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Tuesday, April 24, 2012

Um dos pavores que enfrentei dia desses

Todo mundo conhece o papo de que os frangos de granja são criados confinados, cheios de hormônios, submetidos a estresse, crescem exageradamente rápido, não têm sabor nem textura, podem ser alvo de desregulações hormonais, e um longo etc. Eu não sou lá uma grande admiradora de frango, mas como ele pode ser uma base neutra para milhões de sabores, e eu não posso mais comer queijo, pensei em adquirir frango outra vez. Dessa vez, orgânico. Comprei no mercado de orgânicos metade de um frango já em pedaços, congelado. Fiquei pensando que seria ótimo se já viessem com os filés direitinho, mas não havia essa opção, então levei a bandeja e deixei descongelar lá na prateleira da geladeira que quase não enxergo - eu precisava fracionar em pedaços muito menores se quisesse comê-los. Então fui separando os pedaços: coxas, sobrecoxas, algo que parecia o peito... E coisas inusitadas, com as quais eu preferia não ter tido que ter contato. Eu vi um pé de galinha. Aquilo me fez dar um salto para trás. Haviam ainda miúdos, coisas que nem sei de que parte do corpo da galinha que vêm, e joguei tudo isso fora. Ossos que não entendi, mas me aterrorizaram. Depois precisava ainda partir alguns pedaços que iria comer em pedaços menores. A minha aflição ao tocar num osso, tentar separá-lo em partes menores foi tão grande que quase desisti e joguei tudo fora. Mas terminei o serviço. Esse é o tipo de coisa que me faz achar que mais dia menos dia passo de uma wannabe vegetariana para uma praticante de fato. Não tenho planos nem grandes reflexões sobre o assunto, só acho que hora dessas não vou mais dar conta desse negócio de enxergar um pé de defunto em casa.

Pobre

Esse mês minhas finanças foram pro caralho e ficou tudo descontrol. A boa notícia é que finalmente acabei de pagar a merda do roubo do Bradesco (relatado aqui), e com a grana que me levaram, vou poder regularizar de vez minha situação de barnabé endividada. Minha meta ousada desse ano é: não ser mais uma pessoa endividada! Hoje é dia 24, e ainda bem que eu sempre guardo dinheiro em casa, porque já raspei o limite da conta, estourei o cartão e acabou o vale-alimentação...

Que merda

Tô perdendo a pouca paciência que me foi reservada com intensas ligações, desde sexta-feira, do número (31)91020002. Ninguém fala nada quando eu atendo, se tento retornar dá número inexistente, e ligam várias vezes ao dia. Várias. Mesmo. Será que é da cadeia? Da próxima vez vou mandar tomar no cu.

E a rehab?

A semana passada foi indo bem, apesar de momentos de vacilação. Numa semana em que quase nada do que eu adoro podia, me vi com vontade de comer chocolate, coisa que nunca faço, e comi 6 quadradinhos daquela barra de 70% cacau que estava na despensa desde fevereiro (não é que eu não goste de chocolate, é só que eu não gosto de chocolate ruim). Na sexta-feira, dia que poderia comer pizza (mas com mozzarella de búfala, e com a folha de wrap integral), acabei concluindo que queria uma massa de verdade, e encomendei pelo telefone uma pequena de catuperu com alho. R$24,90 mais pobre, ainda acabei com uma garrafinha de refrigerante em casa que veio de brinde, e comi ela inteira. Não foi exatamente fácil, e não me senti bem depois, mas sabia que fria eu não iria comê-la. O final de semana foi coalhado de deslizes, comi os wafles que a Rose, nossa secretária do lar me fez, comi pão francês no café da manhã, comi macarrão... e bebi chope. Se se analisar o tanto que eu costumava fazer isso nas semanas, foi um grande progresso, mas ainda não é o que deveria ter sido. Tendo concluído que o agudo da alergia não vem da farinha, mas dos laticínios, o glúten provavelmente volta à cena, mas só uma vez por dia. Combinamos, eu e a nutri, que posso comer macarrão uma vez por semana, e pizza também. E nesses dias, não posso comer pão no café da manhã (a não ser o sem glúten). Também combinamos que eventualmente posso comer parmesão (muito menos lactose, mas muito mais sal e gorduras), e manter a mozarella. Essa semana tem uma viagem no meio; isso significa problemas, no geral. Mas também combinamos que se eu prever os problemas e não meter o pé com tanta força, isso não é o fim do mundo, é entender a reeducação como um processo que demora, e durante o qual acontecem coisas que não prevemos. Ainda não senti diferença na minha disposição nem nada do tipo, mas sigo acreditando que vou sentir. Afinal, alguma vantagem precisa ter nessa maldita desintoxicação...

Isabel, que decepção!

