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Saturday, February 26, 2011

Filme: Vicky Cristina Barcelona

Ando bloguda e fazendo várias confissões acerca de minha vida pessoal. Uma coisa que posso confessar, também, é o apreço imenso que sinto por assistir TV, principalmente entretenimento ruim - podes incluir aí as novelas do estilo Maria do Bairro e outras produções mais atuais, geralmente exibida por canais que não a Globo. Não por nada, é só que acho o malfeito bem mais pitoresco. Na TV paga, tenho cá meus pequenos vícios também - Friends e The Big Bang Theory, pelos quais chego a organizar meu dia em torno, de modos a estar em casa quando forem exibidos. Então numa conta simples, perco aproximadamente 20 horas semanais assistindo séries e novelas de qualidade duvidosa.
Isso é coisa pra caramba!
Ainda mais se a gente lembrar que eu preciso ter 45 páginas escritas até terça-feira, dentre outros afazeres. Essa semana me forcei a diminuir tomando algumas atitudes bem recuadas, mas que, certamente, já surtiram algum efeito. Abdiquei dos episódios repetidos das séries, preferindo usar esse tempo em outra coisa. E cortei drasticamente as novelas, o que é mais fácil, porque fico lendo os resumos das duas que acompanho.
Ontem eu estava às voltas com meus textos e, apesar de ter lido quase dois de manhã, a tarde toda me enrolei entre sonos e outras tarefas menos nobres. Isso me tornou imprestável aos estudos quando o relógio acusou 23h, mas também muito culpada por gastar meu tempo assistindo a última novela do dia. Resolvi, então, que já que não estudaria mesmo, ao menos assistiria um filme, supostamente menos perda de tempo.
Toda essa introdução é para falar do filme que vi ontem à noite, Vicky Cristina Barcelona - um filme que eu já tenho em minhas coisas há quase dois anos, comprado em BH no Uai Shooping, uma ampla galeria de coisas falsificadas, dentre as quais, DVD's a 3 por R$5,00. Fiquei curiosa pelo filme, mas não sou lá uma pessoa de filmes, e se te contar quantos tenho na lista dos por ver e nunca vi, ficarias horrorizado. Lembro que meu ex namorado comentou comigo numa conversa dessas que a gente costumava ter sobre o que queríamos de nossas vidas, que ele havia assistido um filme no qual a garota não sabia o que queria - mas sabia o que não queria. Logo percebi que se tratava de uma personagem na qual eu deveria me inspirar! E ontem, eu a conheci...
Gostei do fato de haver um narrador onisciente que não fazia parte da história (depois de muitos estudos sobre dialética, foi um alívio algo tão linear), gostei da fotografia, gostei do elenco, gostei do enredo. E não vou fazer a sinopse. O que me encantou sobremaneira foi o drama pessoal de cada personagem principal. Claro, coitada da Vicky, com tamanha miríade de gente intensa e apaixonada, ela não passou de escada para os dramas alheios quase que o filme todo, mas até ela achei que teve um final digno e realista, enterrada numa série de compromissos imbecis. Sem contar que quase morro de rir quando ela e o recente marido jantam com um casal de colegas e ficam todos de vangloriando das parafernálias tecnológicas, endereços novos e viagens. Tão típico e tão absurdo. Findei por me identificar com o tédio dela, porque afinal, como quase toda mulher reprimida em nossa sociedade, eu também já tive um Doug em minha vida. Talvez até mais de um. Seu temperamento organizado e tentando ser serena definitivamente não me chamam a atenção; até uma suposta paixão (a cultura catalã) ela faz questão de enterrar numa dissertação de mestrado, feita toda lá nos EUA. Seus sorrisos delicados e suas paixões comedidas definitivamente não me atraem, apesar de saber que possivelmente todo telespectador mais conservador a considere como a única personagem passível de existir na realidade. Na minha opinião, uma mulher que carrega dentro de si tamanho germe da infelicidade deveria ser a primeira a ser abolida de nossa realidade...
De qualquer maneira, Vicky quando com Cristina conseguem fazer uma síntese maravilhosa. É lógico que o Juan deveria querer ambas, afinal, elas juntas se complementam perfeitamente. Cristina por si só é demasiado descolada do mundo real, apesar de excitante, meiga, e profundamente inteligente. Em alguns momentos, sua espontaneidade e apreço pelo lado mais belo e vulgar da vida acabou ficando meio caricato, mas achei-a muito preservada mentalmente, e que de todo mundo, foi quem melhor se saiu de todas as experiências pelas quais passou: entendendo-as como experiências, e sem decretar como definitivo nada que não lhe satisfizesse plenamente. Isso me leva novamente a Juan, o qual me pareceu uma versão mais experiente do que Cristina pode se tornar, se continuar a se permitir experimentar o que o mundo oferece de inusitado. Ele é intenso e apaixonado também, mas de alguma maneira, aprendeu que as coisas e as pessoas passam, lida com os conflitos e com os desejos muito melhor que todo mundo. Acho que foi uma sorte para Cristina tê-lo conhecido! Achei linda e completa a relação entre os dois, além de generosa, permitindo que María Elena se inserisse e encontrasse também lugar na casa e no relacionamento, apesar de no início aparentar estar sobrando. Infelizmente, nossa amiga Penélope continua com o mesmo estigma, de só conseguir atuar plenamente quando dirigida pelo grande parceiro Almodóvar, e fiquei o tempo todo esperando pela hora em que aquelas espanholas todas que ela já fêz tão bem desabrochasse. Não aconteceu.
Acho que eu deveria assistir mais filmes, pra variar um pouco.

