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Tuesday, February 28, 2006

O cultivo daquilo que me faz sorrir é a estrela da minha constelação [?]

Direito Autoral?

Lars Von Triers e seus lindos filmes (eu pago muito pau para Dogville).
Ele faz os filmes com toda a sua intencionalidade por trás, trabalha para aquilo. E simplesmente todo espectador interpreta de outro modo. Simplesmente, as reações vão muito além das que planejou. Será que isso o frustra? Ou é uma forma de autoconhecimento, onde as pessoas revelam a ele aquilo que ele disse sobre si inconscientemente? Ou ele se surpreende com a potencialidade daquilo que cria, aos olhos de quem vê?
Quando uma pessoa leva algo a público, ainda pode se considerar dona daquilo que criou?

CLOSER

1) dizer "eu te amo" realmente é fácil e banal;
2) as pessoas querem ouvir mentiras piedosas;
3) as pessoas não são piedosas;
4) as mentiras são sim, piedosas, e a ética é uma escolha trágica;
5) nem sempre é preciso querer realmente alguém para estar com esta pessoa;
6) mesmo o mais calmo dos lagos pode esconder monstros;
7) quando você se corrompe diante de alguém que joga limpo com você, não pode reclamar que esta pessoa se corrompeu e hoje em dia virou o jogo para si própria, ela apenas obedeceu as regras que você mesmo ditou;
8) uma pessoa hedonista também precisa de sofrimentos ocasionais, e os procura;
9) você pode se entregar totalmente à sua nova verdade (ou mentira, se preferirem os puritanos), e vivê-la com propriedade;
10) aquele cabelinho da Julia Roberts está um tesão.

A Tipologia das Ações Independentes

Você faz as coisas, independente do retorno que podem lhe trazer. Sem tentar com isto criar ou manipular uma situação.
Eu escrevi, falei, mandei em forma de flores, de CD, de DVD, de receitas culinárias e até de urso de pelúcia. O que posso concluir disso? Tão independentes foram minhas ações, mas tanto, que simplesmente não só o retorno não era mais necessário, como o alvo das ações também deixou de ser. O retorno era tão ínfimo e inexistente, que eu poderia fazer tudo isso pelas minhas paredes. Custaria mais barato, e a falta de retorno e reação eram mais imediatos. Não havia um vácuo de espera por uma eventual reação.
Captou?
Ações independentes. E você vai ficando cada vez mais independente.

Monday, February 27, 2006

Bola de Sabão
Babado Novo
Composição: Ramon Cruz

Baby baby
Queria tanto te ver
Vê se me liga as vezes
Só para dizer um oi
Talvez quem sabe
Não seja assim tão tarde
Queria ter uma nave
Pra te levar
Pra dar um rolé

Nas nuvens
E te vestir com a luz do sol
Te beijar o infinito
Admirar as suas asas

Anjo venha voar só no meu céu
Me pegue no teu colo
Que eu viajo além do horizonte iê

Sunday, February 26, 2006

Inutilidades na Praça XV

Marcelo tem cara de coala, e eu pareço uma coelha mordendo o milho. Só nós dois assistindo ao Bloco, boa coisa não poderia sair. Eu não tenho mira de jogar o chiclete fora, e ele comprou um pijama pra usar na rua. Ele reclamou que eu passei margarina no milho, e só mordeu no lado que tinha. E ele não dança, mas prometeu que vai aprender a dançar.

Friday, February 24, 2006

Programação de Carnaval

Capetaria hoje à noite;
Bloco de Sujos sábado à tarde na praça XV;
Desfile das Escolas de Samba na Passarela Nego Querido sábado à noite;
Praia no domingo durante o dia;
Maracatú em Santo Antônio de Lisboa domingo à noite;
Praia na segunda-feira de manhã, Closer e Dogville à tarde;
Baile de Carnaval segunda-feira à noite;
Praia o dia todo na terça-feira;
Carnaval de rua à noite;
Praia o dia todo na quarta-feira;
Republika à noite.

