Total Pageviews

Thursday, September 27, 2007

Pirataria? pff...

Cacau Menezes estava agora fazendo apologia à propriedade privada. Dizendo que não compra nada pirata, que não baixa música da internet. Como diria um amigo meu, pau no cu dele, pensa só se faz sentido o cara inventar uma música e querer que só quem pague ouça? Tá bem louco?
Fico puta de locadora ser paga, cinema e teatro serem pagos, muitos shows de músicos conhecidos serem pagos... Artista tem que receber, para criar e para sobreviver, não tem que enriquecer em cima disso, assim como ninguém tem! Muito menos esses putos das gravadoras!
Só pode ouvir música agora quem engorda produtor de espetáculo. Tem graça...

O Universo Paralelo dos guarda-chuvas

Falando em guarda-chuvas, lembrei de um fato, quando eu tinha 18 anos ainda e morava na minha cidade natal. Joinville chove pra caralho, é uma merda. Começou chovendo numa semana, e eu pedi à vizinha que me emprestasse uma sombrinha. Lembro até hoje que era uma daquelas floridas. Daí usei, final da tarde agradeci e devolvi. No outro dia, mais chuva, pedi a sombrinha novamente. E ela, sem problemas. No outro dia, quando fui, ela me diz:
- Ah, pode ficar com essa pra ti.
- Não não, é só até o final da tarde, hoje eu ia mesmo comprar uma... (mennn...tiii...raaaa!!!)
- Nãão, mas eu nem uso esta, imagina, leva pra ti, não tem problema...
Eu fiquei envergonhada.

Polêmica do pagamento ou não da conta!

Nem acredito que isso entra em cheque. Estando o casal com seu relacionamento já estabelecido, paga quem tem mais dinheiro. Que coisa mais besta! Óbvio!
Claro, estamos falando de quando realmente quem tem mais dinheiro está com dinheiro sobrando pra fazer isso, e quem tem menos dinheiro está com dinheiro faltando para não pagar nada. Dependendo da diferença, se pode dividir ou equilibrar, tipo, embora quem tenha menos dinheiro em geral não pague, possa pagar algumas coisas.
Não sendo um relacionamento estabelecido, os dois pagam, e fim de conversa! Mas quando que uma mulher me sai de casa sem dinheiro, só por que está no "primeiro encontro" com um homem? Claro que eu imagino que deva ser bizarro a conta dar R$5,00, e o cara colocar R$3,00 em cima da mesa. Mas isso é extremamente subjetivo, tem gente que é assim com todo mundo e não percebe de forma alguma que isso é, sei lá, esquisito. Tem gente que quando eu pago com R$10,o0 uma conta de R$8,90, vem me dar o troco (não em relações comerciais, por que aí minimamente estamos esperando o troco, né?), e faz questão de dar o troco. Com essas pessoas, eu automaticamente já tenho aquele alerta de que tenho de ser criteriosa, e sempre que rolar quebrados na conta, tenho que dividir direitinho, se sobrar troco devolver, etc. Não me atrevo a dizer que estas pessoas são esquisitas, só por que eu não sou tão criteriosa assim com dinheiro.
Mas como isto foge ao debate, continuo defendendo que não tem como não pagar! Se não tem grana, vai pra outro programa! De experiência própria, noto que estes machistas cavalheiros, em geral são machistas em todo o restante do pacote.
Tem algumas situações que já deixei que a pessoa pagasse, mesmo eu querendo dividir, para não ficar naquela desagradável discussãozinha. Mas é uma coisa que venho evitando como evito a AIDS, desde que me livrei do último machista que cruzou meu caminho e vivia pagando minhas contas.
Quem paga a banda, escolhe a música. Querendo ou não, com o tempo, tu vais te ver enredada em uma péssima situação de estar se cobrando por ver que a pessoa se endividou fazendo coisas que tu participaste.
Eu, como mulher, quero ter o direito de escolher onde, como quando e com quem vou, comer e beber o que eu quiser, e quero fazer o que for necessário para isso. Acredito que temos de respeitar as diferenças entre homens e mulheres somente quando elas existem. Existem algumas coisas para as quais um dos gêneros tem mais habilidade que o outro, e mesmo assim, sempre encontramos excessões. Ganhar dinheiro e pagar contas não é de forma alguma habilidade masculina intransferível.

Wednesday, September 26, 2007

Orientação de ética interpessoal?

