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Sunday, November 27, 2011

Frustrada

Há mais de 10 anos, quando ainda era uma adolescente, minha médica ginecologista descobriu que eu tinha ovários policísticos. Conversamos e eu comecei a tomar anticoncepcional lá naqueles idos tempos, e nunca mais parei. Eventualmente conversávamos novamente sobre isso, mas nunca tive interesse em parar de usar pílula, porque ela, afinal de contas, era também meu método anticoncepcional.
Ocorre que, de uns dias pra cá, julguei que poderia, gradativamente, me libertar da quantidade de medicamentos que consumo diariamente. Tomar uma pílula anticoncepcional e outra de Omeprazol pra acidez é a terceira coisa que faço ao acordar, seguido de fazer xixi e beber água. Estava me sentindo um pouco saturada desse ritual, e precisava pensar em como fazer. Resolvi marcar uma consulta com a médica e como ela é muito pop e sempre demora, recorri ao google pra tirar algumas dúvidas prévias.
Nesse link, bastante explicativo, ficou logo claro que isso não vai ser possível. Ovários policísticos é uma doença crônica, e preciso conviver com ela evitando os sintomas. A little bit frustrada, resolvi não discutir com os hormônios que tão regulares se comportam há tanto tempo (muito melhor depois do advento das pílulas de 28 dias, obrigada papai do Céu por esses 8 meses sem menstruar), mas agora preciso tentar atacar pelo outro flanco: como vou tirar meu grande amigo Omeprazol da minha rotina?

Saturday, November 26, 2011

Hora da verdade: e as mudanças?

Mais uma semana se passou sem que eu conseguisse caminhar. Comi eventualmente queijos amarelos, por cima da pizza ou coisa do tipo. Quase não vi TV ou passei tempo na internet. Estudei pouquíssimo. Bebi chá somente dois dias da semana.
Tive uma semana muito, muito atribulada. O trabalho consumiu completamente os meus dias, compromissos familiares, compromissos pessoais. Eu odeio quando não consigo me manter à margem daquilo que as pessoas costumam chamar de "correria de final de ano", e me vi cheia de coisas totalmente fruto do final do ano. Happy hours que precisava participar, eventos, prazos do trabalho. Compromissos, compromissos.
Ainda preciso presentear as pessoas no Natal. Preciso qualificar o mestrado em 10 dias. Procurar uma casa nova. Trocar de carro. Regularizar umas burocracias. Como é que a pessoa faz pra ser feliz nesses dias? Que horas?
Mas não me abalo; semana nova é semana nova, traz recomeço e a gente sempre pode recomeçar.

Hoje tem Maratona Cultural!

E tem Moraes Moreira grátis lá na pracinha da Lagoa. Aproveito vender umas agendas (sou camelô de agendas final do ano...).
Esse show é um dos poucos que conheço; o restante da programação da maratona me passa meio ao despercebido, gente que nunca ouvi falar...

É o cúmulo

Pessoa me deve R$50,00. Ao me pagar, observa:
- Você me deve R$8,00, daquela coisa que compramos juntas.
- Eu te paguei, no mesmo dia!


Silêncio total. Pessoa parada no escuro me encarando. Eu passo a insistir:

- Eu paguei sim, prometo que paguei, não iria te enganar com isso. Paguei nesta situação assim, diante do contexto tal.

Pessoa ainda em silêncio, eu bato a porta e saio, né?

Agora, fico horrorizada. Ela realmente pensa que eu estou querendo ganhar R$8,00 em cima dela?

Wednesday, November 23, 2011

Uma linda tarde

Uma linda tarde passa por encontrar uma linda casa antiga, pintada em minhas cores favoritas.


E descobrir que além de ser um café, esse casarão antigo também conserva muitas das coisas do tempo em que Dom Pedro veio jantar aqui com não sei quem. E que é um ateliê de arte também.


E ainda perceber que a casa é maior do que parecia olhando de fora, e chega até a beira do mar.



Café da Corte, no centro histórico de São José.

Tuesday, November 22, 2011

Parte I: Cumprida

Na quarta-feira passada, sentamos eu e minha chefe para fecharmos minha avaliação do período da experiência, a partir da qual meu contrato é renovado por tempo indeterminado. Conversamos sobre as coisas que eu fiz, e ela disse que gosta de minhas contribuições, de minha agilidade nas respostas e que sou assertiva nos atendimentos. Também acha que eu trouxe novas ideias pra equipe. Assinamos a minha avaliação, e dois dias depois, a carteira estava assinada, dessa vez para "sempre". :)
Semestre passado quando fiz esse concurso, o fiz numa sequência de "quase-nãos": quase não fiz porque achei que não tinha vaga pra AS. Depois fiz, mas quase não fiz porque não achava o local da prova. Depois, naquela manhã de domingo chuvosa, fiz a prova atentamente, porém muito tranquila e sem ter me preparado antes. Haviam mais de 200 inscritos para essa única vaga. Jamais verifiquei gabarito ou toquei novamente no assunto, porque como a prova havia sido fácil, pensei que isso nivelaria os candidatos por cima, e eu cairia fora pela idade, caso fechasse a prova. Dois meses depois, uma amiga que também fizera o concurso me telefonou avisando que saíra a classificação e eu era a primeira colocada com mais de 10 pontos de distância em relação à segunda pessoa. Estava dentro!
Então eu torci para que o concurso demorasse a me convocar, para que eu pudesse me dedicar somente ao mestrado, já que finalmente saíra minha bolsa da CAPES. Bom, minha vida de bolsista da CAPES não chegou a durar um mês. Dia 22 de agosto eu estava assinando o contrato.
Desde então venho me sentindo "em lua de mel" com minha repartição. Ela tem vários problemas, mas o único que não tem, é ser uma empresa privada. Eu trabalho prestando serviço à população num órgão público, e isso tem grande efeito sobre mim. Sempre fui uma pessoa, por assim dizer, migué nos empregos anteriores, mas nesse, tomo todos os cuidados do mundo para não ser. Sou dedicada, atenta, e ágil, como citou a chefe. Não cedo à menor das corrupções, como por exemplo imprimir algo pessoal na impressora de lá, ou usar o telefone. Faço as coisas com disposição, e não fico procurando compensações imaginárias, como levar uma caneta para casa.
Minha mesa tem uma lata com chá e doces dentro, para quando eu sentir fome. Tem a minha garrafinha d´água e minha caneca de cerâmica onde tomo o meu chá. Escutem o que eu estou dizendo, mais dia menos dia, vai ter foto também.
Passei no período da experiência. Essa era uma das metas desse final de ano :)

