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Monday, December 31, 2007

Acho que ainda não escrevi aqui sobre o fora que eu levei, né? Acho que estava tentando negar os fatos, mas realmente foi uma coisa que me ensinou muito!
Eu achava ele bonitão, inteligente, interessante, revolucionário, simpático, divertido, bom dançarino... Enfim, ele valia totalmente a pena. Saímos e conversamos mais demoradamente pela primeira vez lá no chorinho da Lagoa, e aí não rolou nada. Eu fui sentada no colo dele dentro do carro, ele me emprestou um casaco, quando eu o devolvi ele disse que eu poderia até ficar com ele por aquele dia, e nós dois conversamos os dois a noite toda. Mas não rolou nada, e levou quase uns 15 dias até que nos reencontramos e pudemos conversar mais demoradamente. Ele reclamou que eu não o convidara para ir ao chorinho da Lagoa naquela semana, e falou que precisávamos trocar telefones, e disse que queria muito ter me encontrado depois do outro dia para contar o que aconteceu quando voltava para casa. Também dançou comigo algumas vezes, e eu, já doida, doidinha por ele, mandei a real. Sabem o que ele me respondeu? Que não! Que preferia que a gente continuasse só conversando! Daí eu disse que estava tudo bem, e continuamos conversando mais um tanto, tudo normal.
Agora, as avaliações.
Várias pessoas fizeram cara de estranhamento quando eu revelei que tinha tomado um toco. Coisas do tipo "esse cara só pode ser viado", dentre outras. Cheguei à conclusão que provavelmente ele nem é viado, mas ele não quis ficar comigo. E ele não precisa de razão nenhuma para isso (eu juro que não me humilhei perguntando porquês, respeitei a não-vontade dele e pronto). Eu acho que agimos ambos corretamente. Fomos sinceros um com o outro. Eu disse o que queria, ele disse o que não queria. É assim. Ele não tem que ficar comigo só por que ele é um homem, eu sou uma mulher, teoricamente os homens querem as mulheres, e ainda mais com evidentes vantagens para ele, eu queria ele (e segundo a opinião de muitos, inclusive a minha, uma mulher bonita, gente boa, e tudo mais). E eu não tenho que me sentir com a auto-estima ferida, só por que cheguei nele e levei um fora. Não é isso que os homens vêm fazendo há séculos? E eu, ao contrário de muito homem que já conheci, não fiquei agressivamente insistindo, argumentando, encoxando ele. Respeitei o fato de ele não me querer.
Enquanto mulher que quer ver todas as mulheres emancipadas, preciso mais do que nunca adotar uma atitude crítica diante desse fato. É assim que se constrói uma nova ordem, modificando nossas práticas.
Agora, avaliações umbiguistas. Eu fiquei triste pelo não. Mas prometo aqui, que não foi uma tristeza oriunda de ter sido dispensada, de auto-estima arranhada. Se eu realmente quero ter uma prática revolucionária no campo das relações sociais, preciso aprender a ouvir estes nãos sem considerar que a pessoa é uma burra, por não me querer.
Eu fiquei triste por uma coisa mais simples, e mais bonita: eu fiquei triste por que eu queria ter ficado com ele, e não pude realizar minha vontade. Fiquei triste por que era um cara legal, com quem eu queria ter ficado. Mas, foi uma tristeza livre de coisas ruins, livre de orgulhos feridos. Essa tristeza de coração aberto é tão mais leve... E o mais bonito, foi que eu pensei: é claro que eu queria ter ficado com ele, mas só o fato de a gente conversar, passar um tempo juntos, já me deixou enormemente feliz. Uma pessoa às vezes nos consegue despertar sentimentos tão bacanas, como é que pode isso?
Mesmo não tendo conseguido realizar meus intentos, me alegro diante dos ocorridos, me sinto um ser humano menos vil do que me sinto em geral.

