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Wednesday, December 28, 2011

E essa série sobre Cuba?

O que mais me irrita é que tem gente que acha que o que tem em Cuba é o socialismo. E aí diz que o socialismo é cruel, "porque olha lá como é Cuba".
Ah gente, vão estudar materialismo histórico, economia, depois a gente conversa. Na boa.

A vistoria

Me entregaram as chaves do apartamento novo ontem. Teria sido segunda-feira, mas sabem como é, eu e meus fiadores (oi?) precisavam assinar umas 4 vias da vistoria aprovada, embora eu não houvesse vistoriado o apartamento ainda. Dialoguei com a funcionária acerca do paradoxo dessa orientação, mas ela argumentava automaticamente que eu tinha 48h para apresentar minhas divergências e blablabla. Ao fim e ao cabo, eu só estava tentando ver se dentro daquele ser humano aparecia alguma menção de perceber o absurdo da regra, mesmo que a regra fosse essa. Não vi nada.
Assim que assinamos, eu e meus pais, trocentas vias de uma vistoria que não fizemos. Cheguei hoje mais cedo e fui vistoriar. Óbvio que haviam divergências entre nós. Não do cunho existencial, nada que me impeça de morar lá... Apenas coisas que não quero arcar daqui a 1 ano e meio, quando (talvez) vá entregar o apartamento de volta.
Algumas são de cunho subjetivo: aparentemente, eu e a imobiliária temos divergências sobre o que é "pintura boa". Vamos ver, precisei agendar então o meu momento com o vistoriador profissional.
Alguém sabe o que é um receptáculo de louça? Eu deveria ter dois desses no meu apartamento, mas não os encontrei!

Dores na lombar

Esse negócio de sentir dor na lombar é novo. Sempre a gente arruma uma doencinha nova pro ano novo, né?
Eu vou tentar o método suave do shiatsu. Embora prefira o brutal quiroprata que quebra a gente de tanto que estrala.

Ninguém comenta mais nessa bodega?

Vou parar de postar, hein!
Mentira.
Sempre postei por verborragia, não por plateia.

Tuesday, December 27, 2011

Recesso na repartição

Aqui na repartição minha ilha dá de costas para a mesa de uma subgerente. Então ela vê tudo que eu faço. Por isso nem sempre posso postar ou ler ou comentar os blogs como gosto. Essa semana, no entanto, o vazio é total e fico inventando tarefas para mim mesma, buscando alternativas para fazer o tempo passar. Não posso executar todas as tarefas num dia só, se não fico sem o que fazer nos próximos. Daí faço assim: abro um arquivo qualquer, e começo a digitar os posts aqui. Depois corto, colo no painel e publico. Hoje ela não está, e por isso estou com tamanha liberdade para relatar meus feitos. Estou aproveitando sua temporária ausência para fazer tudo que gosto. Estou morrendo de sede, mas ouvi dizer que ela já deveria ter chegado, então nem até o filtro d'água eu vou, para não perder minutos preciosos de liberdade virtual.

De casa nova

Peguei as chaves do apartamento novo. Não sem uma novela prévia, lógico. Talvez eu relate ela pra vocês, vou pensar um pouco sobre essa possibilidade.
Entrei pelo prédio. Me incomoda o cheiro de naftalina na entrada. Preciso discutir isso com meu síndico urgentemente. Fui andando, meu prédio não tem elevador: as escadas são um pouco irregulares, porém amplas e os corredores também. Senti os cheiros dos almoços dos vizinhos, e me parece que eu e eles não teremos pontos em comum acerca de nossas alimentações. Ouvi o latido de um cachorro no andar de cima e então cheguei na minha porta. Virei as chaves e entrei.
Paredes brancas! Nada daquele laranja inadmissível que o atingia da última vez que fui lá. Portas vermelhas feiosas ainda, mas vou dar um jeito nelas, caso não consiga ignorá-las. Preciso carregar a bateria da minha câmera, assim poderei socializar com vocês as fotos do meu apartamento novo.

