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Friday, March 30, 2012

Ano Novo

Essa semana, ao contrário da anterior, priorizei o meu descanso. Passei várias noites em casa, descansando. Na verdade, passei várias noites deitada no escuro, fazendo nada de produtivo. Mas estou precisada. Nesse final de semana vou enfrentar alguns fantasmas e finalmente me libertar de alguns problemas que arrumei há um ano atrás. Um ano depois, enfrentarei as mesmas pessoas, mas muito melhor preparada. Preparada para finalmente deixar para trás coisas e pessoas que me fizeram muito, muito mal. Daqui a 72h não precisarei mais me preocupar em fazer de conta que vai tudo bem e que até suporto quem não suporto. Vamos embora. Esse ano me serviu para aprender que uma atitude impensada na minha idade não é mais vista como algo inocente. Nem tudo foi ruim, mas certamente não foi bom, e é ótimo poder deixar certas situações para trás. Sei que o ano já virou lá em janeiro, mas passei todo esse primeiro trimestre lidando com problemas de 2011 ainda, e só agora, no dia 1 de abril, é que posso comemorar vida nova. Tenho muitos planos para abril, muitas coisas vão ser diferentes. Eu prometo!

Massagistas tarados?

Ainda sobre o quiroprata, fui de vestidinho, calcinha, sutiã e chinelo. Minha amiga Wal, que já havia ido a um, me contara que fez a sessão toda de calcinha, e eu achei que era assim. Então observei a roupa de baixo e fui-me embora. Cheguei lá, fizemos tudo de roupa, e meu quiroprata me diz: da próxima vez, pode vir com roupa de ginástica, tá? Eu digo que sim, e explico que na verdade achei que faríamos sem roupa. Ele cai na gargalhada e diz que não, não existe isso. Que esse outro profissional era meio tarado (falou isso brincando obviamente)! Vou contar para Wal e ver o que ela diz.

Notícias da coluna

Fui finalmente ao quiroprata, sendo que a dor já nem é mais a mesma. Aos poucos ela foi cedendo lugar ao desconforto habitual, mas mesmo assim julguei pertinente receber umas porradas profissionalmente. Eu nunca tinha ido em um quiroprata. Bem, eu imaginei que ele fosse me estralar inteirinho e eu fosse sair voando de lá. Ele até me estralou inteirinha, mas voando não saí não. E sinto dores pontuais na coluna ainda. Não me forneceu o alívio que julguei que receberia. Além disso, saí com peso na consciência: ele apertou meu estômago e meu abdome todo para concluir que vou mal do estômago também. Pô, mas se o gastro disse que estava tudo bem, você vai acabar com as minhas ilusões? Eu sei que não vou bem. Me deu conselhos parecidos com todos que tenho recebido nos últimos meses: me alimentar melhor e fazer atividade física. E urgente. Sei que é urgente, mas que eu posso fazer se a vida me leva? Juro que marquei médico para segunda-feira, no qual eu pediria atestado de piscina e poderia então ir para a natação. Pois bem, viagem a trabalho de segunda a quarta. Vou viajar loucamente esse ano. Agora passei a sentir discretas dores em locais onde até então não doíam, devido aos estralos. Queria muito poder parar tudo e fazer só o que me faz bem à saúde, mas...

Thursday, March 29, 2012

Má, muito má!

Primeiro: ainda bem que a novela das 21h acabou. Teresa Cristina nunca, nunca me convenceu! No último capítulo ela matou um cara na banheira e homenageou outra vilã: disse obrigada, Nazaré Tedesco! Essa sim, pra quem não se lembra, sabe fazer uma ótima vilã! Hilária e malvada. Nem parece a mesma atriz que nessa tal de Fina Estampa vivia uma médica louca que virou parteira na África levando a tiracolo o ex-vilão recuperado e gostoso.
Sei de tudo isso vendo o último capítulo, tá? Não acompanhei essa novela porque sempre achei chata, sem ritmo, com elenco em excesso, núcleos que ninguém sabe a que vieram, enredo ruim, atuações mais ou menos... Não fosse o Crô, nem tinha graça nenhuma!
A novela que entrou no lugar, pelo contrário, é ótima! Super emocionante e dinâmica, com as histórias se fechando rapidamente, com lances de aventura e de suspense, com crimes, com um climão pesado dos vilões, os mocinhos são todos meio tristes, parece entretenimento zumbi! Amei!
Na terça-feira telefonei para um amigo e ele me disse que fazia o mesmo que eu: estava vidrado na novela, e chorava emocionado com pena da menininha. Ao que confessei, gargalhando, que eu ao contrário dele estava torcendo para que ela fosse pega, que a Adriana Esteves se desse bem na perseguição! E se deu!
Sou má, gente, meu lado evil se manifesta diariamente!

Wednesday, March 28, 2012

Só mais uma


Minha mesa aqui na repartição: lata da Confeitaria Colombo, agendinha da Mafalda (presente de um amigo de Buenos Aires) e minha caneca de chá, no meio das papeladas que preciso enfrentar diariamente.

De onde surgiram tantas fotos?

Essa é simples, descarreguei uma nova leva hoje ;)

Pra facilitar


Como moro no terceiro andar de um prédio sem elevador, as compras são sempre um estresse. No começo eu fracionava as compras, depois eu fracionava o transporte delas, agora achei a solução mais certeira, boto tudo numa caixa e subo sem problemas!
Tem ainda o mimimi da sacola plástica, sobre o qual não tenho grandes militâncias, mas até que cumpro minha cota individual de reaproveitamento bastante razoavelmente, porque de fato tenho nervoso com plástico.