Baseada obviamente na minha opinião, nas minhas experiências.
Querida. Se tu conheceres um menino fofo, que te contemple minimamente nas tuas necessidades, enfim, que te pareça uma pessoa pegável, jamais coloque o adendo "mas hoje não", ou "é muito cedo". Beija ele hoje. Se tiveres oportunidade, dá pra ele hoje mesmo.
A minha idéia é mais ou menos a seguinte: eu namorei sério alguns anos, era novinha, a maior parte do tempo que morei sozinha estava enfurnada neste relacionamento. Depois que terminei, fiquei com algumas pessoas, algumas até engatei algo mais sério, mas rápido. Deveria ter feito isso mais do que aconselho a vocês fazerem, mas também analisando o tempo, não beijei tantas pessoas assim. Mas pra quase todas que eu beijei, eu liberei. A idéia toda é muito simples. Tá cheio de homem fraco de rolê pelo mundo. Sem pegada. Já beija de mordendo, acha que tu és de madeira, e o pau dele um martelo. E acha que tá detonando. Daí, se o cara foi assim fraco de rolê, tu já podes dispensá-lo na manhã seguinte. Às vezes, tu nem precisas esperar amanhecer. Não é uma maravilha?
Mas não. Tem muita mulher que gosta de passar quase umas duas horas de conversinha besta antes de beijar. Quase uns dois meses antes de trepar. Daí, o cara é fraco de rolê, mas certamente já conquistou a tua ternura. Daí, eu te pergunto: companheira, onde estará teu desprendimento para mandá-lo andar? No ecsiste!
Queres que eu preveja o futuro?
12 de junho. Bicho de pelúcia, buquê de flores, restaurante lotado, vinhozinho, fila no motel... e sexo insatisfatório.
24 de dezembro. CD, bijouteria (ou jóia, dependendo do poder aquisitivo), motel... e sexo insatisfatório.
24 de dezembro do ano seguinte. Aliança de noivado, motel... e sexo insatisfatório.
15 de maio do ano seguinte. Lua de mel na praia... e sexo insatisfatório. Sorriso falso nas fotos.
9 de novembro do mesmo ano. Marido bêbado e traidor. Insatisfeito com as tuas condutas sexuais para ele também insatisfatórias (afinal, não paravas mais de fugir desta missão), ele acabou conquistando uma colega de trabalho com o ar de bom moço, conquistou a ternura dela, e acabou de comer ela e deixá-la insatisfeita, mas como os dois têm toda essa convivência cotidiana, ela pegou ternura por ele.
E tu, idiotona! Com ternura por ele, deixou ele continuar sendo fraco de rolê e ele até te passou prá trás!
Tá vendo? Use camisinha, tome banho antes e depois, e faça logo o test-drive.

Alienada na novela das 7

Alguém já viu que menina linda, fofa, de vozinha doce, que é a tal da Benta? Dá vontade de abraçar, encher de beijo, esmagar! E eu não tenho um pingo de paciência pra criança, em geral... Mas olhando uma coisa rica dessas, até cogito um dia distante da vida ter uma filhinha amada feito aquela!

Desconfianças

Minha orientadora tem me passado uns autores "marxistas" dos quais nunca ouvi falar, a maioria europeus. Tenho um certo receio, mas vamos construindo. Só que está ficando chato esse lance de ficar pesquisando a biografia dos caras na internet cada vez que ganho um texto novo...

Como dizem por aí...

Ainda bem que mestrado é que nem Carnaval, tem todo ano! Pelo menos no Rio de Janeiro vou sentir menos frio...

Quando o tempo ultrapassa as conversas de elevador

Porra, mas essa primavera tá foda. Tempo gelado mas ensolarado é ruim, mas é até aceitável. Agora tempo gelado e chuvoso, é demais!
Lembro que há dois anos atrás, no dia da primavera, estava muito chuvoso e frio também, mas mesmo assim as plantas deram flor. Achei super curioso, imagina quantos anos demoraram para descobrir que exato momento, dia , acontecem os solstícios e equinócios com tanta precião. Este ano o vaso da minha sacada também floresceu, mas tenho a impressão que a natureza foi enganada, e que o vaso já estava em flor uns dias antes. Agora o pobre padece de carência de luz, bem como eu, necessitando de fotossíntese.
Tenho também que relatar que a maré está alta a semana inteira, e eu não consegui nem andar na praia. Vida bandida...

Tuesday, September 25, 2007

Eu odeiiiio Jurupinga!

Sabe, eu tenho mania de em todo rango que eu estiver fazendo, jogar ali no meio da alquimia das panelas um pouco de álcool que em geral acompanharia bebendo. Por exemplo, agilizando uma massa com carne vermelha, tô tomando um vinho tinto, jogo um pouco no molho pra cozinhar junto, enfim, eu gosto de colocar bebidas dentro da comida, acho que o gosto fica muito bom.
Só que ultimamente aqui em casa anda numa caristia de bebida alcoólica, e eu acabei usando demais o Ballantines de minha mãe que tá ali de bobeira. Assim que voltei de férias, meu ex-namorado me deu de presente uma garrafa dessa tal de Jurupinga, "vinho licoroso". Achei que era uma cachaça, sei lá, e resolvi hoje colocar isso no meu frango que viraria dali um minutinho um molho branco. Acontece que aquela PORRA é doce e cheira a doce que nem aqueles suquinhos de uva que vendia dentro de revolverzinhos de plástico, tá ligado?
Meeeeu, estragou a comida inteira! Só de sentir o cheiro já me deu dor de cabeça! Tive de jogar simplesmente toda a comida fora, por que aquele cheiro desgraçado não saía de jeito nenhum. Foi muito traumatizante!
Daí alguns podem afirmar que ele estava de pau no cuzisse comigo, afinal, é ex... Mas ocorre que ele me comprou no tempo em que ainda namorávamos!
Só posso pensar que realmente meu pára-raio para namorado que não sabe me dar presente continua forte como sempre. Caralho, eu lá agora sou de tomar vinho doce, ou qualquer bebida alcoólica doce? Eu não tomo sequer vodka com refrigerante!
Só ainda não joguei a tal da Jurupinga fora porque pode existir quem goste nas minhas relações, e aí eu faço a doação. Mas nem abra esta garrafa perto de mim!

