Total Pageviews

Wednesday, October 31, 2007

Em dias de TPM eu posso fazer essa e muitas outras reclamações. Todo mundo que não mora em Floripa acha que Floripa é o lugar mais mega-evento do Universo e sempre quer vir "me visitar". Essas pessoas não se dão conta que eu já passo o ano inteirinho aqui, e nas férias, eu estou super afim de viajar para algum lugar diferente, ou diante desta impossibilidade, viajar para algum lugar conhecido mesmo, no qual eu mudo de ambiente. Daí essas pessoas quando começa a abrir o sol, elas começam a se programar para me visitar, contando que num feriadão de sol, onde mais eu poderia querer estar?
Vou lhes dizer: nesse feriadão, eu vou estar na pacata Viamão - RS. Passando um calor infernal, e dormindo num assentamento do MST. Com colchonete, comendo comida simples e muitas vezes ruim de alojamento. Com possíveis chuveiros frios. Mas em compensação, vou fazer um itinerário que até hoje eu não fiz, nunca fui até Viamão, nunca fiquei num assentamento do MST, nunca tive oportunidade de estar tão próxima (tudo bem, confesso que já tive, mas isso foi em épocas pregressas quando eu tinha apenas uma sub-vida); além disso, está previsto na programação visitarmos a Bienal do Mercosul, a Feira dos Livros e o Brique da Redenção ali em Porto Alegre (Viamão é do lado).
Tudo isso pela fábula de R$54,00. Que eu não vou pagar!
Muito obrigada, mas passarei este feriado em outras paragens. E boa praia aos freqüentadores de temporada...

Monday, October 29, 2007

É falando de homem que ganho ibope!

Então, segurem esse barulho:
Maluco me conhece e me curte. Eu curto maluco também, esquematizamos algo para futuro próximo, porém, conheço meu ex namorado e acabo preterindo o maluco. Meses depois, com o fim do namoro, eu e maluco voltamos a conversar numa festa, na qual maluco só sabe ficar expressando o quanto gostaria de ficar comigo, sem entabular qualquer outra conversação. Mais algumas semanas de enrolação, maluco estuda numa outra faculdade pública da cidade, a minha estava em greve, solicito que ele empreste um exemplar de livro para mim na sua biblioteca, que está em funcionamento. Maluco empresta o livro, e num belo dia, vou ao apartamento dele buscar o livro. Fica tarde, e eu fico para dormir na casa de maluco. É. Para dormir, visto que eu estava bêbada (maluco me encheu de cerveja e maconha!) e com muito sono. Acho que se o beijei umas quatro vezes foi muito. E mais: achei o beijo dele sem graça e fiquei incomodada com a barba dele me espetando. Semanas depois, maluco me aborda insistentemente numa festa, somente puxando conversações sobre como deveríamos ficar juntos novamente, expressando desnecessariamente a sua vontade. Muitas horas depois, maluco vai embora vomitar em sua casa - isso me lembra que até já postei sobre tudo que maluco aprontou nesta noite, embora não recorde o nome do post. Querem saber quantas vezes eu e maluco falamos pessoalmente desde então? Nenhuma. E por MSN? Algumas, visto que tínhamos o compromisso do livro, e eu precisava que ele renovasse o empréstimo até poder devolver o livro a ele.
Mas aí, passei a pensar criticamente no assunto:
1) ele não consegue enxergar em mim nada além da porcaria da vontade dele de ficar comigo, tanto que não falou comigo direito durante todo o meu último namoro, não me chama para conversar no MSN, e quando me encontra pessoalmente, só sabe querer insistir para que a gente fique;
2) sendo assim, ele é um puto de um egoísta, muito bem mascarado naquela cara sorridente e muito zen de maconheiro assíduo, e sequer é capaz de fazer o socialzinho estilo "pra-comer" decentemente (tipo chamar pra conversar 1x por semana, ou mandar uns scraps babacas...);
3) sendo assim, ele é muito parecido com um tipinho que demorei quase três anos para exorcisar da minha vida, e que dadas as perversões e o egoísmo da figura que tive o desprazer de conhecer, desconfio que até hoje alimente essas perversões e egoísmo...
Sendo assim, hoje, apesar da chuva que caía, eu peguei a porra do livro, embarquei num ônibus e fui lá na faculdade dele devolvê-lo. Ele ficou sabendo, por que a porcaria do sistema daquela biblioteca mandou mensagem dizendo que o livro havia sido devolvido, e assim ele me pôde cobrar via orkut este fato. Abordei-o via MSN questionando-o de seus questionamentos, e resumi da seguinte forma: havia semanas que só falávamos sobre o livro, agora estávamos livres, poderíamos conversar sobre o que quiséssemos, caso quiséssemos conversar.
E ele?
Ora, caros expectadores. Ele como todo bom palhação, disse que estava indo dormir e voltava depois!
E eu? Eu, deletei ele de toda a minha agendinha virtual, dando graças aos céus por me ter livrado desta peste!
E querem saber se tem mais capítulos desta novelinha? Ah, se tem! Quarta-feira tem festa no CSE (prédio onde estudamos ambos, esqueci de ressaltar que ele faz duas faculdades), e certamente ele virá com suas abordagens ridículas!
Mas sabem quais são meus planos?
Grandiosos. Não sei se o calouro gostosinho ou se o cabeludo gente fina. Mas essa quarta, minha gente, essa quarta tem função...