Oi, frio


Não gosto muito de você, mas assim como estás hoje nos entenderemos bem: posso vir trabalhar de vestido, não chego suada e meu pó não derrete. Gosto de ti assim ensolarado; bem melhor!
Nosso primeiro encontro desse ano, sábado passado lá no Ribeirão da Ilha, eu de dentro da vidraça estarrada no pufe, e você se deitando sobre o mar!

Conservadora

Troquei minha senha para o computador da repartição hoje. Não gosto de fazer isso, gosto da minha senha de sempre, mas periodicamente o sistema me obriga a trocar. Fico nervosa e esquecendo, e ainda por cima preciso dar um intervalo de 8 senhas antes de voltar a anterior. Como é procedimento padrão bloquear o computador até pra tomar água, estou o dia inteiro ouvindo o bipe de senha incorreta. Saco... Trabalho numa empresa pública, deixem meu computador ser público!

Tuesday, March 27, 2012

Recusei

Domingo no show do Lenine estava sentada naqueles pufes que fica ali do lado do palco e um rapazinho muito bem apessoado sentou-se ao nosso lado. Lançamos olhares de quem o queria e continuamos nossa conversa, e ele logo se relocalizou e fez amizade conosco. Minha amiga sentada no sofá e o resto dos amigos foram embora, enquanto nós dois seguimos conversando até o final do show. Achei o resto da galera pelo telefone e íamos tomar uma cerveja. Convidei-o, e ele foi junto.
No fim não teve cerveja, e nos despedimos ali mesmo; ninguém entendeu porque foi que despachei o gatinho, ao que eu surpreendentemente respondi que estava apenas fazendo amizade. Quem, eu? E desde quando sou disso?
Aposto como vou me arrepender.

Horror total II

Meu cabelo anda medonho nesses últimos dias. Passou incólume pelo verão: macio, sedoso, ajeitadinho sem uma única passadela de chapinha. Deve ser porque pouco ou nada fui à praia, e por causa dos produtos ultracaros e tecnológicos que andei passando na cabeça. No feriado de semana passada peguei algumas praias e agora ele se encontra rebelde, revolto, até meio duro. Meus produtos prediletos acabaram e ainda não tive tempo de ir a nenhum estabelecimento comercial especializado em produtos de cabelos, moral que ele anda muito, muito mal.
Preciso dar um jeito nesse perucão, faço trança e ela esfiapa, deixo solto e ele fica cogumelo murcho... Assim não dá!

Horror total

A outra AS aqui da repartição veio trabalhar conjuntivada. Que medo! Odeio gente doente que vem proliferar suas doenças perto de mim.

Monday, March 26, 2012

Chico, se catar...

Chico construía personagens machistas, misóginos, homofóbicos e eu além de tudo achava sem graça. Toda a turma da escolinha vendo a bunda da Capitu enquanto ela pagava o quadro? Ridículo. E aquele baiano (que era Chico pintado de escuro numa rede) reforçando o estereótipo da preguiça nordestina? Uó. Isso que eu praticamente não assistia, porque de fato, achava uó. Aposto como quem assistia mais, tem mais para falar.
Acho que Charles Chaplin disse uma vez que seu choro até poderia virar humor, mas que seu humor jamais poderia ser construído em cima da tristeza de ninguém. Ultimamente, no facebook, as pessoas têm elogiado o humor inocente de Chaves, em que seu Madruga nunca revidou as históricas bofetadas que levava... Chico foi é tarde!

Ainda sobre organização

Algumas pessoas comentaram no meu blogue que têm sérias dificuldades em se organizar. Bate aí, somos vários.
Conheci dia desses esse blogue, Vida Organizada, e encontrei várias dicas interessantes - foi por causa dele que inventei essa história do cardápio semanal. E diariamente anoto na minha agenda algumas tarefas, para facilitar, conforme o método de minha xará, a Thais.
Tem dicas de como se arrumar, arrumar a casa, se mudar, se preparar para emergências, tratar de emergências com crianças, enfim, tem várias coisas!
Estou tão obcecada com esse lance da organização que fiz novo marcador, sobre isso!

Organizada!

Cumpri meu prazo com Co-Orientador e repassei a ele minha proposta de projeto para o Comitê de Ética. Gosto do jeito que ele faz correções: marca as frases em colorido e vamos discutindo uma a uma, assim não fico desesperada e sozinha no meu texto procurando o que arrumar. Amanhã vamos nos encontrar para que eu dê os retoques finais e possa fazer essa maldita pesquisa de campo.