Parte II: Cumprida

Nessa segunda de manhã, levantei e fui à universidade para uma última orientação e impressão e entrega do projeto para minha banca de qualificação. Ficamos, como de praxe, eu e Co-Orientador ali no café, alterando as coisas no computador. Ele adora marcar comigo no bar, enquanto tomamos café e tomamos torta. Co-Orientador é um fofo inexplicável, foi atencioso e cuidou muito de meu texto. Gostamos um do outro.
Às 9h30, saí e fui até a biblioteca montar os arremates finais, conferir a metodologia e mandar o filho embora. Fui ao xerox, minha internet do note não funcionava, e encontrei uma colega lá, que por sorte me emprestou um pendrive. Imprimi as cópias e entreguei nos escaninhos necessários. Saí de lá leve, embora ainda sinta estalos dentro da mente, como se não pudesse ainda me desvencilhar do compromisso. Ainda fico querendo mexer no bendito.
Mas consegui. Uma das coisas que deveria fazer é qualificar, e minha banca é dia 5 de dezembro. O projeto ficou bastante pequeno e inicial, mas o prazo era esse e tanto Orientador quanto Co-Orientador me dizem que posso ficar tranquila. A qualificação vai me ajudar e serei melhor informada depois disso.
Vitória!

Friday, November 18, 2011

Saí de camisa branca hoje. Não aquelas de executiva, uma meio balonê de um tecido com costuras também brancas com flores no relevo do tecido. Mas tudo branco. Tenho essa camisa há uns três anos e não pensava em usá-la algum dia mais. Agora olha eu aqui, de camisa branca, toda estilosa na repartição. Não é à toa que não consigo me desfazer das coisas, quando fui ver, usei de novo...

Convalesço

Hoje acordei me sentindo um pouco grogue, aquela ressaca típica de quem não bebeu. Quase fiquei em casa de novo, mas resolvi vir vegetar aqui um pouco para todos terem dó de mim e eu me sentir menos miserável. Disseram que não estou com cara boa hoje. É, gente, a maquiagem faz falta, viram?

Novidades

Resolvi me enveredar pelo mundo da depilação a laser e do bronzeamento artificial. Ah, assim que descobrir com quem converso sobre isso, vou fazer um botox também. Sempre tive medo de todas essas coisas, porque pensava no quão nocivo deveria ser passar um laser na gente? Receber aqueles raios todos assim dentro de uma câmara? Isso deve dar câncer de pele!
Então dia desses conheci uma pessoa que me ajudou a libertar. Ela disse com simplicidade que nos dias de hoje, tudo dá câncer. Então ela preferia ter câncer mas ficar com a pele em dia, e ir “linda no caixão”!
Linda no caixão!
Isso me modificou. Na verdade, o pouco que eu entendo do câncer é que se trata de um processo de degeneração celular que mais cedo ou mais tarde vai ocorrer; só não morre de câncer quem eventualmente morre de outra coisa antes de desenvolver o seu câncer.
Nesse caso, já que cada dia a mais, é um dia a menos, eu poderia me aventurar nesse universo, e viver mais linda e morrer mais linda!
Raios e miralasers, aí vou eu!

Thursday, November 17, 2011

Fuckin' headache

Acordei às 6h30 com o brutal despertador do celular. Tateei por ele, apertei o soneca como de praxe e percebi. Era ela. Eu ontem, antes de dormir, achei que tinha avistado ela se chegando. Às vezes, uma noite de sono a espanta. Não foi o caso hoje. Os 10min da soneca ficaram longos, e eu busquei o celular de novo. Achei um torpedo da minha cálega de repartição e mandei avisar que hoje talvez não desse pra mim. Levantei, tinha dor de barriga, fiz o que tinha que fazer. Bebi água e senti aquela recusa do meu corpo, como se tivesse comido em excesso. Ela sempre faz isso comigo: me deixa mal do estômago, mal dos intestinos. Bebi a água e enchi outro copo. Esse serviu pra empurrar as duas Neosa's que eu tomei antes de desmaiar de novo até 9h44. Ao levantar, aquele clima de ressaca, mesmo sem ter bebido. Apesar de tudo, ela me deu uma trégua. Estou com a janela e a cortina abertas, sem maiores dificuldades. Só essa sensação de fraqueza e ressaca, que vou ter que superar, afinal, mesmo sem ter ido trabalhar, estou até o gogó de compromissos pra cumprir.
Enxaqueca querida, como tens passado?