Monday, December 24, 2007

Quem me dera ser um peixe

Mergulhar é deveras interessante. Tu ficas ali, bem paradinha, observando a vida marinha. Eu vi ouriços, uma estrela do mar vermelha, peixinhos pequenos e malhados, pequenos e listrados, grandes e transparentes em grandes cardumes. Tem ainda aqueles musguinhos grudados nas pedras. Se quiseres ir pro rasinho, podes ver as conchinhas ainda servindo de casa aos bichinhos, andando com elas pela areia. Perdi um bom par de horas ontem seguindo as conchinhas. Não sei por que, mas mergulhar me faz sentir um tremendo desprezo pela raça humana, que em geral eu alego curtir.

Jingle Hell

Natal é uma coisa definitivamente criada por uma mente insidiosa. Um mês antes de ele acontecer as pessoas já sentem o "clima de Natal". Tudo fica vermelho, verde e dourado, e o CD da Simone toca à exaustão. Todo mundo anda de sacolas na mão, e de repente, não mais que de repente, todo mundo se lembra da fome, da miséria e da doença humanas. Aqui no Brasil, esses pobres coitados arranjam empregos se enfiando numa roupa vermelha e abafada, com uma barba postiça que pinica, e nós vemos até os mais riquinhos forjando neve com maquininhas que só podem ser coisa do capeta. Aqui na minha casa somos quatro, que teremos que nos virar em 8 para comer um perú inteiro, o macarrão caseiro, a galinha ensopada, a salada, a maionese, a farofa, o bolo de nozes e o pudim de sorvete.
Eu prometo, prometooo, que quando eu crescer e for bem grandona mesmo, vou lembrar da fome, da miséria e da doença o ano todo, e na ceia de Natal vai ter comida condizente com o clima e o número de pessoas presente. Ah, também prometo presentear as pessoas que "merecem" em qualquer data, pra não ter de enfrentar o centro da cidade (visto que se eu estiver em algum centro comercial também chamado de shopping center, separa que é briga) e esbarrar nas pessoas com minhas sacolas!

Sunday, December 23, 2007

Mas o dia vem, e deixo você ir...

Pedindo licença poética à Ivete Sangalo, vocês podem ver como vai a crise! Mas achei por bem relembrar. Era essa música que tocava insistentemente quando eu o conheci. Por encontros e desencontros, um pouco de sacrifício de cada lado, um sentimento que existia, um sonho que outro sonhado junto, um tempo realizando, um outro tempo tentando manter a conexão... Mas foi-se. Hoje te sei trilhando outros caminhos, e se eu for séria em alguma coisa nessa vida, tenho mais é que te desejar que o caminho seja belo, e que tudo corra da melhor forma possível, pra nós dois, ainda que separados. É incrível como só contigo eu consegui dormir a noite toda abraçada, mesmo detestando essa situação, e querendo isso, ainda por cima. Por ti eu abandonei a segurança e o calor, por ti eu arrisquei, me permiti sonhar. Resultado? Sem segurança, e sem ti. Se valeu a pena? Cada lágrima. Se eu faria tudo de novo? Sem dúvida! Apesar de estar sozinha, e saudosa de ti, tu me lembraste de uma coisa: existe sim, o frio na barriga, o coração disparado, o sorriso insistente, a angústia da saudade. O rebuliço, apesar de dormente há muito, muito tempo, ainda existe, basta que venha a pessoa com o jeito certo. Teu corpo magro, tua pele mulata, teu sorriso lindo, teu jeito de malandro, sempre fazendo rir, teu jeito confiante, naquele momento, foi o que me causou o rebuliço. Me amargou ter que me despedir de ti, mas se era esse o preço, hei de pagá-lo com toda a responsabilidade. Junto com o amargo da despedida, no fundo tem um docinho de esperança. Esse coração, geralmente muito mais leviano com os outros que comigo mesma, há de pulsar com força pela pessoa que tenha o tal jeito certo. Homem, mulher, preto, branco, verde se for o caso, "procuro alguém não para me encontrar, mas para me perder..."