Alerta vermelho!

Toda atenção neste momento é pouco, por que O Sumido reapareceu! Ressuscitou depois de 20 dias sem nada. Escrevendo sobre ele, perguntando sobre mim, justificando muito justificavelmente o que o levou a sumir. Preciso mais do que nunca me lembrar que isso faz parte do show, mais do que nunca!
Respondi didaticamente a ele que preferia que tudo continuasse como nos últimos dias, que era importante para a minha regeneração sentimental, desejei que tudo se realizasse pra ele, e vamos ver o que acontece daqui pra frente.
Daí fiquei pensando, que fiz isso por que considerei que estar à mercê dele, na expectativa de termos algum contato, ou o que seja, era o que eu classificara como estar mal. E sem esperanças de qualquer coisa em relação a ele, banindo-o de minha vida, era como estaria bem.
Pensa nos últimos 20 dias, ou sei lá, vamos ser sinceros mesmo, os últimos dois meses: sou uma patética figura bebendo exageradamente, com uma vida acadêmica para levar a sério e não conseguindo absolutamente, acordei hoje com uma pia cheia de louça, uma taça vazia ao lado do micro, uma garrafa na lixeira. E sempre amargurada com o desfecho da história.
É assim que estou melhor sem ele?
Que merda, hein...
Tudo bem, sejamos pragmáticos, voltar a se enredar nas intrigas dele não me fará tão bem assim. Mas estou precisando construir um projeto mais amplo e sério de estar melhor sem ele. Confere?
Então acho que até vou ali lavar a louça da pia e varrer o chão...

Sunday, September 23, 2007

Acupuntura é o caralho?

Nossa, marquei com duas semanas de antecedência minha primeira sessão. Esperei como esperava os presentes de Natal. Achei que ia sair de lá uma nova pessoa.
Qual, o quê!
A médica parece com a minha vizinha louca que eu não vou com a cara, só pra começo de papo. Depois, ela enfiava as agulhas em mim de forma dolorosa. Uma das poucas coisas que sei sobre isso é que dá pra enfiar devagarinho (tive que aprender a dar umas injeções subcutâneas uma vez em minha mãe e aprendi gradativamente a aliviar a agulhada), e ela lá, pá-pá! E quando eu perguntei porque em alguns lugares doía mais em outros, ela me deu vagas explicações. Daí botou um travesseiro com uns cheiros de ervas, mandou eu cuidar a respiração (mas não me deu nenhuma dica de respiração), ligou um daqueles CD's chatos de sons da natureza e me deixou lá plantada.
Moral que fiquei muito mais estressada do que se tivesse ficado em casa dormindo, não saí nada zen e nem notei efeitos esperados. Que merda! Nunca mais!

Acerca de meu espanhol...

Aquela minha orientadora de TCC tá de marcação comigo. Beleza, ela é chefe de departamento, departamento este o qual está sendo bombardeado de boicotes os mais variados da categoria estudantil, e ela está cansada de marcar minha face. Quando voltei a procurá-la, ao final da paralisação acadêmica que durou três semanas, ela passou uma semana sem responder meus emails, depois não atendia o telefone, finalmente marcou uma sessão pra 4 dias depois que eu havia feito a terceira solicitação. Daí se atrasou meia hora, e por fim, me indicou um livro que ela tem em casa, e me emprestaria na tarde seguinte. Na tarde seguinte... ela me traz o livro em espanhol!
Caríssima, deixa eu explicar, meu espanhol no-ecsiste! Que povo que não compreende essa minha limitação? Tô aqui atrás de um exemplar em português, o livro é disputadíssimo.
Que vida bandida, não? Como é que eu não aprendi essa miséria até hoje?

Por que? E isso lá te interessa?