Há vários anos atrás comecei, influenciada por minha mãe, a ler Isabel Allende. Sempre gostei dos livros, do seu jeito caótico e nada linear de contar histórias, e aliás, achava as histórias que ela contava excelentes. Meio parecida com Gabito, misturava as histórias de família e inspirava personagens e até livros inteiros a partir dessas abuelitas e parentes exóticos que, parece, todo mundo tem em casa se olhar algumas poucas gerações para trás. Enveredei pelos seus dramas pessoais e fictícios sempre muito apaixonada pela autenticidade que me transmitia, suas coisas meio místicas, meio matéria, muito sentimento, muito coração. Uma criatividade que parecia vir lá de dentro do coração, lá do fundo dos porões das casas antigas da família. Parecia, do verbo não parece mais. No Natal passado corri atrás de seu último lançamento, O Caderno de Maya, para presentear minha mãe. Foi uma maratona, exaustivamente descrita em alguns posts sobre o Natal, mas no fim adquiri o presente e fiquei ansiosa esperando pela minha vez de ler. Mas quando eu li, ah quando eu li... Imaginem vocês aquele tipo de romance chulé, nível sei lá assim, Sidney Sheldon ou outro entretenimento que o valha? Uma história besta de uma adolescente envolvida com o tráfico de drogas em Las Vegas, sem cor nenhuma, sem emoção nenhuma, enlatada, besta... cadê o coração? Pô Isabel, cadê? Gente, que frustração! Imagino que ela tenha sofrido muito mais no exílio na Venezuela (sim, ela é sobrinha de Salvador, cujo sobrenome leva também), vendo a filha morrer em Madri, ou mesmo passando dificuldade no Chile, do que hoje em dia morando em San Francisco e vivendo de renda de livros. Mas uma coisa posso dizer sem medo de errar: essa mulher não escreve mais como antigamente. Não mesmo! Para quem lê Paula, Filha da Fortuna, suas heroínas fortes e meio bruxas, suas descrições para muito além do fantástico em sua leitura do Zorro, por exemplo, e depois lê esse maldito Caderno, não tem como não comparar nem sentir falta. Isabel Allende perdeu a mão feio. Perdeu mesmo!

A Visita Hospitalar

Compromissos profissionais me levaram ao Hospital Infantil hoje de manhã, e passamos um tempo conversando, eu e meu pequeno usuário. Ele todo lindo e todo sapeca. Todo afetivo, se encostando em mim para ganhar carinho. E eu ali, tentando manter a pose, doida pra encher ele de beijos! Sempre que aparece uma criança na minha frente eu lembro do quanto sinto falta de conviver com elas. Senti saudade de cada uma das crianças com quem já trabalhei, de todos os beijos melecados de ranho que já ganhei, dos abraços mornos e das risadas estridentes demais, dos brinquedos excessivos, das musiquinhas, dos passinhos, dos gracejos, dos dengos, dos choros inesperados e geralmente sem aparente motivo, de todas as suas birras, suas mãozinhas pequeninas, suas peles fresquinhas e cheirinhos infantis. As pestanas batem mais aceleradas hoje de saudade!

Reflexões suscitadas por uma volta de táxi

Enquanto passava pela Beira Mar em pleno horário do meio-dia, ia observando e achando curioso o tanto de pessoas que transitavam caminhando e pedalando pela orla. E as lanchas. E fiquei ali pensando que tipo de gente é essa que sai de casa numa terça, horário de meio-dia, pega a lancha e vai passear. Ou põe a roupa de ginástica, calça os tênis e vai correr. Algo me diz que de alguma forma, estou sustentando essa gente...
Acho que vou me casar com Wal outra vez. Depois de algumas mudanças em sua vida, sente necessidade de morar na terra firme, e pediu se pode morar comigo. Bom... pode, né? Meus planos d'O Quarto do Meio virarem um espaço para guardar meus cacarecos, e deixar o quarto de dormir apenas para dormir vão por água abaixo, ao menos por uns meses. Mas acho que nossa casa vai ficar mais aconchegante se estivermos juntas, as finanças também agradecem e que pode ser bom eu me livrar de alguns desses cacarecos. Ainda tem a possibilidade de, no mesmo mês da chegada da Wal, termos a volta de Billy Junior para minha residência, e essa família vai ficar completa!

Fatos curiosos de minha Ilha

Já fui uma moradora mais ufanista, mas depois de quase 10 anos aqui, embora ainda ame e me sinta muito em casa, já estamos entrando numa fase mais morna do relacionamento, minha Ilha e eu - até consegui esse ano a façanha de vir morar aqui na terra firme, e embora ainda não conheça quase nada do continente, tenho achado bem razoável! Algumas características muito próprias me fazem rir e acho curiosas, coisas nossas. Hoje enquanto transitava de táxi pela Beira Mar encontrei uma colega do mestrado no ponto do ônibus, e na volta, encontrei o meu garçom preferido, Sandrinho, numa roda de amigos na areia. Lembro que quando cheguei julgava impossível encontrar pessoas conhecidas na rua, achava muito grande e não concordava com a caracterização de que Floripa é uma ervilha. Mas é, gente. É tudo carinha manjada! Ontem aconteceu uma coisa que achei engraçada: a maré do mangue subiu e invadiu o asfalto. Bacana e passível de acontecer, mas aqui isso acontece na única estrada que dá acesso ao aeroporto. O avião até desce né bem, mas talvez você fique ilhada no aeroporto por causa da água do mangue! Paul já chegou aqui nas redondezas, está hospedado num resort de Governador Celso Ramos. Será que ele vai pro show de barco? Porque vai que a maré sobe bem no dia do show do Paul?