Organização

Na sexta-feira, depois de me queixar de uma semana monstruosamente cansativa , reconheci que precisava planejar uma semana melhor que a anterior. Então na sexta à tarde montei uma lista com o que eu iria comer no horário de almoço nessa semana. A partir disso, montei a lista de compras e fui para o supermercado. Fui até que bem objetiva, mas saí de lá com a sensação de ter sido roubada. Para vocês terem uma noção, paguei R$7,69 numa bandeja de 300g de carne moída! Fiquei horrorizada e ao mesmo tempo decidida a dar uma boicotada nessas minhas incursões ao supermercado – vocês não sabem o estrago que faz R$711,00 ao mês de vale-alimentação na vida de uma mulher sozinha...
Cheguei em casa cansada como poucas vezes havia me sentido, e fui dormir, das 16h às 18h. Mal conseguia abrir os olhos quando acordei, mas fui tentar organizar minha vida: limpei meu quarto, meu banheiro, varri toda a casa, passei pano no chão. E no meio disso, ia cozinhando: o almoço de segunda-feira, o almoço de terça-feira, o meio-caminho andando de alguns jantares. Não fiz mais que dois almoços porque os trago para cá em potes de vidro para poderem ir ao microondas, e ainda não tenho mais que dois.
Analisando o espólio de minha geladeira, encontrei três pimentões (um de cada cor) já murchando, uma abóbora com pontos já de apodrecimento, um naco de parmesão com casca branca, e um maço de cebolinhas com algumas já amareladas. Como não poderia admitir desperdício depois da fortuna que havia gasto à tarde, chamusquei os três pimentões na chama do fogão, retirei-lhes a pele e guardei congelados para algum patê ou entrada. Cortei e descasquei a abóbora, eliminei as partes estragadas e congelei o restante, crua mesmo, em cubos. As cebolinhas, ainda que amarelando, não estavam estragadas; foram junto das cascas e sementes de abóbora, umbigos de tomates, cascas de batatas e cenouras para a panela com ervas secas e água, e viraram caldo de legumes, posteriormente congelado. Meu congelador está regurgitando de potes, mas melhor ele que a lixeira.
Hoje almocei um purê de batatas com carne moída, a comida mais infantil e gostosa que já provei, que sempre me remete aos almoços em casa, de uniforme azul (do colégio Adventista, grandes contribuidores do meu ateísmo) assistindo desenho animado. Percebi que preciso acordar e imediatamente colocar o meu potinho para descongelar, porque a comida virou uma papa descongelando no microondas. Também preciso de uma sacolinha térmica melhor para carregar meu almoço e meus lanchinhos. O fato de ter provado da minha comida, temperada e bem-feita na hora do almoço, ao contrário dos almoços suspeitos e caros do refeitório da repartição ou da padaria aqui perto, me deixou muito contente. Tranquila, porém desperta – nada daqueles bifes a parmegiana que me oferecem nos kilos e que não consigo recusar. Quero muito que essa seja uma mudança definitiva – foi para isso que me mudei aqui para perto, para ter mais qualidade de vida. E quero muito, muito mais rotina na minha vida!

Thais é torta

Há dias venho sofrendo com uma dor constante na lombar, e a despeito das ajudas que meu amigo massoterapeuta profissional me deu durante dois finais de semana seguidos, continuo toda dolorida. Marquei um quiroprata para sexta-feira. Mais 5 dias com essa dor! Ai, que dor!

Friday, March 23, 2012

Eu e ele

Comentei au passant que receberia visitas no feriado e assim aconteceu. Passei a semana passada toda esperando, torcendo para que fosse logo, para que fosse legal. Programei os dias, as noites. Na sexta de manhã, dando os arremates finais, ele me liga e diz que o aeroporto do Rio ainda não abriu. Vai atrasar. Cancelam o vôo dele, remarcam para a tarde do dia seguinte, e eu passo a me conformar - um dia e uma noite a menos. Ele resolve vir com outra companhia - um dia a menos, uma noite recuperada. Resgato-o no final do dia no aeroporto e fico impressionada - lembrava que ele era mais alto, mas menos bonito. Eu gosto da conversa dele, do sotaque dele, dos livros que ele leu. Eu gosto do cheiro dele.
Porém, surpreendentemente, eu não gosto do beijo dele.
A gente insiste e chega a discutir teoricamente os motivos, porém 4 dias de tentativas não sanam o problema, e ao longo dos dias, enquanto a gente passeia, mergulha, vai à praia e toma banho de cachoeira, vamos vagarosamente nos aproximando mais enquanto pessoas, e menos enquanto homem e mulher. Somos mais cúmplices, falamos de diversos assuntos, estamos nos tornando... amigos. Cada vez mais amigos, cada vez menos amantes.
Eventualmente lembramos do interesse que nos levou até ali; ensaiamos uma reaproximação, mas o fato é que não somos bons amantes. Porém, não consigo pensar em amigo mais querido.
Racionalmente, não consigo compreender o que me faz não ficar enlouquecida pelo homem prodígio em minha frente; tem gente que chama isso de falta de química. Bom, deve ser isso mesmo.
Agora, eu digo a vocês, quem magoar aquele coração vai ter que se ver comigo. Mexeu com amigo meu, mexeu comigo. ;)