Só não sei nesse meio tempo, que horas vamos: fazer trilha, ir no Ilha do Cascaes e na festa do Israel. E agora?
Quem estiver em Floripa cheio de disposição e de sugestões, contacte-me.
Acabei de ganhar o dia vendo uma dessas apresentaçõezinhas em flash. Eu vim pronta para soltar os demônios, mas uma merdinha de uma seqüência de slides me lembrou que certas coisas definitivamente não têm preço.
O que pra você não tem preço? Esta é a minha lista:
ficar mais de 1h na locadora sozinha escolhendo o seu filme;
ver o ônibus virar a curva e o sol refletir no mar bem nessa hora;
abraçar o Marcelo todas as manhãs quando chego na Universidade;
poder tomar um banho de chuva sem ninguém pra lhe fazer cara feia;
sentir o cheirinho de peixe à milanesa com limãozinho pingado por cima;
ouvir uma música que marcou uma festa;
dançar a noite toda;
conversar a noite toda;
poder contar para Ilaua as "novidades" da última meia hora;
abraçar o Rodrigo depois de 3 semanas sem vê-lo;
chegar no trabalho e ver todo mundo rir de mim;
mergulhar no mar às seis da tarde, depois do dia todo namorando o Sol;
sorrir empolgada diante de uma nova paixonite;
aprender alguma coisa...
A vida é um negócio muito bonito mesmo.

Saturday, February 18, 2006

Carrapato Não Tem Pai?

Mas vizinho e lar, tem! Billy Boy e Billy Junior pegaram uma verdadeira colônia de carrapatos, que os emagreceu sensivelmente, e gerou uma série de cuidados. Estão ambos com coleiras de veneno anti-bichos, e de quarentena. Todos os colchões e tapetes foram para a rua, e a roupa de cama lavada criteriosamente. Será que vou pegar um carrapato?

O Transporte Coletivo Florianopolitano e Suas Agruras

Tarifa única, tarifa social, e um caralhão de mudanças na semana. Não é disso que vou falar. É do trash show que vira o tempo que passo dentro do ônibus.

I

Quarta-feira, 22:30h, uma velha está sentada no ônibus lotado com um gato preto dentro de várias camadas de sacolas de supermercado. Quem quer apostar quanto tempo ele levou pra fazer necessidades sólidississimas dentro do saco? A velha não se deu por achada: tirou as camadas externas de sacolas, deu para o garoto que estava sentado ao seu lado (que não estava com ela e nem a conhecia) segurar, e jogou a primeira camada de sacolas com o "produto" dentro pela janela, no meio do tráfego. Ensacou o gato nas camadas restantes, e prosseguiu, lépida e fagueira. Só que o budum era coisa do outro mundo, e o ônibus inteiro reclamava (questões sobre ser ou não ser permitido o transporte de animais nem entrou na discussão). A velha respondeu com muita dignidade ferida:
- Ruim mesmo é o cheiro da maconha, da droga que vagabundo fuma em qualquer lugar da cidade. Vocês não estão se tocando que o problema é a droga... (blá-blá-blá)
E o povo com a mão e a ponta da camiseta no nariz. Ela, pra tentar amenizar a situação, abriu seu desodorante roll-on, passou a palma da mão nele, e passava nos pêlos do gato.

II

Findo este trajeto, embarquei no outro ônibus, já a poucos minutos de casa. Eis que passa uma mulher de seus 40 anos pelo corredor, afobada, pedindo licença, quando se depara com um "gargalo humano", que já era sua conhecida:
- Só podia ser você! Ontem sentou ao meu lado e queria se deitar no banco todo, e hoje fica engargalando o corredor.
A outra não fez pouco caso, e foi atrás dela, perguntar qual era o problema. O bate-boca prossegue, até que a mulher desiste e muda de lado no corredor. A outra não se conforma, doidinha por um bafão:
- A bruxa do 71 aí (referindo-se a idade deste primeira mulher e seu figurino diferenciado), pensa que eu sou palhaça, pra me tirar desse jeito... (blá-blá-blá)

III

No dia seguinte, estou em outro ônibus lotado, rumo ao estágio, e um homem de pé com uma garrafinha nas mãos deixa pingar umas gotas na moça que está sentada. Ela ostensivamente se seca, e ele larga:
- Fica fria moça, que não morde não.
- Não morde, mas molha!
- Então faz assim: pega um táxi, ou um avião.

Pegando oito ônibus por dia, não sei como até hoje não fiz estudo sério do relacionamento interpessoal que rola nesta verdadeira fauna que o transporte coletivo proporciona.

