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Tuesday, June 29, 2010

Dizem que o dia de aniversário da pessoa é quando o Ano Novo pessoal dela se incia. Assim, comecei meu ano novo pessoal menstruada, passando frio e me sentindo miseravelmente sozinha.
Mas depois, pensando bem, pude tombar um banho quentinho, me arrumei com calma para ir trabalhar, e apesar de seguir miseravelmente sozinha, ao menos do ponto de vista daquela solidão que somente uma pessoa pode curar, recebi bastantes felicitações.
Ganhei um livro de presente, que estava querendo há alguns meses.

Monday, June 28, 2010

Saudade...

Algumas coisas marcam a gente de maneira indelével. Nesses últimos dias, tenho pensado muito nas crianças do meu emprego anterior. Apesar de teoricamente eu não dever estabelecer nenhum relacionamento cotidiano com elas, com o tempo e diante de algumas emergências, tive de me aproximar delas - e confesso que em alguns momentos, o fiz propositalmente, quis estar na vida delas, quis viver aquela vida ali. Lembro e sinto saudade:
a) da primeira vez em que ganhei beijo e abraço de tchau do menino de 6 aninhos que morava ali. Ele estava sempre sorridente e brincando, e naquela sexta, quando eu fui embora, ele me abraçou, deu o beijinho e quando tentei levantar (obviamente eu me havia abaixado para podermos nos abraçar, dado seu pouco tamanho), ele continuou pendurado no meu pescoço, o que me fez levantar o seu corpinho magricelo até a altura de onde eu enxergo o mundo;
b) do dia em que esse mesmo menino foi buscado por mim mais cedo na creche, pois tínhamos uma consulta na fonoaudióloga, e o vi atravessando a rua, de mochilinha nas costas, segurando a mão da outra profissional e acenando para mim dentro do carro, sorrindo e conversando, e questionei pela primeira vez em muito tempo, se eu tinha certeza que nunca ia querer fazer essa cena com um filho meu;
c) do dia em que esse mesmo menino me deu uma balinha que ele havia ganho na lembrancinha do aniversário de um amiguinho da creche, de como ele queria fazer xixi e ainda estávamos longe de casa, e fomos cantando para ele se distrair (e ele chegou sem fazer xixi);
d) do dia em que deixei uma família inteira devastada levando-o embora de volta para Itajaí, pois o juíz havia determinado que o passeio programado para 15 dias deveria acabar ainda no terceiro - e naquele dia, ele não estava feliz em me ver;
e) do dia em que vi uma menininha de três aninhos, ainda que chorando, ainda que triste, corajosamente dizer tchau e acenar para as pessoas com quem ela gostaria de ficar;
f) dos primeiros sorrisos que ganhei daquele bebê rechonchudo, quando começou a puxar a toalha de mesa;
g) daquela menina de 13 anos que quando estava feliz, perdia o controle, e babava de tanto rir;
h) de quando os levei à festinha de final de ano da escola, e na volta eu fazia as curvas bem acentuadas e eles riam feito doidos;
i) do dia em que fui fazer uma visita domiciliar e a irmãzinha mais nova de uma das crianças passou a visita inteira sentadinha no meu colo...
Lembro e quanto mais puxo, lembro de mais coisas. Chegaria no z e ainda teria milhares de fragmentos de felicidade e muitas vezes de drama, que tornavam minha vida mais graciosa.
Sinto falta de ter 7, 8 bacuris berrando em volta do meu carro quando eu estou chegando na casa deles, de almoçar com eles, de abraçá-los, de segurar na mão para atravessar a rua. Sinto tanta falta, que quando escrevo isso, não consigo deixar de embaralhar as vistas e molhar um pouco as bochechas com uma saudade de um tempo em que o nível de fofurice de minha vida era garantido pelas pequenas presenças.
Ainda me sinto tão criança, mesmo indo para o segundo quarto de século da minha vida a partir das 00h de hoje...

