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Thursday, November 29, 2007

A sujeira&eu

Saliento aqui que no último inverno, dado o frio rigoroso, matei o banho alguns dias. Ocorre que depois do último inverno, volta e meia me pilho percebendo: putz, não tomei banho hoje... Foda-se.
Em geral o banho preferido é o da manhã (a minha manhã, que não é necessariamente anterior às 12h), "pra acordar". Me sinto mais disposta depois dele. Mas não mais limpa. É claro que meu sabonete líquido é cheirosinho, tem a bucha, e o sabonete esfoliante do rosto, bem como o xampú limpeza profunda, o xampú normal e o condicionador, além do hidratante cheiroso pós-banho, e quando acabo, estou prontinha pra embrulhar pra presente e dar ao tchutchuco que merecer. Mas eu tenho a impressão que realmente não limpou horrores, não movimentou as células, sei lá, não mudou muita coisa. Além disso, o ato de não tomar banho tem o apelo psicológico do "foda-se", não tomei banho, moro sozinha, durmo sozinha, não tomei, e daí?
Note que não é nada "revolucionário", ou querendo subverter qualquer ordem: tomar banho diariamente é uma atividade das massas, visto que os índios sempre foram muito chegados a tomar um banho, ao contrário do colonizador europeu. É apenas algo que me deixa mais confortável. Me largo, não tomo banho. Durmo tranqüilamente "vinda da rua", coisa que várias pessoas afirmam não curtir (deitar-se sem uma última chuveirada).
Em compensação, tenho aflição de sair de casa sem um banho. Parece que não me preparei para o compromisso, seja ele qual for. Vale ressaltar à dileta audiência que um banho pré-coito jamais é dispensado quando possível, mesmo que eu tenha apenas me dirigido da minha casa (na qual tomei um banho antes de sair) até o local do crime. Tendo um chuveiro, dou mais uma garantida.
De resto, tranqüilamente passo sem me lavar. Meto o pé no chão, na lama, na areia e na poeira. Cai uma gota de molho no colo, passo a mão numa parede preta, e está tudo bem. Transpiro. Deito na grama, sento no chão. E tudo numa relação maravilhosa com a sujeira, me sentindo muito à vontade.

Wednesday, November 28, 2007

Grande Nelson

"um casal tem que ser muito cínico para chegar aos vinte e cinco anos"
"o lar é o mais cretino dos túmulos"

Nelson Rodrigues - Asfalto Selvagem II

A mim, só resta o desbunde!

Tuesday, November 27, 2007

Hoje o dia é de derrota. É o dia em que os nossos esforços, por mais árduos que tenham sido, não foram suficientes para garantir que a justiça prevalecesse.
Vida que segue, "a hora do sim é o descuido do não...".
Nossa hora chega de novo.

Monday, November 26, 2007


Saudade com nome, endereço, e até fotografia.

Indio meu, vem logo me ver.

Sunday, November 25, 2007

Incomunicável

Deixei outro dia meu celular na bolsa de uma amiga, pois eu estava sem. Claro que na hora de ir embora, ele ficou lá, bem dentro da bolsa dela. Claro que eu não a vi mais. E é claro que ontem, eu precisei dele e não tinha celular nenhum, nem como entrar em contato com pais desesperados que viram a filha sair às 16h de ontem e voltar somente às 12h de hoje, sem dar sinal de vida. Rendeu-me todo um almoço escutando impropérios.
Ocorre que concomitantemente a isso, eu estou com o número novo de casa, e ainda não o memorizei. Como poderia eu então telefonar para casa? Muito complicado, isso.

O poder é solitário

Tu tens os meios de produção, poderio bélico (ou físico), e tratas de usá-lo com quem tu deverias tentar conviver bem.
A conseqüência? Não tens um pingo de paz, pensando no que os teus subordinados estão armando pra se livrar de ti...