Wednesday, November 16, 2011

E as mudanças...

Não esqueci; só andei meio ocupada com umas reviravoltas acadêmicas e por isso tenho um triste relatório a fazer...
Em primeiro lugar, preciso relatar com grande pesar que abandonei em definitivo as aulas de dança. Andei balançada aqueles dias, mas já estava com certeza de que não iria conseguir participar direito nesse mês, em virtude desses prazos. Depois que machuquei o pé na rua, ficou colocado pra mim faltar metade do mês, e aí teria perdido completamente o nível em relação ao resto da turma... Me sinto meio agridoce com relação a isso, mas no fim foi melhor mesmo. Essa mísera 1 horinha e meia estava me custando bastante, em termos de tempo livre e de ter uma noite de descanso, sem compromissos na rua (sem a sexta, só tenho a terça-feira livre!).
Sobre as caminhadas, tenho um péssimo balanço a fazer: na segunda-feira tive orientação e não consegui janela para ir. Na terça-feira, estava tão cansada que fui dormir às 20h30 da noite. Na quarta-feira, tive o aniversário de uma amiga e me arrumei muito correndo depois da aula. Na quinta-feira, fui me aborrecer naquele salão de beleza nojento e depois fui pra minha reunião. Na sexta-feira, já tinha machucado o pé e tive orientação de novo. No sábado, choveu. No domingo, finalmente me dei uma chance e caminhei 40min na praia. Na segunda e terça-feira, choveu de novo. Por conta disso, a sonolência e a sensação de estar pesada continuam fortíssimas. Nunca precisei tanto de dormir como hoje em dia. Não devo caminhar hoje; tenho orientação de novo (que dúvida!) e uma reunião à noite. De tudo o que gostaria de ter cumprido, as caminhadas foram sempre as atividades mais importantes, e não fiz!
O computador anda meio difícil de evitar, com esse amaldiçoado projeto. Fico em cima dele o dia todo, o coitado quente de tanto trabalhar. Com essa facilidade, acabo flanando pelos sites de besteiras bem mais do que deveria.
A televisão, ante essa minha grande sobrecarga de estudo, quase nem recebe minha atenção. Mas quando me dá vontade de desligar de tudo, ela, sua caixinha de maluquices, me absorve de uma maneira...
Tenho conseguido sair até mais que uma vez por semana de casa. Tive alguns eventos, aniversários, e muito empreendedora, puxei dois eventos por conta própria!
A minha esmagadora vitória é sem dúvida ter abandonado os queijos amarelos. Sim, é verdade, comi uma pizza aqui outra ali, e não deveria ter feito isso. Mas perto dos queijos quentes borbulhantes que eu comia diariamente, foi um grande avanço!
Ainda não desisti de viver melhor. Mas tive uma semana tão absorvida pelos compromissos do mestrado que nem consegui raciocinar direito. É evidente, também, que esses hábitos não foram consolidados ainda por mim. Do contrário, teria conseguido tirar 50minutinhos pra ir andar na Beira-Mar, mesmo com o volume dos compromissos. Falhei, eu sei. Mas eu sigo querendo tentar!

Tuesday, November 15, 2011

Automutilação gratuita e imbecil

Gente, olha eu que anta. Todos os dias, depois de escovar os dentes, logo pela manhã, aplico filtro solar. Espero uns minutos e faço aquela maquiagem tapa-defeitos que me leva ao mundo um pouco mais socialmente aceita: corretivo, pó, lápis marrom, blush, batom e rímel. Passo corretivo na olheira, na lateral do nariz, em eventuais espinhas e recentemente passei a usar no queixo: notei que minha curva do queixo está avermelhada e começando com uma espécie de veia, bem minúscula, arroxeada. Não entendia bem como se dera o processo, mas sou muito branquinha e de rosto rosado. Preciso controlar um pouco minhas vermelhidões, às vezes.
Outro dia, no entanto, percebi algo que parece ser a verdadeira resposta ao meu recente queixo avermelhado: tenho a péssima mania de, exatamente como agora, estar sempre com o note apoiado no meu peito, e totalmente deitada ao utilizá-lo. Quando não preciso digitar, e estou só lendo ou assistindo alguma coisa, eu subo ele até a altura... do queixo! E a lateral fica sempre bem encaixadinha justo no vão que está ficando avermelhando e com uma veinha aparente!
Agora, diga lá se não é pra matar a pessoa? Depois que constatei isso, tenho tentando me controlar. Mas sinto um desejo maluco de enfiar o note no queixo!
Alguém me mata!

Não façam mestrado

Se fizerem, não sejam feito eu, que esperam o último prazo pra se mexer. Esse feriado está sendo um castigo, não acaba nunca?

Sunday, November 13, 2011

Que tédio..


