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Sunday, July 31, 2011


Cheguei em casa há pouco e ele estava na porta, alvoroçado, como de praxe. Me abaixei para lhe fazer um breve afago, à guisa de cumprimento, ao qual ele me respondeu com duas lambidelas na ponta dos dedos, uma espécie de beijinho de oi.

Friday, July 29, 2011

Vai ficar tudo bem, mas só no mês que vem

Acabei de conversar com o pessoal da Universidade sobre o problema da minha conta bancária. Como a CAPES é quem deposita, eles vão depositar esse mês, o dinheiro não vai cair, e eu vou ter que esperar até o mês que vem para então receber as duas junto. Legal, né?
Quero só ver o que é que faço nesse longo mês de agosto que, via de regra, é o mês mais longo do ano. Espero que passe muito rápido, ainda mais sem grana...

Vai ficar tudo bem

Minha conta no BB só vai valer a partir de segunda-feira, quando eu assinar os papéis finalmente. Isso significa que minha bolsa de mestrado vai atrasar, talvez eu enrole tanto pra receber que não receba. Pindaíba total ainda maior no próximo mês, mês este em que volto a arcar com a totalidade de minhas despesas.
Mas percebi uma parada: vai ficar tudo bem! Vai dar tudo certo! Wohoo!

Ritmo, é ritmo de festa...

Hoje é meu último dia de ixpidiente aqui na repartição. Cheguei atrasada e deparei com a gerente no topo da escada. Mas eu nunca liguei muito pra isso, hoje liguei ainda menos. Estou aqui escondida na minha salinha, blogando, fazendo nada e esperando o cabelo secar (lavei hoje de manhã). Vou fazer chapinha aqui hoje, na hora do almoço.
À noite vamos ter um encontro festivo no rodízio de pizza, só entre ratazanas, para festejar a vida, nosso salário, e a minha saída.
Conheci muitas pessoas aqui. A escola é extremamente grande, e entre professores, alunos, funcionários e familiares, gira coisa de 6, 7 mil pessoas pelo campus. Não o tempo todo, obviamente. E muito menos na minha sala. Mas assim mesmo, eu conheci foi gente, e tive momentos de camaradagem entre os colegas, momentos de conflito contra os superiores, momentos em que fui bacana com os alunos, e momentos que fui brava. Mas acho que fui mais bacana que brava. Vivenciei alguns dramas mais de perto do que gostaria...
Em pouco tempo, voltarei a pagar para imprimir e encadernar as coisas, não poderei mais usar esse maldito squeeze de água que é uma bosta (terei menos água mineral disponível), e possivelmente pararei em definitivo de beber café. Também não vou mais na Unimed.
Como de todas as experiências a gente tem mais é que tirar lições, acho que aprendi algumas aqui.

Thursday, July 28, 2011

Agora falta menos de 1h para o meu último dia na repartição.

Such, such a bitch

Não perdoei o fato dele não gostar de pimenta ou canela, nem o fato dele sumir, tampouco perdoei algumas frases mal empregadas que ele usou. Tudo isso está vívido em minha mente, bem como o pijama patético que ele usava na segunda de manhã, a espinha no vão entre as duas sobrancelhas, a maneira como ele não sabe correr para atravessar uma rua, o arzinho blasé que passou a adotar a partir de um determinado momento, a falta completa de atributos físicos e até mesmo de coordenação motora, a falta completa de carisma e habilidade em travar conversações interessantes, e mais um longo etcetera alimentado por todos e todas que nos conhecem a ambos. Todos ficaram absolutamente chocados com o fato de a) eu realmente ter me interessado por ele, b) o fato de ter concretizado o interesse, militando pra isso, e o mais chocante de tudo, c) o fato dele não ter ligado a mínima, quando o movimento esperado seria de cair de joelhos no chão e agradecer aos céus eternamente por eu ter dado condição pra ele.
Nada disso foi perdoado, e fica ainda mais latente a contradição que é quando esse poço de características não tão positivas assim, consiga protagonizar uma das performances sexuais mais dignas de aplausos que já conheci na vida. Ouso dizer que fica ali no Top 3 com muita facilidade. E quando lembro disso, quando lembro de sua inata habilidade em fazer as coisas certas, na hora certa, nos lugares certos, com a duração certa, esqueço de tudo que o desabona e digo sem medo que, pra nós dois, todo booty call é possível.

