas de que preciso para trabalhar e li um post no blogue da Lari, e me cismei. Ela cita alguém de certa forma homenageando a pessoa que ama,  e acredito que tenha citado porque se identificou com o que a outra pessoa falou. Bom se quiserem, vocês leiam o post, linkei. Mas aí parei porque pensei nessa nossa cultura amoroso-cêntrica segundo a qual nossa vida está completa quando estamos felizes no amor (quando nós, metades, achamos outra metade), e que isso determinaria a trajetória daquele indivíduo.
E isso me incomoda, não é de hoje, porque eu não sou uma
metade; sou uma pessoa inteirinha, cheia de vícios e de virtudes, e que já fiz foi coisa nessa vida. Namorei muitas pessoas e tudo o mais, mas fora isso, eu fiz história nesse mundo, e isso não tem nada a ver com as pessoas com quem eu namorei. Aliás, se tudo der certo, quero fazer ainda muito mais história, mas isso é papo longo.
Então fiquei lembrando da pessoa de quem hoje em dia não preciso me esforçar para lembrar. E em como a gente segue padrões nessa vida.
Aparentemente, eu estava com uma pessoa muito diferente de mim e das outras que já namorei: ele é descendente de índios, mora no interior de São Paulo (mas nasceu no norte do Brasil, e por isso tem um sotaque delícia), é alguns centímetros mais baixinho que eu, e se presta num domingo a assistir um filme chamado Piratas Pirados. É, Piratas Pirados. Enquanto eu fico achando Meia Noite em Paris meio superficial.
Mas na verdade, ao fim e ao cabo, eu já namorei um índio, índio mesmo, que não era só descendente; e já namorei uma pessoa justamente lá da cidade dele (fora o de Campinas, o de São Paulo capital, o de Porto Alegre, os tantos de Joinville enquanto eu morava em Floripa e uma aventura breve com um catiço que se mudou para a Europa); e já namorei um menino menor que eu, e certamente já namorei muitas pessoas cuja afinidade intelectual era algo que passava longe de nossas afinidades. Já fiz tudo isso e vejam só, arrumei um jeito de fazer parecido de novo...
Estamos a sete dias do feriadão, e estou contando os dias para estar lá; quando ele me liga, de manhã, fala bom dia bem alto e todo sorridente (sei disso pelo telefone), com aquele sotaque diferente, que me faz rir, já de manhã cedo. A gente fala meia dúzia de coisas corriqueiras, dou mais umas cinco risadas e posso ir enfrentar o mundo, munida de um bom humor instantâneo. Se preciso de mais bom humor, ligo e peço, e ganho mais uma injeção de ânimo e lembro que a vida também é boa.
Ele me lembra, pra quem assistiu, o segundo marido da Charlotte, de Sex and The City, um cara que ela jamais olhou duas vezes por que desobedecia completamente ao formatinho que ela tinha em mente; além de ser baixinho, gordinho, careca, ainda fazia ela ficar embaraçada, porque não tinha modos. E quando ela brigava com ele, ele tirava de letra, continuava fazendo o que estava errado e ela acabava rindo (droga esqueci o nome do segundo marido da Charlotte!).
Não que eu tenha um formatinho em mente, que eu esteja caçando maridos feito Charlotte ou que ele seja careca, mas me impressiona como ele sempre sai das minhas broncas rindo e me fazendo rir. Ele realmente sabe fazer as coisas!
E enfim; eu, inteira, cheia de histórias e de querer fazer histórias, estou dando um interregno aí onde posso fazer uma história um pouco mais privativa, um pouco mais individual. Nossa aproximação tem aumentado exponencialmente, e me deixa contente, ainda que eu saiba, há 7 bilhões de seres humanos na Terra. E certamente, vários são interessantes e me fariam bem. Por uma conjunção de fatores, encontrei com esse agora, e enquanto durar esse encontro, o clima é de celebração e festa, de pura alegria. Sem nenhum traço de melancolia ou de dilemas, sem duzentos mil traumas nem olhares sombrios, nosso sentimento é simples, besta - sem complexidade alguma, sem nenhum canto obscuro. Valeu aí, vida!

Tuesday, May 29, 2012

Ainda na onda dos almoços da repartição

A regra é que planejo as refeições com antecedência, bem como os lanchinhos, o que vou comer cada dia, etc. Comprei uma lancheirinha super fofa e térmica para carregar as comidas, que só tem um defeito: é fechada com velcro, quando um botão seria mais eficiente. Desse jeito eu não posso carregá-la pela alça, ou se abriria. Uso potes de vidro para o almoço, congelo-os, levo-os ao microondas aqui, acho mais higiênico e menos cancerígeno. Esse dia eu tive ainda a paciência de lavar e tirar os cabinhos dos morangos, mas no geral prefiro frutinhas mais simples, como bananas e tangerinas, que tiro a casca somente quando for comê-las. Um dos lanches precisa ser mais substancioso que fruta, e aí varia entre as porçõezinhas de biscoitos, ou suco de soja de caixinha.
Excepcionalmente, eu machuco a coluna ou outra coisa do tipo, e aí não posso me planejar. Mas percebi que à noite tenho muita preguiça de cozinhar, e às vezes, como congelo tudo, deixo de preparar meu almoço porque os ingredientes estão duros feito pedra. Assim, sempre que posso, faço as coisas duplicadas, para ter na manga um almoço já congelado, nos dias de preguiça ou pressa. Hoje à noite, por exemplo, vou comer purê de batatas com carne moída, o que é um excelente almoço para a semana que vem, num dia (como as terças costumam ser) que não dá tempo ou vontade de cozinhar. Os legumes como couve-flor e brócolis chinês, já cozinho no vapor e fraciono, mandando-os para o congelador de maneira a me agilizar os processos. Quando cozinho arroz integral, um saquinho, ele rende quase 7 refeições; tenho no congelador o arroz puro, o arroz com cenourinha e brócolis, o arroz com molhinho de alguma refeição que tenha comido, etc. Dia desses posso ter vontade de só grelhar o frango, e aí olha ali o meu arroz já feito!
Faço bolo em casa uma vez por semana; metade eu congelo no papel alumínio imediatamente, para dali a algumas semanas, quando não puder comer bolo, ter um para tirar do congelador, e a outra metade vou comendo e dividindo com as pessoas. Isso tudo me ajuda a segurar a onda para os inevitáveis dias de pressa ou desânimo, em que a comida dos outros não me satisfaz. Juro que dessa forma, o tempo rende melhor e nossa disposição para levar uma dieta a sério também!

