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Friday, September 30, 2011

Pra depois não dizerem que nunca faço nada

Saí com as meninas do ap, fomos ver o jogo da Argentina (porque eu torço pra Argentina) no bar da esquina. Falando assim "bar da esquina", parece um lugar meio fubá. Mas acontece que o bar da esquina é um barzinho universitário que anda meio badalado, o povo vai lá ver os jogos de futebol, beber e confraternizar:
em mesas de madeira
com cervejas diversificadas
com lanches gourmet
com telão.

Então, é um lugar assim um pouco diferente, mas com a cerveja barata, e via de regra, gente bonita em clima de paquera. Fora os garçons do lado de dentro, que são gatinhos o suficiente pra merecer mais que os pedidos da mesa.
Desafortunadamente, chegamos tarde demais pra pegar mesa do lado de dentro e poder ver o jogo, e para nosso azar maior ainda, não sabíamos que aquele dia era o dia do concurso do cara mais feio da parte externa do bar. O mais feio ganha um Fusca, devia ser. Ou: feio que traz amigo feio ganha double drink. O fato é que todos resolveram sair de casa, e ficar do lado de fora do bar. Com uma única exceção, que até me lançou dois olhares mais compridos e depois não desenvolveu (ou talvez tenha sido o fato de eu ter ido embora antes mesmo de acabar o primeiro tempo).
Assim, das próximas vezes, melhor chegar cedo e garantir lugar dentro, porque na dúvida, eu fico secando os garçons...

Comida Nova

É meio triste chegar a uma sexta-feira e constatar que:
sobraram um melão, 1 couve-flor, 1 berinjela e 1 caixinha de morangos;
não consegui fazer nenhuma das receitas previstas na minha agenda;
não caminhei nenhum dia à exceção da voltinha pelo bairro que dei já na terça-feira;
comi um prato de camarões à parmegiana ontem no almoço, e na noite anterior havia comido um cheese filet com cheddar, e tomado cerveja no bar.

Se servir de justificativa, eu tive compromissos em cima de compromissos. Além do meu drama doméstico de proporções épicas, o qual devo acabar de solucionar neste final de semana. E apesar dessas falhas supracitadas, tenho as seguintes 'compensações':

eu comi frutas e legumes todos os dias;
eu fiz muita força limpando o quarto e me livrando da cama;
eu pedi arroz com brócolis junto com os camarões;
a cerveja, por causa do gás, não me desceu bem, e tomei só 4 garrafas acompanhada por 4 pessoas.

O dia de hoje vai ser curto para tudo que ainda preciso fazer; mas o final de semana promete ser de tranquilidade e relativo descanso. Quem viver, verá!

Temos um lindo final de semana pela frente

É primavera, tem Sol, tem calor, eu moro numa Ilha com 42 praias, e vou visitar minha família num apartamento a 1 quadra de uma delas. Escancaro minha felicidade à primeira praia da temporada!

Wednesday, September 28, 2011

Que fase!

Eu me sinto cansada e impotente diante daquela confusão de cupins no meu quarto! Não tenho espaço pra guardar todos os meus ítens e objetos, e não sei se vale a pena investir muito nisso, faltando tão pouco tempo para me mudar.
E preciso, mesmo, dormir mais cedo. Porque eu não consigo dormir às 23h e acordar às 6h40.
Sobre a comida nova, ontem como fugi de casa, não cumpri o pré-estabelecido prato comigo própria. Mas maneirei: comi uma salada de batatas, cenouras, nabo e abobrinhas. Um cadinho de azeite, cebolinhas verdes, orégano fresco e queijo parmesão ralado na hora. Mais suco de laranja integral, uma caixinha de morangos, e uma volta, muito pequena, pelo bairro - não uma caminhada propriamente dita.
Vocês não têm ideia do quão eu estava cansada ontem à noite: apesar de não ter resolvido nada, eu fiz força a tarde toda! E hoje vai ser pior ainda: tenho aula à tarde, desparafusamento de cama à noite, desova de cama também à noite, e limpeza do quarto. Amanhã, vou trabalhar o dia todo. À noite, tenho reunião. Que fase...!