Monday, April 23, 2012

Ambientando-me

Não sei quanto ao restante das pessoas, mas eu sou muito conservadora e odeio que mudem o layout das coisas. Odeio a nova aparência do google, o novo modo de exibição do blogger, a porra da linha do tempo do facebook e tudo que desestabiliza meu mundinho já tão confuso. Essa cabecinha que já é, ó pai, tão confusa... Por isso e porque arrumei outro brinquedinho virtual, dei uma sumida, que deve se manter. Mas hoje vou tentar ver como me saio aqui.

Thursday, April 19, 2012

Noite insólita

Hoje, inadvertidamente, sem que eu imaginasse que ela viria... Ela chegou. Tão cortante na sua frialdade, tão doída. Perscrutei, pensei. Quem eu procuraria numa hora feito essas?
Senti uma necessidade urgente de me comunicar com outro ser humano que me invadiu inteira.
Cada um chama do que quer, talvez eu possa chamar de solidão.
Mas não tinha ninguém; ninguém ia conseguir aplacar essa fome que me invadiu inteira. E eu, ao invés de preencher com paliativos, não fiz nada, deixei essa solidão me invadir, e de repente, me vi preenchida por mim mesma.

Algo que nunca falei, mas que sempre me irritou

Sei que esse papo é recorrente, mas preciso registrar de que lado fiquei, afinal, o blog é meu e lê quem quer. Quem não gostar me xinga. Se eu não gostar, deleto.
Acho muito chato e de mau gosto esse lance de postar no facebook onde a pessoa está e com quem, em plenas sexta e sábado à noite, ou em qualquer outra data!
Acho que eventualmente isso pode acontecer e a gente compartilha, bacana, mas dia desses fui tomar uma cerveja com amigas e cheguei na frente apenas com uma. Essa uma passou 20min olhando o celular e me ignorando, fato que driblei fazendo amizade com o garçom, e decidindo que nunca mais sairia com ela sozinha. Agora, vejo em mesas ao lado da minha (se acontecer na minha, vou embora, juro que vou), grupos inteiros postando fotos ou comentários nas redes sociais da so nice night que estão tendo. Eu sempre fico achando não so nice assim, já que sobra tempo e concentração para compartilhar por aí, ao invés de olhar pra frente, nos olhos dos seus amigos, conversar com eles e de fato aproveitar suas companhias.
De todos os desserviços que a tecnologia nos prestou, acho esse um dos mais graves, por que causa uma leitura distorcida da realidade, em que você pode aparentar ser engajado quando compartilha uma imagem (embora nunca tenha colocado os pés em lugar nenhum para fazer efetivamente alguma coisa), pode aparentar ter muitos amigos compartilhando suas fotos e onde está (quando evidentemente mais te importa quem ficou te seguindo em casa, afinal os que sentaram a bunda com você em outro lugar estão te assistindo mexer no celular), e por conta disso você se sente aceito socialmente e interagindo com as pessoas, quando na verdade, só olha para uma tela brilhante, em busca de aprovação.
Já vi casais que ao invés de estarem escandalizando os presentes com um amasso de dar inveja, preferiram ficar cada qual no seu iPhone ou nome que o valha, às vezes mostrando alguma coisa para o outro, e o silêncio imperava. Que vida é essa, em que não se ouvem risadas numa mesa de bar, se ouvem citações de novidades do twitter?
Definitivamente, não é a minha. Não é pra mim.
E olhe, que sou uma entusiasta de todas essas coisinhas modernosas que nos fazem passar melhor o tempo (viajo toda semana, lembra, seria bom ter uma internet no meu celular quase que analógico para me distrair no ônibus), uso muito todas as coisinhas e penduricalhos que inventam, as redes e quetais. E mesmo assim, tendo um blog, uma conta no facebook, um perfil em outras redes sociais, eu leio pelo menos três livros por semana (do mestrado, mas são ainda três livros), vejo pelo menos dois filmes, vejo a porcaria da novela, cozinho meu almoço e meu jantar, milito, faço natação (uhul!), trabalho, bebo cerveja com os amigos e dou atenção a eles.
Quando chegamos finalmente a um encontro, olhos nos olhos, ouvindo suas vozes e podendo encostar no seu braço, tocando nossos copos no brinde, eu fico muito empolgada. E muito interessada, e são momentos especiais, raros até nesses dias de vida loca. E em momento algum, eu lembro de compartilhar no facebook.
E quanto a isso, não tenho a menor dúvida, eu sou normal! Se sentar comigo e sacar o celular pra usar a internet, acabou a amizade.

