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Wednesday, August 31, 2011

Arroz de China Pobre!


Não sei se já confessei aqui publicamente o meu imenso amor por Porto Alegre. Gente, que capital linda, charmosa, cosmopolita, com ares de 'centro antigo', povo entusiasmado, meio bruto, lindos recantos... Percebem que eu amo?
O único defeito de Porto Alegre, é ficar lá em Porto Alegre, porque se ficasse aqui do ladinho, eu viveria visitando! Até porque numa ida época, eu tinha um cacho por lá e fui intensamente pra Porto Alegre durante aquele período. Do cabra eu graças a Deus me livrei, mas também aproveitei para fortalecer uma amizade maravilhosa, com uma menina chamada K. Eu ficava na casa dela, um apartamentinho super minúsculo na rua Andradas com alguma coisa, de onde a gente descia algumas quadras e acabava no gasômetro. Lá, nós conversávamos sobre as nossas vidas pessoais, nossa formação profissional (ela também é AS), sobre política, e comíamos sanduíches super gostosos, que ela e a mãe dela chamavam de pão-ti-ti. Eram fatias recobertas com manteiga por fora, que colocávamos na frigideira e eles faziam tschhh, de onde vinha esse nome. Adorava as expressões interessantes que elas diziam (não as usuais motivo de chacota 'negrinho' e 'cacetinho', que aliás acho uó tirarem onda), e sempre lembro desses momentos como muito felizes. Fizeram parte de uma fase ótima de minha vida, e era muito bom!
Eu sempre gostei desse arroz com calabresa, cebola e pimentão refogados, e caso houvesse cheiro verde, azeitonas, milho e ervilha, queijo, ia adicionando conforme me desse a vontade. Um dia, K. me deu a honra de permitir recebê-la em minha casa, e preparei esse arrozinho besta, o qual ela me explicou que lá eles chamam de arroz de china pobre, porque antigamente, as mulheres não podiam comprar carne para enriquecer a comida, e usavam muito essa linguiça pra fazer render e dar substância à refeição. O meu, conforme ela atesta, era mais de china rica, porque sempre fui metida a besta e incrementei muitas coisas.
Esse da foto acima tem as azeitonas, lascas de parmesão, cebola, alho e cheiro verde. Dicas: eu uso o arroz já cozido (em separado). Refogo as coisas, e adiciono o arroz cozido para envolvê-lo com o azeite e os temperos. Sirvo quentinho e mando ver.
Cometi um erro, no entanto, com esse arroz aí: acrescentei tomates-cereja crus e frios cortados ao meio, achando que o contraste ia ficar legal. Não ficou. Tomates ácidos em demasia comprometeram o sucesso de meu prato. Então não sejam como eu: provem a comida na medida em que ela vai sendo preparada. :)
E lembrem-se sempre dos seus bons amigos, mesmo que estejam longe. Eles são parte do que você é.

Sunday, August 28, 2011

Num domingo nublado,

Encontro-me às voltas com minhas atividades mestrandas, finalizando o dito projeto já com dois dias de atraso no prazo, mas de hoje à tarde não passa. Escrevi muito nos últimos dias (à mão mesmo, enquanto tentavam me motivar e falar de perfil profissional no treinamento), e agora transcrevo, complementando com as referências e os recursos que eu não tinha na hora para poder fazer. É tudo fácil, é tudo simples, mas é tudo muito trabalhoso também. A parte criativa já acabou, mas a parte "braçal" me consome.

A nova repartição

Passei a semana inteira em treinamento genérico, nomeado "Conhecendo a Repartição", e ainda não conheço a outra Assistente Social que vai trabalhar comigo nem as minhas estagiárias (duas), só a psicóloga. Sexta-feira, antes de irmos embora, fomos passando pelos setores em que cada um estaria alocado daqui por diante, e o primeiro era o meu. Senti um suor nas mãos, uma expectativa estranha por saber que ali estava o lugar e as pessoas com quem eu devo passar no mínimo os próximos 3 anos e, quiçá, alguns anos. Mas foi tudo nervosismo à toa - não consegui conhecer ninguém, só vi que na ilha onde fica o meu setor, tem uma mesa totalmente vazia que, aparentemente, vai ser a minha a partir de amanhã.

