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Thursday, May 29, 2008

O casamento de Vanessa

Como já havia comentado posts atrás, esse é um ano casadoiro. Sábado fui prestigiar minha amiga e ex-vizinha Vanessa no seu grande momento. Ela casou-se com tudo exatamente como manda a tradição, cerimônia religiosa, festão... Comi bem, bebi bem, dancei bem, e ainda pude conversar até que bastante com A Noiva, muito bela e tradicional (inclusive de grinalda e véu na cabeça!) e sua família.
Tinha uma senhorita no casamento, amiga da noiva, minha conhecida portanto, que desde os idos tempos, nunca me desceu bem pela garganta. Mas casamento de pessoa conhecida há muitos anos tem essa capacidade de nos colocar diante de pessoas das quais já nem nos lembrávamos.
Assim que precisei me sentar com a senhorita, e ouvi-la falar um tamanho tão grande de futilidades quanto era o seu decote. Talvez o decote fosse menor. Nada contra o decote dela, aliás o vestido lhe assentava muito bem. O que não lhe cai nada bem é rir na cara do garçom quando ele lista quais são as marcas de vodka disponíveis na festa, ainda mais quando ela levou para a festa dois bicões a tiracolo. Ou ficar querendo regular o quanto cada pessoa comeria, "por que tem gente que vem só pra comer".
Outras duas senhoritas presentes, namoradas de dois irmãos primos da noiva, muito abastados, estavam ambas muito bonitas e bem arrumadas, que passaram bem-dizer a noite toda indo e voltando ao espelho para retocar o gloss. Mal consigo reconhecer nestas as duas meninas de pé descalço que moravam na rua de trás.
Nesse momento eu estou de pés calçados com as havaianas, lembrancinha do casamento. Era uma festa de detalhes, com bombons e balas com fotos dos noivos estampadas, dentre muitos outros. Segundo Vanessa, passou um ano planejando. Os noivos agora se divertem no paraíso de Walt Disney, onde passarão um mês. Felicidades ao casal!

O presente

- Tenho uma coisa pra você - abrindo a mochila e tirando de dentro um papelzinho dobrado em 4. - Eu fiz hoje de manhã...

Um papelzinho dobrado em 4? O que cabe num papelzinho dobrado em 4? Uma frase, um bilhete? Não tinha volume, era realmente um papelzinho, tinha só a logo da UDESC. Daí ele dobrou, desdobrou, passou os dedos pelo papelzinho todo, e pela superfície da mesa.

- Droga! Perdi! Caiu um cílio hoje de manhã, e eu guardei!

Eu brinco desde adolescente de fazer o pedido com o cílio ente os dedos - e quem ficar com ele, ganha.
Dessa vez, infelizmente, o cílio fugiu... Dois pedidos e um realizado a menos. Só ficou o papelzinho da UDESC, os dedos dele perscrutando tudo, até chegar em meu coração.
De novo.

Tuesday, May 20, 2008

Há um desastre econômico em iminência, bem aqui. Ocorre que embora eu continue tendo as contas pagas e dinheiro periodicamente, duas coisas têm minado todos os meus parcos recursos: o transporte público e a comida. Agora, que não sou mais estudante, não pago mais meia passagem, gasto bem-dizer todo o meu dinheiro, semanalmente, na minha mobilidade urbana. A comida, confesso, é um problema de mea culpa, visto que tenho de uns tempos pra cá adquirido hábitos alimentares um tanto quanto adolescentes, comendo bolacha recheada, danoninho e pizza quase que diariamente. O segundo problema, com um pouco de autocontrole, é solucionável. Quanto ao primeiro, receio que vá ter de apelar para uma singela picaretagem, e falsificar um atestado de matrícula para poder continuar usando a meia-passagem. Espero que isso não dê cadeia, porque realmente, não me dá peso na consciência!

Friday, May 16, 2008

A Chave da Porta da Frente

"eu quero te olhar
de um lugar diferente
eu quero a chave
a chave da porta da frente
eu quero agora
e eu quero pra sempre" (só conheço na versão do Barão, mas desconfio que não é deles)

Entre por essa porta agora, diga que me adora, você tem meia hora... Faça uso dela pra continuar me fazendo sorrir, por que o meu coração dispara, quando sinto teu cheiro... Aparece, me visita, me invada este espaço, na sala, dentro de um livro, na noite veloz...
Volte sempre, cada vez mais, venha pra perto de mim!
Vem, vambora, que o que você demora, é o que o tempo leva...