Tuesday, September 27, 2011

Drama doméstico

Na noite de domingo pra segunda, ouço um barulho muito sutil. Como se fosse água, mas muito, muito de longe. Com medo de encontrar rato, barata ou coisa do tipo, dou uma vasculhada geral no meu quarto. Não tem nada. Ufa. Então me recordo que no início do ano, um espelho meu havia virado uma colônia de coisas nojentas, e me deu um estalo.
A cabeceira da cama.
1,50m de madeira colada à uma parede úmida, e há meses assim. Arrastei. Lá estava, em proporções épicas. Algo indescritível. E que optei por não fotografar. Passei veneno no dia seguinte, mas percebi que a cama estava condenada pelos cupins. Preciso me livrar dela, pensei. Passei a desparafusar tudo, e nos últimos quatro parafusos, não tem jeito. Não solta. Tentei arrumar um faz-tudo, tentei soltar por conta própria. Arrumei um amigo piedoso e com habilidade suficiente pra tirar a cama de lá. Apesar disso, ele não podia hoje. Então fiz a única coisa que me restava: varri os destroços, arrumei os ítens primordiais e fugi. Amanhã eu volto pra desmontar a cama, e me livrar dos vestígios.

Comida nova

Ontem vim trabalhar em jejum, ainda sobrecarregada com uma ida safada ao Mc. Aqui no café da repartição comi um misto quente com suco natural de laranja e café-com-leite. O café ficou pela metade. Única vantagem: fruta espremidinha na hora!
Almocei um prato razoavelmente equilibrado de arroz integral, feijão, saladas, farofinha e frango assado. Não fosse a colherada de estrogonofe de carne que não resisti... À tarde me contentei com uma banana, à noite foi um bife com mostarda (presente de minha mãe, que fizera uma quantidade razoável no domingo), um ovo estralado e um pão francês. Mais um copo de suco de laranja integral. À noite um biscoito amanteigado de limão e um morango.
Hoje, pão francês com queijo cottage, meia papaya e um copo de suco de laranja integral. Cheguei na repartição e... cachorro-quente com crumble de bananas. Tentando equilibrar as coisas, não fui almoçar na padaria; comi uma banana (dessa vez pura), e uma caneca de chá verde.
Bom, eu disse que não ia contar calorias. Então não se frustrem nem me frustrem: eu sei que ainda está muito ruim!
Agora, escrevendo, percebi algumas coisas. Tem uma que preciso reaprender a fazer: ando com ojeriza a comidas frias. Como uma fruta pura, uma salada. Só de pensar numa salada já me dá aflição. O inverno foi rigoroso... e não ajuda.
Percebi que semanalmente, vou à feira, e compro legumes, frutas e verduras. No entanto, como nem sempre já sei o que vou fazer com eles, alguns eu não uso, ou descubro que me falta o que realmente precisava para uma receita... e por aí vai. Assim, essa semana já decidi o que eu quero comer diariamente, e vou fazer as compras pensando nisso. Espero que me ajude!