Friday, June 25, 2010

O refeitório onde eu janto todas as noites, com o perdão das palavras duras, é uma morte lenta sem precedentes. É incrível como eles conseguem só servir macarrão ressecado, feijão velho, salada com cara de velha, carnes boiando num óleo pra lá de suspeito, frango esturricado, sobremesa com gosto de remédio e capilé xarope puro.
É incrível, porque não comem ali tantas pessoas assim, para podermos dizer que a comida é sem gosto porque é feita em grandes quantidades; tampouco que é relacionado ao preço, já que pagamos caro. O fato é que me dá engulhos todo final de tarde, quando chega 17h, e eu me deparo com a polenta ruim de ontem requentada hoje, e pronta para virar o "creme de milho de amanhã".
Me impressiona ainda o apreço imenso que parecem ter pela modalidade fritura: tudo que pode ser feito à milanesa, é feito, e até algumas coisas que talvez não poderiam.
Tenho boas e agradáveis companhias: três cálegas de silviço que me fazem rir, enquanto a gente fala mal de todas as chefias possíveis e imagináveis. Combinamos que, em meu último dia, comeríamos pizza encomendada de fora, para celebrar minha libertação, e dar uma banana ao refeitório morte lenta.

Recaduda

Desde que fiquei solteira, tenho recebido muitos scraps. Mas o mais curioso é que não são de pessoas que estavam afastadas e de repente resolveram se chegar devido a isso, são de pessoas que estiveram presentes em minha vida nos últimos anos também. Acho estranho, mas não acho ruim. Gosto assim.

Tempos de consumos

Dizem que é normal, e eu acredito, por que às vezes é assim mesmo que eu me sinto, a gente querer mudar a própria aparência em tempos de mudanças de vida. Ando numas pegadas estranhas de querer comprar coisas que há muito não comprava. Dei pra andar de maquiagem - eu faço sempre pra trabalhar, mas era bem naquele estilo esconder os defeitos, e agora, ando passando cores por lugares que não costumavam recebê-las.
Ando querendo porque querendo aproveitar a passagem de meu pai por Dubai pra encomendar coisas que me pintam as caras, as pontas dos dedos e se penduram nas orelhas.
Decerto a cigana que me protege e não me deixa desmoronar, tá pedindo agrados. Hehe

Thursday, June 24, 2010

Ah, coração...