Final de semana ninguém bloga, né, todo mundo curte a vida. Todo mundo, menos eu. Eu não posso curtir nada por causa da merda do projeto do mestrado que eu tenho de qualificar. No máximo eu curto links no facebook.
E fico torcendo por um post interessante nos blogs que eu sigo, pra me sentir menos isolada de tudo.
Essa árvore aí é a vista da janela do meu quarto. Na realidade, a vista é um emaranhado de folhas, tive que me pendurar um pouco pra retratar a árvore toda. Diariamente, vejo um rasgo de céu, as folhas dessa árvore e ouço os gritos histéricos das crianças aprendendo futebol na escolinha do clube.
Não, isso não me aborrece. Ainda não cheguei nesse nível de chatice de odiar tudo que se move. Na verdade, quando a quadra fica assim vazia, acho estranho.
Eventualmente, tem os macaquinhos correndo por ela, gritando, tão fofo. Tão tchon-tchon...

Saturday, November 12, 2011

Eu deveria estar estudando

As coisas vivem mudando. Qualifico na primeira semana de dezembro, apesar do que disse outro dia. E tenho esse feriadão, que eu tinha pensado em usar para descansar, para escrever o primeiro capítulo e deixar tudo minimamente arranjado pra essa banca de qualificação.
Eu já deveria ter começado. Mas estou rebelde, exigindo um mínimo de descanso. Às vezes eu mereço um descanso!

Filme: Contos de Nova York


Esse filme é muito legal. Mui-to le-gal. É de 1989, dirigido a três mãos: Scorsese, Coppola e Woody Allen. Com um currículo desses, chamou imediatamente a minha atenção, além do fato de eu ter enfiado nessa teimosa cabecinha que Nova York também é um dos lugares que preciso conhecer antes de morrer. Pois bem: é um filme segmentado em três histórias separadas, todas ambientadas na cidade, obviamente. Mostra um artista excêntrico, uma garotinha rica também muito excêntrica e um homem super comum, extremamente excêntrico. De perto, todo mundo é assim tão doente?
Virou meio que uma pegada comum nos filmes dos EUA, mostrar o lado neurótico das pessoas. Seu lado mais frágil. Só que, como já disse pra vocês, esse filme não é da moda: é de 1989. Me chamou a atenção que naquele ano, três diretores saíssem com essa interpretação da esfera privada da vida das pessoas nas cidades grandes. Quando não se falava tanto, o tempo todo, dos problemas que a gente pode ter que sejam de cunho psicológico, emocional, psiquiátrico, como queiram chamar. Eu ainda chamo de social, porque entendo a maioria das neuroses moderninhas como a expressão individual da degeneração das nossas relações, mas isso é outro papo. Pra outro dia.
Então, queria dizer que esse filme é impressionante, bem-feito, prende a atenção. E pra não ficar só no abstrato, vou contar um pouquinho da terceira história, a do Woody Allen, e que eu mais gostei:
O cara comum que citei acima, tem problemas pra se relacionar com a mãe superdominadora dele, não consegue se relacionar com as mulheres por causa disso, e está há anos na terapia. Um dia, ele leva a mãe dele ao espetáculo de um mágico e ela é usada como cobaia naquele truque de cortar uma caixa ao meio com a pessoa dentro. Quando o truque acaba, a mãe dele havia sumido. Durante alguns dias, ele se preocupa. Mais alguns dias, e ele relaxa completamente. Começa a curtir a vida, ser feliz, se sente liberto.
Uma bela manhã, ele ouve a mãe dele o chamando... E ela está no Céu de Nova York, onde todo mundo a vê e ouve! E passa a humilhá-lo com suas admoestações, conversas, histórias de quando pequeno para toda a cidade.
É fantástico. É hilário. Vejam para saberem o final dessa história. :)
Vou começar a colocar o cartaz dos filmes dos quais comento; se me der vontade, talvez comece a colocar o link pra vocês baixarem.

Friday, November 11, 2011

Mas nem tudo é desgraça!

Esqueci de comentar que na quarta-feira, indo para o aniversário sobre o qual já falei, tive uma epifania breve. Eram 20h: eu, uma mulher adulta, com um emprego razoavelmente bem pago, para o qual sou altamente qualificada, dirigia meu carro pela Avenida Beira Mar Norte. Eu ia ouvindo o CD do Paralamas que eu adoro, depois de ter passado no shopping e comprado apressadamente um presente, sem nem olhar o preço direito. É horário de verão e a cidade ainda luminosa do Sol, já tinha aquela Lua Cheia espetacular desses dias últimos. Naquele momento, percebi que eu era a realização de todos os meus sonhos infantis de independência e felicidade.
Obviamente, a felicidade hoje está muito mais longe. Preciso de muito, muito mais. É óbvio que quando eu tinha 10 anos, a felicidade era morar sozinha na praia, ter carro próprio, curtir o verão dia de semana com as amigas e poder comprar um presente caro no shopping. Mas por alguns minutos, pude ser agradecida pela boa fase que venho vivendo há algum tempo, com a segurança de quem não tem medo de não pagar as contas final do mês, e com liberdade para assumir algumas decisões. Isso me deu uma sensação eufórica de felicidade.

Tudo sempre pode piorar

Ontem, andando pelo centro, uma tampa metálica da prefeitura estava solta. Pisei nela e machuquei o pé de uma maneira bastante dolorida. O que será que havia com o mundo ontem?