Tuesday, December 18, 2007

Minha Capital!

O verão em Florianópolis bomba. Não adianta negar. Todo mundo põe seu bloco na rua, sai pra fazer alguma coisa, tem opções para quase todo mundo. Eu, a nível de povinho, riponga, pé de chinelo e sem-vergonha que sou, não posso deixar de comemorar um outro "bônus" do mês de dezembro na ilha: os infindáveis jantares de encerramento de órgãos públicos. Eu compareço (de penetra em todos, com muito orgulho) a inúmeros. A base de minha alimentação vira salgadinhos de coquetel. Há três anos, a empresa de um amigo meu deve pensar que nós dois cultivamos um relacionamento amoroso bem-sucedido, visto que sou sua acompanhante invicta. Neste ano, o bruto mudou de emprego, e lá vou eu de novo, de braço dado com ele.

As flores da estação

A primavera foi escorraçada de minha ilha por este sol causticante. E eu, que saía de casa propositalmente descalça, só pra poder pisar nos tapetes de ipê roxo nas calçadas?

As frutas da estação

Até pouco tempo atrás eu dizia que só gostava do Natal por um motivo: eu comeria Panettone. Mas há pouco lembrei que tem no mínimo mais um: os pêssegos, doces e suculentos, que chegam a travar a língua. Se na minha casa tivesse bacalhau na ceia (como sei que tem em muitas casas), este seria mais um. Mas aqui, ainda cultivamos o indigesto Chester, que manda lembranças até o ano seguinte, se ninguém der o fim.

Sunday, December 16, 2007

Lá vem Dudu Nobre

Estará em nossa ilha dando pinta no dia 28/12. Estou até baixando músicas dele, pra cantar junto.

Povinho

Ontem retornei à Lagoa do Peri para comemorar o aniversário de um grande amigo. Minha mãe pergunta, na volta, o que fizemos:
- Fomos à Lagoa do Peri.
- Mas lá não é onde só vai povinho?
- E nós somos o que?
Outra coisa que preciso deixar claro: eu queria muito ser metade da pessoa que o meu cachorro pensa que eu sou. Cara, ele é tão feliz só por eu chegar em casa, que coitado, ele realmente deve me considerar uma pessoa fenomenal!

Vidinha besta, essa minha.

Eu tenho uma das vidas mais fodas (no sentido bom) que eu já tive notícia. Moro na praia, estudo o que eu gosto, ando com gente que eu gosto, moro sozinha e faço meus horários e minhas refeições do jeito que acho melhor, só ouço as músicas que eu curto, e só assisto os filmes que eu curto. E ainda assim, te digo na moral, que não teria problema nenhum em morrer hoje. Agora mesmo. É muito difícil num mundo babaca feito esse a pessoa encontrar uma razão pra viver. Eu não sou tão afim assim de dinheiro. Não acho que profissão nenhuma vai me realizar, pelo simples fato de detestar trabalhar. Não amo ninguém a ponto de organizar a minha vida em função disso. Não sou apegada à família. Não sou apegada aos amigos. Não tenho um motivo forte o suficiente pra implorar por viver, caso um indivíduo resolva atirar em mim.
E quem me conhece pessoalmente sabe que eu não sou uma pessoa baixo astral, devagar, nem nada assim. Estudo com o maior tesão, se estiver trabalhando, trabalho com o maior tesão, milito com o maior tesão de todos, quando apaixonada, me dedico à minha paixão com o maior tesão também. Continuo fazendo as coisas que se espera que eu faça. Dou risada inúmeras vezes por dia, faço as pessoas darem risada, ajudo algumas pessoas, viajo muitas vezes por mês pros lugares mais improváveis... Levo uma vida maneira e normal. E mesmo assim, eu te digo, não encontro finalidade nenhuma pra isso. E é muito chato isso de tu fazeres as coisas e não encontrar um sentido pra isso tudo.