Percebi que estava simplificando demais meu estado de espírito. Não é bem que eu não ligue pro que aconteceu; é só que já estava sofrendo há algum tempo, então muito embora o 'nunca mais' seja ruim, trouxe junto de si a derradeira parcela de angústia e dúvida. Isso não altera o fato de que esteja mesmo agindo muito normal, muito tranquilamente. Mas também é assim porque estou me controlando e evitando cuidadosamente pensar em tudo que me poderia desestabilizar. Não toco no assunto, não quero ficar analisando e dissecando o defunto para tentar descobrir os motivos. Também não quero imaginar quando por algum acaso nos encontrarmos, nem nada desse tipo. Também percebi que estou sem nenhuma vontade de beijar ninguém, ou de sair, ou de beber e celebrar (ou afogar) meu novo estado. Percebi que a rotina me fez bem, e percebi que é melhor eu continuar nela, porque isso tem me mantido sob controle.
Estou sentindo necessidade de conversar, mas não sobre o que aconteceu. Estou precisando de ombros amigos, mas não para chorar, e sim, apenas pra celebrar a amizade. Para distrair a mente, pensar em outras coisas. E estou precisando evitar tudo o que possa me fazer lembrar o que poderia ter sido, se não quiser descontrolar.
Nessas, acabei me movimentando para procurar coisas que o antecediam: amigos, músicas, entretenimentos que houvessem referência em minha vida de antes que ele fizesse parte dela.
Encontrei muitas coisas. Algumas pessoas. Dia desses, quase caio para trás quando me contam que pessoa tal disse que me achava bonita.
É, um homem, um cara aí, me achou bonita! Fazem quase três anos que as pessoas ligam a minha imagem imediatamente à de outra, que virei praticamente um ser assexuado e desprovido de interesse. Qual não foi meu espanto ao descobrir que por aí ainda existem incautos que se interessam pela minha pessoa? Fiquei passada!
É como se através desse incauto, se abrisse a janela das pessoas que eu ainda não conheço. Quero sair flutuando por essa janela, e descobrir um mundo de gente interessante!
Desde que cheguei nesta atual repartição, hoje de manhã, atendi UMA pessoa. Já postei no blog, flanei pelo orkut, comi bolachinha, bebi água, fui ao banheiro, conversei com a guria da recepção, e nisso, ainda falta 1h para dar meu horário!
Segundas e quintas, pego aqui às 8h. Tenho de me levantar no cu da madrugada, às 7h30. Hoje, ato falho, levantei às 8h11. Minha sorte foi que deixei tudo minimamente arrumado ontem, e cheguei aqui às 8h32. Nessa repartição, os atrasos são não só contabilizados, como também fiscalizados e dedurados à chefona. O clima aqui é de intensa competitividade, e não consigo entender por que, visto que cada função tem exatamente uma pessoa apenas, e não se trata de hierarquia. Eu nunca vou poder tomar a vaga da Fisioterapeuta, nem a mulher dos Serviços Gerais vai poder tomar minha vaga de Assistente Social. Se é assim, pra que queimar os outros colegas?
Não entendo, mas também não me importa mais. Em breve, terei ido-me embora em definitivo!
Teria ficado aqui tranquilamente, mas percebi em poucos dias, que a mesquinhez impera de maneira absoluta. E fiquei muito contente de ter passado no mestrado e poder dar tchau!
Algumas coisas me incomodam sobremaneira aqui. Uma delas é a mania que as pessoas têm de desrespeitar algumas convenções mínimas, como por exemplo: porta fechada significa atendimento individual. Estou ali, atendendo um usuário, ele está me contando a vida dele toda, os problemas dele, e sempre tem um puto pra enfiar a cabeça pela porta, dizer "ai, desculpa, achei que estava vazio, mas blablabla"...
Passam ligações no meio dos atendimentos, muito embora meu ramal esteja estragado desde que vim trabalhar aqui (há três semanas). Me interrompem para me apresentar "não sei quem da diretoria".
E a gota d'água, dia desses, queriam que eu ficasse aqui dentro com um bloco de recibos e cobrasse "contribuição espontânea" por declaração emitida para que acessem o vale-transporte gratuito e garantido por lei.
Como não tenho nada a perder mesmo, meti o pé e falei logo tudo que eu achava. É ótimo você estar na condição de demissionária: o que eles podem fazer? Te demitir?
Não tão legal, era uma doida que conheci ainda nos tempos de colégio, e que de tempos em tempos, jejuava por motivos religiosos.
Nesses dias que tem feito frio demais, algumas coisas me deixam mais ou menos contente.
1) trabalhar numa sala bem fechadinha, com ar condicionado potente cuja temperatura pode atingir os 32ºC;
2)o aquecedor do carro funcionar;
3) ter chuveiro a gás;
4) ter uma pantufa escândalo e usá-la pra dormir.

Lembro sempre daquele meu amigo dos tempos de UFSC que andava de casaco de lã e uma sandalinha com os dedos de fora, mesmo nos piores frios. Quando a gente perguntava porque ele fazia isso, ele sempre respondia: pra que eu nunca me esqueça.
Achava ótimo, até porque ele era uma pessoa maravilhosa, que me ensinava muito sobre muitas coisas. Mas sempre fiquei me perguntando se andar de chinelinho no frio era a melhor maneira de se manter humano.
Em dias gelados feito esses últimos, nunca me esqueço...dele, e do "pra que eu nunca me esqueça".