Friday, November 23, 2007

Tuberculosa

Embora o meu último resfriado tenha ido-se embora, fica uma tossezinha chata, com aquele ranho alérgico (que é branco, e não verde), e esta não passa nunca. Estou com ela há quase dois meses. Segundo os panfletos do SUS, pode ser tuberculose. Segundo minha mãe, peguei isso na aldeia guarani que visitei tempos atrás (tu fica indo dormir nesses lugares pouco higiênicos...).
Acho que uma pessoa que pode levantar-se diariamente às 11h, demorar 1h para tomar o café da manhã, lagartar até a hora de fazer o almoço, deitar novamente depois do almoço, esperar o sol baixar pra ir passear na praia, jantar, continuar lagartando até as 23h, quando só então passa a estudar (única obrigação que tem atualmente é com a monografia), tem sempre laranjas espremidas, mamão maduro, pão caseiro, iogurte natural, peixe fresco e ervas frescas, queijo colonial e pó de café italiano para colocar na cafeteira de espresso, sem nem falar dos ovos caipiras, dos cogumelos (os de comer), uma internet com velocidade suficiente para que baixe todos os filmes e músicas que ama, do girassol do terreno atrás de casa, das mínimas três saídas boêmias semanais, na qual encontro cerveja gelada, pastelzinho, boa música e boa companhia, do Índio que faz poesia, planta e me aquece o coração, dentre milhares de outros prazeres, merece uma preocupação para lembrar-se que nem tudo é assim bom.
Sendo assim, seja bem-vinda, tuberculose!

Thursday, November 22, 2007

O Chorinho da Lagoa

Toda terça à noite, num gramadão, numas cadeirinhas de plástico, sentam-se os instrumentistas (somente com seus instrumentos, sem caixa de som nem nada) e ficam ali, fazendo um som.
Nunca vi uma coisa pé de chinelo tão a meu gosto. Nova freguesa!
Toda quinta à noite eu abro exceção para o projeto TV Nunca Mais e assisto A Grande Família.
Agora, tem uma coisa que é o fim do mundo: é a porra da Linha Direta que vem depois. Programa funesto, clima de morte. Eu não o assisto nunca, lógico. O que ocorre é que a cada vez que entra o horário comercial começa a tocar a vinheta do Linha Direta e aparece a chamada do crime da noite. E isso vai me dando aquela aflição, fico tentando lembrar de mudar rapidinho o canal quando tá no comercial, mas nem sempre consigo escapar!
Por que é que insistem nesse programa horroroso? Será que realmente essa merda tem que ter? E eles justamente colocam atrás d'A Grande Família pra contrabalançar o ibope, eu acho.
Acaba de acabar o programa. Por sorte, lembrei de desligar a tempo de "perder" a vinheta...

Cruel dilema

Ele faz o melhor sexo oral de todos que já experimentei até hoje, mas em compensação, é fraco de rolê na hora do intercurso em si. Uma coisa elimina a outra? Ai, ai.

Monday, November 19, 2007

Promessa de fim de feriadão

Prometo que nunca mais passo um feriadão a antibiótico, sem poder ir pro sereno. E prometo (isso mesmo, tem o peso de promessa minha), que nunca mais chove no feriadão!

Saturday, November 17, 2007

Decisão tomada

Uma das mais importantes de todas. Envolve projeto de vida, projeto de sociedade. Tão séria quanto um casamento, uma profissão ou um filho. Escolhi a ele, ele escolheu a mim. Estamos ambos nos conhecendo. Vamos ambos nos aproximar nos próximos dias.
Escolhi meu partido. Aquele ao qual me filiarei e o qual ajudarei a construir. Alguém quer palpitar qual será?