O que tem pro almoço? Couve-flor assada e atum

Esse foi o de ontem, que acabei não tendo tempo de publicar. É um almoço banal, facílimo, leve, e me permitiu sentir satisfação e não morrer de sono depois de comê-lo. Pra variar, receita original veio do La Cucinetta (recomendo demais para quem quer ter boas ideias pra dieta e para uma alimentação mais saudável, com sabor).

Couve-flor assada e atum


150g de couve-flor
1 colher de sobremesa de curry
2 colheres de sopa de semente de girassol
3 dentes de alho
conteúdo de meia lata de atum (uso a Gomes da Costa, que vem em filés)
coentro fresco picado

Cozinhe a couve-flor e depois deixe-a secar sua água. Numa assadeira forrada com papel alumínio, disponha as couve-flores, os dentes de alho (com casca e tudo) e as sementes de girassol. Reguei com o azeite da lata de atum mesmo, salpiquei o coentro e o curry. Forno médio durante 20min e já foi-se! Tirei com o garfo algumas lascas de atum e adicionei ao potinho, para ter alguma proteína na refeição. 

O que tem pro almoço? Lamen com pepinos e cogumelos

Esse foi o almoço de hoje. Não tive condições de cozinhar ontem (segundas tenho reunião à noite), nem hoje de manhã - o analgésico que eu tomo antes de dormir me dopa, e acordei já às 10h da manhã. Então quando eram 12h15 fugi até em casa e preparei essa refeição rápida e que eu adoro, repito inúmeras vezes. E em 40min eu cozinhei, comi, lavei a louça e voltei para a repartição. A inspiração, pra variar, veio do blog La Cucinetta.

Lamen com pepinos e cogumelos

100g de massa lamen (o bom e velho Miojo, usei a versão para Yakissoba, que fica pronta em 4min)
meio pepino fatiado
100g de cogumelos frescos (era champignon)
1 col de sobremesa de vinagre de arroz
1 col de sobremesa de pimenta calabresa
1 col de sopa de gergelim preto
1 col de sopa de molho de ostra
2 cebolinhas picadas

Enquanto a massa cozinha, você fatia seus cogumelos e pepinos. Salteie os cogumelos e os pepinos numa wok com um fio de azeite (fui de água mesmo), e numa tigelinha à parte misture o vinagre, as cebolinhas e a pimenta. Junte os cogumelos e pepinos, e por fim a massinha. Com a massa bem quente recém saída da panela, adicione o molho de ostra, e misture tudo muito bem. Tenho dificuldade de agregar a massa aos demais ingredientes nessa receita, como podem ver pela foto, mas é tudo delicioso!

Monday, May 28, 2012

Esteticista amadora

Faço quase tudo sozinha: sobrancelha, esfoliação, maquiagem, unha, hidratação, cauterização, escova, cachinho, penteado, aplico cílio postiço, etc, etc.
Em mim.
Hoje minha estagiária veio perguntar como fiz minha maquiagem, porque sábado ela vai bater as fotos do convite da formatura, e queria fazer a mesma. E como eu explico? Não sei fazer os movimentos nos outros, reproduzi como faço sozinha e torci para ela conseguir. Não arranco um pêlo de sobrancelha alheia sem tremer a um nível incapacitante. Não consigo olhar uma unha das pontas para a raiz para pintá-las, porque só pinto as minhas - e as enxergo da raiz para as pontas. Sei manejar um secador e uma escova junto com uma mecha de cabelos lá de trás, mas não me coloquem com uma cabeça livre na frente, não sei como sequer prender as mechas pra escovar.
Me profissionalizei em ser uma esteticista amadora com cliente exclusiva:eu!

