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Friday, March 17, 2017

Dando um carinho pro cérebro e arrumando sarna pra me coçar - a graduação em Nutrição

Um dia ainda quero contar em detalhes e muito textão tudo o que minha vida sentiu de melhora ao procurar um belo dia (há mais ou menos três anos atrás) uma nutricionista pois queria emagrecer depois de uma orgia de dulce de leche y vino no Uruguai.
Aquela primeira nutri, no entanto, não foi quem me acompanhou nos últimos dois anos, quando as coisas realmente ficaram difíceis e o problema não era kilo a mais nenhum: infecções de todas as ordens, inflamações, tudo desregulado, ficando quase calva, os dias em que chorei sozinha no banheiro olhando minha escova de cabelos (foi dessa época que adquiri o hábito que trago até hoje de não penteá-los) parecendo o Primo It.
Encantada com resultados surpreendentes na minha saúde, na minha forma física, na minha disposição mental, acabei enveredando por um caminho apaixonado de comer cada vez melhor, cada vez mais limpo e mais específico.
Muito raramente, saio do bicho e planta nos dias de hoje, aquilo que não existe em sua versão orgânica na feira eu nem compro, as preparações estão imensamente mais simplificadas, e meu paladar mudou significativamente também. 
Minha comida tem um frescor e um colorido todo dela, que só de enxergá-la já me faz sentir saúde - parece que entra até pelos olhos. Quando aspiro o vapor de uma panela cheia de vagens, ou salpico a salsinha fresca sobre o molho vermelho de beterraba e cenoura, parece que só esse gesto já tem um poder de cura impressionante.
Remédios de todas as ordens venceram os prazos de validade na farmacinha lá de casa. 
E de repente eu vi que, por esporte, eu passo tanto tempo assistindo, lendo e estudando sobre o potencial transformador de uma alimentação simples e verdadeira, que já poderia considerar uma carga horária de graduação.
E foi isso mesmo que eu resolvi transformar em realidade.
Peguei todas essas horas que eu já fuçava sozinha, e fui me matricular numa instituição de ensino pra fazer o curso. Que tem duração de 4 anos e meio, e não sei exatamente se vou concluir.
A única coisa que sei, é que o tempo passa de qualquer maneira, a gente estudando ou não, trabalhando ou não, e que toda vez que não usei meu tempo estudando, me arrependi.
Eu precisei de 3 anos para curar minha mente e meu corpo de muitas coisas, mas agora a gente já pode se desafiar novamente :)
Aos poucos, se me sentir à vontade, vou iniciar a escrever sobre o que estou aprendendo. Tem só uma semana de aula, e eu já vi tantas coisas novas e diferentes! A coisa mais legal de mudar radicalmente de área (sou Assistente Social com mestrado em educação sobre saúde do trabalhador, ou seja...), é que você sente engrenagens novas se movendo, sente seu cérebro se expandindo igual madeira, por usá-lo para outras coisas.
Só por isso, esse semestre (que pode ser o primeiro ou o único, no pressure), já vai ter valido a pena.
Estou feliz! 
(e essa é uma das resoluções de Ano Novo que ainda não lhes contei!)

Monday, January 16, 2017

Os "eixos temáticos" de 2017

Ainda não finalizei as minhas resoluções de Ano Novo, no sentido de coisas concretas que necessito (ou quero) alcançar. 
Isso porque primeiro, me foquei em entender alguns comportamentos que preciso fazer diferente, e alguns dos quais já estão em andamento. Desde o ano passado que iniciei essa maneira mais profunda de mensurar minhas mudanças e realizações, porque entrei nessa pegada de que preciso me resolver comigo. Do contrário, vou sempre ficar com listas superficiais que não refletem exatamente aquilo que preciso cumprir. 
Então como são 12 meses, eu encontrei 12 questões nas quais pretendo me aprofundar, primeiro listei aleatoriamente, e agora estão em ordem que necessito priorizar. São palavras guias, são tópicos, talvez não seja exatamente compreensível para vocês, mas não queria desenrolar um grande textão nesse post, então segue a listinha do jeito que fiz e entendi, mas podemos sempre ir conversando pelos comentários, já que hoje em dia são tão pouquinhos :)

1 - ATERRAMENTO no real, evitando os voos (e mergulhos)
2 - RESPEITO à intuição e sinalizações do corpo
3 - ORGANIZAÇÃO para ter tranquilidade e paz
4 - TREINAMENTO para um corpo tão ágil quanto a mente
5 - CUIDADO com interferências e orbitações das pessoas ao meu redor
6 - PARCIMÔNIA financeira, frugalidade no cotidiano
7 - AMOR como incentivo e combustível (por mim e pelos demais)
8 - DISCIPLINA para manifestar amor em cada projeto
9 - PRIORIDADE a sair da estagnação profissional e intelectual
10 - CONSISTÊNCIA para estabilizar grandes mudanças
11 - PACIÊNCIA para não perder a motivação (e identificá-la)
12 - HUMILDADE ao planejar metas factíveis

