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Thursday, April 19, 2018

O que já apareceu no blogue novo

Dileta audiência!

Confesso que ainda gosto mais de escrever na plataforma do blogger, mas fui convencida de que o wordpress é melhor.

Se é mesmo, não sei - mas estou lá, lutando para me ambientar naquele cantinho.

E tenho postado de vez em quando, e para não perder ninguém que por ventura ainda venha aqui, estou compilando o que rolou por lá nos últimos meses:






Vamos para lá?


Monday, February 26, 2018

Uma novidade - a transição iniciando

Dileta audiência,


criei esse blogue aqui em finais de 2005, e desde então, já passei por muitas fases para conseguir abrir mão dele assim, como se nada fosse.
Mas há tempos vinha sonhando com a ideia de produzir um conteúdo de fato, coisas que pudessem ajudar um pouco quem lê, enfim, tentar tratar isso com mais seriedade (e criatividade também).
Então convido aos insistentes que ainda restaram por aqui para conhecerem meu novo blogue.
Este aqui, por apego, ainda manterei, mas a tendência é postar cada vez menos, manter mais diarinho, e talvez até fechar - manter somente para leitores convidados.
Ainda estou insatisfeita com o layout, e me batendo muito para entender a interface wordpress, mas aos poucos, tudo se ajeita e seremos felizes por lá também!

Tuesday, February 20, 2018

Que Carnaval esquisito

Para ser mais honesta, que verão horrível! Chove torrencialmente há quase três meses aqui em sonífera ilha e adjacências. Tive 10 dias de recesso no final do ano, totalizando UM DIA DE PRAIA. Um fuckin dia.
Semana após semana, tentei me deslocar para pegar uma praia, uma piscina, e a chuva e as nuvens não paravam. 
Janeiro foi embora e não levou a chuva junto. Aí eu tive (novamente) 5 dias INTEIROS de recesso, e o Sol sequer deu as caras.
Comprei um vestido de tule. Coloquei o namorado artesão para confeccionar o meu adereço de cabeça (uma meia-lua toda cintilante). Tirei os glitter tudo para fora e ainda comprei uma orelha de gato.
Tudo isso, Brasil, para ter chovido e ficado nublado absolutamente TODOS OS DIAS DO FERIADO. Na terça-feira estava até frio!
A coisa mais incrível do Carnaval, para mim, são as fantasias. É poder brincar com os adereços, e principalmente, as maquiagens. Passo semanas me preparando, assistindo tutoriais, e procurando acessórios nas lojinhas do centro.
Amo a decoração de rua, amo estar na rua (não lembro de, depois de adulta, ter frequentado algum baile fechado), e saio do final da festa de alma tão renovada quanto se tivesse ido a um retiro de yoga. Não que eu já tenha ido a algum retiro de yoga, mas vocês entenderam o que quis dizer. 
Minha frustração está sem limites hoje! Quero meu verão de volta!