Monday, September 26, 2011

E dessa vez, é sério

Sou uma entusiasta defensora dos prazeres do corpo. Todos eles. Me seduz uma cama macia, tecidos rústicos arranhando a pele, o cheiro dos sabonetes, o toque de uma pena, uma mão, uma língua, de uma enxurrada de água, e obviamente, de todos os sabores que uma boa comida nos pode dar. Adoro. Persigo insistemente por eles, e vivo atrás de novidades. Quando viajo, as lembranças mais importantes têm a ver com os restaurantes, os ingredientes diferentes, as compras são na sua maioria esmagadora, comidinhas e temperinhos. Isso me fêz levemente roliça. Não sei se por sorte, genética, minha boa estatura (1,69m numa mulher pode ser bastante), mas eu poderia ser bem maior do que sou de fato. Apesar disso, tenho o rosto cheio de quem exagera nas coisas, os meus pneuzinhos de estimação à volta da cintura e duas coxas excessivamente engrossadas em relação às canelas de saracura. Isso não me perturba; acho que tenho uma aparência socialmente aceita no geral e eventualmente gozo de boa saúde.
A verdade, no entanto, é que ando um pouco saturada. Passei a semana passada toda dormindo em Blumenau, num hotel desses tradicionais alemães com comidas boas e fortíssimas. O café da manhã precisaria de um post à parte para ser descrito. Jantei na praça de alimentação do shopping todas as noites, e comia, à guisa de almoço, dois salgados de padaria. De uns tempos pra cá, tomei por hábito esse negócio de comer docinho de sobremesa depois das refeições. Acontece que eu não sou do tipo que tem costume de comer doces. Nunca fui. No entanto, diariamente, em algum momento do dia, me surge essa necessidade.
E então veio também o meu modesto vale-alimentação: convenhamos, R$650,00 por mês para uma pessoa sozinha possibilita muitas coisas. E embora eu nunca tenha comprado um pote de Haagen Dazs, ou mesmo a minha catchup Heinz quando acabou, eu vejo que ele se vai. Em nacos de parmesão, blocos de queijo feta, garrafas de vinho e de suco de laranja integral. Nunca saio do mercado sem gastar menos de R$20,00. E eu passei a sempre pegar uma Fruitella rosa no caixa da padaria onde almoço. E sempre que quis comer qualquer tipo de fast food que me interessava antes, mas que considerava proibitivo (como MC Donald's, embora eu não goste muito, mas voltei a comer, Subway, e China in Box, ambos verdadeiras paixões), fui lá e me servi dessas coisas.
Então, no final da semana passada, eu percebi que havia me saturado. Meu corpo pede licença para não aceitar mais tanta comida ruim, tanto sedentarismo, tantos fast foods e tantos doces.
Comprovei o que alguém, algum dia, já falou: as porcarias viciam e são mesmo questão de hábito. Se eu continuar cultivando o hábito do doce depois do salgado, nunca mais vou me livrar. Bem como do Mc Donald's, do qual eu já havia me livrado há quase uma década atrás.
Não estou de dieta: não vou contar calorias, nem vou me pesar (ok, talvez eu possa me pesar). Mas eu estou, de fato, olhando melhor minha alimentação. E vou intensificar os exercícios pra além da dança de salão, porque não faz sentido nenhum eu não dar conta de uma subidinha banal de escadas.
Comida nova é a tag nova. Porque se eu tenho uma vida inteirinha nova, com plenas condições de curti-la adoidado, é isso mesmo que vou fazer!

Saturday, September 24, 2011

A enchente

Foi uma longa semana. Deu tempo de reavivar alguns sentimentos interessantes, ter alguns flashes de sabedoria e de mais outras coisas. Cada dia passávamos por um município diferente dos atingidos: a população, para quem já viu isso acontecer, reconhece o medo nas falas, o medo de que aconteça tudo de novo, o sentimento que eles não conseguem nem descrever. Aquele quintal que você cultiva com todo o amor, aquela casa que você escolheu a tinta marrom mais adequada, e acabou de pintar. Foi igual ou pior a 2008. Com bem menos divulgação, embora não consiga entender o porquê, enquanto contemplo aqueles montes de lixo, lama e animais mortos, que encontramos a cada esquina, como se a cidade houvesse sido devastada por uma guerra (Rio do Sul, nesse caso). E o rio, lindo e brilhando ao pôr-do-sol, fazendo aquele barulho tranquilizante (para mim) e assustador (para quem fica). De fato, caso você atento leitor tenha oportunidade de contribuir em qualquer campanha dessas, aproveite essa oportunidade, está faltando muita coisa. Roupas, não tanto. Parem de mandar roupas que não querem mais. A oportunidade é de ajudar as pessoas, não de aliviar o seu guarda-roupas! Tente mandar dinheiro, para alguma conta séria, para que as pessoas possam comprar os seus móveis e material de construção para ajeitar a casa de volta.