Thursday, February 24, 2011

Abrindo a cabeça

Parece que do meu pesado e espalhafatoso molho de chaves (são duas casas, duas salas onde trabalho, dois armários, etc), fui pegando uma por uma, enfiando na orelha. Até que uma soltou aquele barulhinho metálico e clique, as ideias começaram a passar, passar... De dentro pra fora, de fora pra dentro...
Estava eu como sempre de rolo com minhas pilhas de texto do mestrado, e como a água está sinistramente perto da bunda, eu fiz algumas prioridades, e estava com o mais cabeludo de meus problemas nas mãos. Preciso escrever esse artigo de final de disciplina, sendo que essa disciplina eu peguei pela metade (a segunda metade, ou seja, sem embasamento adequado), e com algum tema livre. Separei a pilha e organizei pela ordem do programa, tentando segui-la, para ver se isso fazia com que a concatenação das ideias fosse mais fácil. Fui indo, texto um, texto dois, texto três, texto quatro. Ah, o texto quatro. De dois subtítulos, o primeiro foi maravilha. No segundo, lá dizia exatamente o nome da temática mais discutida do semestre todo: o trabalho como princípio educativo. E o texto era do Gramsci. (Nem vou fazer referência sobre isso, porque fala sério, como vou linkar vocês na Wiki diante de temas tão polêmicos? Só pra causar mal-entendidos). Basta dizer que estava com o nó cego do semestre nas mãos, e ele seria descrito pelo autor que meu professor considera a mais importante referência no assunto.
Respirei fundo, dei uma voltinha e me servi de água. Sabia que estava prestes a adentrar numa das mais confusas ideias do mundo. Que aquilo que ia me fazer virar a chave ia doer. Protelei por mais algumas horas, mas afinal o venci. Depois dele, texto cinco, texto seis, estou no texto sete. Vamos até o texto dez. Eles vão-se complexificando gradualmente. Mas eu tenho paciência, tenho paciência e tenho pressa - afinal, tenho prazos.
Me senti, ontem, como devem se sentir os personagens de The Big Bang Theory - seriadinho divertido que fui aprendendo a gostar, principalmente por causa do Sheldon. Ele é o melhor ;) - quando estão prestes a fazer um laser pegar na Lua ou coisa semelhante. Eu não estudo Física, mas gente, prometo pra vocês que materialismo dialético não é bolinho não. Fiquei tão contente quanto um nerd pode ficar quando se vê adentrando pelos labirintos de um conhecimento novo. Isso me fez lembrar do quão me divirto quando resolvo estudar a sério.