Um pouco entristecida

Preciso lhes dizer que passei o final de semana inteirinho estudando, e só parava em momentos bem específicos; destes momentos, quero ressaltar aqueles que ganhava (jamais poderia dizer que perdia) indo até o terreno baldio atrás de minha casa. Ele está cheio de mato e todo florido, mas algo em especial me levava lá: um girassol. Ele não era daqueles bem enormes, bombados à base de fertilizantes, mas sim um girassol do tamanhico de uma rosa aberta, que girava bonitamente. E eu ia, vários horários do dia e da noite, acompanhar os giros dele.
Poucas semanas atrás minha mãe cometeu a deselegância de arrancar um do mesmo lugar e colocar num copo d'água aqui em casa; considerei que ele devia ficar lá mesmo, girando atrás do Sol.
Ocorre que caiu uma chuva torrencial na noite passada e em todo o dia de hoje. E ele está extremamente cabisbaixo hoje. Relatei o fato ao Índio (adoro como ele sempre está ali para ouvir estas e muitas outras coisas que fazem parte de meu dia-a-dia...), que deu a explicação óbvia e natural: o calor e a umidade fizeram com que ele murchasse um tantinho.
Ainda assim torço para que amanhã não chova, e o girassol gire...

Dúvidas para Thais

"o que acontece
quando agente dorme?
anoitece?
Fica tudo
escuro ou o imaginário muro,
que tudo cerca ,
impede o sonho, mata poetas,
deixa-nos sós, com tudo do mundo
do lindo ao atroz
que fuga é essa
que insiste dizer
que é inevitalvel ser.
somos nós
animais sem tempo,
bicho veloz,
loucuras sem voz,
ou nada disso
explorados do vicio
capital como lixo
intenso de fim
vida é de noite
os dias são sem mim
o tapete de cama
música é leito
de quem ama sem gana"

Muito, muito obrigada!

Friday, October 26, 2007

Sexta treze

Tipo acho que ontem não era dia. Sei lá, fiquei devagar. Monografei pouco intensamente, e a água do miojo não ferveu, comi o pobre meio cru, enquanto esperava meus pães esfriarem. Resolvi juntar-me ao grupelho de ocasionalmente numa festa universitária de praxe, mas hoje eu tinha dor nas pernas e pouco humor para a locomotiva social. E é por isso que estou aqui postando, neste exato horário. Eu sequer quis dormir fora de casa, hoje. Dei várias voltas pela cidade, até conseguir os ônibus necessários para chegar em casa.
Confesso que de saudades do meu Índio e de carência besta mesmo, quase acionei o 2345-meia-78. Mas resolvi que hoje não era dia disso. Hoje era dia de dormir em casa, de tentar agilizar minhas paradas. Acontece que estou aqui blogando. Hoje já é sábado, em verdade. Mas para mim, o dia só vira depois que durmo. Assim sendo, ainda tenho uma chance de que meu sábado renda.
Boa noite ao meu nobre teclado que me fez companhia no último quarto de hora!
Voltei com preocupações. Monografia precisa andar, orientadora precisa aparecer, Índio com problemas de saúde, obrigações estúpidas tais como lavar roupas e louças, e ainda por cima preciso comer diariamente. Sem criatividade para receitas decentes - e viva o bom e velho macarrão instantâneo, nutritivo e saboroso. Os tomates da feira estavam todos verdes, hoje. Os morangos estão R$0,25 mais caros. Tem trevos nos vasos de plantas roubando seus nutrientes. Meu eMule ficou sem servidores disponíveis depois que a famigerada PF resolveu mostrar serviço, semanas atrás.
Mas o Sol saiu! As roupas já estão no varal, a louça já está no escorredor, os pães caseiros já estão descansando dentro da bacia para dobrarem de volume, e me despeço para monografar intensamente.
Só preciso que meu Índio não coma sal e nem esqueça de tomar os remédios regularmente.
Faça isso, sim?