Wednesday, June 23, 2010

Surpresas

Eu sempre surpreendo a mim mesma de alguma forma. A que mais me surpreendeu, nestes últimos dias, certamente foi o fato de não ter vertido uma única lágrima. Não ter tido um minuto sequer de insônia. Não ter tido um pesadelinho, um sonho esquisito, nada. Não ter tido um único reflexo de tristeza, não ter parado de fazer nada, não ter sentido nem um pouquinho a sensação de que algo se perdeu.
Muito instantaneamente, muito imediatamente, fechou-se a janela que dava para o passado. Não sobrou um único passarinho cantando. Não sobrou musiquinha, não sobrou um cheiro diferente no ar. Não fico tentando rever a vista daquela janela. Será que eu sou normal?
Será que daqui a alguns dias, me verei desabando? Sei não. Tudo parece tão dentro dos conformes... Será resiliência? Será indiferença?
Sei que, se alguém ainda não souber ou não tiver adivinhado, estatisticamente, terei de continuar dizendo que, muito embora eu às vezes acredite que a gente pode "se encontrar na vida", a vida outra vez me provou que isso tudo é uma grande bobagem.
Sozinha, solteira, não sei a palavra, viva?
Se você me achar legal e quiser namorar comigo, estou aberta ;).
Se você quiser fazer amizade comigo, não sabe o quanto estou precisando de umas!

Wednesday, June 16, 2010

Copa do Mundo

Eu não ligo! Saí feliz da vida daqui no entanto, sabendo que teria 3h de liberalidade da empresa para fazer o que quisesse. Fui convidada, pela minha professora de pintura, a passar a tarde com ela em seu ateliê, pintando e conversando, no decorrer do jogo. Fiz isso, levei pãezinhos de queijo, outras gordurentas coisas e guaraná, enquanto a gente pintava, fofocava e espiava o jogo com o canto dos olhos. Tomara que o Brasil siga se classificando, para que as tais liberalidades não acabem tão cedo...

Preciso...

... voltar a blogar de modos a tornar os pequenos acontecimentos do dia, aqueles que acontecem em fração de segundo, algo eternizado na memória. Ando muito rabugenta e não mais dando atenção a essas coisas. Hoje, por exemplo:
tomei um chá belga das quatro estações, fumegante e aromático, conversando com uma pessoa que me ofereceu um escalda-pés gratuito. Tive tempo de lavar os meus pincéis com xampu, condicionador e passar creme de pentear (o que os deixa mais macios e novinhos), e chorei um pouco dentro do carro. Foi um choro curto, que durou somente o meu trajeto até aqui, mas que me deixou de coração mais leve.

Pequenos Detalhes

Sou uma mulher de pequenos detalhes e todo mundo já sabe disso. E que reclamo muito de meus empregos também. Pensando nesse negócio dos detalhes foi que comparei todos os lugares que já rodei na vida (e olha que foram alguns apesar do pouco tempo na ativa), e que alguns detalhes me fazem falta.
Por exemplo:
lugares onde você comemora o seu aniversário na repartição levando um lanchinho e as pessoas fazem vaquinha pra te presentear;
lugares que te fornecem além do café, uns saquinhos de chá e umas bolachinhas;
lugares onde você pode minimamente alterar o layout da sua sala, levando para lá o seu próprio porta-canetas, uma plantinha, umas coisas meio assim.
Enquanto assimilo meu novo emprego e me preparo para sair definitivamente do velho, pensei em colocar algumas coisas na minha nova sala, e pintei um porta-canetas. Decidi, no entanto, só levá-lo para lá ao final desta semana, quando tiver absoluta certeza de que permanecerei ainda um bom tempo por lá.

Tuesday, June 15, 2010

Guria, olha pra frente e pra cima. Deixa o sol arder nos teus olhos, e eles ficarem apertadinhos, o nariz franzido. Então engole bastante ar, e escancara o teu sorriso. Aquele que só usamos nos momentos mais necessários: o sorriso de coragem!

Tuesday, June 01, 2010

Desconforto

Sinto um extremo desconforto desde o domingo, uma sensação de estufamento. Certo, que na madrugada de sábado eu exagerei ligeiramente, tomando chope e comendo aquela batatinha flambada no maçarico que eu adoro, mas será que é para eu ainda estar assim indisposta na terça-feira?

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