Verdades Incontestáveis

A faxineira lá do meu estágio já confessou há meses que não dá umazinha com o marido e nem está afim de dar. O homem reclama, esperneia, mas tem que continuar na saudade. A situação deteriorou-se a ponto de o homem precisar consultar o urologista devido a um grande inchaço em seu saco. O médico foi categórico: era porra acumulada (em algum palavreado que não conheço). Ele ficou indignado, reclamou e esperneou mais um tanto, e ela continua no jogo duro. Ontem resolvi perguntar como é que estava a "situação" do marido. Ela é curta e grossa:
- Mal tenho tempo de olhar minha pomba, vou me importar com o saco dele?

A voz do povo, sempre a voz do povo.

Tuesday, February 14, 2006

Presentes de Natal

Sou sortuda e amiga relapsa. Pois ganhei dois presentes de Natal atrasados, e por que não tinha ido buscá-los antes. Menina Ruth me deu um sabonete em formato de rosa vermelho que cheira bem a longas distâncias, além de um cartãozinho todo lindo (com motivos natalinos, o que rendeu boas risadas). E Tia Bete me deu um álbum de fotografias feito por ela mesma, com papel reciclado. Coisa de artista de qualidadê.
O de Tia Bete foi o pior: ganhei presente de Natal atrasado no dia de seu aniversário, em casa dela. E ainda por cima eu não tinha comprado o presente dela. Preciso me redimir ainda esta semana.
No dia seguinte (domingo) Ilaua me trouxe Tia Bete para almoçar aqui em casa - grande honra do ano! Conheceu minha casa, a família, e a paella da Edmari. Ainda me trouxe mais um pudim de ameixas muito delicioso, para a sobremesa. Tia Bete mora no meu coração.

Noite Endemonhada

Foi horrível. As muriçocas não se intimidam mais diante do protector. O ventilador, quando ligado faz péim-péim-péim o tempo todo. Billy Junior se coça ao meu lado, eu aproveito e me coço também. Uns sonhos estranhos envolvendo menstruação. Graças a Deus que amanheceu.

Sunday, February 12, 2006

Chove em Florianópolis

Chove de maneira chata e desagradável desde o início da semana. E logo nesta semana, que comprei três lindos biquínis novos, e queria tanto estreá-los... Por causa da chuva eu perco os horários, o trânsito se afoga (literalmente), o meu cabelo arrepia, e não tenho vontade de sair de casa. A gente ainda se lambreca de lama logo de manhã cedo, para desfilar assim por todos os lugares. Billy Junior é impedido de passear livremente, e se porventura vai, volta tal qual uma carniça. A única vantagem é que as plantas são molhadas naturalmente, coisa que nem sempre me recordo de fazer diariamente.
Estou um tanto quanto sem assunto, os últimos dias. Filmes, livros, textos, visitas, músicas, restaurantes, festas, tudo aconteceu. Aí não deu tempo de socializar devidamente. Mas tentarei, se possível ainda hoje, largar uns caracteres quaisquer.

Wednesday, February 08, 2006

Eu que tinha mudado tudo, desmudei tudo de novo, e voltamos ao bom e velho resmungo, sem mais falsidade, por favor.
A ilusão só pode levar à desilusão. De que adianta você se preparar para algo, esperar por algo que não depende só de você? Por que insistir em fazer interpretações dúbias de sinais que não são, realmente, sinais?
Quando uma pessoa quer realmente alguma coisa, deixa claro. Não manda sinais. E mesmo que ela mande sinais, ela tem todo o direito de ter um ouvinte simplista do outro lado. Por mais fútil que seja aquilo que ela diz, e por mais que hajam sinais por trás desta futilidade toda, ela tem o direito de querer dizer só aquilo. Ninguém merece ser interpretado. Todo mundo deve ser acreditado.

Tuesday, February 07, 2006

Ilusão só leva à desilusão. Agora chora...