Thursday, February 15, 2018

A jornada da aceitação

Ontem, em minha sessão com A Analista, relatei uma série de histórias antigas a meu respeito, cuja semelhança entre elas era o fato de eu querer ser de um jeito, mas não ser - ser outra pessoa.
Em janeiro de 2006, eu fiz uma viagem para a Bahia, com uma amiga minha. Me apaixonei pela natureza, pelas praias, pela culinária (ensandeci com a diversidade de frutas e temperos), pelo sotaque, pelo jeitinho das pessoas... cheguei mesmo a achar que eu tinha nascido no lugar errado!
E em Porto Seguro, me aventurei a comprar um negócio chamado jetbronze - a pessoa pagava um valor, e levava um jato de óleos (provavelmente urucum e canela) que acelerariam o bronzeado. Para intensificar o processo, ainda fiquei sem filtro solar aquele dia - meu projeto era chegar de volta das férias muito morena (spoiler: isso nunca viria a acontecer em toda a minha vida). De vermelha, passei a descascada, para chegar em Santa Catarina com uma pele novinha, branquinha e sem nem marca de que havia passado dias no nordeste.
Minha amiga havia me alertado de que aquilo não era para mim, mas diante de minha insistência, eu fiz o tal procedimento que em nada resultou. Ela riu MUITO disso, eu nem tanto (devo ter rido só de desespero) e fiquei até um pouco magoada. Na minha cabeça, poderia ter algo lá no Nordeste mágico, uma substância que me coloriria, que retiraria a melanina lá de dentro do meu código genético... Enfim. Não foi daquela vez - ou de nenhuma outra, para ser mais exata.
Durante anos, eu ainda haveria de tentar outros produtos, filtros solares com fator inadequado para minha cor, me queimaria, passaria por insolação, enfim, estaria naquela batalha. Agora, passo diariamente o fator mais alto que consigo no rosto, sempre um FPS30 no corpo, reaplicando prodigamente se entro na água, optando por sombra e pelo horário após as 16h. Com isso, com essa luta vencida, consigo corar um pouquinho - bem pouquinho, para ser exata, em relação aos outros, mas muito em relação a mim.
Assim como esse pequeno fato, eu queria muitas outras coisas: ser pequenina e delicada (sou comprida do pescoço às pontas dos dedos dos pés), ser coordenada, graciosa de movimentos, ser organizada (isso, confesso, veio depois...), ser bonita (num sentido completamente diferente do que posso dizer de mim hoje)...
E ontem, ficamos trabalhando essa percepção do desajuste. Como eu passara anos de vida me abaixando ao lado de minhas amigas, nas fotos, e saindo muito pior do que se, simplesmente, me esticasse de meu tamanho. Sempre caminhei olhando para o chão: até hoje, tenho dificuldade em caminhar com os olhos na altura do horizonte. Como se fosse dificultoso para mim, estar em meu próprio tamanho.
Com o passar dos anos, fui tendo outros desvios, percepções distorcidas de imagem: de que estava mais gorda do que realmente estava, e hoje em dia, preciso lutar comigo constantemente para me lembrar que não estou gorda. Nem mesmo quando (e se) eu engordar 10kg em cima do meu peso atual eu estarei gorda. 
Ainda preciso constantemente me relembrar, quando vejo uma roupa laranjada ficar excelente em outras pessoas, que isso não é necessariamente excelente em mim, tão branquinha e de paleta fria, que detestei cinza a vida toda, mas a verdade é que o cinza me cai imensamente bem. Eu fico muito colorida de cinza, goste ou não.
Quanto mais vou me aceitando, mais vou desabrochando e me aproximando de um ideal de mim mesma meio borrado, que eu passei 33 anos visualizando de maneira separada de mim mesma, e agora, gradativamente, vou ajustando dentro de uma pessoa de verdade. Não a pessoa inventada pelas minhas ilusões de quando mais novinha, a pessoa que já chegou. 
O mais incrível, no entanto, é perceber a dificuldade que tenho em me ambientar aqui dentro da pele que habito, fincar o pé onde estou, me relacionar com a realidade. Me fio naquela máxima de que viver é melhor que sonhar, mas sou uma sonhadora incorrigível. 

Friday, February 09, 2018

Na repartição

Eu sei que eu já havia decidido nunca mais pegar elevador aqui. Mas outro dia, depois de um treino de pernas especialmente massacrante, tive que me utilizar deste para conseguir me locomover, apenas para descer.
Entra comigo um engenheiro, com quem não tenho nenhuma, repetindo: NENHUMA intimidade. Ele sorri para mim, coça um pouco o ouvido e me diz:
- Estou produzindo tanta cera que poderia até abrir uma fábrica de velas!

Sorrio de desespero e saio correndo, assim que o elevador se abre, para chorar no cantinho.

PRA QUE, Brasil?

Wednesday, January 31, 2018

Um novo blogue

Às vezes me dá vontade de criar um novo blogue. Com um projeto de pauta, onde eu fale somente de assuntos mais genéricos, como as minhas receitas, as minhas viagens, dicas que aprendi nesses anos de fuleiragem, para economizar, cuidar de mim, e por aí vai.