No geral, o que tenho aprendido é que não adianta muito mirabolar e quantificar metas, mas sim, estabelecer parâmetros justos de expectativa (e posterior julgamento). Como sou uma pessoa que sonha muito, acabo me perdendo na hora de executar as coisas, então essa questão do aterrar e me estabelecer no real é muito difícil, mas vital. Não vai ser fácil, mas acredito que é o caminho, coisa que estamos eu e A Analista identificando há algum tempo, com outras analogias que não compartilho aqui pelo alto grau de intimidade. Mas é fundamentalmente sobre ir aos pouquinhos, para não deixar de ir. 

Tuesday, January 10, 2017

Na repartição

Peguei ontem elevador com um coleguinha por 3 andares, do 2 ao 5. Como ele é querido fomos conversando o que eu realmente pensava ser só uma conversinha de elevador.
Mas aí ele compartilha que está indo fazer uma microcirurgia nessa tarde, e eu, ingênua, questiono do que se trata:
- Ah é só para a extração de um pólipo retal.
(POKER FACE)
- É como se fosse a complicação de hemorróidas, sabe? 
Sigo reagindo apenas facialmente, descemos do elevador, desejo boa cirurgia e saio correndo.
PARA NUNCA MAIS PEGAR ELEVADOR AQUI.
Com o conceito de overshare redefinido e o de conversinha de elevador, também.

Monday, January 09, 2017

Alguém que foi ganha para o Lado Negro da Força

Sempre comento aqui que sou ruim de assistir filme. Sou bem boa de ler livro, e não sei porque, nada boa de assistir filme!
Daí que sempre fico feliz se alguém me chama para ir ao cinema ou ver um filme, pois eu sozinha sou capaz de sentar por horas vendo groselha no youtube ou assistir série, mas não vejo um puto de um filme inteiro.
Semana passada, minha amiga me convidou para ver Star Wars, e aí está: aos 32 anos, estava indo ver algo da saga pela primeira vez.
Dei uma lida na wikipedia para entender minimamente o enredo, entendi que estava indo ver um spinoff e me entreguei ao enlatado entretenimento que já ganhou tanta gente.
Não posso negar que também me ganhou: arrependi de não ter assistido em 3D, pois as cenas e os efeitos eram incríveis, apesar de um dos piores diálogos da minha vida (e eu não sou lá tão exigente), enredo bestinha... e pouquíssimas duas ceninhas com Darth Vader.
Gente, apaixonei imediatamente: quando tocou a marcha, quando ele falou, quando ele com sua espada matou umas 50 pessoas em 10 segundos, eu sabia, que meu coração havia sido arrebatado. 
Naquela noite não dormi muito bem. Antes das 6h da manhã já havia mandado 7 áudios para minha amiga que me levou ao cinema e ao mundo de Starwars. Depois de muita pesquisa, comecei a assistir a saga pelo que parece ser o mais consenso: IV, V, VI para só depois ver I, II e III.
Que universo fantástico!

Wednesday, January 04, 2017

Nem sei como contar isso, mas

EU PASSEI AS FÉRIAS NO JAPÃO!
Minha primeira noite em Shinjuku, a caminho de dormir num hotel cápsula


Sim sociedady, conjunções favoráveis fizeram com que eu tenha realizado esse sonho antigo e que considerava mais distante.
Foram 15 dias intensos, malucos, de inception mesmo, e com todas as minhas expectativas superadas. Sabe o que a gente imagina? Caos urbano, poluição visual, loucura noturna, muita galera? Tem. Gastronomia incrível? Tem. Organização, limpeza, tudo fluindo? Tem também. Natureza estonteante, templos e oásis pacíficos? Sim.
Jardim em Shinjuku

O MELHOR SUSHI DA MINHA VIDA? SIMMMMMMM.
Sei que eu nem contei ainda todos os países pelos quais fui nazoropa das últimas vezes. Mas não podia deixar de pautar que Tokyo foi de cair os butiá do bolso!