Sunday, August 21, 2011

O projeto

O projeto teve uma semana de prorrogação no prazo. Só hoje consegui acabar a introdução, em virtude da minha dificuldade histórica em me concentrar totalmente em alguma coisa durante mais que, sei lá, 20min?
Na verdade a introdução era o pior, o que ia conter mais texto, mais elaboração, porque nela ainda deveria conter a justificativa e a pergunta. O resto é expor metologia, justificar as opções teóricas, coisas que são mais trabalhosas que difíceis. Sem grande esforço intelectual. Gostaria de tê-lo finalizado hoje, para que O Orientador pudesse vê-lo também, mas me atrapalhei com minha visita (e uma modesta soneca de 3h), e com as visitas que chegaram à noite aqui no apê. Amanhã estarei com todas as horas do dia tomadas, e receio que não consiga nem mexer nele. Será que se eu me impuser ditatorialmente terça-feira como prazo, ele sai?

E o povo que se mete?

Citei dias atrás a minha paquera revolucionária. Bem por alto. Ele quer e eu também, e ambos sabemos disso - a gente precisa se encontrar, porque mora em lugares diferentes, mas a priori, está tudo garantido. Isso, no entanto, não torna menos importante o período que antecede o ato; apesar de tudo garantido, temos gostado do movimento de conquista que empreendemos com os devidos esforços.
Contente com o possível feliz desfecho, partilhei com pessoas que nos conhecem a ambos, e as reações foram as mais diversas possíveis: repúdio em virtude da diferença de idade entre nós dois, comentários de pouco apreço pela pessoa dele, e gente que ficou tão impressionada com o fato da gente estar se querendo que desiste de tentar qualquer coisa comigo, por considerá-lo um oponente impossível de rebater.
Ah, tomar no cu? Na boa? De tudo que a gente pode falar de mal dos outros (mesmo sabendo que a pessoa está ali querendo, empolgada com a conquista, o que acho de muito mau gosto), falar da diferença de idade? De que fulaninho não é bonito?
Acho que nem na sexta série o povo da minha sala tirava onda dos coleguinhas por gostar de alguém 'feio'!
Na moral, o povo me dá é preguiça!

Eu já deveria estar dormindo, mas isso às vésperas do primeiro dia da vida nova me soa tão improvável!

Dia gelado

De céu azul limpinho e sol forte, e muito vendo gelado. O cabelo fica lindo! E um amigo resolve me visitar assim de surpresa e eu não tenho nem um biscoitinho pra oferecer, que feio... justo na geladeira mais abastecida do mundo, sempre!

Filme: Traídos Pelo Desejo

Qual é a chance de um filme com o título acima lhe parecer de qualidade? A mim era um verdadeiro absurdo, mas como dizia que havia ganho o Oscar de melhor roteiro e algumas outras indicações, resolvi tentar. Primeiro erro: baixei e não vi em casa, vi no ônibus a caminho de Joinville, com uma pessoa do meu lado. Ainda bem que meu parceiro de poltrona dormia, mas na dúvida, só assista filmes se tu souberes o que pode vir dali.
Resumindo: tem um cara do IRA que sequestra um soldado inglês ou americano (não lembro mais). Ele fica amigo do cara no cativeiro e, como o refém sabe que vai morrer, mostra a foto da namorada, passa o endereço e pede ao algoz/amigo que a procure e explique que ele a amava sinceramente. O cara faz isso, se apaixona pela garota. Começa a sair com ela pra dançar, pra beber, a salva de pretendentes inconvenientes e violentos, e quando chega na sua casa, as fotos do morto. Ele fica obsecado pela moça, apaixonado, e não conta nada do morto. Um dia eles finalmente vão transar: ela vai ao banheiro e volta só de robe. Quando ele desamarra o robe, um corpo divino e... um pinto! Ela era homem! Ele entra em crise, ela também. Ele ama a mulher dentro daquele corpo de homem, mas não suporta o que ela é fisicamente. E esse é o principal drama de todos. Nesse ínterim o povo do IRA quer que ele mate um cara,ele não quer, eles o ameaçam dizendo que vão prejudicar a nova namorada - que eles não sabem que lá no fundo, é um homem. O cara, apaixonado e em crise, protege ela, disfarçando-a de homem. O resto é história e vocês precisam definitivamente assistir esse filme dinâmico, rápido, complexo e extremamente lindo. Altamente recomendado, merece todos os prêmios possíveis! É impressionante!