Monday, September 19, 2011

Esse português da novela das 21h me faz pensar cada coisa!

Friday, September 16, 2011

Na repartição

Minha repartição entrou em greve essa semana. Infelizmente continuo trabalhando, porque em período de experiência, não se pode abusar muito dos direitos como o de greve. Como é uma grande empresa estatal que presta serviços em caráter de monopólio no Brasil e tem impacto direto sobre a população (é aqui que você, um cara sagaz e antenado nas notícias, conclui acertadamente de qual se trata, uma vez que as opções são poucas), as diretorias costumam convocar "voluntariamente" outros funcionários, que não aderiram à greve, para tentar manter o serviço minimamente sendo prestado. Para a minha sorte, quando foram ver no meu setor quem podia fazer isso, eu já tinha ido embora (bendita catiguria que conquistou o regime de 30h semanais!). Imagina como eu ia me sentir furando a greve duas vezes?
Além disso, tivemos chuvas fortes em Santa Catarina. Alguns municípios estão em calamidade pública, e essa é a hora das super AS entrarem em ação. Passei a semana inteira sozinha aqui na capital enquanto minhas cálegas de silviço foram para o interior salvar os alagados. Nos primeiros dias, fui tomando providências e o tempo passou rápido. Hoje eu já nem sei mais o que fazer para fingir que estou fazendo alguma coisa. Como trabalho numa sala ampla cheia de "ilhas", vim para a salinha do atendimento, mais discreta, flanar pela internet um pouco e realizar umas pesquisas por conta própria para tentar adiantar a função das viajantes.
Mas a moleza aparentemente finda em breve: devo viajar na segunda-feira para salvar os alagados também.
SuperThais!

Thursday, September 15, 2011

O criminoso sempre volta à cena do crime

Por isso que estou aqui emaranhada nos lençóis ainda com cheiro do sabonete verde,

Wednesday, September 14, 2011

Eu danço!

Sim, dileta audiência, eu danço! Sempre dancei, like no one's watching, mas agora quero dançar de maneira mais profi. E também queria fazer novas amizades, descobrir lugares legais pra se dançar, e foi onde que entrei na dança de salão. Isso já contei. Ontem fui com meu par fazer aula de nivelamento, e tivemos salsa, forró e samba. A gente se atrapalha, mas de tanto repetir, acaba pegando os passinhos. Apesar de me perceber altamente descoordenada para desenvolver boa parte deles, sempre me divirto e saio de lá me sentindo mais leve, mais contente. Fiquei cansada e dormi mais cedo que de hábito, o que comprova o meu já mundialmente conhecido despreparo físico. Mas ser feliz faz bem pro colesterol e pro coração :)

Sunday, September 11, 2011

A semana

Thais não bloga mais como antigamente. Eu sei, eu sei. Ainda não fico à vontade na repartição para fazer dessas, e acho que nunca vou ficar, porque tenho muito o que fazer e o tempo passa rápido lá. Ainda mais saindo às 14h15 do serviço...
Isso não quer dizer que não esteja acontecendo nada aqui nessa vidinha. É verdade que meu ritmo é bem slow motion, de quem parece ter medo de enfrentar o mundo, e sai muito ocasionalmente da casca, dá voltinha no mundo e já se recolhe de novo. Mas eu saio dela sim, e mesmo dentro da casca, coisinha ou outra vão-se passando.
Sexta-feira, por exemplo, foi um dia muito interessante. Saí do serviço à tarde, vim pra casa, e quando eram cerca de 18h um sono descomunal se apoderara de mim. Me permiti dormir, e cochilei mais ou menos até 19h. Eu ainda estava de roupas, não havia tomado banho. Nos outros dias da semana, essa hora já estou de pijamas há muito tempo. Nesse dia, no entanto, eu tinha um compromisso às 20h. E eu rumei a ele, encontrando meu parceiro lá.
Eu tinha aula de dança de salão! Fiquei 1h30 tentando aprender e quando saí de lá, estava toneladas mais leve. Dança de salão is wonderful!