Wednesday, February 23, 2011

Hora do sanduba!


Não tem nem como eu não preferir sanduíche a qualquer outra refeição: como poderia, se um sanduíche é feito eventualmente com pão e queijo, fora todos os acompanhamentos que eu posso colocar? A semana que passou aconteceram muitos sanduíches e inclusive outras receitas, as quais preciso urgentemente postar se a ideia for essa, porque algumas fotos eu inclusive já havia esquecido de qual ocasião era. Mas pra não perder a mão, vou começar com esse que acabei de comer e que tão bem me fez, durante o breve lapso de tempo que durou. Não se pode chamar de ciência nem de culinária, mas precisava dizer o que vai nele, afinal, conta com algumas misturas que fazem parte de meu cotidiano. E que eu acho que tu também podes vir a gostar.

Sanduíche feliz de quarta-feira, então:

uma grossa fatia de pão caseiro de mandioca (ou aipim)
um cogumelo fresco bem chapeludo
uma pequenina pêra (muito menor que um punho)
duas grossas fatias de queijo Becker (ou outro amarelo e salgado mais borrachudo ao derreter)
uma fatia de jamón serrano
uma colher de sopa de azeite de oliva
uma colher de sopa de azeite trufado
uma colher de chá de mostarda amarela (usei Heinz)
uma pitada de pimenta do reino moída na hora
uns quatro pinguinhos de mel (WTF?)

Frigideira aquecendo com o azeite de oliva. Mandamos pra lá os cogumelos, durante 2min. Adicionamos a pêra fatiada. Mais uns 5min, mexendo constantemente. Adicionamos a fatia de pão, que está ali somente para aquecer e absorver eventuais sucos deliciosos oriundos do cogumelo e da pêra, além do azeite. Tiramos o pão quando tiver passado ambos os lados da fatia por toda a extensão da frigideira. Sobre a fatia do pão, adicionamos as fatias de queijo, bem como a pimenta, o mel e a mostarda. Desligamos a frigideira, e o jamón pode ir descansar naquele calor todo, enquanto tentamos empilhar fatias de pêra e cogumelos sobre o queijo, cuidando de cobrir bem, uma vez que o que vai garantir que ele derreta um pouquinho é esse calor. O jamón pode ser tirado em seguida, cortado em pedaços menores (senão vai ser um problema já na primeira mordida), e por cima de tudo, aquele sustinho de azeite trufado.
Mas e aí, não cai tudo pelos lados? Cai sim. E é ótimo ;)

No pronto-socorro

Fui atendida no setor de medicação por dois simpáticos enfermeiros: um homem e uma mulher. O homem, que pegou minha veia, disse que ela pedia para ser furada (quem me conhece sabe que tenho uma consistência leitosa e rosada, e que as minhas veinhas azuis aparecem facilmente).
Ao meu lado, uma mulher de meia-idade tomou medicação e sentiu-se mal imediatamente, uma reação daquelas. Ela pede:
- Moça, me dá uma cuba porque estou me sentindo mal.
- Ah tá, só um minutinho.
(E segue arrumando algo, e bem casualmente, pede ao enfermeiro):
- Fulano, dá uma cuba praquela moça, ela está enjoando.
E eu:
- Gente, entrega essa cuba logo, ela está sentada ao meu lado!
Risos generalizados, inclusive da doente. Agora, tinha graça eu ir até o pronto-socorro, para no final, ser vítima de vômito da minha vizinha de maca?