Na repartição

Espero que esse seja um dos últimos posts com esse título e esse marcador por um longo tempo!
Aqui na repartição, todo mundo ganha mal e é insatisfeito com o trabalho e a vida. Me intriga, no entanto, que muitos cálegas, ratazanas feito eu, até reclamem do salário e das condições de trabalho, mas também falam muito da maneira como se sentem em relação à coordenação e gestão do lugar. Sempre falam sobre como se sentem desvalorizados, com seu potencial subaproveitado, tratados de maneira subalterna e sem autonomia. De como os chefes não sabem motivá-los. E isso os incomoda diariamente, diariamente sentem-se feridos e ultrajados pelo fato de ganharem tão poucos tapinhas nas costas.
Nada disso me incomoda. Um dia alguém me explicou a contradição fundamental da luta de classes e nunca mais me perturbou um patrão ser mais bonzinho ou mais malvadinho. É tudo patrão e quer me comer como uma ratazana magricela e fugidia. Agora de fato me impressiona o quanto as pessoas sentem falta disso. Devem ser as reportagens falando de motivação, parece que o assunto vive na boca de todo mundo, e que todo mundo tem um senso comum mínimo sobre como os chefes deveriam ser motivadores e dar autonomia às suas ratazanas, ops, funcionários.
Lembro de uma pessoa que infelizmente conheci há alguns anos atrás, que chegou a cogitar se revoltar porque, na empresa em que trabalhava, consideraram trocar o vale-alimentação por um refeitório. Ele disse que jamais aceitaria isso, uma suposta perda de autonomia e qualidade de vida. Quão ingênua pode ser uma ratazana para realmente pensar que receber vale-alimentação é liberdade?
Tem dó.

Tuesday, July 26, 2011

Na repartição

Hoje era Conselho de Classe aqui na repartição. Ainda não se fala em notas, só em casos de perigo de reprovação e condutas condenáveis que precisam ser revertidas até o final do ano. Todos os professores recebem uma legenda com dez ítens, os mais comuns que acontecem, para marcar com xizes na ata do conselho, e há ainda um campo para observações. Fácil, certo?
Errado. Eles, ao ouvirem o nome de cada aluno, dizem coisas do tipo "meu Deus", e eu preciso perguntar se a interjeição é positiva ou negativa. Também dizem "precisa conversar", e eu preciso perguntar se com o aluno ou se com a família, e sobre o que deveria conversar. Aí eles respondem que o aluno "está mal", e eu preciso perguntar ainda outra vez, se ele tem problemas de comportamento ou de nota. Nesse ínterim, eles já estão, todos os dez, falando entre si sobre o aluno, com muitos "meu Deus!"e "tem que conversar", e eu preciso pedir que eles objetivamente expliquem o que os alunos fazem. Melhor ainda: lá na letra A, se a Aline conversa com a Rafaela, eles imediatamente lembram que com a Rafaela também "tem que conversar"e soltam mais meia dúzia de "meu Deus!", e eu preciso ficar fazendo constantes apelos para que consigamos preencher a ata. Eles me fizeram rasurar umas 10 atas hoje de manhã. E embora reclamem muito da falta de concentração das turmas, eles, 10 pessoas, fazem um barulho do caralho.
Fora isso, ainda tinha ao meu lado uma comedora de ratazanas, conduzindo a minha ata, e me repetindo o que eles diziam e o que eu já estava escrevendo - receia que eu seja uma deficiente mental, e não confia em absoluto da minha capacidade.
Pensei em reagir, mas ao final decidi por simplesmente não falar mais nada. Virei uma gelecona que escrevia. E levemente suspirava. E me regozijava internamente por aquele ser o último Conselho de Classe aqui nesse buraco sórdido.