Um ligeiro estresse

Li numa revista qualquer quais são os critérios para definir se a relação de uma pessoa com a internet é de vício. Segundo o teste, eu teria que ter 5 ou mais afirmativas, e eu tinha três. Apesar disso, sei que tenho uma relação excessiva com a internet, ainda que não chegue a prejudicar minhas outras atividades. Porém, é verdade que caso falhe o meu sinal de internet, fico estressada. Se no final de semana não tiver internet, sou capaz de ir passar o final de semana na casa de praia, para não ficar sem.
Ao chegar em casa, ligo o computador e me conecto ao facebook imediatamente, e deixo ele lá, logado - por ali leio as notícias dos sites que geralmente teria que visitar, converso com algumas pessoas e fico acompanhando as atualizações das pessoas. Também divulgo muitas fotos de campanhas, adoro as fotos que defendem o respeito às mulheres, homossexuais, negras e negros... Publico todas. Escrevo algumas coisas pessoais, e sempre que bato fotos de algum evento, publico o álbum lá, para que as pessoas possam extraí-las de lá - acho bem mais fácil que o tempo em que todo mundo me cobrava as fotos e eu tinha que passar um ou mais e-mails para as pessoas. Falo pelo bate-papo com as mesmas pessoas com quem converso na vida real, combino coisas, e principalmente, falo com aquelas pessoas com quem não convivo diariamente. O facebook me ajuda a acompanhar cotidianamente a rotina de meus amigos dos tempos de BH, os amigos de São Paulo, minhas amigas que moram em Buenos Aires e por aí vai. Minha mãe tem um perfil no facebook e gosta de usar o bate-papo pela câmera e fica postando nos meus status (às vezes dá vontade de deletar, hahaha, coisas que só mãe escreve).
Geralmente não estou em frente ao computador, estou perambulando pela casa mas deixo o facebook ligado. Às vezes estou na frente do computador, mas estou lendo alguma coisa, vendo vídeo e mesmo assim deixo o facebook ligado.
Depois de tergiversar todo esse tempo, vou contar o que ligeiramente me estressa: as pessoas me chamam eventualmente no bate-papo e eu não respondo. Porque não estou ali, ou porque estou ali, mas não tenho condições de parar para conversar. Mas as pessoas, ah as pessoas, não sei qual é exatamente o problema, se são as pessoas com quem me relaciono ou se são todas assim, elas não se conformam. Elas chamam, perguntam se eu estou ali, digitam inúmeros pontos de interrogação, perguntam "cadê" e várias outras insistências. Eventualmente, ante a insistência, eu atendo, e aí a pessoa começa a bater um papo descontraído e absolutamente não urgente, nada parecido com o estardalhaço que fazem para me chamar.
Se eu chamo uma pessoa e ela não me responde, eu me conformo ou deixo um recado, para a pessoa me responder mais tarde. Se é realmente urgente eu insisto, ou deixo um recado. Eu acho que todo mundo deveria se comportar dessa forma - mas as pessoas parece que se infantilizaram ainda mais no facebook. Ou não? Ou são só as pessoas com quem eu falo?
Estou genuinamente em dúvida. Porque se eu reclamo disso, meus amigos respondem algo do tipo "então não entra no facebook"; mas eu não posso querer deixar a página do facebook aberta e não responder as pessoas quando não quero ou não posso?
Acabou que utilizo constantemente a ferramenta de só aparecer online para algumas pessoas, ou de aparecer offline para outras. Determinado amigo meu, quando me chama e eu não respondo, já sei que vai importunar até o fim, então no primeiro oi eu já bloqueio, até poder falar com ele. Mesma coisa com várias pessoas.
Sei que a minha relação com o facebook não é exatamente saudável, uma vez que encaro como uma espécie de 'sala de estar', à qual me conecto e fico ali observando eventualmente, nem sempre interagindo. Mas é errado afixar esse limite?

Friday, May 25, 2012

Salto de qualidade

Talvez para algumas pessoas esse conceito do salto de qualidade não seja exatamente uma novidade; para mim nunca foi apresentado, até que resolvi estudar filosofia por conta própria e fiquei pirando na dialética de Hegel, depois na inversão, e nunca mais fui a mesma. Cada vez mais confusa, por mais que estude muito mais. Simplificando ao óbvio, o salto de qualidade se dá quando o estado de algo se modifica, como por exemplo quando o estado da água se modifica por meio do calor e se transforma (Luana deve saber disso melhor que eu, e deve arrepiar os cabelos com minha explicação do salto de qualidade)...
Acabei incorporando no dia a dia a expressão salto de qualidade, quando modifico algo de maneira contundente, e acabei de promover um salto de qualidade em minha vida cotidiana: passei limpa-vidros na tela do note. Não espirrei o produto nela, porque poderia não ficar legal; espirrei o produto no pano e passei na tela. Gente. Gente. Há no mínimo um ano esse computador precisava de uma limpeza desse tipo, e há tempos eu via fotos e vídeos em que pequenas pintas surgiam no rosto das pessoas, por causa dos pontinhos de sujeira acumulados na tela. Shame on me. A imagem está tão nítida, que a sensação é a mesma de quando enxergava mal há muito tempo, e enfim mandei fazer os óculos. As cores, o contraste, mudou tudo!
Limpem seu monitor (caso já não façam isso), a mudança é brutal!

Wednesday, May 23, 2012

A meia hora mais longa do mundo

Estou aqui na repartição, morrendo de tédio. O ruim de se estar aqui é sempre isso, o tédio. E ter que fingir que estou fazendo alguma coisa. Faltam ainda penosos 28min para poder sair correndo, que bateu o sinal do recreio.

Medicada

Fui ontem ao ortopedista e ele pediu mais exames, mas começa a perceber que tenho problemas já muito anunciados no nervo ciático. Eu não tenho idade pra isso, mas se ele disse, quem sou eu para desdizer? Me medicou com um antiinflamatório e um relaxante muscular, e embora ainda ande feito uma velhinha, estou me sentindo melhor. Me recomendou não ir à natação nem viajar nessa semana. E semana que vem vamos definir o tratamento, depois dos exames. Ai, senhor.