Friday, November 16, 2007

Só pra nunca esquecer

Nesse mesmo dia alguns anos atrás. Aniversário de uma ex-colega dos tempos de colegial. Saio eu e meu ex-encosto para procurar um presente para ela, no centro comercial da minha cidade natal. Ele, de bermuda azul florida, regata puída e Havaianas. Daí ele se sentiu envergonhado e queria sair logo de lá. Daí ele botou a maior pressão para eu levar uma blusa de R$40,00 que não valia nem R$20,00. Daí ele ficou puto por que eu reclamei e queria pagar o presente em meu lugar, como se a questão fosse essa.
Daí à noite vamos, eu e ele, à festa. Daí era num salão de festas de prédio, comida, sobremesas, enfim, coisa normal. Daí ele não conhecia ninguém, enquanto que eu conhecia quase todo mundo, mas precisava fazer sala pra ele. Daí logo ele invoca que quer ir embora, e daí vamos os dois.
Daí ele no final da noite diz que não gostou muito do aniversário dela, que preferia que fossem só Fulaninha e o namorado dela, mais nós dois.
Ah, tá. No ano seguinte eu mando Fulaninha não festejar o aniversário dela com o restante da família e d@s amig@s, por que eu tenho um namorado idiota e anti-social, que prefere sair em casais.
Nossa! Só pra eu nunca perder de vista o quão feliz eu sou agora!!!

Thursday, November 15, 2007

Uma coisa engraçada

Meu par de Havaianas é verde com a sola florida. Ele custou um pouco mais caro que os outros pares, mas vejam bem, é a primeira vez que eu compro um par em sei lá, uns 6 ou 7 anos, e no caso, esta já foi comprada em fevereiro, elas duram bastante em minhas mãos (ou no caso pés), até por que eu uso muito mais a sola dos meus pés mesmo. De uns tempos prá cá a tenho usado bem mais, e a usei no último sábado para ir à festa 0800 que havia - é, as coisas mudam mesmo, hoje em dia eu vou a uma festa de havaianas, e sem nenhum tipo de brinco, pulseira ou anel.
Ocorre que na festa, como já relatado, eu resolvi dar uma escapada para dormir um sono no quarto de um dos donos da festa, pois não me sentia bem. Eis que num dos momentos, o dono do quarto adentra o ambiente, e resolve fazer uma brincadeira qualquer pulando em cima de mim.
Lógico, ele larga no chão as havaianas dele, antes de pular na cama, junto das minhas. Ocorre que ele é o feliz possuidor de um par de verdes lisas, e na hora que vai embora, leva um pé de cada par, e não se apercebe logo, já que as tiras são praticamente iguais.
E nem eu, que ainda saio pela cidade por vários lugares antes de me dar conta que andava por aí com Havaianas com pares misturados.
O mais engraçado é que ele não sabia como se tinha dado o processo de troca, e nem com quem isso havia sido efetuado...

Tuesday, November 13, 2007

Reagindo

Viva os medicamentos antibióticos. No primeiro já estou muito melhor. Ainda ganhei um destapa-nariz do farmacêutico de brinde. Isso depois de passar as últimas 48h enfiada na cama, dormindo e tossindo e assoando o nariz.