Wednesday, April 18, 2012

A semana em que me libertei do queijo-quente

Anos após anos. Provavelmente desde que tive dentes, ou, sendo mais justa, desde que vim morar sozinha, há 9 anos atrás. Eu acordava, fazia minhas abluções matinais, e preparava meu desjejum: leite com achocolatado ou suco e misto quente. Depois, virou queijo quente. Nos últimos dois anos, praticamente sem falha, eram duas fatias de pão, ou uma baguette, com queijo, manteiga ou maionese, pimenta e sal, prensados na misteira com catchup no final. Comia aquele sanduíche quentinho, aromático, crocante e puxa-puxa, gordurento e delicioso. Só de descrevê-lo para vocês, começo a salivar.
Então começou essa história do meu estômago, da minha lombar, do meu abdome. E essa proposta de passar uma semana sem lactose nem glúten. E durante as refeições eu fui inventando coisas, e foi funcionando muito bem, mas e no café da manhã? Como fugir do sanduíche? Mais que isso, como fugir do pão? E o que colocar no pão, se não queijo? Presunto puro? Sem nem uma manteiguinha?
Bem... Eu precisava pensar. E fui atrás do pão de aipim sem glúten, que minha mãe já consome há alguns meses, para fazer a transição. Pãozinho até que gostoso. Mas sei que vou enjoar dele, porque adoro pães diferentes no café. Mas é um desafio por vez, e só por essa semana, eu gosto do pão sem glúten. Mas o que vou colocar em cima dele? (vale ressaltar que margarina nunca será uma opção, tenho nojo, paúra. Fecha parênteses)
O que começou então como uma grave restrição, na verdade, se tornou um exercício de criatividade e libertação tremendos. Geralmente eu comeria queijo-quente 7x por semana. Mas nessa semana, não.
Comi pão com guacamole, comi pão com sarapatel de cogumelos, comi pão com pastinha de berinjela, com tomates confit, amanhã vou comer com geléia caseira de morangos, feita só para isso. Na sexta, acho que vou comer com ovo frito, uma das coisas que mais gosto na vida. E já comecei a pirar em comer com pastinha de atum, pastinha de grão de bico, em preparar aquela geleia de maçãs, com azeite trufado simplesmente, com pesto, e com manteiga de amendoim. E quanto mais vou pensando, mais animada vou ficando com o fim de uma era regida pelo queijo-quente, que finalmente terá lugar de destaque, em cafés muito especiais apenas, e o deixarei reinar, com os melhores pães, queijos, sais e pimentas.
Em raras ocasiões, diga-se de passagem. Porque agora, finalmente, desvendei que há vida para além do queijo-quente!

Paciência, vem cá

Minha colega de repartição, a outra AS, tem uma limitação que no dia-a-dia não percebo tanto, pois quando estamos na repartição cada uma faz as suas coisas. Mas quando a gente viaja, gente... Minha pouca paciência é testada gravemente.
Ela tem uma característica que aparentemente é característica de várias pessoas: só vê o que está na sua cara, agitando os braços e quase coçando seu nariz. Fora isso, não vê nada. Exemplo: ela chega, queria falar com pessoa X. Pessoa X não está em sua mesa, está na mesa de reuniões. Então ela conclui que pessoa X simplesmente não está!
Andando pela rua, eu comento: olha, que bonitinha a fachada do CRAS aqui desse município. E ela, com voz de quem é desperta de um sono profundo: Onde tu viu isso? (Nós passando pelo lugar, mas como ao andar ela olha só para a frente, não viu que ao seu lado esquerdo havia uma edificação identificada com placa).
Estamos nos falando e andando, quando ela se vira para olhar alguma coisa. Pronto: já parou de escutar, pois não pode escutar de um lado, olhando para o outro.
Vamos levar cadeiras de um ambiente a outro para formar um círculo: ao invés de colocar as primeiras cadeiras lá no fundo da sala, facilitando assim o transporte do restante das cadeiras à sala, ela atravanca todas logo na entrada. Legal, né?

Dor na bunda

Não, gente, eu não dei a bunda. Sou contra esse tipo de práticas.
Mas aqui na repartição eu fico 6h sentada, a não ser quando em viagem, aí fico nas posições ingratas que me oferecem (nem sempre tem cadeira pra mim nas viagens).
E isso me dá muita, muita dor na bunda.
E segundo o meu quiroprata, é dor no asiático - acho que ele se refere ao nervo ciático.
Alguém ou algo? Que faço eu? Digitarei meus relatórios de pé?

Status da desintoxicação

Apenas três dias depois, venho lhes relatar que tenho me mantido na linha. Realmente na linha. Sem glúten, nem lactose desde segunda-feira de manhã. Extraordinariamente, ao invés de me sentir melhor, sinto-me com dores abdominais e um estranho piriri desde que comecei a desintoxicação.
Não deveria ser o contrário? Sei lá, uma constipação, uma prisão de ventre, e não um descontrole?
Alguém que tem experiência nisso, me orienta?

