Total Pageviews

Monday, May 30, 2011

Odeio dormir sozinha no frio. Odeio com força dormir sozinha hoje!

Junho já vem

Com ele, chega meu prazo final para o artigo do semestre passado, meu salário mais aguardado do ano, meu aniversário, o jeito de "nunca chega" do segundo semestre, o fim de algumas expectativas (superadas ou frustradas), um frio intenso, a temporada de tainhas e o tempo em que só o vinho salva.

Thursday, May 26, 2011

Tentando desentralhar

Não é nada simples desacostumar com esse secular e feio costume de acumular de um tudo. Coleções bizarras da Thais mereceriam uma seção à parte no museu sobre a minha vida (quem pensou num museu sobre a minha vida além de mim?=p). Algumas são mais aceitáveis: mas esse lance de continuar acumulando maquiagem ainda me leva ao hospital com alguma alergia mais séria. Percebi que tem paleta de sombras lá com, por baixo, 5 anos de idade. E quando é que eu paro de comprar paleta de sombra? Isso mesmo: nunca. Acho que não tem nem dois meses desde que comprei mais dois duos que achei fundamentais para a minha coleção.
Ando numa campanha forte pra acabar com elas: estou usando a mais antiga delas insistentemente, toda semana, pra vir trabalhar. Essa deve ter coisa de dez anos sem mentir. Não recomendo pra ninguém colocar em cima da cara uma maquiagem com dez anos de idade, mas meu lado "não desperdice nada" grita de pavor ante à mera hipótese de tacar um estojo fora. Ainda mais sendo ele da Pupa, que é de longe a melhor marca que já usei. Vai ver que é por isso que, mesmo com dez anos e sendo mal conservada (sem tampa), a pigmentação ainda é tão forte, sem falar na fixação. Agora, mesmo usando direto, essa paleta não tem cara de que vai acabar nem até o final do ano. Que que eu faço? Passo sombra marrom pra ir dormir? Uso pra pintar parede? Ou me rendo e jogo fora?

Wednesday, May 25, 2011

Adivinha quem voltou?

Enxaqueca, como tens passado? Há mais de meses não te encontrava! Confesso que ontem, enquanto eu contemplava meus colegas de sala e meu orientador na aula, e tu começaste a te anunciar, eu procurei te ignorar, e sequer saí correndo em direção à primeira farmácia para te dopar de analgésicos. Ainda te levei comigo pro bar, onde tomamos cerveja, comemos aquela mandioca frita sofrível e seca, e enquanto eu tagarelava com meu orientador e colegas de sala (dessa vez no bar), tu não paravas de me avisar que estavas chegando cada vez mais forte. Quando andávamos até ali no prédio, tu começaste a martelar, e eu, já totalmente ciente da tua presença, apenas te pedia que me permitisse chegar até em casa. Quando já nas escadas, aquele cheiro de fritura te despertou com força total, eu quis mais do que nunca matar a retardada que resolveu fritar batatinha às 21h dentro do nosso apartamento sem exaustor. Notei que vieste com força, e nada menos que seis comprimidos foram necessários para te aquietar. Ainda bem que estou tomando aquele xarope porreta, que me ajudou a dopar mais fácil para conviver contigo na cama. Nós duas, no quarto escuro, sob as cobertas, parecíamos mesmo que nunca nos havíamos separado. Quando hoje acordei já sentindo os ventos da despedida tua, soube com mais certeza que nunca, que nossa 'parceria' é eterna.

Tuesday, May 24, 2011

O xarope

Eu preocupada com minha tosse, e animada com a perspectiva de estar sarando, uma vez que tenho acordado cada vez menos para tossir, ontem à noite resolvi tomar o xarope mais cedo, por volta de 20h, tencionando tomar ainda outra dose, lá pela 1h da manhã, horário que costumo dormir nas segundas-feiras. Xarope, li a revista, deitei pra ver The Big Bang Theory (estou pondo em dia todos os episódios que eventualmente tenha perdido), e quase não conseguia concatenar minhas pestanas no abrir-fechar básico de sempre. Um sono inexplicável me assolou e eu, completamente sem entender, fiz o que me restava, deitando sob as cobertas às 21h30. Acordei muito assustada 22h25, ouvindo o barulho de alguém chegar. Acordei assustada outra vez às 23h30, e tentei assistir ao menos o resto do episódio, mas percebi, aterrada, que não havia a menor possibilidade disso acontecer.
Evidentemente, não tive sequer forças para mais uma dose de xarope, mas fiquei intrigada pensando se a minha suposta cura não se dá muito mais pelo fato de dormir tão pesado que não lembro da tosse, do que efetivamente de não estar mais tossindo...

Monday, May 23, 2011

Filme: Dois Irmãos

Dois Irmãos é um filme argentino coisa mais fofa da face da terra. Nunca tinha visto filme nenhum de Daniel Burman, apesar de saber que ele anda popular e ganhando prêmios por aí, e como só vi esse, não enxerguei muito a identidade dele ainda. Agora, que coisa mais drama-comédia fofa é essa? Tem como um filme ter elenco pequeno e ser interessantíssimo né, sempre que os atores são bons. Marcos é uma coisinha gostosa e meiga que dá vontade de abraçar, carregar no bolso, cuidar, mas Susana é demais. É uma coisa louca, ela meio vilã, meio vítima, tão parecida com tantas mulheres argentinas da idade dela. Aliás, Susana, com aquela decadência charmosa e cosmopolita, tão arrogante às vezes, pra mim, é a própria Argentina. Alguém podia me levar pra morar em Buenos Aires, por favor? Seria eternamente agradecida!