Tem na minha listinha dos preferidinhos um maluco lá de Londrina, que conheci uma vez que viajei a Blumenau para participar do mesmo encontro que ocorre no próximo final de semana. Na fração de segundo que eu o divisei eu fiquei doidinha por ele. Descompensada. Quando comecei a ouvi-lo, a sensação só foi se intensificando. Quando passei a ouvir falar dele, tudo cada vez mais forte.
Só que ele é um cara não muito alto, de traços fortemente indígenas, de pele escura (daquela cor de "sujeira" típica dos paranaenses mais morenos), um pouco acima do peso, sempre barbudo, não muito chegado em banho (embora digam que isso tenha modificado), fuma maconha que nem respira e com certeza muito mais que bebe água, é nada simpático a primeira vista, extremamente forte quando defende um ponto de vista, podendo chegar com sua eloqüência a extremos, além de mudar de idéia como quem muda de roupa.
E aí, muitas pessoas, por todos estes motivos, por apenas alguns, não se cansam de me perguntar: mas por que? Ele é isso, isso, aquilo...
Pra mim, a começo de conversa, ele tem uma aparência étnica que acho totalmente encantadora, atraentíssima (posts atrás falei disso). Quanto ao fato de ele não ser muito chegado num banho, tomando banho ele antes de se enroscar comigo, é o único banho que faço questão que tome. Não convivo com ele, moramos a milhares de quilômetros de distância. E quanto à personalidade dele...
Ah.
Ele tem uma força muito grande. Ele emana essa força, e tem pessoas que a sentem de maneira invasiva, de maneira negativa. Eu sinto de maneira positiva. Sinto que aquele jeito sério, que aquela eloqüência quase violenta, é muito da essência dele. Ele é uma personalidade apaixonante, justamente por que é mutável, por que está sempre disposto a se transformar, mesmo que isso não agrade, e frustre as expectativas das pessoas em relação a ele.
Além disso, é a única pessoa em quem eu realmente vejo o "olhar". Nunca achei nada concreto nas expressões "brilho nos olhos", ou no "olhar" que a pessoa endereçava. Acho que a expressão facial das pessoas é confundida com o tal do olhar. Ele é uma pessoa que olha com o rosto todo. Com o corpo todo. E quando está me olhando, sinto essa tal dessa fome, dessa força. E ao contrário do que possa parecer, esse jeito tão extremo, me faz sentir tão leve que poderia sair voando.
Agora, apesar de eu ter escrito tudo isso para tentar explicar o que acontece comigo, sei que nada disso as pessoas sentem como eu. E continuam querendo saber o porquê.
Ah, se fode aí...

Letra de música!

Estive me contendo há dias, mas hoje não escaparão os diletos leitores.

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Não, não gosto de bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem...

Adriana Calcanhoto - Senhas

Retrospectiva 2007.2

Sabe aquele japinha super na dele da tua sala? Pois é, o que entrou calouro comigo na universidade 5 anos atrás, tirou a roupa no meio da galera na festa de despedida dele ontem.
Mas se tu parares pra analisar que eu beijei umas três meninas, e até um casal declaradamente sério e monogâmico ao mesmo tempo, foi a festa da virada. Sabem do que?
Ninguém daqui pra frente quando ele voltar pra Mogi, por mais que viva coisas com ele, vai saber o que foi ver ele fazendo strip no meio da geral. Ninguém nunca vai saber o que era o grupelho jogando os dados (um com "tarefas", outro com partes do corpo no qual se realizariam as "tarefas") ontem a tarde toda. Ninguém que não viajou 20h comigo de ônibus se entorpecendo e falando exaustivamente de política sabe como foi. Ninguém que não estava na ocupação da reitoria sabe a função da comissão do abraço, o que a comissão da segurança passava.
Pra resumir, Japa de meu coração que se vai, deixaste muitas lembranças. Mas a de cueca, ninguém vai esquecer nunca!

Friday, September 21, 2007

Das belezas diferentes

O primeiro amor de minha vida eu conheci quando tinha 7 pra 8 anos. Estudávamos juntos, e ele era o bagunceiro da sala. Ele era moreno de pele, cabelos, olhos. Tem um rosto lindo que quase não mudou até hoje. Depois gostei do alemãozinho da minha rua, mas isso mudou logo, e meu primeiro beijo foi com um moreno-claro dos olhinhos pequenos, que tem um sorriso muito bonito. Meio que ele inaugurou um padrão em minha vida, que há anos não fugia à regra, salvo raras exceções. Mas de uns tempos pra cá, passei a prestar atenção em outras categorias étnicas. Embora sempre me propague não racista e várias coisas assim, tem pouco mais de um ano que beijei o primeiro mulato, poucos meses que o primeiro negão. Cabeludos eu nunca prestava muita atenção, achava feio, meninos de dread e trancinhas menos ainda... Sempre me recusei a interagir com loiros, jamais considerei os ruivos dignos de catalogação. Talvez os ruivos ainda não me interessem (hehe), mas confesso que andei abrindo excessões para loiros, para meninos de cabelos diferentes, para indígenas, negros, para pessoas com roupas diferentes, caras que andam de sandália, que usam colares realmente chamativos, para os largados, os alternativos... E cada vez menos vejo graça nos "básicos", aqueles que usam jeans+camiseta/camisa-pólo-de-cor-neutra, não tenho o mínimo interesse nos mauricinhos de camisas "diferentes" (que têm no mínimo em três tamanhos na loja, quando não são 600 camisas "diferentes" fabricadas em série), não dialogo com homem que não dança, não dialogo com homem que fuma, não dialogo com homem que é restrito ao seu tipo de música preferido, e simplesmente não dialogo com quem curte rave, também não dialogo com quem trabalha em megaempresas, com quem não lê autores com profundidade teórica maior que um pires, e nem com quem não sonha em conhecer a América Latina no dedão.
Eu continuo extremamente restrita, como podem notar. Só mudei a categoria com quem me relaciono, e aquela com a qual eu não dialogo. É uma outra percepção do Belo, que me contempla mais hoje em dia.
Ontem eu estava num samba, num cafofo sórdido no qual costumo eu e meu grupelho com espantosa freqüência nos inserirmos. Ontem tinha uma banda de samba, várias pessoas, muita cerveja, bons dançarinos, enfim, era festinha legal. Apesar da chuva, geral ficou por lá, curtindo mesmo. Apareceu até um maluco que eu tava de paquera nos tempos da ocupação, mas num ritmo que não é muito o meu: o ritmo platônico, meio que ainda não consegui assumir que me amarro nele, no estilo dele, e na aparência diferenciada dele (postarei sobre isso logo mais), e aí não parti para a proatividade agressiva. Eis que me fodi de verde e amarelo, por que uma menina extremamente gorda, que usa roupas pretas e maquiagem demais em volta dos olhos conseguiu beijá-lo ontem... Mas vida que segue, talvez um dia eu tenha minha chance, talvez não, é só um paquera. Tudo bem, o único da noite, seria legal, mas superamos. Acontece que coisa de duas semanas atrás fui na casa de um maluco pegar uns livros, sabia que ele tava de olho comprido pro meu lado, e que não iria pra casa sem essa, portanto, dormi por lá mesmo e dei uns beijos nele, e naquela noite não passou disso (postarei sobre mais adiante também), e não mais nos falamos via MSN que é como em geral nos comunicamos, trocamos poucos scraps, e não nos esbarramos por acaso...até ontem. Ontem, ele estava lá, e tentou de todo jeito estabelecer contato de casalzinho comigo. Tirou pra dançar, chamou pra conversar sobre como queria me beijar e outras coisas assim, e eu tentando sair discretamente. Mas sabe como é bêbado né? Ele não entendia de jeito nenhum, e estava com boa auto-estima por causa do domingo que fui na casa dele, e eu não sabia como explicar pra ele que meu esquema com ele era coisa de muito nós dois, que embora não o repudiasse, não o achava assim tão bom partido pra beijar na frente de geral, mas ele não compreendia. Me perseguiu insistentemente, desagradavelmente, e hoje até já pediu desculpas. Tá, né, depois que inviabilizaste minha noite com qualquer outro gato-pingado que quisesse me dar moral, eu te desculpo, afinal, domingo à noite é domingo à noite e eu posso precisar de ti... Mas que foi chato, foi!

