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Thursday, June 30, 2011

Descobri uma coisa

Descobri que eu adoro fazer aniversário! Via de regra, todos os anos eu costumo estar ocupada com algum evento que me toma a concentração do aniversário, mas esse ano numa conjuntura astral um pouco mais favorável, optei por comemorá-lo, ainda que em eventos pequenos. E aí foi um tal de ganhar cumprimentos e abraços (e vá, alguns presentes bacanas), que me vi percebendo que aniversário é na realidade muito legal. E o mais legal é que quando já passou o dia, as pessoas ainda estão cumprimentando pelo aniversário, e assim dura mais um tempo a sensação de aniversariante.
Taí, gostei de fazer aniversário e vou lembrar de comemorar de novo nos próximos anos.

Sunday, June 26, 2011

Ando tão ansiosa

Mais que o de costume, antes que alguém arqueie as sobrancelhas com ironia... Eu sou assim, nasci assim, e tendo a achar que hei de morrer assim mesmo. Ultimamente tenho por tática tentar driblar a ansiedade com mais informação ainda, e é pra isso que a gente tem internet.
O mecanismo é mais ou menos o seguinte: tá nervosa, tá pensando bobagem? Baixa um filme, lê os blogs, as notícias, acessa os vídeos que o povo posta no feice, baixa músicas. Tem ajudado, mas não é tudo. Cheguei num nível tal de tédio e ócio que me permito usar a internet pra coisas úteis. Por aí já se vê o meu estado. Andei conversando com as pessoas que há tempo não falava também.
Não sei o que exatamente me tem deixado mais ansiosa e deprimida: se é a insatisfação com o emprego, a pressão dos prazos das coisas do mestrado, a falta de grana, as viagens constantes toda semana (ter que dirigir tanto), se é o medo do futuro, mas do medo bom, de quem quer se coçar pra fazer planos mirabolantes novamente. Tudo isso me mobiliza e imobiliza ao mesmo tempo. Tenho dialogado há meses comigo mesma sobre a necessidade de sair dessa bolha gostosa, mas agora percebi que preciso me concentrar e fortalecer a bolha, ao menos por mais um tempo. Durante só mais um tempo, viu mundo, você vai poder descansar quieto, porque Thais estará concentrada em seus próprios problemas. Depois a gente se fala!

Chegou o inverno


E massas cabem muito bem nesses dias!
Você pode variar um pouco o que vai dentro desta massinha tão invernal, mas o lance é que no inverno os legumes são diferentes, e que também às vezes eu não tenho tempo, disposição ou mesmo dinheiro para comprar coisas mais frescas. Essa massa, portanto, é digna de um kit de sobrevivência. Agora tô até na dúvida sobre o melhor nome pra ela: Macarrão de Inverno ou Massa de Sobrevivência?


Massa de Sobrevivência no Inverno

100g de massa longa (usei o Capellini nº13 da Barilla)
1 colher de sopa bem cheia de manteiga
1 dente de alho picado, dos grandes
2 colheres de sopa de castanha de caju picada (e podiam ser amêndoas, pinholes, e muito mais)
3 colheres de sopa bem cheias de parmesão ralado na hora
sal, pimenta e salsinha a gosto
1/3 limão siciliano (o sumo)

Enquanto a massa cozinha (diz que são 8min, para mim são 10), derreta a manteiga e coloque o alho junto para fritar. A castanha precisa ser socada num pilão e misturada a essa manteiga de alho. Com a massa escorrida (sem passar por água fria, pelo amor), misture girando rapidamente o queijo, a manteiga com o alho, as castanhas e o limão, cuidando que todo o macarrão seja envolvido por essas coisas. Salpique a salsinha e dê uma misturada feliz. Sal, pimenta moídos na hora, conforme a necessidade (depois do queijo que é bem salgado).
Eu comi isso hoje, com uma diferença: adicionei também radicchio roxo refogado na manteiga de alhos e um chorinho de vinagre de vinho tinto, omitindo o limão. Meu deus!

Saturday, June 25, 2011

Resolução de aniversário

Essa vai ser uma das mais difíceis, porém, é a que vai me permitir envelhecer mais devagar. Preciso minimamente tentar entender que é melhor ser feliz do que ter razão. Fecha comigo que eu ainda vou ter razão e vou saber disso, mas que vou relevar algumas vezes pra ser mais feliz? Take it easy, girl. Focus.Tenho muito o que fazer, há um Universo, uma galáxia inteira que eu preciso desvendar. Se não aproveitei bem ontem pra conhecer algumas coisas, fazer o que? Não há mais tempo para as reprises. Adelante, chiquitita!

