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Thursday, March 31, 2011

Geleia de morangos estreando a panela de cobre!






Sou uma blogueira muito mais leitora que escritora. Fico na minha lista de leitura o dia todo, e embora nunca (ou quase nunca)comente, leio alguns obsessivamente.
O La Cucinetta é assim: tem um zilhão de receitas que me fazem babar, e me vi gradativamente guardando tudo em vidros antigos, e usando o mercadinho dos orgânicos com uma frequência incessante. Sempre tenho caldo de legumes, sempre anseio por aqueles sabores que se revelam nas receitas, e deliro de felicidade de pensar em fazer as minhas próprias "coisas" como pão, sorvete, e por aí vai.
Nesse espírito, comprei lá os meus moranguinhos de Rancho Queimado, e eles estavam terrivelmente azedos. Os mais maduros estragaram antes de ser doces. Decidi que era tempo de a) estrear minha panela de cobre, e b) tentar minha própria geleia!
Ganhei essa panelinha de cobre de meu ex-namorado que ainda mora em BH. Fiquei preocupada em não ter a minha própria, porque andou rolando um papo de que a Anvisa proibiria a comercialização delas. Recorri àquele que durante alguns anos foi meu companheiro de compras no Mercado Central, cobaia de receitas (tudo bem, vai, na sua grande maioria, bem-sucedidas!), parceiro de tentativa de horta doméstica e muitos outros desafios que a vida de recém-juntados nos podia oferecer. Sabia que só ele se disporia a pegar um ônibus, pagar a panela e guardá-la nos seus guardados até poder me entregar um dia, porque ninguém mais naquela cidade me entenderia (ou eu teria cara de pau de pedir). Foi exatamente o que ele fêz. Discutimos preços e tamanhos, minhas preferências, aspirações com relação à panela, e no fim, ele a adquiriu e deixou guardada durante longos meses lá na sua nova casa. Um dia ela chegou, e eu fiquei novamente paralisada e feliz, com ela em casa, só feliz pelo fato de tê-la, sem me preocupar em fazer nada. O mais importante é que, caso eu quisesse, poderia cozinhar numa panela de cobre! Eu sei que esse é um traço estranho de minha personalidade. Mas seguindo com a história, resolvi juntar a estreia de minha panela, com uma receita boa e executável, e os morangos que eu tinha.
Inacreditável.
Dessa vez eu tinha os ingredientes, uma balança de cozinha, uma panela adequada, tudo conspirava, e eu ia ter a minha geleia!
Na realidade, algumas coisas me preocuparam: a geleia ficou extremamente doce, e eu numa ânsia de consertá-la para meu paladar, adicionei água e levantei fervura nela. Demorou vários minutos, e a panelinha transbordou também. Não rendeu muito: no final eu pesei 50g de geleia, sendo que usei 200g de ingredientes, mas preciso dizer que ela é saborosa, e, a maior vitória nesse caso, tem gosto e aspecto de geleia. Super Thais!

Geleia de morangos

100g de morangos cortados pela metade (grandes pedaços, pois eles reduzem demais!)
75g de açúcar cristal orgânico (para o meu gosto)
1 rodela de limão siciliano, com seu sumo e suas raspas
50ml de água
Misture tudo e deixe cozinhar :)
Não tirei espumas durante um longo tempo não, porque elas eram mais rápidas que meu movimento de tirá-las. Mas passei o tempo todo mexendo a geleia e destruindo as espumas. Vai longe, até evaporar a água e termos uma consistência minimamente possível de se colocar no pão, creio que quase 60min. Mas acho uma alternativa muito mais digna que comprar no supermercado.