O que tem pro almoço? Beterrabas gratinadas

Esse é o primeiro almoço planejado desde o último. No dia seguinte àquele, viajei a trabalho, no final de semana comi bastante fora, e no início dessa semana, devido àquela dor na coluna, não tive condições de fazer absolutamente nada. Até ontem.
Cheguei em casa e tinha certeza de que merecia uma pizza. Então comi a segunda da semana (já havia comido no domingo, dia que convencionei como o da pizza), e enquanto esperava ela ficar pronta, fiz esse prato rosa pink. Qualquer semelhança com esse post aqui, não é mera coincidência; exatamente como Ana, aproveitei um dia de forno ligado e pus minha beterraba já caindo pelas tabelas embrulhada em papel alumínio para assar, e depois guardei na geladeira, esperando para fazer algo com ela. No meu caso, no entanto, eu já sabia que queria esse prato ali. O processo foi rapidíssimo, mas houveram alterações pequenas e significativas: a principal foi que esse pratinho foi ao microondas, já que comi ele na repartição. Isso deixou menos crocante minhas migalhas, mas mesmo assim era muito saboroso. Sigam a orientação de Ana, e reparem que todas as beterrabas devem ter o contraste de texturas e sabores dos outros ingredientes. Estou muito confortada depois de comê-lo, e satisfeita também. Nhami!

Beterrabas gratinadas (inspirado no blog La Cucinetta)

1 beterraba grande, assada, cortada em fatias
cerca de 2 colheres de sopa de ricota esmigalhada
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
farelos de pão (no meu caso, restos de pizza) esmigalhados
lascas de Grana Padano (menos de uma colher de sopa)
flor de sal (1 colher de sopa)
pimenta moída na hora

Peguei as fatias e as dispus no recipiente de vidro, temperando com o vinagre, flor e sal e pimenta. Joguei os floquinhos de ricota e fiz nova camada de beterrabas fatiadas e temperadas, e finalizei com mais ricota, farelos da pizza e lascas de Grana Padano. No meu caso, foram 3min de microondas em potência alta, mas se puderes fazer no forno, fica melhor. Rendeu um almoço gostoso e que enche meu saco sem fundo!

Monday, May 21, 2012

Evito de comentar, mas só hoje. Quando acontece pela terceira vez, contabilizando o décimo dia ao total, e continuamos risonhos, felizes, satisfeitos, bêbados de carinho e de orgasmos e de beijos e de quartos escuros ou claros e de sotaques e de alegrias e de sóis na alma, e ainda não chutei ele para longe - deixei o braço ficar ali embaixo do meu ombro e acordei na mesma posição em que dormi (coisa que nem sozinha consigo), fico acreditando.
Daí fazemos planos mesmo sem poder fazer muitos, e ficamos analisando minuciosamente os calendários dos feriados do ano e as nossas agendas, e encontramos brechas e nos endividamos enquanto Gol e Avianca nos agradecem e abençoam esse romance. E eu que sempre reivindiquei o Infinity agora penso que deveria adquirir um chip da Claro, porque ele usa o dele da Tim, mas pega melhor o sinal da Claro lá no segundo andar da casa dele.
E além disso, ele ama minha comida e o bolo de banana com nozes e côco é o preferido de nós dois, que também costumamos nos arrastar feito zumbis pelas praças de alimentação das cidades em busca de reforços e reposição das energias, porque nos desgastamos tanto nas brincadeiras e quetais das noites insones que por vezes arrasto os pés sem forças para me deslocar.
Procurando bem, existe ainda um ou outro que me satisfaz, ainda que com limitações.

i'm not ok

Sexta passada eu acordei, pisei no chão e senti dor. Nas costas. Só quando piso/ando. Faz sentido isso? Ando que nem uma velhinha!
Amanhã o orto vai me dizer qual é o meu problema. Porque ainda que jovem senhora, não sou uma velhinha.

Tuesday, May 15, 2012

Diversão na natação

Primeira semana sem fôlego, segunda semana com um pouco mais de fôlego, terceira semana faltei (shame on me), quarta semana com um pouco mais de fôlego e rendimento. Minha profe na última aula me deu um instrumento que eu não conhecia. Mas é como se fosse um pé de pato, só que para a mão. É a tal da palmar. Que eu ajustei, coloquei e saí nadando... com ela nos pés. E óbvio, que cada pernadinha que eu dava, o objeto caía. Aí eu voltava para a borda, arrumava tudo de novo, e recomeçava. Lá pela quinta vez, a professora veio ao meu encontro: explicar que era um objeto pra usar com a mão.
Abafa o caso e continue a nadar!