Tuesday, September 18, 2007

Sonho de doido

No mesmo sonho eu fui novamente pra BH, fiquei com o maluco que fiquei semana passada, que neste sonho estava lá dividindo o quarto com o cara que em geral ele divide apenas o apartamento, tomei banho junto com minha ex-vizinha de infância, e quis voltar para a pacata cidade de Araquari, a 20min de minha cidade natal em Santa Catarina, com meu amigo lá de São Leopoldo.
Credo.
Mas pelo menos dei uns beijos, né?

Mal entendidos

Tem dois amigos meus dormindo aqui, um dos quais se levantaria muito cedo para ir trabalhar (se fode aí...). E como ninguém se levantaria para abrir a porta e o portão para ele, eu o instruí a assim que abrisse tudo, jogasse a chave de volta pra dentro. Pela janela, e deixando tudo aberto, ou trancando a porta. Como me expressei mal, hoje de manhã, a chave estava no meio do pátio do condomínio. Ele havia trancado o portão e jogado a chave para dentro do terreno. Ficou engraçado...

Monday, September 17, 2007

A complexidade do ser humano

Ontem, chegando à casa de meu amigo que me abrigou, conheci o novo colega de república dele rapidamente. Achei o rapaz apresentável, fui fuçar no orkut hoje. Ele simplesmente tem no perfil tantas coisas que eu me amarro mas não confesso que acabou tudo entre a gente. É realmente horrível enxergar nos outros os nossos próprios defeitos. Para o azar de ambos, só posso admiti-los em mim mesma, e portanto, nosso doce idílio se finda sem mesmo se ter iniciado...

Meia-bomba

Ontem acordei me dando conta que não dá diferença nenhuma em minha vida se é dia de semana ou final de semana. Tô sempre por aqui, lendo alguma coisa, vendo um filme, zanzando pela praia e agilizando rangos. Resolvi que, em sendo domingo, deveria fazer algo. Chamei minha amiga para ir ao cinema, mesmo com a triste condição dos filmes em cartaz. Eis que outro amigo nosso simplesmente não se agradou da idéia e rumamos ao mesmo botequim pé sujo de sempre, com a promessa do tal que conheceríamos pessoas novas. Em sendo botequim pé sujo no seu sentido literal, tem sempre uma TV para os jogos de futebol, mesa de sinuca, cerveja barata, umas comidas gordurentas, e é isso aí. Acho que cada um no seu cada qual, mas os tiozinhos pançudos que freqüentam o lugar não estão no estilo de pessoas novas que almejo conhecer para interações mais ativas, digamos assim.
Pelo menos ganhei uma pizza, tomei muita cerveja, e não passei o domingo em branco.

Saturday, September 15, 2007

Fisioterapia - de novo!