Thais, uma pessoa defensiva?

Ontem estava eu como de praxe dando bobeira no facebook quando uma pessoa, que mal me conhece, afirma me considerar “muito defensiva”, além de dizer que estou permanentemente “armada”. Será? Creio que isso é possível. Perdi a paciência com todo ser humano adulto que teve oportunidade de instrução e mesmo assim se tornou um boçal. Falo merrrrmo, tudo na lata!

Monday, December 26, 2011

Confirmação: não gosto da comida de Natal

Eu não gosto de peru, não gosto de maionese, não gosto de galinha ensopada, acho tudo isso muito pesado para se comer em dezembro e não me apetece. Tampouco me apetece passar o dia todo cozinhando essas coisas, transpirando ao calor senegalês que faz esses dias. E o que mais odeio com força é que sempre sobra, e a gente fica lá, repetindo o menu, dias a fio. Não, obrigada.
Ontem à noite, cansada, literalmente cheia de tanto comer esse negócio todo, preparei um risotto com limão e ervilhas. Uma cumbuquinha branco-verde, ácida e amanteigada, salgadinha, deliciosa. Comfort. Saudade da minha comida!

Inventário de Natal

1 chinelinho de pano, para andar dentro de casa
1 chinelinho da Via Uno, verde, com um esmalte azul da Via Uno e um pote de produto para lustrar couros
1 camisola de algodão
1 hidratante Pure Seduction, da Victoria's Secrets
1 iPod
1 bolsa pink-escândalo
Estes foram os presentes que ganhei “dos outros”. Dei a mim mesma uma miríade de coisas a cada nova incursão às compras de Natal. Meu lindo vestido que usei na noite de Natal, um livro do Jamie Oliver, outro de literatura (que não gostei), um kit de pincéis para levar quando viajar e poder fazer adequadamente as minhas maquiagens. Umas coisinhas da Natura que minha revendedora deve me trazer aqui na repartição nos próximos dias. Um kit de xampú e máscara de tratamento para proteger essa cabeleira do verão.

Medo

O medo não é sempre uma coisa racional. Tenho até que poucos medos, e algumas aversões bastante fortes, mas que não chegam a ser medo; tenho no entanto um medo genuíno e totalmente irracional por seres que nunca consegui conviver: os anões.
Anões me colocam em pânico só de imaginar que eles existem, que posso olhar em determinada direção e dar de cara com um deles. Nunca sei de onde vêm, para onde vão, se surgirão por detrás de um carro, e me pergunto sobre como foi que apareceram na Terra. Suas diminutas proporções, mãos gordinhas e feições engraçadas me apavoram, e os filmes que colocam anões contribuíram ainda mais para marginalizar e aumentar meu pré-conceito com eles. Ouvi dizer que até filme pornô já foi feito com anões – e isso me suscita a indagação profunda e filosófica de “o que é o tesão, afinal”, porque me horroriza imaginar anões em cenas pornográficas. Vai ver que os anões só curtem anões transando, e o filme é pra eles. Vai ver. Não sei.
Não sei e não quero saber, porque confesso que o misterioso mundo dos anões não me instiga, não me seduz. Meses atrás cogitei a possibilidade de conhecer melhor do que se trata esse povinho engraçado, liliputiano, mas não encontrei artigos científicos sérios sobre o assunto. Alguém conhece?
Enquanto não supero esse medo irracional e a little bit patético, fujo dos anões sempre que os avisto, e torço para que nenhum apareça em minha frente nunca.
Eu sou normal, certo?

Thursday, December 22, 2011

Livre!

Comprei todos os presentes de Natal e um lindo vestido para usar na noite da ceia. Já posso me sentir livre de minhas obrigações natalinas.