Reflexões virtuais

Hoje dei um passeio pela blogosfera de uma maneira um pouco diferente. Tenho uma lista de leitura gigantesca; tudo começou porque em algum dia, tive que seguir algum blog para poder participar de algum sorteio. Foi assim que adicionei a grande maioria dos blogs que eu sigo, e como eu passo muito tempo aqui na repartição diante do computador e com filtro de conteúdo, leio esses blogs diariamente. Raramente comento, e nunca fui contemplada em um puto de um sorteio.
Aprendo coisas todos os dias; coisas não fundamentais para moldar uma personalidade ou sequer agregar valor cultural, mas pequenas ideias cotidianas, coisas às vezes bobas, sobre moda ou maquiagem, tem gente que se dedica a prestar depoimento de determinados cosméticos e isso ajuda bastante a escolher as minhas compras... E assim o tempo aqui na repartição passa mais rápido. Esses blogs, super na moda, recebem patrocínio ou apoio de determinadas marcas, não sei bem como funciona e nem qual é o critério, e me parece uma versão virtual das revistas de figurinhas, tipo a Caras. Se o post não tiver foto, e se o texto for muito longo, já perde pontos.
Assim que sentindo falta de blogs com textos, blogs pessoais parecidos com o meu, de gente parecida comigo, resolvi ir nos comentários de alguns descobrir blogs novos. Descobri gente que escreve, e gente que comenta. Gente que relata situações parecidas com a minha, ideias ligeiramente parecidas também. Gente interessante e, talvez como eu, gente que precisa de um espaço para poder dizer as coisas exatamente como quer dizer, sem ser interrompida e sem tanto receio do julgamento alheio. Gostei do passeio, e gostei de ter conhecido essas pessoas. Espero que alguma delas também possa gostar de mim e de minhas ideias, porque às vezes, aliás muitas vezes, eu me sinto um pouco sozinha cá com os meus pensamentos.
Meu cachorro dormiu a noite passada no meu quarto. A um determinado momento da noite, passei a ouvir um barulho sistemático, ritmado, como o tique-taque de um relógio. Mas como eu não tenho esse tipo de relógios dentro do meu quarto, falei "Billy!"com uma voz bem enérgica e o barulho cessou instantaneamente.
Era só meu cachorro com mais uma de suas manias nojentas: ele se auto-lambe, quase feito um gato, principalmente no próprio saco. Passa horas se dedicando ao banho de gato no próprio saco, muito minucioso. Urgh.
De manhã eu propositalmente apertei o botão soneca 4 vezes antes de levantar, o que em idos tempos, o faria ficar andando pelo quarto, subindo e descendo da cama, tentando me acordar e bufando perto da porta, para poder ser solto. Mas hoje acho que ele também perdeu a hora, e qual não foi minha surpresa ao constatar que ele dormia profundamente... em cima da minha bolsa. Uma trouxinha de pêlos em cima da minha bolsa, no chão.

Monday, July 25, 2011

Dos fragmentos fofos de nossa existência gris

Estou com uma marca esmaecida no dorso de minha mão direita. Está escrito em esferográfica preta a palavra "ursinho". Marquei essa palavra ontem, quando saía de casa antes da reunião, para não esquecer de telefonar a um amigo, aniversariante, cujo apelido (acho que só para mim) é Ursinho.
Já lavei as mãos várias vezes desde então (a louca hipocondríaca que também habita esse corpinho junto com várias outras loucas garante isso), e já desinfetei com muito álcool gel. No entanto, ainda se lê nitidamente um ursinho nela.
Agora, diga aí, quão gracioso é ter um amigo pra poder chamar de Ursinho e ainda andar quase 12h com um ursinho escrito na mão? Às vezes, só às vezes, tem arco-íris na poça de gasolina.

Filme: Minhas tardes com Margueritte

Achei esse filme uma graça. No filme, francês, adivinhe só: as pessoas falam francês! E não é isso uma graça? Ele me lembrou um pouquinho Tomates Verdes Fritos, por causa da velhinha no asilo, e pelo final, que dizem ser deselegante adiantar.
Mas sou obrigada a discordar da sinopse do filme, que diz que Germain é "100kg de pura ignorância"; achei Germain 100kg de puro amor, de pura carência e uma espécie de singeleza própria das pessoas simples e ingênuas, além de alguns insights que ele vai demonstrando desde o início que tem. Logo de início, ele deixa claro que entendia o quão errado era o tratamento que recebia. Sabia que deveria merecer algo diferente, e vai soltando pérolas impressionantes nos diálogos, como quando fala sobre a distância entre ele e sua mãe. Margueritte, fica sendo assim, a escada que Germain precisava subir para se complexificar, e fica tudo profundamente gentil e emocionante de se acompanhar.
Estou ficando deveras obsecada pelos filmes franceses fofos.

Ei, TIM, vai tomar no cú

Final de semana passado eu não conseguia originar uma puta de uma chamada daquele meu celular. Ele dava "erro na conexão com a rede" e pouco importava o número, o DDD, a operadora, ou se eu só digitava números aleatórios. Contraditoriamente, eu recebia chamadas, e por mais que tenha trocado e destrocado um sem-número de vezes de aparelho, tirado a bateria fora, limpado o chip, aquele negócio não funcionou antes de 4 dias com erro. Vou mandar um e-mail grosseiro destilando meu veneno e exigindo um desconto na minha fatura. E se eu estivesse no meio do nada com meu carro quebrado, como ia chamar socorro? E se eu fosse ganhar neném em casa? E se eu ganhasse na loteria e quisesse contar pra todo mundo? Ah, tomar no...

Faltam 5 dias

Contando o dia de hoje, que mal começou, faltam exatos cinco dias para eu ir embora desse lugar odioso. Cada dia parece levar um mês a passar, e eles obviamente me incumbiram de todas as tarefas degradantes possíveis, as quais eu desempenhei de maneira sofrível, ou nem desempenhei.

Sunday, July 24, 2011

Eu fiz o que achei que devia fazer.