Tuesday, February 22, 2011

Locomotiva enxaqueca

Aproximadamente às 4h da manhã de domingo (já no horário novo, que é triste), enquanto meu irmão passava por mim (eu dormia na sala de TV pra aproveitar o bom sofá e o ar condicionado), fui brutalmente desperta pelo barulho, seguido de um mal-estar avassalador: nossa amiga enxaqueca, na segunda aparição do ano, gloriosa e resplandescente!
Não deve ser nem a primeira nem a segunda vez que descrevo o meu processo enxaquecatório: tenho uma prévia de que ela vem vindo ao longo do dia, e geralmente quando dá 18h ela está com tudo. Uma latejação sem precedentes, sempre no pólo esquerdo do célebro, numa linha desde a nuca até a têmpora. Junto vem enjôo e diarreia. Depois que eu vomito e passo mal da barriga, escureço o quarto e desperto na manhã seguinte meio aérea, mas já sem a enxaqueca.
A da madrugada de anteontem era diferente: tinha a nítida sensação de que haviam feito pontinhos ao longo de meu crânio na parte externa (tipo o círculo exterior de uma mandala) e de cada um deles, aproximadamente 6 pontos, saíam raiozinhos de dor, que iam todos em direção a um ponto central, no meio do crânio. E aquilo ficava ali vibrando e se energizando eternamente, numa vibe azulada linda, linda e totalmente dolorosa.
Bebi um copo d'água e contei com o remédio de sempre: o sono. Infelizmente, quando o celular despertou, continuava tudo ali, ainda me incomodando. Então desliguei o ar-condicionado, bebi mais água, fui ao banheiro com dor de barriga (isso muito mais devido às cervejas da noite anterior que à enxaqueca) e deitei no meu quarto, escurecido por completo.
Anunciei à minha mãe que estava em crise e não iria trabalhar, e mais umas águas e uns banheiros depois, havia curado a ressaca, mas não a enxaqueca. Dormitei desconfortavelmente até as 11h da manhã, quando comi uma fatia de bolo de ameixas, e amaldiçoei a claridade para todo o sempre. Combinei então com minha mãe que iríamos ao pronto-socorro depois do almoço.
Almocei lentilhas, farinha amarela, frango grelhado e salada. Isso tudo foi me fazendo bem. Tomei um banho gelado 1h depois, que também muito bem me fez. No pronto-socorro, tomei medicações intravenosas que me ajudaram mais ainda, e munida de uma receita para gotinhas, fui-me embora.
Caso alguém tenha arqueado as sobrancelhas ironicamente ao ler sobre as cervejas da noite anterior, preciso dizer uma coisa: conheço esse corpinho como poucos conhecem seus próprios corpos. Sei descrever minhas ressacas quando em interação com cada substância alcoólica que tenha tomado, sei quando tenho agudizações intestinais em virtude do quê, sei quando tenho enxaqueca, dor de cabeça oriunda de TPM, sei descrever milimetricamente todas as fases do meu orgasmo (tá, prometo um dia descrevê-lo aqui em minúcias).
Sei, portanto, que o que me acometeu na madrugada não era ressaca: eu havia tomado três latinhas de cerveja, o que faço com o pé nas costas desde os 17 anos de idade. Também havia me empanturrado de pão. A minha pequena ressaca eu curei no primeiro copo d'água e o primeiro cocô daquela manhã. Hoje, meio abobalhada, fico refletindo sobre essas dores de cabeça lancinantes que passaram a figurar em minha vida a partir de 2009, quando ainda morava em Balneário Camboriú. Resolvi não deixá-las mais de lado, e combinei comigo mesma que vou procurar tratar da melhor maneira possivel. Devo procurar um especialista ainda hoje.