Sétima Arte Cabeleireiros: guardem esse nome

Me aborreci de uma maneira inédita ontem, ao me enveredar outra vez pela aventura da compra coletiva. Comprei um corte de cabelo, escova progressiva, pé e mão pelo Groupon, com esse salão do título.
Isso aconteceu quase dois meses atrás. Primeiro, passei quase três dias telefonando ininterruptamente para o telefone indicado, sem conseguir contato. Quando finalmente agendamos, ficou para o dia 10 de novembro (ontem) às 16h30. Como eu disse ontem, sou que nem o Lineu: é tudo na agenda. Cá está, na minha agenda, o meu tratamento agendado.
Cheguei no lugar ontem, às 16h20, e estavam todos os profissionais ocupados; expliquei que tinha hora para a promoção às 16h30, e depois de uns 15min, me afirma o dono do salão que o meu horário era 16h. Veemente, como pessoa organizada que sou, nego a informação, e afirmo que era às 16h30 sim, que eu havia anotado isso 2 meses atrás, um fica insistindo com o outro e ninguém mais pode provar quem fala a verdade: afinal, é a minha agenda contra a dele. Demonstrando mau humor e pouco traquejo na hora de resolver situações inesperadas, ele fica mais 15min me deixando à espera, até que resolve "me encaixar" (encaixar o caralho. Eu fui na hora marcada!). Espero mais 20min, e quando são 17h, eu finalmente começo a ser atendida pelo cabeleireiro.
Esse funcionário, a despeito de todo o amadorismo do proprietário do dono do estabelecimento, me trata muito bem, é atencioso e ótimo profissional. Fez um trabalho impecável com o corte e aplicação do produto. Foi simpático, comunicativo, e demonstrou conhecer bem o seu ofício.
Apesar disso, me fez um tratamento no mínimo ultrapassado, que ninguém mais chama de escova progressiva: aplicou um produto que necessita passar 2 dias sem molhar, lavar, prender ou mesmo colocar os cabelos para trás da orelha. Existem no mercado hoje em dia inúmeros produtos cujo procedimento em nada se assemelha a este tão antigo, que me parece muito mais um alisamento à moda antiga, do que de fato uma escova progressiva. Para coroar a minha desconfiança, essa "escova progressiva" dura somente um mês, enquanto que é do conhecimento público que escovas progressivas, quando cuidadas adequadamente, duram no mínimo de 60 a 90 dias.
Quando nada mais parecia poder dar errado, eram 18h30 e eu estava com os cabelos prontos, e sem nem sinal de começar a arrumar as unhas. As duas manicures, completamente assoberbadas de trabalho, não tinham muita noção de quanto tempo levaria para chegar a minha vez ainda. Uma delas, inclusive, se justificou dizendo que havia passado mal naquela tarde, mas mesmo assim estava lá trabalhando.
Quando eram 18h45, questionei ao dono do salão se não poderia marcar as unhas para um outro dia, já que eu tinha compromisso às 19h e não estava nem perto de começar. Ele foi taxativo ao dizer que não, o que me fez desistir de ficar ali e ir embora, chorando de raiva, ao ver tamanho show de amadorismo num lugar só.
Na minha opinião, o tal de Douglas, dono do Sétima Arte Cabeleireiros:
a) nunca deveria ter entrado na compra coletiva, pois não dispõe de estrutura adequada para atender tantas compras (isso se comprovou inclusive pelo fato de que, nas 3h30 que fiquei lá dentro, o telefone foi sistematicamente ignorado por todos os funcionários);
b) não entende nada de relacionamento no trabalho, por ter permitido que a manicure, mesmo doente, seguisse trabalhando de cabeça baixa como todas as manicures trabalham, o que piorava seu estado;
c) tampouco entende algo de relacionamento com o cliente, pois ainda que fosse um engano meu o episódio do horário (que reitero, não foi, me foi passado que o horário era 16h30), ele precisa de flexibilidade para se manter no ramo. A mesma flexibilidade ele deveria ter ao propor que suas clientes, assim como eu, pudessem fracionar o pacote, fazendo as unhas em outro momento, já que ele não teve nem a inteligência logística de colocar as manicures trabalhando nas unhas ao mesmo tempo em que os cabelos da cliente são tratados, como qualquer espelunca com dois profissionais sabe fazer;
d) certamente perdeu a oportunidade de com as compras coletivas divulgar o seu trabalho de forma positiva, pois um salão que prima pelo amadorismo no atendimento ao cliente, técnicas ultrapassadas nos cabelos, desorganização de modo a agilizar ao serviço, faz com que eu e outras pessoas concluam que este é o tratamento que ele dá às clientes vindas de sites. Até onde sei, não deveria haver diferenciação no tratamento das clientes, a não ser quando especificado do que se trata o serviço. Pela localização estratégica do estabelecimento (no centro), caso tivesse sido bem atendida, eu certamente marcaria as minhas unhas e hidratação semanais lá. Não tenho a menor intenção de sequer passar na frente outra vez;
Assim, dileta e paciente audiência que me leu até aqui, cuidem de conhecer bem o salão antes de comprar. E nunca vão no Sétima Arte!