Os dias que compensam II

Sábado tive um dia maravilhoso saindo com uma amiga que há semanas eu não via. A gente fofocou, bebeu, comeu, sambou, desabafou, passeou no shopping (estou tentando lembrar porque a gente quis ir no shopping), fez planos para nossos aniversários que se aproximam e ainda comprou esmaltes novos. Porque cargas d'água fiquei tanto tempo sem encontrá-la?
Chamei-a pra almoçar e estou esperando o interfone tocar pra gente ir no nosso restaurante favorito. Preciso continuar assídua!

Sunday, May 22, 2011

Mudei de filtro solar

Mas não gosto do cheiro dele.

O xarope

Se faz bem pra mim não sei, agora que é poderoso no dar sono, isso é. Todo antialérgico é assim? Tomo só uma vez ao dia, à noite, por causa desse efeito da sonolência. Receio que precise tomar mais vezes, pra fazer efeito.

Uh oh, we're in trouble

Amanhã tenho orientação do meu projeto de mestrado. Você mexeu no meu projeto desde o ano passado? Nem eu! Espero sair de lá com algumas decisões importantes finalmente tomadas. Vai ser no cu da madrugada, às 8h30, bem no dia mais legal da semana, que costumo poder acordar a hora que quiser. Por aí já vou tirando o belo dia que terei.

Pra animar, uma salada


Ela era linda e estava bem gostosa. Duas beterrabas orgânicas, cortadas ao meio e regadas com aceto balsâmico foram para o forno envoltas em papel alumínio por cerca de 20min, até ficarem macias e caramelizadas. Um punhado de cogumelos frescos, também orgânicos, foram salteados na manteiga. Tinha um bocadinho de alface, um tomate orgânico, salsinha e cebolinha. Queijo feta em cubinhos. Pra temperar foi sal grosso moído na hora, pimenta do reino moída na hora e azeite trufado.
PS - ó que gracinha meu talher de flor e meu prato de bolinhas? :)

Não emagreci essa semana

O peso estagnou. Não tenho bem certeza do que aconteceu, porque acho que não furei nenhum dia com a caminhada, mas que eu comi feito uma louca, bom, isso eu comi mesmo. Esfriou muito e a vontade de comer massa com queijo aumenta exponencialmente. Uma hora dessas eu preciso aprender a gostar de tomar sopa...

A pluralidade da Travessa

A Travessa no centro de Floripa é um redutinho bem inho de um povo que vive por aqui e usa o centro pra trabalhar e como ponto de encontro, e aceita em seu exíguo espaço pessoas de todas as idades, culturas e organizações políticas. A gente precisa sempre cuidar com o que fofoca na Travessa, porque pode virar um grande tiro no próprio pé. Ontem eu fui pro samba à tarde e fiquei o tempo todo do lado de fora. Quando precisei de banheiro, entrei no botequim e passei pro lado de dentro do balcão, porque lá as mulheres usam o banheiro interno, mais limpinho e decente que o do lado de fora. Enquanto eu esperava pra ir no banheiro, um cara alto e bonitão, conhecido meu do tempo do primeiro estágio que fiz na vida, me sorri e eu sorrio de volta, à guisa de cumprimento. Já do lado de fora, olho pela janela e ele está lá do lado de dentro e levanta o copo dele como se brindasse, e eu fiz a mesma coisa. Horas se passaram e eu esqueci dele e do resto todo, e quando já está escuro ele vem até mim e me chama. Penso que vai me cumprimentar e perguntar o que eu ando fazendo. Qual não é a minha surpresa:
- Oi, prazer, meu nome é Fulano, eu queria saber o seu, te conhecer melhor... Já estou indo embora, mas pensei que tu pudesses me dar teu telefone!
- Oi! Deixa esse negócio de telefone pra lá, uma hora dessas a gente se esbarra. (cara de quem está pondo fim à conversa toda)
- Ah,tudo bem então, mas volta sempre viu? Quero mesmo te conhecer! Tchau!
Imediatamente sou bombardeada de perguntas pelas gurias à minha volta, surpresas com a minha sorte de ter sido abordada pelo bonitão que usava uma camisa do Che, e portanto devia ser revolucionário pra caralho. Ai, essa pluralidade da Travessa ainda me mata.
Ao chegar em casa e começar a mexer em papéis antigos, acho um material de chapa de sindicato com a fotinho logo de quem? Sob o nome dele, um depoimento, dizendo que durante anos ele havia lutado muito pra construir a UJS em Santa Catarina e achava que agora, como membro da Fundação Municipal de Esportes (cargo de confiança) e futuro diretor do sindicato, ia ser muito melhor.
Nunca fiquei tão aliviada por ter dispensado um cara bonitão!

Ressaca, teu nome é Thais

Esse negócio de beber e comer e dançar ao mesmo tempo é muito traiçoeiro, porque veja bem, assim fica mais difícil de perceber a hora que tu chegasse no teu limite. Foi só ao me sentar durante alguns segundos pra amarrar o calçado que eu pude ir gradativamente tomando consciência do quão afetada estava pela bebida. De posse dessa consciência, percebi que aquela altura pouco importava parar ou continuar, a rebordosa era garantida. E tomei mais umas quatro (ou cinco, ou seis) até decidir fazer outra coisa.

