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Monday, September 28, 2009

Eu não sei muito bem os porquês, mas eu gosto muito mesmo daqui de Itajaí. Quando vim pela primeira vez "para ficar", fazer o exame admissional, lembro de ter achado a cidade graciosinha, o que contestava em muito aquela minha impressão de cidade decadente, cujas atividades únicas eram a prostituição e toda uma sorte de atividades ilícito-portuárias. Claro que essa imagem advinha do meu próprio histórico pessoal com a cidade, e um pouco alimentada pelos dados estatísticos de cidades portuárias, então pré-conceituei como um local insalubre, cheirando permanentemente a nicotina e perfume de puta velha, o que absolutamente é verdade. A cidade é bonitinha, e eu aprecio genuinamente as ruazinhas estreitas, o sem-número de rótulas, a alegria e o sotaque do povo, a arquitetura mais antiga, o nome das ruas.
Mas não era de nada disso que eu queria falar, e sim de um traço curioso e trágico de todos os habitantes da cidade, que passei a conhecer na medida em que fomos chegando mais perto do tempo das chuvas: é o medo e a precaução eternas por causa da enchente. Simplesmente todo mundo tem uma história para contar daquilo que perdeu na enchente, e de como se prepara para a próxima. As pessoas construíram segundo piso em suas casas, para poder "subir os móveis", ou então compraram apartamentos, ou então ainda não compraram novamente seus móveis, sabendo que ainda vem mais chuva.
Desde ontem, chove torrencialmente na região como um todo, e o abatimento é visível. As pessoas estão correndo aos supermercados em busca de provisões, e estamos aqui entrando em contato com quem quer que more em prédio ou fora da região das cheias, para que recebam nossas crianças e funcionários. Já temos caixas de papelão para armazenar as mudanças, e eu nunca havia passado tanto medo como hoje de manhã, fazendo um trajeto usual e rotineiro. Espelhos d'água no asfalto, poças jogadas contra o pára-brisa, e a instabilidade completa. Escrevo essas linhas apoiada na CPU, que agora repousa numa cadeira, uma vez que o chão empoçou, e o telefone já encharcou e não liga mais.
Isso tudo ainda é nada, ainda não teve cheia, "só" deslizamentos. Mas ela vem, e vem logo...

Wednesday, September 23, 2009

Travessa

Quando eu tinha 17 anos, lembro de ter feito um copo de leite e achocolatado, e ido num sábado de manhã usar o computador. E derramei tudo sobre o teclado, e ficou sujo, e eu limpei. Semanas depois, coisas estranhas começaram a acontecer, as teclas não funcionavam muito bem, outras eram acionadas sem que eu as houvesse dado o comando... Inclusive, foi nesta ocasião que fui apresentada às teclas Page Up e e Page Down, pois a Page Up ficava o tempo todo me levando para onde eu não queria.
Agora há pouco, aqui na repartição, eu sem querer virei um generoso gole d´água sobre a mesa. E fiquei super preocupada e sem jeito, pois já sei há algum tempo as consequencias funestas de meu descuido. Sequei atentamente a poça ao redor do teclado, e passei os dedos cuidadosamente nas teclas atingidas, além de ter virado o teclado para baixo. No entanto, gotículas assustadoras cintilam ainda, me ameaçando, cantarolando: "vou entrar e estragar tudo...", e eu continuo preocupada com o destino desse instrumento que agora faço uso.
Fazer o que? Confessar o crime? Esperar que não dê problema?

Tuesday, September 22, 2009

Eu sei que eu não deveria dar tanta importância...

Thursday, September 10, 2009

Alguém me explica?

Por que é que toda cabeleireira, lavadeira de cabelos, manicure, enfim, toda e qualquer profissional de salão de beleza sempre, absolutamente sempre, quer oferecer escova progressiva?
Vocês poderiam me dizer: porque elas ganham dinheiro fazendo uma em ti! Mas olha bem, se eu fizer uma escova progressiva, eu vou parar de ir sempre no salão fazer escova normal. E fico indignada com o tanto que todo mundo acha que a escova progressiva é a solução para todo e qualquer cabelo, inclusive aqueles que nem são problemáticos.
Estava eu, na pacata rua de nome engraçado lá em BH, quando a cabeleireira do bairro, me pergunta "se eu nunca pensei em fazer progressiva". Além de tudo, elas acham que eu sou uma reclusa, que nunca ouviu falar em tratamentos químicos mais moderninhos. Gostaria de dizer que sim, já pensei em fazer e inclusive já fiz algumas vezes, mas que de fato, não me sinto obrigada moralmente a ter sempre uma em cima da cabeça.
Será que alguma cabeleireira ou profissional da beleza lê essa porra e me ajuda a vencer essa pergunta chata pra caralho?

Irremediável sono

Meu mal, não adianta, é sono! Não tem jeito, sempre precisava ter dormido mais um cadinho!
Queria arranjar um atestado médico. E ficar sem aparecer aqui no silviço uma semana. Só dormindo. Mas creio que não serei acometida de nada que me permita tal regalia...

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