Thursday, July 21, 2011

Florindo e também revendo

Nessas de procurar novos espaços para coisas novas, andei dando uma boa ordenada em meus objetos guardados, e um fim às coleções mais bizarras; hoje de manhã resolvi enfrentar a gaveta do meio de meu criado-mudo, e nele encontrei uma série de objetos sem finalidade prática alguma, coisas que deveriam estar localizadas em outras gavetas, e dentre elas, um álbum de fotografias, presente de Natal de um ex-namorado, com algumas de nossas memórias. Vi algumas fotos ótimas e muito simbólicas - não de nossa relação, mas da fase de minha vida que dividimos, e ao contrário do que costumo fazer com todas as lembranças desse tipo, guardei esse álbum - não mais na segunda gaveta do criado-mudo, mas numa lá nas profundezas do armário, na qual já constam outras fotos antigas, cartinhas das amigas e outras coisinhas do gênero.
O que me deixou mais assim intrigada, no entanto, eram coisas que eu havia guardado nos plásticos soltos do final do álbum, quando de uma das minhas milhares de mudanças: um cartão postal com o bondinho de Santa Teresa, que eu ganhei numa vez que fui ao Rio, um desenho que eu arranquei de um muro lá de Santa também, e que durante um tempo havia pendurado num dos meus muitos quartos, um cartãozinho desses de papelaria, o qual eu comprara por achar bonitinho e também pendurei no varalzinho na época, e cerca de uma dezena de florezinhas de gel, dessas de colar no espelho, as quais ficavam no então espelho do meu então quarto.
Como com relação às fotos eu optei por selecionar algumas das mais importantes para enfeitar outra parede, me perguntei se eu devia ou não recolocar na parede aqueles objetos ali guardados, num tempo em que eu pensava que, mais dia menos dia, penduraria numa parede que poderia chamar de nossa. E hoje, mais do que nunca, é certo que essas paredes não existem mais em parte alguma - não existem principalmente dentro do meu coração, e aí, já viu, não há projeto arquitetônico que vá adiante.
Mas aí me lembrei das minhas motivações ao pendurar aquelas coisinhas na parede e no espelho, e também sobre como era eu quem vivia atrás de enfeitar o varal. Percebi que aquilo lá não tinha nada a ver com a gente, mas sim comigo, e que qualquer parede podia ser um varal em potencial para os meus grandiosos projetos. Assim que colei as flores no espelho do quarto e estou aguardando a volta a Floripa para refazer o meu varal na parede, e uma coisa ficou muito clara: essas flores demoraram demais a reaparecer, meu varal demorou demais a reaparecer. Thais também tem demorado muito a reaparecer, e está perto do momento em que não vai mais dar para segurar!

Such a bitch

Passei a noite toda encarando ele, sorrindo pra ele, levantando o copo de longe para brindar com ele. Ele correspondeu e me chamou. Qual não foi a minha surpresa em constatar ao chegar perto que, ele tinha uma voz fina e esganiçada que ficava muito estranha dentro daquele corpo, e que era um fumante inveterado, cujo odor de nicotina me atingiu assim que trocamos duas ideias. Larguei-o sozinho como já estava e logo depois fui embora. De carona com a pessoa menos interessante da noite, refleti se não deveria ter dado uma balinha pro cara e partido pro ataque. Na dúvida, mas não querendo mais perder tempo, 'garrei o menos interessante ever e fui dormir um pouco menos culpada por não ter oferecido a balinha ao moço.
Bad, bad girl.

Boas novas

Meu carro finalmente voltou da rehab. De tanque vazio (juro que não entendo como esvaziou), mas apto a circular!

Thais, a garota com prescrição médica

Aproveitando meus últimos (obrigada, Senhor!) 12 dias de plano de saúde, resolvi ir a uma dermatologista diferente da que tirou minhas pintas (porque aquela era muito desatenta) e pedir recomendação de cosméticos adequados à minha pele e idade. Saí de lá com um serum e um sabonete anotados na receita, várias amostras grátis e toda contente. Não sei se tem mais gente que consegue realmente captar o poder que o ritual dos cosméticos tem sobre a minha pessoa. Me sinto ótima!

Tuesday, July 19, 2011

A viagem ontem

Foi uma bosta. Já tem uns meses que eu percebi que não consigo mais andar direito dentro de ônibus. Ele sacoleja em demasia e eu fico enjoada. Além disso, não suporto o cheiro do desinfetante que eles colocam no banheiro, é nauseante e domina todo o ônibus. Mas ontem, com meu carro ainda não entregue, fui assim, num pinga-piga. Tentei ver vídeos durante um tempo, mas sacudia demais. Ainda tinha um velho mendigo que foi duas poltronas depois da minha, o cara mais fedido da face da terra. Dominou o ônibus inteiro. Nada contra os mendigos, mas eles têm o seu próprio cheiro, que lhes é muito característico, bem como a sua aparência. Segundos depois do ônibus engrenar, começou um nheco-nheco irritante e ritmado, que durou a viagem toda: o limpador do párabrisas (sempre vou na frente pra ter a panorâmica da viagem, mais espaço, e ser a primeira a morrer, em caso de acidentes). Hora dessas eu acabei dormindo, ainda bem, mas ontem reforcei outra vez que viajar de ônibus, só se realmente for a última opção na face da terra!