Thursday, November 10, 2011

A doçura de um bombom

Tenho uma tia, muito favorita, que desde que me entendo por gente, sempre tem bombons para ofertar. De lei: na casa dela, sempre tinha aquelas chiquérrimas bombonières de cristal, sempre nos presentes de datas comemorativas ela me adicionava bombons no presente, fora os que comíamos, assim, a los bocaditos, em momentos descontraídos.
Essa minha tia, sempre foi, para mim, um aconchego sem fim: era mais permissiva que os pais, carinhosa, gentil, e me ofertava um amor simples e doce, como um pequeno bombom.
Minha família, nessa semana, passa por um momento delicado: tenho um primo doente mental e viciado em drogas (porque nunca vem uma coisa só, né!) que foi internado aqui em São José. Faz poucos dias da internação, e ainda não tivemos chance de conversar, mas minha mãe me pediu que o visitasse, coisa que não quis fazer porque acho que ele não me conhece (nem sempre ele processa muito as coisas/pessoas ao seu redor). E essa minha tia, sabendo do ocorrido, me passou um e-mail, pedindo que fizesse a mesma coisa: que caso, eventualmente eu estivesse ocupada ou com pressa, apenas passasse e lhe deixasse um bombom, para que ele não se sentisse sozinho.
Quando ela falou do bombom, não pude deixar de sorrir com aquele aperto agridoce no peito, de me lembrar quanto amor e aconchego ela já me deu em forma de bombom.
Ainda indecisa acerca do procedimento a ser adotado, não consigo esquecer o quão o gesto do bombom que ela me ofertou durante anos me fêz bem, ainda que hoje em dia, eu nem goste mais de bombons...

Pequenos incômodos

Odeio almoçar na repartição por causa do cheiro intoxicante que se impregna nas minhas roupas, cabelos e demais adereços: o cheiro explícito da fritura que alguém comeu (provavelmente, eu também), e da qual preciso ficar me recordando forçosamente. Cá me encontro, cheirando os cabelos à milanesa.

O Lineu da Grande Família

Passou um episódio, muitos anos atrás, em que o Lineu esquecera a sua agenda em casa. Assim como o Lineu, sou uma extensão da minha agenda e dela de mim, e estou aqui às tontas desde de manhã cedo, tentando lembrar quais eram todos os meus compromissos. Quero muito que esse dia sem agenda acabe!

Arriba, arriba

Ontem fui conhecer o Guacamole, durante uma festa de aniversário. Quem mora em Floripa e passa eventualmente pela Beira Mar já deve ter visto o lugar, do lado da Didge. Por dentro o lugar é super gracinha, e é decorado com fotos antigas de mexicanos, com lindas cores (cores de Frida Kahlo, cores) e artefatos que remetem ao país. Um dia vou conhecer o México. Está num dos lugares do mundo para conhecer.
Comemos um prato chamado Guadalupe, composto por tortillas de milho, guacamole, queijos, frijoles refritos, sour cream e pimentas jalapeño. Uma delícia!
No meio da noite rolam apresentações de dança, os tequileiros ficam passando pelas mesas e fazem o maior esporro quando alguém resolve beber. Tem também as aulinhas de dança com os dançarinos e o som alto a noite toda. Não vá pra lá atrás de uma noite tranquila, de uma boa conversa. Não tem. É bar festivo para quem quer se divertir conforme a proposta do local. Saí de lá um pouco mais pobre (R$30,00 o baldinho com 5 Heineken, R$13,90 a Pinã Colada que eu tomei, R$29,90 o prato, R$8,00 o couvert). Mas dividindo entre os amigos não fica tão pesado. Também não é pra uma noite qualquer - era aniversário de uma grande amiga!
Dêem uma passada e conheçam!

E a USP, hein gente...

Nada me dá mais nervoso que esse povo, filhotinho do Jornal Nacional e da Revista Veja, que de tão acostumados foram, só analisam a notícia com os olhos da editora Abril.
Vê bem se faz sentido para ti uma notícia dizer que:
400 policiais militares, com helicópteros, bombas de gás, balas de borracha e os cacetetes
contra
uma centena de estudantes desarmados dormindo às 5h da manhã de segunda-feira.

Não tem nada de errado? Devo imaginar que não tem mais criminoso nenhum em São Paulo, para ter levado todo esse operativo lá pra dentro da USP. Aliás, me surpreende que não tenham prendido o patrão da rocinha (o Nei da Rocinha) lá dentro da ocupação da USP, já que é uma "ocupação de maconheiros".
É tudo muito curioso; quando morreu o estudante baleado no estacionamento da USP, tinha ronda policial lá dentro. O caso, no entanto, serviu pra legitimar a presença da PM no campus. Depois disso, estupros, furtos e assassinatos continuaram. E além disso, qualquer pessoa passou a ser abordada conforme a avaliação da PM, revistada e constrangida ao transitar lá dentro. Não acredito que preciso ainda dizer isso, mas parece que a Editora Abril esqueceu de falar: os mais de 2mil estudantes protestavam pela falta de uma real política de segurança: iluminação durante a noite, desmatamento dos terrenos baldios, mais atividades para a população transitar lá dentro (oh, que genial, mais pessoas andando pelo lugar intimida a criminalidade! O Rodas já pode me dar uma sardinha...).
A ocupação da reitoria é um método completamente legítimo de mobilização; desde 2007, quando a mesma USP iniciou a onda de ocupações pelo país (onda essa da qual fiz parte, meses depois, na Universidade onde cursei a graduação), se mostrou instrumento de luta, de articulação e de dar visibilidade às pautas do movimento.
Essa, especificamente, foi precipitada, não no sentido de que foi "radical demais" - como os moderados e direitosos gostam de chamar; mas porque não foi fruto de uma indignação de mais gente, mais estudante com sangue no olho e vontade de derrubar esse reitor aberração que colocaram lá. Apesar de achar isso, jamais seria a favor de ver presos e retirados à força 73 estudantes.
Qualquer desocupação de reitoria determinada pela justiça durante todos esses anos foi feita pacificamente. Os estudantes não iriam resistir a 400 policiais armados até os dentes. A cadeia foi pelo que, mesmo?

