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Saturday, March 10, 2012

Esse meu tipo, esse meu tipo


Dia desses compromissos profissionais me levaram para o centro de Floripa. Fui com minha outra colega AS, e além de profissionalmente nos identificarmos, temos nossos gostos em comum para livros, para lojas de roupas, para músicas, até para programas. Somos muito diferentes, mas nos identificamos uma com a outra, por que tentamos, cada uma por uma via, encontrar nosso próprio caminho para ter um bocadinho mais de qualidade de vida. Para ter um significado a mais em nossa vida pessoal. Então terminamos o que tínhamos de fazer e faltava mais de uma hora para chegar nosso transporte, e aproveitamos para almoçar no nosso restaurante favorito do centro e curtir o centro. Embarafustamos por uma miríade de lojas de roupas oferecendo já casacos de lã (as estações do ano na moda são um absurdo), calçados, cosméticos e coisas do tipo. Terminamos lá dentro da livraria, cada uma foi para um lado e quando vi, estava ela na fila do caixa com um monte de coisas e eu, ah eu, comprei mais um livro de culinária, empolgada com a cozinha que ficaria pronta naquele mesmo dia.
R$89,90 mais pobre, porém mais feliz, sentei ao lado dela para ver suas compras, e me surpreendi ao ver que ela comprara um caderno de mandalas e uma caixa de lápis de cor. Ela me mostrou que eram folhas e mais folhas, cheias de mandalas, as quais ela preencheria com as cores de que mais se agradasse, e ela disse que aquele passatempo lhe roubava muito tempo.
Achei interessante e bonito, e me perguntei se eu não gostaria de ter um desses. Nessa busca incessante por desenvolver habilidades que não possuo, de vez em quando me meto com atividades manuais (teve o tempo da pintura em madeira, o tempo das aplicações em tecidos), e mais que a atividade em si ou o produto que ela gera, gosto de exercitar minha capacidade motora e cognitiva com essas coisas. Sou uma negação completa para os desenhos (morri de medo de reprovar no psicotécnico), e talvez só preencher mandalas com as cores me ajude a iniciar nessa caminhada... Não sei bem. Não sei se me sentiria à vontade apenas desenhando em silêncio, vela acesa e música de fundo. Provavelmente faria na frente da TV. Assim como não fico sozinha numa rede apenas para apreciar o momento, talvez eu não conseguisse me concentrar no desenho - acho que me sentiria sem conexão nenhuma com o resto do mundo, e essa perspectiva nunca me alenta. Sempre quero me sentir em conexão com o resto do mundo. Ela afirma, no entanto, que são momentos valiosos de auto-aprendizado e de criação, e talvez eu possa fazer uma tentativa. Talvez eu possa imprimir essa mandala aí antes de gastar R$100,00 num caderno cheio delas em branco, fora os utensílios de cor.
Não sei.
Dileta audiência, eu sou normal? Vocês são normais? E como exercem suas criatividades? São bons desenhistas?

3 comments:

Cambaxirra said...

Olha, eu te acho normal, agora não posso dizer que eu seja normal, hehehe. Não desenho NADA, nem coraçãozinho, uma tristeza. Não me considero muito criativa, no meu tempo livre eu leio muito, e assisto a muitos filmes, mais do que tudo. Mas gostaria de saber pintar, ou costurar, enfim. Sou um tanto impaciente, não sei se me daria bem em uma atividade como essa, mas acho que a idéia das mandalas é muito legal! Quem sabe vc imprime algumas, compra uma caixa de lápis de cor e vê no que dá?

Cristiano said...

Não desenho nada.. e nunca tive paciencia para colorir e não sei tocar nenhum instrumento.

:/

Luana said...

Eu desenho ha muitos e muitos anos.. E tive um caderno com mandalas para colorir tambem... adorava!

Acho super normal! risos

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