Thursday, October 25, 2007

Eu voltei...

... de Brasília. Eu estava entre as 20 mil pessoas que ontem marcharam no sol a pino e pararam em frente ao Ministério da Previdência lutando pela não aprovação da reforma mais idiota que já se propôs.
Depois de 60h de ônibus, comida de posto, banhos em chuveiros de posto, eu lhes afirmo: preciso dormir uma noite ou outra.

Friday, October 19, 2007

Devo lhes contar que essa semana foi atribulada, que minha monografia andou, que o índio está comigo tanto quanto se realmente estivesse comigo, que eu nunca mais assisti TV nem bebi, que hoje não pus sal na comida?
Creio que deveria, porém, quem é que fica num blog quando tem uma vida decente para viver?

Sunday, October 14, 2007

Cultivando as compulsões

Agora a mania do momento é ficar passando limpa-vidros no monitor. Cada vez que vejo um embaçadinho dou logo uma esguichada, e aí fico passando o pano multidirecionalmente até que fique um espelho perfeito.
Mas pelo menos não vi TV nas últimas...72 horas?

Tuesday, October 09, 2007

Semana do trabalho voluntário

Vários segmentos da sociedade civil e movimentos organizados estão fazendo uma campanha incentivando o voluntariado, em homenagem aos 40 anos de morte de Che Guevara, que teria inaugurado esta categoria na nossa história. Não vou aqui fazer minhas críticas ao voluntariado, embora os dedos me cocem, mas seguirei no foco do post.
Tem uma agenda em Florianópolis de doação de sangue. Hoje seria no HU, onde eu poderia doar, fica acessível pra mim. Ocorre que eu nunca fico mais de 24h sem beber. E assim eu não posso doar. Cerca de um ano atrás, fiquei ensimesmada, pensando que isso poderia configurar alcoolismo. Um amigo meu, muito sábio, veterano de faculdade e suas atividades não-acadêmicas, me ensinou:
- Você não é alcoólatra. Você é estudante, é diferente!
Complementei a teoria dele. Quando eu não mais for estudante, serei uma alcoolista, doente, necessitada de tratamento, e mereço respeito e amparo social!

Monday, October 08, 2007

Sensação esquisita

Cara, já tinha ouvido inúmeros relatos de coisas parecidas com esta que vou contar a seguir, mas não pensava que realmente as pessoas ficassem abaladas com isso. Mas confesso a vocês que me senti estranha, e um estranho pra ruim. Estava flanando pelo orkut, quando visito um amigo de infância, e lá pulo para outra menina que estudou conosco na mesma época. Até eu e ela, estudamos juntas em outros momentos, mas nunca mais nos demos bem, enfim, acontece. Daí entro no orkut dela, e está lá no perfil, um texto atribuído por ela à mãe dela.
Cara. Era o texto sem tirar nem pôr que minha mãe me escreveu de depoimento no orkut. Tudo igual. Ela copiou e colou até sem colocar espaços onde estava faltando. Minha mãe já saiu do orkut, mas o depoimento, por conta de um dos problemas do sítio, continua lá. Nossa, me senti totalmente espoliada, como que essa doida sai roubando textos em nome de outras pessoas? Metendo a mãe no rolo ainda... Lamentável, eu diria.

