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Friday, July 30, 2010

Adquiri um novo utilitário

Galochas lindas, azuis com bolinhas brancas. Elas causaram verdadeiro frisson hoje aqui na repartição, todo mundo reparando nelas! Para meu azar, resolveram por não chover justo hoje, para eu poder testar o seu poder. Mas não poderia me furtar a estreá-las pelo mundo, exibir pela cidade minha roupa anfíbia!
Comprei-a ontem pela bagatela de R$89,90. A única que havia, em numeração semelhante à das Havaianas, dizia ser 39/40, e eu calço 38. Realmente, ela fica folgada, resolvi o problema hoje calçando duas meias grossas. É difícil dirigir e operar os pedais do carro com elas, pois têm o solado todo inteiro, mas tenho certeza de que em dias de forte chuva, meus pés secos agradecerão quaisquer outros desconfortos. Só falta a capa de chuva decente, não aquelas de saco plástico, mas alguma com material minimamente resistente.
Na mesma loja, apaixonei por mais dois pares de botas úteis, bonitos, confortáveis e em liquidação, mas em sedo dia 29, meu orçamento não cabia com todas elas. Deixe estar, hoje mesmo volto lá e resgato um dos órfãos.

Tuesday, July 27, 2010

Cansaço

Descobri que meu cansaço não é só moleza, necessariamente. Tem também a ver com o fato de fazer neste mês um ano que eu estou trabalhando, embora não necessariamente no mesmo emprego. Então, biologicamente, deveria estar entrando em férias, o que na realidade não está nem perto de acontecer, com o início das aulas do mestrado, a continuidade no emprego, as atividades de campanha, enfim. Queria dormir em julho e acordar em dezembro, mas creio que passarei os próximos meses bastante desperta, tendo que me virar com muitas coisas.
Mas só por hoje, não importa. Vou à aula de pintura, e nada além disso!

Não sei se já relatei,

Mas semana que vem vou passear. Em dias de chuva, frio, tédio e um pouquinho de dor no coração, marquei viagem para o Rio de Janeiro, durante breves e curtos 5 dias. Vai ser o único intervalo que terei nestes próximos meses, e preciso aproveitá-lo bem!
Pensando nisso, já comecei a ficar levemente apavorada, com medo de ser assaltada, ou de ser dopada num bar e acordar no dia seguinte, dentro de uma banheira cheia de gelo sem os rins. Sempre fico assim com medo, sempre que tenho de ir ao Rio ou São Paulo - e só perdi esse pavor em relação a BH porque morei lá.
Quando olho para mim mesma, nos reflexos das vitrines no centro da cidade, sempre penso na imensa oportunidade de assalto que os ladrões perdem. A cara de bocó que eu tenho, quase faz com que eu roube a mim mesma! Espero estar fora de seus mapas de rota, durante esses curtos dias...

Monday, July 26, 2010

Medo

O gordinho-careca-peludo aqui da repartição está o dia inteiro fungando, espirrando e pigarreando. Há pouco passou por mim com cara de maluco, uma japona por cima do guarda-pó, o que me leva a supor estado febril.
Já é não-atrativo por si só, mas portando um vírus da gripe, se torna ainda menos apetitoso. Impressionante! Se em algum dia eu citei que algo nele me atraiu, posso dizer com força: esse resfriado dele me repeliria até se ele fosse gato e não-fumante!

Reflexões

Sei que não deveria, mas quando eu vi já imaginei uma história inteira em cima de um nada. Não é fácil corresponder às minhas expectativas, o meu fantástico mundo fantasia tantas coisas que teria de acontecer um verdadeiro big bang para algo me surpreender, uma vez que estou sempre esperando pelas coisas!
Dia desses estava lendo um livro, e fiquei achando engraçado o fato de como a personagem principal é exatamente igual a mim: estou sempre no passado, ou sonhando com o futuro, mas tenho dificuldades imensas em apreciar o presente. Passei o final de semana inteiro tentando apreciá-lo, e até que consegui alguns intentos, mas ainda preciso evoluir muito nessa arte. O que hoje, 26 de julho, me satisfaria plenamente?