Monday, November 12, 2007

Fim de semana encapetado

Toda aquela história de que eu ia mal, sabem? Está cada vez pior.
Sábado me levantei e fiquei ali me auto-consumindo até aproximadamente umas 16h, quando então eu me arrumei e fui até a festa 0800 para a qual fora convidada. Lá só tinha Bohemia (que eu nem gosto muito, e me deixe com meus problemas), e muitos pães e carne louca - uma carne desfiada com muitos temperos, azeitonas, enfim, uma coisa bem deliciosa. Fiquei lá, tomando uns negócios e comendo muito pão com carne louca, até a hora em que resolvi me deitar no quarto de meu amigo, um dos donos da festa, e fui abordada pelo calouro da república deles, querendo coisas ativas com minha pessoa. Eu praticamente chorei de desespero - aquele pequeno notável não me deixou dormir um só minuto, com umas conversas totalmente non-sense para quem apenas queria dar uns pegas "nimim". Nisso, um amigo me telefona que precisa de instruções para chegar à festa, e eu tenho que sair com os pingos de chuva começando, para resgatar minha mala.
Lá pelas 22h, saio de lá e rumo ao lindo e pé sujo bar no qual freqüentemente me embebedo, visto que era aniversário de uma nova amiga de infância que convidara várias pessoas para irem lá - às 19h. É claro que ao chegar quase tod@s já haviam migrado, mas a aniversariante persistia na mesa de sinuca, e quando fui abraçá-la, pelo lado de fora da mureta, comecei a levar pingos furiosos de calha no topo da cabeça, encharcando-me totalmente. Usei a parca estrutura de banheiro disponível e rumamos para minha casa num trio feliz querendo beber rum com energético. Eu ali, fazendo o social, quando meus companheiros percebem meu estado e me recomendam que vá dormir, que é o melhor que faço. Obedeço imediatamente, acordando a não sei mais que horário na manhã seguinte, e iniciando as atividades gastronômicas do dia. Mais ao final da tarde, já formados num quarteto, alguém resolve passear em Jurerê Internacional - essas pessoas gostam muito de música eletrônica e mulheres em dia com o editorial de moda de Marie Claire.
Assim que vamos parar num lugar cheio de tendas, redes, espreguiçadeiras, pessoas bem-vestidas e ricas, e simplesmente, somos marginalizados totalmente no local! As pessoas demoram a nos atender, os atendentes ficam nos rodeando, evidentemente desagradados do fato de destoarmos do restante dos presentes.
Passado esse perrengue regado a baldinhos de long-necks e muito "vento no litoral", rumamos em direção ao Córrego Grande, para resgatar mais uma e formarmos o quinteto que jantaria em Cachoeira do Bom Jesus, tomando Original geladíssima e comendo a porção inteira do Boka's - qualquer manezinho que se preze sabe o que isso significou.
Novamente em casa. Vodka, gelo e Coca-Cola, e continuamos conversando, até que três companheiros migram para outros interesses, e agora somos dois.
Passei uma noite do cão tossindo, suando frio, tendo pesadelos com esse resfriado maldito. Meus ranhos carregam sangue junto de si. Passei ontem o dia inteiro sem beber água nem comer legumes ou frutas. Tudo isso associado a muita cerveja, vento e chuva, me tornou essa pessoa de nariz entupido e todo um quadro característico de quem vai passar uma péssima semana...

Saturday, November 10, 2007

Adoeci

Depois da quarta-feira insana, colhemos os amargos frutos. Garganta inflamada, febre, calafrios e dores no corpo. Fui a uma cerimônia de posse com coquetel ontem, e nem fiquei para a Hora Feliz. Às 22h eu estava em casa, sem vontade de nada, e debaixo das cobertas, tentando fazer tudo melhorar. Acordei totalmente suada, com menos dores mas ainda me sentindo muito mal. Pontadas espalhadas pelo corpo, dor constante nas costas, um calorão, o gosto de amargo na boca e as vias aéreas entupidas. Sou uma jovem senhora de 23 anos e sinto o peso de cada um deles. Justo hoje, que teremos festa 0800, com comida e cerveja geladíssima!
Suco de laranja, melzinho e sopinha. Por que às 15h da tarde, eu vou pro sereno!

Friday, November 09, 2007

Disciplinando-se

Apavorei. Fiz um cronograma para mim mesma, e preciso vencê-lo, se quiser apresentar um TCC com o mínimo de páginas necessárias!
É uma merda querer fazer temas relativamente novos, pegar orientadora e co-orientador, e querer fazer um trabalho bom: acho que só até agora, que eu escrevi duas páginas, eu já li uns dez livros. Tem pelo menos mais uns quinze que eu poderia e acabarei lendo ainda.
E o pior é que não interessa depois se a banca te aprovou com 10 ou 6. Tá aprovado e pronto! Apenas a nossa vaidade se incomoda com isso - e isso pra quem tem vaidade. Eu tenho a minha. Mas considero ensaiar perdê-la, coisa chata isso!
É claro que eu "ganho" fazendo um TCC de qualidade, afinal, o projeto de mestrado envereda pelo mesmo caminho, mas que dá vontade de jogar a toalha muitas vezes e escrever "O Campo do Serviço Social no Hospital Infantil" ou alguma outra coisa bem babaca que todo mundo já fez, isso dá...
Eu não gosto de dormir juntinho e nem abraçadinho. Eu não gosto de passar o dia inteiro junto, "de namoro".
Eu gosto é de na noite seguinte, na hora de dormir, me deparar com o lençol amarrotado, os travesseiros bagunçados, e me espalhar, sozinha, sobre as remanescências e junto das lembranças do último idílio. Assim que não arrumo os lençóis, tampouco os travesseiros.
E a última coisa que pensei antes de dormir foi na temperatura da pele de meu acompanhante de anteontem. Escaldava...