Vocês podem não acreditar, mas o lugar mais mega-evento que vi numa sexta à noite é a clínica de fisioterapia. Todo mundo lá, colocando tudo no lugar. Deve ser pra poder desarrumar no final de semana, não sei bem. Mas preciso me retratar de um grandecíssimo equívoco:
nem só o fisioterapeuta bronzeado dos olhos azuis é gato, cheiroso e simpático. O outro, moreninho de sorriso bonito e cabelo despenteadinho também é. Foi ele quem cuidou de mim ontem. Na volta pra casa, eu voltava a pé um trecho, e um carro pára no acostamento e começa a dar a ré. Daí eu penso - vai dar merda, é algum tarado que me vai perseguir - quando na real era "só" o moreninho gatinho da clínica. Depois de 30seg de entendimento, rumamos ao apartamento dele, onde pudemos dar vazão a toda a tensão sexual de mais de um mês sem nada (pra mim)...
Mentira, óbvio. Ele me ofereceu carona e eu recusei por que ia parar numa série de lugares antes de ir pra casa. Merda...

Momento Musical

É, apesar de estar passando por um outro momento pessoalmente não mito legal, desta vez não me privei delas. Estou escutando várias, e tem muitas letras de música que poderia postar e com as quais me identifico, mas acho que ficaria uma verdadeira bíblia. Prefiro dizer apenas que elas estão bombando, e são muitas.

Thursday, September 13, 2007

Fisioterapia

No primeiro dia foi tudo legal. Eu só ficava lá deitada, com eletrodos no meu joelho tomando choques. Saía que saía zen de lá. Ontem, teve uns alongamentos terríveis, mas que me fizeram sentir enormemente melhor depois. Quase esqueci que meu joelho é problemático.

Seu Jorge

Primeiro, todo mundo ia no seu Jorge, inclusive eu. Daí, agora, todo mundo passou a dar prá trás. Daí, eu resolvi baixar uns álbuns do seu Jorge e ouvir pra conhecer melhor, e agora eu me amarrei no som dele. E agora? Irá a donzela sozinha ao show?

Ex-futura-mestranda?

A seleção de mestrado contém a tal prova de proficiência em língua estrangeira. Até aí tudo bem, pode fazer em inglês ou francês, faço em inglês e tá tudo facinho. Só que os cornos que me lançam o edital do mestrado que eu quero, me colocam na bibliografia das provas de conhecimentos específicos um livro em espanhol! Queres saber o quão bom é meu espanhol? Quase tão bom quanto meu russo!
Considero fortemente esperar a próxima seleção. Sempre muda essa parte, por exemplo, mudou do último edital para este... Além de não ser na minha cidade, me demandaria pelo menos 4 viagens ainda este ano até o Rio de Janeiro para eu provavelmente não passar. Creio que fica inviável. Mas, como o prazo é até 31/10, quem sabe tudo mude...

Wednesday, September 12, 2007

Das coisas que são totalmente dispensáveis...

...lavar a louça imediatamente após tua refeição.
Pensa só: já tive todo um movimento de comprar as coisas de comer, daí fico ali, na alquimia de pré-aquecer o forno, descongelar o frango temperado Macedo, lavar as folhas de alface e rúcula, cortar a manga, esquentar os raviólis, refogar os temperos do molho sugo, pôr o temperado Macedo no forno, preparar o molho sugo, misturar no ravióli, agilizar a salada de alface, rúcula e manga com molho de iogurte por cima, tirar o frango do forno... Daí eu me sento, com a mesa posta, como todas estas coisas, como um potinho de gelatina de morango de sobremesa, bebo um copo d'água, nesse ínterim também pára de tocar o CD do Natiruts, meu amigo que está viajando há mais de uma semana me chama no gtalk... Como posso eu, contemplar aquela pia caótica, e sentir desejo de limpar tudo agora? Justo agora, que se apodera de mim aquela moleza, que estou olhando o sol lá fora, ouvindo passarinhos e mosquitos?
Neste feriado recebi visitas. Uma das quais, aquelas pessoas que não podem ver uma pia ocupada. Já vai lá e lava tudo, e o mais bizarro do mundo, seca a louça! Onde já se viu secar louça se ela não vai ser usada imediatamente? Na divisão social do trabalho, ficou tudo muito claro, o ar seca a louça, ponto! Mas não, ela lava, seca a louça, limpa o fogão e ainda dá uma varridinha na pia. E aí, naquelas de coletividade, pra não deixá-la sobrecarregada com a pia bombando de restos, lá vamos nós, ajudar a louca, em pleno pós-refeição! Aquele momento sublime e deprimente, em que nos encontramos preguiçosamente esgueirando-nos atrás da melhor posição pra iniciar os trabalhos do soninho da beleza.
Puta que pariu, mesmo! Este post me deixou com mais sono ainda!

Monday, September 10, 2007

Fisioterapando

Hoje na primeira sessão, dei graças aos céus por ter caído e fodido o meu joelho. O meu fisioterapeuta tem a pele bronzeada, os olhos azuis, o sorriso branco e perfeito, o corpo magro/forte... Ele ainda é perfumado e simpático. Claro que ele também é casado. Mas já que eu preciso tratar meu joelho com alguém mesmo, melhor que seja com ele. Já que ele precisa cuidar das pessoas também, melhor pra ele que seja comigo ;).

Sunday, September 09, 2007

Agradável sensação

Ler ao fim do dia um recado dizendo "passa aqui, tô te esperando", de um belo representante da espécime masculina é algo agradável há milanos. Desde os tempos em que passava os domingos à tarde na piscina com as amigas, e as 19h se arrumava pra ir ao cinema ver o campeão de bilheteria da vez. É mais verão do que qualquer outra coisa. Mesmo que no caso específico não se tenha concretizado a passada.