Tudo igual, mas diferente

Continuo ansiosa, compulsiva e comilona, não necessariamente nessa mesma ordem. Tem coisa de um mês que como quase diariamente o sushi do Angeloni de Capoeiras, na praça de alimentação; é quase R$1,00 a peça e tem os sabores que eu gosto. Ando numa fase no-cheese, bem diferente do costumeiro, e muito oriental. Quem inventou o salmão e o cream cheese juntos é um cupido que celebrou o casamento mais bem-sucedido ever.
Bueno, dia dessas cheguei em casa cansada e não queria cozinhar e nem comer nada ruim. Inventei de pedir uma pizza, aventura se levar-se em conta que seria a minha primeira tentativa. Busquei na internet e não haviam muitas com sites, então tentei uma cujo endereço ficava no meu bairro. Pedi uma média (8 fatias) porque queria dois sabores, e resolvi tentar a minha preferida clássica (marguerita) e outra que também me agrada, a catuperu. Pensei que se eles fizessem bem o básico, poderia me aventurar em novos sabores.
A pizza chegou em 20min (morar perto e ligar cedo, eis a chave), me custou R$26,00 e me deram uma Coca-Cola de 600ml de brinde. Ainda vieram com a maquininha de cartão. Tamanho razoável, porém eloorme se considerado que sou sozinha. Mesmo assim, comi 4 fatias com ela ainda quentinha. Massa bem gostosa, fininha, macia e crocante nas bordas, porém com excesso de recheio. Muito queijo, pesava a pizza e fazia tudo se desmontar. Poderia ter menos queijo, mas de resto, é feita com ingredientes de qualidade, a massa é bem trabalhada, e tem um bom preço.
Quem quiser um dia comer uma pizza em São José e adjacências pode ligar sem medo para a Fiorella (3039-6969) e aproveitar!
Foi bom, mas sobrou muito, da próxima vez que pedir, pedirei a pequena (6 fatias) de um único sabor. Ou fazer pizza. Ou não pedir muita pizza para variar. De todo modo, fiquei feliz de ter me estufado dessa forma, em outros tempos mataria ela numa boa!

Mais uma passou

Estou me sentindo moída, cansada, destruída. Tenho prazos com Co-Orientador, tenho coisas imensas a fazer. Preciso arrumar minha casinha. Preciso escrever documentos e passar o dia inteiro de amanhã numa atividade sindical. Preciso terminar a tal capacitação da repartição, também preciso fazer as compras da semana, preciso ainda que as coisas funcionem sem dar muito problema. Agora que furou o pneu do carro, preciso ir no borracheiro consertá-lo.
Que semana absurda!

Wednesday, March 21, 2012

Organização

A sabedoria de Co-Orientador extrapola os limites do tema da minha dissertação. Ele me disse, enquanto contava o caos que sua vida vinha se tornando recentemente, que para não surtar necessitaria de ser muito organizado. É exatamente disso que eu preciso! De ser muito organizada!

Cansada

Física, mental e emocionalmente. Pelo momento difícil no mestrado, na minha vida pessoal, por ter inserido uma visita no meio da minha vida já bem bagunçada sem isso. Precisaria de dias e mais dias de folga. Os quais eu não tenho.

Fui orientada

A quem me considera ligeiramente (ou gravemente) desorientada, anuncio que fui devidamente assistida, ouvida e bronqueada por Co-Orientador!
Conversamos sobre aquelas 12 páginas que havia lhe mandado dias atrás, e também sobre a maldição de eu ainda não ter submetido meu projeto ao comitê de ética. Combinamos que farei isso em caráter emergencial, e que nos veremos novamente em poucos dias. Combinamos que enquanto O Orientador sai para fazer licença-capacitação, seremos só nós dois muito organizados e sem atropelos maiores.
Sempre gosto de conversar com Co-Orientador, ele me ouve com atenção e lê minhas produções super com atenção. Ele me entende, e eu o entendo também. Gostamos de ficar naquela mesma mesa de sempre no bar do CED com nossos computadores (ele adora fazer nossos encontros nos bares e cafés).
Eu e Co-Orientador moramos no país errado, quanto a isso não há dúvida.

Thursday, March 15, 2012

O dilema das unhas lilases

Hoje enquanto Dulce, minha manicure cearense divertida fazia minhas unhas eu fazia diversos testes com o seu acervo de esmaltes. Me arrependi de não ter consultado o meu próprio acervo, e mais ainda de não ter pensado em qual cor usaria hoje, porque haviam questões filosóficas envolvidas na cor do esmalte de hoje.
Não poderia ser uma cor muito discreta, como um marrom que achei bonito. Eu preciso provar uma coisa com meu esmalte, make a point. My point is: não sou discreta. Não queria que fosse vermelho, porque eu já estava com vermelho antes e gosto de variar as cores, além de já ter mostrado esse vermelho dias atrás, e vermelho sempre pode ser um clássico. E aí, my point is: não sou clássica.
Não queria usar nem azul nem verde, porque não combinaria com as roupas que vou usar, e nesse caso também achei que era demais. Nesse caso, my point is: não sou a Elke Maravilha (mas às vezes sou sim!).
Acabei optando por um lilás, não exatamente o roxo que eu tinha em mente, mas sabia que combinaria com as roupas, ficaria colorido não-clássico nem discreto nem infantil demais.
I have my point!

Sem mais aborrecimentos

A semana está quase acabando. Briguei com todo mundo mas tenho móveis, tive que reordenar minha agenda mas fui no salão de beleza hoje. Como vou receber visitas e percebi que só tinha um prato em casa, comprei outro ontem. Me perdi comprando bobagens e voltei pra casa sem água mineral e Macrovita, então ainda preciso voltar outra vez ao mercado. Minha ração de queijo e presunto também está comprometida, preciso comprar.
Pensei em passar no SESC e retirar ingresso pra ir assistir O Retrato de Augustine, vai depender do trânsito.

Marquinhos veio!