Novidades

Hoje o celular despertou às 7h30, como de hábito (inventei isso de acordar cedo para aproveitar melhor meu dia. Por enquanto, só acordo mais cedo), e eu, ao invés de apertar o soneca, como de hábito, pulei da cama.
Fiz xixi, bebi água, a pílula mágica chamada Omeprazol, que me faz aguentar os dias sem morrer de ardência no esôfago, e ao invés de colocar as lentes, coloquei os óculos. De desjejum, meia papaya e um copo de suco de pêssego. Sem pão (mesmo sem glúten) nem nada que pesasse no estômago, apanhei a bolsa arrumada na véspera e fui-me embora... para a academia!
Não, dileta audiência! Não fui fazer musculação! Eu fui nadar!
Fiz apenas onze chegadas e quase morri sem fôlego. Mas minha professora disse que nado muito bem (obrigada!), e que vamos melhorar meu ritmo com o tempo. Foi paciente e não me exigiu quase nada, o que é bom nesse começo que poderia ter sido traumático.
Na saída, estraguei a vareta da cortina do box do vestiário, pousando meu maiô molhado nele. E esqueci o hidratante, cheguei repuxando em casa. Essa piscina ainda usa cloro, em plenos 2012. Vou discutir com alguém a possibilidade da gente colocar ozônio nela, além de esfregar melhor os azulejos do fundo e instalações mais dignas no vestiário. Não gostei desse lance de cortina no box e nem de não ter armários individuais, ou uma rouparia. Vejamos. Com o tempo, talvez.
A repartição paga minha mensalidade se eu quiser, mas aí terei que competir em nome da repartição, e a próxima já é em maio. Não quero ser desmoralizada já na primeira, então vou esperar passar o mês de maio para obter esse benefício...
Sinto-me pesada, com os braços pesados e dores inéditas. Mas almejo que essas dores sejam transitórias e eu possa, finalmente, voltar a tocar o chão com as mãos.

Monday, April 16, 2012

Outono bom

Esse outono ainda faz calor... Continuo vindo trabalhar de vestidos e de sandálias. O de hoje, achei futricando nos meus guardados, é um azul de verões atrás que tem um decote V um pouco V demais. Fico puxando o vestido para cima o dia todo, se não quiser mostrar o sutiã. Bom, eu não quero mostrar o sutiã. Pelo menos ele é de comprimento decente.
Desencantei ainda minha caixona de bijuterias, a qual andava perdida nas mudanças. Hoje vim de brincos azuis com engaste de metal antigo, presente de Natal da ex-sogra. Aquela sogra foi a que mais me deu bons presentes, uso todos até hoje.
Ainda consegui desencantar d'O Quarto do Meio a minha caixa de adereços de cabelo, e pude vir com os cabelo num meio-rabo com uma presilha toda chique, de pedrinhas azuis e de estresse.
Tô que tô toda combinando!

Começando a desvendar

O mistério de minha dor na lombar é atribuído a diversas fontes. Tem a hipótese do quiroprata, já anunciada nesse post. E ontem percebi outra possibilidade: passei o domingo inteiro quase deitada, lendo, vendo filmes e dormindo. Ficar deitada me faz mal!
Pode ser a posição, pode até ser o colchão (Deus me ajude que não seja, paguei muito caro nele e não quero me desfazer), mas o fato é que ficar deitada, ao contrário do que possa parecer, não é melhor.
Amanhã será um dia muito importante: vou para a aula de natação!
E mais importante ainda, estou de dieta sem glúten e lactose. Quero ver o que meu organismo responde...

Sunday, April 15, 2012

Algo que não sei se comerei novamente: trufa




Bom, na minha viagem a SP eu andei comprando algumas coisas, como de costume são coisas relacionadas a comida e culinária, e cometi um leve escorregão.
Há anos uso o azeite trufado e fico maravilhada com o seu odor pungente e sabor tão ímpar, e sempre fico olhando o vidro já no final e me perguntando: como é que posso fazer para tirar essas míseras lasquinhas de trufas do fundo?
Lá no Mercado Municipal, enquanto eu esperava meu atendente pesar minha farinha de amêndoas, olhava o vidro com a trufa dentro, concluindo rapidamente que jamais a compraria. Olhei o mel e o azeite trufados, e fiquei lamentando que não vendessem mel de trufas em nenhum lugar onde aceita meu vale alimentação. O moço voltou com a minha farinha; paguei, peguei a farinha e fui-me embora. Com o vidro na mão.
Ato falho ou não, já estava bem longe e com o mercado fechado quando realizei que havia cometido um furto de módicos R$94,00. Eu tinha uma trufa, e agora? Eu fui ladra, e agora?
Manchetes nos jornais: servidora pública federal que ganha R$700,00 ao mês de vale alimentação rouba comida no mercado municipal de SP!
Crianças, não façam isso em casa. Nem na rua.
Já de volta, de posse de meu objeto de desejo e de culpa, resolvi explorá-lo. Precisava de uma grande pesquisa, de entendê-la para além de seu sabor. Então abri o vidro, e aquele odor maravilhoso, meio ao fundo com um toque parece de gás de cozinha, me atingiu em cheio. Dominou a casa. Toquei na trufa, e vi-a dura, com a casca, aparentemente macia, ser seca. Cortei-a: recheio meio carnudo, mas dura. Não é bem como um cogumelo... É como uma trufa. Um cheiro e um gosto muito ao fundo de terra. Não como se tivesse terra nela. Como se ela fosse a própria terra, algumas horas.
Cortei-a, crua mesmo, em pedaços e misturei a essa massa com tomatinhos e manjericão. O sabor forte, pronunciado, quase não é bom. Mas é ótimo. Nunca vou esquecer. O vidro com o restante dela jaz na geladeira, e mesmo fechado seu cheiro se alastra. Ainda não sei que destino dou àquele resto. Precisa ser algo glorioso, como ela, e como o crime que cometi involuntariamente.
Não sei se comerei novamente; não roubaria em sã consciência, e muito menos pagaria R$94,00. Mas se alguém tiver dinheiro sobrando e não souber como gastar... Faça a experiência!