Friday, September 09, 2011

Um relativamente longo período de adaptação

Todos os dias quando o celular toca às 6h50 da manhã eu tento negociar com um bandido imaginário: me mata agora, me dá um tiro, mas não me faça levantar dessa cama.
Evidentemente, para minha sorte, nunca tem um bandido lá para aceitar o meu trato. Então, vagarosamente, sentindo toda a pena do mundo de mim mesma, eu me estico na cama, alcanço o copo de esquilo na cabeceira e sorvo pelo canudinho um longo gole d'água. A essa altura já me virei e estou de frente para a cabeceira, encontro a minha pílula anticoncepcional e o meu potinho com as cápsulas de omeprazol que tomo diariamente de manhã cedo em jejum para a azia. Findo o copo d'água, acendo as luzes, me levanto e abro a cortina, possivelmente a janela também. Me arrasto até o banheiro, tendo ligado a chapinha antes. Vou até a cozinha, ligo a misteira. Volto pro quarto, me troco. Volto pra cozinha, aqueço o pão francês que vou comer com cottage e um copo de suco de laranja integral. Encho um copo (dessa vez de vidro, o mesmo no qual bebi o suco) d'água e volto para o quarto. Ajeito os cabelos com a chapinha. Bebo a água, escovo os dentes, passo filtro solar. Faço a minha maquiagem tapa-defeitos, a mais simples do mundo, calço os sapatos. Borrifo uns três borrifos da minha colônia para o dia e vou indo porta afora, procurando as chaves. Não são nem 7h30 ainda. Dói...

Thursday, September 08, 2011

preguiça,

das pessoas que ficam superlativando tudo, assim sabe? Eu amo essa música, eu odeio havaiana de tira grossa, eu amava tal coisa quando era criança. E fala tudo isso enfaticamente, mãozinhas em direção ao próprio peito, olhos revirados.
Ah vá. Eu te odeio, pode ser?

Sunday, September 04, 2011

Das coisas que a gente aprende

Essa semana que passou, uma pessoa que não é exatamente amiga nem muito íntima, queixou-se comigo de uma brincadeira que eu fiz com ela. Completamente inocente, na minha opinião - e ainda na minha opinião, meio babaquice ela achar aquela brincadeira ruim. De conteúdo, babaquice. Agora de forma, achei o máximo o fato da pessoa me abordar, explicar que a incomodou e pedir que não faça mais. Me deu oportunidade de pedir desculpas e a gente pode se relacionar razoavelmente bem, a despeito do ocorrido. Fiquei muito impressionada e achei muito madura a atitude da pessoa. Gostei de ter podido pedir desculpas (ainda que siga achando babaquice o negócio). Pedi desculpas duas vezes essa semana. Acho que preciso mudar de brincadeiras.

Uma dica e uma coisinha bacana

Nessas lojinhas de produtos naturebas costumam vender pratos semi-feitos para vegetarianos e naturebas. Então eu comprei certa vez esse arroz com brócolis e funghi. E se conseguirem vir o preço, foi baratinho!


Ele rendeu, rendeu, rendeu. Parecia que a panela nem ia suportar ele todo.


Daí eu congelei o restante que não comi num pote grandão.


Bom, ele sozinho não se garante não! Eu pus mais brócolis frescos, acho que alho, tomilho, tomatinhos e queijo camembert que eu sou fina.


E o mais legal de tudo, quem raspa o prato acha o que? A anjinha! Porque comer nos pratos fofos é mais legal!

Hoje deu praia

Foi muito bom, porque embora eu apregoe aos mil ventos que a praia é fundamental na minha vida, andei ignorando-a demais nesses últimos meses. Foi o primeiro dia que pus o pezinho na areia desde muito tempo! Estava ventando bastante, friozinho, e o sol meio tímido. O mar bem mexido e muitos restos de troncos e coisas do tipo na arrebentação. Mas foi tão gostoso caminhar como costumava fazer com frequência espantosa uns pouquinhos anos atrás...!