E a novela?

Como uma entusiasta noveleira praticamente desde que nasci, me sinto devidamente gabaritada para dizer quando uma é boa ou não é. Insensato Coração não era - e todo mundo percebeu desde o início. Pra tentar salvar a audiência, o autor foi pesando a mão cada vez mais, enfiando mais elenco e dando mais espaço a gente que não tinha nada a ver co pêxe - ou com a história, sei lá... E ficou um elenco gigantesco cheio de mini dramas se desenrolando o tempo todo sem que os personagens tivessem tempo no ar pra se desenvolverem e a gente realmente entender o que eles queriam ou porque estavam ali. Alguém entendeu qual era a do pitboy, qual era a da irmã chatinha da Carol (aliás, pra que Carol?), do namorado mentiroso dela que terminou com a secretária, e qual era pelo amor de Deus a necessidade do núcleo da família do pitboy, e mais um bocado de gente acessória e de ponta solta na novela? Um saco acompanhar!
Nas últimas semanas, motivada pelas fortes emoções que antecedem o final (e totalmente ganha pra atuação da brilhante Deborah Evelyn, que roubava a cena do casal principal mais sem química da história da televisão brasileira), acompanhei quase que diariamente. A mãe do vilão finalmente ganhou razão de ser no último capítulo, porque até então, só se arrastava, comendo pelas beiradas, sem razão de ali estar. Mas me chamaram particularmente a atenção duas cenas exibidas na última semana, ambas protagonizadas pelo também excelente Gabriel Braga Nunes, o vilãozão.
As duas cenas de morte dele, a forjada e a 'verdadeira', são de um requinte inaudito no horário nobre da globo. Ele dançando com sua sombra recortada pelo fogo lambendo o pára-quedas é maravilhoso, a música impecável, uma das melhores e mais belas cenas do ano! Apoteótica! E a morte dele, com a musiquinha instrumental, os movimentos meio caricatos e a falta de som de voz, parecendo um filme mudo antigo é de um capricho tocante. Valeu todas as horas desperdiçadas vendo novela!
Teve gente que comentou e é verdade que o show da Mart'nália no final era muito mal feito, ela cantava uma parte da música e os figurantes da Globo mexiam a boca cantando outra coisa. Um mal-feito engraçado, acho eu, que sempre acho um presente uma música da qualidade dela aparecer. ;)

Thursday, August 18, 2011

Nem tudo definitivamente é perfeito no meu mundo!

E justo na semana que antecede o meu início na nova repartição, estou com o carro de novo com o mesmo problema! Segunda-feira já senti ele meio duro, mas depois de um tempinho parado, aparentemente não era nada. Na tarde seguinte, no tempo justo de ir lá entregar os documentos e o exame demissional... Nada de passar a marcha! Caralhos me fodam! Esse carro é um preju a vida toda!
Dia seguinte lá foi ele de guincho embora, e eu vou ter que ir da ilha pra São José a semana toda de buzu, sem nem fazer ideia de qual eu tomo. Beleza...

A despeito da vida nova,

Continuo com aquela ronqueira no peito que já reclamo há tanto tempo. Essa semana vi várias reportagens falando que o tempo é culpado de muita gente estar na mesma situação que eu. Daí abortei o projeto de meter um antialérgico forte na veia, porque se não posso matar as causas, de que me adianta medicar os efeitos?

Wednesday, August 17, 2011

Uma massinha para os que não precisam preocupar com colesterol


Conchigliare, acho que escreve assim, com alho-poró:

100g de massa
1 alho poró cortado em rodelas
1 colher de sopa de manteiga
3 colheres generosas de creme de leite fresco
1 dente de alho bem gordo fatiado fino
folhas de tomilho, sal grosso moído na hora, parmesão ralado na hora, pimenta do reino moída na hora e azeite trufado para finalizar

Enquanto a massa cozinha, refogue os alhos na manteiga. Junte essa mistura à massa escorrida, ainda pelando de quente. Junte o creme de leite, girando tudo rapidamente para envolver bem todos os conchigliari, tempere com o tomilho, sal, pimenta, azeite e parmesão. Nham!
Ando numa paquera revolucionária. Pra variar, o cabra mora longe de mim, não sei o que me dá quando descubro que a pessoa mora em outro estado - deve ligar algum botão aqui por dentro que eu ainda não conheço! Apesar disso a gente se telefonou e se escreveu, e fazem 42h que escrevi pela última vez. Queria que ele respondesse logo de uma vez...