Dia da/o Assistente Social

Lembro de ter escolhido ser AS pela enciclopédia, tinha um livro das profissões. O livro dizia que eu ia trabalhar em orfanatos, asilos, obras de caridade, e eu achei isso muito legal - olha que brega, hahahaha.
Fazer Serviço Social foi provavelmente a decisão que mais definiu que tipo de pessoa eu seria pro resto da vida. Foi por isso que vim morar em Florianópolis, que fui trabalhar nas comunidades mais ermas e revestidas de preconceito, que comecei a me tornar militante, que fui ficando mais e mais indignada com a profunda injustiça e desigualdade que existe no nosso mundo. Foi por isso que conheci pessoas incríveis, que me ensinaram verdades que nunca vou esquecer. Foi por essa decisão que fui parar em lugares do Brasil que de outra forma jamais conheceria, sempre atrás de mais gente indignada feito eu, que quisesse se organizar para lutar contra essa vida merda que a gente leva nos dias de hoje. Foi por essa decisão que fiz algumas das maiores amizades que tenho na vida, e que hoje sei que não estou sozinha - porque quem luta, não está sozinho.
Nunca é simples, nunca é tranquilo. Sempre estou às voltas com direitos que as pessoas deveriam acessar, mas não conseguem, porque alguém está sempre muito interessado em negar. Sou vista com maus olhos onde trabalho e por onde passo. Quando se fala em "Assistente Social", todo mundo já torce o nariz, porque sabe que vêm aí as chatas do Serviço Social. As que não deixam nada passar, as que brigam com todo mundo, as que não toleram piadinhas machistas, racistas e homofóbicas, as que denunciam os erros.
As que sempre vão estar do lado mais fraco.
E que vão perder, muitas vezes, suas batalhas. Mas que ainda assim, vão seguir lutando.
Apesar de todos os pesares, é o que eu faço para viver que define muito de quem eu sou. Assistente Social, militante, revoltada, e porque não, muitas vezes, barraqueira. Tudo em nome da autonomia e emancipação do usuário.
(hehehe)

Monday, May 14, 2012

O que tem pro almoço? Arroz integral com legumes e curry de frango

Não sei se isso adianta ou interessa pra alguém, mas lembro que quando comecei a seguir os blógues de culinária, me interessava muito pelas gororobas do dia a dia, coisas que eu pudesse utilizar nos dias de semana para deixar meu almoço menos tristonho. Menos PF (que eu amo) todos os dias. Então, prometo que só vai ser uma postagem por dia (isso se eu for muito disciplinada).
Esse almoço eu comi hoje e passei o dedinho no vidro vazio, para não perder nem um nadinha de seu sabor delicioso. O curry de frango já estava pronto e congelado, o arroz fiz ontem. Vocês não imaginam o quão pode render um mero saquinho de arroz integral com uma cenoura pequena e umas florezinhas de brócolis: tenho duas porções de arroz puro, duas de arroz de brócolis e uma de arroz, brócolis e cenoura, além da que comi hoje. Benzadeus. Façam e esqueçam no congelador, semanas depois quando bater a preguiça, a pressa, a falta de inspiração, lancem mão desses curingas.

 Para o arroz: cozinhei conforme manda a embalagem o saquinho de arroz integral (creio que equivale a 2 xícaras), sem sal. Depois de pronto, fracionei como me convinha, e para esse arroz coloridinho de hoje, havia cerca de 3 floretes de brócolis miudinhos e 1 cenoura pequena ralada fino (a minha já estava cozida, mas a sua poderia estar crua), e 2 dentes de alho assados (com casca e tudo no forno, junto com alguma outra coisa que fiz) picadinhos. Rende duas porções generosas. Misturo tudo bem, tempero com flor de sal e pimenta moída na hora, e recomendo um fiozinho de azeite de oliva, para dar mais “liga”. Não segui esse passo, porque meu franguinho tinha molho. Aliás, que franguinho delícia!


Curry de frango com laranja
1 filé de frango em cubos1 dente de alho picado½ cebola branca, picadasuco e raspas de 1 laranja1 colher de sopa de curry1 xícara de água (ou caldo de legumes)1 colher de sopa de coentro picado1 colher de sopa de farinha de trigosal a gostoRefogue a cebola e o alho no azeite de oliva (mas bom mesmo é o de gergelim ou amendoim)cerca de 2min, adicione o frango em cubos e deixe soltar toda a sua água e selar, iniciando o cozimento. Nesse ponto, adicione a água (ou caldo de legumes) e cozinhe de panela sem tampa, para evaporar quase que totalmente. Nesse estágio, suco de laranja e farinha de trigo, mexendo energicamente para que a farinha não empelote. Quando estiver bem cremoso e perfumado, desligue, adicione o tempero, as raspas e o coentro. Isso rende duas porções, e é uma maravilha!

Sunday, May 13, 2012

Estranhas dores

Desde sexta-feira passada que sinto estranhas dores nas pernas, apenas na parte de trás. Toda sua extensão, desde a panturrilha, só dói daquele lado. Será que é por causa da natação? Não consigo entender. Alguém explica?

Eu consegui!

Ontem pela milésima vez presenciei uma cena que me faz sofrer, me deixa amedrontada e infeliz. Ao contrário de todas as outras mil vezes, ontem eu fui diferente. Apesar de me sentir amedrontada e não saber o que poderia acontecer, eu intervi - eu não presenciei muda de pavor. Foi pouco, mas foi muito importante. Fez eu me sentir um gigante - fez com que eu finalmente desse adeus àquela menininha e cumprimentasse essa mulher que há tempos quer se instalar aqui. Eu nem acredito, mas acho que dei o passo fundamental, o passo derradeiro. Pisei no mundo adulto e agora vivo nele. Todos dizem que não é uma boa viagem, mas vou tentar fazer dela a melhor possível...

O que tem pro almoço? Salada quente de feijões

Esse aí foi o almoço de quinta-feira.
Apanhei um punhado de feijões (cerca de 3 colheres de sopa) já cozidos e escorridos, uma cebola roxa pequena, uma linguiça calabresa das fininhas e um punhadão de salsinha&cebolinha picadas. Refoguei cebola e linguiça no azeite de oliva, quando estavam cozidas somei o feijão para que fosse envolvido pelo azeite e sabor, somei o cheiro verde já no fogo desligado e já era. Temperei com mostarda de Dijon, flor de sal e pimenta moída na hora.
 Fiz isso de manhã cedo e roubei fartas colheradas enquanto arrumava o potinho, de tão gostoso que ficou!

