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Thursday, October 29, 2009

Quero despejar veneno

O tipo que depois de mais de 10 anos tendo renda fixa, finalmente criou vergonha na cara, saiu da casa de mamãe, foi morar sozinho e... Só tem lasanha semi-pronta no congelador, isso quando tem. Coisa mais prá trás, coisa mais besta, coisa mais sem graça. Grandes coisas sair de casa se não tiver o saudável hábito de escolher frutas e legumes no mercado ao menos uma vez por semana, lavar as próprias roupas e arrumar seu banheiro. Não me serve de nada, e acho que continua tão dependente de mamãe quanto antes, com o diferencial que gasta uma graninha com faxineira, ou em muitas comidas pelo telefone.
Abomino casa de homem que sequer água potável tem para se beber de manhã, tampouco um iogurte pra tapear de manhã cedo, se conseguir convencer a moça a pernoitar lá.
Ainda ri, muito orgulhoso de si mesmo, dizendo que hoje em dia cozinha muita pizza pré-congelada. Não tenha orgulho não, bobalhão! Você é moleque, continua sendo um inútil! Um verdadeiro mamífero de luxo, que de nada serve à sociedade em seus mais micro espaços, como a cretina mortalha de um lar.

Quando a gente é o adulto

Quando a gente é o adulto, e os outros são crianças, é como se a gente fosse o letrado e os outros os analfabetos, como se a gente fosse o Doutor Médico e os outros fossem os doentes... Por menos respeitável que o adulto seja, sempre parece ter mais vida inteligente dentro da cabecinha que as crianças, né? Elas sentem dessa forma, e por mais inteligentes e contrárias que sejam às tuas ideias, volta e meia acabam fazendo aquilo que a gente diz que é certo.
Determinada criança pegou o costume feio de fugir volta e meia, e aí foi dito a essa criança que ela não precisava fugir quando o coração apertasse, que ela deveria antes de fugir procurar um adulto e conversar sobre o fato. O mundo desabou na cabeça da pobre da criança, tudo deu errado, e a mesma estava estranha e calada.
Ao final do dia, ele vem:
- Tia, eu vou fugir, meu coração tá apertado.
Como quem diz que esqueceu o caderno na escola, ou que a ponta do lápis quebrou, ou que hoje a comida foi boa.
A obediência dele, o procedimento que adotou, a presença de espírito de lembrar de conversar antes de fugir, foi significativamente maior, bem mais inteligente, que a dos adultos que falaram a ele que deveria conversar quando quisesse fugir. A gente sabe, todavia, que leva pouco para ele perceber que há mais vida inteligente dentro dele, que dentro de vários outros.

Wednesday, October 28, 2009

Já ouvi falar de um estudo que falava que as pessoas ficam especialmente mais felizes no período do mês próximo ao pagamento. Isso sem dúvida alguma se aplica à minha humildade pessoa; esse mês, apesar de ser o primeiro que eu consigo chegar até o final sem estar com o saldo completamente zerado (o que, quero crer, comprova que estou aprendendo ao menos um pouco como administrá-lo), a hora de descontar o cheque é um momento entusiasmante, para dizer o mínimo. Estou sempre devendo, sempre. Passagens de avião, principalmente. Mas dessa vez, devo também uma fatura de cartão de crédito que chegou no meu antigo endereço há dois meses atrás, além de duas multas de trânsito. A gente estica e puxa, e se começa a calcular, não sobra é nada. Mas ainda assim, dá sensação de luxo e riqueza no primeiro dia!

Tuesday, October 27, 2009

Meu primeiro migué realmente grande

Como fiquei muito puta por causa do avião perdido, e por tê-lo perdido por causa de uma visita domiciliar lá em outra cidade, resolvi que meus empregadores precisavam me ressarcir de alguma forma.
Foi onde que eu resolvi que aquela tosse incômoda e a rouquidão chatas que eu estava, mereciam uma ida ao médico.
Chegando lá, com os olhos inchados e vermelhos de chorar a perda do avião, fungando feito um guri piqueno, recebi uma máscara para pessoas com gripe suína, e fiquei aguardando a minha vez de ser atendida. Eu e o médico mascarados, eu relatando as minhas questões físicas, e ele me pede uma batelada de exames. Descartada assim a gripe suína e a pneumonia, passamos a tentar solucionar os meus problemas, e recebo um xarope forte, e um atestado pedindo meu afastamento do trabalho por 5 dias, além de um encaminhamento ao pneumologista.
Me sentindo já ligeiramente melhor, entro em contato com a repartição pelo e-mail, escaneando o atestado e passando a agir como se de férias.
Isso até eu tomar a primeira dose do xarope, e desmaiar por 4h seguidas, tamanha a potência do antialérgico contido na fórmula... Eis que passei minhas forçadas férias praticamente toda dormindo por causa do xarope, salvo em alguns momentos rebeldes que eu mesma abdicava da medicação e ia dar pinta lá no destino da minha viagem cujo avião fora perdido.
Ao final disso tudo, cheguei um pouco ressabiada de volta ao serviço, me perguntando o que fazer para não aparentar que estive descansando muito bem.
...
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Acredita que ninguém deu a mínima? Todo mundo deu oi feliz e animado, e a vida seguiu como se eu nunca tivesse faltado uma semana.
Estou com a agenda lotada de coisas que poderiam ter sido feitas com mais calma, mas ainda assim, na maior tranquilidade.

Wednesday, October 21, 2009

Perder um avião é uma das experiências mais frustrantes que o ser humano pode vivenciar. Ainda mais se isso acontece na pacata Navegantes, quando o próximo vôo é dali a 4 horas. Lembro de mim correndo com o carro, entrando na barca com ele desesperadamente tentando fazer com que o avião atrasasse. Como todo castigo pra corno é pouco, ele não atrasou. Cheguei exatos 10min depois da decolagem, e só me restou praguejar. O pior foi que fiquei tão triste que nem pude amaldiçoar ninguém. Hoje vou de ônibus, que é para não falhar, e chego com 2h de antecedência, que é para não gerar problemas!

Wednesday, October 14, 2009

Cursos novos do Reuni

Existe uma discussão mais ou menos antiga sobre a legalização da profissão do sexo. Seria uma forma de amenizar a exploração do trabalho, e @s profissionais do sexo teriam direito de recolher INSS e demais benefícios - essa política foi defendida em 2005 lá de dentro do Ministério da Saúde.
Em 2007, começa a palhaçadinha do Reuni,quem quer, quem não quer. Cursos esquisitos, cuja finalidade ninguém entendia, e é possível que se formem bacharéis nessas coisas que ninguém sabe direito a que serve...
Aí fiquei pensando, né? E se a gente juntasse a porra toda e fizesse um bacharelado em Acompanhante Executivo? Seria mais barato às Universidades, ainda não teria entidade que exigisse carga curricular mínima. Se eu fosse elaborar o currículo, colocaria disciplinas como: Kamasutra I, II e III, anatomia, reflexologia, higiene pessoal, saúde sexual, e algumas de administração, para que se pudessem ter elementos na hora de estabelecer os preços, gestão de gel comestível e parcerias de sucesso com estabelecimentos como os motéis.
Aí logo viria a especialização. Pós graduação latu sensu em Cafetinagem, Sexo Tântrico, e logo viriam mais.

Thursday, October 08, 2009

é preciso ter coragem para não se acostumar

uma frase bem-feita, que traduz perfeitamente o momento.

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