Tuesday, June 21, 2011

É hora de uma bela duma sopa


Não vou mentir: ela não é nem de ontem, nem de anteontem. É de váárias semanas atrás, quando eu ainda cuidava de preparar sopas para o frio, numa tentativa de enganar a minha fome de calor, que sempre se dá muito melhor com massas. Bom, às vezes eu sou melhor que isso. Essa sopa é cremosa e, provavelmente, se fores contar as calorias dos ingredientes, fique claro que ela não é assim muito light. Mas, de verdade, eu não ligo pra isso. Quando penso que preciso me alimentar melhor, penso que preciso comer mais legumes, frutas, verduras, temperos (que dizem fazer bem pra um monte de lugares), variar as cores e as texturas, e por aí vai. E sou adepta daquela corrente que afirma que, quando a gente come as coisas no seu estado puro, tende a não precisar de quantidades abissais. Mas isso tudo são outras conversas. Essa sopa tem sabor. Aquece, satisfaz, e eu recomendo!
Observações: colega, a gente não desperdiça água de cozinhar legume não, viu? Congela, reserva, que isso vai bem no risotto, em outra sopa, em outra coisa!
2: a sopa fica mais saborosa numa tigela de porquinho :)

Sopa de couve-flor

1 couve-flor pequena
1 cebola branca picadinha
2 dentes de alho picados
1 espiga de milho pequena
1 colher de sopa de azeite de oliva
50g de queijo cheddar ralado
salsinha a gosto

Quebre a couve-flor em pedacicos menores, e coloque para cozinhar, cobrindo-a de água na panela (usei caldo de legumes caseiro, penso que caldo de galinha é bom também). Cozinhe-a até que fique macia; reserve algumas de suas "flores" para enfeitar. Os demais pedaços vão para o liquidificador junto de um pouco da água do cozimento. Pulse até que fique cremoso e aveludado. Reserve uns instantes, enquanto refoga a cebola e o alho picados no azeite. Adicione em seguida o creme e deixe aferventar tudo de novo. Se quiser mais grosso, deixe mais tempo, se quiser mais ralinho, deixe menos tempo e/ou adicione mais daquela água do cozimento. Quando chegar nesse ponto, desligue o fogo. Lambuze a sua espiga de milho com azeite e coloque-a diretamente sobre a chama do fogão, girando-a conforme os milhos escurecem (eu gosto de alguns bem enegrecidos, mas você pode parar antes que chegue nesse ponto). Finalize o tempero da sopa: no meu caso foi noz moscada, azeite trufado e sal grosso moído na hora (salguei só no final).Enfeite com as flores reservadas. Raspe os milhos com uma faquinha e jogue as suas pepitas douradas por cima de uma caminha de cheddar ralado, e coroe com as suas salsinhas. Yummi!

Monday, June 20, 2011

Nem tudo está perdido

Apesar de ter pensado na possibilidade de sair caminhando na semana passada à noite - e não tê-lo feito, em virtude do frio e da preguiça -, no sábado de manhã resolvi enfrentar a realidade e fui me pesar. Surpreendentemente, mantive 66,400kg, o que considerando que eu não me exercitei mais, não fiz dieta nenhuma (pelo contrário, meti o pé em polpudas jacas), nem de maneira nenhuma priorizei atividades que me permitissem perder peso, é deveras alentador.
Para quebrar o gelo, dei uma caminhada de 20min no sábado, domingo e segunda. O frio deu uma trégua, mas estou priorizando caminhar durante o dia, com o sol na pele. Essa semana, afortunadamente, vou poder caminhar no sol todos os dias. Como gosto de programar tudo só por semanas, por essa semana estou com tudo resolvido. Na hora, vão vir outros desafios!

Saturday, June 18, 2011

Hoje fez sol e calor!


E por isso, podemos tomar um picolé de banana, côco e baunilha. Não ficou bom... Ou, no caso, não ficou com o gosto que eu imaginava que ficaria, porque não tem nem como esses três ingredientes formarem algo ruim. Preciso me aprimorar. Mas foram os primeiros que fiz na vida, penso que posso melhorar. A imagem é relativamente antiga, fiz 6 e estou no quarto. Este foi o primeiro que comi.