Marquinhos, elenco de apoio incorporado ontem aqui nesse blógue, me deu mais um perdido ontem: combinamos que ele viria às 17h, e quando eram 17h30 e nada telefonei para a loja, já que seu telefone encontrava-se desligado. O gerente me garantiu que de hoje não passaria, mas no fim não foi necessário.
17h50 tocou meu interfone e Marquinhos, a Lenda, montou minha mesa! Ainda arrumou todos os papelões bem direitinho dentro de uma única caixa. Foi a glória!
Isso significa que dos básicos resolvi. Ainda preciso transportar meu sofá e meu guardarroupas do apartamento velho, e esse último precisa ser montado, prevendo aí mais uma sequência interminável de aborrecimentos.
Porém vou me dar um respiro e não farei isso durante os próximos dias, para desestressar.

Wednesday, March 14, 2012

Das coisas que não compreendo

Gente, eu sei que a moda funciona com tempo próprio e por estações do ano. Mas pelo amor de Deus, vamos combinar que não tem como as lojas estarem exibindo modelos de inverno e casacos de lã nas vitrines e no interior das lojas?
Sério, fui ontem até o shopping comprar roupas e só encontrei roupas cinzas, marrom e roxas (as vedetes das coleções de inverno há anos) e ítens em liquidação que não eram bonitos, nem baratos.
Continuo sem alternativa, talvez tente hoje novamente.

Atualizando

Hoje, enquanto esperava pelo Marquinhos, resolvi enfrentar minha bagunça do quarto do meio. Arrastei caixas, esvaziei caixas, reorganizei caixas. Continuo cheia de caixas e sacolas, mas melhorou bastante!
Limpei o chão, deixei tudo perfeitinho. Ontem já tinha ficado nessa função até tarde. A única coisa que continua sem solução é a sala, mas pretendo arrumar hoje.
Sabe do que eu precisava? De um dia inteiro para fazer isso. De não interromper o processo às 10h da manhã, mas de continuar até estar tudo perfeito.
Irremediavelmente, não tenho esse tempo. Tenho que vir trabalhar.
Cada dia tem sido um suplício de tédio e de raiva, pensando na quantidade de pendências em casa, e eu aqui na repartição fazendo hora.
Essa semana é feriado aqui no município em que trabalho, mas isso não muda meu déficit de tempo: vou receber visitas e preciso me dedicar.
Espero que um dia consiga resolver minhas pendências!

Thais, a stalker dos montadores

Com a cozinha totalmente montada, para que eu fique totalmente feliz ainda falta que montem a minha mesa com 4 cadeiras. Telefonei na sexta-feira exigindo isso e combinei com o Marquinhos, meu montador, pra hoje de manhã. Confirmei ontem à tarde com ele. Ele demorou e eu liguei hoje de manhã cobrando onde ele estava. Ele me disse que ia atrasar, e...
Celular desligado. Liguei cerca de 20 vezes para ele, liguei para o gerente da loja, enfim, fiquei no encalço de alguém que me montasse essa merda de mobília. E ainda passei um SMS ameaçador ao Marquinhos: não vou parar de ligar até obter retorno.
Há pouco ele desistiu de fugir de mim e reagendamos para as 17h. Quero só ver.
Foi na base dessa pressão que montaram minha cozinha, então acho que vai ser do mesmo tipo hoje.
Queri ameaçá-los dizendo que devolveria tudo, mas acho que eles não ligam.

Esquisitices

Aqui na repartição a subgerente trabalha fungando no meu cangote - não sei bem, mas acho que já descrevi que minha ilha dá de costas para a mesa dela. Ela é daquelas mulheres bonitas, altas, magras, bem-vestidas, com a vida ajeitada, e que parece tirar tudo de letra. É uma comedora de ratazanas das piores, mas devo algum respeito a ela enquanto ser humano e superior hierárquica.
Acho cômico que ela vive correndo pela sala - sim, correndo, ela corre e bate as tamancas com força no chão, fazendo o maior barulhão. Não consigo imaginar urgência de nenhum tipo para ela correr pelo meio da sala, mas ela faz isso. Acabou de fazer para ir almoçar, só posso achar engraçado...