Sunday, October 07, 2007

Fato hilário

Aqui na minha casa tem uma TV de 14 polegadas com o vídeocassete embutido, e estava meio sem uso, pois temos uma maior na sala. Assim que ela ficava lá no quarto de meu irmão, sem nunca ser ligada, e minha mãe lembrou-se dela e resolveu pegá-la para deixar na recepção do consultório dela. Foi lá e catou a TV, feliz da vida, segurando por uma espécie de cavidade que foi desenhada para justamente segurar a bichinha. Quando ela já havia descido os dois lances de escadas com a coisa, e já havia ultrapassado a soleira da porta, a "alça" cedeu, e a TV foi ao chão, soltando a tampa e revelando todo o seu misterioso interior. Deu uma barulheira e a tampa partiu em vários pedaços, mostrando o tubo de imagem, a poeira dentro dela, e os fiozinhos coloridos. Acho que foi o nervoso do susto, mas eu não conseguia parar de rir diante do que acontecera.
Lembrei imediatamente que a muitos kilômetros daqui, na pacata Londrina, existe um indígena com propensões fortes para a guerrilha, ama a cor verde nas camisas e cultiva o quintal dele no meio da comunidade onde divide uma casa alugada por um benfeitor com uma outra amiga comunista, e que lá naquela casa não tem tevê, por opção. Essa pessoa faz versos, escreve sambas, canta, dança, tem voz morna, lê as coisas mais doidas, é de uma simplicidade e uma complexidade tão lindas, e tão fortes, que faz tudo parecer ter exatamente o tamanho que deveria ter.
Mas como nem de poesia somente vive o homem, também lembrei do hilário caso dos delinqüentes juvenis de Curitiba que jogaram uma tevê do alto de um prédio, com vários bilhetinhos dentro do tubo de imagem, que fazia várias críticas à televisão e seu domínio. Imagine no centro de Curitiba, uma tevê no meio da calçada, cheia de papelzinhos dizendo que aquele tubo ainda iria te engolir! Pensei em citar o caso à minha mãe, mas creio que ela ficou firmemente abalada com o estrago da tevê que ela vai tentar consertar.

Friday, October 05, 2007

Impeditivos

O sistema às vezes é tão perverso que atrapalha até os relacionamentos interpessoais que poderiam vir a dar certo. Conhecida minha ficou com conhecido meu, ambos estudam no mesmo prédio na faculdade. Eis que ela reclama que ele não pegou o telefone dela, e ela considerou desinteresse. Comentei com ele, e ele muito calmamente me respondeu:
- Eu tô sem crédito. Fazer o que?

Irrealidades importantes

Na sexta-feira, eu viajava para Cruz Alta, e achei curioso que em todo o ônibus, assim que fizemos a parada para comer, todo mundo se amontoou em volta da tevê, querendo saber quem tinha matado a Taís. No dia seguinte, pessoas que viajaram à noite, perguntavam no encontro como tinha sido o final da novela. Pensa que engraçado que é o país parar de viver sua própria vida só para saber como acaba uma coisa que é de mentira. E isso tudo por uma novela totalmente sem atrativo: a mocinha de família com o chato do ringtone, a mocinha mais sem sal do mundo com o mocinho mais politicamente correto do Universo. Falando neles, na semana anterior, resolveram fazer uma cena de sexo entre eles: quando caiu a toalha da Alessandra Negrini (e juro que até eu pensei, opa, gostosa no ar!) começou a tocar a musiquinha de clipe de casamento, ele beijou o pescoço dela, e cortaram a cena para uma vista aérea de Copacabana. Daí tenha dó, né?

Thursday, October 04, 2007

Vilarejo - Marisa Monte

Prometo que faz todo o sentido. Mas sabem como é, quando feliz, fico assim de piadinha, e não revelo enormemente o que está se dando. Apreciem.


Há um vilarejo ali
Onde Areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Esta letra foi retirada do site www.letrasdemusicas.com.br

Marxismo Espontâneo?

Tem um maluco que faz parte de meu grupelho que está sempre montado na grana, gosta de pagar o preço que for necessário para obter o que deseja, vai em várias baladas caras, enfim, é um cara não muito dado a ficar pensando em relações de mercado e nem em confrontos de classe. Outro amigo nosso, recentemente foi chamado pelo Banco do Brasil a trabalhar numa cidade aqui dos arredores, cerca de 1h de ônibus. Quando soubemos que ele teria que fazer este trajeto diariamente, ele foi alvo de várias piadinhas sobre como o salário dele daí pra diante serviria para pagar o ônibus leito de cada dia, enfim, nada de muito aproveitável. Poucos dias antes de iniciar os trabalhos dele lá, falávamos novamente acerca do ônibus, e uma amiga comenta que até a mãe dela já estava penalizada com o tempo que o cara perderia no ônibus diariamente. Eis que o primeiro personagem, o que começa este post, solta:
- Se o motorista pode ir e voltar, várias vezes por dia ainda por cima dirigindo, por que é que Fulaninho não pode?
Todo mundo caiu na risada. Dentre os motivos, foi esta não conhecida consciência de classe do "companheiro", tão brilhantemente revelada.