Como se livrar dessa ressaquinha

Primeiro, tem que ir no banheiro fazer aquilo que só tu mesmo fazes por ti; álcool costuma ser laxativo e diurético. Emenda com um banho frio, pra refrescar e dar sensação de bem-estar. Bebe água, e toma os remédios usuais, mais duas Neosas para resolver a dor de cabeça. Come uma manga geladinha. Deita e fica no escuro, lendo ou cochilando, por mais 40min. Toma outro banho bem frio. Come um queijo-quente com catchup e toca se arrumar. Chegando no serviço, beba sequências intermináveis de garrafinhas de água, coma cerejas e finja que tudo vai bem.

O verão faz bem pra minha vida social

Ontem cheguei em casa e, ao tocar a pontinha dos meus cabelos muito espigados depois de muitos banhos de mar no final de semana passado, decidi aplicar uma máscara nele, para deixá-lo mais macio antes da cauterização que vou fazer no sábado. Tomei um banho frio, passei a máscara, fiquei esperando agir sentada no sofá e tentando decidir se faltaria ou compareceria ao jantar de final de ano que estava acontecendo naquele momento. Ontem à tarde já tinha tido uma festa na minha seção na repartição, estava de barriga cheia e cansada de só andar na rua. Fiquei ali, entre a TV e um livro novo, até que, do clube ao lado do meu prédio, começa a levantar o que para mim é o cheiro mais sedutor do Universo: alho fritando. Enlouqueci e decidi que tinha que ir. Um calor insuportável também me desmotivava a continuar em casa.
Gente, não tem como morar naquela casa. Não tem ar-condicionado, não tem ventilador, ontem não tinha vento. Me arrumei, pus um vestido branco e uma sandália de pérolas, e fiquei até 1h30 da manhã tomando cerveja, falando bobagem e comendo camarões.
Tenho um amigo que apareceu essa semana de cabeça raspada: perguntei tirando onda se ele tinha saído da cadeia pro indulto de Natal, e ele me respondeu, lacônico, que "só a burguesia gosta de calor."
Percebi que era verdade; duvido que os garçons, os cobradores, os operários das fábricas e da construção civil, o povo que pega ônibus lotado pra se locomover, as domésticas, os professores, e todo mundo, deve odiar o calor.
É insuportável dormir, ficar à toa no sofá, e ainda mais insuportável cumprir as obrigações. De noite, como forma de fugir do calor, a gente foge pra rua. E depois fica se revirando na cama e tenta dormir enquanto mata um mosquito ali, abana ali.