O que tem pro almoço? Fritatta de arroz, cereais e legumes

Acho que já comentei que almoço na repartição. Faço só 6h, portanto tenho direito a 15min de intervalo. Temos um restaurante dentro do prédio (horrível), e uma padaria a 2 quadras (bem mais ou menos, além de caríssima). Como preciso ter um controle muito maior sobre a qualidade dos ingredientes e a confiabilidade do preparo, fiz essa opção, que às vezes me deixa contente, mas às vezes me deixa cansada. Optei por sempre fazer um único prato, sem essa de arroz+feijão+carne+salada ou combinações parecidas, para não exagerar na quantidade que ponho no prato, para me poupar trabalho e para sempre comer alguma coisa diferente. Nem sempre, portanto, saem coisas esteticamente bonitas, e eu não sou uma boa fotógrafa, nem tenho boa câmera, e tampouco arrumo fotos com programas de computador que não tenho nem sei usar. Encafifada com o lance das dificuldades em se colocar sabor em algo que precisa me fazer bem, resolvi tentar mostrar o que aparece por aqui. É tudo rápido. É tudo geralmente barato. É tudo gostoso. E sim, é saudável.

Essa fritatta aí foi feita com duas colheres de sopa de arroz de 7 grãos já cozido, azeitonas, tomates confit, alho assado, salsinha&cebolinha e dois ovos. Primeiro aqueci os ingredientes todos (menos os ovos) com azeite de oliva na panela wok, depois juntei dois ovos batidos com sal, pimenta e cheiro verde, e deixei fritar, tentando formar uma linda omelete. Não ficou desse formato, começou a queimar por baixo e ao tentar virá-la a destruí, afinal haviam ingredientes pesados demais. Assim ficou desse jeito, anti-estética, mas deliciosa. Fatiei fino meio rabanete e coloquei coisa de 2 folhinhas de alface rasgadas, com sal grosso e pimenta moídos na hora.
O rabanete ok, mas confesso que folhas verdes ainda são difíceis para mim, que odeio comida fria - ainda mais quando está esfriando. Como feito remédio, porque sei que é importante. E 75% do pé dessa alface foi para o lixo, porque não soube consumir a tempo. Ainda vou dar um jeito de comer um pé inteiro de alface numa semana!

Thursday, May 10, 2012

São Paulo: as compras

Ainda preciso arrumar um tempo pra contar as coisas boas que rolaram nos últimos dias, mas ando envolvida com 600mil coisas ao mesmo tempo e quando penso em postar alguma coisa aqui no blogue, sai o que está acontecendo na hora. Os assuntos ficam antigos! Achei essa foto vasculhando meus arquivos atrás de outras coisas e me deu vontade de partilhar, porque é parte das lembranças da viagem.
Fomos no Mercado Municipal (onde cometi um crime aqui relatado), e comprei pistaches crus, farinha de amêndoas, comi um pastel de carne seca e doces gourmet. No bairro da Liberdade me encantei por esse pratinho para colocar o shoyu em formato de gato, resolvi que precisava de hashis decentes (um de madeira, outro de porcelana), de uma esteirinha para minhas aventuras e ainda comprei uma fontezinha de bambu, porque queria barulhinho de água. A Liberdade merece um post sozinha, porque foi um turbilhão de sensações. À noite, já no shopping, passamos numa livraria, e como eu sabia que voltaria de ônibus, resolvi comprar esse livro, que já estava querendo há um tempão. Aliás, esse foi o último livro de literatura que li, mas hoje mesmo solucionei esse problema...
Em vista de outras viagens até que fui comedida nessa; confesso que esperava mais do mercado e da feira da Liberdade, mas ainda bem, não teria sido saudável surtar mais que isso. Aliás, mesmo surtando só esse tantinho, fiquei semanas em aperto depois da viagem!
Em tempo - é raro que eu compre roupas, calçados ou outras coisas que as mulheres costumam colecionar. Pago valores impagáveis por comida, livros culinários ou utensílios, o que pode me tornar um pouco excêntrica. Mas eu ainda acho que isso é normal, né?

Eu confesso que devo

Milhões de pendências: devo no mestrado, devo no banco, devo à minha família, devo a mim mesma. Terminei o último livro de literatura já no domingo de Páscoa, e isso foi há coisa de mês. A última vez que fui ao cinema ninguém mais sabe quando foi, mas a última cerveja foi ontem. Há quase 15 dias fechei o último livro do mestrado, e não abri nenhum arquivo do computador pra continuar o trabalho. Tem mais: no trabalho, estou devendo um relatório. E um encaminhamento. Em casa estou devendo a resolução d'O Quarto do Meio, que vai virar em poucas semanas o Quarto da Wal.
Pendências, me deixem em paz!