Friday, March 25, 2011

Já houve um período grande em minha vida no qual eu só cuidava de mim: de minha alimentação, de meu sono, de minha saúde, de meu crescimento intelectual, de meus conflitos internos. Nesse tempo eu dormia muito mais que 8h ao dia, pensava muito em mim como no centro de todos os processos que aconteciam no cotidiano, fazia compras na feira e não tinha conflitos intestinais, azia ou enxaqueca. No entanto, sempre acabava não dando cabo aos meus projetos, não tinha tanta evolução intelectual assim, nem conseguia compreender muitos dos meus conflitos internos.
Hoje em dia eu corro demais: eu mal como, mal durmo, mal trepo, mal sou feliz. Sempre pensando em outras coisas, sempre construindo cotidianamente um projeto futuro que, acho eu, vai emancipar e libertar não só a mim, mas a todo mundo. No entanto, sou mais ágil, meu aprendizado é aceleradíssimo, minhas escolhas são mais ponderadas, os projetos vão adiante, e os conflitos internos quase nem existem.
No entanto, algumas semanas da nossa vida a gente se sente mal, se paralisa, e se coloca em situações muito desconfortáveis. Que nos faz querer vestir o pijama, tomar ali uma tigela de caldo vendo comédia na TV. E só cuidar de si próprio.
Preciso, nessas horas, me lembrar do quão isso não funciona, do quão cuidar de mim não resolve meus problemas. Pelo contrário, às vezes os aumenta. Mas só pelas próximas 36h, eu vou meter o pijamão e cavar na ostra, até achar de novo a pérola.

Thursday, March 24, 2011

Sabe, eu acho que se trabalhar com centenas de adolescentes não te fazem dar risada, mas pelo contrário, só te faz sentir mais raiva e vontade de punir a todos, é melhor abrir um outro negócio. Às vezes eu contemplo a reação de algumas pessoas e me pergunto pra quê tanta maldade.

Friday, March 18, 2011

Passou, passou

Quarta-feira recebi uma ligação que há algum tempo esperava receber; não que eu soubesse muito bem o que queria com essa ligação, mas ela veio quando eu não prestava atenção em meu telefone, e ao retorná-la, ninguém atendeu.
Ontem aqui na repartição bem no meio de um atendimento, toca novamente e é a mesma pessoa: assim que eu atendo, minha bateria cai. Retorno instantes depois, para saber se era algum assunto específico (mas já sabendo que não era), e para explicar que não poderia atender naquele momento. A pessoa primeiro finge estar retornando uma ligação minnha, depois admite ter me telefonado e tenta puxar assunto, explicando que gostaria apenas de jogar conversa fora. Eu explico que naquele momento não posso, e que torno a ligar assim que puder.
Isso em meu mundo significaria telefonar lá por sábado que vem, isso, daqui a 8 dias, pois os próximos serão intensivos. Então hoje no trajeto casa-repartição ensaiei uma conversa. Então hoje no horário do almoço cogitei a possibilidade de escrever um e-mail explicando essa situação de não poder ligar, apenas para criar o canal do diálogo novamente.
Então, miraculosamente, cansei.
Eu sou uma pessoa apegada ao passado, nunca esqueço do que me fazem, ainda mais se achar ruim. Sempre gostaria de provar àquela pessoa qualquer o quão equivocada estava ela naquela situação tal. Quando ainda quero provar algo à pessoa, ela pode se sentir feliz: demonstro que estou me importando com o que ela pensa.
Agora, um acontecimento que surpreende de fato muito desavisado é o que aconteceu hoje na hora do almoço: dissipou-se tudo sem deixar vestígio. Não vou retornar. Nem atender. Nunca mais. E sei que isso vai surpreendê-lo de início, até perceber o que aconteceu. Vai parecer punição, vingança. E só vai realmente cair a ficha quando deixar claro que não vem mais ao caso. Quando passa, passa assim.
Escancarei as janelas pro futuro. Pode vir!