Friday, June 17, 2011

Malvado

Malvado tem passado vários dias conversando com pais e alunos sobre as notas do primeiro bimestre. É, isso mesmo. No dia 17 de junho ele ainda convoca pais e alunos para discutir as notas do primeiro bimestre. Nesses momentos ele aproveita para discorrer longamente sobre o quão os alunos precisam ser aplicados e estudiosos, e reforça vários conceitos importantes junto da família. Mas o melhor é que, quando está cansado, boceja e se espreguiça diante dos pais, afirma estar cansado e continua o lesco-lesco no guri ou na guria.

***


Hoje, numa dessas reuniões, estava eu aqui flanando pela internet enquanto ele atendia uma família dentro da minha sala. À guisa de despedida, se colocou à disposição da família e me apresentou também, à distância mesmo. A mãe do estudante brincou dizendo que eu estava tão preocupada que estava coçando a cabeça. E ele, sorrindo:
- Ah sim, ela ali está concentradíssima.
Como eu e ele sabemos que na verdade eu estava concentradíssima em outra coisa, achei muito sagaz da parte dele.

Na repartição

Hoje, surpreendentemente, fui compensada pelo tempo desperdiçado e inutilizado em minha vida, quando na repartição. Ganhei de presente um dicionário de inglês da Oxford, lacradinho, com o CD e tudo. Achei excelente, não tenho nem coragem de tirar do plastiquinho.
Ainda cobiço fortemente um espelho que está aqui à toa há muitos meses, e um cabide de guardar coisas tipo casaco e bolsas. O espelho, sei que dia mais dia menos acabo ensacando e levando embora. Mas o cabide acho que chamaria a atenção por demais...

This girl is a little bit over today

A maquiagem é uma abstração que representa mil coisas no universo feminino. Homens que não compreendem o papel fundamental que essa aliada cumpre em nossos melhores e piores dias, deveriam namorar homens, ou mulheres com olheiras e espinhas eternas. Todo dia é aquele ritual impressionante de coisas pra passar na cara, inclusive maquiagem, e a experiência me leva a fazer aquela ajeitada mínima cotidiana em exatos 6min. Hoje, no entanto, acabei escolhendo uma sombra marrom, e estou desde as 7h da manhã parecendo uma vampira fora do caixão. Teria sido bem melhor o ferrugem de ontem.
Para quem não sabe usar, recomendo os tutoriais do Bipolaridade Feminina, a garota que faz os vídeos é bem explicativa e simplifica as orientações, além de usar produtos bem populares (leia-se baratos). E o sotaque dela do interioR de São Paulo (bronzeR, happy houR) é muito engraçado!

Thursday, June 16, 2011

Filme: Jeux d'enfants

Bem mais bonito que Amor ou Consequência, vamos ser sérios, né?
Já que eu ando nessa fase ostracista, comilona, pelo menos tenho visto mais filmes. Esse proporciona uma catarse estética leve: não chega num nível Amèlie Poulain, mas tem lá seu valor, na fotografia, na película, na trilha sonora e tudo mais. Esse negócio de ver filme francês porque neles as pessoas falam francês é meio pueril e deveras obsessivo: agora, nada mais gostoso que o trocadilho, a brincadeirinha "cap ou pas cap" repetido incessantemente, que trava a língua até a gente aprender, mas depois dá vontade de falar o dia todo. Confesso que torci pelo casal, achei-os doentes demais, e me surpreendi com o final. Eu queria um filminho francês de amor pra me deixar sorrindo, e acabei chocada e acesa bem na hora de dormir. Então recomendo que tenhas tempo de se acalmar depois de vê-lo. Não é nada absolutamente chocante, mas remexe com a gente na medida.
Fora isso, preciso recomendar o blog Almas Corsárias, de onde o baixei. Eles têm um acervo razoável de filmes interessantes, que podem tornar as suas noites mais proveitosas, e fazem com que tu te sintas ligeiramente diferente depois de assisti-los. Te entretém e te ensina. Esse pra mim ao menos foi assim, entretenimento útil. E as cenas dele imaginando-se num carrossel e flutuando é linda demais!