Eu dormi na pedra.

Em Santo Antônio de Lisboa, ontem, tinha uma feira literária sem um único livro que valesse a pena - embora contivesse alguns clássicos, custavam os usados preços pelos quais tu podes adquirir uma versão nova, às vezes até mais caros que isso. Em compensação, tinha sol, cerveja gelada, ostras, pastéis de camarão e berbigão, bolinhos de siri, camarões em todas as suas variadas formas de preparo, e trufas geladíssimas de sobremesa. Também ali na areinha logo abaixo tinha uma pedra lisa, ao lado de uma pedra alta, que fazia uma sombrinha. Foi ali que eu me estirei e ressonei alegremente por um par de minutos.

Friday, September 07, 2007

Exageros

Só não vou jurar que nunca mais bebo por que já fiz isso vezes demais na vida. Mas ultimamente vinha conseguindo me cuidar para que não chegasse ao estado de tontura e enjôo de agora. Mais cuidado no futuro, companheira...

Wednesday, September 05, 2007

Primaverou!

É isso, meu povo! Primavera começa a dar sinais de que já vem! Dia ensolarado e calor! Depois de quase duas semanas em meio à chuva e à umidade, estamos novamente diante de uma encalorada ilha. Deus conserve!

Sentindo-me leve

Embora eu já tivesse dito a uma pessoa de várias formas que eu não a suportava mais, foi através deste lindo blog que ela acabou por afastar-se definitivamente de mim. Por isso que me ufano deste cafofo e persisto escrevendo nele.

Notícias de joelho

Então. Depois da ressonância magnética e da consulta de hoje, eu tenho que fazer 10 sessões de fisioterapia e voltar ao médico. Ainda vai longe esta novela. Mas me lembrei quando foi que o estreguei: foi um dia de manhã, levando a porra do cachorro pra passear. Tropecei numa calçada quebrada e voei longe. Mas o melhor, caros senhores, é que estou terminantemente proibida de fazer exercícios físicos, até acabar minha fisioterapia. hã. hã. hã.

Tuesday, September 04, 2007

Todo castigo pra corno é pouco

Preparo um delicioso sanduíche de presunto (eu vi muito Chaves já), e estou jogando algo na pia, quando meio sanduba cai dentro de uma panela, cheia de água, de molho.
TÔ PUUUUUUUUUTAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Monday, September 03, 2007