Wednesday, April 11, 2012

Como me tornei um ser humano piorado

No ensino médio eu inventei de ser AS escolhendo na enciclopédia das profissões: eu queria "ajudar as pessoas", olha que lindo!
Pensava em mim nos orfanatos e obras de caridade, enfim, um idílio nojento com a classe média e meu desejo de "ajudar as pessoas". Na Universidade aprendi várias coisas, dentro de sala e fora dela, fiz estágios em muitas comunidades e depois fui trabalhar com adolescentes, depois com crianças, depois na repartição.
Assistentes sociais não são psicólogas, no entanto, trabalham com gente cheia de problemas, afinal, como diz uma antiga professora, ninguém vai na Assistente Social contar que pintou a casa de rosa. Para encaminhar os casos, fazemos a escuta de muitas coisas, de problemas complexos, de origem material, mas que têm desdobramentos também emocionais e psicológicos. E às vezes, a gente ouve pessoas que não precisam do nosso serviço, mas nos procuram por pura falta de ter com quem conversar. Assim que via de regra há pelo menos 8 anos que eu escuto as histórias da vida privada alheia, suas crises e intimidades, e preciso não só encaminhar, mas também opinar e até aconselhar em alguns casos.
Isso fez com que aos poucos eu desenvolvesse uma espécie de casca, que me faz entender a dimensão da gravidade dos problemas, mas não sofrer junto com cada usuário do meu serviço, como se a questão dele fosse a minha. Isso levou anos para ser processado. E no decorrer do processo, fui automatizando muitas coisas, uma delas a escuta. Escuto, escuto, escuto - o dia todo. Eu escuto muitas coisas, muitos problemas.
E foi assim que me vi com preguiça de escutar as pessoas à minha volta: os amigos, os parentes, os eventuais amantes. Não sou paga para escutá-los: já faço isso em tempo integral. E custa R$19,44 a hora, fora os encargos trabalhistas e o vale alimentação.
Ossos do ofício. Eu sou normal?

Tuesday, April 10, 2012

O Quarto



Bom, eu já me mudei há quase dois meses e algumas coisas mudaram nessa casinha. A principal mudança foi a cozinha, finalmente equipada. A sala continua vazia; o Quarto do Meio continua cheio de caixas. E o quarto ainda abriga o modem e a TV, enquanto o sofá da sala não vem.
Mas o quarto de dormir, depois que sair a TV e o modem, vai ficar basicamente como já está; optei por ter um quarto de descanso, só de repouso, e por guardar tudo no Quarto do Meio.
Provavelmente pelo menos uma penteadeira vai caber nesse quarto de dormir aqui. Mas por ora, tenho gostado de deixar o vazio me permitir imaginar o que ficaria bom nos lugares.
Esse upgrade de cabeceira da cama combinando com almofadas e colcha são presentes de minha mamis, que trouxe ainda o criado mudo e o espelhão. São coisas do antigo quarto dela, que peguei para mim muito rápido!
Eu vi um milhão de fotos e percebi que gostava dessa pegada de verde&rosa, e escolhemos o tecido pensando nisso. O tapetinho e o quadro, ambos bordados a mão, são presentes da minha Tia preferida.
As paredes andam brancas e nuas em excesso; mas ainda não sei muito bem como preenchê-las. E por fim, essas cortinas horríveis. Sério mesmo. Sei que preciso colocar isso de volta quando for devolver o apartamento, mas na moral, não quero conviver com elas durante o próximo ano e meio. Então já providenciei novas.
Eu gosto desse meu quarto!