Hipopotinha


Hipopotinha é uma das novas comedoras de ratazanas aqui da repartição. Resolvi chamá-la assim porque não consegui encontrar animal mais parecido com ela que o hipopótamo, apesar de seus amigos animais não serem de fato comedores de ratazanas. Hipopótamos são vegetarianos. Ela não se assemelha muito com o hipopótamo real, a não ser em seu tamanho, mas me lembra muito, muito mesmo, aqueles desenhos fofinhos que a gente associa a hipopótamos. Hipopotinha é grandona, altona, e é bastante obesa também; ao mesmo tempo é sorridente, tem rostinho simpático, bochechinhas rosadas e sardentas, pele branquinha e leitosa, e um jeitinho mimoso de ser. Hipopotinha já tem anos de repartição, mas só no final do ano passado foi promovida a comedora de ratazana.
Confessou sentir medo, receio, não se sentir apta a liderar e mandar, mas também insegura de findar por perder sua fonte de sobrevivência, caso não passasse a comer ratazanas. E assim, lá foi Hipopotinha, fazer o seu trabalho novo. Não teve aumento salarial nem nada nesse sentido, se sente muito usada e explorada, mas é impressionante como Hipopotinha, apesar de tudo, tem gostado de comer ratazanas. Hoje em dia é comum ouvi-la falar mal de uma ratazana para outra, para outros comedores de ratazanas, e por aí vai. É incrível como mesmo sem ganhar nada pra isso, ela come as ratazanas até se fartar. Chega de capim e coisas imbecis que hipopótamos comem: Hipopotinha come ratazanas! E se regozija disso!
A vida na repartição está cada dia mais wild life. Estamos in the jungle.
Esperem só pra conhecer os novos componentes da fauna e flora!

Thursday, March 17, 2011

Seria trágico, se não fosse cômico

Gulipa, o cachorro vira-lata de minha tia favorita, serzinho intratável de aproximadamente 16 anos de idade, finalmente nos deu adeus. Minha mãe acaba de telefonar avisando que a crise é grande; essa minha tia, que tem idade para ser minha avó, casou-se com um homem já de filhos criados, e ficou a vida toda afogando a frustração nos mais variados temas. O mais perene (depois de mim, é claro), é o tal do Gulipa, que foi tratado melhor que muito ser humano. Gulipa era voluntarioso, maleducado, latia alto e inconvenientemente, obeso e perebento. As duas últimas características foram adquiridas através de muitos mimos: meus tios nunca conseguiram lhe dizer um não naquela fuça comprida, e ele comia de um tudo. Deu no que deu: os pêlos do bicho viviam emperebados, ele tinha colesterol, problemas de coração, e nos últimos 4 anos, tremelicava as perninhas todo. Sei que é um quadro digno de pena, mas o cachorro era tão mimado que o que causava, na maior parte do tempo, era raiva. Mordia se houvesse maneira, rosnava, latia sempre que algo lhe parecesse estranho. Há mais de dez anos, minha tia não descobria os sofás, e todos os cômodos continham lençóis ou acolchoados, para que os pêlos de Gulipa não infestassem a mobília de seus lindos apartamentos.
Hoje, dizem quem já a viu, que está em profundo desespero, chorando enlouquecida e histericamente desde o raiar dos dias, dizendo que "perdeu o filho". Imagino que para ela doa assim mesmo. Será árdua a tarefa de consolá-la diante da grande perda, e como é minha parenta e não nega, adora um drama. Coitada, é minha parenta e não nega, já deve estar explodindo de sinusite, de tanto chorar, a essas alturas. Estou pensando em levar meu cachorrinho para ela brincar e se distrair um pouco. Será boa ideia?

Wednesday, March 16, 2011

Todos os comedores das ratazanas grandes da minha repartição encontram-se na sala ao lado definindo seus orçamentos milionários. Sinceramente, quero que eles se fartem de comer ratazanas. Se far-tem.
Pra mim, que sou só uma pequena, das mais raquíticas ratazanas, fico feliz com um farelinho de biscoito ou uma lasquinha de queijo. E aguardo pelo dia em que, de ratazana, serei promovida a uma livre mariposa novamente.