Tuesday, December 11, 2007

Alguém falou casualmente outro dia: a gente é o que faz pros outros.
Fiquei pensando, já que é fim de ano, o que foi que eu fiz pros outros esse ano.
Eu comecei a digitar mês a mês o que eu fiz, mas em março eu já me dei conta que eu poderia ter feito muito mais coisas boas pros outros. Que eu poderia ter sido uma amiga mais presente, tolerante e dedicada. Que as minhas paixões tiveram uma importância muito grande, grande demais, na conta total. Que isto atrapalhou meus estudos, minha militância e meus outros relacionamentos.
Hoje em dia poucas pessoas lêem este blog, visto que não tem mais link no orkut. Às que lêem, peço desculpas se fiz pouco bem ou algum mal. Se eu te fiz algum bem, queres me contar?
E lá vamos nós de novo, tentar modificar velhas práticas...

Sunday, December 09, 2007

A casa na qual comi tacos ontem é de um casal de professores meus, argentinos ambos. O marido recém chegou do México, de onde veio cheio de temperinhos, pimentinhas, um dos quais um tipo de caramelo com gosto de café, chocolate, e que contém isso e muito mais: é um antigo tempero asteca só encontrado lá nas paragens que o cara visitou. Fora isso, sempre que como lá me deparo com experiências gustativas inusitadas. Lembro que a primeira vez que estive lá, comi um macarrão com molho e lingüiça (a de churrasco, mesmo, não a calabresa), e no molho tinha cravo - é, aquele mesmo, que fica incomodando o beijinho de côco nas festinhas de criança. Ontem, haviam diversos recheios para taco, e num deles, frango com um gosto muito forte de laranja. Ela nos contou que partiu uma laranja em quatro partes e pôs a ferver junto do molho. Meu Deus. O que era aquele molho?
Acho que precisava passar um mês lá, no mínimo, aprendendo os agridoces sábios que eles comem diariamente.

Notícias do dedão

Passei umas 2h no plantão médico; o procedimento foi praticamente uma intervenção cirúrgica. Deitei na maca, ela passou iodo de cá e de lá, e injetou anestesia local em vários locais diferentes. A hora da anestesia é qualquer coisa de sinistro. Segundo a médica, ali tem um nervo e por isso ela precisa ser profunda na anestesia, e aplicar em diversos pontos. Cada vez que ela agulhava e injetava anestesia pra dentro eu ficava me perguntando se realmente tinha sido uma boa idéia ir até ali. Quem me conhece só um tantinho sabe que sou azarada e desastrada, e tenho boa resistência à dor. Mas hoje, eu desde o início estava nervosa e com medo, sabia que não seria nada bom. Reagi na hora da anestesia: suei frio, tive vontade de vomitar. Acabei deitando na maca e desistindo de acompanhar o procedimento macabro. Quando finalmente a anestesia pegou, ela foi lá e arrancou a unha com uma certa dificuldade - pelo lado que estava presa, estava muito bem presa. Mais iodo, gazes, esparadrapos, e fui mandada embora com uma receita de remédio para a dor, caso eu a tivesse. Desde então estou aqui, repousando, sentindo-o incomodar.

Avariada

Dei uma topada com o dedão do pé e a unha levantou. Agora está meio solta, meio presa. Estou me arrumando para ir ao médico extrair o restante. Coisa mais feia que fica, não?