Thursday, November 08, 2007

Apenas para constar: na quarta passada, que eu estava na pista pra negócio, não peguei o baixinho e nem o outro. Ontem, que fui apenas trocar uma idéia e tomar um negocinho, o baixinho por conta própria me resolve engavetar e acaba de sair daqui.

Sou praieiro
Sou guerreiro
Tô solteiro
Quero mais o que?

Tuesday, November 06, 2007

Quem tem pena...

...definitivamente, é galinha. Às vezes tu queres preservar uma pessoa ao máximo, cuidando dela, fazendo com que ela sofra o menos possível com os teus atos. Mesmo tu já tendo terminado com essa pessoa há mais de meses, tu ainda segues uma lógica de não ficar esfregando na cara da pessoa teus novos caminhos, deixando de ficar com pessoas na frente desta pessoa única e exclusivamente por consideração aos sentimentos dela.
E essa pessoa? Essa pessoa estava no sereno, fazendo orgia com as tuas colegas.
Jamais tenha pena dos bonzinhos. Dos que têm carinha de santo. É assim que eles vivem e sobrevivem, parasitando os outros, de tão dignos de pena que parecem.

Monday, November 05, 2007

Novo telefone!

Feliz da vida, de telefones novos, agora creio que vários chatos que me ligavam foram-se embora. Perdeu playboy!
Relações inusitadas. As pessoas são mesmo surpreendentes. Depois de eu discorrer longos caracteres sobre como o Índio sumiria, ele volta já hoje, de monografia pronta, para eu lê-la.
Gente.
Eu sei, eu sei que não me dei o tempo necessário, que eu mesma disse que ele me dava um trabalhão para conseguir me relacionar com ele, e que portanto não deveria ter nem mexido no arquivo. Mas e a curiosidade?
Fiquei das 18h às 23h na função de ler. Tive que revisar a ortografia caótica dele - ele não comete erros com as palavras, o que é triste mesmo é a construção frasal, ele foi capaz de escrever um parágrafo inteiro com umas trinta orações separadas por vírgular sem colocar ponto - e penei pra pegar a densidade do negócio. Mas o que queria eu? Em se tratando dele, era claro que seria algo denso e dificultoso. Esse é ele.
Mandei o arquivo cheio de contribuições e com muitas críticas que vão além da construção do texto, e só quero ver qual vai ser a reação da figura...

Desmembramentos

Esqueci de contar os capítulos subseqüentes da novela do Maluco de posts atrás. Fui pro sereno, quer dizer, estava eu na festa na quarta-feira passada, penando pra me distribuir entre duas festas em centros diferentes, mas conseguindo, ouso dizer. O Maluco chegou tarde, veio me cumprimentar, não se demorou muito nas conversas, então tudo bem, passou. Mais tarde eu passei sozinha por ele que me aborda:
- Pô, você me deixou "a pé" (expressão que ele usa para dizer que ficou sem reação) no outro dia, hein?
- Nego, se tu não queres ficar a pé de novo, vamos deixar essa conversa pra próxima.
Uma amiga em comum considerou algo com ele, mas acabaram não ficando; eu me diverti horrores tirando ele pra idiota, mas ele não se divertiu tanto. Final da noite, como o mundo dá voltas, eu peguei carona com ele para ir até a casa da amiga em que dormi. Desde então, sem mais conversações virtuais. Mundo engraçado...