Mercado de peixes - Tsukiji - onde comi o melhor sashimi da minha vida


Tuesday, January 03, 2017

Balanço final de 2016 e das Resoluções de Ano Novo

Eu ODEIO Natal. Mas amo Ano Novo e a ideia de poder recomeçar. Meu 2016 foi definitivamente melhor que 2015, especialmente a partir do ponto em que desisti de ENTENDER e foquei em apenas ACEITAR as coisas que estavam acontecendo.
Coletivamente foi um ano muito duro. Alguns analisam que foi mais que os demais, mas não acredito nisso. Tenho sérios problemas em dourar a pílula do governo anterior, embora me oponha radicalmente ao atual.
Porém pessoalmente, foi um ano de bastante introspecção, aprendizados sobre mim mesma, diálogos internos, inserção de novos hábitos e isso tudo me toma tempo e trabalho. Curei algumas feridas, mexi em outras (que voltaram a doer) e não abri nenhuma nova.
Escrevi pouco no blogue e às vezes me pergunto a razão de mantê-lo, tendo atualmente tão poucas visualizações. Mas aí mexo nos históricos e vejo que mantenho isso aqui principalmente para mim, para meu próprio registro e me recordar das coisas que vivencio, sinto, etc.
Então justamente por isso, abaixo segue como ficou o balanço final das minhas resoluções para 2016:

1 - QUITAR MINHAS DÍVIDAS - resolvido em agosto!;
2 - TIRAR O DIPLOMA DO MESTRADO - não;
3 - DESTRALHAR MINHA CASA - avancei muito, mas é um processo ainda incompleto;
4 - VOLTAR A ESTUDAR FORMALMENTE - não me preparei bem para a prova que fiz e não passei no sorteio da outra que tentei :( ;
5 - MEDITAR DIARIAMENTE - não foi diariamente. Mas diariamente fiz mindfullness, que resultou imensamente;
6 - LER 24 LIVROS - ASSISTIR 52 FILMES - IR A 4 SHOWS DE MÚSICA - 20 livros, 45 filmes e 2 shows (Novos Baianos em BH foi o melhor!);
7 - GASTAR MENOS DO QUE GANHO (INCLUINDO OS VALES) - me aproximei do zero, raramente sobrou;
8 - NÃO SER ESPELHO EM MINHAS RELAÇÕES (agir conforme acredito, não conforme a pessoa me provoca a agir) - melhorou MUITO, mas não foi assim o tempo todo;
9 - PRODUZIR 1 ARTIGO CIENTÍFICO EM MINHA ÁREA E INSCREVÊ-LO EM EVENTO - meta cumprida em julho;
10 - TER UMA ATIVIDADE FÍSICA SEMPRE. INICIAMOS COM CORRIDA E HIIT - não tive SEMPRE, mas de outubro em diante, a musculação emplacou!;
11 - ADMINISTRAR MELHOR OS PRAZOS, EVITANDO PENDÊNCIAS ACUMULADAS E PROCRASTINAÇÃO (melhorar em 25% meu rendimento neste quesito) - eu melhorei, mas percebo que o que mais melhorou foi perceber que o meu rendimento não é assim ruim. A procrastinação existe, mas não é o principal detalhe, pois eu não perco os prazos, apenas, tenho um ritmo de produção que me leva a amadurecer a ideia muito (às vezes até demais) antes de realmente implementar. O que preciso ajustar é o sofrimento que me causa quando, podendo executar a tarefa, eu atraso esse momento, por isso, continuo trabalhando por essa meta;
12 - TRATAR A MIM MESMA COM AMOR, CONSIDERAÇÃO E RESPEITO. ME PROTEGER DE POTENCIAIS RISCOS E TER MUITO CUIDADO E PACIÊNCIA A CADA NOVO PROCESSO - acho que eu cumpri isso com bastante rigor, mas é algo que exige muita vigilância, por isso, em alguns momentos derrapei. A boa nova é que logo percebi e corrigi, com a ajuda de A Analista com quem tive um ano deveras produtivo e por isso considero que estou melhorando!

Monday, November 28, 2016

Quando sua procrastinação te morde na bunda

Há 3 anos que "tirar o diploma do mestrado" figura na minha lista de coisas por fazer. Além do fato de dever mais de 600 reais para a UFSC pela demora na entrega, a verdade é que eu procrastinei por preguiça e depois por vergonha de ter demorado tanto a fazer isso.
Mais de três anos se passaram.
Daí aqui na repartição fui atualizar o censo funcional, coisa que barnabé faz periodicamente. Atualizei que passei de graduação completo para mestre. Óbvio que eles fazem questão do diploma, né Brasil?
Aquele que nunca tirei.
Agora, fica aquele questionamento: será dessa vez? Será que é agora que retirarei meu diploma porque uma coisa sempre leva à outra?
Claro, não custa complementar: sabe aquela multinha que a gente paga por não votar? Tranca salário de barnabé. Estou esperando a wakeup call que me fará correr no último dia para o cartório eleitoral!

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