Saturday, December 08, 2007

Perfeito Dia

Só posso supor que meu inferno astral passou. Acordei às 9h, me arrumei linda de vestido branco, tomei uma carona rumo ao Morro das Pedras e passei a tarde inteira tomando Original gelada, comendo tacos com zilhões de molhos deliciosos, e o que é melhor, tudo grátis. De lá, fomos em um grupelho até a praia do Morro das Pedras, na qual mergulhei no mar verde, sob um céu azul perfeito, numa água fria (não gelada), com milhares de agüinhas-vivas, gelatinosas e pequeninas, que não queimavam, mas ficavam salpicando a gente. De lá, rumamos até um barzinho, quando cai uma chuva de pingos grossos e nos tira o sal do corpo. Passada a chuva, vamos até a Lagoa do Peri, onde a água está morninha e é doce, e passamos mais um bom tempo, nos banhando, conversando. Rumamos à casa de uma companheira que mora com a família no Rio Tavares, onde tomamos aquele cafezinho pra rebater, com pãozinho, queijo colonial, suspiro, bolo de chocolate, bolinho de banana e suco de acerola, além de uma conversa agradável.
Estou aqui de areia até nos olhos, mas feliz e cansada.

Friday, December 07, 2007

Clima de Férias

Depois da intensa atividade em cima dos relatórios que devia entregar ontem, cheguei em casa, fiquei assistindo A Grande Família, fui logo pra cama e dormi. Acordei às 10h da manhã, mas como estava de sono atrasado, julgo que precisava destas horas. Acordei com um pensamento na mente: o que tem pra hoje?
Nada!
Hoje, com todo o respeito, eu estou de férias! Na verdade é uma mentira, visto que meu TCC é para fevereiro e não está nem perto de ficar pronto. Mas depois da pressão em relação aos relatórios, e imediatamente o "nada", me deu uma sensação de férias muito engraçada.
Não vou sair de casa, não vou a lugar nenhum. Estou fora do circuito.

Festa estranha, com gente esquisita

Eu prometo que sou muito pouco exigente em relação a festas, desde que esteja com pelo menos algumas pessoas que eu goste. O que vai ser servido, que som vai rolar, onde vai ser, isso tudo é um bônus se for bom, um detalhe se for ruim, o que importa são as companhias agradáveis, recém conhecidas ou velhas conhecidas. Certo.
Na última quarta-feira, estava em uma festa com muita gente querida. Com uns comes, uns bebes, um som maneiro, então a festa estava cheia de bônus, confere? Confere. Lógico, com toda essa conjuntura, quando a festa deu sinais de querer acabar, logo resolvemos que iríamos tod@s rumo à residência de um companheiro nas proximidades. Assim o fizemos. Cheguei na primeira leva: eu, o maluco que já estava no papo (articulação antiga), e duas amigas. Sentamo-nos na cama do dono da casa e ficamos ali, conversando sobre inúmeros assuntos. Chegou a segunda leva: nos viram ali, no colchão, e imediatamente se instalaram. De repente, formou a festa inteira, e tinha gente demais dentro do quartinho. As pessoas foram saindo e reiniciando a festa, fiquei eu e minha articulação, nos articulando. Ocorre que o quarto era uma suíte, e havia um constante e intenso fluxo em direção ao banheiro, e nada de muito emocionante rolou. Ficamos os dois, ali, deitados no escuro, conversando sobre qualquer coisa. Logo, as meninas do início da noite, voltam para a cama conosco. Éramos quatro, deitados no escuro, trocando idéias à toa. Ocorre que um candango caiu de amores pela companheira da ponta, e então já somos cinco, espremidos, no escuro deitados - três trocando idéias quaisquer, dois (os dois da ponta) trocando fluídos. A festa lá fora amortecendo. Muita gente tendo ido embora. As pessoas do lado de fora invejando nossa privilegiada condição, de confortavelmente deitados. Três pessoas tentam chegar à cama, mas desistem ao notar que não havia mais espaço nenhum (cinco pessoas espremidas, todas de lado, para caber melhor, e ninguém queria saber de se levantar); cada pessoa que verbaliza que gostaria de estar ali é expulsa aos gritos pelos Cinco Espremidos. Os quatro "do lado de dentro" resolvem expulsar o candango da ponta. Um esforço coletivo e ele é empurrado para fora, e voltamos a ser quatro espremidos ainda, mas conseguindo respirar, pelo menos.
Aí, sem mais nem menos, sentimos uma molhadura nos pés e pernas, entrando pela janela, que fica na ponta da cama.
- Caraca, tá quente! É mijo! Alguém mijou na gente!
E o vulto vai embora sem que possamos reconhecer o autor. Todo mundo pulando. Vira o colchão, todo mundo entra no banheiro para se lavar. Todo mundo indignado com o ocorrido. Todo mundo conjecturando quem poderia ter sido.
Fiquei me sentindo num daqueles filmes enlatados estadunidenses, que têm umas cenas de festa com adolescentes vomitando no vaso de flor da sala de estar. Caralho, mijaram na gente!
Voltamos os quatro ao colchão virado e ficamos lá, em silêncio. Eu cochilo. Começo a escutar uns barulhos, adivinha? O maluco com o qual me articulei, virou pro outro lado e estava pegando a menina encostada na parede! Fui trocada debaixo de minhas barbas!
Aí foi demais pra mim. Me mudei para o sofá da sala, e esperei amanhecer ali, para poder ir embora. Mijam em mim e me dão o perdido? Tá louco...