Friday, May 20, 2011

Vai começar tudo de novo

Estava eu lá dançando com um copo de uísque com energético na mão quando sinto um chamado no meu ombro. Não uma cutucada com a ponta dos dedos: uma apertada bem gentil e bem firme no meu ombro direito. Sim, dileta audiência, essa não é difícil de adivinhar. Era o baiano protagonista de tantos posts queixosos. Agora, pasmei eu: ele se apresentou pra mim, todo feliz, perguntou meu nome, e começou tudo de novo, como se nunca me tivesse visto (definitivamente, eu faço o tipo dele). Não aguentei e já fui dizendo logo quem eu era, e ele me solta:
- Ah, mas você tá muito diferente, tá bem mais magra! Não teria como te reconhecer!
(segurem o balãozinho do ego que inflou e não cabe mais no recinto)
No entanto, completa:
- Tem que cuidar pra não emagrecer muito, senão qual vai ser a graça de te apertar?
Apesar de meio surpresa com a falta de noção de limites do bruto, ainda me dei ao trabalho de ficar explicando que não corro esse risco, que criei uma barriguinha de estimação e ela não quer ir embora, etc-etc-etc, mas que tenho uma meta bem dentro do socialmente aceito...
Ele evidentemente já não se importa mais com nada que eu possa lhe ter dito, com as centenas de ligações dele que ignorei, com os dias que marcamos de sair e eu simplesmente não apareci, com a acidez de minhas críticas à pessoa dele na época. Me tira pra dançar e começa a campanha pela conquista tudo de novo. Estou eu dançando com ele quando me dou conta que o dono daquela mão alisando meus cabelos não quer só dançar comigo; ele quer muito mais que isso, e eu não suporto ele. Estaco no meio da pista e digo:
- Então, preciso ir embora. A gente se vê por aí. Tchau!
Ele tenta me convencer a continuar dançando (será que nem dançar com ele eu podia, será que ele era assim tão mau), e eu já não escuto mais e estou cada vez mais longe, sumindo do seu campo de visão. Mal eu entro no carro e o telefone começa a vibrar insistentemente. Não olho no display, não é necessário. Já sei que vou pela milionésima vez me arrepender de um dia ter permitido que ele soubesse o número do meu telefone. E cogito pela milionésima vez se não deveria mudar de número. Estou a salvo por alguns instantes. E para descontrair e embelezar essa pessoa exausta e sonolenta, marco uma hidratação no cabelo e uma unha. Chego no salão e mal reparo que tem algumas pessoas na recepção, duas delas com pinta de vendedor dos produtos. Eu chego, e aviso:
- Oi, eu tenho hidratação com a Angelina e unha com a Eva agora, meu nome é Thais.
- Thais?
Preciso dizer que sotaque tinha?
Agora nem mais no salão de beleza tô livre do catiço.

E essa tosse

Merda. Merda de tosse. Comprei um xarope novo, antialérgico, que é muito bom segundo opiniões criteriosamente colhidas entre todos os meus conhecidos. Vou fazer mais essa tentativa.

Malvado

Malvado comprou um celular chinês pela internet. Mais de 60 dias depois, ele chegou aqui na repartição (queria muito mesmo entender o quão em casa ele se sente, pra mandar até as encomendas dele virem pra cá). Ontem passamos a hora do café toda dissecando as vantagens e desvantagens de seu novo aparelho e da modalidade de compra escolhida. Ele tá que nem pinto no lixo com o brinquedo novo e, portanto, de bom humor.

Os pensamentos que me assolam numa noite de festa

17h - não vejo a hora de ir pra casa me aprontar;
19h - está frio demais, queria muito não ir;
20h40 - eu devia usar mais essa bota, fico bem melhor mais alta;
22h - não vale a pena pagar pra entrar nessa festa;
22h20 - meia-noite eu vou embora;
22h44 - devia ter vindo mais cedo pra jantar aqui;
22h59 - não devia ter vindo de calça e bota de cano alto nesse calor;
23h10 - ninguém vai ligar essa porra de ar condicionado?;
23h28 - falta muito pra meia-noite?
00h - papaapaparamericano! Eu devia sair mais vezes;
00h28 - até que com bastante energético, eu tomo uísque bem facinho;
00h39 - como faço pra me livrar desses caras?;
1h - devia eu ter tido tamanho surto de sinceridade?;
2h - até que foi baratinha essa entrada;
2h10 - vai doer fazer panfletagem daqui a 2 horas;
4h30 - eu devia ter tirado essa maquiagem antes de vir;
7h - se eu for trabalhar agora vou morrer;
7h20 - não posso sair mais nas quintas e vir virada na sexta;
9h53 - zzzzzzzzz...

Wednesday, May 18, 2011

Os dias que compensam

Essa semana ao chegar na casa de meus pais tinham alguns regalitos à minha espera: 388g de queijo de cabra e dois alfajores, vindos de Curitiba. Os alfajores não liguei tanto, uma vez que pela composição que li no rótulo, são puro açúcar e gordura hidrogenada. Vou dar de presente. Mas o queijo de cabra, ah o queijo de cabra...

Acho que estou ficando velha I

Fui andar na Beira Rio e senti o quadril doer fortemente. Desisti de andar e já pensei mesmo que estava demorando pra dar defeito em alguma parte.
Como amanhã preciso ir pra night num aniversário, e de quadril rengo não poderei descer até o chão, estou hoje repousando. :D

Acho que estou mesmo ficando velha II

Quando vem conversar comigo um guri de 18 anos, alto forte, bonitão cheiroso e simpático. Não esses desengonçados de 18 anos: o macho alfa da escola inteira, que toda geração tem. E eu ao invés de pensar: humm, que pena que eu trabalho aqui,

Eu penso:

Que orgulho ser mãe de uma coisa linda dessas! Quero que meu filho, aos 18, seja bem assim!

Tuesday, May 17, 2011

É comendo que eu desestresso!