Monday, May 07, 2012

Explico

Não é uma simples birra com nutricionistas, mas gente, de verdade. A não ser que a pessoa tenha enfartado recentemente, com risco de morte, gravemente alérgica, não vai suportar fazer as supostas "trocas inteligentes" do post abaixo. Entendo por troca inteligente algo que pode ser equivalente em sabor, porém menos danoso ao organismo. Algo que em calorias você se beneficia. Se a pessoa só come por comer, tudo bem, ofereça pra ela trocar um sanduíche de queijo amarelo por queijo branco. Se essa pessoa for eu, significa dizer: abra mão de sua ciabatta orgânica com manteiga President, queijo gruyère, sal grosso e pimenta mexicana moídos na hora, e coma no lugar disso duas fatias daquele pão esponjoso vendido nos supermercados, com um queijo de isopor cheio de conservantes e sem nenhum sabor. Entende? Não funciona para mim. Me diga: troque sua lasanha de molho branco por um molho branco com apenas farinha e leite desnatado, bata seu purê de batatas com a água do cozimento, ou outra dica realmente interessante, que vou levar a sério. E vou julgar uma troca inteligente. Trocar suco de laranja por suco de limão é inteligente. Trocar sorvete por picolé de gelo... Não é equivalente, entende? Me sugira um sorbet de iogurte com calda de frutas, e temos algo sobre o que conversar.
Tenho contado sobre minha rehab e preciso confessar que andei escorregando alguns dias. Hoje inclusive passei o dia todo me recuperando dos excessos. Mas o que preciso entender, pro resto da vida, é que eventualmente vou me permitir algumas coisas, e maneirar no dia seguinte. Atrás de trocas inteligentes, devo passar o resto da vida. Juro que partilho as que encontrar!

Friday, May 04, 2012

Entendam por que eu nunca vou concordar com nutricionistas

Nutricionistas não gostam de comida, e isso é um entrave seriíssimo a qualquer programa de reeducação alimentar elaborado por eles, assim como as revistas tipo Boa Forma e similares. De uns anos para cá existem tantos chás e princípios ativos milagrosos através dos quais o corpo absorveria menos gorduras, que chega a ser ridículo. São tantos produtos industrializados cheios de vitaminas, cheios de nutrientes, cheios, cheios de tudo menos calorias (e sabor), e o nicho nunca pára de crescer. Todo mundo sabe montar um menu de dieta se precisar, essas informações são repetidas à exaustão por diversos profissionais do fitness-business, e chega a me dar aflição. Aí que poucos minutos atrás recebi um e-mail do tal do Cyber Diet, anunciando 25 trocas inteligentes para ajudar as pessoas na dieta. Fui ler curiosíssima, vivo precisando lidar com essas trocas, afinal além de querer ser magrinha preciso cuidar do estômago. Olha que palhaçada:






1. Queijos amarelos, tipo parmesão, prato por queijos brancos, cottage, ricota; (e desde quando eles têm a mesma textura ou sabor?)

2. Manteiga por requeijão light; (é, onde? No bolo? Só se for pra passar no pão!)

3. Leite integral por leite desnatado; (depende, pra que? A minha receita de iogurte não funciona com o desnatado)

4. Pão francês por pão integral light; (essa passa)

5. Suco natural de laranja por suco natural de limão com adoçante; (também passa)

6. Sorvete de massa por picolé de frutas; (ui tudo a mesma coisa né gente? Porque não mandam bater um iogurte com frutas?)

7. Bife à milanesa por filé grelhado; (eventualmente passa)

8. Coxa de frango assada com pele por peito de frango grelhado; (uh claro, você tentando convencer a pessoa de trocas inteligentes, oferece um pedaço branquelo e sem gosto de frango)

9. Iogurtes integrais por desnatados ou com baixo teor de gordura; (novamente, depende da utilização; além disso, um iogurte integral caseiro faz muito menos mal que um industrializado de baixas calorias)

10. Molhos brancos ou com queijos por molho ao sugo; (porra, sério? Não tem receita de um molho branco menos pesado?)

11. Biscoitos recheados e amanteigados por cookies integrais; (no comments)

12. Presunto e salame por peito ou blanquet de peru; (passa)


13. Batata frita por batata dourada no forno; (finalmente uma dica realmente inteligente)

14. Açúcar por adoçante; (me mata?)

15. Torta de limão por creme de papaya com cassis; (sem opinião formada)

16. Cereal matinal com açúcar por granola light/diet; (passa)

17. Molhos prontos para temperar salada por limão, ervas aromáticas ou pequena quantidade de azeite; (passa)


18. Salsicha tradicional por salsicha de frango ou peru; (passa)

19. Salgados fritos, como coxinhas, croquetes por salgados assados, como pastel integral assado com recheio de escarola ou brócolis por exemplo; (boa dica, desde que não seja um folhado, cuja massa-base é farinha e manteiga, e portanto...dá na mesma)

20. Pizza portuguesa ou 4 queijos por marguerita; (passa)

21. Picanha do churrasco por fraldinha ou maminha; (uma boa dica)


22. 1 copo de caipirinha de vodca por 1 taça pequena de vinho ou 1 copo de chopp; (boa dica)


23. Salmão por linguado; (nunca pensei sobre isso, e portanto é uma boa dica)


24. Lasanha com molho 4 queijos por lasanha de berinjela com molho a bolonhesa; (passa)

25. Açaí completo (com mel, granola e frutas) por uma salada de frutas (viajando)

Torçam por mim

De manhã inventei de fazer um bolo, com as bananas já meio passadas. Mas fiz assim mesmo de teimosa, pensando que se o gosto de bananas passadas fosse demais, colocaria uma calda por cima. Tirei do forno no tempo indicado sem ter palito pra espetar, passei uma faquinha e saiu limpinha. Fui tirar um quadrado e achei mole demais, ainda que não cru. Então deixei o bolo lá dentro do forno desligado, para absorver mais uns minutos de cozimento, e só saberei o resultado às 17h. Ai gente, acho que pode ter ficado bom, tá?
A boa notícia é que o gosto de bananas passadas tinha passado...