Friday, July 23, 2010

Plano de saúde corporativo

Ontem fui agraciada com minha carteirinha da Unimed e um cartão de descontos de 50% em medicamentos. Tô que tô igual pinto no lixo, já marquei três consultas, e espero sair de cada uma delas com muitas receitas para usufruir dos programas de incentivo aos colaboradores!
Sei que sou hipocondríaca e isso não é legal, mas não consigo resistir diante da oportunidade de me medicar e me livrar de todos os males. Na minha casa, além da farmacinha da família, tenho a minha própria, em meu quarto, e sempre carrego na bolsa todos os medicamentos "cotidianos".
Já briguei com muitos namoradinhos por evitá-los em dia de doenças infecto-contagiosas, e resisto há anos à ideia de poder tomar antibióticos regularmente, só pra matar alguma bactéria que esteja dando sopa no meu organismo por ali. Aliás, só não o faço por saber que assim, ficaria sem efeito quando de uma necessidade maior.
Deixa eu, né? Tem gente que rasga dinheiro e come cocô!

Monday, July 19, 2010

discipula de Charles

Charles é meu amigo desde que tenho 12 anos de idade. Era meu professor de matemática, depois de física e química também. Me ensinou tudo o que sabia sobre essas coisas, me ensinou a fazer um quadrinho no canto do caderno de física, onde eu deveria colocar todos os dados que o exercício me trouxesse (uso esse método até hoje, para as mais variadas coisas).
Charles me passou conhecimentos de ciências exatas, me mostrou que tudo era possível, grande exemplo na hora de fazer provas e concursos.
Charles tem só um pequeno defeito: não sabe o que quer da própria vida. E de tudo que me ensinou, de algum modo, acabou me passando isso também.
Quando olho pra mim mesma, de novo arrumando as malas pra me mudar de cidade, depois de aprovada em mais algum processo seletivo qualquer, de novo de coração partido, mas não o suficiente para me fazer lutar pelo que perdi, de novo com um grande ponto de interrogação quando olho para o futuro e me pergunto o que eu realmente quero da vida, penso.
Penso se não exagerei na confiança que depositei no método de Charles!

Chove e faz frio

O mundo fica feio e cruel contemplado da janela da repartição, do carro ou de onde for. Tudo está úmido e gelado. Fico esperando ainda mais ansiosamente pelo próximo semestre!

Resgatada da Ilha de Lost

Voltou a água mineral e os copinhos!

Thursday, July 15, 2010

Tenho sede

Na repartição,desde que iniciaram as férias de alguns, não tem mais bombona de água nem copinho plástico. Passo mal, porque sempre bebo vários copinhos por dia, para combater o tédio e porque tenho sede, mesmo (pessoas que falam muito sempre têm sede). Sinto-me como na ilha de Lost. Acabou a água potável, e dentro em pouco acabará também os outros mantimentos. Comeremos uns aos outros?

Monday, July 12, 2010

Não deixa chover

Senão não vou sair pra caminhar, no meu primeiro dia depois de meses com tempo livre! Estava calor e sol, tudo bom e bem a meu gosto. Não tem como manter mais um cadinho não? Preciso emagrecer!