Já são quase 72h

Sem álcool!
No feriado lá em São Paulo, comentava com um amigo meu, médico, que eu tinha muita resistência ao álcool. Ele me corrigiu, rindo:
- Isso não é resistência, é tolerância, adquirida através de maus hábitos sistemáticos.
Quero ser fraca para bebida! Intolerante ao álcool!
Hoje eu ia ter um date mais tarde. Marcamos num bar. No dilema entre perder o bofe-escândalo ou manter minha resolução, simplesmente não falei nada até que o Universo se encarregou e chegou hoje de manhã o SMS que desmarcava nosso compromisso.
Obrigada!

Foi quase

Ontem mencionei o dia meio sabático que estava tendo, arrumando a casa e tentando desintoxicar esse pobre corpo. Quase consegui. Quando eram quase 18h, estava preparando uns pastéis salgados para comer de lanchinho e não resisti: experimentei um deles, massa de farinha com manteiga, mozzarella de búfala e trufas. Mas juro que apesar disso, me mantive na linha. Não comi nada durante a reunião da noite e, na volta, comi apenas bananas. Hoje de manhã comi torradas, puras mesmo - eram daquelas com sabor.
Almocei um risotto de limão, alho poró e cogumelos, mas sem o parmesão - me contentei com um tabletinho de manteiga President que ganhei de minha mãe.
Quando estou em casa, quando tenho tempo e condições, consigo me sair melhor. O desafio mesmo é em dias como amanhã, em que estarei viajando. Isso significa restaurantes, café da manhã de hotel, às vezes dificuldade tremenda em carregar os meus lanchinhos por aí... Mas vou tentar me preparar melhor.

Monday, April 09, 2012

24 horas

Lembro vagamente que existia uma série na TV com esse nome, e me parece que duravam 24 capítulos. Devo presumir então que eram longas horas!
Estou passando por longas horas, desde que levantei às 8h30. Hoje não fui trabalhar: combinei que não iria e estou em casa desde então, ainda de camisolas. Arrumando a casa, fazendo aquele declutter necessário na geladeira, organizando as coisas para o resto da semana, mas principalmente, fazendo um declutter interno. Destralhando esse sobrecarregado organismo.
Quando fui no quiroprata, ele pressionou meu estômago, um determinado ponto do intestino e o fígado. Me encolhi de dor em todas as três pressionadas. Como ele me explicou, relativamente bem humorado, meu estômago não tem dentes. E eu não deveria despejar tantas bobagens nele. E eu fiquei com aquilo na cabeça. Então viajei e fiquei num lugar meio sem estrutura para me alimentar direito, então viajei para São Paulo e comi e bebi absolutamente tudo que me deu vontade. Comi e bebi muito. E combinei comigo mesma que hoje iniciaria um ciclo diferente. E desde que acordei, a minha principal atividade, na verdade, é não comer nada que não preste.
Comi uvas, laranjas, maçãs. Almocei arroz de 7 grãos orgânico com cenouras orgânicas. E estou, obviamente, azul de fome. Louca por uma batatinha frita, por uma bobagem qualquer, por uma pizza. Mas hoje não vou comer nada disso. Não vou comer farinha, nem queijo, nem leite. Não vou comer nada industrializado. Tomei um chá de camomila para ver se me distrai. E vim aqui contar o dia tenso que estou tendo. Tenso, mas necessário. Óbvio que isso não vai se manter para além de hoje. Mas eu precisava de pelo menos 24h de respiro para esse organismo. Faço isso acompanhada de boa música: já foi toda a Gal, estou no Morais Moreira agora. Faço isso aqui em casa, sozinha, sem nenhum estímulo que me desvirtue do foco. Se estivesse no trabalho, já estaria mal humorada, ou já teria sucumbido. Me conheço. A vida segue, e vou precisar ser muito atenta nos próximos dias, com a rotina louca que levo. Mas acho que um dia de silêncio é fundamental.

Curry de camarões e legumes

Na semana passada levei super a sério o lance de levar meu almoço para a repartição, e saíram algumas coisas muito delícias. A ideia é que eu consiga comer e não morrer depois do almoço como de hábito, e como preciso maneirar e dar um tempo para o meu estômago, mas sem tédio. Sou meio resistente a salada porque é fria. Sempre quero o conforto de uma comida quentinha, mas esse improviso aí fica bom frio ou quente.

Primeiro, uma dica: depois de descascar seus camarões, coloque as cascas numa panela com água e algumas ervas para ferver. Depois de coado, tens caldo de camarão para utilizar em sopas, risottos,pirão, paellas... Muito melhor que o caldo cheio de sal de tabletinho (ou de potinho), mais saudável, mais barato, usa a comida toda até o fim, e se nada disso te convenceu, tem uma questão de higiene: as cascas depois de fervidas vão ao lixo sem causar moscas e outros bichinhos. O depósito do lixo do meu prédio é ao ar livre, já pensou deixar essas cascas de camarão lá num dia de sol? Então se animem! Fervam suas cascas, seja para fazer caldo ou não (mas eu recomendo que seja para o caldo :).

