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Wednesday, February 27, 2008

Post 500!

Dois anos e 500 postagens depois, ainda estamos aqui! Falei de tristezas, alegrias, amores, alguns ódios, de comida, de algumas viagens que eu fiz, estórias engraçadas, livros, filme, música...
Enfim. Uma caldeirada de besteiras, que a pouca gente interessa. Oficialmente são menos de dez leitores (isso contando os urubus inclusive, palmas pra vocês dois), alguns aleatórios, mas há tempos que me dei conta que a graça de meu blog é escrever e dana-se. Por isso que saiu do link do orkut, pra que eu pudesse escrever mais à vontade e as pessoas parassem de me dizer que lêem meu blog e eu não ver comentário nunca.
À dileta audiência agradeço pela fidelidade e constância (ou não), e prometo tentar qualificar um pouco mais estes escritos...

O destino dos bichos

Tem um tempinho que não faço "diarinho". Lara fugiu já no dia seguinte, sem deixar rastro.
Em compensação, neste último domingo, encontrei duas cadelinhas num terreno baldio, filhotes, abandonadas. Antes de qualquer outra coisa, quero que "vocês" que têm essa feia mania de largar filhote de bicho na rua - e adultos também - fodam-se. Fiquem broxas aos 25 anos, tenham diabetes e não possam mais nem beber nem comer doce.
Trouxe as duas pequenas comigo, com a intenção de procurar um lar adequado às mocinhas. Como é de meu costume, dei nome de gente: Beatriz (porque chamei de "bebê", e lembrei do nome) e Bárbara (só pra combinar, por que odeio a música Bárbara desde sempre, acho coisa de corno suicida). Beatriz no dia seguinte já estava "encaminhada". Foi encontrada num bar por uma menina muito linda dos cabelos pretos e dos olhos verdes, que a levou pro veterinário e dormir na casa de um amigo dela. Bárbara continuava comigo. Fiquei ressabiada, mas secretamente feliz, e seguia com ela. Passeou pela Universidade, por duas reuniões, sucesso absoluto de aceitação. Bárbara foi quem veio primeiro ter comigo no dia em que as encontrei. Foi a que foi dormir de madrugada sozinha no paninho quando a outra ainda estava chorando. Foi a que estava com a barriguinha mais inchada por causa dos vermes. Foi a que deitou debaixo dos meus pés enquanto eu dirigia, e me fez temer causar um acidente com ela ali, nos pedais. Ela passou uma noite na casa de um amigo. Na noite passada, iria dormir na casa de meu namorado. Ia, do verbo não dormiu. O cachorro da casa usou habilmente os 5seg necessários pra segurá-la pelo lugar errado com a boca, quebrar umas costelinhas e ela perecer de hemorragia interna. Depois de uma corrida estabanada a três veterinários diferentes, ficou confirmado o óbvio: ela já tinha morrido. Espero que, tirando o susto, ela não tenha agonizado muito. Que se existe vida após a morte, ela esteja já muito curadinha de todos os males que teve por aqui na Terra e brincando mais alegrezinha, e não esteja muito brava comigo, por tê-la deixado lá. Que fique sabendo que eu me apaixonei por ela 2seg depois de tê-la visto, que não queria tê-la "traído" desta forma, colocando-a em risco, numa situação que ela já me havia demonstrado que lhe causava medo. Que me arrependo o tempo todo, mas que realmente, só o que eu queria era que ela ficasse bem logo, perdesse os vermes, perdesse o medo de ficar sozinha à noite, e que encontrasse uma casa com gente legal pra cuidar dela.
Por enquanto ainda dói. O remorso e a saudade. Mas eu sei que vai passar.

Tuesday, February 19, 2008

O Caçador de Pipas

Eu só não chorei por que eu sou realmente ruim que é o cão chupando manga. Mas prometo, que fiquei com um nó na garganta em várias cenas. Me apaixonei completamente pelo menininho, e era só ele aparecer que eu já ficava com vontade de chorar. A melhor cena, pra mim, foi a que ele pega uma maçã e esfrega nele mesmo. Se fosse possível alguém morrer de emoção, era ali mesmo que eu morria. Deu vontade de ler o livro, que eu sempre achei que era algo tipo "o caralhinho de asa no campo de centeio", ou outro título do gênero, mas um amigo de extrema confiança, que já leu muitas coisas que eu gosto, diz que foi um ótimo livro. Então, assim que acabar minha crise de TCC, vou ver se o procuro...

