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Wednesday, August 27, 2008

A caixinha de morangos

A preço promocional no centro, comprei pensando no que poderia fazer com ela, se uma tortinha, se uma sobremesa, se uma vitamina... Entrei no terminal de ônibus, sentei, um garoto ficou de pé na minha frente. Ofereci-me para carregar a mochila do garoto, que imediatamente aceitou. Pôe-se o ônibus em movimento, e eu lá, contemplando a caixinha de morangos sobre a mochila do garoto... E não posso mais resistir. Com a ponta das unhas, furo o plástico e pego o primeiro. Estão todos graúdos, vermelhos, saborosos. Vou comendo, tirando o cabinho, chupando os dedos, e tentando fazer com que o caldo não escorra tanto pela mochila bege do garoto. Obviamente que só paro quando a caixa está cheia de cabinhos, pedaços não-bons das frutas e frutas verdes. E o suquinho, escorrendo num filete bem ralinho, para o pano bege da mochila...
Desencanei. Atravessamos a cidade, eu com a caixa cheia de restos, a mochila do guri manchando. Na hora de devolver a ele, muito espertona, posicionei-a de forma a ele não ver o que eu havia feito.
- Obrigada!
- Que é isso...

Sorrindo sem graça, e com uma sementinha nos dentes.

Tuesday, August 26, 2008

Nem que eu quisesse, poderia relatar todos os fatos dos últimos dois meses em ordem cronológica; então, vou por ordem de lembrança e importância.
Minha casa passou por uma reforma daquelas de virar o mundo todo de ponta cabeça: todo o andar térreo, no qual existiam a sala de estar, a sala de jantar, a cozinha, a churrasqueira e um banheiro, foi desmontado. Isso significa que de um dia para o outro me vi sem geladeira, computador, fogão, televisão e... chão! O piso foi todo arrancado fora, e deixava as escadas que levam ao primeiro piso perigosamente pendurada no ar. Além disso, vocês deveriam se perguntar: e para onde foi toda a mobília do andar térreo? Sim, meus caros! Para os quartos!
Além disso, os pedreiros dormiam aqui, e eu era uma mocinha indefesa. Foi assim que se iniciou minha vida severina de peregrinação pela casa das pessoas. Na primeira semana, mudava de noite em noite. Depois, fui mudando de semana em semana. Fui hospedada por pelo menos seis pessoas diferentes, pelas primeiras contas.
Aí, convém perguntar: mas por que tu não simplesmente foste para Joinville nos dias em que não tinhas de trabalhar? Por que, meu povo, eu arranjei mais um curso para ministrar lá na minha repartição, e passei a dar aulas fixas aos sábados! Assim que me vi sem casa, sem comida, sem roupa lavada, e sem computador para planejar e relatar aulas, nas piores semanas do ano para que isto acontecesse!
Neste exato momento, já voltei ao lar. Ainda sobrou um operário aqui, martelando e operando máquinas o dia todo, tem muita poeira e massa corrida, os móveis foram trocados, e alguns novos ainda não chegaram Mas ele garante que a reforma acaba nesta semana ainda: a mesma em que acaba o curso que estava ministrando.
Bingo!

Saturday, August 09, 2008

Eu voltei...

Não morri em decorrência dessa minha vida no mundo corporativo. Apenas andei muito complicada, com o novo trabalho que aumentou de um mês para o outro, uma viagenzinha que outra, umas doenças que andei pegando, uma reforma dentro de casa e etc.
Rolou "de um tudo" por aqui, e vou tentar bostar alguma coisa disso em breve!

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