Curry de camarões e legumes

100g de camarões limpos
1/2 abobrinha fatiada
1 dente de alho fatiado
1 cebolinha cortada em rodelinhas
1 punhado de coentro picado
ervas secas: pimenta síria, canela, flor de sal, curry amarelo
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 espremida de limão


Refogue no azeite o alho fatiado e os camarões, que vão soltar água e ficar rosadinhos em poucos minutos. Adicione as fatias de abobrinha e deixe refogar por mais uns 2min. Adicione os temperos> pimenta, canela, curry, e o coentro. Desligue o fogo e coloque a flor de sal, misturando bem (ela vem em cristais, precisa se incorporar bem), o limão e a cebolinha.
Aí ele já está no potinho que levo para almoçar na repartição. Yummi!

Feliz Ano Novo!



Como comentei uns dias atrás, o segundo trimestre do ano entra com alguns ciclos fechados, com espaço para a abertura de novos. Tem muitas coisas que precisam ser substituídas nele, e os espaços estão ali ainda, abertos. Não fechei tudo demais, porque acho que vou ter um ano muito cheio de compromissos. Se eu fizer compromissos demais comigo mesma, corro o risco de me ver soterrada por eles e não saber mais quem sou!
Mesmo assim, algumas coisas eu já posso saber que precisam acontecer. Eu preciso melhorar de saúde. Isso significa que eu preciso praticar esporte e parar de comer e beber como um rei momo. Eu preciso me concentrar mais no trabalho burocrático da repartição, e aprofundar os conhecimentos sobre a parte técnica da minha intervenção, e pra isso eu preciso aprender a ter mais foco. Eu preciso terminar o meu mestrado, e pra isso a única solução é a disciplina. Eu preciso ver mais filmes, ler mais livros, ver mais meus amigos, fazer mais trilhas, conhecer mais lugares, aproveitar melhor meu tempo livre... Eu preciso gastar menos dinheiro. E um longo etc.
Essa foto é a vista da minha janela da sala. Eu gosto muito dessa pracinha aqui em frente, que nas terças-feiras tem feirinha. Uma das coisas que eu realizei esse ano foi o apartamento sozinha, e nem tenho aproveitado como deveria. Mas isso também vai mudar.
Tenho zilhões de posts para fazer, e hoje vou passar o dia todo em casa. Talvez saiam hoje.

Thursday, April 05, 2012

Não me venha com essa de Páscoa

Eu pratico meu ateísmo com mais fervor nas datas comemorativas. De Natal não posso nem ouvir o nome, é um estresse sem limites, um exagero de confraternizações sem sentido e uma ceia que detesto. Páscoa, então, é pior ainda: se no Natal há alguma chance de eu ganhar presentes que possa gostar, na Páscoa não há nada, afinal eu não gosto de chocolate, muito menos de ovos de chocolate, e tenho paúra dessas coisas.
Meus pais se pirulitaram para Buenos Aires, e eu depois de debater intensamente cazamiga o que fazer, estou indo hoje à noite para São Paulo, realizando um dos desejos que tenho, que é conhecer a cidade melhor.
Talvez esse plano seja abortado por uma relaxada em Santos, a convite do amigo do amigo, que disse que seremos bem-vindas, já arrumou nosso cantinho na casa e providenciou voz e violão para o evento. De qualquer forma, tenciono passar o domingo em Sumpólo para não pegar o trânsito voltando da serra e perder minha viagem de volta, às 18h05.
De qualquer forma, parte das mudanças de Ano Novo incluíam: não deixar passar oportunidades de viajar, de estar com as pessoas que eu gosto e de me divertir.
Assim, na primeira semana de Ano Novo já temos uma alteração significativa nos históricos!
Feriadão, aí vamos nós!

Mau humor

Estou indignada com a falta de rotina que esse meu trabalho irá me impor no decorrer do ano. Vou viajar praticamente todas as semanas, três dias fora da cidade.
Mas como assim? E minha natação? E minha cadimia? E os gatinho, como fica? E as plantas? E a minha rotina, que tanto prezo?
Ai... vai doer.
Porque uma coisa é ter que ir sempre pro Rio ou São Paulo, ou até ter que ir sempre pra Balneário Camboriu. Outra, muito diferente, é ter que ir pra Tubarão, Urussanga, Forquilhinha e outras localidades mínimas, sem vestígio de civilização e urbanidade. Sou uma moça da cidade, sempre digo isso.
Acho que vou até criar um novo marcador, ossos do ofício, para relatar as minhas aventuras e chorar minhas pitangas.

Astúcio é forte

Final de semana passado acabei me distraindo de colocar água de Astúcio, meu pé de manjericão, e no domingo ele estava tragicamente com as folhas caídas.
Conversei com ele sobre a necessidade de ser mais independente, afinal eu viajava muito, mas isso não significa que não o ame. Dei-lhe muita água e torci para que resolvesse, já que viajei e fiquei três dias e três noites fora.
Ontem ele estava novamente viçoso e de pé, orgulhoso de ter-se mantido vivo e forte, e eu orgulhosa dele!
Ainda bem, já que resolvi viajar no feriado.

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