Tuesday, March 13, 2012

Dilemas maternos

A cada dia e ano que passa, fica mais tranquilo para mim perceber que não sou do tipo que vai ser mãe. Houve um tempo em que eu ansiei por isso, assim como ansiei até por casar naquela cerimônia (com todo o respeito a quem cultua) cafonérrima em que meu pai me entrega a outro homem, como se eu não tivesse vida própria, como se tudo se resumisse a qual homem cuidaria de mim. Tudo isso na frente de um padre ou outro líder religioso, o que não combina em nada com meu ateísmo. Vamos combinar? A gente fala cada coisa quando é novinha!
Aos poucos fui percebendo que existiam outras alternativas para mim; e que minha trajetória de vida não necessariamente passaria por forma uma família, e o fato é que quando penso em tudo que ainda quero fazer, ver conhecer... Vão faltar anos, e não posso gastá-los com um projeto de vida que não me pertence.
Tem quem diga que isso é de fase, e que logo vou sentir o "instinto" (sic) me chamar. Odeio discutir o que eu faço da minha vida com outras pessoas, porque afinal a porra da vida é minha, mas odeio mais ainda quem usa o senso comum e valores religiosos para fazê-lo. Qualquer antropólogo chulé desmonta o conceito do "instinto" maternal. Me deixem em paz.
Mas ainda assim, fiquei esperando essa vontade chegar, e vi os anos passarem. Eles continuam passando, dia após dia, aqui por mim. A vontade não veio ainda não. E enquanto eu planejo minha próxima viagem e escrevo minha dissertação de mestrado, cogito se quero fazer doutorado ou morar fora do Brasil - e nunca cogito se quero um filho.
Tudo bem, se quando eu for velha mudar de ideia, eu adoto.
Mas achei engraçado como nos últimos dias falamos muito sobre isso; sobre o que faríamos se tivéssemos filhos. Essas coisas são tão complexas e exigem considerar tantos fatores que nem sei se manteria todos os posicionamentos, mas percebemos que se tivéssemos filhos, nós (eu e algumas amigas):
- não amamentaríamos eles no peito por mais que o período da licença maternidade, e caso fosse desconfortável para a gente, pararíamos ainda antes;
- optaríamos pelo parto humanizado, afinal de contas não quereríamos que nossos filhos saíssem do útero quentinho e escuro direto para um centro cirúrgico frio e impessoal;
- faríamos cesariana somente em caso de necessidade por saúde, porque não gostaríamos de passar um mês lidando com pós operatório, ao invés de lidar com o filho novo;
- colocaríamos os moleques em escolas públicas, porque percebemos que a instituição escola (e viemos de várias diferentes: eu por exemplo sempre tive oportunidade de estudar em boas escolas privadas) não nos tornou mais ávidos por conhecimento, tivemos que buscar isso de outras formas;
- também construiríamos junto aos filhos o projeto de trabalhar assim que fosse legalmente permitido, porque isso seria parte do nosso compromisso de torná-los seres autônomos: inclusive dos pais;
- tentaríamos não fazer tantos planos por eles, para que possam minimamente ter sua própria trajetória;
- lavaríamos suas boquinhas com sabão se dissessem qualquer coisa preconceituosa, racista, machista ou homofóbica!

Tudo bem, nada disso provavelmente se concretizará, mas achei divertido educar meu filho imaginário. Uma das melhores imaginações foi que poderia pari-lo no espaço, sem o atrito da gravidade, onde eu faria um mínimo de força e o bebê puf! saiu para flutuar, preso somente pelo cordão umbilical...

Parei com uma coisa

Parei de fazer compra coletiva. Não usei muitas vezes muitas coisas, e com exceção de um tratamento de cabelo horroroso, de resto deu tudo certo sempre. Mas tem uma coisa que me deixa incomodada e não serve pro meu modo de vida, e é esse negócio do dia e da hora fixos e do prazo para validar as coisas.
Recentemente eu comprei um mês de aula de dança que não perdi porque chorei para a moça do telefone (faltei justo na primeira aula e tudo indicava que faltaria a próxima), e um vôo de parapente que nunca consigo marcar, quando consigo, não tem vendo favorável ao salto. Comprei também um combo desses de tratamentos de cabelo, e se não fosse o salão flexível teria perdido também, porque a oferta vence sábado agora.
Me organizei e reagendei as aulas e o salão de beleza, ainda penso que vou conseguir dar o salto. Mas não posso ter essa vida de agenda fixa, é uma merda mas é verdade. Sem rotina para mim. E eu gosto tanto de rotina...

Hábitos que as pessoas adquirem

Ano passado recebi uma amiga lá de Minas Gerais em minha casa, e ela me mostra que trouxe um guarda-chuva em sua bagagem, porque viu que em Floripa estaria chovendo. Que tipo de gente é essa que põe um guarda-chuva dentro das coisas para viajar? Despacha um guarda-chuva na bagagem, ou passa com ele pelo detector de metais?
E não é que na semana lá em São José dos Campos eu soube de outro incauto que havia feito a mesma coisa? E digo mais: era outro mineiro!
Mineiros são estranhos, eles levam guarda-chuva na bagagem!

Hoje é um dia de grandes novidades!

Cheguei atrasada pra trabalhar e quando eram 12h saí atabalhoada novamente rumo ao meu apartamento. O motivo era nobre: ia almoçar em casa!
Sexta-feira finalmente convenci os montadores a irem em minha casa (não sem primeiro marcarem para de manhã, mas chegarem só às 17h), e ao final do trabalho, continuava sem pia e com tudo praticamente encaixotado.
Então recorri ao Italiano, o faz-tudo de minha mãe aqui na praia, e o levei lá em casa para instalar pia, fogão e depurador de ar. Faltava ainda a mangueirinha do gás. Mas já podia colocar as tralhas de cozinha nos armários!
Então ontem comprei a mangueirinha e, munida de orientações de um amigo meu, fui tentar instalar. Achei que a braçadeira ficou frouxa e acabei resolvendo telefonar a uma distribuidora de gás, pedir pra eles fazerem isso e levarem embora o botijão que eu tinha, mas que não posso ter no meu prédio.
Em 5min eu tinha fogão e fogo, e ainda "lucrei" R$40,00 do botijão!
Hoje quando comi uma massa com atum e tomates, me sentia uma vitoriosa. Tenho cozinha, galera!
Será que foi por isso que gastei R$180,00 no supermercado?

