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Friday, December 17, 2010

E eu agora, muito incluída nas artes da dança de salão, depois de um intensivo de uma semana...

Thursday, December 16, 2010

Desperdício

Caramba, que tremendo desperdício o cara ser alto, forte, moreno, cheiroso, gostoso, baiano, dançar bem, e ser chato, irremediavelmente chato... Como é que posso explicar, como posso explicar sem ser grosseira, que, 'véi, não vou dar pra ti, embora ache que me divertiria e teria muito prazer, por que tu éis tão chato, que não aguento o lero-lero que precede o nosso intercurso, percebe? Percebe o tamanho da sua chatice? Volta pra academia, mas também volta a socializar, pelo amor de Deus, passa a se comportar feito uma pessoa razoável, pra gente poder se pegar!

Friday, December 10, 2010

Cansei

Cansei só um pouquinho, mas cansei de maneira bem completa. Rompi com os compromissos pré-agendados. Arrumei outras coisas que fazer, arrumei outras coisas que pensar. Descansei minha mente, minha cútis. Tenho muito o que fazer.

Thursday, December 09, 2010

Bons auspícios

Alguns torpedos, chamadas perdidas e chamadas atendidas depois... Acho que hoje vai ter Cocada de Cacau!

Monday, December 06, 2010

Desmistificando a night Joinvillense

... ou, Nada muda nunca

Já que fui obrigada pelas circunstâncias a passar longos 8 dias longe de minha Ilha, resolvi tentar a sorte e dar um confere no que acontece na noite em Joinville. A experiência seria multiplamente desafiadora, uma vez que há anos rompi com a prática de me enfurnar em boates e só ando pelas festinhas universitárias, uma vez que há anos não insisto em ter vida social em Joinville porque só me decepciono, uma vez que, uma vez que...
Telefonei então para uma amiga que também tem costumado aparecer nas baladinhas por esses dias, e combinamos de ir na tal da Moom, onde poderíamos dançar pagode e sertanejo. Tá, eu não gosto de pagode, adoro sertanejo, e odeio música eletrônica, que não vai ter, então temos alguma chance de aproveitar.
Tudo pode ser simples, mas também às vezes pode ser complicado, e uma das complicações com as quais me deparei foi a pergunta mais aterradora para as mulheres: com que roupa eu vou?
Vasculhei nos arquivos mortos, uma vez que saia indiana e chinelo me cabem muito melhor que paetês e lycras, e acabei escolhendo uma blusinha que devia estar regulando por três anos direto dentro do armário sem sair pra passear, descobri que a calça que combinava melhor com ela ficou em Floripa e peguei a mais básica (cuja bainha nunca fiz, e a fita crepe nessas horas é nossa amiga), e uma sandália que passeia tipo umas 3x ao ano também. A cabeleireira não me atendeu, nem a manicure, e fui sem pintar a unha nem escovar o cabelo - não que eu ligue tanto assim, principalmente pro cabelo, mas quem me conhece mais de perto sabe como eu fico me sentindo completamente desvestida quando as unhas não estão feitas!
Superados esses obstáculos, endereçamo-nos até a casa do amigo de não sei quem pra esquentar. Com vodka e energético a gente vai se entendendo, vai conversando, vai rindo não se sabe bem do quê, e o tempo vai passando, a mulherada se enervando e querendo ir embora pra tal da baladinha, e finalmente nos endereçamos ao local.
Às quase uma da manhã a fila ainda era grande, e a concentração de gente feia por centímetro cúbico começou a me deixar ressabiada de verdade. Porque Joinville, convenhamos, é lugar de gente chata, pouco afeita às diversões do mundo, mas costumava ser uma cidade de gente bonita, principalmente se levar em conta que o local é frequentado por aquela juventude classe média criada a leite B.
Mas como não havia outra alternativa plausível, entramos, depois de pagar pela bagatela de 20 reais, como diz um amigo meu, só pra sorrir, sequer de consumação nos valia, o que já foi me emputecendo logo de entrada. O que aquele lugar me ofereceria, além de me deixar de pé espremida no meio da massa que justificasse aqueles R$20,00? Se até há uma hora atrás eu poderia ter entrado sem pagar, qual é o gasto adicional que eles passam a ter depois da 1h que justifique essa prática ridícula? Cheia de dúvidas e indagações desse calibre, comecei a me ambientar. Estamos dentro de uma pista cheia, mas assim cheia, cheia de mulher. As mulheres, preciso admitir, são bonitas, e os homens, ainda que feios, são escassos. Ainda tá rolando o pagode, e isso ajuda a me desagradar ainda mais do lugar. Começamos a perambular, sem encontrar nada de agradável pra fazer. A gente subiu, desceu, deu voltinhas, mas não arrumou nada o que fazer. Dançar não dava, eu não gosto da música, e igual não tinha espaço.