Curitiba

Gente, adorei Curitiba! O centro é todo cheio de construções antigas maravilhosas, de verde, e de lojas cheias de pechincha! Sempre que vou até lá, vou nos parques, nos pontos mais turísticos, mas nunca curto a energia da cidade mais no cotidiano. Dessa vez senti esse gostinho um pouco melhor, dormindo no Alto da XV (onde meu irmão reside), descia pela rua e saía passeando e futricando por tudo!
Curitiba é charmosa, tomei café em cafés muito belos, conversei com algumas poucas pessoas muito interessantes, tem beleza escondida em recantos inesperados. Óbvio que não tem a elegância "centro antigo" que Porto Alegre tem, as pessoas tampouco são tão cosmopolitas, mas Curitiba tem lá seu valor sim, ainda bem que descobri isso! Ela fica tão pertinho!
Bati milhões de fotos :)
Mas a câmera se perdeu na mudança, foi mal. Um dia eu partilho!

Os exames admissionais

Daí que fiz exame de sangue e ontem com a médica do trabalho, conversamos sobre eles. Meu colesterol e triglicerídeos estão dando a volta no marcador, além de estar no auge do peso que já pesei na vida. Fiquei um pouco deprimida, embora não exatamente surpresa, com essa vida desregrada e louca que levo. Com mais tempo e morando numa cidade só, eu vou finalmente ter tempo e condições de fazer exercícios com regularidade. Porque dieta, é ruim de eu conseguir.

Tuesday, August 16, 2011

Tem mais coisa vindo por aí

Acho que agora não preciso mais ficar calada sobre isso; minha mãe me ensinou uma superstição que é a seguinte: quando a gente está para fechar um negócio, ou conseguir um emprego, ou coisa assim que os outros podem "botar olho", a gente não conta até ter certeza. Então calei, embora a vontade de espalhar fosse grande, pelo menos aqui do blogue, pelo simples fato de não conseguir entender o fenômeno do número de visitantes ser tão infinitamente superior ao número de comentários. Meus amigos e família já sabem e eu até mencionei por alto alguma coisa aqui.
Mas agora tá tudo encaminhado.
O concurso público federal no qual passei me convocou há algumas semanas, e terminei todas as etapas de exames médicos hoje à tarde. Na segunda-feira de manhã eu assino o contrato e começo o treinamento. :)
Estou completamente feliz, porque era o que eu queria, no lugar que eu queria, do jeito que eu queria, e com um salário muito parecido com o que eu queria! rs
Estou ainda um pouco atordoada com o acelerado dos acontecimentos, mas muito feliz mesmo assim. Entro empolgada, renovada e muito afim!
Vida tão mais nova!

Definitivamente, de vida nova

Apesar do post abaixo dizendo que estou pra variar com dificuldades em fazer o projeto do mestrado, desde que acabei de postá-lo, estou sentada em minha escrivaninha diante da janela com vista pra copa das árvores e com o barulho das crianças na escolinha de futebol (que não, não me incomoda), trabalhando em cima dele. Acho que já tenho encaminhado aproximadamente 30% dele. Parei para almoçar uma salada, que não ficou assim excelente, mas que foi bem razoável para que eu consiga me manter alerta e não desmaiar depois dessa refeição e só acordar na hora do médico. Não estou de dieta; mas concordo que preciso me alimentar melhor, e que preciso fazer exercícios físicos. Vou fazer, preciso de mais disposição urgentemente. Mas juro que só mais essa semana, até o fim do prazo do projeto, preciso do meu regime de internato para garantir que tudo saia conforme o prazo estipulado (não por mim, mas pelo meu orientador).
Sou uma pessoa que gosta da tranquilidade e da introspecção num nível até preocupante. Não à toa, a maioria das coisas que escrevo aqui, dizem respeito à minha vida doméstica. Gosto do ambiente doméstico. Mas também andei passando por uma fase muito, muito insatisfatória, com a contradição do meu ex-emprego e algumas outras coisas que me paralisaram durante um bom tempo, e agora, só de ter me livrado desse peso, já consigo, ainda que parcialmente, avançar para essa tal vida nova, que definitivamente, muito me satisfaz.

