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Monday, January 16, 2012

Quando realmente passei medo

Sábado fomos no samba da Barra da Lagoa chacoalhar os esqueletos e ver que tipo de gente anda pela noite nesses dias. Fiquei um pouco frustrada; era mulher demais, e homem nenhum me tirava pra dançar. Prefiro muito mais o Bar do Tião – lá nunca fico parada!
Um homem alto, forte e delícia me apertou na cintura, me pegou pela mão e me foi levando pista adentro. Fui toda animada, pensei que ia dançar, que a gente ia conversar, e que...
Bom. Quando vi que havíamos atravessado a pista e ele me levava escada abaixo, estaquei. Afinal, um mínimo de diálogo prévio se exigia antes que decidíssemos fazer outra coisa juntos além de dançar. Como ele não me deu nenhuma explicação plausível, andei novamente em direção a onde estava antes. Me puxou novamente, novamente decidido (com um pouco mais de força), e me levava novamente para as escadas, quando perguntei onde ele estava me levando.
- Vou te levar pro paraííííso (insiram o sotaque mais manezinho que conseguirem).
Solto da mão dele, às gargalhadas, e ele me aperta o braço de novo, violentamente, e grita:
- Tais pensando que é mentira? Eu não conto mentira! Eu sou um poeta!
Soltei da mão de novo, fiz um joinha, e fui novamente embora. Dessa vez, com medo. Não foi num tom de “vou te comer”, foi num tom assim “banheira cheia de gelo sem o rim”.
Não, obrigada. Eu gosto do meu rim.
E voltei pra casa sem quase dançar, e definitivamente sem pegar ninguém. E mais que isso, com medo! De verdade! Tem gente do mal andando pelo mundo, que cara com olhar maldoso! O mal anda solto...

3 comments:

Taís e Paula said...

Q medo! Ainda bem q ele não tentou te agredir. A gente tem q ter mto cuidado nessas festas.
Beijos da Taís.

Marcus Assis said...

TENSO!!

Luana said...

ai que medoooo!!!

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