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Friday, November 26, 2010

Memórias olfativas

Aqui no morte lenta onde almoçamos dentro da repartição, já comentei outras vezes, temos uma comida de qualidade no mínimo sofrível. Para além disso, acho que os exaustores deles deram uma pane daquelas, porque agora, se por acaso eu esquecer o que almocei, basta cheirar os cabelos que respondo no ato: peixe à milanesa com pirão.

Thursday, November 25, 2010

Carraspana, carraspana!

Agora eu vivo assim, de carraspana! Que feio! Sábado passei tão mal que tive de me deitar no chão do banheiro do teatro durante 1h, vomitei tudo que havia dentro de mim, e ainda rasguei a blusa enquanto vomitava. A minha blusinha predileta, que agora preciso descobrir se tem conserto. Ódio.
Aqui no morte lenta a comida sempre é ruim e reserva surpresas - todas desagradáveis. Fui comer uma rodela de pepino inocente, à guisa de salada, e ao mastigar, senti aquele crec inconfundível. Um sabor adocicado e picante inundou toda a minha boca, as partes internas das bochechas, e agora ainda está aqui, lá atrás da minha língua.
Sim, tinha uma rodela de cebola crua junto. E eu masquei ela inteirinha. Vou lembrar disso pelo resto do dia, provavelmente.
Eu segui o namorado da minha amiga. Eu fui até o trabalho dele. Ela pediu. Eu fui. Eu estou envergonhada...

Thursday, November 11, 2010

Acabei de levar uma bronca. Aqui na repartição.
Minha chefe disse que quando eu recebo guias com exames de radiografia de tórax a serem entregues a todo um grupo de professores, considerados "de risco" por terem convivido com um tuberculoso, eu não devo entregar tudo correndo e ficar me lavando de álcool. E nem assustando as pessoas. Eu preciso ir calmamente até o RH e avisá-los, para que eles também saibam e o médico do trabalho possa também registrar isso.
E mais importante que tudo, o bacilo da tuberculose provavelmente não morre de álcool.
Hoje faz sentido. Na semana passada, foi horror total!

O desfecho da ADEJ

Depois de mais umas quatro ligações na semana passada, me prometeram o dinheiro para terça-feira. Cansada de ser enganada e já com muita raiva, sequer liguei essa semana, uma vez que nunca cumprem o que prometem, e eu já estava alentando algum tipo de processo pra reaver meu dinheiro.
Eis que me telefonaram em casa e deixaram recado com minha mãe, que eu deveria ir buscá-lo.
Hoje de manhã ao chegar, o cofre estava trancado, o funcionário responsável pelo cofre não estava e não atendia ao celular. Fui à médica e ao retornar o encontrei. Peguei meu dinheiro e nem tchau não dei.
Acontece que agora a vontade de me sentir indenizada já floresceu, junto com outra vontade quase tão grande quanto a primeira: a de ver esses charlatões tendo prejuízo. Nunca pensei que uma entidade tão conhecida e antiga pudesse ser tratada com tal amadorismo. De verdade, tem mais é que fechar as portas e o governo se coçar para tratar dos deficientes físicos daqui.
Hoje fui à minha consulta ginecológica de rotina. Estava um pouco frio para usar aquela camisolinha, mas de resto foi tudo rápido e indolor - aliás, como sempre é. Adoro ir aos médicos e me sentir em dia com os exames e as consultas. Minha médica é muito pop e já marquei a consulta em agosto; fora isso, sempre me deixa no mínimo 1h esperando, muito embora eu chegue na hora certa. Ela recebe muitas amostras grátis dos laboratórios, e hoje me deu para testar uma cartela de anticoncepcionais de 28 dias, elaborada para que não precise mais menstruar.
Conversamos muito sobre as minhas dores de cabeça, e sobre como ela chega num nível lancinante antes da minha menstruação descer. É provável que com essa nova pílula, me livre desse problema.
Agora, fica só faltando o dentista e estou com 2010 em dia.

Friday, November 05, 2010

O auge da falta de coordenação motora

Dizem os especialistas que a adolescência é um processo muito único, de grandes mudanças corporais, hormonais, psicológicas, dentre muitas outras. As partes do corpo crescem, a gente precisa se reambientar dentro desse novo corpo, e também está ainda desenvolvendo áreas do cérebro, amadurecendo a capacidade de executar tarefas com mais complexidade e planejamento, dentre outras. Isso tudo é fato e cotidianamente se comprova, não aguento mais tantos choros profusos e fáceis por coisas inúteis como um pão de queijo ou uma bronca por ter chegado atrasada.
Mas ontem tive oportunidade de vivenciar uma experiência única na arte da falta de coordenação motora a que pode chegar um ser humano em condição peculiar de desenvolvimento, como era esse adolescente de 16 anos.
Fui acionada aqui na repartição para acompanhar ao hospital um adolescente que havia se machucado durante o aquecimento, e dentro da ambulância fui tomando pé da situação: a criatura do além havia tropeçado no próprio pé durante uma corrida até o fim da quadra para se aquecer (isso, corrida livre, não estava dividindo bola com ninguém nem em nenhum lance muito difícil), e bateu com a cara na parede. Afrouxou os dentes todos e ao tentar se proteger com uma das mãos, quebrou o dedo, além de ter desmaiado e caído para trás.Já me perguntei um sem-número de vezes como é que ele vai explicar pros netos a falta dos dentes ou as cicatrizes de ter dado de cara na parede. Não acho nenhuma boa o suficiente.
Minha esperança é que hoje à noite no teatro eu encontre uma alma sensível que queira ser comprada por mim.
Segunda-feira eu saboreava um calzone gosto de nada - aliás, por que é que tudo nesse mundo que é vendido como opção vegetariana parece levar junto o estigma de não ter gosto de nada - e mordi minha própria língua bizarramente. Estou com graves dificuldades para falar e comer.
A opção vegetariana virou carnívora. Argh.

Thursday, November 04, 2010

A saga da ADEJ

Diz o velho xexelento que minha grana sai na terça-feira. Quem viver, verá.

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