Caminho em frente para sentir saudades

Bem, eu comecei a fazer uma retrospectiva mês a mês, e acabei desistindo quando cheguei em agosto. Agosto foi a minha grande reviravolta. Agosto define as grandes mudanças dos anos recentes da minha história: em agosto de 2009, eu abandonei a aventura de viver em BH e ser casada e infeliz. Em agosto de 2010, entrava no mestrado e começava a descortinar possibilidades totalmente diferentes para minha vida em vários sentidos: profissional, pessoal, intelectual... Em 2011, defino tudo como antes de agosto de 2011 (rotina louca e intensa de trabalhar numa cidade, estudar na outra e ter um apartamento em cada, viver sem grana e com pressa), e depois de agosto, quando chegou a boa-nova. Estava feliz, há cerca de 15 dias, estudando e sem trabalhar. Numa bela manhã de sol e frio, chegou o telegrama: tinha que me apresentar dali a 3 dias na repartição para assumir meu cargo. O resto do mês passou, assim, correndo entre exames admissionais, treinamento, documentos, e tudo mais. Conhecendo as novas pessoas, administrando isso com o mestrado, um cansaço absurdo. Passei os meses pós-agosto resolvendo questões de antes de agosto, colocando minha vida em ordem em alguns sentidos. Em outros, releguei para outro momento. 2011 foi um ano muito interno, muito eu comigo mesma, porém, nada reflexivo. Ia reagindo conforme os estímulos, pressionada pelos diversos compromissos.
Agosto de 2011 foi a realização de um sonho, que propiciou a realização de outros. Algumas coisas dei encaminhamento; outras, não posso mais adiar. Tenho problemas de saúde absolutamente incompatíveis com minha idade – são fruto do meu modo de vida. Não posso mais postergar alguns projetos. O mestrado continua sendo o artista principal nesse palco, dividindo-o eventualmente com o trabalho, e vai ser assim até que eu defenda a dissertação. Mas vai ter que acontecer um tempo diferente para que eu seja feliz com as pessoas que gosto, que eu cuide melhor de minha saúde e da minha louca cabecinha. Não sou do tipo que faz planos do tipo “ai, em 2012 quero me apaixonar” - na realidade, caguei baldes pra isso e não fico prevendo espaço na minha vida pro caso de eventualmente começar a namorar. Primeiro, que sempre tive uma vida muito satisfatória e continua sendo assim agora, e não falta nada para “ficar completa”. E dois, convenhamos né gente, pra namorar a gente arruma tempo, arruma espaço, dá um jeito. Sempre tem como ;)
Em 2012, preciso ser muito disciplinada. Aprendi, com o passar do tempo, que quanto mais disciplinada eu sou, melhor consigo dar cabo de minhas obrigações e ser feliz no tempo que me sobra. Preciso ser mais corajosa, melhor anfitriã das mudanças. Embora seja bem aventureira, tudo o que muda me incomoda, me faz involuntariamente querer tudo como era antes. Assim, preciso melhorar. E continuar seguindo, muito feliz e muito grata por nunca mais ter andado pra trás. Só pra frente.

Wednesday, December 21, 2011

Prova de fogo

Aos poucos tenho tentado me tornar uma pessoa independente das outras, inclusive quando quero me divertir. Ganhei uma semaninha de folga na repartição e pensei em passar 3 dias em Bombinhas, fazendo um curso rápido de mergulho. Minhas usuais companhias estarão trabalhando, e como eu sempre prefiro ficar em albergue para fazer amizade, descobri que há vaga num determinado albergue.
Thais fará sua primeira viagem litorânea da vida sozinha?
Votem!
Depois da minha pequena maratona pelo shopping, também resolvi que ia comer na praça de alimentação. Pensava em uma bandeja de comida chinesa, com bastante coisas gostosas e orientais. Estaquei, no entanto, diante de uma lanchonete de comida mexicana. Há semanas ando querendo comida mexicana.
Comi um burrito e uma quesadilla. Enchi de guacamole, sour cream, feijões, tudo ótimo. Ainda vinham uns nachos para eu comer com os molhos. Fiz tudo isso na frente de dois fortões e bonitões que tinham ido comer massa no Spoletto. Um deles me olhava eventualmente, e eu, ao contrário do que seria esperado no balé das paqueras, não retribuía. Não podia, porque já estava completamente apaixonada pelo meu jantar.

E o pior,

É que cada vez que eu entro na livraria pra comprar o presente dos outros, saio já com um presente pra mim.

Jingle Hell na Livraria Saraiva

Ontem fui ao shopping providenciar presentes de Natal. O presente de minha mãe, o qual eu não conseguira encomendar nem no site deles, nem pelo telefone, ironicamente, estava numa pilha gigantesca lá na primeira prateleira da loja. Antes de verificar a disponibilidade do livro, me disseram que não tinha como encomendar. Tudo bem, catei o livro e fui atrás de um presente para o pai, outro para o irmão. Para meu pai, encontrei determinado livro e para meu irmão, encontrei vários, porém todos muito caros. Decidi esperar mais um tempo e ver se encontro algo diferente.
No caixa (depois de 20min de fila), percebemos eu e a vendedora que o livro escolhido para meu pai estava meio rasgadinho embaixo. Ela foi procurar outro, era o único. Ela me daria 20% de desconto. Tenha dó que vou pagar mais de R$50,00 num livro rasgado no presente de Natal. Larguei o livro. Não quis enfrentar a fila do papel de presente.
Continuo praticamente sem presentes. E muito irritada com o volume de gente fazendo compras.
Sobre a loja, entendo que esse período é altamente caótico. Eram centenas de pessoas dentro da livraria, com 8 caixas funcionando. E os atendentes correndo loucamente. Não é culpa deles, necessariamente. Mas é, literalmente, a sucursal do inferno.