Frustração de dona de casa

Pois eu vi hoje que meu pote de mel açucarou, e pensei: vou botar ele no micro pra voltar ao normal. Afinal, é horrível querer misturar o melzinho no leite e ele ficar lá uma coisa que não solta da colher...
Botei uns minutinhos só, e o cheiro de mel tomou conta do ambiente inteiro. O mel, em si, só tomou conta do microonas inteiro, bem como todo o balcão sobre o qual ele estava.
E ele já endureceu novamente: que pano funciona pra tirar o mel? Minha cozinha está, aqui, doce feito o mel, e eu furiosa.

Thursday, May 15, 2008

Realização de dona de casa

Depois de meses tentando, consegui preparar o bolo de fubá mais perfeito do Universo! Ele ficou amarelinho, fofinho, soltou da fôrma na hora... Comi metade de uma só vez. A outra metade, "de outra só vez".
Acho bolo de fubá o que há de perfeito na confeitaria mundial! Com suco de laranja, com nata por cima! Bolo de fubá é simplório. Delicioso, de tão simples.

Saturday, May 10, 2008

Explico

Não é que de uns tempos pra cá minha vida não tenha mais nenhum fato digno de nota - ou pelo menos, do nível dos demais. Ocorre que a única coisa que realmente importa, neste momento, me ensinaram desde pequeninha que "a gente não conta antes de dar certo". Assim que estou há várias semanas esperando o treco acontecer, e enquanto isso não acontece, fico bloqueada pra pensar em outros assuntos.

Sunday, May 04, 2008

Se eu continuar bebendo vinho assim mesmo desse jeito que eu estou agora, sem nenhuma progressão, acabarei nas sarjetas da vida bem cedo.

Sideways - Entre umas e outras

É um filme de péssima fotografia, péssima história e péssimo elenco! No entanto, os dois amigos do filme estão fazendo a rota dos vinhos da Califórnia, e vão discorrendo acerca deles; pra quem se amarra num vinho, vale a pena o esforço!

Saturday, May 03, 2008

Ainda acerca d'O Inverno

É bom poder beber infusões no inverno. Em não sendo eu uma adepta da cafeína, salvo espresso feito artesanalmente em minha cafeteira exclusiva, um bom chazinho todo perfumado cai bem.
Com um sabor frutas vermelhas com canela agora fumegante entre os dedos, é bom observar a tempestade lá fora, escutar o uivo do vento e falar mal do tempo que fecha tão rapidamente...

As tainhas

Mas em se chegando o frio, lá vêm elas: já estão na peixaria por R$4,00/kg. Ainda estão caras, e nem foram pescadas aqui, e sim lá no Rio Grande do Sul, quando ainda não estão o suficiente limpas. Lá elas nadam com muita lama, e o trajeto até aqui é que as limpa. Elas espantam as anchovas do mar, também.
Daqui a uma semana, se tudo isso, pode-se consegui-las por R$2,00/kg, já limpa. Se tu morares a 3 quadras do mar, feito eu, podes consegui-las de graça com os pescadores. Limpas, só se tu tiveres o meu charme e a minha cara de pau para pedir a eles que façam isso por ti, de graça.
Também é possível comer uma inteira, grelhada, com pirão, arroz, salada e fritas por R$15,00. Na beira do mar. Lá vem o melhor do inverno em Florianópolis!

O tempo

Todo mundo acaba um dia desses falando do tempo, né?
Obviamente que não do tempo como convenção, dos efeitos do tempo sobre uma pessoa, a sua passagem...eu não tenho tempo pra isso! Mas ontem, o dia estava deveras feio. Chuva, frio, um tempo ruim, eu diria. Voando telhas, ciclone extra-tropical (depois que aprenderam o caminho daqui, volta e meia tem um), aquela coisa toda.
Hoje chegou o Sol. Talvez agora eu pare de reclamar do tempo.

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