Capitulei

Capitulei ao frio e à ansiedade. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Não andei mais, não fiz mais dieta, e como toda vez que me sinto vulnerável, voltei a comer coisas de que gostava só quando era criança: Danoninho, Pringles, Passatempo recheado...urgh. O tempo aqui anda gélido, escurece antes mesmo das 18h. Não dá motivação pra cozinhar, pra mexer em utensílios de nenhum tipo, tudo está frio e metálico. Receio que até o meu cachorro esteja frio e metálico, e olha que ele costuma ser peludo e maciozinho. Nem me pesei mais, porque diante dos excessos que ando cometendo, só há uma possibilidade: não só recuperei os quilinhos que havia perdido, como adquiri outros.
Mas hei de me reinventar. Não é possível que não haja alternativa para mim. Se eu conseguir sair pra caminhar hoje, fica estabelecido: eu posso tudo!

Wednesday, June 15, 2011

Já começou o inferno astral

Hoje eu saía da minha Ilha rumo a Joinville para mais uma tarde de trabalho alienante e sem nenhum valor agregado, quando em plena ponte Colombo Salles, a velocidade do carro vai diminuindo, o aviso do tanque pisca e ele em breves instantes pára completamente. Sim, dileta audiência, eu fiquei sem gasolina em cima da ponte sentido continente às 12h. Liguei pra PM e o motoboy deles me deu escolta até o posto deles, mandou eu ir comprar mais e não dizer a ninguém que havia ficado sem combustível, pois isso é passível de multa (mas pelo jeito, não por ele).
Estou até agora com engulhos pensando no aperto que foi, com um calorão do nervoso, e às vezes rio. Confesso que ri demais quando estava dentro do carro embalado descendo a ponte. Meu marcador anda meio maluco, pula do cheio pra reserva sem critério algum, e preciso cuidar de mais ou menos calcular quando está pra esvaziar de fato. Ainda bem que meus parceiros de viagem aparentemente não se aborreceram muito...

Tuesday, June 14, 2011

Locomotiva SMS

No dia 11 de junho, sábado, iniciou-se um alinhamento astral ligeiramente estranho: quatro pretendentes a pretendentes me passaram SMS demonstrando interesse em interagir mais de perto com a minha pessoa, e eu, que estava em reunião o dia todo, tive dificuldades em administrar tantas mensagens ao mesmo tempo. Ainda queria entender esse movimento injusto da vida, quando não tem nada, só vem mais nada, mas quando vem, vem tudo de uma vez só. Ainda tive que me desvencilhar de um pretendente novo modalidade presencial na Travessa, e lidar com sutis investidas numa festa.
Como a vida é estranha, injusta, surpreendente, mas levemente previsível em alguma de suas variáveis, apesar de todo esse operativo, passei o final de semana inteiro sozinha, sem dar nem sequer uma voltinha com algum dos catiços. Sim, eu sei, eu sei que eu me supero. Mas o que eu posso fazer se tem horas que eu fico mais criteriosa? Ou, concretamente, mais preguiçosa? Ou mais concretamente ainda no caso de domingo, com mais ressaca?
Vida que segue. Se eu der sorte e for menos atrapalhada, pelo menos um ou dois dos pretensos pretendentes não perde os R$0,50 que gastou no SMS...

Friday, June 10, 2011

Causos hilariantes

O Homem é Tudo Palhaço está promovendo um concurso impressionante de histórias absurdas que se passaram no Dia dos Namorados. A recorrência das histórias me deixou horrorizada, mas ao mesmo tempo, tenho me divertido horrores! Se quiserem, dêem umas risadas, e se forem palhaços, quer dizer, homens, tentem tirar alguma lição!

Thursday, June 09, 2011

E o mais absurdo é que eu comprei

Promoção de Dia dos Namorados: massagem relaxante mais banho de morangos por R$19,90.
Tá gente, quem é que ia resistir a uma massagem relaxante a esse preço, ainda mais com o plus de um banho de morangos?
Agora, questionamentos incessantes me assolam sobre no que consiste um banho de morangos. Será que eu vou submergir numa banheira llena de frutilla? Ou vão me dar um sabonete com cheirinho de morango? Ou é de chuveiro mesmo e eu ganho um óleo sabor morango? Ou vão me passar lencinhos sabor morango pelo corpo?
Imagina eu numa banheira de morangos: eu entrando e sentindo aquela consistência fria e pegajosa, e os morangos se esmigalhando ao meu contato: spluuuuuuurgh.
Seria delícia!

Wednesday, June 08, 2011

Como se faz pra camuflar 5 pontos no rosto?