Há 8 anos atrás (tudo isso, meu Deus), viajei pela primeira vez para a Europa. Viajei com os pais e o irmão, em pleno junho, por 12 dias, porque meu pai tinha acumulado tantas milhas que conseguia pagar 4 passagens internacionais com elas. Ficamos o tempo todo na Itália, passseando de carro alugado pelas principais cidades: Milão, Roma, Veneza, Pisa, Florença, Verona, e possivelmente mais umas duas ou três que não lembro agora. Na época eu era muito, muito tonta. Era bem pós-adolescente, e estava só tateando nessa descoberta inacabável de o que eu gostava e o que não, e acabei não aproveitando muito a experiência. Tinha a cabeça em outras coisas: ainda bem que o tempo passa, e sem dúvida nenhuma, a única vantagem daquela mocinha de 18 anos em relação a hoje era uns 12kg a menos, e a pele um tantinho mais esticada. De resto, hoje, por incrível que pareça, eu sou mais legal, menos besta, e mais competente em t-u-d-o. Mas deixa ela lá no passado; isso tudo era prelúdio pra contar que eu, inacreditavelmente, não gostei muito da comida italiana. Achei tudo muito inusitado e diferente dos temperos e tamanhos de porções que costumamos ver aqui no Brasil, e acabava comendo em quase todas as refeições um Big Mac que custava 5 euros. Em minha defesa, a única coisa que posso dizer é que, lá, ele é do tamanho da foto =p.
Mas ainda nos primeiros dias, fomos num restaurante em Pisa que funcionava como os nossos aqui, com coisas para escolheres e pesar; pedi uma carne grelhada qualquer e me servi de "arroz". E não comi mais que uma garfada, julgando o arroz com um gosto estranho de azedo e fumaça, que não sabia explicar, mas não gostava.
Pra quem já matou a charada e tá me achando uma ignorante total, preciso dizer que evoluí um bocado e nunca me arrependi tanto de algo como de ter desprezado o único risotto italiano que comi na vida; hoje sei que o gosto "azedo" era o vinho cozido no arroz arbóreo, que a textura era o amido desse arroz cremoso e delícia, que a suposta fumaça deveria ter sido o parmesão genuíno ralado nele, que eu até então achava que era aquele farelinho nojento que a gente compra em pacotinhos por menos de R$1,00.
Essa foto esconde um pouco o risotto, que é a receita clássica, com adição de cogumelos frescos fatiados.
Apelo pra todo mundo que ainda chama de risotto aquele arroz laranjado com frango desfiado e milho de merenda de escola a não ser besta feito eu e gostar de cara de uma delícia dessas. É complexo e completo: semana passada, inclusive, foi minha refeição única de almoço.
Você precisa de:

1/2 xícara de arroz arbóreo ou carnarolli (o meu é carnarolli)
1 talo de alho-poró fatiado
2 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de vinho (branco, seco, e bom, vamo combinar)
2 xícaras de água (mas caldo de legumes é melhor)
3 colheres de sopa de parmesão ralado (ou mais, mas pelo amor de deus, me compra um pedaço e rala, tá?)
1 colher de sopa de azeite de oliva
sal e pimenta

Ferva a água ou caldo de legumes, e deixe-o quente perto da panela de arroz. Com uma colher de sopa de manteiga, refogue o seu alho-poró durante 2min. Adicione o arroz sem lavar: esse tipo de arroz precisa do amido para ficar cremoso! Uma refogada de mais 2min e adicione o vinho. Agora pode esperar evaporar o álcool, e deixar que os grãos sejam todos envolvidos pelo líquido. Em fogo baixo, pode adicionar a primeira xícara de caldo de legumes, tampar a panela e ir acompanhando o processo de cozimento, que não dura mais de 15min. O arroz precisa ficar cozido e bem cremoso, grudado por uma liga que é o amido supracitado. Cozido não é desmanchando, apesar da gosminha, os grãos precisam ter firmeza quando fores mastigar! Se ele ainda estiver com grãos translúcidos na ponta, convém adicionar outra xícara ou menos de água/caldo, sempre quente, para não desandar o ponto de cozimento. Se estiver pronto, panela desligada, adicione a manteiga e o queijo. Misture muito bem e rapidamente, porque risotto frio tem textura de reboco! Prove: se faltar sal, adicione, só agora no final, e a pimenta também. Ao servir no prato, pode usar aquele azeite de oliva que parecia sem serventia: ele não altera substancialmente o sabor, mas dá muito brilho ao risotto.
Que fome... Que vontade...

E esse frio?

Estou aqui, soterrada em Tartuffo e na outra coberta, de meias, pantufas e com o pijama mais legal do mundo que tem recheio e agasalho. Liguei a lamparina da gosma e as velas todas. Parece que não adiantou de nada!

Eu queria...

...que não estivesse tão frio;
...que, estando tão frio, eu tivesse vinho em casa;
...que hoje fosse dia 27 de maio;
...que eu não tivesse queimado toda a boca tomando aquela porcaria de mate na aula hoje;
...não estar devendo tanto dinheiro pro banco!;
...me livrar de 5 ou 6 pessoas definitivamente;
...conseguir ler o texto agora;
...poder pedir pra alguém alisar meu cabelo até eu dormir hoje!


Juro que queria muito mais, mas só por hoje me daria por contente com essa listinha aí.

Felicidade imbecil

Uma amiga que não me via há dias disse que me achou mais magra, até de rosto. :)

Não consigo me concentrar

A nível de acontecimentos, semana passada tive dois dias ainda piores que o de hoje. Mas, psicologicamente, as coisas que tive que encarar hoje foram bem piores. Queria de verdade expulsar algumas pessoas do mundo, que nem no 1984 as notícias eram encapsuladas num vácuo maligno. Não deveria sequer perder meu tempo aborrecida com essas coisas, mas como foi tudo hoje, decidi que só hoje vou deixar minha mente imaginar uma série de desfechos violentos para o caso. Amanhã é outro dia e, só amanhã, vou pensar em como reagir.