A revolução não será televisionada!

Lembrei-me outro dia que eu tinha um namorado que era o fim do mundo. E costumava dizer que eu era muito intransigente, teimosa, dentre outros adjetivos do gênero, e ainda me zoava me chamando de "Fidelzinho". E eu nunca dava a devida importância ao fato, vivia tensionada pelo nosso relacionamento mega-evento da insatisfação, e colocava o nome de Fidel Castro no meio do rolo das ofensas que ele estava me fazendo na hora, sem me dar realmente conta da ignorância da história dele dizer isso.
Fidel Castro dirige com tenacidade a única república decente neste planeta, o país mais humano do mundo. As pessoas gostam de dizer que lá todo mundo sofre, e que pessoas passam necessidade - como se no resto do mundo capitalista podre em que vivemos ninguém morresse de fome. Ou então se aferram à liberdade de expressão, e consideram o fim do mundo que os cubanos não possam sair se vendendo a times internacionais de futebol. Dizem que seus direitos de escolha são cerceados. Eu concordo que são, mas se tivesse de escolher entre os direitos humanos básicos, e os direitos de se venderem a quem comprar mais caro, podem apostar, "Fidelzinho" seria um apelido com o qual me sentiria muito honrada. Até por que, meus direitos de escolha aqui são cerceados constantemente, e olhe que sou uma pequena-burguesa criada com muito Danoninho e hidratante da Victoria's Secret.
Milhões de crianças dormem ao relento todas as noites - nenhuma delas é cubana.
Sim, eu considero a partir disso que o meu "direito" de ir ao shopping, comprar "originais" roupas, dentre muitos outros "direitos" e "necessidades" da burguesia podem prescindir. Mas voltando à historinha, fiquei dando risada, por que na verdade, embora a lata do indivíduo me cause uma certa má vontade, ele só expressa toda a educação à base de Veja que todo intelectualóide burguês tem aqui - e que por muitos anos, foi a minha. E tentando juntar com tudo isso, estava assistindo A Revolução não será televisionada, documentário que relata o golpe que tentou tirar Chávez do poder em 2002, e pensando em quantas vezes, aqui mesmo no meu município, eu vi companheiros meus no jornal da rede local parecerem uns retardados, com suas falas sendo cortadas umas 10 vezes por minuto, dando uma interpretação tão idiota da fala remontada que chega a causar perplexidade. Teoria da conspiração mais instigada do que nunca!

Das coisas boas de Cruz Alta

Tudo bem, nenhuma delas se refere realmente à cidade. Mas para não dizer que lá só tem monocultura e eucaliptos, foi lá em Cruz Alta que contemplei a lua crescente amarelona, com as crateras evidentes mesmo do chão, mergulhei os dedos nos cabelos sedosos do índio que me faz até deixar de gostar de praia, e adquiri duas dentadas roxas, uma em cada coxa.

Wednesday, October 03, 2007

Diferenças

Onde não havia nem esperança, agora tem até felicidade. Tem 17h que me encontro em casa e a TV ainda não foi ligada, nem foi sentida a falta dela.
"despeço-me da sofisticação para abraçar a simplicidade"

Tuesday, October 02, 2007

Coisas impossíveis no inverno:

Querer fazer sexo. Imagina só que tu estás te congelando. Te deitas numa cama congelada. Te cobres com cobertas congeladas. Ficas batendo queixo, esperando que o calor do teu corpo esquente os lençóis e as cobertas. Nisso vem um puto, com a mão gelada, querer alguma coisa!
Acho que sou capaz de morder esse lazarento.

Vida de viajante

E eu que não ia viajar, acabei conseguindo ir, sem data marcada de volta. Feliz que nem pinto no lixo. Eu amo fugir de casa!
lauê, lauêê...

Cruz Alta

Boooh, vai pensando que simplesmente desde que o dia amanheceu a única paisagem que eu via nos arredores de Cruz Alta era a monocultura do trigo e uns putos duns pinus e eucaliptos. Às 7h da manhã eu já tava doidinha pra comer um neoliberal no café da manhã, e ainda queriam no famigerado conselho que compus que eu curtisse a furibunda Fenatrigo. Comé que é, jacaré?

Blog Archive