Tudo muito simples: band-aids pequenos sobre os pontos, maquiagem rosa pink, brincos de penduricalhos, um cachecol de bolinhas, uma presilha de cabelo de penduricalhos e roupas brancas com cor-de-rosa. Tem como prestar atenção nos dois curativos?
Fui assim numa festa no primeiro dia de pontos. A poluição visual era tamanha, e eu tinha um bom humor tão grande, que acho que consegui secundarizar o que não queria que aparecesse...

Tuesday, June 07, 2011

Eles não páram

Mouse pad ou cubo com fotos pro dia dos Namorados: R$8,90. Pensa, tu ali passando o mouse por cima da cara da pessoa amada. E quando brigar?
Ainda bem que não tenho namorado pra me oferecer esse adereço maravilhoso.

Monday, June 06, 2011

Produtiva

Ando num dia muito mestranda. Passei a manhã toda (sua parte útil, o que significa que dormi até 9h, flanei pela internet até 9h15, tomei meu café da manhã assistindo The Big Bang Theory e às 10h estava pronta, ainda que de pijamas e desgrenhada) trabalhando sobre a execução de um artigo que já expirou o prazo há meses. Ele estava na cabeça há semanas. No sábado, concretizei a revisão de leituras necessária, e ele ficou pronto em riqueza de detalhes, com as citações alinhavadas e tudo o mais. Mas ainda dentro da cabeça. Hoje tirei ele da cabeça e pus no papel. 23 páginas de transpiração, meia de inspiração. 3h de trabalho intenso. Quando acabei, assisti muitos vídeos, li muitas bobagens na internet. Cozinhei e comi um risotto delicioso com palmitos em conserva. Assisti Vale a Pena Ver de Novo. E agora, recomeço novamente, com a "leitura crítica" de três capítulos d'O Capital. Só os mais simples. Acontece que estou dispersa...

Como descrever?

Os pontos aparentes com a linha ainda mostrando o "xiz" que a dermatologista fêz me deixa parecendo algo como aquelas personagens de desenho animado. Presidiárias que brigam no pátio na hora do banho de sol. Eu não me abalo e tô até curtindo. Sábado dei uma saída com os meus equipamentos de camuflagem, e apesar de todo mundo ver a camuflagem, ainda julgo melhor que verem os próprios pontos. Faltam só três dias para poder ver como ficou a cicatriz. Adorei esse lance de microcirurgia, quero mais!

Friday, June 03, 2011

Recuperei!

Recuperei das minhas agruras estomacais e meu sangue ferve pensando na pista!
Como todo castigo pra corno é pouco, fiz uma microcirurgia hoje (arranquei dois sinais que eu achava horríveis e que estragavam meu rosto), e estou com dois curativos nível pugilista. Ainda hei de passar a semana toda com os pontos em evidência, com aquela linha escura, parecendo que eu tenho aqueles pêlos em cima da verruga da vovó (não a minha, óbvio, que como neta de perua que é, e não só de uma, sofre constantes patrulhas estéticas para andar bem apresentável por aí).
Como nada me abala quando a vontade de despirocar é muita, eu já adquiri ítens camufladores dos meus pontos, a serem usados tanto na noite quanto no dia. Afinal, não tinha nem graça eu fazer essa parada a troco de ficar mais apresentável na figura, e exibir figura patética durante seis dias. Não aos pontos aparecendo, não à cicatrização anti-social. Sim aos micropores transparentes e às bases com cobertura 3D. Não ao ostracismo, sim ao bar de hoje à noite e à festa de amanhã. Sim ao Festival de domingo, o mundo pede por minha presença e a terá. ;)

Mais sobre o Dia dos Namorados

Todos os dias recebo as promoções de compras coletivas e fico garimpando quais delas pode me interesar - isso, aliás, é bastante responsável pela última quinzena miserável que me acometeu (e que, graças ao capital e ao trabalho assalariado, se resolveu com o meu depósito no dia 31!); enfim, olhava eu, como boa perua, as novidades acerca dos permanentes nos cílios, as progressivas com tudo embutido por R$69,90, e não poderia deixar de me chamar a atenção as promoções para o Grande Dia. Tem uma particularmente interessante: 100 pétalas de rosa mais um gel de massagem por algo tipo R$25,00.
Até eu ficaria animada pra comprar, não fossem as pétalas perecíveis!
Sobre isso, aliás, recomendo cuidado: as pétalas são bonitas e fazem graça, mas se tu deixares elas, sobre um lençol branquinho e sob dois corpos animados, a grande chance é que o teu lençol ganhe tingimentos irreversíveis, porque as pétalas derretem sob o calor dessa paixão toda. Olho. Olho pra não estragar seu acolchoado azul novinho, que nem gente que eu conheço (cof) fez, num de seus infortunados Dia dos Namorados...