Na repartição

Continuo pagando horas devedoras nessa semana. Cheguei há poucos minutos: ontem tive que ir até Floripa resolver pendências e, por descuido, acabei tendo de pegar o último ônibus, pinga-pinga, das 23h15. Cheguei de madrugada em casa, e tendo encontrado minha cama arrumada e com vários episódios de One Tree Hill baixados, me reservei o direito de ficar até de madrugada assistindo seriado no note, indo dormir mais ou menos às 4h da manhã. Naquela hora, achava que me atrasaria para o serviço, mas ainda não tinha noção que só viria de tarde. No entanto, quando eram 7h, percebi que eu merecia um soninho decente, assim como havia merecido ver séries de madrugada. Dormi até 9h, tomei banho com calma, me arrumei, almocei, tudo em paz. E agora cheguei, numa semana de vazio e tédio profundos, uma vez que em se tratando de uma escola, está em período de recesso. Está todo mundo concentrado no mesmo setor, e eu subi à minha sala para buscar papéis e retornar. No entanto, saber que ninguém deve aparecer por aqui tão cedo, e assim eu posso lixar o dedão do pé se quiser, me faz demorar mais, e acho que vou passar um bom tempo aqui mesmo.

Sunday, July 17, 2011

É, olhando assim


Eu diria que preciso mesmo de novos projetos.

Thursday, July 14, 2011

Artefatos novos

Tenho um lindo guarda-chuva com dezesseis aros, e com estampa de arco-íris. Só porque eu tenho um objeto lindo e funcional, parou de chover.

Outro pequeno problema

Meu carro há quase 3 semanas arregaçou na embreagem e não funcionou mais. Há uma, está na rehab, em fase de testes para ser colocado novamente em circulação. O primeiro orçamento do conserto custou caro, e como quem vai pagar não sou eu, estão, meu pai e o mecânico, em fase de negociação.
Assim que tenho vindo trabalhar de bumba-meu-boi, e estou um pouco impressionada com o tanto de ônibus circulando pras banda que eu moro agora. E como é rápido o trajeto. Talvez eu devesse ter usado desse meio antes.

E problemas financeiros...

Tenho que abrir uma conta no Banco do Brasil pra receber a minha humilde bolsa da CAPES. Ocorre que, quando bolsista de pesquisa na UFMG, também necessitei de abrir uma, e considerei que poderia ainda utilizá-la. Mas nada é assim tão simples, como eu fiquei um ano quase sem movimentá-la, eles encerraram a conta. Preciso abrir outra, e refazer a papelada na qual consta o número de conta inválido. Eita! Fila do banco, aí vou eu!

Mais um bloqueio criativo

Estou com um problema de proporções épicas. Preciso escrever um artigo, com coisa de 15 páginas, com tema livre, usando como base teórica os 5 primeiros capítulos d'O Capital, que fala basicamente sobre a mercadoria, circulação, dinheiro, e raramente, sobre mais-valia, trabalho não-pago, e etc.
Isso é deveras complicado. Porque não que não seja necessário entender o processo de formação e circulação dos valores, mas na boa, como é que a gente faz um artigo usando isso, caso não fale sobre isso?
Tenho até o final desse mês pra desenrolar essa parada, mas essa vai ser dura!

Na repartição

O clima anda tensionado, em virtude das ratazanas, agitadas, não quererem mais saber de serem comidas com tanta frequência. Além de mim, demissionária, tem outra colega mudando de setor, e outro forçando a barra pra ser demitido, além da Pocahontas, a secretária, estar já totalmente insatisfeita e pronta pra vazar. Isso tudo torna o clima nada amistoso por parte dos comedores de ratazanas, que tiraram uma linha de pôr o povo pra rebolar, dando uma série de tarefas humilhantes. E sendo totalmente formais. Como nenhuma dessas pessoas está interessada em ficar e/ou melhorar as coisas, o clima tem sido meio ruim, e o buzuzu não pára de acontecer pelos corredores.
Para minha sorte, localizei em meus guardados (melhor dizer, na minha zona) um atestado médico que havia dado como perdido, e lembrei de ter vindo trabalhar um dia sem bater o cartão. Isso me abona em 30h das supostas 92h que estou devendo, o que é de grande valor. Em compensação, outra cálega de silviço, cujo banco de horas constava muitas horas positivas, teve quase que um dia inteiro afanado pela gestão do ponto, e isso causou desentendimento no setor.
E assim a vida segue, eu tome blogar e ler e-mails e fazer trabalhos, e marcando os diazinhos no calendário.