Thursday, December 06, 2007

Final de semestre para tod@s

Chego em casa, espremo minhas duas laranjas, torro o pão na frigideira com uma grossa fatia de queijo colonial derretido ao ponto de não deixar de ser fatia, mas de algo parecido com chiclete, tomo um banho quentinho e coloco uma camisola... Dormir?
Nada disso, dileta audiência. Até eu, que estou em TCC, cuja banca será somente em fevereiro, tenho relatórios para entregar, e estou aqui, bêbada de sono, faltando terminar o último.
Com um espresso fumegante entre os dedos, cheiroso e estimulante.

Sunday, December 02, 2007

Cabelos pedindo socorro

Meu cabelo atualmente é o seguinte: quando eu seguro as pontinhas e bato nelas, elas espetam. Imagina como não anda hidratado este querido. Tenho procurado hidratar em casa semanalmente (primeira mentira, tem quase um mês que não faço isso), e recentemente eu fiz duas no salão, uma inclusive com reposição de queratina (cauterização). Todo profissional que pega nele afirma: está pela bola sete, subiu no telhado, as escamas estão permanentemente abertas!
Mas não corto. Tiro as pontas periodicamente conforme as recomendações de profissionais, mas nada significativo no comprimento. Ah, tem quase cinco anos que eu espero que ele cresça! Mil pedidos de desculpas, mas vai ficar com essa parte morta aí um bom tempo ainda, enquanto fizer a diferença no geral.
Numa vã tentativa de compensar, vou intensificar as hidratações: toda vez que lavar os cabelos, e toda semana no salão.

Saturday, December 01, 2007

Dentre os defeitos mais imperdoáveis...

...nada pior que egocêntricos. Em muito pouco tempo, tipo em umas duas semanas no máximo, conheci pelo menos dois caras muito, mas muito interessantes - bonitos, simpáticos, divertidos, inteligentes, de fácil convivência, etc. Ocorre que simplesmente os caras têm um assunto do qual não conseguem se desvirtuar de jeito nenhum: eles mesmos. Como eles gostam ou não gostam de tal coisa no seu dia-a-dia, onde eles foram, o que eles comem, o que eles pensam da fome da miséria e da doença... E eu, cara-pálida? Homem que não pergunta como é que tu estás te sentindo, o que é que tu fazes, aqueles que tu tens que cavar uma brecha no meio do monólogo dele para contar algo de ti, honestamente, apesar de todas as qualidades, só pode ser um problemático, mal-criado pela mãe, filho único, sei lá.
A tua vida, meu bem, pode ser a mais interessante do mundo, mesmo para alguém que não seja tu, mas perguntar da dos outros vai te dar parâmetros fenomenais na arte do relacionamento interpessoal vida afora. Anote.

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