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Monday, August 24, 2009

De repente, me percebi intolerante. Achei meio surpreendente, mas a paciência simplesmente não existia, tampouco a vontade de ser gentil ou compreensiva com ninguém, nem com aqueles que eu mais queria bem... Foi sinistro e esquisito, perceber como nenhum deslize de ninguém conseguia me arrancar uma risada, como tudo era estressante. Tudo era custoso, e eu tinha virado um terreno de muros altos. Cercada. Não queria ninguém por perto, não queria permitir que ninguém levasse nada de mim. Mesmo assim, via toda a minha energia se escapando para mãos gorduchas e odiadas! Mãos de dedos finos e longos, de gestos delicados e hesitantes, e até para as mãos douradas e confortáveis... Detestava me ver naquelas mãos morenas e sempre agitadas, gesticulando. E o que dizer daquelas mãozinhas com esmalte preto descascado, o quanto eu as abominava?
Hoje, passei para outras mãos. Passo o tempo todo olhando aquelas mãozinhas branquinhas de esmalte vermelho (hoje era uma francesinha). Adoro olhá-las: são graciosas, são abertas, são seguras. Tem também as fortes mãos com um anel em cada dedo médio, com as unhas curtinhas e transparentes ao natural. São mãos habilidosas e fortes, e também sabem ser sensíveis. Através das mãos da atualidade, percebo que vou segurando nelas e pisando firme, de novo. As minhas mãos, no entanto, permanecem cerradas, enquanto vou tentando encontrar uma forma de fazer ruir os muros, e tentando reencontrar aquelas minhas duas mãos sempre estendidas a quem quer que fosse.
Hoje, parece possível que elas voltem a trabalhar assim.

Thursday, August 20, 2009

Toma vergonha nessa cara!

Hoje eu fui ver uma escola de natação. O preço promocional para 2x na semana durante seis meses (pagamento adiantado, ahhh...) é de R$75. Achei que seis meses era um compromisso muito sério, e pedi o preço sem a promoção. Fica por volta de R$100, o que eu tinha a priori achado um absurdo, mas então eu fiz as contas e vi que três saídas num bar nesses últimos quinze dias pagavam minha natação. Então é mais ou menos isso: se eu parar de ficar bebendo feito uma gamboa em lugares caros no final de semana, terei direito a 45min de exercícios.
Refletirei a respeito, mas acho que é uma boa troca.

Wednesday, August 19, 2009

Como se sentir um pouco menos explorado no trabalho

É difícil, mas a gente pode obter algumas pequenas compensações cotidianas enquanto não revoluciona o mundo. Existem algumas premissas para que tudo não passe de pequenas compensações, quais sejam:
a) não podes deixar de querer revolucionar o mundo. As pequenas compensações são paliativos que te fazem sentir um pouquinho melhor no cotidiano, mas jamais devem te satisfazer a ponto de não sentires mais a necessidade de acabar com a opressão e a exploração;
b) não podes colocar teu emprego em risco com elas. É fundamental ter um emprego, uma renda fixa, essas coisas que nos dão rotina e dinheiro para outras compensações. Então, é necessário uma dose de cautela ao se compensar.
c) não podes prejudicar ninguém diretamente com tuas compensações, principalmente teus colegas de trabalho. Ainda que seja teu chefe, ele não é o dono da empresa, que é quem te explora diretamente. Assim, se pegar aqueles CD's virgens para gravar o batizado do sobrinho vai recair sobre algum outro funcionário que terá de pagar por isso, deves procurar compensações em outras coisas, que não os tais CD's.
No mais, aproveite: para ver seus e-mails periodicamente, respondê-los, telefonar (caso não haja um rígido controle, e apenas para encaminhar coisas práticas como médicos, almoços e academia, nunca para pôr as fofocas em dia com o primo de Jundiaí), fazer cocô (uma ótima forma de roubar 20min de produtividade do seu patrão), tomar café, fazer alongamento, ginástica laboral, e todas as demais atividades que te tirem da produtividade por quantos minutos forem. Passar o cafézinho é bem melhor que apenas tomá-lo, e tomar um chá é a glória: tens de esperar a água ferver, o saquinho soltar as ervas, esfriar o suficiente para não se queimar... Maravilha! Nunca, nunca mesmo, coma ou beba trabalhando. São minutos valiosos! Ajeite os cabelos no espelho, retoque a maquiagem, sempre depois do horário de almoço, ou antes.
Não meu bem, isso não é corrupção nem desonestidade. As pessoas tiram os seus anos mais criativos, saudáveis e proveitosos te consumido corpo e mente, querendo tudo isso para uma empresa que não te repassa nem metade do que tu dás a ela. Tens que entender que nessa relação, a troca é muito desigual, e alguma dessas besteirinhas, atenuam teu estresse e, de quebra, atrapalhar um pouco a vida do patrão.
Falta de opçãs? Blogue, como eu, mas lembre-se, como eu, de minimizar a janela quando o dono chega, coisa que acabei de fazer ;)

Monday, August 17, 2009

Tomilho



O tomilho é uma erva bacaninha. Tem aroma gostoso, e dá um fresh na comida, uma leveza, assim, não tem?
É ótimo em domingos à noite de longa recuperação de ressaca...

Monday, August 10, 2009

Ontem foi assim: levantei, fiz várias coisas que precisava fazer... Arrumei malas, compras, comidas, bebidas, um tudo enfim, comprei CD's novos, e pus tudo dentro do carro. Peguei a BR 101, seguindo as placas para Curitiba. Segui, segui, até ver o portal de Balneário Camboriu, e entrei. Caí num pierzinho, abri as janelas, cheirei fundo e a maresia entrou. Fui andando devagar, olhando a luzinha dos postes refletindo na água, pensando que tinha me mudado de novo, e estava feliz pra caramba com a mudança...
Peguei as avenidas no sentido certo, não me perdi, e minutos depois, tinha entrado no prédio. Arrumei coisas, dormi, talecousa, e hoje de manhã tinha que vir trabalhar, em Itajaí.
Colega, eu percorro a Atlântica inteira pra chegar aqui! Ainda percorro todo o Porto de Itajaí! O Sol estava inclemente, que maravilha que é essa?
Estou apavorada com o tanto que fui feliz nas últimas quase 24h!
Bah, não entendo porque é que ninguém entende esse meu apreço imenso por receber recado no orkut! Você, dileto leitor, não quer me mandar um scrapzinho?

Friday, August 07, 2009

Agora que eu parei de dançar a dança do desempregado, tenho que estrear em várias rotinas; eu nunca fiz exame admissional, tive registro em carteira, tampouco pagava o conselho da minha catiguria pra poder atuar.
"Atuar": sou a estrela do orfanato agora!

Dias chuvosos

Sempre a chuva vem com vento que umedece o cabelo e a roupa de todo mundo sob a marquise. É assim: você não se molha completamente, mas fica cheirando a cachorro molhado e com um tufo de algas em cima da cabeça.
E pra completar, sempre tem um fumante filho da puta que vai pra beirolinha da marquise fumar onde "jogue a fumaça longe", e é óbvio que a fumaça te escolhe na hora para novo lar.

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