Friday, February 18, 2011

Locomotiva amorosa

Nem sei se foi a conjuntura astral ou a Lua Cheia, mas se ninguém furar comigo, tenho três compromissos amorosos pelos próximos quatro dias.
Um é aquela famosa opção que todo mundo tem (todo mundo tem, se você negar isso eu não acredito em você) de cantinho, para os momentos de maior aperto emocional, físico ou o que for. Sempre temos problemas para unificar nossas programações e na maior parte das vezes ele fura comigo (o que me faz achar que pode fazer isso hoje de novo), mas a priori temos um happy hour agendado para hoje.
Um outro colega (porque chamar de amigo seria forçar demais a amizade, com o perdão do trocadilho infame) resolveu que deveríamos sair juntos, e eu acabei topando, porque afinal de contas, não tô fazendo nada mermo. Combinamos um happy hour na segunda-feira.
Quando já estava me achando cheia de opções, eis que surge um amigo meu oferecendo um blind date, com colega de trabalho muito interessante (segundo sua descrição e minha análise a partir dessa descrição). Pré-agendamos pra sábado.
Fiquei feliz da vida! Vários encontros, assim a vida vai mais feliz! Gosto de ter opções, e ainda por cima, posso fazer melhor de três! Quem viver, verá.

E daqui a 30 anos?

Já devo ter comentado aqui nesse blog uma facilidade que costumo ter com gerações mais jovens que a minha: crianças vão bem, mas adolescentes vão ótimos. Já lhes dei aulas, já fui sua tutora, e desde abril do ano passado, sou orientadora de uma grande escola, cheia deles. Acho-os muito espertos, muito intensos, muito cabeça aberta para as novas ideias, enfim, considero-os o filé da humanidade.
Infelizmente, minhas atribuições em alguns momentos são bastante repressoras de suas ideias e de seus ímpetos mais desordenados, embora eu tente não oprimi-los e respeitá-los ao máximo. O professor (ou equivalente) que julga não oprimir seus alunos não entendeu nada do que se passou na vida dele. Existe uma hierarquia que desfavorece o aluno na educação formal, negá-la é mascarar a realidade. Mas enfim. A gente sempre busca adotar posturas com relação a tudo, e eu tento adotar uma que não os embarace demais.
Ontem conversei com 5 meninas, falamos sobre os atrasos delas ao voltar do intervalo, elas me explicaram que também adoram aquela maldita torta de frango. E por causa dela, que inclusive esse ano subiu para R$4,00, chegaram atrasadas na aula de redação. Falamos da torta de frango junto com os atrasos, e elas saíram daqui bem mais sorridentes que se tivessem pego pela frente o meu ex-colega de sala.
Fiquei feliz por não ter entrado num conflito maior, e de ao menos naquele momento, me sentir um pouquinho mais sábia que elas - só um pouquinho, e só sobre a torta de frango. Caso eu um dia tenha filhos, e eles me deem netos, eu gostaria muito de conseguir aquele ar blasé de vovó que já viveu de tudo e consegue uma síntese equilibrada e perfeita entre rir do passado e do presente, solidariedade ao neto (ou neta) em apuros, e um retângulo de brownie. Por enquanto, acho que só saiu o brownie, porque a solidariedade às vezes me foge, e a serenidade de quem ri do passado e do presente, estou longe de atingir. Longe, longe.

Wednesday, February 16, 2011

Nem sei como esqueci de comentar! Esse ano a repartição iniciou com muitas novidades: recebemos um e-mail explicando que diante de tantas reclamações sobre o já mundialmente famoso morte-lenta, eles mudaram o nosso fornecedor. Ele nos cobraria R$0,70 a mais, mas teríamos uma comida bem melhor.
Sou obrigada a avisar que realmente não comemos mais no morte-lenta! A comida é ótima, saborosa, sem aquele aspecto repulsivo que sempre me deixava com engulhos. E o mais legal foi que, com uns 10 dias de restaurante novo, chegou um novo e-mail, avisando que tinham aumentado o subsídio, e a comida custa agora pra todo mundo módicos R$1,70.
Excelente!