Essa é antiga

Cara, quando eu tinha 16 anos, eu freqüentava um colégio estadual que ficava muito perto da minha casa (freqüentava do verbo não estudava lá, mas ia muito, visto que vários amigos da minha rua estudavam lá), e volta e meia era convidada para as festinhas dessa galera, e talicoisa.
Teve uma vez que eu fui numa feira de ciências lá, e passei por um garboso rapaz moreno (tem toda uma teoria de porque eu os prefiro, mas isso fica pra outro post), que fixava seu castanho olhar em mim com uma expressão toda séria. Daí encontrei minha amiga, e perguntei quem era o maluco.
- Ah, esse é o Fulano, ele estuda na outra 8ª série (gente, eu tinha 16 mas estava no primeiro ano, o menino devia ter uns 15 anos, estava meio que ali-ali...).
- Noooossa, muito gatinho, eu ficaria com ele.
Eis que como na adolescência toda hora é hora e todo lugar é lugar, minha amiga foi lá, fez o meu esquema, descobriu que ele me achava muito bonita, e ficaria comigo sem problemas... Fomos nós passear pela horta do colégio, que ficava no atrás do bagulho, e beijei o maluco. Fomos embora sem nem pegar contatos um do outro (besteira, esquecemos), e eu esqueci do assunto, até que sabe como é aqueles dias de ócio, revisando a listinha, pensei que Fulano poderia ser esquema. Além disso, era fim de ano, e como eu pacificamente entro no clima de Natal, queria muito ter um maluco pra trocar presentinho. Incumbo uma outra companheira de telefonar para o maluco, e fazer meu esquema. Ele me telefona, numa quarta-feira à noite, e nós marcamos um cinema para sexta-feira à tarde. Ele me pegaria no final da aula de uma coisa que eu fazia, acho que na época era violão (pensa só, namoradinho buscando no final da aula, todo mundo queria isso).
Só que!
Na quinta-feira intermediária entre o telefonema e o cinema, eu tinha uma formatura de colégio para comparecer. Fui, e me deparo com aquele moreno garboso do antigo colégio que eu estudava, que causa comoção nas meninas, e que estava deixando o meu grupelho de ninfetas de vestido longo doidinhas também. Numa das minhas tiradas sensacionais que ninguém consegue entender (meu, como que tu conseguiu ficar com Fulaninho? ele é suuuper disputado), o garboso moreno me beija. Faço questão de passear com ele por todo o baile, para que todo o meu grupelho, já espalhado, possa vê-lo comigo, no maior estilo teenager, e volto para casa de carona com o maluco. Troca de e-mails, aquele negócio.
E quem queria ir no cinema com Fulano ainda, no principal centro comercial da cidade, numa sexta-feira, podendo encontrar sei lá mil pessoas? Mas uma vez que fui à aula de manhã, e à aula de violão à tarde, não pude desmarcar. Final do dia, lá estava ele, camisa branca, perfume Kaiak (foi dali que eu peguei nojo desse perfume!), cabelo duro de gel. Beijo, todo mundo vendo, ele pega minha pasta pra carregar, e rumamos para o cinema. Tudo dentro do esqueminha. E eu nem aí pro maluco, mas tentando agüentar. Fomos assistir 102 Dálmatas. Eu largo meu celular e meu amarrador de cabelo numa poltrona vazia ao lado da minha (102 Dálmatas, obviamente o cinema estava às moscas), e fiquei ali tentando curtir o momento. E sentindo o cheiro enjoado do perfume dele, e abominando o esquema. E pensando que eu não podia ir para a praça de alimentação junto daquela criatura, por que numa cidade feito Joinville, não havia a menor dúvida que em minutos todos saberiam que eu estava de esqueminha com um maluco.
Naquela época, não tinham tantos celulares em circulação pelo país. Então, eu sorrateiramente mexi nos botões que levavam diretamente à escolha do toque, e ele obviamente soltou o som. Eu fingi que atendi, e disse: me ligue em 2 minutos. A verdade é que eu também havia tomado duas garrafinhas d'água e precisava urgentemente fazer xixi, então precisava ir ao banheiro. Só que ao chegar na porta da sala, eu trupiquei bonitamente. A galera do cinema tipo deu risada. Foi aí que eu resolvi que não rolava mais aquele cinema. Cheguei ali fora, fiz o meu xixi e saí de dentro do cinema. Ainda dei uma passada na praça de alimentação, encontrei amigos, conversei rapidamente com eles, e vazei, com medo de que o maluco saísse no meu encalço. Peguei os ônibus correndo, e cheguei ao aconchego de minha rua. Diverti a galera inteira com a seqüência doida dessa fuga, e super esqueci o assunto - a minha amiga que via o cara diariamente, não. Assim que ele passou pela porta da sala dela, na segunda-feira, ela zoou ele em alto e bom som para que todos soubessem que ele tinha sido largado dentro do cinema. E segundo a mesma, ele sequer respondeu, apenas fixava ela com a expressão super série. Vida que segue, semanas depois essa minha amiga ainda beijou ele numa festa.
Só que como ele morava meio perto de mim, volta e meia a gente se esbarrava pegando ônibus. Ele sempre ficava me olhando, mas nunca me cumprimentava, obviamente. Só que dali pra frente, eu sempre tropeçava, minha grana caía, tipo assim, tudo dava errado. Sob o olhar do Fulano. Eu devo crer que ele jogava uma energia negativa furiosa em cima de mim, que me fazia atrapalhar de uma forma fenomenal.
Espero que ele se tenha recuperado logo desse trauma. Eu fui bem ridícula com ele, na verdade. Também espero que ele não use mais Kaiak hoje em dia.

Sunday, September 02, 2007

Sentimentos péssimos

Mas como é possível isso? Uma pessoa adentra tua vida, te faz sentir um vendaval, uma trovoada no coração, chove por tudo, te lava a alma, e tão poucos dias depois, a tua maior vontade é de dizer a esta pessoa uma série de desaforos que estão entalados? E só conseguir enxergar como solução para o problema mandar essa pessoa ir andar? E mesmo com tudo isso, perceber que simplesmente esta pessoa inaugurou um padrão pra ti que embora pessoas supram aquilo que esta maldita pessoa te deixa faltar, sem o outro lado, as coisas que te fizeram se apaixonar pela maldita, não dá pra ficar sem? Mas cadê a explicação coerente pra isso?

Meu TCC

Com o fim da paralisação, retomamos. Só eu mesma para escrever um tema tão delicioso que na minha imersão eu preciso ficar ouvindo samba e MPB o tempo todo, e ler Roberto Damatta, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes...Talvez eu nunca acabe de escrever, tamanho o prazer que me assola, me inunda, e tal.

Relacionamentos interpessoais

Cara, eu nem ia falar disso. Mas ontem eu vi um filme, e hoje vi que o tema é recorrente em váários blogs. Simplesmente a mulherada anda muuuito puta com as condutas masculinas. O mais engraçado é que as reclamações provêm todas da mesma cidade. Será que isso explica tudo?

Mais sobre o meu joelho

Fiz a ressonância magnética. Tive que vestir uma camisolinha, e uma meinha. Daí a moça prendeu meu joelho dentro de umas coisas, e me inseriu no tubo, com dois tampões de ouvido. Mas só metade de meu corpo entrou no tubo (confesso que fiquei aliviada - estava prestes a descobrir minha claustrofobia naquele tubo!), enquanto os barulhos mais horrendos e as vibrações mais doidas me incomodavam. Só que eu dormi. O sono dos justos, no meio daquela barulheira. A moça teve que me chamar quando acabou meu exame... O resultado eu pego na terça-feira à noite, e aí poderei socializar com tod@s as novas do meu joelho. Por precaução, devo cancelar a disciplina de dança e encontrar uma escola de natação. Aquele impacto não fêz bem ao pobre.

Blog Archive