Tuesday, November 08, 2011

Uma felicidade mísera

Vou folgar no feriado. Quero dizer, na segunda-feira que antecede o feriado. Viva a República! (ou os mortos, ou quem quer que seja)!

N-o-j-o

Algo que me deixa com verdadeira paúra é pegar o elevador aqui na repartição de manhã cedo. Eu nunca gosto de me trancar numa caixola com quase uma dezena de pessoas (elevadores gigantes), sem saber quem são, se tomaram banho, escovaram os dentes, têm conjuntivite ou pneumonia. Mas acabo me submetendo e vou.
Mas de manhã. Eu não suporto de manhã! De manhã imaginar o cheiro das pessoas, os vapores de seus travesseiros, suas abluções matinais, suas ramelas arrancadas do cantinho das vistas e os cafés-com-leite que beberam, seus dentifrícios, suas colônias pós-barba... Tudo isso me dá uma angústia, uma aflição, nós todos lá trancados dentro daquela caixola, partilhando nossas intimidades matinais. Sendo que nem dormimos juntos!
Se estou no horário, subo tudo de escadas - e não é tão simples subir os 5 andares, avaliando a magnitude do prédio e a quantidade de degraus que separa cada andar do próximo. Mas se estou atrasada, tranco a respiração durante 5 andares nos quais quase desfaleço, gozando da intimidade matinal alheia, sem ter gozado da intimidade noturna!

Diary Moment

Querido Blogger, hoje não me sinto muito legal. Depois de fazer meu pré-projeto, refazê-lo inúmeras vezes, colocá-lo em outros formatos e revisar os textos, não consegui fazer com que O Orientador o lesse a tempo. Co-Orientador, muito mais orientador que O Orientador, me recomendou que não submetesse o texto da qualificação ainda esse ano. Murchei e preocupei, mas Co-Orientador garante que não necessariamente estender o prazo da qualificação prejudica o prazo da defesa. Todo o frenesi do mês de novembro torna-se assim o vácuo impressionante de alguém que estava muito pressionado por algo, e de repente.... não tem mais aquele problema. Não que eu não tenha problemas: o comitê de ética ainda precisa conhecer meu trabalho até dia 01/12. Mas é bem menos grave que qualificar o projeto.
Já nem sei o que pensar.

Monday, November 07, 2011

Thais se queimou, e o azar é só dela

No domingo saímos, eu e uma amiga, a procurar um restaurante digno na beira da praia para nos servir um almoço. Colocamos dentro da bolsa de praia vários ítens necessários à empreitada e fomos embora. Caminhamos menos de 20min pela beirola da água até encontrar o nosso lugar, tomamos uma cerveja do lado de fora e entramos para comer na parte envidraçada do lugar, pois fazia muito vento para os nossos grãozinhos de arroz amigos. Ao chegar em casa, sinto uma leve ardência no ombro esquerdo, o que carreguei a bolsa, e comento com ela: parece que só queimei desse lado, deve ter sido a posição da mesa!
Tomei um banho e fui tirar uma soneca. Acordei com frio e um calor emanando do meu corpo. Senti necessidade daquele vapor quentinho do chuveiro a gás. Quando saio do banho, o choque: o ombro esquerdo um pouco mais, mas ambos os ombros e o colo exibiam uma honesta marquinha! Vermelhinha como fico, e me dando um quenturão. Fui dormir com isso na cabeça, bem agasalhada, e acordei douradinha. Com cor de fazer invejinha nos cálega de repartição (oi, fui pra praia final de semana, e tu?).
Ai que bom!

E como andam as mudanças?

Achei que 7 dias depois era um bom prazo pra contar como andavam as coisas. Como em tudo nessa vida, minhas tentativas de mudança se deram com avanços e retrocessos.
No primeiro dia, cheguei em casa, liguei a TV e fiquei durante 1h assistindo. Nesse ínterim, usei o computador, retirei a maquiagem, me troquei e pus os calçados. Saí pra caminhar no sol a pino, pensando nos compromissos da noite (toda segunda tenho reunião a noite toda). Andei só 20min, dividida entre a pressa e o sedentarismo.
No dia seguinte, terça-feira, andei os 50min combinados, com muita facilidade: terça é meu dia livre, e tudo é mais gostoso na terça! Quarta, feriado, idem. Quinta... Depois de ficar sem almoçar e comer em casa canibalmente ao chegar, consegui andar 20min para tentar aliviar o estômago do peso. Mas o pior, mesmo, foi na sexta. Eu tinha coisas a fazer na Universidade, e ao voltar pelo caminho de sempre, encontrei uma pessoa que não via há muito tempo. Resolvemos sentar para conversar, e não fizemos isso "a seco". Depois de 2h de conversa, cheguei em casa completamente faminta e zonza. Comi tudo o que havia em casa, mais alguns ítens que pedi a uma amiga que me trouxesse do mercado, e ainda mandei chamar uma pizza. Oi? Adivinhe quem não compareceu à aula de dança nesse dia.
No sábado e domingo, caminhei menos do que gostaria apesar de estar na praia, porque convidei uma amiga mais sedentária que eu para participar do final de semana. Devo ter feito cerca de 30min em cada dia.
Agora, as vantagens:
- eu diminuí o tempo da televisão sim, e com isso, dei cabo de leituras do mestrado, e retomei dois livros (um de literatura, outro político);
- eu de fato, com exceção da pizza de sexta à noite, não comi mais queijos amarelos (comprei um vidro de requeijão e presunto para colocar no pão, e finalizei com um naco de parmesão que sempre me olhava de soslaio);
- apesar de ter oscilado no quesito tempo e ter falhado durante um dia, eu fiz exercício físico com regularidade nestes últimos 9 dias;
- eu saí de casa na terça-feira à noite, véspera de feriado, no aniversário de uma amiga, e saí para almoçar na praia e passear por outras praias na quarta-feira, cumprindo assim também sem dificuldade a minha meta de diversão!