Monday, March 12, 2012

Amizades

Na semana que passei em São José, lembrei de algumas amizades que eu precisava manter melhor. Fizemos isso durante aquela semana e estamos num outro patamar de relacionamento, em que nos mantemos informadas sobre o que acontece na vida umas das outras, e tem sido muito bom. Fora isso, conheci pessoas novas - uma delas, inclusive, fez algo por mim que não vou nunca esquecer. Como é tudo recente e ainda tem gente que pode perceber do que se trata, ainda não posso contar com riqueza de detalhes. Mas o fato foi que eu estava prestes a cometer um grande atentado contra mim mesma, fazendo algo que depois me deixaria ainda mais debilitada emocionalmente do que já fiquei semana passada. Ao pressentir o perigo, o bruto passou correndo por mim, garrou no meu braço e me arrastou correndo pelo mundo, correndo até não estar mais em perigo. E à sombra de uma árvore, me disse:
- Cara, desculpa, mas não dava para deixar você fazer isso!
Então ali debaixo da árvore eu tive vontade de chorar. Um pouco pelo que quase fiz, e outro pouco, mais importante, pelo fato dele ter me salvo. E sentenciei:
- Amigo, você me libertou. Primeiro me oprimiu, me arrastando correndo pelo recinto, mas depois, me emancipou com sua atitude! Obrigada por cuidar de mim, somos amigos!
Bom, aí choramos mais um par de tempos por motivos que não nos fariam chorar normalmente, mas o fato é que estávamos bêbados, cheios de sol na cabeça, sem dormir.
Fiquei me sentindo bem melhor com essa renovação. Bem melhor! Tem gente pelo mundo afora com quem eu combino, com quem me identifico! Nem sempre posso dizer que sinto isso.

Fudeu

Se eu já sou uma mestranda relapsa, tudo há de piorar: Co-Orientador recebeu atribuições extras nesse semestre e já mandou me avisar que vai sumir. E que caso ele leve mais que três dias para falar comigo, eu preciso chamá-lo de volta para a luz, que ele vai decolar!
Acho que vou precisar definir junto com O Orientador como vamos nos entender agora que nosso terceiro elemento ficou tão ocupado. A verdade é que nas co-orientações fico mais à vontade, discutimos minuciosamente cada aspecto do texto e falamos do conteúdo, sobre o qual ambos temos interesse.
Vou sentir falta dessa orientação. Minha dissertação quase lendária também.

Lindo Março

A lua cheia estava iluminando lindamente minha Ilha, refletindo uma luz muito legal no mar. As noites estão claras, belas. A lua já passou a minguar, mas ontem eu a vi nascer ali em Coqueiros, e foi o máximo! Março é bom porque é calor, mas já mandou embora aquela turba enfurecida que nos invade entre janeiro e fevereiro. Podemos apreciar melhor nosso habitat.

Reanimei

Andei triste, andei exibindo minha face chorosa pela cidade alguns dias. Andei, não ando mais. Entrei nessa semana com um sorriso! A vida é bela e há de ficar ainda mais.

Você sabia?

Que para desfazer pequenas coagulações do nosso corpo, podemos fazer uso de um pente fino? Basta que você passe-o sobre a área, sem muita força.
Isso serve para as lactantes com "leite empedrado" (argh) e para os amantes mais emocionados, que ficam com marcas.
Lembrei disso quando vi ontem um conhecido meu com uma chupada no pescoço - nada daquelas manchas disformes, mas duas dentadas perfeitamente identificáveis, adornavam o pescoço do guri.
Com essa idade, gente? Passa um pente nessa porra aê.

Saturday, March 10, 2012

Esse meu tipo, esse meu tipo


Dia desses compromissos profissionais me levaram para o centro de Floripa. Fui com minha outra colega AS, e além de profissionalmente nos identificarmos, temos nossos gostos em comum para livros, para lojas de roupas, para músicas, até para programas. Somos muito diferentes, mas nos identificamos uma com a outra, por que tentamos, cada uma por uma via, encontrar nosso próprio caminho para ter um bocadinho mais de qualidade de vida. Para ter um significado a mais em nossa vida pessoal. Então terminamos o que tínhamos de fazer e faltava mais de uma hora para chegar nosso transporte, e aproveitamos para almoçar no nosso restaurante favorito do centro e curtir o centro. Embarafustamos por uma miríade de lojas de roupas oferecendo já casacos de lã (as estações do ano na moda são um absurdo), calçados, cosméticos e coisas do tipo. Terminamos lá dentro da livraria, cada uma foi para um lado e quando vi, estava ela na fila do caixa com um monte de coisas e eu, ah eu, comprei mais um livro de culinária, empolgada com a cozinha que ficaria pronta naquele mesmo dia.
R$89,90 mais pobre, porém mais feliz, sentei ao lado dela para ver suas compras, e me surpreendi ao ver que ela comprara um caderno de mandalas e uma caixa de lápis de cor. Ela me mostrou que eram folhas e mais folhas, cheias de mandalas, as quais ela preencheria com as cores de que mais se agradasse, e ela disse que aquele passatempo lhe roubava muito tempo.
Achei interessante e bonito, e me perguntei se eu não gostaria de ter um desses. Nessa busca incessante por desenvolver habilidades que não possuo, de vez em quando me meto com atividades manuais (teve o tempo da pintura em madeira, o tempo das aplicações em tecidos), e mais que a atividade em si ou o produto que ela gera, gosto de exercitar minha capacidade motora e cognitiva com essas coisas. Sou uma negação completa para os desenhos (morri de medo de reprovar no psicotécnico), e talvez só preencher mandalas com as cores me ajude a iniciar nessa caminhada... Não sei bem. Não sei se me sentiria à vontade apenas desenhando em silêncio, vela acesa e música de fundo. Provavelmente faria na frente da TV. Assim como não fico sozinha numa rede apenas para apreciar o momento, talvez eu não conseguisse me concentrar no desenho - acho que me sentiria sem conexão nenhuma com o resto do mundo, e essa perspectiva nunca me alenta. Sempre quero me sentir em conexão com o resto do mundo. Ela afirma, no entanto, que são momentos valiosos de auto-aprendizado e de criação, e talvez eu possa fazer uma tentativa. Talvez eu possa imprimir essa mandala aí antes de gastar R$100,00 num caderno cheio delas em branco, fora os utensílios de cor.
Não sei.
Dileta audiência, eu sou normal? Vocês são normais? E como exercem suas criatividades? São bons desenhistas?