Tuesday, July 12, 2011

Na repartição

Estou devendo horas e mais horas, em virtude de meu conturbado semestre indo e vindo de Florianópolis e chegando aqui na metade da semana. Agora, o mês de julho que prometia tranquilidade, vai ser cheio de pagamentos de horas. E isso é uma merda.

Monday, July 11, 2011

Eu


Marcando no calendário os dias que faltam pra parar de trabalhar :)

Sunday, July 10, 2011

Escondidinho de Frango

Eu tinha tudo para um risotto, menos o parmesão. Eu tinha tudo para uma massa com cogumelos e limão siciliano, mas achava que com parmesão ficava melhor. Mas eu tinha um naco gigante de gouda, que, fala sério, é bom também. Conversei com um amigo que citou que, dia desses, havia comido um escondidinho de frango. Foi aí que me lembrei dos três filés grelhados de quinta-feira, pedindo um final digno. Haviam batatas, requeijão, alho-poró, um tomate tristonho, manteiga, palmito... Bora!

Desfiei miseravelmente os filés. Eu não sou boa nisso, mas esses três filézinhos não paravam mais de render, fiquei preocupada! rs

Refoguei-os com azeite do bom, alho poró e pasta de alho processado. Tomate triste em cubos foi somado a seguir, para desmanchar e avermelhar. Cheiro verde, requeijão. Não, quero mais vermelhinho. Um cadinho de molho, então. E três toletes de palmito em cubinhos. E nada de sal, por conta desse filé já ter sido salgado, e o palmito, e o molho, etc.
As três batatas descascadas e cortadas em três enquanto isso cozinharam, e fiz um purê básico somando 1 colher de sopa de manteiga (com sal), leite (menos de meia xícara) e mais uma colherzinha de alho processado (de chá). Camadas: frango, purê, generosas colheradas de requeijão minuciosamente espalhadas. E o gouda, ralado fino, minuciosamente espalhado também. Foram 20min de forno médio (175ºC), e estava tudo douradinho.
Daí como eu estava sozinha em casa, resolvi colocar a mesa com estilo, lembrando do último episódio de The Big Bang Theory: Raj diz ao Sheldon que uma mesa arrumada it's the difference between eat and have dinner :).
E de sobremesa, se vocês repararem, uns doces muito finos que ganhei de minha mãe nessa sexta-feira, toma reparo naquele brigadeiro com cobertura de amêndoa em lâminas?

Thursday, July 07, 2011

Falando nesse meu amigo

Ele tem achado de péssima o meu costume de passar SMS pra ele quanto estou na repartição fazendo cocô. Ocorre que se eu me endereçar ao toillete com um livro debaixo do braço, todo mundo vai reparar, então fico brincando no celular. Pior é ele, que me liga bem no meio do processo e recomenda: "faz força aê".
Amigos e suas tarefas...

Dicas para o frio

Lamento, dileta audiência, mas nenhuma dica minha não envolve um alto teor calórico. A dieta e os exercícios foram sumariamente suspensos nesses dias de frio rigoroso.
Ontem fui com um amigo num lugar muito charmosinho da nada charmosinha Joinville: fomos comer Empadas Ierke, no estabelecimento de mesmo nome! A construção é histórica, as empadinhas são honestas, além dos outros cocretes e salgadinhos que eles servem lá. Eu que não sou disso, até pedi (e bebi!) um chocolate quente. Ando com ganas de bebidas quentes, daí que tenho tomado chocolates quentes mesmo. Meu amigo disse que não havia nada de especial naquelas empadas. Fui obrigada a concordar, não tem mesmo. Agora, num mundo de empadas farinhentas, ressecadas, e de recheio ruim, é reconfortante saber que há um lugar onde elas são honestas, ainda que sem nada de especial. Para mim, evidentemente, tem o sabor de infância.

Malvado e suas malvadezas

Malvado está entrevistando candidatos a ratazanas, quero dizer, professores. Um professor de quem ele se agradou tem um defeito: já é de meia-idade e, segundo me explicaram, isso significa que nos últimos três anos que falta para ele se aposentar, tem estabilidade e não pode ser demitido.
Isso tudo deixou Malvado muito receoso, uma vez que enquanto comedor de ratazanas com poder para demitir as pessoas, não quer saber de não poder fazer isso daqui a algum tempo. Então ele ligou para a gestão de ratazanas, ou o RH não sei bem, e está definindo junto com os outros comedores de ratazanas se eles devem ou não contratar o tiozão.
Como eu sempre fui foda-se, mas no mês demissionário sou mais ainda, destilei um veneninho e perguntei se ele de fato fazia planos para daqui a 6 anos. Ele riu e se apercebeu que ele, apesar de comedor de ratazanas, também pode ser mandado embora, por alguém capaz de comer roedores maiores que ele.
Sagaz, o Malvado.

