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Monday, March 26, 2012

Organização

Na sexta-feira, depois de me queixar de uma semana monstruosamente cansativa , reconheci que precisava planejar uma semana melhor que a anterior. Então na sexta à tarde montei uma lista com o que eu iria comer no horário de almoço nessa semana. A partir disso, montei a lista de compras e fui para o supermercado. Fui até que bem objetiva, mas saí de lá com a sensação de ter sido roubada. Para vocês terem uma noção, paguei R$7,69 numa bandeja de 300g de carne moída! Fiquei horrorizada e ao mesmo tempo decidida a dar uma boicotada nessas minhas incursões ao supermercado – vocês não sabem o estrago que faz R$711,00 ao mês de vale-alimentação na vida de uma mulher sozinha...
Cheguei em casa cansada como poucas vezes havia me sentido, e fui dormir, das 16h às 18h. Mal conseguia abrir os olhos quando acordei, mas fui tentar organizar minha vida: limpei meu quarto, meu banheiro, varri toda a casa, passei pano no chão. E no meio disso, ia cozinhando: o almoço de segunda-feira, o almoço de terça-feira, o meio-caminho andando de alguns jantares. Não fiz mais que dois almoços porque os trago para cá em potes de vidro para poderem ir ao microondas, e ainda não tenho mais que dois.
Analisando o espólio de minha geladeira, encontrei três pimentões (um de cada cor) já murchando, uma abóbora com pontos já de apodrecimento, um naco de parmesão com casca branca, e um maço de cebolinhas com algumas já amareladas. Como não poderia admitir desperdício depois da fortuna que havia gasto à tarde, chamusquei os três pimentões na chama do fogão, retirei-lhes a pele e guardei congelados para algum patê ou entrada. Cortei e descasquei a abóbora, eliminei as partes estragadas e congelei o restante, crua mesmo, em cubos. As cebolinhas, ainda que amarelando, não estavam estragadas; foram junto das cascas e sementes de abóbora, umbigos de tomates, cascas de batatas e cenouras para a panela com ervas secas e água, e viraram caldo de legumes, posteriormente congelado. Meu congelador está regurgitando de potes, mas melhor ele que a lixeira.
Hoje almocei um purê de batatas com carne moída, a comida mais infantil e gostosa que já provei, que sempre me remete aos almoços em casa, de uniforme azul (do colégio Adventista, grandes contribuidores do meu ateísmo) assistindo desenho animado. Percebi que preciso acordar e imediatamente colocar o meu potinho para descongelar, porque a comida virou uma papa descongelando no microondas. Também preciso de uma sacolinha térmica melhor para carregar meu almoço e meus lanchinhos. O fato de ter provado da minha comida, temperada e bem-feita na hora do almoço, ao contrário dos almoços suspeitos e caros do refeitório da repartição ou da padaria aqui perto, me deixou muito contente. Tranquila, porém desperta – nada daqueles bifes a parmegiana que me oferecem nos kilos e que não consigo recusar. Quero muito que essa seja uma mudança definitiva – foi para isso que me mudei aqui para perto, para ter mais qualidade de vida. E quero muito, muito mais rotina na minha vida!

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