Reiniciaram-se as aulas

E eu percebi que havia sentido bastante falta delas. Tive boas ideias e boas conversas em sala, tive novas ideias de leitura e objeto de estudo, tive um conflito que outro, mas no geral foi excelente poder voltar. O mestrado não é exatamente um desafio intelectual, mas certamente promove um mergulho bem mais profundo que os que eu daria por conta própria. Só peguei duas disciplinas, mas acho que fiz boas escolhas. Já tenho muito o que fazer até a semana que vem!

Friday, March 11, 2011

Na repartição

Semana passada ganhei um mimo daqueles ultra-especiais de um cálega de repartição: de tanto me ouvir falar entusiasmada dos alimentos orgânicos, e procurá-los obsessivamente, ele resolveu me doar uma sacola com um cacho de bananas cultivadas no sítio da mãe dele, no distrito de Pirabeiraba, aqui do lado de Joinville. Fiquei encantada com a singeleza do gesto dele, que costuma trazer também bolos e tortas de bananas deliciosas pelo menos uma vez por semana, e todo mundo se delicia.
Mas como nem tudo em meu mundo é perfeito; muito pelo contrário, vivo me superando na tolice, eu fui passar 5 dias fora da cidade e deixei meu cacho de bananas sobre a fruteira, e na quarta-feira elas estavam sombriamente enegrecidas e molengas.
Como tenho horror a todo e qualquer desperdício, principalmente de um ingrediente de altíssima qualidade, adquirindo status de iguaria pelo fato de ser orgânico, decidi que prepararia um bolo com elas. Quarta-feira havia chegado quase 11h da noite em casa, trabalhei ontem o dia todo e ainda tomei muita chuva e engarrafamento ao voltar. Mas sabia que as bananas não esperariam mais nem um minuto. Elas estavam me esperando já há sete dias.
Executei esta receita aqui.
Aliás, esse blog pra mim é fonte de inspiração constante! Fiz num tabuleiro único e ele ficou fininho, e no fim achei que poderia ter colocado mais bananas, para que a massa ficasse mais umedecida. Comi vários pedaços em casa, dei para minha amiga Ana, que dormia lá depois de fazer minhas unhas, e cortei o restante em quadradinhos e trouxe para a repartição.
Deixei o pote quietinho sobre a mesa e esperei o vaivém dos professores, e alguns começaram a experimentar. Chegou o presenteador das bananas, que mordeu e disse que estava ótimo, principalmente quando ele mordia as nozes. Ainda comentou que não havia acreditado quando alguém disse que eu havia trazido um bolo com uma espécie de "castanhas", porque era um ingrediente caro, e isso seria 'atirar pérolas aos porcos'.
Não vou negar que tive dó de jogar na mesa um bolo feito com favas de baunilha, ovos caipira, bananas orgânicas e nozes. São muitas pessoas, tudo muito rápido e impessoal na hora do lanche, e tendo a achar que ninguém valoriza muito não. Mas como havia resolvido praticar um pouco de desapego, e por não poder escolher outras pessoas com quem dividir minhas receitas-teste, é aqui mesmo que distribuo quando faço coisas em quantidades muito grandes. No final, de manhã o bolo foi quase todo consumido, e à tarde restavam somente dois quadradinhos, que quem comeu fui eu mesma. Analisando que eu queria muito comer o bolo, precisava gastar as bananas, mas ninguém em minha casa comeria e eu sozinha comendo-o seria um despautério, acho que posso fazer isso mais vezes, se encarar da seguinte maneira: estou ofertando aos demais aquilo que eu quero comer, mas que sozinha não poderia. Eu lhes ofereço comida de qualidade inquestionável, e eles me devolvem com o consumo mais acelerado destas receitas que pressupõem muitas porções.