Um lugar bonitinho, ajeitadinho, com fotos decentes e textos decentes. Tenho um certo apego, no entanto, ao pensar em tudo que já consolidei aqui de escrita. Mesmo que não seja grandes coisas, tenho muito material aqui publicado. Talvez aqueles que se encaixassem, eu poderia então migrar para lá.

Dizem que o wordpress é bem melhor que o blogger, ferramenta que uso há mais de 10 anos, porque era o que tinha na época. 

O que vocês acham? 

Monday, January 29, 2018

Sobre os exercícios de disciplina da semana

A primeira semana, com motivação, foi que foi uma beleza! A segunda, animada, resolvi continuar com os mesmos exercícios, adicionando outros dois.
Mas aí, tem um negócio muito impressionante que começa a nos puxar, mundialmente convencionado como "zona de conforto", e foi só dar uma mexida, que o corpo pediu homeostase.
No meio da semana, fiz uma viagem rápida, e dali em diante, foi um acontecimento em cima do outro conspirando para que eu cumprisse meus exercícios de maneira irregular e inconstante. Para que minha disciplina ficasse menos nítida, mais difusa.
Porque a minha zona de conforto não é confortável (se é que alguma é). A minha é bagunçada, com coisas acumuladas, com muita tralha, com desejos de ser melhor, mas também muita confusão. Não é aquela zona de conforto metódica, de quem deixa a superfície ao menos organizada. 
E uma das coisas que combinei comigo mesma neste ano, era que eu ficaria muito consciente do que estava sentindo, e mesmo descumprindo o que havia combinado comigo, estive consciente. Conversei intensamente comigo mesma, não me deixei levar sem nem perceber.
O engraçado foi que, ao perceber, eu senti o desmanchar de minha desconfortável zona de conforto. Um hábito seu, que você não goste, só é bom de se manter quando você não percebe, quando ele está te levando de maneira suave. Aquilo que começa a te produzir pequenos choques, que você esbarra, encalha, a correnteza te afoga um pouco... já não é tão bom. 
De modos que, nesta semana, os exercícios da semana que passou estão mantidos. Quero ler o Fausto diariamente, até conclui-lo. E fazer minhas pranchas, e manter minha casa limpa e arrumada. 
Mas tudo bem não ter feito semana passada, porque chega de se depreciar, não é mesmo? Chega de achar que há um fracasso abalando tudo, quando na realidade, não há nada de mais em ter resistência a mudar. Mudar leva tempo, mesmo.
Quanto a comer em casa, quero também, mas essa semana eu tenho alguns programas marcados já. Então quero comer somente em casa, salvo quando meus programas forem sair para comer. 
Por precaução, também, reagendei meu horário com A Analista, local que não estava mais frequentando.

Uma coisa que me dá nojinho

Há anos que evito o elevador de manhã porque não gosto dos cheiros matinais das pessoas, uma vez que considero cheiros íntimos demais para a gente sentir assim, de gente de quem não tem intimidade.
Pois desde então, subo sempre as escadas, prática que considero não só mais segura e higiênica (eventualmente, a luz acabava aqui na repartição e algumas pessoas já ficaram presas), e me poupei deste tipo de dissabor.
Ocorre que, na manhã de hoje, meu chefe, extremamente parecido com o Sebastian, da pequena sereia, chegava de suas férias, todo animadinho. Lépido, fagueiro, cabelinhos cortados, sorridente como só aqueles que recém chegam de seu descanso podem estar.


Ocorre que Sebastian usava um desagradável perfume, que tenho memória olfativa de conhecer de outros tempos, me parece que alguma fragrância da Natura - e era lógico que essa maldita fragrância se grudou em mim, irremediavelmente. 
Justo hoje que nem passei o meu próprio perfume, pois tinha uma enxaqueca alucinante na noite que passou.

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