Mais do mesmo

Véspera mais do que em cima de entregar o material pronto no mestrado, e o bloqueio criativo é absoluto. Vai sair parido a fórceps nas 24h que o antecede, como sempre!

Thursday, August 11, 2011

Updating: a opinião e a foto dos pãezinhos


Relutei um pouco em postar sobre os pãezinhos aqui mencionados, em virtude do tempo exíguo que tenho para tocar o projeto do mestrado (e mais uma outra novidade aí), mas também porque, a despeito da tremenda simpatia do lugar e das atendentes, o sabor fica bastante aquém do desejável.
Não que os pães sejam ruins; eles apenas não são daquele tipo que te fazem se deliciar e se sentir privilegiada por comê-los. Na verdade, o integral estava durinho e com retrogosto de fermento, embora mesmo assim, muito mais saboroso que qualquer versão empacotada e fatiada vendida a seus, sei lá, R$4,50 nos supermercados da vida. E o italiano, redondinho, estava quase perfeito, maciozinho, com casca fina, mas também (ainda que muito mais sutilmente que o integral) com um retrogosto de fermento. Hoje vou lá de novo: não me saem da cabeça aqueles brioches sem recheio, e vou provar mais alguma modalidade de pão, além de comprar o francês normal, para saber como é que eles se viram lá com o básico. Ainda recomendo a passada por lá, e o desafio de experimentar aquela imensa variedade de coisas que estão expostas na mesa. E como eu sou nomeada e declaradamente chata, purista, detalhista e muito mais, pode ser que todo o resto do mundo ache os pãezinhos incríveis, vai que, vai que...

Nem tudo é perfeito no meu reino


A vida é boa, às vezes a gente esquece um pouco. Ontem, logo antes de dormir, pensamentos altamente venenosos se infiltraram em minha mente, me fazendo, por breves instantes, sentir uma angústia de quem não é feliz. Parei para pensar durante alguns segundos em como tudo, eu disse tudo, que eu desejei recentemente aconteceu. Em como as coisas, mesmo quando parecem que não vão dar certo, findam por se acomodar e ficar tudo ótimo. Mas apesar dessa consciência plena de que a vida tem sido bacana comigo, existem pequenos percalços e aborrecimentos no caminho. Um deles é a minha saúde. No geral estou sempre bem de saúde - não tenho doenças graves e/ou incuráveis, nem nada do tipo, mas há meses, mais precisamente desde fevereiro deste ano, ao final do Carnaval, estou sempre às voltas com uma tosse. Teve seus momentos realmente agudos, a fase em que não havia só tosse, mas todo o resto foi embora e, ela, no entanto, persiste. Eu sinto uma fisgadinha na garganta, me parece na parede de trás, e desato a tossir. Sem nenhuma secreção, só uma tosse besta, que me acomete algumas vezes por dia. Na semana passada, ela havia sumido, mas essa semana, precisamente na segunda-feira de manhã enquanto eu aguardava no sofá pela minha convocação ao concurso, eu tive acessos malucos. Não sei se foram as intensas chuvas, ou se é a umidade da infiltração na parede do meu quarto de Floripa(apesar dela ficar no extremo oposto no qual eu durmo), mas o fato é que parece uma tosse alérgica sem remédio. E eu não sei mais o que fazer pra me livrar dela!