Preciso de novos projetos

Já que minha vida pessoal anda mesmo cada vez mais pública e notória, deixa eu contar tudo. Minha semana é dividida ao meio: de sexta à quarta-feira, me encontro em Floripa fazendo mestrado, e de quarta até sexta-feira, em Joinville, onde trabalho. Isso demanda uma precisão milimétrica nos cálculos de tempo para cada coisa, os melhores horários para viajar, as coisas que vou precisar em cada casa, e por aí vai.
Em Joinville fico na casa de meus pais, onde conto com infraestrutura decente de eletrodomésticos e não preciso me preocupar com fazer compras, cozinhar ou quaisquer outras tarefas domésticas; em Floripa, por sua vez, divido casa com outras 4 meninas e mantemos uma escala mirabolante de faxinas e de tarefas.
Existe, no entanto, um traço em comum entre ambas as minhas casas: uma falta de espaço crônica, com a qual não sei muito bem como lidar. Sou uma pessoa que gosta de ter coisas em casa que poderiam ser facilmente enquadradas no padrão coleções bizarras, só pelo alívio que sinto ao pensar que tenho aquela determinada coisa em casa. Por exemplo: há uns dois anos, inventei que queria ter uma coleção de DVD`s em casa, com filmes que eu julgasse importantes de serem assistidos mais de uma vez, e assim padeço com um saco plástico sofrível cheio de DVD`s gravados, originais, falsificados e até inabilitados para uso, dos quais até hoje assisti no máximo uns 4. Também tenho mania de colecionar textos impressos de legislações pertinentes à minha prática profissional, além de alguns clássicos da área, e o que posso dizer sobre eles é que se encontram completamente desorganizados incomodando por todos os lugares onde vou, e sempre que preciso estudar para algum concurso ou fazer uma consulta em caso de dúvidas profissionais, eu recorro à internet. Fora isso, também tenho um siricotico de achar ruim não usar os dois lados do papel, e tenho uma pilha ameaçadora de papéis os quais não me servem mais, mas que, ilusão minha, uma hora dessas irei usar para imprimir coisas no verso (?). Tenho uma série de cadernos que nunca foram completamente utilizados em suas páginas, cadernos estes que tenho a ilusão de um dia revisar e pôr em uso. Honestamente, não sei porque eu acho que as minhas anotações feitas em sala de aula lá em 2002 poderiam me servir para alguma coisa ainda hoje. Tenho ainda uma série de cosméticos de qualidade muito questionável, que comprei porque estavam em promoção ou num momento de desespero de não achar o que realmente uso, e assim acumulo potes cheios de creminhos de todos os tipos, para o dia em que eu não tiver dinheiro pra mais nada, usá-los. Nesse inventário me lembro de um pote de máscara capilar de 500g com mais de quatro anos de idade, um tubo de condicionador que fez muito mal ao meu cabelo, mas que o conservo para quando acabar o que realmente uso e não tiver outro, tem ainda um pote de pomada finalizadora que comprei para usar quando não tiver finalizador de silicone, um tubinho de óleo mineral com a mesma finalidade, um frasco de hidratante corporal sabor lavanda que acho fedido mas tenho dó de tacar fora porque foi presente de uma pessoa querida, todos os potes de sabores da Victoria`s Secret que meu pai me trouxe e que eu não gostei, mas que mesmo assim eu abri para experimentar (e por isso agora não podem mais virar presente), nem são usados por mim enquanto não acabarem os meus sabores favoritos, uma maleta de maquiagem completa que não lembro de sua existência, duas paletas de sombra de marcas carésimas, milhões de pequenos duos de sombras de marcas nacionais, pincéis já há muito descartados do tempo da pintura em madeira, mas que guardo para dar fundo em peças escuras (peças estas que nunca existiram além de minha imaginação), decoupagens dos mais variados temas que também não lembro de levar à aula, peças ainda cruas que deixo para "quando surgir um aniversário repentino", retalhos de tecidos que quero aproveitar não sei bem no quê nas aulas de patch (abandonadas há quase 5 meses), livros comprados em feiras que até hoje não encontraram lugar em minha cabeceira, roupas que parei de usar quando engordei, mas que mantenho na esperança de voltar a usar quando (e se) voltar a caber nelas, calçados que considero importantes para uma coleção, mas que concretamente, alguns não uso sequer uma vez ao ano, objetos de utilidades domésticas ou coisinhas cuti-cuti que resolvi colecionar e que trago de minhas muitas mudanças, perfumes pela metade cujos frascos tenho dó de colocar fora, mas que não borrifo há mais de dois anos...
Tá entendendo o meu drama?
É óbvio que com toda essa parafernália, não há lugar para que eu possa viver feliz. Em Joinville, tenho uma cama de casal que só durmo de um lado, por que não consigo nunca desocupar o outro lado, e isso me deixa sem poder ter escrivaninha ou armários. Em Floripa, tenho uma caminha de solteiro e nenhuma gaveta, e fico contemplando as coisas soltas sem saber onde acondicioná-las. Sei que tem muita gente que pratica o desapego com bem mais facilidade que eu, e que seria excelente pra mim conseguir fazê-lo. Mas a bagunça chegou num nível tal que até arrumar um só destes setores pode virar drama real!
Resolvi iniciar uma campanha: a campanha em que acabo com o que sobra e faço o que prometi fazer não sei quantos anos atrás, desde que isso seja importante. Como ando atribulada nos dias, e amanhã estarei em Flops, devo atacar primeiro aquele flanco lá. Vai ser profundamente doloroso me desapegar destas coisas, e não vou negar, muito trabalhoso também. Mas Thais precisa sentir que finalizou suas tarefas, senão a vida não anda pra frente!
Quem viver, verá.