Fim do horário de verão

Sempre que posso, falo mal do fim do horário de verão. É muuuito mais legal quando escurece tarde! Era o que fazia a diferença nos tempos que eu trabalhava (assim, eu ainda podia pegar uma praia). Estou acordando "mais cedo", e ainda não mudei meu relógio de pulso. Sempre esqueço como faz, e não tenho as manhas de futucar até ele mudar, como muitos amigos meus conseguem. Esperem pra ver quanto tempo fico eu assim, fazendo a conversão sozinha...

Eu sou povinho, e tu?

Eu gosto de arroz, feijão e ovo frito. Aliás, eu gosto mesmo é de PF. Eu prefiro bolo de fubá, laranja ou cenoura, e sem cobertura de chocolate. Eu gosto de pastel de botequim. Eu gosto de botequim pé sujo. Eu gosto de promoções. Eu gosto de novela mexicana da TV aberta. Eu gosto de viajar de ônibus. Eu gosto de bicho vira-lata. Eu gosto de esfiha do Habib's. Eu gosto de festa chinela. E parece que gosto até de ir em estádio de futebol assistir jogo da segunda divisão...

Laboratório de sentimentos

Pessoa hedonista, egoísta e deveras ressabiada que sou, há muito que não me pilhava sofrendo a falta de alguém. Fiquei lá eu, ontem, revirando de um lado a outro da cama, angustiada de um mal chamado saudade. E não era solidão; era saudade, de uma pessoa específica.
Em outros tempos (nada longínquos), eu teria rapidamente me levantado, telefonado a alguém, usado o MSN, para anestesiar o sentimento que fica ali incomodando, e não pensar na falta.
Ontem eu resolvi que não. Tem muito tempo que eu não me permito sentir as coisas de verdade, principalmente quando se trata de um sofrer. No mínimo, acho que mereci a experiência, para me lembrar como é ter um coração que pulsa por alguém que não seja eu.

Saturday, February 16, 2008

Memória traiçoeira

É curioso como passado um certo tempo, nós acabamos por nos esquecer das partes ruins de uma pessoa e só lembrar das boas, e aí, precisar de menos de 5min conversando com ela para entender porque é que nos afastamos dela da última vez. Pelo menos comigo, é assim.
hmmm.
Se bem que das piores pessoas, eu consigo manter bem viva a lembrança da parte ruim...

Friday, February 15, 2008

O Volume

Com toda a propriedade eu posso afirmar que ficou UMA BOSTA. Mas eu já perdi a vaidade e o amor pelo negócio. Passando com 6.0, está tudo certo. Estou em crise com o tema, e não quero continuar estudando essa porcaria.

A verdade...

Depois de ter virado a noite e por fim ter parido O Volume, eram aproximadamente 9h da manhã, quando uma pessoa que eu havia me despedido no fim da tarde anterior entra no MSN novamente, e se impressiona com a informação que eu havia ficado ali durante todo aquele tempo. Deveras impressionado, disse que me achava pessoa muito esforçada. Preciso explicar ao mancebo que sou não. O que realmente aconteceu foi que eu tive meses para fazer meu TCC e não fiz, depois tive todo o mês e não fiz, e resolvi que na última madrugada possível, eu precisava fazer. Eu sou boa brasileira que deixa tudo para a última hora. Por isso que tive que penar madrugadas atrás. Mas não há de ser nada. Entreguei a carniça para A Orientadora, e na segunda-feira conto a vocês se me formo ou não.

Wednesday, February 13, 2008

A cidade dorme

Eu não. Desde as 22h de ontem, estou aqui às voltas com o TCC maldito. Passei da metade, e faltam só dez páginas pra eu conseguir o mínimo exigido; falta um capítulo inteiro por escrever. A profundidade das coisas que escrevi são rasas feito um pires. Tem textos e folhas de papel espalhados pelo chão inteiro. Eu deveria estar escrevendo lá, agora, mas eu acho que precisava parar. O prazo está se esgotando: é pra segunda-feira, mas minha orientadora ainda precisa me dizer que posso entregá-lo. É claro que assim, ele não vai ser entregue. Provavelmente, terei que pedir dilatação de prazo. As coisas ficam acontecendo justamente agora. Tem viagem pro Rio, tem namorado viajando pro Rio e tudo (é, namorado, mas isso é causo pra outro post), tem aniversário da minha bisavó até, justo nessa época. Eu realmente devo estar mal, se estou triste por que posso perder o aniversário da minha bisavó. Mas relevem, estou doente, estou cansada. E estou desgostosa de escrever esse TCC.