Sabedoria indígena

Meu Índio costuma funcionar ciclicamente: passa uns três ou quatro dias na intensidade, me escrevendo, me ligando, fazendo poesia pra mim, dentre outras coisas não-publicáveis. Daí ele se some por coisa de uns 4 ou 5 dias, sem fazer absolutamente nada. Nem sinal de fumaça. O sumiço é maior que o tempo presencial.
Mas sabem que eu prefiro assim? Explico.
Ele é uma pessoa muito forte, em todos os sentidos da palavra. Ele me preenche (também em todos os sentidos da palavra) até quase me fazer explodir. Principalmente com o lance da poesia. Além disso, ele tem uma maneira muito pouco linear de se relacionar, com o qual não estou acostumada, e acabo ficando cansada de correr atrás do bonde dele, tentando acompanhar a seqüência lógica que ele estabelece. Lá pelo terceiro dia eu já estou pela bola sete, querendo dar o perdido nele. Mas ele como parece que pressente, ou racionalmente calcula, some por conta própria, me deixando descansar.
Estávamos no período do sumiço quando viajei; a viagem foi uma total saturação - mergulhei nele com fome. Obviamente que hoje ele sumiu, mas creio que lá por quinta ou sexta-feira estamos de volta...

O Banhado

O assentamento que visitamos fica numa região de banhado. Daí precisamos atravessar partes da estrada que estavam alagadas, metendo o pé na lama. Que sensação muito boa! Só quero ver sair a terra de debaixo das unhas, mas isso é coisa para me preocupar mais tarde.
Lá eles produzem arroz orgânico, e também peixes, na água do arroz, como forma de manter algumas coisas daninhas na barriga dos peixes e não no arroz. Lá eles têm dez mil hectares de terra, e mesmo assim, eles respeitam a área de preservação e não é plantando eucalipto, não. Lá haviam 17 famílias no tempo do proprietário único, que usava veneno de avião no arroz dele, e agora tem 400.
Lá, não se cobra em dinheiro. Nos foi solicitado que se encaixasse nos trabalhos, por que lá o que gastamos é a força de trabalho deles para cozinhar, plantar a horta das coisas gostosas que comemos, e a criação dos animais. Portanto, o que se quer é um pouco da nossa força de trabalho. Lá, quem pede para pagar diária mais cara e não fazer nada, pode ir gastar sua diária lá onde as pessoas são empregadas umas das outras. Não no assentamento do MST Filhos de Sepé.
Ah, mas hoje eles já têm terra. Por que continuam se chamando como Sem-Terra?
"Por que alguém já trabalhou muito para que tivéssemos a nossa terra. Nós precisamos trabalhar para que os próximos consigam a sua."
E eu descobri assim que eu amo muito o banhado!

A Feira do Livro

Achei que ia me dar com várias pechinchas, o que ocorreu foi que os únicos livros realmente baratos eram os bons e velhos clássicos da L&PM e outras edições semelhantes. Fiquei fazendo a repescagem dos balaios destes, e voltei para casa com três - um dos quais é presente, mas que primeiro lerei todo. Os outros dois são para minha monografia. Nos sebos do brique de domingo encontrei livros velhos com o preço de livraria. O que está acontecendo neste mundo? Será possível que terei de voltar ao Rio com suas bancas que vendem Celso Furtado a R$1,00?
Hummm. Acho que terei, sim!

Sunday, November 04, 2007

Só posso estar envelhecidíssima. Uma musiquinha que outra dançando o pancadão me deixou com as coxas doloridas, e pagar um chão ou dois me deixou com os braços encarangados. Agora nem pro fervo dou mais? iiiiiiih.

Conversinha escatológica

Lá no assentamento eles fazem uso da permacultura, e portanto usam uma parada de banheiros lá que faz com que nossos cocôs sejam levados a virar húmus e vão para as jardinagens. Portanto, lá é bom que se faça um bom tantão. Eu fiz só um tantinho, mas posso dizer que tem obra minha lá!

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