Meta III: Cumprida!

Seguinte. Encontrei um lindo, espaçoso, bem localizado e de preço razoável apartamento, que depois de alguns percalços, será todo meu!
Adorei todos esses aspectos além do plus dele vir com ar-condicionado num dos quartos. O único senão é a cor laranja aplicada nas paredes da cozinha, e um pink-bordô num dos quartos, nada hospitaleiros. Tão energético que me deixou sem dormir a noite toda. Negociei com a imobiliária se eles não poderiam, por sua vez, negociar com o proprietário dele pintar essas paredes. E de preferência, as portas também (que são de um marrom-avermelhado um pouco estranho). As paredes serão branquinhas até segunda-feira, e já poderei implementar minhas mudanças!
Essa era a meta que eu esperava há muitos anos: esse apartamento é só meu, lá dentro só entra quem e o que eu quero, e tem dois quartos para que eu possa ter espaço suficiente para guardar todos os meus cacarecos. Vai ser lindo!

Aprendam

Vocês, caso se mudem para outra cidade e mudem de emprego, lembrem-se de regularizar suas situações, inclusive encerrando a conta-salário anterior.
Thais, uma pessoa nada esperta de pouca iniciativa quando se trata de enfrentar filas de bancos nos quais nunca há estacionamento disponível, simplesmente ignorou esse conselho (tardio) e deixou que sua conta corrente lá no Bradesco (justo o mais ladrão ever) simplesmente continuasse cobrando suas taxas e debitando uma fatura telefônica e outra de cartão de crédito. Evidentemente, quando na sexta-feira fui finalmente regularizar minha situação, deixei praquela instituição maldita o equivalente a uma passagem (ida e volta) internacional. Não internacional Buenos Aires. Internacional nível Europa.
Para coroar minha irresponsabilidade, esse problema me levou ao maravilhoso mundo do SPC, o qual quase me impede de assinar contrato alugando meu novo apartamento. Tens noção do meu nervosismo?
Bem, com essa aprendi algumas coisas, e gostaria que vocês aprendessem só de ler esse relato. Sem precisar sofrer!

Tuesday, December 20, 2011

Ainda continuo sem os presentes

Eu só tinha certeza do presente de minha mãe. Já perdi essa certeza, pois o livro que eu gostaria de lhe dar é lançamento e não vai chegar até o Natal. Mas minha mãe é menos complexo, penso em várias coisas que ela poderia gostar.
Sobre meu pai e irmão, vaga ideia. Hoje preciso enfrentar o shopping e bater o martelo. O único que já está com o presente garantido é meu amigo Tião. Só preciso decidir se ele se comportou ;)
Espero com força que as festas passem logo!

Torçam por mim

Está para se concretizar uma das mais caras metas do ano (e da vida)!

Ah...

Ele é estudante de geologia, recém voltou de um intercâmbio na Argentina onde foi pesquisar as formações geológicas da Cordilheira dos Andes. Amou Buenos Aires, queria morar lá, e andava de skate e de bicicleta por aquelas ruas largas e planas. Aqui em Floripa, comia um temaki vegetariano enquanto também fazia um freela de garçom junto com seus amigos de Piracicaba (mas ele mora em Campinas). Ele era simpático, interessante e tem o biótipo que sempre me chama a atenção.
Apesar disso tudo, ele foi embora hoje de manhã às 8h. Anotou na sua caderneta de garçom o meu facebook. Facebook? E eu lá queria adicioná-lo no facebook?
Não é fácil a vida de pista, gente. Não é fácil.