Sunday, February 05, 2006

A Volta ao Estágio

Tudo continuava como sempre. Elas estavam lá, sentadinhas na mesa da cozinha. Eu, barulhando, elas rindo e se irritando com a minha barulhação. Eu, no telefone sem parar um minuto. Eu, incomodando minha chefe, querendo saber o que ela tinha feito, o que ela não tinha feito, o que iríamos fazer. Vendo as coisas novas, remexendo as velhas.
Acho que eu sou praticamente uma violência, uma mosquinha, algo muito chato. Acho que eu perturbo totalmente a tranqüilidade do local. Fazer o que?

Ainda Sobre Cú

Tenho um conhecido que se vangloria de uma amiguinha sexual-ocasional que curte muito dar o dela pra ele. Dias atrás, divertíamo-nos no calor (picolé, cerveja, fruta, tudo no mesmo balaio), quando ele resolve se abobar e se pseudo-declarar:
- Théis, acho que com você eu até seria capaz de assumir um relacionamento sério.

(suspiro profundo)
- Tu tens quem te dê o cú por gosto; jamais me troque por ela, por que sairás no prejuízo.

Homem é maior esquisito. Em vez de casar logo com ela...

Vantagens da Solidão

Escolhi um filme na locadora que há mais de dois anos eu via na prateleira e sugeria levar. E o filme não me decepcionou, é totalmente água com açúcar e com fotografia meiga, do jeito que eu gosto, quando estou sozinha em casa.
Eu tenho essa mania de balançar coisas idiotas com coisas difíceis; sempre que levo um filme foda, tenho que levar uma comédia romântica pra ver logo atrás. Sempre que passo um dia difícil lendo ou estudando, tenho que ler algum tipo de best-seller tolo que já li: livros novos na cabeceira me deixam acesa, e eu não consigo dormir.
Pelo menos, parei com a besteira de ler Revista Nova. A última vez que fui a um consultório (meu universo de revistas fúteis, vou mais preparada para ler fofocas do que para a consulta em si), nenhuma "matéria" conseguiu me chamar a atenção. E eu achava a revista linda, cheia de fotos, encartes e coloridinha.
Ainda não parei com a besteira de ler a Veja. É que minha família assina, e de qualquer modo, é como espionar o inimigo. O exemplar de semana passada era um apanhado de besteiróis neoliberais de manipulação barata, que atinge no meio dos olhos a classe média vaidosa que gosta de se dizer informada. Nada mais intelectualóide:
- Quero dar uma olhada na Veja...
(com ar de gêniozinho, preocupado com a situação política do País).
Mas, voltando às vantagens da solidão, uma delas é poder dar livre curso à rabugice. E o post já perdeu o caminho faz horas.

Saturday, February 04, 2006

Fiquei esperando. 5 min, até totalizarem-se 96min. Nem um aviso de que não apareceria. Nem um pedido de desculpas por não ter aparecido. Entendi.

Friday, February 03, 2006



Eu e as duas mães na formatura de Edmari; isso aí foi no jantar ainda. Depois do dia inteiro à base de amendoinzinho de avião, aquele buffet era coisa de outro mundo!

Aí o meu vestido azul lindo e novíssimo ainda não tinha rasgado no meio das costas, ou eu ainda não tinha reparado. Foi a decepção da noite: eu tinha me planejado pra ir ao baile de azul, e acabei indo de preto.

Sim, fazia um calor senegalês no dia, e a oleosidade estava terrível, por isso brilhamos tanto. Aliás, fazia um calor joinvillense, perfeitamente normal.

Calipissôôô...

Adivinham no show de quem eu vou amanhã? O rala-coxa promete ser forte!

Mais Essa?

Homem dá trabalho mesmo. Não bastasse serem tarados, olharem pras suas amigas, terem fixação por comer um cú, se sentirem o único ser pensante da relação e acharem que amizade entre homem é mulher é investimento em sexo futuro, eles agora deram pra se sentir inseguros.
Conversava com um amigo, que mostrou-se orgulhoso de minha independência ao desempenhar tarefas tradicionalmente masculinas (lâmpadas, bujões de gás e instalar aparelhinhos), mas foi muito categórico ao me aconselhar:
- Jamais mate uma barata. Mesmo que não sintas um pingo de medo, se houver um homem por perto, não tire dele o orgulho de te salvar de uma barata.
Comé que é, jacaré? Eu tenho que dar moral de tola que tem medo de barata pelo bem do meu relacionamento com os homens?
Eu ainda me emendo e começo a gostar de mulher.

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