Monday, May 16, 2011

Tentativa de romper com o sedentarismo

Acho que essas últimas três semanas com o negócio da caminhada são o esforço mais sério e intermitente dos últimos sei lá, seis-sete anos? Acho que a última vez que eu praticava exercícios com regularidade foi no primeiro ano que morei na praia. Naquela época eu andava na areia e comia uma série de coisas com o rótulo de light: era um tal de pão com linhaça e não-sei-quantos cereais, era ricota, frutas e um tal de um arroz com guisado que enjoei tão completamente que nunca mais comi. Evidentemente esses hábitos não iriam se sustentar por muito tempo, porque tem dó, esses pães com mil cereais que a gente paga quase R$3,00 (às vezes até mais que isso) por ser integral e saudável, é a maior porcaria que já tive notícias. Não tem gosto de nada: nem de pão, nem de mil cereais, nem de linhaça, nem mesmo de fermento tem gosto... Mas apesar disso, era fato que eu vivia de dieta e isso tinha reflexos, um reflexo por sinal de menos 9-10kg em relação a hoje.
Todas as outras tentativas são tão frustradas que, absolutamente, não merecem nem ser lembradas. Agora, essa história que exercício dá disposição e bem-estar pras pessoas, quero muito que seja verdade, mas por enquanto, só me deixa exausta e me sentindo um peso morto que se arrasta pelas pistas das cidades. Chego em casa depois de 50min me sentindo psicologicamente melhor, por ter cumprido a meta do dia, mas fisicamente deplorável. Quase não consigo raciocinar de tanta sede, e quase não consigo beber água de tanta fraqueza. Bebo o primeiro copo com a testa encostada no azulejo frio da cozinha, de olhos fechados, tentando fazer a respiração aquietar. Tá bom, vai, a respiração tem a ver com minha recém-curada pneumonia, mas acho que a tontura e a moleza, não. Bebo o segundo já mais refeita e de olhos abertos, mas ainda com alguma parte do corpo colada no azulejo frio da cozinha, literalmente me segurando ali. Daí me atiro no primeiro sofá que encontrar, ou na cama, e levo uns minutos pra conseguir tirar o tênis e sentir aquele prazer delicioso de bater o pé descalço no chão e ir buscar o terceiro copo d'água. Quando entro no banho, sorrio intrigada com o cheiro forte de Pure Seduction, o hidratante que derrete enquanto eu supostamente derreto minhas gordurinhas de estimação.
Segundo um amigo meu mais perto dos 30 que eu, como a pessoa chega aos 30 define tudo sobre o envelhecimento dali por diante: porque dali por diante, é só ladeira abaixo. O esforço tem que ser pra chegar bem nos 30. Outro amigo me diz que a gente precisa fazer exercícios enquanto pode fazê-los, porque se deixar para começar depois que já ficou rengo da coluna, do joelho ou do que for, nunca mais vai fazer, e aí aquele projeto de ser uma vovozinha chique, ágil, espevitada e de pelancas macias vai por água abaixo.
É, acho que dá pra encarar outros 50min amanhã.

Percebi uma coisa

Adoro receber ligação-surpresa na madrugada, mas definitivamente, não de todo mundo!
Tive um sonho incrível. Aquele cara baiano que me perseguiu durante algumas semanas no final do ano passado me encontrava de novo na baladinha e esquecia que não só já me conhecia, como todo o desprezo do qual foi vítima, e novamente me abordava. Como meses se passaram e meu coração é generoso, eu acabo cedendo e a gente dá início a uma pegação descontrolada, daquelas de dar inveja em quem assiste. A gente sai do lugar e está na casa de um amigo em comum (??) e eu falo alguma coisa pra ele. Nessa hora, ele reconhece minha voz e percebe com quem está ficando - e surta. Começa a rir compulsivamente, e tenta entender como é que eu tenho coragem de estar ali com ele, sabendo quem ele é, depois de tê-lo desvalorizado tão completamente. E eu, num surto de sinceridade, explico que estava numa fase de amarga solteirice, e abri mão de todos os critérios para poder fazer isso. Ele questiona porque eu não abri mão desses mesmos critérios meses atrás, e eu, ainda vítima do mesmo surto de sinceridade, explico que quando me dei conta da dimensão do tamanho e peso do corpo dele, fiquei com medo que ele me jogasse na parede, chamasse de lagartixa e me deixasse completamente desconjuntada depois de dar uns pegas nele (infelizmente isso é verdade e passou mesmo pela minha cabeça na época - tinha certeza que toda aquela saúde e preparo físico iam me destruir). Ele, que é chato e meio maluco, mas não completamente trouxa, me larga e vai embora, sem ter conseguido concretizar o ato.
Acordei com uma sensação estranha de frustração e aí lembrei do sonho e ri uns 5min sem parar. Fui responder o recado de uma amiga minha, chamando pra comemorar o aniversário dela essa semana numa night dessas, e que é que eu vejo?
O cara confirmando presença no aniversário, e dizendo que leva com ele o mesmo amigo na casa do qual a gente vai parar no sonho. Fiquei meio tensa e resolvi pra vida que, assim que ele vier falar comigo (certo como no sonho, ele vai esquecer tudo e vai vir atrás de mim de novo, como todo bom obsecado), vou dizer quem sou eu e sair ligeiro de perto!

Cozinhando na dificuldade


Ou sendo mais precisa, cozinhando com a preguiça do lado. Tenho uma genuína obsessão por berinjelas: acho-as versáteis, ficam bem com quase tudo. Se tu és o tipo de pessoa que alega que "berinjela é amarga", apesar de desprezar levemente o seu paladar infantil que não reconhece muito mais que o doce e o salgado, e achar que perdes muito ao não evoluir para sabores mais complexos, aviso: basta cortá-las, passar um pouco de sal e esperar uns 20 minutos, e ela vai verter um líquido oleoso lindo. Pode enxaguar (se não quiser aquele sal) e comer, não tem mais amargo.
Essas aí são o resultado de um abuso contra o fogão elétrico por indução da casa de meus pais: afirmo sem nenhum medo de estar mentindo que a comida cozida no fogo é infinitamente superior. Além disso, aquelas bocas vivem encrencando com as melhores panelas, e não arrumei jeito de colocar uma chapa ainda. Então abri a misteira e fiz essa gambiarra aí. Daqui uns dias vou estar fritando ovo em ferro de passar.