Thursday, March 10, 2011

Minha garganta também pede ajuda

Estou há varios dias sem voz, resultado das pancadas ocasionais de chuva no carnaval, fora todos os maus hábitos cultivados numa vida inteira desregrada, e que foram a tônica do feriado como um todo. Por sorte, não há nenhum resfriado, só aquela tosse seca muito irritante e uma rouquidão que me acompanha. Receio que minha garganta também não sinta falta do Carnaval...

Meus cabelos padecem

Padecem de dificuldade de se manterem numa posição que faça sentido, depois de peruca, chuva, espuma artificial de neve, mar, vento, fumaça, e todo o resto.
Definitivamente eles não sentem falta do Carnaval.

Sinto falta do Carnaval

Nele, além de não trabalhar, pouco dormir, muito beber-cantar-beijar-e-beber, meu celular cada vez que eu olhava tinha no mínimo uma chamada perdida. Agora, infelizmente, a última chamada que eu recebi foi às 17h30 de ontem.
E contrariando todas as expectativas, tendo em vista a minha tremenda dificuldade em conseguir realizar as atividades mais simples quando se trata das interações homem-mulher, consegui arregimentar companhia de olhos arregalados para a noite retrasada!

Tuesday, March 08, 2011

Todo carnaval tem seu fim

E parece que o meu, apesar de hoje ainda ser terça de carnaval, já deu o que tinha que dar de atividades momescas. Foram muitos blocos, foram muitas marchinhas, perucas, máscaras, purpurinas, dancinhas, beijos, cervejas, enxaquecas e espumas. Infelizmente a chuva consolidou como perene e deve estragar a última noite ao ar livre, o que me deixa meio entristecida mas também aliviada. Estava cansada!
Tudo que preciso agora é de um pijama, um chá e uma rotina nova. 2011 vai começar!
(Ok, troco a alternativa acima por um passeio com dois olhos castanhos arregalados.)

Thursday, March 03, 2011

Mas é carnaval!