Eis que na milionésima voltinha, o tráfego intenso para, e eu fico ali esperando abrir caminho. Nisso, um menino ultra bonito - isso, era um cara bonito, não era mais ou menos nem nada, me pergunta se eu estou sozinha. Nossa conversa se inicia, ele meio imaturo, tenta me beijar sem saber meu nome, chamo a atenção do palhacinho e a gente interage uns 5min antes dele lograr êxito. Estamos ali, felizes, quando chega a segunda parte da galera, que não tinha pressa de acabar o esquenta. Quando eu passo a interagir mais com essas pessoas que com o palhacinho, ele despede de mim e sai em busca dos amigos dele. Eu saio com a galera pra diante do palco. Montamos uma mesa, nos paramentamos com mais uma meia dúzia de energéticos e duas vodkas, e logo o sertanejo começa. Aí eu consigo esquecer um pouco dos problemas, dos pés doendo muito, do sono e do tédio. Logo as outras meninas se somam a nós, e a festa começa a dar sinais de diversão - entre a gente, que fique bem claro. Um cara muito bombado, muito mesmo, tenta trocar ideia comigo, mas eu não gosto das ideias dele, e o deixo de lado. Ele diz que daqui a pouco volta, e eu nem ligo. Quando ele volta, e me tira pra dançar, eu fico horrorizada, no bom sentido, com o potencial todo que se revela - estou dançando com um baiano, não estou dançando com um cara que não sabe dançar, não estou dançando com um descendente de alemães com dificuldade de coordenar os quadris. Ele dança super bem, e passa a ser o cara mais interessante da noite. Mas logo a mulherada se dá conta, e todo mundo dança com ele, eu o empresto para dançar com uma amiga, e nunca mais o acho. Quando o acho, outra garota já havia percebido o potencial dele e está lá na muretinha beijando ele há um tempão.
A noite vai seguindo, e o que prometia ser uma roubada sem precedentes, acaba se tornando um bailinho divertido, sempre com vários parzinhos pra que a gente possa dançar, e a gente beija também, sempre que dá.
Uma das meninas arruma briga com um ser dotado de estupidez que nos quer expulsar da mesa, e necessita da intervenção do segurança para que nada aconteça de mais grave. Depois, soube que essa mesma coitada caiu um tombo dançando que literalmente, quebrou a cara dela. Às 5h da manhã, nada mais faz sentido, os pés doem demais, a banda já está tocando Boate Azul, e a gente toma o único rumo possível - o da imensa fila para acertar a comanda no caixa. Mas assim, imensa.
Quando eu já dava a noite por acabada e comentava que o saldo havia sido positivo, pois somos divertidas e nos divertimos até na adversidade, o Universo resolve me mandar um presentinho, e quem se materializa novamente em minha frente?
O Baiano, todo sorridente e querendo interagir. Diante da nossa ida embora, e da acompanhante dele que continuava rondando por ali, fiquei com o telefone dele, para que a gente possa combinar de se encontrar novamente. Vou embora feliz, embora não saiba o nome dele e tenha salvo o número com o carinhoso apelido de Cacauzinho.
Ao deixar o local, a gente vira a Visconde, pega a outra rua, e estaciona na frente da Madol, pra comer cachorro-quente.
Às 6h estou de calcinha e toda maquiada embolada no meu cobertor, com os ouvidos zumbindo e o sono agitado.
Moral da história: fazem pelo menos 10 anos que eu saio nessa cidade, e a gente continua fazendo esquenta, pagando caro por coisa ruim, não encontrando ninguém interessante e comendo cachorro-quente da Madol. A única coisa diferente é a gente mesma, que costumava apregoar o recato e o comedimento como forma de conquista, e hoje, além de cagar solenemente para os julgamentos machistas alheios, ainda consegue se divertir tanto quanto eles e não voltar pra casa no 0x0.
Última observação: isso requer um estudo mais aprofundado, mas empiricamente falando, parece que na Moom só vai homem narigudo!