Emagreci de novo!

Menos 1kg. Quanto tempo será que vai durar essa progressão de 1kg por semana? Tô achando tão motivador...

Mas o que é isso?

Sim, eu sempre (sempre, e isso é bem chato) tenho tosse durante a noite e eventualmente acordo pra um acesso mais forte. Mas acordar e não dormir mais nessa madrugada fria de 5h40 de uma segunda no outono, chovendo ainda?
Isso tem outro motivo. O vazio existencial que grassa minha existência é tão grande que me dá vontade de berrar de fome. Não acredito que fiz isso, mas ontem à noite me distraí de uma maneira tão absoluta nessa internet que esqueci de comer. Vou providenciar um iogurte, pra ver se o sono volta.

Tuesday, May 10, 2011

Os culpados


Esses aí da foto são, em grande medida, os culpados da minha bancarrota financeira. Estou numa fase daquelas tenebrosas: não comi fora nenhuma vez, não fiz compras, os estoques estão sendo todos utilizados, oferecendo caronas todas as vezes que viajo, sem sair...
Tudo isso dá um breve respiro no dia 15, quando entra o adiantamento. Mas é bem breve mesmo, uma vez que junto com o adiantamento, sai a fatura do cartão de crédito.
A única coisa que me resta, já que não tenho grana pra sair, é ler esses benditos. Vou começar.

Emagreci!

Sim, dileta audiência, na semana passada mandei embora desse corpinho 1kg e 200g! Não fiz muita coisa: só comi pizza um dia da semana (em plena segunda-feira, obedecendo a um impulso deveras pueril), e no restante prestei um pouco mais de atenção no que andava comendo. Sanduíche de uma fatia de pão ao invés de duas, priorizando os feijões e não os macarrões no buffet da repartição, mais iogurte nos lanchinhos intermediários (sofri intervenção de uma amiga gentil e preocupada que me evidenciou que deveria romper definitivamente com as bebidas de soja), e por aí vai. Também andei um pouco, na Beira Mar quando em Floripa, e na Beira Rio quando em Joinville. Mas pouquíssimo: não mais que meia hora, alguns dias menos até.
Me pesei no domingo de manhã ainda em jejum, data e horário escolhidos para fazê-lo regularmente; um amigo meu formado em EF me explicou que a gente precisa atentar para coisas desse tipo, do contrário oscilações decorrentes da última refeição podem ainda se fazer presentes. Fiquei toda motivada! É lógico que os primeiros são sempre mais fáceis de ir embora, e eu me propus a perder 8kg. Faltam mais de 6kg ainda, e na primeira semana tem o lance da retenção de líquidos. Essa semana aumentei levemente o tempo da caminhada pra 45min, mas sei que o máximo dessa progressão é chegar a 1h. Se não por nada, porque tenho uma vida, e preciso de tempo pra tocá-la. De modos que vou precisar intensificar o ritmo de alguma maneira, ou então não vai mais funcionar muito daqui a pouco...
Apesar de tudo isso, estou feliz que nem pinto no lixo. Eu finalmente emagreci! Saí daquela marca nefasta de mais de 68kg (é, senhores, o mal de quem tem um pouquinho mais de estatura e biótipo de "comprido" é que a gente passa impressão de magra mesmo quando não é) que vinha me deixando altamente deprimida. Vou comer um caqui pra comemorar :)

Friday, May 06, 2011

Um acidente de percurso

Compromissos me levaram a dormir na casa de amigos para acordar às 3h40 da madrugada. Conversei tanto que não dormi, e fui direto ao tal do compromisso. Ao voltar pra casa, não tirei as lentes pra dormir, pois precisava vir trabalhar 7h27, tinha no máximo 1h e meia de sono. Obviamente eu dormi umas 2h20min, mas quando abri os olhos, a realidade bem cruel era que não tinha como abri-los: pelo sono absurdo, e pela lente.
Oh shit.
Cadê o colírio? Lá no chão da casa do meu amigo! Que fiz eu? Fui no banheiro do meu pai pegar um gole de colírio emprestado. Não tinha Renu nem Clens, tinha um branco com pinta de remédio, mas pensei eu, foda-se, preciso hidratar essa porra, vou pingar o remédio mermo e qualquer coisa eu curo meu olho de alguma coisa (que ele não tem).
Bad, bad idea. O colírio pingou e entrou rasgando o meu olho de fora a fora, fiquei sinceramente na dúvida se não havia pingado uma gota de álcool direto em cima do olho, tamanho o ardor, desconforto, irritação e vontade de arrancar ele fora de órbita que me deu. Pularia pela casa se não estivesse com chumbo nas pernas por causa do sono.
Em lugar disso, fiquei esfregando-o e chorando enquanto procurava um colírio mais inofensivo. Achei o Renu lá em cima da mesa da cozinha e aliviei o olho.
Apesar disso, ambos continuam ardendo, só que agora, de sono mesmo.