Tuesday, July 06, 2010

Raramente isso me acontece, mas deve ser o tempo de abstinência sexual forçada, tenho reparado muito nos homens com quem tenho de trocar palavras ultimamente.
Meu colega de repartição gordinho, calvo e com pêlos nos braços está no top "nunca-pegarei", e no entanto, ontem dei uma de engraçadinha e falei que o chiclete dele (!) estava cheiroso.
Logo depois, atendi um aluno aqui que é presidiário com regalia (pode sair apenas para vir estudar, e dorme na cadeia). Depois que ele foi embora, passei ainda mais uns 20min sentindo o cheiro de perfume dele aqui dentro da minha sala. Não exatamente de perfume, mas um cheiro de após o banho caracteristicamente masculino: sabonete, loção e desodorante spray (um cheiroso, não um Avanço nem nada assim. Ele é preso mas é limpinho, ora pois!). Engraçado, ele também mascava chiclete ontem, o dele de menta. Fiquei pensando depois no absurdo da situação que seria, se um dia eu desse asas ao absurdo e me envolvesse com um aluno da escola na qual sou orientadora, e ainda por cima, apenado. Deixei prá lá.
Hoje à tarde, em meu outro emprego, atendi um usuário de meus serviços, que ficou fazendo várias perguntas pessoais (nenhuma muito invasiva, apenas coisas pertinentes no momento). Respondi a todas, meio contrariada, enquanto seguia com o atendimento a ele, e não pude deixar de notar que ele era bonito, de ombros largos e bem simpático. Detalhe: cadeirante. Mas sentado, era um homem muito interessante.
Agora, minutos atrás, adentra em minha sala um mancebo, à procura da professora de inglês do curso de idiomas que ele faz. Veio deixar um trabalho com a secretária. Expliquei, meio com ar de mofa e sem muita paciência, que tanto a secretária como a professora trabalhavam somente até 17h25, e disse que receberia o trabalho dele. Ele fez mais uma pergunta inocente, respondi com mais ainda ares de mofa e ironia, e ele me desarmou rindo de si próprio, um tanto sem graça, ao mesmo tempo que muito paciente consigo próprio. Foi aí que percebi que um cara gatinho, simpático e da minha idade estava ali diante de mim, e eu o estava tratando com mau humor e ironia completamente desnecessários! Tentei consertar, e até puxei assunto, perguntando se ele era aluno só do curso de idiomas. Respondeu que também faz graduação aqui. Me senti uma tola, por tê-lo tratado com indiferença, visto que ele deve ser o melhor que me aconteceu no dia de hoje, com seu sorriso de menino e comportamentos solícitos com prestadores de serviços (como eu, aqui com meu guarda-pó azul).
Fazendo a revisão então, nas últimas 24h eu me interessei de alguma maneira e em algum grau por um gordinho-peludo-calvo, por um presidiário, por um cadeirante e por um franguinho universitário.
Sou a diversidade em pessoa, e terei um álbum de namorados muito mais versátil se der vazão a estes estranhos interesses...

Meu bolinho de aniversário

Parentes (poucos) e chegados (também) me prestigiaram no sábado à tarde, porque à noite tinha a festa de quinze anos de minha prima. Comemos um bocado. Ganhei vários presentes:
a) um chaveiro e um penduricalho de espelho de carro (de minha avó);
b) uma argola prateada com detalhes em crochê verde e uma faixa de cabelo em tons de verde (de minha cunhada);
c)um hidratante para as mãos (da mãe de minha cunhada);
d)um pijama cor de rosa de corações (de uma cálega);
e) uma gargantilha de prata (de minha tia);
f) três pares de meias soquete (de minha outra tia);
g) um vestido azul-turquesa (de uma tia postiça);
h) um cachecol de lã cor de rosa (de outra tia).
Gostei de todos, mas talvez troque a gargantilha e a faixa. Costume besta, mas sempre gosto de olhar o que poderia ter ao invés daquele presente, hehe.

Estou cansada

Há mais de um mês tenho trabalhado diariamente das 8h às 22h. Intercalando meu emprego de 44h com outro de 20h, e por alguns momentos, vindo aos sábados ao atual. Há muito que já perdi a noção de coisas simples como o entardecer, acontecimentos regionais (e até nacionais), e qualquer outra comida que não seja a do refeitório morte lenta. Durmo razoavelmente, mas também, foi o que me sobrou para fazer. Não arrumo tempo para ter preguiça, não arrumo tempo para me incomodar. Que saco!
Semana passada foi especialmente cansativo, pois eu ainda tinha que ir até Floripa efetuar minha matrícula no mestrado. Trabalhei até 22h, viajei até Floripa, fiz a matrícula, viajei de volta, e continuei trabalhando. Acordei cedo no dia seguinte para trabalhar (o dia seguinte era sábado). Às 8h já estava aqui, às 9h30 estava na lojinha de artesanato onde faço aulas para ajudar, às 13h voltei para cá, às 15h...cheguei atrasada em minha própria festa de aniversário. Já tive mais vida pessoal que isso

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