Sunday, February 10, 2008

Minha seleção

Ando impressionada com a quantidade de gente que tem pedido pra passar minhas músicas para seus mp3. Desde que tenho esse computador, tenho baixado muitas, é verdade, e não somente músicas soltas, mas os álbuns completos dos artistas, coisa que até então nunca me ocorrera... Mas as músicas que eu tenho aqui são perfeitamente encontráveis pra qualquer pessoa que tenha acesso à internet. E boa parte destas pessoas, pelo que sei, têm. De todo modo, resolvi compartilhar as preferidas com vocês. Somente os nomes, sem link nenhum pra mercado livre ou coisa assim, por que soy contra essa putaria de CD original. Contra burguês baixe mp3!
A Orquestra Imperial - é uma orquestra de gafieira formada por diversos artistas no Rio de Janeiro. Todos os álbuns (que infelizmente são só 3) são perfeitos;
Universo ao meu redor e Infinito Particular, de Marisa Monte (destaque para a música Universo ao meu redor, e para a música Vilarejo, do segundo álbum);
Tribalistas - que infelizmente pararam no primeiro, destaque para Carnavália, logo a primeira;
Los Hermanos Acústivo MTV - destaque para a versão da música de Belchior, e para a versão de Esquadros, da Adriana Calcanhoto;
Zé Ramalho - tenho uma coletânea de 123 faixas, todas muito boas;
Mart'nália - só há um álbum também, até onde sei, destaque para a música que Caetano fez pra ela (Pé do meu samba);
Tim Maia Racional - baixem a coltânea inteira, sem preguiça!;
Jorge Ben - o Bidu no Brooklin (antes de ser Ben Jor);
Cartola - O Último Show - todos os clássicos;
Demônios da Garoa - 60 anos - pensa o que é esses caras num show de comemoração de 60 anos de banda...;
Tem muito mais. Mas essas são as preferidas. Apreciem, se for o caso.

Momento BBB

Po, e hoje eu acordei meio afim de certas coisas, sabem, e na falta de companhia pro momento, resolvi me divertir por conta própria; até aí, tudo normal. Estou eu lá, na cama, no meio da função, quando me dou conta que esqueci a cortina aberta! Mas sabem por que é que me dou conta? Por que escuto risadas, mas por sorte, elas vêm de uma direção da qual é impossível que me tenham visto... Pelo menos aquelas pessoas, naquele momento. Mas foi maior sinistro!

Momento fofoca

Bah, vocês não vão acreditar, mas o japinha tímido que foi calouro junto comigo em 2003, aquele que já se formou semestre passado e que sempre foi um cara na dele, centrado, pouco afeito aos prazeres carnais, mandou uma música erótica de depoimento pra mulher mais corneta do Universo. Aquela mesma, que fez strip-tease na festa de despedida dele, que anda sem calcinha e apronta outras milhares de "coisinhas" assim. Se fosse qualquer outro cara, eu te diria que é assim mesmo a vida, instintos, a menina exala ferormônios (talvez eu tenha escrito errado), mas logo, tu, Japa?
Queixo caído!
Apesar da teoria dos ratos, nos divertimos no John Bull, dançando, cantando com Black Jack, bebendo drinques com fogo e coisas assim. Fiquei estupefata ao descobrir que eu tomei caipirinha de cachaça (eufemismo pra 51), umas três ou quatro, no máximo, e minha conta do bar deu R$41,00. Como é que eu vou explicar lá em casa que três ou quatro caipirinhas de 51 fizeram isso?

A teoria dos ratos

Eu sei que sou chatinha com essas minhas manias de só querer andar com gente fina, elegante e sincera. Mas porra, realmente eu tento às vezes me misturar por outras tribos. Sexta passada saí com um amigo de um ex-namorado (é, um parentesco longínquo assim), tomei cerveja com ele e seu amigo, bla-bla-bla-whiskas-sachê, mas pô, o amigo dele veio me dizer que o mercado de trabalho está saturado por que os homens são feito ratos, que ao escolherem entre uma pista estreita e uma larga, vão todos pela larga, o que os impede de sair andando.
O cara quis me convencer que a sociedade, o sistema de classes, a precarização do mundo do trabalho se pode explicar através de uma corrida de ratos! Fiquei esperando ele me recomendar ler "Quem mexeu no meu queijo". Credo em cruiz!