Wednesday, March 07, 2012

Mas de novo?

Quanto mais eu ganho, mais eu gasto. Mês mal começou e já estou prestes a ficar sem grana. Humpf. Vou resolver isso de uma maneira radical!

Eu e os blueberries

Não sei se eu gosto mais de chamar de blueberry ou de mirtilo, uma vez que ambas as palavras são muito fofas, gostosas de dizer! O fato é que ontem enquanto tentava esconder meu ar de decepção profunda antes as mangas machucadas, os abacates grandes demais, as maçãs e peras lustrosas de tão bombadas, me alentou encontrar uma caixinha de 100g de mirtilos por módicos R$3,49!
Costumo comprá-los congelados, e só para preparar doces e bolinhos, mas não resisti à curiosidade de saber que gostinho teria a fruta in natura. É uma coisa entre a cereja e a ameixa (a amarela), um gostinho muito interessante de fruta silvestre. Masco-as inteiras, não sinto sementes, e a parte interna das bochechas se tingem de azul, enquanto meu coração se tinge de felicidade.
Sim, eu fico feliz por comer uma fruta atípica!

Feelings

Hoje eu acordei triste e não entendia exatamente o porquê. Aos poucos fui me lembrando do que me aconteceu ontem, fato que me fez chorar enquanto dirigia o carro, e fiquei sem entender porque me abalou tanto.
Não era pra tanto.
Mas fico ressabiada quando resolvo baixar a guarda e faço isso onde não deveria, quando não deveria, com quem não deveria. Me sinto uma tonta: como foi que permiti isso?

Tuesday, March 06, 2012

O ar seco de São José dos Campos

Além de fazer um calor senegalês naquela cidade, pouco vento havia e o sol era causticante. Mas nada disso me incomodava tanto quanto a secura do ar, que me fazia sentir a estranha sensação de nunca transpirar, e raramente fazer xixi - será que evaporava o líquido de meu corpo?
Pingava soro fisiológico no nariz inúmeras vezes, mas o que incomodava deveras eram os olhos, por causa das lentes de contato que nunca tirei para dormir. Esqueci de levar o estojinho e não enxergo um palmo sem elas. Foi a primeira coisa que fiz assim que voltei.
Para a nossa sorte, na esquina da rua onde ficávamos tinha uma casa de sucos, que íamos todas as tardes - sempre às 16h, na volta da GM, pedindo para bater tudo com muito gelo e nenhum açúcar. Foi lá que aconteceram conversas muito instrutivas, além de outros episódios menos instrutivos, mas não menos proveitosos ;)
Meu amigo M., cuja privacidade respeitarei, viveu um episódio super digno do marcador solteira na batalha - tenho vários novos para adicionar depois do Carnaval, mas esse mereceu a dianteira pelo freak da situação toda!
M. numa festa avistou um rapaz bem apessoado pelo qual se interessou, e depois de uns pegas no banheiro resolveram ir para o carro, onde teriam mais intimidade. Chegando no carro, vinheta de filme de terror: o bruto é esquizofrênico e naquele dia havia misturado seus medicamentos com álcool e entrou em surto. Julgava haver uma terceira pessoa no carro, a qual ele deveria matar e tentava atingi-la com uma pedra. M., apavorado com a violência do rapaz (e com medo do estrago da pedra no carro) pedia freneticamente que o garoto desistisse de matá-lo naquele dia (coisa que esbravejava que faria), e deixasse para matá-lo só no dia seguinte. Ao que o catiço respondia que quanto a meu amigo, estava tudo "de boa", pois queria mesmo era matar o cara que o havia levado até o carro (oi?). Longos minutos de gritaria, pedras na mão e desespero se passaram antes que meu amigo o convencesse de que a morte do terceiro elemento poderia acontecer no dia seguinte, em outra festa. Foram embora, um alucinado procurando o terceiro elemento, o outro desesperado querendo fugir da morte.
Já fiquei com tantos caras bêbados e nunca tive medo de um surto de esquizofrenia, mas confesso que essa história, além de me fazer rir compulsivamente, me deixou mais seletiva...

Voltei outra vez

Passei uma semana inteira em São José, mas não a que moro - em São José dos Campos, aprendendo coisas impressionantes e vivendo coisas tão impressionantes quanto. Agora, tentando me reaprumar lembrei que tenho um blogue e que deveria escrever mais nele...

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