Sunday, December 18, 2011

Humana, demasiadamente humana

Esse lance da louca que maltratou a cachorra ficou desproporcional em relação aos vários casos que acontecem e tudo mais, teve gente que se levantou contra o levante da opinião pública, maior confusão...
A despeito das inúmeras atrocidades que desconhecemos, considero progressivo que a sociedade repudie o que aconteceu com aquele cachorrinho. E percebo a limitação disso ante todos os demais casos, os animais considerados domésticos, os animais considerados para "consumo humano"(sic), os maus-tratos que sofrem as pessoas...etc.
Tenho um lhasa apso de estrutura corpórea muito parecida com o yorkshire que morreu. Ele é tão domesticado e gentil que chega a ser bobo. Nunca mordeu um ser humano na vida; como já tem 6 anos, receio que não vá adquirir esse hábito a partir de agora. Aperta meu coração imaginar que alguém pudesse cometer aberração semelhante com meu bichinho. E isso, embora não seja nada, é humano - tudo que faz a humanidade se aproximar de sua essência humana me interessa e me é caro.

Thursday, December 15, 2011

Preciso de boas dicas

Preciso presentear algumas pessoas nesse Natal. Um amigo que não lê, um pai e mãe que já têm de tudo, um irmão que mal conheço, uma Tia que amo como se fosse mãe, um amigo que tem mais de mil livros em casa (e salvou a minha vida mil vezes esse ano).
Como é que faz?

Natal na casa de Vóvis

Minha avó é muito fofa e engraçada. Vou passar o Natal na casa dela esse ano... Faz anos que não passamos lá. Tem muitas crianças, brinquedos, divertimentos de Natal. Mas tem também aquelas conversas (que não suporto mais) sobre quando eu vou fazer o meu bebê, ou vou arrumar meu novo namorado.
Sei que todas as comédias românticas do mundo dizem o contrário. Mas gente, eu não estou esperando o amor da minha vida pra me sentir completa. Primeiro que oras bolas, eu ja sou completa! Que papo é esse de metades da laranja? Fabio Junior virou filósofo? E digo mais, nenhum dosz dignos amores da vida que tive me realizaram enquanto tais... porque isso não me realiza!
Ceia e presente eu quero, mas perguntas desse calibre, não!

Eu não admito já de manhã cedo

Porque é meu Deus do céu que eu fico estudando, tentando produzir conhecimento, sofrendo naquele maldito mestrado, se todo mundo, veja bem, todo mundo acha que entende mais do assunto que eu?
"Eu acho que a desigualdade no Brasil não é falta de oportunidade e blablabla, porque quando meu pai ajudou o filho da empregada ele blablablabla, então eu aprendi que blablablablablablablabla, e eu, eu eu eu..."
Ninguém se mete muito com quem opera acelerador de partículas. Mas todo mundo acha que já nasceu antropólogo, economista, historiador. Lembro daquele episódio do The Big Bang Theory que a Amy manda o Sheldon correr na festa de pedir patrocínio pra Universidade, se não algum antropólogo podia pegar a grana. E ele com uma carinha fofa e ultrajada diz: "The human scientists!". Mas o Sheldon pode ;)
Vocês não podem. Parem com essa porcaria de absolutizarem o seu exemplo individual como marco referencial de análise pra humanidade inteira. Parem de relativizar os dados conforme lhes convém. Parem, portanto, de distorcer as coisas e vão conhecer do que estão falando. Ou então não percam seus privilegiados cérebros com isso e vão falar de outra coisa.
Destesto gente que tenta contrapor ciência com senso comum.