Friday, December 03, 2010

Sigo firme na campanha pelo consumo intensivo de todos os legumes, frutas e verduras que inundam nossas duas geladeiras, um isopor, a cesta de frutas e a bancada. Tenho me saído bem, mas acho que em alguns casos serei derrotada. Preparei ontem uma conserva de cebolas cruas com orégano fresco, sal, vinagre e azeite, me livrando assim de boa parte das cebolas e alguns ramos de orégano. Comi uma manga deliciosa, amarelo-vibrante, gelada, com aquela textura amanteigada e super doce. Bebi suco de abacaxi com hortelã agora no almoço, e fiquei surpreendida com a doçura dele. Acho que a gente é tão acostumada com o ananás que nem lembra o quão doce pode ser um abacaxi!
Uma abóbora mostrava claros, ou melhor, escuros sinais de que ia embora. Já estava com vontade havia tempos, então acabei implementando essa aqui. É ótima, mas finda por faltar sal pro meu paladar hipertenso.
Hoje tentei me ajudar, e de manhã, ao invés de apenas uma, comi duas fatias de pão integral, uma com cottage e outra com geleia de mirtilo. Me senti menos desesperada quando eram 9h da manhã e apelei para o Actimel. Às 11h tomei um suquinho de soja com pêssego e estava razoavelmente calma para o almoço. Mas aí, sacanagem, era macarrão de massa fresca! Como não jogar duas pratadas pra dentro!
Segurei bem até há pouco, quando comi uma manga pequena novamente e uma empada, que te dizer, estava até meio seca. A manga foi muito melhor!
Nesse momento,o estômago está estendido, se sentindo cheio. Como não poderia deixar de citar, já que tudo vira bosta, acho que o Actimel é bom, porque eu que costumo viver com dores de barriga inacreditáveis, tenho ido somente uma vez ao dia, e fazendo cocôs respeitáveis apenas.
Precisava resolver o sono e a moleza. Vou pesquisar uns sucos energéticos!

Thursday, December 02, 2010

Estou cansada

Estou cansada. Deveria dormir mais e melhor, deveria ter mais tempo. Quase não tenho tempo. No entanto, ontem as aulas do mestrado acabaram, o que resolve metade de meus problemas de deslocamento e tempo perdido nisso. Mas vou sentir falta , afinal, é uma parte tão boa de minha semana!
Sobram 60 páginas para escrever dos artigos finais, o trabalho, os presentes de Natal e as atividades militantes. Sabe quando seu salário entra e só cobre o limite?
Terminar a aula do mestrado é igual. Só cobre o limite, vou continuar com tempo-zero.

Estômago II

Meu estômago entende outra linguagem: a do queijo derretido e da manteiga. Almocei espartanamente (salada de grãos de trigo, pepinos, beterrabas, alface e acelga com farofa, frango e mandioca), e tomei meio café com leite. Tomei o iogurte. Comi toda a bandeja de cerejas. Tomei água. Mais café. Meu estômago ali, ruía, pedia mais, pedia, pedia.
Desci até a lanchonete e joguei pra dentro uma torta bem manteiguenta de frango, milho e requeijão. Sabe como me sinto agora? Sorrisinho. Estômago? Tranquilasso.
Não vai ser simples a minha batalha. Não vai mesmo!

Estômago

O meu anda ultra-dilatado. A culpa é minha, que na última semana de aulas do mestrado resolvi me libertar de qualquer amarra doméstica e, não só não cozinhei, como também não comprei comida. Nem mesmo queijo, nem mesmo uma caixinha de leite para um Ovomaltine na emergência, nada.
Resultado: rodízio de pizza, X do chef, almoço do RU, Bibsfiha, marmita do meu oriental-veggie predileto, pão de queijo e açaí da lanchonete do CED.
Feio, muito feio.
A cerveja nem costuma ser enquadrada como feia, mas também figurou em todos os dias, há mais de 10 dias.
Ontem arrumei minhas coisas para passar longos 8 dias longe de minha ilha. Serão dolorosos, mas necessários. Então, abrindo uma exceção à minha prática recém-adquirida de só consumir alimentos orgânicos, passei no Direto do Campo e fiz uma compra nada racional e muito substanciosa. Não pensei nas necessidades, pensei apenas no que gosto de comer usualmente. E nem sempre, na casa de meus pais, tem à minha disposição.
Então voltei com dois talos de alho-poró, um talo gigantesco de salsão, um maço de orégano, outro de uma folha aromática (pelo jeito é segurelha), um de rúcula, um de agrião, um de radicchio roxo, duas mangas cheirosas, uma bandeja de cajus (ultra cheirosos), outra de framboesas, um cacho de uvas roxas e miúdas, três bandejas de tomate-cereja, uma de ervilha-torta e uma de cerejas. Também comprei um vidro de palmitos, três unidades do tal do Actimel para provar - o natural é gostoso, hoje vou tomar o mix de frutas.
Preciso de alguma maneira fazer esse balão retrair. Meu estômago tem pedido quantidades absurdas de comida, e sei que a culpa é minha. Tinha pensado que faria exercícios, mas está chovendo cântaros. De qualquer forma, hoje comecei bem o dia, mas já deslizei em quatro quadradinhos minúsculos de nega maluca. Sinto que vou morrer de fome, se não descer agora até ali no morte lenta e encher o prato daquela comida salgada e gordurosa.
Pobre de meu estômago.

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