Ontem, depois de passar o dia todo sentada diante do note, consegui deixar o artigo pronto. Foi difícil mentalmente, às vezes o trabalho era puramente braçal, mas às 23h32 eu pude abaixar a tampa e ir embora! Minha coluna doía pelo menos em seis pontos diferentes, ondas de dor estalavam e não me deixaram dormir em paz, a preocupação e a tensão demoraram a ir embora - acho que meu cérebro demorou a registrar que ao menos por essa semana, estou livre!
Agora, embora ainda falte o último artigo, posso me dedicar às atividades momescas com tranquilidade. Teremos um feriado ultra-prolongado, uma vez que o aniversário de Joinville cai no dia 9 (quarta-feira) e por falta de finanças, passarei o tempo todo em Floripa. Mas não me abalo; 5 dias de folga, praia e folia na minha Ilha também me farão muito bem. Já confirmei presença no Bloco de Sujos e no Baiacu de Alguém, e aguardo novas programações a serem ainda incorporadas.
Vambora!

Wednesday, March 02, 2011

Brownie: para relaxar, para quando for vovó


Nem sei por quanto tempo mais ainda continuarei dizendo que ando às voltas como sempre com pilhas de textos do mestrado e com as páginas por escrever. Meu prazo para o segundo dos três artigos é hoje, e miraculosamente, estou na quinta página e ainda cheia de coisas por dizer! A pressão é nossa amiga e nos ajuda a produzir melhor...
Ontem aconteceu uma pequena tragédia doméstica: o mecanismo da geladeira de cuspir água gelada decretou greve! Fiquei super desesperada, uma vez que tenho o hábito de beber água constantemente. Oito copos por dia?Qual o quê. No mínimo uns vinte.
Há alguns minutos atrás, fiz intervalo em minha produção acadêmica e apenas por desencargo de consciência, enfiei o dedo no botão da geladeira, só para confirmar que não havia água. Obviamente, nesse momento em que eu enfiei o dedo e não havia copo, ela voltou a verter água. Corri a pegar o meu copinho, e nesse momento já estou no terceiro. Muito alívio, estava de fato passando sede. Quando bebi o primeiro, ele abriu meu apetite. Percebi, então, que precisava de algo para comer antes do almoço, e abri a geladeira atrás de uma fruta, um pedaço de legume apetitoso, uma fatia de queijo, e me deparei com meu potinho com dois brownies sobreviventes de 15 dias atrás. Achei muito digno e saudável comê-los, foi feito com os ingredientes mais nobres de minha vida, algo realmente especial. Estava mastigando-os ainda quando lembrei da foto que bati, e percebi que 15 dias não os estragaram (porque foram feitos de coisa boa), e ainda compactaram de uma maneira que me seduz. Gosto de comida volumosa, oblonga. Eles estavam assim há minutos atrás. Sobrou o último, depois do qual, devo refletir sobre preparar um novo ou não. Devo advertir que pessoas de paladares infantis não se satisfarão com essa receita, que absolutamente não é doce. Cacau não é chocolate. Talvez, quando eu for vovó, deva preparar algum com chocolate, para as netas adolescentes que sonho aconselhar. Com chocolate bom, evidentemente.
Esse ficou ainda menos doce e a culpa foi minha e da minha precipitação: como não tinha extrato de baunilha, usei baunilha em fava e pensei em usar um licor tipo Amaretto, ou outro que tivesse essa nota adocicada. Me confundi feio, fui de Cointreau e a laranja não desapareceu ainda, tornando o que era amargo ligeiramente ácido. Tem uma notinha de salgado também. É isso que justifica a besuntada de calda que vocês podem ver, nesse brownie a calda é liberada, e casa direitinho com essa complexidade em formatinho de barra.
Não é exatamente um post de receita, mas queria dividi-lo com você porque fiquei muito feliz ao prepará-lo, e o saboreei com muito apreço agora!
A receita é esta aqui. Mas preciso adverti-los que a minha, rendeu muito menos que isso.

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