Thursday, February 07, 2008

A nova paixão

Calma, dileta audiência. Sou volúvel, sei que sou, mas não tanto. Minha nova paixão é só um bônus à que descrevia ontem. Estávamos nós dois hoje deitados, esperando a faxineira chegar, para poder ir à praia, quando começamos a escutar um miado sofrido e insistente. Procurei e vi um gato branco, no meio do gramado da casa ao lado do meu condomínio. Fomos lá tentar chamá-lo pelo portão da frente, mas ele só fazia miar lá de trás. Com um pouco de ajuda, pulei o muro e fui buscar o chorão... "Ele", na verdade é uma gatinha não muito velha, provavelmente filhote (apesar de alta), com uns olhos azuis maravilhosos. Passou a ronronar assim que a segurei no colo, tranqüila. Levamos a menina embora, sabendo que provavelmente perdeu-se de alguma casa, pois tem uma marca de coleira, é muito mansa. E eu, já completamente louca por ela. Passamos a tarde inteira brincando com ela, vendo-a querendo morder o pé dele, correndo atrás do próprio rabo, deitada toda à vontade no sofá, com a cabecinha na almofada. Mansa, brincalhona, e linda. Uns pêlos macios, brancos, salvo alguns rajados de castanho no rabo. Umas almofadinhas cor-de-rosa nas patas, uma coisa rica! A princípio não é de nenhuma casa de minha rua, e eu já digo que estou torcendo para que não apareça.
Chama-se Lara - por causa da Croft - e ainda dormiu comigo à tarde, ronronando e encostando a cabecinha na minha perna, cara! Estou louca, louca por ela!

Wednesday, February 06, 2008

Polêmica da calcinha bege

Dizem por aí na blogosfera que mulher que veste calcinha bege é o equivalente a um homem com uma cueca do Pooh. Realmente, um homem com uma cueca do Pooh é foda. Realmente, uma calcinha bege me parece um lance meio sem graça, mas nunca imaginei que fosse tanto! Bueno, por sorte, aqui não tem nada disso. Tem um sutiã, de alças de silicone, mas aí, acho que é melhor eu ter um artefato destes que um outro sutiã colorido aparecendo por baixo de roupas que não se combinam entre si, né? Digam que sim, sim?
Mas um equivalente deveras broxante eu acho que é aquelas cuecas em tom pastel, assim, cinza, azulzinho, e o próprio bege, não tem? Caralho, que coisa mais tiozão, mais priminho de 10 anos, mais mata-tesão! Cueca pode ser branca, azul marinho ou preta, combinado? E lembre-se de renová-las com freqüência, por que aquelas que já estão folgadas na bunda (o elástico já não existe há milanos), é praticamente como querer dar pro avô.
Se eu soubesse que quando o convidei pra virar o ano em minha casa (sem intenção nenhuma, prometo), eu ia virar minha alma junto desse jeito, acho que me espantaria. Sempre soube que ele tinha um par de olhos através dos quais se vê muita coisa... Não sabia era que essa "muita coisa" era toda a doçura, toda a tranqüilidade e toda a meninice que ele tem. Que aquele sorriso enorme, tão sincero na verdade é de alta periculosidade, de tão rápido que me derrete. Sempre soube que era uma ótima pessoa, que é muito gente boa e querido... Não sabia que seria capaz de me fazer voltar a ser criança, que me faria perder o rumo. Virada de ano, e de alma. Uma pia entupida, na manhã seguinte. Uma esperança. Que o entupidor de pias no Reveillon se renove por mais cem anos, meu velho.