Causa e efeito vapt-vupt

Aqui é assim: se beber em duas noites seguidas uma garrafa de vinho, fazer uso de substâncias ilícitas na segunda, comer comidas condimentadas e dormir tarde, acordarás fatalmente no domingo com dor de cabeça, de barriga e de garganta. Além de um resfriado leve. Nunca vi a reação ser tão rápida!

Friday, September 02, 2011

Quando a ficção te fere

Tem um determinado personagem de uma determinada novela de uma determinada emissora o qual me lembra assustadoramente uma pessoa que soube me magoar como ninguém. Essa pessoa, quando me magoou, conseguiu me estragar de maneira tal que nem espaço pra sentir raivinha sobrou; esse sofrimento me deixou tão cansada, que evito constantemente me lembrar do que me fez, só pra não me desgastar tudo de novo. E o tal do personagem, curiosamente, além de tudo, tem um traço psicológico muito parecido com essa pessoa, que abandona qualquer um e qualquer coisa por qualquer bagatela. Tal qual um trator, vai arando tudo à sua volta e deixando terra espalhada, e embora faça cara de surpreso ao ver no semblante alheio estampado a dor que causou, e até verta muitas lágrimas quando o momento é apropriado, o fato é que passado o instante trágico, segue adiante tratorando a vida alheia como nada fosse.
Hoje, curiosamente, como a novela não é vida, o personagem está começando o seu processo de redenção, e dessa vez, não abandonou ninguém. Tomou consciência e ficou. Como, no entanto, a vida também não é novela, o verdadeiro personagem nunca mais parou pra pensar nos erros que cometeu ou nas mágoas que já causou.

Thursday, September 01, 2011

Como é que eu posso explicar...

Quando a gente está fazendo algo que realmente quer, acredita e se enxerga nessa coisa. Foi assim que eu me senti n'A Nova Repartição. Estou trabalhando de Assistente Social, numa empresa pública, defendendo os direitos dos trabalhadores, ganhando relativamente bem (que não faz mal né?), e com pessoas muito bacanas. O povo da repartição me leva pra almoçar, conversa comigo, e a outra AS, desde que nos conhecemos, foi muito calorosa.
Eu já conhecia todo mundo, menos ela. Na segunda-feira, ela chegou um pouco mais tarde, e eu ansiosa por todas as pessoas que chegavam, pensando se ela era a C. Bom, em algum momento era ela. Chegou andando rápido, sorridente, e me abraçou para me dar as boas-vindas. Durante os dias subsequentes fomos nos conhecendo um pouco melhor, e verifiquei que ela tem uma filosofia e metodologia de trabalho que identifiquei com a minha. Isso me deixou feliz, enquanto vou me ambientando e aprendendo a trabalhar. Hoje de manhã levei uma latinha da Confeitaria Colombo para deixar sobre a minha mesa: nela, fica uma caixinha com chá, e deve conter também mais algum lanchinho. É a primeira vez na vida que eu levo um objeto pessoal de que eu gosto para guardar na minha mesa do trabalho. Eu ainda vou levar mais coisas, junto com as melhores roupas, e o melhor humor.
Continuo vivendo num mundo injusto e desigual, onde predominam o trabalho assalariado, o modo de produção capitalista e toda a opressão e exploração que acarreta. Mesmo assim, saber que desempenho o meu trabalho numa empresa pública, me deixa bem menos angustiada.
Hoje de manhã, C. me indicou um site interessante para pesquisar artigos sobre determinado tema que utilizamos bastante, e em seguida disse que estava tão feliz por eu estar ali... E a voz embargou, e ela não segurou a vontade de chorar enquanto contava o quão sozinha se sentia, o quanto era bom poder dividir o trabalho e as preocupações, e amanhã, depois de anos, ela vai poder descontar as horas positivas que tem e folgar.
Posso ficar um pouquinho feliz?

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