Thursday, June 02, 2011

Na repartição dos outros

Enquanto convalescente, permaneço em casa e, sempre que acordada, atendo ao telefone residencial. Há pouco ligou uma moça com voz de telemarketing perguntando pelo meu pai. Explico que ele está no trabalho e que ela pode ligar lá. Ela, por sua vez, me explica que está falando de lá mesmo, é do programa de saúde deles, e eles têm por política não ligar no horário de trabalho para não atrapalhar.
Como? Mais ou menos o seguinte: no trabalho sem atrapalhar, no descanso tudo bem. Promovendo saude.

Wednesday, June 01, 2011

Das coisas que me irritam

Esse tal de "marcar como importante" que o gmail habilitou sem que eu o quisesse, e mais que isso: ele mesmo tem critérios e marca os meus e-mails. Todos os dias, vou lá e desmarco tudo, importantes ou desimportantes mensagens, e fico aliviada. Não suporto a assimetria gráfica que esse marcador cria. Não suporto!

Thaís, a das bochechas descascando

Esse frio arranca minha pele fora. E eu na Unimed sem meu arsenal mínimo de sobrevivência, apertei merrmo o botão e pedi à enfermeira um soro fisiológico com gaze pra ajudar, afinal acho digno o hospital tratar meu rosto sensibilizado.

Chegando junho, vem de novo

O tal do Dia dos Namorados. Não sei exatamente por que, mas sempre fiquei meio travada nesse dia. Acho que todo o frisson que a propaganda vai causando ás vésperas soa para mim como too much pressure, um negócio obrigatoriamente romântico, divertido e sensual. Romântico, divertido e sensual apesar das filas em todos os restaurantes (para os que fizeram reservas, é claro: os que não fizeram nem precisam se preocupar com fila, nem vão entrar nelas), filas nos motéis, filas nos cinemas, filas nos lugares onde os casais pudessem gostar de ir no seu dia. É difícil ser romântico, divertido e sensual vendo todo mundo à sua volta estar aparentemente mais feliz que tu. E ainda tem o lance da cerimônia da troca dos presentes, sempre fica um clima meio solene, e é preciso definir com muita antecedência qual o caráter do dia pro casal, porque um dos dois pode dar importância monetária bastante superior ao evento, e isso gerar ainda mais confusões.
Os melhores dias dos namorados da minha vida aconteceram quando eu ainda tinha menos de 15 anos, e tinha o mesmo namoradinho desde os 9. A gente estudava na mesma escola e se mandava cartinhas, cartões e outras coisinhas fofas do tipo. Lá pelos 11, a gente entrou numa fase mais efetiva do romance e começou a dar beijo de verdade, e a ter uns sentimentos possessivos e contraditórios em relação ao outro (coisa de passar meses brigados sem que ninguém entendesse o porquê); no fim, a gente mobilizava meia sexta-série (ele de manhã, eu à tarde) pra limpar o meio-de-campo e passar as cartinhas pra frente, e ficava tudo certo. Tínhamos frases engraçadinhas e lindas, anotações nas agendas, e tudo o mais.
Passada essa época que era doce, e só doce, vieram os agridoces da adolescência, e aquela profusão de bichos de pelúcias, buquê de flores na escola (pra todo mundo ver que tu ganhasse), o menino esperando na saída, rolos mais elaborados de traições e intrigas, mas ainda era cinema, shopping, e casa depois.
Agora, de um momento em diante, com as diversões de adultos totalmente legitimadas, o bagulho ficou nervoso: dali por diante nunca mais me diverti. E toda vez que começo a namorar alguém, faço três alertas: não dou o cu, não comemoro Dia dos Namorados e se o relacionamento for aberto e permitir escapulidas, não quero saber. O resto, com amor a gente negoceia. Isso tudo não me impediu de passar por vários dissabores nesse dia, causados por tentativas a little bit patéticas de tornar o dia especial pra gente. Teve um com quem eu troquei o dia, mudando-o para 27 de junho, e passamos o dia todo separados, armando a "noite especial", pra qual ambos estavam esgotados quando chegou finalmente a hora. Se eu contar o que ele me deu de presente, acaba a inspiração do post. Teve aquele que numa sucessão incrível de erros no presente, me deu uma miniatura de tartaruga de pelúcia no dia, sendo que tempos antes me dera uma grande. Teve uma vez que com esse mesmo bruto, logo de manhã eu inventei de armar a surpresa, mas ele acordou junto (fdp, nunca acordava antes que eu no domingo), e eu não consegui arrumar as coisas, enquanto ele berrava de 5 em 5min perguntando onde eu tava. Teve, por fim, o último, que inconformado com o fato de eu não comemorar o dia, todo ano me deu presente, escreveu carta e foi lindo, me deixando completamente sem graça e pensando que no próximo ano eu ia me esforçar e fazer o mesmo por ele - bom, esse me largou antes do próximo Dia dos Namorados, e fico me perguntando se não seria polido de minha parte encaminhar um Sedex...
Em suma, diante de tantos Dias dos Namorados, preciso admitir sem nenhuma dificuldade que não fico triste de passar esse dia sozinha; pelo contrário, só nesse dia, sinto um pouquinho de alívio, por não precisar fazer uma noite (ou um dia, whathever) artificial de romantismo e sedução.
Apesar disso, em todos os outros dias, principalmente esses frios malditos, me sinto um pouquinho mais sozinha. Resolvo isso com uma garrafa de vinho por noite, mas acho que gostaria de poder dividi-la - menos calorias acumuladas, e mais calorias gastas.

