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Friday, September 26, 2008

Eu e meu sono oscilante

Teve há poucos meses, a fase em que eu trocava o dia pela noite. Quando finalmente eu dei para trabalhar um pouquinho, passei a ter um sono bastante regular, mas pesado e sempre faltando dormir mais. Agora com essa história de eu trabalhar aos sábados, às 8h da manhã, dei pra acordar todos os dias às 7h e poucas, dormindo relativamente tarde, e sem dormir no restante do dia depois. Vai entender... Algumas pessoas mais velhas me dizem que com o passar da idade ficamos mais sem sono. Deve ser a idade chegando por aqui.

Wednesday, September 24, 2008

Tem dias que é tudo assim, meio ruim. Às vezes esses dias se sucedem, vários, vários desses.
Ainda bem que, geralmente, todo mundo tem alguma coisa boa nesses dias. Um arco-íris na poça de óleo diesel. Eu também tenho o meu.

Monday, September 22, 2008

Um gato por um sofá

Quando as pessoas passam a trocar um ser vivo por um ser morto, imagino que nem haja mais dedos para tantos anéis...

Homens de Terno

...ou... Por que eu não gosto desta vestimenta?

Sei bem que ficam mais alinhados, elegantes, presençudos e tudo mais. Para mim, é aí que mora o perigo. Mulher que beija desconhecidos em formatura, nunca sabe onde está se metendo, assim como todo homem que beija desconhecidas na noite, já que contamos com base, rímel, meia-luz, salto alto e muito mais.
Sexta-feira fui numa formatura para a qual a maioria dos homens convidados foram de terno. Alguns conhecidos meus, causaram genuína surpresa: quase não se reconheciam. Tem gente que diz que o terno evidencia as qualidades dos homens; tendo a achar que não. Que o terno é na realidade a embalagem brilhante e colorida do produto mediano. Quando tira o terno, ou a embalagem, lá vem os ombros caídos, a barriguinha saliente, as cuecas e meias cinza, o biscoito seco, o bolinho sem gosto...
Meu namoradinho (que é maior que eu, mas é fofinho, queridinho, lindinho e tudo maizinho, daí namoradinho), foi tão elogiado pela mudança que até eu fiquei impressionada com a surpresa das pessoas. Um amigo chegou a dizer que "estava tão lindo que parecia um príncipe, um rei!". Embora eu concorde que estava muito belo, confesso que não me surpreendi tanto. A imagem mental "dele-bonito" é com uma camiseta branca, afinando meu violão, com o cabelo no rosto. Dentre muitas outras cenas que a gente fotografa e cataloga no cérebro. A dele de camisa e gravata, é só mais uma delas. No entanto, algumas pessoas só têm a embalagem a seu favor, e a única imagem mental da pessoa bonita, é com um terno.
Se eu fosse essas gurias que marcam encontro com os gatinhos que arranjam na formatura, marcava logo no cinema, porque dependendo de como o menino aparecer na luz do dia, é melhor tentar continuar mantendo o encanto...

Tuesday, September 09, 2008

Pantanal

Eu era bem criançola quando passava, em 1990. Mas ainda assim, quando vi a chamada no SBT, corri para querer ver. Não me lembrava exatamente de nada, mas queria de toda forma, queria muito voltar a ver. Aquela lembrança de que aquela novela tinha sido muito boa.
Daí ontem eu estava assistindo e entendendo porque é que eu gostava tanto, por que é que todo mundo gostou tanto: tem uma trilha sonora linda, tem um monte de imagens lindas do Pantanal, dá muita vontade de estar lá! Tem bundas (de homem inclusive) e peitos aparecendo todos os capítulos! A novela é forte, de história, de personagens, de cenas! Quem não queria morar naquele monte de mato, vendo tucano, onça, jacaré, com aquele rio correndo com força, e com pessoas de hormônios rebuliçados o tempo todo?
Se eu pudesse escolher em que novela morar, jamais quereria morar na de Manoel Carlos. Eu ia morar em Pantanal, e ia querer ser a Dona Maria Bruaca!

Monday, September 08, 2008

Cálegas de repartição...

...ou Os Comedores de Ratazanas. Essa função "Educador Social" dá margem a uma série de malucos pleitearem o cargo. Historiadores, geógrafos, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, dentre várias outras formaçãs nas humanas. Assim, não existe uma atuação uniforme junto dos ranhentinhos, cada um faz como acha que deve. Tem uma senhora de 50 anos, Assistente Social de 20 anos atrás, que mais parece uma tiazona, não conhece computador, odeia internet e entrega os relatórios de formas esquisitíssimas. Tem um estudante de História que mora numa comunidade indígena lá na Palhoça, que se esmera em soltar piadinhas machistas, homofóbicas e quantas mais se lembrar. Tem um historiador com síndrome de Peter Pan, um negão de virar o pescoço, diga-se de passagem, completamente insuportável e metido a sábio. Tem uma pedagoga de 30 e poucos anos, sempre muito indignada com as condiçãs de trabalho. E tem eu, 24 anos com carinha de 19, insegura e oscilante entre muderninha e séria demais.
O mais impressionante é que todas as pessoas conseguem ao final do mês terem um balanço positivo nos relatórios, serem chamadas pra novos trabalhos, e ter um bom relacionamento com os ranhentinhos. Eu fico deveras impressionada com isso!
Meus cálegas são todos muito polidos, e disputam entre si o mérito de terem descoberto o método perfeito de transmissão de conhecimento, e se vangloriam da sua pedagogia. O negão de virar o pescoço enche a boca para dizer que já teve 5mil alunos e NENHUMA desistência!, como se encerrasse naquela linda cabecinha cheia de trancinhas o segredo do Real Sentido da Vida. A tiazona passa os dias falando mal de todo mundo, mas sempre sorrindo e com voz doce, como a dizer que fala pelo bem das pessoas, com benevolência... E assim vão-se estapeando pelos melhores trabalhos, e pelos melhores relatórios. Todos me olham com evidente desconsideração e complacência: sou a inocente debutante na arte de bem-educar, e portanto, mereço todos os conselhos e pérolas de sabedoria que querem dividir comigo bondosamente. Nessas, sempre acabo ganhando de lambuja um relatório ou planejamento prontos, como se me disputassem feito uma das ratazanas que comem, para que eu tome posição e escolha minha facção de uma vez.
E assim caminha a humanidade!

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