Saudade quero ver pra crer, saudade de te procurar

Já ouvi várias mães, principalmente de filhos bebês, dizerem que simplesmente não ouvem mais choro de criança nem berro. Houve um período em minha vida em que eu tive a oportunidade mais gostosa do mundo, que foi a de conviver com uma casa cujo nível de fofurice era altíssimo: dois bebês recém-nascidos, uma menina de 3 aninhos, um de 5, quatro pré-adolescentes (10-12) e uma adolescente de 13, mas com idade mental de oito.
Eles eram lindos. Eles eram lindos, fofos, gostosos, tinham risadas, passinhos, gargalhadas, camisetinhas fofas, pirulitos, musiquinhas, desenhos e brinquedos.
Isso não muda o fato de que eram altamente barulhentos. Gritavam, às vezes esperneavam, choravam, brigavam entre si e com a gente. Nunca esqueço do dia em que estávamos juntos na praça e eles andavam à minha roda, gritando "ô tia, ô tia!" tentando disputar a minha atenção, e eu conseguia ouvir só um, enquanto os outros se destemperavam de berrar por mim. Notei pela cara de espanto que trauseuntes fizeram, que o barulho devia ser ensurdecedor. Só que acho que não me afetava, eu já havia ensurdecido...
Fico me perguntando se algum dia lembrar desses rasgos do nosso antigo cotidiano não vai mais me fazer bater as pestanas mais rápido.

Thursday, May 05, 2011

Minha nova colega

Minha nova colega de repartição é tão bonita que me deixa deprimida. Só de desgosto eu comi um bombom recheado de doce de leite inteirinho, o que pra quem me conhece sabe que é um recorde, uma vez que eu odeio doce, odeio bombom, odeio doce de leite e odeio com força tudo isso junto. Mas o povo tem razão, tem horas que só o açúcar salva. E olhar essa moça de cabelos pretos, compridos e lisos, que tem corpão, quase 2m de altura e é simpática e gente boa, certamente me deixa precisando de um açúcar!

Malvado


Malvado, pra quem não lembra, é o empregadinho do Coração Gelado, vilão maior dos Ursinhos Carinhosos. O Malvado não era a cabeça pensante do lado vilão da história, mas se regozijava imensamente com o terror que causava aos ursinhos.
Aqui na repartição existe um cara muito parecido com o Malvado: ele é quase um comedor de ratazanas, mas também é comido às vezes, e faz muitas maldades cumprindo ordens do verdadeiro vilão. Ele parece bastante com o Malvado principalmente quando ri: tem uma risada fugidia, de canto, baixinha, de quem se diverte por dentro quando faz alguma maldade. Ele tenta ser uma pessoa legal, de valores legais, mas a verdade bem sincera é que ele passou totalmente pro lado do mal. O seu micro-poder, de admoestar as pobres ratazanas, de poder denunciá-las às instâncias superiores quando fazem alguma coisa errada, e principalmente, de brigar com os adolescentes, o tornam uma criatura bastante irrascível. Malvado é muito estressado: já atende ao telefone suspirando, faz caras assustadoras sempre que alguém o chama e ele está muito concentrado em alguma coisa, e já está aqui há tantos anos que perdeu completamente a fronteira. Age como se fosse a extensão da casa dele, muito à vontade para nos brindar com seus chiliques e humores ruins quando os têm.
Malvado convive intimamente comigo, pois eu assumi o seu cargo, quando ele, igual à Hipopotinha (com quem forma família), foi promovido a comedor de ratazanas. Portanto, passo muitas coisas com ele.
Hoje, por exemplo, Malvado está taciturno. Ele tem seus dias, seus momentos. Até o final do dia, deve vir me procurar com alguma história nova.

Cortei o cabelo

E sempre fico meio triste quando faço isso. Sei lá, sabe? Parece que mandei tipo um rim embora.

Na repartição

Fui incumbida de ensinar uma funcionária algumas de minhas funções. Durante três tardes por semana, será "delegado"a ela uma série de responsabilidades. Anseio para que este seja o primeiro crec da minha crisálida que me levará a daqui a pouco bater asas feito uma mariposa!

Voltando aos tempos do 145

1997:
145 pra quem é jovem o suficiente pra não conhecer, era uma espécie de bate-papo por telefone, também conhecido como Disk-Amizade, pro qual você ligava, pagava o preço do pulso local e trocava ideia com as pessoas que também estivessem na linha. Se você curtisse alguém, você chamava a telefonista, ela imediatamente atendia e pedia para ser colocado em linha particular com a outra pessoa. Era uma ferramenta anterior à internet, e era comum tu encontrares as mesmas pessoas nas linhas, exatamente como anos depois a gente "encontrava" as pessoas nos canais do IRC. Particularmente eu pouco andei pelo 145, acho que devo ter feito umas 4 amizades no máximo e ter marcado uns dois encontros, se muito. Conheço no entanto pessoas que fizeram inúmeros contatos - uma vizinha minha inclusive arrumou uns 10 namorados pelo 145 e vivia às turras com a mãe dela por causa das contas telefônicas elevadas (afinal, aquela época ainda especificava o valor do pulso e não tinha pacotes promocionais de milhões de operadoras diferentes). Era comum no 145 a gente perguntar o nome, a idade e o bairro onde a pessoa morava.
(...)
(...)
(...)
2011:

Show do Vitor&Léo na Festa do Maracujá, em Araquari. Eu acompanhada de dois primos e uma tia de meia-idade. Eu olho pra trás, tendo uma panorâmica do lugar, e continuo vendo o show. Dali uns dois ou três minutos, olho de novo. Chega um amigo meu para conversar e passa algumas músicas ali do meu lado. Meu amigo sai e eu sinto uma cutucada no ombro, nítida e insistente, tem um dedo indicador knocking me. Alguém me chama. Olho pra trás e tem um garoto, juro que não mais que um garoto, se fosse fuçar talvez descobrisse que é até menor de idade. Olho pra ele com cara de "oi?":
- Ei, o barbicha (meu amigo) é teu namorado? (BERRANDO no meu ouvido)
- Quê? (cara de choque, ultraje, de abuso)
- É, aquele cara com quem tu tava conversando, ele é teu namorado?
- Não, o que que tem? (cara de estranhamento misturado com pré-desprezo)
- Ah, é que tu me olhou já três vezes, eu comentei que tu tava me olhando e tu me deu uma risadinha, por isso te chamei...
- Quê?! (cara de choque, ultraje, abuso, e desprezo completamente formado)
- É, eu vi, falei contigo, tu riu pra mim...
- Olha só, isso não aconteceu. Não mesmo! Se eu olhei pra trás, foi pra ver o que tinha atrás, não uma pessoa específica, não voltei a te olhar muito menos dei risadinha, isso é um engano... bla-bla-bla
- (me cortando) Tá bom, tá bom, vamos começar de novo! (Beijo na bochecha) Eu sou o Rodrigo, muito prazer, qual o seu nome?
- Thaís (cara de abuso total)
- De que bairro você é?
- Sério isso? (cara de abuso, ultraje, choque, desprezo amadurecido, impaciência...)
- Sério, sério isso. (cara de auto-confiança de quem recebeu três encaradas e uma risadinha)
- Bucarein.
- Eu moro no Fátima, conhece?
- Mais ou menos.
- Pois é. Você está com seus amigos...bla-bla-bla
- (cortando ele) Olha só, desculpa eu te dizer. Mas eu vim aqui pra curtir o show, e estou perdendo ele enquanto a gente conversa. Tá começando a minha música preferida e eu já perdi outra que gosto muito enquanto a gente se falava. Tchau tá?
- Mas...(cara de indignação completa, além de surpresa)
- É isso mesmo. Tchau!
Um minuto depois, um cutuco no meu ombro de novo. Ow shit, someone`s knocking again. Já viro com ar de mofa, crente que ia encontrar o Rodrigo do Fátima. Não é ele, é o amigo dele:
- Meeeeu, como tu teve coragem de cortar ele assim?
E o Rodrigo do Fátima chega quase na voadeira em cima do amigo:
- Não, não, deixa ela que ela tá se achando. Tá se fazendo. Deixa, deixa.
Eu viro pra frente e continuo vendo o show. Mas cada dia mais eu penso se não devia gostar de mulher.

Errei de novo

Ontem saí com uma calça e uma blusa cujas mangas vão até o cotovelo. Praticamente pereci de calor no sol da tarde. Hoje resolvi radicalizar e estou aqui sem casaco, com uma blusa cujas mangas mal cobrem os ombros. Minha sorte é que eu trabalho de jaleco e que posso climatizar a minha sala na repartição do jeito que eu me sentir melhor.
Agora, outono é isso mesmo né? Nunca saber qual estação do ano vai passar por ti durante todo o dia!

Wednesday, May 04, 2011

Tartuffo

Tartuffo é o nome de meu novo cobertor. Ele é rosa-velho com estampas de rosas vermelhas, macio, gostoso, leve, e de casal - apesar de eu usá-lo numa cama de solteiro. Ele é uma delícia. Me envolvo nele como se fosse o abraço mais delicioso do mundo, um abraço de vó. Parece que estou no meio de uma nuvem rosada.
Eu amo Tartuffo de maneira impetuosa e apaixonada: minha vontade é ficar só com ele, obsessivamente me enovelando na sua maciez e leveza infinitas, dizendo a ele como quem murmura: ei, você é tão macio... Hummmm...
Eis que o despertador me arremessa violentamente ao mundo real, ao mundo da terra. E para me mostrar que nem tudo a gente resolve com um cobertor gostoso, acordo com uma crise resplandecente de enxaqueca. Três Neosaldinas depois, começo a tomar consciência de mim mesma. Mais outras quatro e consigo me levantar. Enquanto digito essas palavras, me pergunto se não deveria tomar só mais uma.

Monday, May 02, 2011

Macarrão com camarões e abobrinhas


Segunda-feira é o dia internacional da dieta e da vida nova. Pra mim, também. Estou tendo um dia de "pegar leve", bem diferente dos últimos. Combinei comigo mesma que na próxima viagem que vou fazer (daqui a 26 dias), quero estar diferente de hoje. Então comecei com os mais antigos planos da Humanidade, e vamos ver quantos dias eles duram. Andei ficando meio sem grana (inflação filha da puta vai me fazer gastar as calçolas em combustível), e estou negociando comigo mesma algumas concessões na eventual queda de qualidade dos gêneros alimentícios. Retomei com o suco de soja de caixinha, vou recomeçar com alguns não-orgânicos supostamente menos piores. Óbvio que o azeite continua extra-virgem, a massa ainda é Barilla, o tomate ainda é orgânico. Mas talvez o pãozinho possa ser do mercadinho de coisas naturais, o papaya possa ser do supermercado mesmo, e os caquis e tangerina só aparecem nessa época do ano mesmo, então devem ser um pouquinho menos bombados. Viva eu e eles!
Esse macarrão é excelente para servir a qualquer visita, e é uma escapolida para dias em que só carboidratos salvam.

Macarrão com Camarões e Abobrinhas

100g de massa fresca (foi talharim)

Molho
100g de camarões já limpos
1 abobrinha pequena, cortada em rodelas
1 dente de alho picado
1 colher de sopa de farinha de trigo
pimenta do reino moída na hora
sal
1 espremida de limão

Preparo

Enquanto a massa cozinha, você refoga em azeite de oliva o dente de alho por uns dois minutinhos.
Adicione em seguida os camarões, até ficarem rosados.
Em seguida, coloque as abobrinhas e deixe que elas soltem água e que esta evapore quase completamente. Quando estiver nesse "quase completamente", adicione o limão.
Já em seguida coloque a farinha e mexa bem e vigorosamente, para que não crie bolinhas - ela vai criar uma espécie de gominha cremosa.
Sal e pimenta só no final e pode desligar tudo e misturar à massa já cozida - aqui não tem tempo perdido, é ótimo!
Isso é uma porção para uma pessoa gulosa feito eu, ou para duas mais civilizadas.

Blog Archive