Monday, August 08, 2011

Filme: O Menino do Pijama Listrado

Ando muito filmuda ultimamente. O frio, as finanças e outras motivações menos nobres me levam a considerar essa opção como a melhor pra passar o tempo. Cheguei, inclusive, a combinar com um amigo que nós veríamos os mesmos filmes, para poder falar sobre eles.
E a minha tarefa era esse filme, recomendado por ele, segundo o qual, não se tratava de um filme de guerra, e era centralmente sobre o menininho. Eu tenho uma ligeira aversão a esses filmes de guerra, via de regra acho monótonos e lugar-comum, de tantos que existem, mas fui cumprir minha tarefa, porque o objetivo da brincadeira era, além de poder falar sobre as nossas opiniões, era poder conhecer filmes diferentes daqueles que eu escolheria por mim mesma.
Apesar dos meus preconceitos, eu gostei do filme; acho que é tecla muito batida, mas de qualquer maneira, é mais uma maneira de retratar o período (vale lembrar que, quando falo em 'filmes de guerra', acabo incluindo aí outras categorias como por exemplo esse filme que fala do nazismo dentro da própria Alemanha e dos campos de concentração, que não necessariamente retratam a segunda Guerra, contemporânea a essa fase nefasta). Acho, no entanto, que o menininho não é o aspecto principal do filme; é retratado através da trajetória dele uma outra coisa, que na minha opinião, ainda não é a crueldade cometida com os confinados no campo de concentração, mas sim, a disputa ideológica que dividia a população dentro do país, e também por dentro do regime. As reações eram completamente diversas aos mesmos fatos e estímulos, como era por exemplo a diferença entre os dois irmãos; o fato de Bruno até o último instante, quando já ia para a câmara de gás, ainda pedir pelo "café", sem entender a dimensão do que realmente lhe aconteceria; os diálogos que eram um misto de crueldade e inocência com o ex-médico que o socorre e com o seu amigo. A cena mais marcante, sem sombra de dúvida, é quando Bruno, amedrontado, não admite a culpa por Shmuel ter comido os doces que estavam na copa - a diferença entre eles fica latente ali, e ainda mais dolorosa quando ele é perdoado. Cortou meu coração gelado!
Recomendado, ainda que 'de guerra'...

Thursday, August 04, 2011

Uma experiência deliciosa

Hoje eu tinha uma reunião lá no América; como sempre, peguei a Procópio Gomes, depois a Beira Rio até o final, quando então ela vira Dona Francisca. Na esquina onde sempre viro, tem uma padaria, a Doce Arte - não a confunda com a sua pop quase homônima Doceart, essa fica no centro e não tenho nada de mais para dizer sobre ela. Acho, aliás, que Santa Catarina no geral, e Joinville em particular, não se esmeram em caprichar nos ofícios da panificação. E algumas, além desse pecado mortal, ainda tentam mentir e nos engambelar, dizendo que fazem coisas boas, e cobrando preços proibitivos por isso.
Desde o início da semana, passo diariamente na padaria e pego dois pãezinhos do tamanho do francês, só que integral. Hoje não havia ido ainda, mas já pensando nessa padaria, estava disposta a comprar o pão francês branco, caso não houvesse dos integrais. Ao chegar nela, no entanto, a surpresa.
Escrito à mão num cartazinho, dizia algo do tipo "hummmm...prove o nosso café!". Havia entre o balcão de vidro e as mesas, uma mesa com diversos pães expostos. Baguettes integrais, brioches com e sem recheio, pão italiano redondinho, pão doce com cobertura e farofa, pão de milho e mais uma infinidade de guloseimas, todas identificadas também com plaquinhas escritas à mão. Uma fila modesta, e uma atendente que perguntava à cliente na minha frente se os seus filhos tinham gostado das rosquinhas do dia anterior. Como atrás de mim haviam mais três pessoas, uma mocinha de no máximo uns 15 anos, me abordou e ofereceu um café enquanto esperava na fila. Nenhum de nós aceitou, a despeito da simpatia da mocinha, pelo jeito filha da outra atendente. Pedi a baguette integral, enquanto a moça me explicava tudo o que havia acontecido de bom naquela cozinha naquele dia, e me mostrava todos os detalhes e todos os produtos gostosos que haviam lá. Embora a minha vontade fosse de levar um de cada, me contive e levei só a baguette e o pão italiano redondinho.
Esteticamente, os pães não são perfeitinhos, mas acho que o que vale é o sabor; sobre este, ainda não posso falar, mas prometo que amanhã de manhã posso relatar pormenorizadamente.
Agora, só pelo atendimento gentil e caseiro, recomendo que quem mora em Joinville ou passar por aqui, vá até a Rua Dona Francisca, 3277 - Saguaçu, e conheça as figuras.

Wednesday, August 03, 2011

Vida Nova


Com meus almoços solitários tradicionais: saborosos e estilosinhos, com minha tigela de porquinho, copo de morango e talheres de borboleta. A vista das árvores que tenho da minha janela, os gritos das crianças aprendendo futebol no clube ao lado do meu prédio, o meu quartinho feito por minhas mãos em tantos detalhes, a pesquisa do mestrado correndo veloz junto aos prazos. Escrevo isso enquanto vejo minha silhueta recortada pela luz do sol se pondo aqui na vidraça.
Sorridente :)

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