Morro das Pedras

Esse feriado só deu dia de praia foda. Na terça-feira, era um sol de rachar, sem uma única nuvem no céu. Como já tinha algumas semanas que eu não aparecia no Morro das Pedras, aproveitei a melhoria em minha mobilidade urbana e fui passar o dia inteiro lá. Com direito a final de tarde na Lagoa do Peri, pra não ir embora salgada. A água estava transparente, fria (mas não gelada), e muito boa. Lá a areia é grossa, tem pedaços de conchas e pedrinhas, e é um pouco mais escura, também. Dia extremamente perfeito.
E para constar, perfeita companhia, também...
Outro dia eu li em algum lugar uma frase que dizia mais ou menos o seguinte: "eu te amo" é uma frase que só dá efeito até a primeira vez que é dita. Sempre me impressiono quando vejo aquelas idéias que eu não sabia explicar, totalmente explicadinhas por outra pessoa. É exatamente o que eu acho.
A última vez que eu falei isso pra alguém, acabei tendo que poucos meses depois iniciando alguma explicação que iniciava com um safado "veja bem". A última vez que eu quis falar, achei que era cedo, que tinha tempo e que acabaria falando logo. Aconteceu que por motivos de força maior eu acabei não dizendo nunca. É óbvio que eu me arrependo muito mais do caso em que eu não disse. Naquele momento, eu amava tanto cada uma das criaturas a quem eu quis dizer, que não podia me furtar a fazê-lo. Se eu não tivesse dito ao primeiro que o amava, talvez nunca tivesse dito, visto que a história acabou poucos meses depois. Ainda bem que não vacilei e disse logo!
Incomparável a emoção do primeiro "eu-te-amo". A gente fala várias vezes por dia, depois que "liberou". Acaba virando "sanduíche de queijo".
Eu-te-sanduíche-de-queijo.
Antes de dormir, quando acorda, quando desliga o telefone, em todas as datas especiais, e à toa, a gente diz o tempo todo. Só pra dar aquela reforçada.
Daí um belo dia a gente não ama mais aquela pessoa. E aí fica sozinha um tempo, e dali a pouco, está em cólicas pra dizer de novo.

Sunday, February 03, 2008

O Bloco de Sujos

Divertido, lotado e com pancadas de chuva, como todos os anos. Ontem eu e uma determinada pessoa cumprimos promessa antiga de dançar na chuva. Acredito que haviam umas 5 mil pessoas nas avenidas do centro da cidade, as músicas dos carros de som se confundindo, a multidão se espremendo, dançando e bebendo sem trégua. Meu amigo Marcelo, de espartilho, cinta-liga e meia-fina vermelha era qualquer coisa de fantástico! A cada ano a produção das "mulheres" é mais esmerada; este ano alguns estavam inclusive de unhas feitas - não somente pintadas! - com um rosa pink de deixar prostituta encabulada. Foram aproximadamente cinco horas de bloco - o que é tempo pra caralho, considerando-se que a duração dos blocos em geral é coisa de duas horas, até mesmo no Rio de Janeiro... Certamente o Bloco de Sujos é o que bomba nesta cidade, o ápice do carnaval de massas, cada vez melhor.

A visita de Wagner

Wagner, meu dileto companheiro carioca, flamenguista e negão veio conhecer a cidade e me rever. Depois da já relatada chegada, e das primeiras 24h de chuva intensa, após o almoço, a chuva nos dá trégua e o sol simplesmente rasga as nuvens. Vamos à praia pegar um tímido sol e tomar umas cervejas. Quatro horas e R$110,00 depois, vamos caminhando trôpegos pelas sarjetas da vida, encostando-nos pelos muros. Companheiro Wagner simplesmente não é capaz de se levantar e fica sem conhecer a noite na Lagoa. Na manhã seguinte, já perto da partida do mesmo, vamos ainda passear pelas praias de Jurerê, e almoçar em Santo Antônio de Lisboa, contemplando o sol bater forte no mar, o vento quente, a sombra da árvore, a Original trincada, as ostras, as lulas, os camarões, os pastéis e bolinhos de siri. Vamos ainda na casa de um colega ver o esquenta para o Bloco de Sujos, mas rapidamente saímos de lá, rumo ao centro e ao Bloco em si. Infelizmente, já estava na hora de meu companheiro partir. Cara de emburrado e lamentando a má sorte de ter de ir embora, despedimo-nos com um abraço e promessas de novas visitas.

A chuva em Florianópolis

Eis que às vésperas do carnaval, cai um pé d'água que força a prefeitura a decretar estado de emergência na cidade. O caos, as poças, as enchentes, aquela coisarada toda. Avenida Beiramar cheia. Asfalto quebrado de tanta chuva. Acidentes de carro, semáforos desligados, goteiras, aviões atrasados. Neste caos, um amigo querido me diz que vem do Rio de Janeiro pra cá, me visitar, por módicos dois dias. E ele passa a primeira hora da viagem taxiando até conseguir descer. A hora seguinte ele passa plantado no aeroporto, enquanto eu tento chegar no aeroporto em segurança. A volta teve requintes de "rally dos sertões" em vários trechos. Fora a outra companheira que veio de São Paulo para conhecer a cidade. Isso, falando só das pessoas com quem eu tive contato direto, sem mencionar o restante dos turistas. Minha casa empoçada, colchões ensopados...48h de puro horror!

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