Thursday, May 03, 2012

A novela

Fiquei semanas obcecada e achando o máximo Avenida Brasil, a novela mais dinâmica e cheia de lances que vi em muito tempo! Começou a dar uma desacelerada e a enrolar nas mesmas histórias, o que deve me manter afastada da trama até as semanas finais, em que tudo se agiliza outra vez. Ainda assim dia desses vi uma cena com a minha vilã favorita, Carminha, mostrando o seu lado evil que conspira, não somente que reage com maldade:
Tufão precisava mudar de roupa e ela insistia muito pra que ele usasse um agasalho cor de laranja. Ele reclama, diz que não gosta, que não se sente bem, mas o veste, parecendo uma cenoura gigante.Então pede pra co-vilã chatinha, Nina, ajudá-lo a se vestir, e ela troca a indumentária laranjada por uma roupa normal. Quando ele se ausenta, Carminha sem conseguir prender o riso diz:
- Ridículo esse agasalho, né? Você tem que ver o outro, o lilás. Eu compro de propósito as roupas mais feias, porque quero ele assim, mal-vestido, barriguinha... Não quero ninguém achando ele interessante!
Gente, olha a sabedoria dessa mulher? Fui ao delírio! Gargalhei!

Hoje não é dia

Levantei excessivamente tarde, por ter ido dormir excessivamente tarde e por ter recebido uma notícia a little bit frustrante. Então hoje não teve almoço, nem café da manhã. No trabalho, vários dissabores: o curso está dando erro, e a avaliação deu nota baixa, e recebi uma ordem completamente atravessada, e peguei chuva na hora do almoço, e o almoço não ficou gostoso. Que fase, viu!

Wednesday, May 02, 2012

Por onde andei

Passei um feriadão diferente fora da cidade e percebi que sequer contei como foi o anterior ainda. Feio, muito feio. O novo modo de exibição do blogger também me broxou um tanto, e fora isso, arrumei um novo brinquedinho na internet.
Há alguns meses acho que a Lari postou sobre o blog Vida Organizada, e quando conheci o blog achei muito interessante. Fiquei algumas semanas só lendo, sem fazer nada a respeito, mas tudo o que enriquece meu eu-metódico me interessa. Não posso ver uma possibilidade de organizar as coisas por categorias, fazer listas, planejar as coisas, fico alucinada. Adoro (Mônica? Ou só louca mesmo?)!
Como precisava organizar muitas e muitas coisas a partir do último mês, passei-o quase que completamente em casa, fazendo de tudo para fugir de mais compromissos do que já tenho. E nesse ínterim, ouvi dizer desse tal de método Fly Lady, que me parecia interessante mas ainda me dava preguiça. Comecei a fazer as tarefas e a gostar, mas o que me causou verdadeira espécie foi descobrir a nova dimensão do tempo, principalmente aquele período de 15minutos (eles sugerem que você programe 15minutos no celular e limpe algo na sua casa durante esses 15min).
Como sou bastante procrastinadora quando quero, achava que algumas tarefas duravam muito mais tempo do que duram de fato: descobri que em 15min todo o chão do meu apartamento pode ser varrido, ou posso passar pano em todo o chão nesses 15min. Quando limpo a cozinha, sobra tempo desses 15min. Lavar o banheiro dura 15min. E aí descobri que arrumar a casa não durava o dia todo... Só durava por causa das milhares de pausas que eu fazia. E que poderia negociar comigo mesma que só por 15min eu iria dar um jeito no que estivesse ruim.
Gente... funciona! Disso pra entrar no grupo de e-mails foi um pulo, e agora eu passo o dia inteiro recebendo mensagens de diversas coisas relacionadas à organização. E fico pirando ao descobrir novos desafios e novas rotinas. Minha vida ficou simples e complexa ao mesmo tempo, viciei. Foi tudo junto com a desintoxicação, com a volta pra natação, com a necessidade de olhar as finanças com muito mais apuro. E aí entrei em maio fazendo natação, com o organismo menos sobrecarregado, com uma dívida de R$500,00 mensais a menos para pagar. E com um mestrado para tocar, e com um curso em EAD para terminar em 4 dias, e com um quarto que precisa tomar jeito (o tal do meio), e muitos outros detalhes. Mas eu tenho certeza que vou conseguir!
Compromissos profissionais me levaram eventualmente à longínqua Fraiburgo, no interior do Estado. Qualquer lugar em que não se tenha táxi numa sexta de chuva, o comércio feche no horário de almoço e ninguém tenha visto uma Renner ou qualquer outro símbolo imperialista ao vivo, me deixa nervosa. Essa vista foi a única coisa que consegui tirar de bom da tal da viagem, e mesmo assim forçando muito a amizade. Dizem que lá é a capital das maçãs e que no frio se fazem lindos passeios. Foda-se. Meu tipo de turismo é muito mais urbano que isso, e não à toa fui tão empolgada passar feriado em São Paulo (de novo). Mas para não ser totalmente injusta, achei graciosinha a paisagem bucólica e as cores desse campo que não tinha fim no meu campo de visão... (voltando outra vez, depois de um feriadão de ausência!)

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