Minha nova repartição

Eu acalentava alguns sonhos muito tranquilos e pequenos com relação à minha nova fase: tocar a pesquisa do mestrado com dedicação, guardar uma grana, passar uns tempos em Buenos Aires, tentar seleções de doutorado mais Brasil acima, coisas assim. Tudo muito no abstrato e muito longínquo, mas quem sabe?
Só sei que pelo jeito não vai mais ser assim. Fui muito cagada e fiz uma prova de concurso bem o suficiente pra estar classificada em primeiro lugar, e talvez antes mesmo de acabar essa fase, eu já tenha que assumir. Como é um cargo de nível superior numa instância federal, não cabe muito pensar no assunto, vou e deu.
Não serei mais uma moradora da minha Ilha: o trampo fica em São José, e tudo indica que deverei ser uma menina da terra firme, quando chegar essa hora. Ou talvez eu resolva ir pra Sambaqui. Ou pro Morro das Pedras. Sei lá, viu? Acho que vou só torcer para que demorem pelo menos um ano (ah vá, um ano e meio!) pra me chamarem!

Cachorro irritante

Meu cãozinho é dócil e gentil com todo mundo, não é de latir, não é pentelho, é obediente, bem comportado, carinhoso, etc. Mas tem uma coisa que ninguém suporta nele: é o estado de perturbação mental que o acomete quando percebe que está indo passear. É um tal de saltar, gritar, chorar, ganir, arranhar as pernas com as patinhas de quem vai levá-lo, enfim, um escândalo de proporções épicas. Parece que o bichinho tá apanhando. E isso tudo para barafustar pelos canteiros, gramados, calçadas e o que mais tiver, cheirando obsessivamente as coisas mais nojentas que ele encontra pela rua. Nada de correrias e saltos alegres, um bom exercício para quem passou o dia todo trancafiado. Não. Ele chafurda na nojeira de outros cães como se fosse alguma iguaria. Isso me dá tanto nojinho!

Na repartição

Acabou o leite. Tentei sorver longos goles de um café amargo e fortíssimo, mas fui obrigada a largar de mão.
Aqui tem poucos mantimentos, mas são relativamente garantidos: café, água mineral, chá, leite. Acho um abuso não ter.

Para gastar, Na repartição

Já que tenho poucos dias pela frente ainda como funcionária da repartição, vou intensificar os fragmentos dignos de nota (ao menos para mim).
Hoje de manhã cheguei de bom humor, como de praxe, cumprimentei Malvado, mal humorado como de praxe, as meninas da recepção e a outra comedora de ratazanas que divide o lugar com Malvado. A menina da recepção, uma abordagem não tão estética de Pocahontas, está toda empolgada porque falta só um dia para o Show da Ivete - e ela gastou R$80,00 pra ficar na área vip, bem colada à ídala.
Ela me explicou que no último show quase teve acesso ao camarim, e que desta vez se precaveu e vai com certeza. Que chora, berra, leva cartazes e coisarada. E ainda me explica:
- Sou da opinião que fã, mesmo, tem que ficar colado na frente, para ver o artista!
E coroa relatando que vai perder a prova do final do semestre da faculdade, depois de mentir ao professor sobre uma suposta viagem de família. Ela pretende estar dentro dos portões a partir das 18h.
Agora, com todo esse espalhafato, imagino que a TV pode lhe dar um bom destaque. E se o professor dela a visse na TV? Isso já aconteceu comigo...

Wednesday, July 06, 2011

Rescaldo do aniversário



Essa minha unha estilosa é obra de minha manicure querida e grande amiga, a Ana. Cupcakes comemorativos para os meus anos de experiência!
Ganhei muitos presentes ótimos: três cachecóis, um par de argolas doiradas, rosas vermelhas exuberantes, três livros e uma bata. Dei ainda a mim mesma um presente que não deveria ter dado, mas isso é um outro assunto. Comi e bebi excessivamente nestes dias comemorativos. Que delícia!

Um grande anúncio

Senhores leitores anônimos, me sinto orgulhosa e contente em poder anunciar aos 4 ventos, inclusive nesse blog tão desprovido de interesses que, finalmente, ouve-se lá de longe o inconfundível crec da minha casca de lagarta se rompendo.
Ela traçou uma linha fina por toda a sua extensão, uma tênue porém definida rachadura, e em exatos 24 dias, sairá dela uma mariposa completamente colorida e voejante!
Sim, dileta audiência! Estou semi-livre! Eu pedi demissão!
E em breve os sons serão tão leves quanto o bater das asas de uma borboleta no meio das flores.
Quem viver, verá!
Agradeço imensamente a essa massa disforme e anônima de pacientes parceiros de lamentos que, durante 17 meses, me ouviram e leram destilar veneno contra esse lugar hediondo. Nada é pior do que passar 17 meses onde você não queria ter ficado nem um mês. Com isso, a série "na repartição" ficará temporariamente suspensa, uma vez que serei bolsista do governo federal até julho do ano que vem, quando então terei de me preocupar com outra repartição. Acho que o marcador "mestrado"pode render mais postagens a partir do mês que vem...