Homem é tudo palhaço

E parece que tem gente que vai ganhar tag exclusivo aqui, de tanto que eu preciso atualizar as histórias.
Nosso constante personagem, Cacauzinho, ou Baiano, ou como preferirem chamar aquele desperdício de saúde e beleza num cérebro de ervilha e chatice crônica, me passa um SMS ontem por volta de 1h da manhã. Eu, deitada e pendurada no soro, pego o aparelho toda animada, afinal, poderia ser uma mensagem legal, de uma pessoa legal, alguma que eu estivesse eventualmente esperando, ou mesmo, uma atualização da Tim querendo me dizer qual a promoção que eu posso habilitar nos próximos dias... Anyway, qualquer coisa valia, e quando eu vejo o conteúdo e a assinatura, o ultraje que me acomete é imensurável:

Lôura, vamo pegar um motelzinho?Passo na tua casa AGORA!Bjs

Preciso de ajuda para refletir sobre o percurso cerebral que o leva a tal proposta. Se, há coisa de uma semana atrás, eu deixo ele sozinho no meio da pista, evidenciando inclusive pra ele que nem pra dançar ele serve, de que maneira deixar 10 dias se passarem o tornaria apto a me pegar em casa pra gente ir no motel? Isso faz sentido pra alguém? Ou de repente ele disparou o torpedo aleatoriamente a todas as "lôuras" da agenda dele, e nessa me incluiu apenas por amostragem?

Peguei meu baldinho de emergências, mas nem saiu nada, não. Ah, se eu tivesse forças e quisesse gastar R$50,00 com ele, talvez respondesse que a gente ia sim. Eu em um motel, ele em outro. Ou que ele podia passar na Unimed e ficar esperando no corredor eu acabar de vomitar. Ou mesmo que a gente podia tentar usar a maca, economizava na suíte.

Francamente. Francamente!

Convalescendo

Desde a segunda-feira última, se abateu sobre mim um mal-estar inexplicável, que me levou ao hospital desidratada, de tanto passar mal. Não era dor de barriga: quem dera se fosse, significaria que houve algum tempo para a comida parar dentro do meu corpo. Não, ela batia no estômago e pulava pra fora imediatamente. Hoje, me sentindo um pouquinho só menos miserável, começo a raciocinar sobre tudo que aconteceu, e não consigo concluir o que poderia me ter feito tão mal. Preferia minha vidinha de sempre, exatamente como costuma ser por esses dias. Não tem jeito?

Senhas - Adriana

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem


Eu queria ter gogó pra berrar que nem ela berra no refrão :)
Fazia tempo que não rolava letra de música, acho que fazia tempo que eu não me preocupava com letras de música pra explicar as coisas...

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