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Tuesday, May 15, 2007

E ainda sobre o que não mais me pertence

Provando roupa ontem, passei a analisar que realmente estou precisando abandonar o super bem-sucedido Movimento das Panças Libertárias. Sinto que esta debilidade da minha saúde remete também ao fato de hoje em dia ser capaz de engordar 600g em menos de 7 dias.

Rebordosas...

Na quinta-feira passada, fazendo a Hora Feliz de praxe, tomei TRÊS latinhas de cerveja. No pau da goiaba, tomei quatro. Saindo de lá, comi um pastel do Imperatriz igual ao de todos os dias (mussarela, bacon, cogumelo, palmito e azeitona), e dei umas mordidas no pastel de uma cálega que era queijo e cebola. Fui me deitar umas 4:30h da manhã, num estado de espírito costumeiro, apenas levemente ofuscado pelo ápice da TPM, uma vez que minha menstruação desceria no dia seguinte. Eis que me acordo às 8h da manhã, e num arroubo de sede, engulo meia garrafa d'água. Dá um calorão, uma tonteira, e eu vejo que ali não durmo mais. Me despeço e saio. Vou trôpega, descendo o morro, indo de uma calçada à outra, até chegar no TITRI. Lá, embarco no meu ônibus e passo a imediatamente marear. Mudo de lugar, escancaro a janela no frio e na garoa, e vou pensando se vale a pena descer e voltar. Logo percebo que sou incapaz de andar, subir o morro, e muito menos de me espremer novamente lá na caminha de solteiro no quarto escuro. Também realizo que não há a menor chance de eu chegar até em casa. Passo por um banco na rua e considero a possibilidade de dar um tempo ali. Quando o ônibus chega na UFSC, considero descer, pegar a chave do CA no departamento de Serviço Social e ficar lá, até melhorar. Mas logo me lembro que no horário de intervalo eu não teria a paz necessária. Prossigo, já me recordando que quando saía, ouvi o rádio ligado, e isto só poderia significar que a pessoa que mora no quarto embaixo já estava na aula. Foi aí que:
1) desci em frente ao Angeloni...
2) me deu dor de barriga e usei o banheiro (só faltava essa, ia ficar de piriri? apavorei)...
3) comprei uma garrafa d'água...
4) atravessei a rua...
5) sentei no meio-fio do shopping Iguatemi...
6) e peguei um táxi, pra fazer um trajeto de coisa de 10min quando a pé.
Fiquei no quarto de baixo, até ser encontrada sem fazer o menor sentido a minha presença ali. Passei o dia inteiro enjoada e com aquela dor de cabeça que lembram anões dançando a ciranda bem em cima do cérebro. Até as bolinhas do edredon incomodavam.
Foi assim que concluí que certas coisas já não me pertencem mais!

Monday, May 07, 2007

Nova avaliação trezentésima

É, lá venho eu de novo dizer que já não sou mais a mesma. É, eu não sou mesmo. Já não tenho mais tanto tempo para escrever lamuriosamente sobre a fome, a miséria e a doença. Ou simplesmente, sobre as minhas pitangas mal-choradas. É claro que tem uma ou outra que sempre incomoda, mas ao mesmo tempo, coisas doces, suculentas, macias, daquelas que derretem na boca, que explodem de sabor, tingem os lábios, a língua e até mancham as roupas, enfim, essas outras coisas, elas também existem, e neste exato momento, são tudo o que importam.
É, é difícil ficar aqui esperando o pensamento ir longe, quando tudo de melhor fica mais perto. Habita os mais escondidos recônditos de almas perturbadinhas feito a minha, e deixa vestígios olfativos nos meus travesseiros. É lá que eu fuço atrás de memórias barbudas e macias, e começamos tudo de novo. Já redundei que chega, rasguei milhares de sedas, e sei que é deveras enfadonho assistir passivamente o contentamento dos outros.
Sendo assim, caros expectadores, finalizo o post trezentos-e-um declarando que estou insuportavelmente sorrindinho. E quero que vocês todos, que esperavam sarcasmo, reclamações e impropérios, vão todos dar meia hora de bunda, pra ver se passa o mau humor.

Não mais trezentos

Andei deletando dois posts que concluí que eram mentirosos demais pra ficarem dando sopa por aí.
É terrível esse lance de destino, às vezes o cidadão passa anos suportando coisas xexelentas achando que esse é o seu destino, e que ao final deste arco-íris em tons de bege e amarronzados, ele encontrará o seu pote de ouro, ou mel, como queiram.
Conheço uma pessoa que há anos constrói sua churrasqueira, e nunca faz festa em casa. Espero que ainda haja o que comemorar quando finalmente a churrasqueira estiver pronta.

O Cheiro do Ralo

"...a girafa? aquela pescoçuda do caralho?..."

Muito bom, muito bom mesmo!

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