Acho que para a primeira semana, fui bem. Tinha outras providências que precisava tomar e consegui também, do tipo mais organizativo. Mas vou contar a conta-gotas, para não perder audiência. hohoho
Divido com minha dileta audiência, no entanto, um dilema: não sei se continuo ou não nas aulas de dança. Eu pratico 1h30 de dança de salão por semana, todas as sextas-feiras à noite. É um desafio bastante complexo, e que exige dedicação da minha parte. Na realidade, eu deveria estar indo muito mais praticar a dança do que vou. Porque pensei em desistir?
a) porque meu parzinho desistiu (o professor disse que posso continuar sem par, e a aula sem o par fixo foi bem melhor);
b) porque eu faltei semana passada, vou faltar fora essa semana, a outra, e cada aula faltada é uma grande perda;
c) porque poder ter a noite livre é um privilégio numa vida de tantos compromissos, e não queria tornar a aula de dança um compromisso;
d) porque preciso qualificar o projeto do mestrado em menos de um mês, e isso não está nem perto de se concretizar.

Estou aceitando opiniões, depoimentos, conselhos motivadores, o que vier. Confesso que prefiro conselhos motivadores, mas vocês aqui são livres. :)
Aguardo, hein!

Friday, November 04, 2011

Thais fez luzes, e o azar é só dela

Comprei numa dessas paradas coletivas luzes ou mechas com hidratação e escova. E fui parar numa portinha dessas bem fuleiras, onde a manicure também é a recepcionista, a que varre o cabelo cortado do chão e a ajudante do cabeleireiro. Respirei e vamos lá. O método do cara era ainda o arcaico puxar na touca, que embora considere lento e antigo, nunca me fora propriamente desconfortável.
Até ele me fazer isso com touca de silicone, manja a touca de natação? Toda furadinha.
E puxa, e puxa, e essa cabeleira comprida que demora a sair de lá de dentro. Sai tudo embaraçado, e eu começo a chorar de desespero. Nem pra tirar não dá. Passa o produto, logo a cor abre e tiramos o produto e a maldita touca. Passa o creminho da hidratação, escova, vou-me embora. Cabelos luminosos e cheirosos.
Quando molho o cabelo e vou tentar lavar... a maçaroca não aceita nem água, que dirá xampu. Lavei como deu, sentindo os fios se atritando a cada mísera esfregadinha. Enozou de um jeito que eu não conseguia nem atingir o couro cabeludo direito, porque esbarrava nos tufos embaraçados. Saí do banho, passei máscara, deixei a touca agir.
Enxágua, seca naturalmente...virou um chumaço.
Dias depois, mesmo procedimento: lavação e máscara. O creme, dessa vez um pouco mais caro, some no cabelo. Enxágua, seca naturalmente: chumaço ainda.
Um dia depois, com a oleosidade natural se recobrando do baque: cabelo da menina tá que é uma seda!
Eita glândulas sebáceas desse couro cabeludo... Tavam querendo uma amoniazinha pra relaxar, né?
Não devo fazer luzes de novo.

Tuesday, November 01, 2011

Seres humanos precisam de outros seres humanos

Às vezes, do jeito que as coisas acontecem, parece que eu só dou mancada. Eu tento, tento, faço diferente, me esforço... E as pessoas continuam me dizendo que eu fiz errado. Aparentemente, tem só uma maneira de se fazer certo, enquanto as opções pra se fazer errado, são infinitas.
Acho que nunca me senti tão sozinha como hoje.

Filme: Dançando no escuro

Conheci a obra de Lars Von Trier através do cult-pop Dogville, o qual é tão perturbador e belo quanto todos os outros que já vi. Dançando no escuro é daquele tipo de revolver as entranhas e te fazer ficar chorando no meio da rua, quando se lembra do que acontece no filme. A complexidade humana retratada nas cruas baixezas, sutis grandezas - muito mais sutis que as partes boas. Quem disse que um musical não pode ser dramático, ainda que fantástico? A Björk (sei lá como escreve o nome da moça) matou a pau. Tem uma delicadeza e um olhar meio abestalhado ao contemplar as pessoas, muito típico de uma cega. Me impressionei. Esse roteiro é brutal. E uma coisa que sempre me chama a atenção nos filmes dele: as pessoas cometem aberrações, e continuam com os semblantes impassíveis, como que aceitando a fatalidade da vida.
Assistam pra destruir os sonhos, ou o seu dia. E para ter, aí sim, uma catarse.

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