Tuesday, December 13, 2011

Filme: Maus Hábitos


Esse filme me causou uma epifania interna muito grande. Ele retrata vários personagens com hábitos alimentares distintos: uma freira fanática que acredita que seu jejum tem poder de mudar as coisas, uma ex-modelo que é obcecada pela magreza e não admite que a sua filhinha seja gordinha (e aí a tortura com isso), um marido gordinho que perdeu o prazer na vida, e o redescobre com uma amante muito gordinha e muito apaixonada por comida. Todos os personagens têm ligação entre si. O meu preferido é o da 'amante' gordinha: a menina tem um prazer genuíno em comer, mas não se trata de uma obesa mórbida, tampouco de uma pessoa inativa, problemática. Ela tem um lindo rosto e também um lindo corpo, anda de mini-saia, faz academia de vez em quando, e consegue enxergar a beleza no seu amante gordinho, mesmo quando sua aparência não é tão socialmente aceita. Eles têm cenas lindas de sexo e de intimidade, em que ela se aconchega feliz nele, em que o beija como se adorasse genuinamente a sua forma. Contraditoriamente, é quando ele se resolve com ela, que passa a correr na esteira, porque estabelece uma relação diferente com a atividade física e a sua saúde.
À parte esse romance, o filme é todo drama e sofrimento. As pessoas sofrem constantemente, culpando-se pelo que comem, negando os alimentos, condenando a humanidade por comer. E pelo prazer de comer. E me deixou muito impressionada porque pessoas absolutamente normais são hoje condenadas quando o fazem. Fiquei apaixonada pela menininha, Linda, e profundamente tocada pelo sofrimento pelo qual ela passa. Por todos os métodos de tortura que precisa testar para que emagreça. E ao final, já apresenta distorções gravíssimas, ainda que nos surpreenda e nos vingue por todo o mal que passou.
Acho ousado dizer isso, mas esse filme pode ter sido o mais importante que assisti nesse ano. E embora eu não tenha muito rigor técnico com relação a fotografia e coisas do tipo, achei todo o filme muito cuidadoso, muito bem-feito, e a chuva que nunca cessa transmite uma angústia ainda maior a quem o vê.
Para quem se sente culpado por pesar 3kg a mais, quem se sente mal por comer uma pizza numa segunda-feira à noite... Assistam esse filme. Não é uma lobotomia defendendo o fat is beautiful, mas é como se dissesse: isso também é uma opção.
Baixem aqui se quiserem ver em casa :)

É verão!

É verão e a maquiagem derrete. A calça gruda nas pernas. O centro da cidade está fervilhando de gente. E eu continuo mais branca do que nunca.
Depois de um mísero solzinho lá no início da temporada, nunca mais tive oportunidade de pegar praia de novo. Eu acho que merecia praia nesse final de semana. Tudo indica que conseguirei!

Apesar disso, há muito o que fazer

Preciso comprar presentes de Natal para algumas pessoas, vender agendas, procurar apartamento, me mudar, consertar o ar-condicionado do carro, arrumar o projeto de pesquisa para o Comitê de Ética, sobreviver.
Sobreviverei?

Eu voltei!

Eu sei que eu sumi. Mas foi porque eu viajei pra dois lugares diferentes, porque recebi uma visita muito especial lá de Minas Gerais, porque fui numas festas de encerramento, porque tinha muitas tarefas a cumprir.
Ainda tenho, mas agora estamos diferentes. Minha mente começa a dar estalos de quem vai relaxar, enquanto vou me livrando dos compromissos, e não assumindo mais nenhum.
Nem unha tô marcando porque estou cansada de amarras e de compromissos. Não quero ser parte da chamada "correria de final de ano". Quero não! Preciso ser livre!