O desvanecimento de uma obsessão

Durante meses eu fui uma entusiasta propagandista e defensora da torta de frango com requeijão do café da repartição: ela continha um recheio molhadinho e cremoso de frango desmanchando com palmito, e uma crosta delicada de queijo que gratinava por cima. Custava R$3,50, e agora subiu para R$4,00.
Há tempos eu andava sem muito dinheiro em espécie, porque eu andava de fato sem dinheiro, e para evitar incursões inevitáveis ao dito café; mas hoje, um pão francês e meio com patê, um quadradinho de bolo de fubá, um pote de amendoim e um café com leite depois, eu ainda tinha fome. Justa: hoje eu não almoçara.
Fui em busca da minha fatia de torta então, antegozando o prazer de saborear aquele recheio cremoso e a sua massa leve e flocosa. Faz um frio do capeta, e eu ainda tenho compromissos à noite, pensei que essa torta seria perfeita.
Seria, do verbo não foi.
A torta estava uma profusão de frango desfiado grosseiramente, com milhos aqui e acolá, sem palmito, e com uma camada cremosa gratinada por cima de...creme de leite! Sim, dileta audiência, aquela substância xexelenta que vem em lata ou caixinha, desprovida de sal ou açúcar, comumente utilizada para atenuar eventuais sabores em excesso!
Fora isso, assim que saí de dentro do espaço quentinho do café, uma lufada de ar gelado resfriou imediatamente a minha fatia de torta, tornando-a assim completamente intragável inclusive no aspecto reconfortante da temperatura.
Mesmo assim eu a consumi, afinal havia gasto R$4,00 nela, e fiquei procurando obsessivamente traços daquele sabor de outrora. Até a última garfada, foi só decepção.
Por um lado é bom, não me fazia bem gostar tanto desse negócio caro e gordurento. Por outro... Ah, eu gostava tanto de como ela era antes...

Sunday, July 03, 2011

A parte boa do inverno


Tenho passado dias miseráveis esperando que o frio e a chuva diminuam. Não há, pelo visto, nenhum dos dois no horizonte. O frio, rigoroso demais, me tem deixado por muito tempo presa em casa, e como eu já tenho essa tendência por conta própria, ela fica ainda mais agravada.
Hoje eu estava com cansaço e sono acumulados de dias; resolvi acordando às 10h40 da manhã, e tirando uma soneca das 14h às 18h. Não são nem 23h e já estou bocejando há um tempão. Mas nem ligo: às vezes é disso mesmo que eu preciso, e com esse frio, fico totalmente indisposta para atividades mais distantes da cama, de qualquer forma. Sequer tirei os pijamas: coloquei-os imediatamente após o banho, mais cedo.
Apesar disso tudo, andei me esquecendo de uma das lembranças mais gostosas da infância, de uma das coisas que mais aprecio: o sabor e perfume intenso daquela tangerina miúda, de casca fina, suculenta e azedinha. Aquela que deixa as nossas mãos intoxicadas com o perfume. Na minha opinião, muito mais saborosa que a pop pocã, porque essa última eu acho seca e sem sabor.
Acabei de consumir uma, me deliciando. Acho que meu corpo precisava de vitamina C ou algo assim, porque salivei de desejo de consumir essa fruta cítrica e deliciosa!
Foto de coisas deliciosas do quintal de minha tia.

Friday, July 01, 2011

A meia hora mais curta da semana

Sem dúvida nenhuma é a que eu durmo no sofá da minha salinha na repartição no intervalo do almoço. Quando bate o sinal das 13h, não consigo acreditar que já acabou.
Virei especialista em chegar religiosamente 20min atrasada de manhã. E ó que tem dias que eu levanto mais cedo, ou mais tarde, mas é impressionante: sem-pre bato o ponto às 7h44.

Quando o tempo não é mais comentário de elevador

O frio desumano que tem feito por esses dias maltrata a população e a gente fica sem saber como agir. Há anos eu não colocava uma calça por cima da outra, os casacos que comumemente acho exagero e me fazem passar calor não estão bastando, e ainda por cima uma chuva incessante coroam estes dias de suplício.
Tá resolvido então que doutorado é só do Rio de Janeiro pra cima.

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