Tuesday, February 15, 2011

Aqui na repartição tem um professor de Bio ultra gatinho. Não é mais ou menos não, é gatinho mesmo, simpático e cheiroso ainda por cima. Me fez ficar sentada durante quase 40min tomando um café com leite atrás do outro, só pra tentar criar alguma relação de maior proximidade, e foi muito útil, porque no meio da conversa, ele me cita uma tal de Carol. Quem diabos é Carol? Morre Carol!
Sempre me preocupo em não estabelecer relacionamentos íntimos com os colegas mais próximos, com os usuários de meus serviços, e com qualquer outro ser que possa vir a conviver mais cotidianamente comigo. Não é o meu caso quando tratamos de professores, eles têm uma rotina totalmente independente da minha, e quase sempre, só conversamos a trabalho em Conselho de Classe. Acho portanto digno encontrar com ele um dia na rua e mandar ver. Pena que eu acho que ele gosta da Carol...

Monday, February 14, 2011

Mensagem dentro de uma garrafa

Cara Terra Firme,

Espero que esteja tudo bem por aí, e que a terra esteja cada vez mais firme. Espero que estejas conseguindo garantir que todo mundo pise firme em terra firme. Não tenho mais conseguido te ver, parece que o oceano deu uma engolida em mim e em ti, porque diante de mim, só aparece o oceano. Ele está profundo, extenso, nesse momento calmo, mas às vezes ocorrem algumas tormentas. O oceano que está entre nós é um dos ecossistemas mais ricos que já tive notícia; pois nele, moram toda uma sorte de coisas, desde estrelas d'alva, passando por gracejos e afagos, por lágrimas e por provocações baratas, por peixes multicolores e por pessoas, por flores e por caixotes de madeira, por telefones e por falta de telefonemas, por extensas conversas, por passado, por presente, e juro por Deus, já vi passar o futuro por esse oceano também. Gostaria de poder negociar com Terra Firme a possibilidade de construirmos uma ponte que nos iludisse que o oceano não é assim tão grande, mas me parece que infelizmente o oceano tem se avolumado. Certamente é culpa das chuvas! Apesar disso, envio essa mensagem dentro de uma garrafa e a atiro ao oceano, com a esperança de que acabe batendo com os costados aí no continente. Dentro dela, seguem os beijos com asas de borboletas, os perfumes com suspiros fundos de nostalgia, as recomendações de felicidade e sorrisos, os abraços e as brigas que não posso entregar pessoalmente nesse momento. Aqui temos tido muitas coisas, às vezes sentimos o solo tremular e nos parece que o vulcão há um tempo desativado, pode reiniciar os trabalhos a qualquer momento. Às vezes, parece que nos vamos desprender do oceano e alcançar a terra firme, e já pensou que bonito seria uma anexação dessa magnitude?
Saludos,
Ilha!