Monday, December 05, 2011

Sou uma pessoa qualificada

Hoje de manhã finalmente aconteceu a banca da minha qualificação. Fiquei um pouco apreensiva, por que nunca assisti a nenhuma (que geralmente ocorrem a portas cerradas), e não tinha muita segurança ainda no meu projeto.
O Orientador e Co-Orientador me disseram para ficar tranquila e não preparar apresentação alguma, e assim eu fiz. Hoje de manhã reli meu projeto outra vez, para identificar onde estavam as coisas, e fui embora um pouco mais cedo. Co Orientador já estava sentadinho lá no bar do CED fazendo alguma coisa, e ficamos conversando um pouco sobre as perspectivas. Ele estava otimista, e me deixou assim também.
Uma das professoras da banca já me deu aula, mas não gostou de mim na época. O outro, não me conhecia. Apesar dessa incógnita total, ambos elogiaram meu trabalho, dizendo que estava bem escrito, perguntaram coisas totalmente diferentes do que eu imaginava que suscitaria questionamentos (na minha revisão da literatura, não desenvolvi duas categorias. Disse que não ia desenvolver e aceitaram numa boa essa justificativa, então espero que pra você futuro mestrando isso ajude!). Respondi, meus orientadores ajudaram a responder, e fui embora 2h depois. Cheia de anotações, dicas e com muito peso a menos. Muito menos!
Essa era a terceira meta do final do ano. E eu cumpri!

Friday, December 02, 2011

Thank Godness

A gente sempre precisa cuidar com o que deseja, porque isso pode se realizar. Diz assim algum provérbio não sei de onde não sei com quem. Acho muito interessante e autobiográfico inclusive. Tudo o que eu tenho querido com força, tem aparecido exatamente como eu precisava.
Ontem tive mais uma excelente notícia desse tipo. Ao chegar na repartição, minha chefe questiona a possibilidade de trocarmos meu horário para que eu possa estar aqui no período da tarde.
Pausa para os fogos de artifício.

Combinamos assim então? Eu nunca mais vou acordar antes das 7h da manhã. Nunca mais!

O problema é que eu assim fico sem o período de descanso "emendado", como é no caso da tarde para a noite. Preciso planejar adequadamente a minha rotina, de modos a aproveitar essas horinhas a mais de sono. Segunda-feira já estará valendo. Serei feliz novamente!

Tem mais gente sem educação

Trabalho numa sala ampla com mais de 100 pessoas, cada qual com seu ramal. É praticamente um call center, barulhento e ativo. Eventualmente, passam ligações por engano para o ramal de outra pessoa, e precisamos repassar a ligação.
Ocorre que as pessoas não têm lá muito traquejo com esse negócio de conversar no telefone. Sempre que ligo para algum órgão ou empresa, que percebo ter central com ramais e boa chance de não me atender imediatamente a pessoa com quem quero falar, questiono se tal assunto pode ser com o interlocutor.
Não os usuários da repartição.
É comum e angustiante eu atender ao telefone e a pessoa imediatamente, sem nem ao menos se identificar, despejar toda a situação, numa sequência fraseológica de mais ou menos 30 sentenças, até que posso, no breve intervalo da sua respiração, dizer: "isso é com Fulano. Vou transferir".
Sei que existem treinamentos pras pessoas aprenderem a atender ao telefone, mas fico sempre com a impressão que aprender a telefonar também não seria inútil.

Gente sem educação

É pedir demais que as pessoas, ao lhe abordarem para perguntar ou repassar informações não pressuponham que você também mora dentro da cabeça delas e, por isso mesmo, necessitam de uma mínima introdução ao assunto para poderem interagir? Tipo: sobre o que conversamos, pessoa X me deu o seguinte retorno. Mas não: a conversa começa com um “não vai dar certo aquele negócio”, e você fica com cara de pastel, tentando entender qual negócio, o que eu tenho a ver com isso e quem foi que educou essa pessoa.
Agora, como a pessoa em questão já tem mais de 40 anos, não me parece que vai mudar essa postura. Agora, me incomoda o fato da pessoa chegar atrasada ao local de encontro, nem me dar bom-dia e perguntar cadê o taxi que eu já deveria ter chamado.
Eu sou normal?

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