Sanduíche feliz de segunda-feira



No dia mundial do início das dietas (e também da ressaca), eu preciso confessar que na semana passada dei muitos escorregões em algo que não sei se chamo de regime - combina mais dizer que tenho tentado adotar um estilo mais global de alimentação, a médio-longo prazo.
As compensações após grandes quantidades de escorregões de todos os tipos faziam parte portanto dessa nova semana. O que faria de minha segunda-feira muito semelhante à de todas as pessoas que a elegem como um dia de recomeço. No meu caso, seria um retorno. Mas como já disse anteriormente, eu adoro segunda-feira. Sempre entro muito corajosa nelas.
Uma vez que entendo essa segunda-feira como apenas mais uma, e uns dias de pegar leve como algo que deve ser corriqueiro, tive um dia parecido com os demais das últimas semanas: frutas, um bom almoço, mais frutas à tarde, um escorregão de manhã cedo lá na repartição (mas nada grave), etc. Quando foi se aproximando a hora mais crítica da fome, as 17h, que é também a hora da comidinha que faço feliz, percebi que saturei por um tempo da pastinha de berinjela e que sentia falta de outra coisa. E tinha uma ideia maturando desde de manhã, quando li esta "receita". Juntei portanto o meu lanchinho favorito com uma receita que dialoga muito com o meu paladar - adoro coisas refogadas, principalmente se contiverem alho e/ou cebola junto. Acabo fazendo várias opções gordurentas só pelo tempero mais forte.
Pensei então em concretizar a receita das abobrinhas refogadas com cebolas, e adicioná-las ao meu wrap como as grandes estrelas do sanduíche. E elas foram isso mesmo: junto havia uma bolinha de queijo processado bem diminuta, e três cebolinhas verdes picadas - é, a ideia era um sanduíche com o cebolífero predominando. Confesso que ficou ótimo, e meio volumoso. Como se pode notar, não fechou como um wrap. Mas quem liga? Eu não. Mais me interessava o recheio do que a massinha (no caso o pão), e achei inteligente colocar num só, mesmo que isso significasse sobrecarregar a folhinha de pão. O pão era motivo para comer as abobrinhas, nada mais justo que ficasse minoritário no lanchinho.
Que delícia. Pena que acabou.
Minhas adequações à receita original: usei vinagre de vinho branco no final (e foi pouco. Da próxima vez preciso aumentar!), uns quatro galhinhos de tomilho, e pimenta eslovaca chamada Sol. Quer coisa mais linda que comer uma pimenta Sol num dia nublado e chuvoso feito o de hoje?
A mistura da cebola e das cebolinhas ácidas e picantes, com o suave da abobrinha, o sal, o sustinho de vinagre, a maciez do queijo, a gordura deliciosa da manteiga,o frescor do tomilho, o picante da Sol... Tudo maravilhoso. Nada me teria feito mais feliz! Porque mudar a alimentação, principalmente as quantidades, também significa driblar a monotonia e ser um pouquinho feliz. Com manteiga, azeite, em quantidades parcimoniosas, em comida real.

Cortei o cabelo

E fiquei me sentindo praticamente aleijada, sem os tais "dois dedos" que ela me tirou nas pontas, fora os repicados no comprimento. Sempre que vou cortar os cabelos é assim, essa dor no coração. Sou uma canceriana (hahaha) apegada demais a todas as coisas, inclusive aos cabelos mortos. Tem anos que tento deixá-los crescer, e até dia desses ele andava grandão. Ainda estão compridos, mas bem menos. No entanto, sou obrigada a admitir que ficaram impressionantemente mais macios sem as pontas. Fazer o que?
Nesse calor é até bom ter menos cabelo...

Thursday, February 10, 2011

Muito sono

Sempre fui da opinião de que, dependendo do número de horas disponíveis para dormir, o ideal era nem fazê-lo, porque a vontade de querer dormir ia imperar sobre o parco descanso obtido. No entanto, tive de passar a noite em claro (tive, do verbo passei a noite toda entre brincadeirinhas de criança e de adultos), e agora estou numa batalha de vida ou morte com as minhas pestanas, que teimam em baixar nos lugares mais inapropriados: no semáforo (comigo ao volante), diante do computador e das pessoas que necessito atender, dentro da saletinha de minha sala, na casinha do banheiro. Estou aqui sorvendo um café com leite e sem açúcar na vã esperança de ser agraciada com alguma reação, mas não tenho sentido nada desse tipo acontecer. Queria mesmo era vestir uma camisola, que pode ser a lilás ou a azul marinho, ligar o ventilador teco-teco, escurecer o quarto e esquecer do mundo.

Monday, February 07, 2011

No abafadiço de uma tarde joinvillense típica, eu me reviro na cama de um lado para o outro, cochilando interrompida. Sonhava com aquele sorriso cintilante, branco, lindo, malemolente, escancarado. E fui brutalmente desperta com o som estridente do meu celular. E sabe quem era?
O dono do sorriso, dizendo que morria de saudades minhas naquele minuto, e que precisava me dizer isso. E que estava trabalhando, nas férias (ele ainda tem férias), porque precisava acabar de pagar a viagem que fez pra me ver. Mas que fez aquilo, achando que iria valer a pena. E que a história comprovou: havia valido muito a pena.
E eu? Lembrei muito daquela do Ira!:
você me ligou naquela tarde vazia
e me valeu o dia...

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